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Moro diz que ministério é ‘cargo técnico’, enquanto aguarda julgamento no CNJ

6 de Novembro de 2018, 15:40 , por Correio do Brasil - | No one following this article yet.
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Moro discursou em um evento sobre construções sustentáveis em Curitiba, em seu primeiro compromisso público desde que aceitou o convite de Bolsonaro. O juiz disse ainda que vê o cargo como predominantemente “técnico” e que trabalhará com aquilo que conhece.

 

Por Redação – de Curitiba e São Paulo

O juiz federal Sérgio Moro, futuro ministro da Justiça no governo do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), é alvo de representações no Conselho Nacional de Justiça. A última delas, por preferir as férias à renúncia da magistratura, antes de ser nomeado.

Jair Bolsonaro, beneficiado por medidas legais durante a campanha, será o novo chefe de Sérgio Moro

Durante encontro, na noite passada, ele declarou que abandona a magistratura com “grande pesar” e que não se vê “ainda como um político verdadeiro”.

Carreira política

Moro discursou em um evento sobre construções sustentáveis em Curitiba, em seu primeiro compromisso público desde que aceitou o convite de Bolsonaro. O juiz disse ainda que vê o cargo como predominantemente “técnico” e que trabalhará com aquilo que conhece, a Justiça.

— Mantenho válida a promessa que fiz anos atrás de que jamais entraria na política. Não pretendo jamais disputar qualquer espécie de cargo eletivo — afirmou o integrante da ultradireita, que colaborou com a campanha do novo superior hierárquico.

Desde que aceitou assumir o ministério, o ex-juiz tem sido questionado por causa de uma entrevista ao diário conservador paulistano Estado de S. Paulo, na qual afirma que jamais entraria na política.

— Para mim, Ministério da Justiça e da Segurança Pública, eu estou indo para uma posição técnica, para fazer meu trabalho — tentou explicou.

Paulo Guedes

Ainda assim, reconheceu que isso “envolve certa política, conversar com as pessoas, buscar convencer os parlamentares a aprovar medidas legislativas” que se mostrarem oportunas.

— Sempre com ouvido aberto ao diálogo — acrescentou.

O magistrado era responsável pelas decisões em primeira instância da Operação Lava Jato e como ministro pretende fazer do combate à corrupção sua principal bandeira. Moro saiu de férias a partir desta terça-feira, por 17 dias e pedirá a exoneração da magistratura em janeiro.

No CNJ, porém, ainda pesam ao menos quatro representações apresentadas contra Moro. Uma delas levanta suspeitas quanto ao encontro dele com o economista Paulo Guedes, quando trataram da participação dele no novo governo.

Atividades políticas

Tento em vista o posto assumido por Moro, o corregedor nacional de Justiça, Humberto Martins, disse a jornalistas que pretende dar celeridade aos casos e deverá decidir sobre eles nos próximos dez dias. Ele precisará analisar, ainda, o pedido de férias de Moro, em que deixa claro sua participação na equipe do presidente eleito, quando iniciará “as preparações para a transição de governo e para os planos para o Ministério (da Justiça)”.

“O fato de Moro não ter se exonerado, preferindo apenas tirar férias, é criticado por integrantes do CNJ. Um deles diz que “não existe o sujeito fazer plano de governo de toga” pois a Constituição veda a participação de juízes em atividades políticas. Martins analisará também o caso em que Moro divulgou conversas de Dilma Rousseff e Lula de forma inconstitucional, como definiu na época Teori Zavascki, do STF”, relata um dos diários conservadores paulistanos, nesta terça-feira.

Os grampos ocorreram em 2016, mas os atos de Moro não foram julgada pelo CNJ, até agora.


Fonte: https://www.correiodobrasil.com.br/moro-ministerio-cargo-tecnico-julgamento-cnj/

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