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Mulheres saem às ruas em todo país contra violência e pela democracia

8 de Março de 2018, 15:14 , por Jornal Correio do Brasil - | No one following this article yet.
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Twitaço #8McontraGlobo foi o terceiro assunto mais comentado desta manhã. Além das bandeiras feministas, a defesa da democracia também pautou os protestos e atos públicos

Por Redação, com RBA – de Brasília:

Milhares de mulheres protagonizaram em todas as regiões do país e na Internet os atos do Dia Internacional de Luta das Mulheres na manhã desta quinta-feira.

Logo cedo, às 5h30, o parque gráfico do diário conservador carioca O Globo, na cidade do Rio de Janeiro (RJ), foi ocupado por cerca de 800 mulheres de diversos movimentos populares; pontuando mais uma vez a crítica à participação da emissora no golpe de 2016; que destituiu a ex-presidenta Dilma Rousseff da presidência da República.

Ato no Centro Histórico de Porto Alegre denuncia a violência contra a mulher, em especial o feminicídio

Também para denunciar a participação do setor empresarial no processo de impeachment; cerca de 800 manifestantes ocuparam uma fábrica ligada à Riachuelo, na região metropolitana de Natal, no Rio Grande do Norte. Além de apoiar abertamente o golpe; o grupo empresarial de Flávio Rocha teve uma condenação em 2016 por praticar um regime de trabalho análogo ao escravo.

Em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul; as mulheres trabalhadoras do campo e da cidade marcharam pelas ruas centrais em defesa da democracia e da soberania nacional e fizeram um protesto simbólico contra o feminicídio. Na sequência, elas se deslocaram para o  Tribunal Regional Federal da quarta Região (TRF-IV); para protestarem contra a criminalização dos movimentos populares; a seletividade da justiça brasileira ( e o auxílio-moradia dos juízes.

Em Porto Velho, capital de Rondônia, cerca de 500 mulheres da Via Campesina e Levante Popular da Juventude protestaram bloqueando o acessos aos portos de gás e gasolina. 

Usina de Belo Monte

Já no Pará, as mulheres se uniram contra a construção da Usina de Belo Monte; ao denunciarem o aumento da violência na região após a instalação da hidrelétrica. A cidade é uma das mais violentas do Brasil. Em Belém, 400 camponesas marcharam pelas ruas da capital e escracharam a multinacional Hydro na Amazônia; a maior responsável pelo crime ambiental no município de Barcarena.

No Piauí, mulheres sem-terra ocuparam a sede do Incra, em Teresina; para exigir soluções para os entraves no processo de Reforma Agrária. Também houve ocupação na sede do Incra em Brasília. A Jornada denuncia a violência contra a mulher; o agronegócio e o avanço do governo Temer sobre os direitos da classe trabalhadora em diversos setores.

Na Bahia, em Santo Sé, as trabalhadores sem-terra ocuparam a fazenda da Frutmag, do Grupo Magnesita; que em 2013 demitiu 1.800 trabalhadores. Na cidade de Boa Vista do Tupim; também na Bahia, na região da Chapada Diamantina, as trabalhadoras rurais ocuparam a prefeitura, com o lema pela democracia e pela Reforma Agrária.

MST

No Mato Grosso, as camponesas do MST ocuparam a fazenda Entre Rios, na cidade de Jacira; que está penhorada no Banco do Brasil por empréstimos vencidos e também com dívidas na Receita por não pagar os impostos.

Em Pernambuco, o Fórum de Mulheres do Araripe realizou um ato público contra o fechamento das escolas do campo. Já na capital Maranhense, em São Luís; outro grupo de mulheres ligadas ao MST protestaram em frente à Assembléia Legislativa; onde denunciaram a violência no campo. Em 2017, foram 65 pessoas assassinadas em conflitos no campo em todo o Brasil.

Em Fortaleza, no Ceará, 10 mil mulheres estiveram em marcha pelas ruas da capital. Já em Aracaju-SE, foi realizado uma intervenção na porta do poder Judiciário, denunciando a omissão da justiça em relação à violência contra as mulheres. Segundo as organizações que participaram do ato, apenas no Estado, houveram 15 casos de feminicídio entre 2016 a 2018.

Twitter

Paralelamente a ocupação no parque gráfico das Organizações Globo, foi iniciado um twittaço com a marca #8McontraGLOBO a partir das 8h da manhã. Em menos de uma hora, às 8h45, o protesto virtual já era o sexto assunto mais comentado no Brasil.

Às 9h20, com pouco mais de uma hora de engajamento, o twittaço contra a Rede Globo chegou no terceiro lugar entre os destaques nacionais da rede social.

As mobilizações nas redes sociais e nas ruas continuam em diversas cidade do Brasil na tarde desta quinta. 

 
 

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Fonte: https://www.correiodobrasil.com.br/mulheres-saem-as-ruas-em-todo-pais-contra-violencia-e-pela-democracia/

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