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Irã diz que ciberataques dos EUA falharam

24 de Junho de 2019, 11:37 , por Correio do Brasil - | No one following this article yet.
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Os rivais de longa data se aproximaram de um confronto militar direto na semana passada, quando o Irã abateu um drone norte-americano.

Por Redação, com Reuters – de Washington

O governo do Irã afirmou nesta segunda-feira que os ciberataques promovidos pelos Estados Unidos contra forças militares iranianas falharam, e sugeriu que está disposto a discutir novas concessões com Washington caso os EUA suspendam sanções e ofereçam novos incentivos.

Destroços de drone dos EUA derrubado pelo Irã, de acordo com as forças iranianas

Os rivais de longa data se aproximaram de um confronto militar direto na semana passada, quando o Irã abateu um drone norte-americano. O presidente dos EUA, Donald Trump, suspendeu um ataque em retaliação poucos minutos antes do impacto.

A imprensa norte-americana informou que os EUA realizaram ataques cibernéticos apesar de Trump ter cancelado o ataque aéreo. O Washington Post reportou no sábado que os ataques cibernéticos, que haviam sido planejados anteriormente, desativaram os sistemas de lançamento de foguetes iranianos. Autoridades dos EUA se recusaram a comentar.

– Eles se esforçaram, mas não realizaram um ataque bem-sucedido – disse Mohammad Javad Azari Jahromi, ministro de Tecnologia da Informação e Comunicações do Irã, no Twitter.

Supostos ataques

– A imprensa questionou se os supostos ataques cibernéticos contra o Irã são verdadeiros – tuitou ele. “No ano passado, neutralizamos 33 milhões de ataques com o firewall (nacional)”.

Aliados dos EUA têm pedido por medidas para neutralizar a crise, expressando que temem que um pequeno erro de ambos os lados possa desencadear uma guerra.

– Estamos muito preocupados. Não achamos que nenhum dos lados quer uma guerra, mas estamos muito preocupados que possamos entrar em uma guerra acidental e estamos fazendo tudo o que podemos para minimizar as coisas – disse o secretário de Relações Exteriores britânico, Jeremy Hunt.

O secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, viajou para o Oriente Médio para discutir a questão do Irã com os líderes da Arábia Saudita e dos Emirados Árabes Unidos, que defendem uma abordagem mais inflexível. Pompeo se reuniou com o rei Salman e o príncipe herdeiro Mohammed bin Salman.

Omã

O representante especial dos EUA para o Irã, Brian Hook, visitou Omã e estava a caminho da Europa para explicar a política dos EUA aos aliados. Em um telefonema antes de sua chegada a Paris, ele disse a repórteres europeus que Trump estava disposto a sentar-se com o Irã, mas que o Irã deveria aceitar um acordo antes que as sanções fossem impostas.

As relações entre os dois países começaram a piorar no ano passado, quando os Estados Unidos abandonaram um acordo de 2015 entre o Irã e as potências mundiais projetado para conter o programa nuclear iraniano em troca da suspensão das sanções.

A rivalidade se acirrou no mês passado quando Trump intensificou as sanções, ordenando que todos os países parassem de comprar petróleo iraniano.

Sudão

Um tribunal do Sudão determinou no domingo que a operadora de telecomunicações Zain Sudan retome os serviços de Internet no país, disse um advogado, após um “apagão” iniciado há quase três semanas, quando forças de segurança dispersaram manifestantes que acampavam no centro da capital Cartum.

Chefes militares do Sudão ordenaram um “blecaute” nos serviços de internet como medida de segurança, mas a medida está impactando negativamente a economia e operações humanitárias no país, que tem 40 milhões de habitantes.

Os manifestantes exigem que os militares entreguem o poder a uma autoridade civil.

Abdel-Adheem Hassan, advogado que entrou com ação contra a Zain Sudan pela falta de internet, disse à agência inglesa de notícias Reuters que a Corte Distrital de Cartum ordenou que a empresa “retome imediatamente os serviços de internet do país”.

A Justiça do Sudão não comenta suas decisões com a imprensa.

A Zain Sudan, uma subsidiária da Zain Kuweit, é a maior operadora do Sudão. A empresa não pôde comentar de imediato o assunto neste domingo.

Hassan disse que um representante da Zain disse à Justiça em resposta à ação que a companhia recebeu uma ordem verbal de “altas autoridades” para cortar a internet.

Autoridades sudanesas não foram encontradas para comentar imediatamente, e não era claro qual será o efeito prático imediato da ordem judicial deste domingo.

Sites

Autoridades também restringiram o acesso a sites populares de redes sociais durante as 16 semanas de protestos contra o veterano líder Omar al-Bashir mais cedo neste ano. Bashir foi finalmente retirado do cargo em 11 de abril.

O atual apagão, que começou em 3 de junho, resultou em uma “quase total perda de acesso” para conexões móveis e fixas para a maioria dos usuários comuns, embora a conectividade tenha melhorado de 2% para 10% dos níveis normais na última quinta-feira, disse Alp Toker, da NetBlocks, uma ONG de direitos digitais.

– Os dados indicam que as restrições atuais da internet do Sudão continuam mais severas do que as observadas durante o governo de Omar al-Bashir, incluindo aquelas aplicadas nos últimos dias do regime – disse Toker em um email.

O apagão prejudicou a velocidade e a eficácia das operações humanitárias, disse Rick Brennan, diretor regional de emergências da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Os manifestantes vêm exigindo que as autoridades restaurem os serviços de internet como uma de suas condições para retornar às negociações sobre a formação de uma administração transitória, incluindo civis e oficiais militares.

Internet

O general Salah Abdel-Khaleq, membro do Conselho Militar de Transição do Sudão, disse à BBC em entrevista neste mês que os serviços de Internet seriam restaurados assim que as negociações fossem retomadas.

As conversas foram suspensas depois que as forças de segurança atacaram manifestantes acampados em frente ao Ministério da Defesa no centro de Cartum em 3 de junho. Os manifestantes afirmam que a violência resultante deixou 128 mortos, enquanto o Ministério da Saúde calcula o número de vítimas em 61.

Os manifestantes reagiram declarando um estado de desobediência civil e pediram que seus apoiadores em vários setores da economia entrem em greve, em uma medida que paralisou parcialmente o Sudão.


Fonte: https://www.correiodobrasil.com.br/ira-ciberataques-eua-falharam/

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