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Pressão do Ministério Público causa amnésia pontual em Flávio Bolsonaro

13 de Agosto de 2020, 16:16 , por Correio do Brasil - | No one following this article yet.
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Os promotores que atuam no caso, todavia, provaram que vendedor dos imóveis realizou um depósito de R$ 638 mil em espécie no banco localizado próximo ao cartório onde foi lavrada a escritura.

Por Redação – do Rio de Janeiro

Pressionado para explicar o pagamento de R$ 310 mil em dinheiro vivo, na compra de dois apartamentos na Zona Sul da Cidade, o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) alegou não se recordar do episódio. O lapso seletivo de memória apagou, alega o primogênito do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), completamente a lembrança de como transportou uma mala cheia de dinheiro para a compra dos imóveis, em Copacabana, no ano de 2012.

Os promotores que atuam no caso, todavia, provaram que vendedor dos imóveis realizou um depósito de R$ 638 mil em espécie em um banco localizado próximo ao cartório onde foi lavrada a escritura, a apenas 50 metros da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Nesse ponto, o senador caiu em mais uma contradição.

Em dinheiro

Questionado pelo promotores do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPE-RJ) sobre o pagamento em espécie, no âmbito do inquérito que apura a existência de um esquema de “rachadinha” em seu gabinete, na época em que exercia o mandato na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Flávio respondeu:

— Que eu me recorde, não. Se eu não me engano, foi por transferência bancária esse sinal. Cheques. E, no dia, eu paguei as duas salas junto com a minha esposa no próprio cartório — disse.

O parlamentar também afirma desconhecer o depósito em dinheiro feito pelo vendedor Glenn Dillard.

— Se o cara tinha esse perfil, certamente não devia estar fazendo só isso, né? — questionou.

Filha de Queiroz

Dillard, no entanto, não teria feito mais nenhuma outra transação imobiliária naquele semestre. Os imóveis foram revendidos por Flávio Bolsonaro um ano depois por R$ 813 mil.

O parlamentar também admitiu, em outro depoimento, ter pago R$ 86,7 mil em espécie na compra de 12 salas comerciais em 2008. Ele disse ter pego dinheiro emprestado com Jair Bolsonaro e com um irmão, que não foi identificado.

A questão dos vultosos pagamentos em dinheiro, contudo, não é a única a ser respondida. Os repasses mensais que a professora de ginástica Nathália Queiroz fazia ao pai, o policial militar aposentado Fabrício Queiroz, foram interrompidos logo após o suposto vazamento de informações ao senador  sobre investigações que envolviam seu então gabinete na Alerj.

Informações

Nathália, na época, recebia salários do então deputado federal Jair Bolsonaro na Câmara dos Deputados. De acordo com a quebra de seu sigilo fiscal, ela devolvia parte de seu salário para abastecer o suposto esquema de “rachadinha” operado pelo pai.

A última transferência feita por ela para o pai foi em 21 de setembro de 2018. Após essa data, ela recebeu vencimentos da Câmara dos Deputados em outubro e novembro, mas não os repassou ao pai como fazia havia 12 anos.

A data coincide com a do suposto vazamento de informações da Polícia Federal (PF) sobre investigações em torno do então gabinete de Bolsonaro na Assembleia. A denúncia de que houve o vazamento de informações na PF do Rio coube ao presidente do PSDB do Rio de Janeiro, Paulo Marinho.


Fonte: https://www.correiodobrasil.com.br/pressao-ministerio-publico-causa-amnesia-pontual-flavio-bolsonaro/

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