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Processo contra Aécio Neves sofre revés e nova denúncia o levaria à prisão

13 de Março de 2018, 15:45 , por Jornal Correio do Brasil - | No one following this article yet.
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Os novos fatos pesam contra o senador Aécio Neves (PSDB-MG). Ele foi alvo de medidas restritivas de liberdade, no ano passado, por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF). Caso seja interpretada como uma quebra de confiança no acordo judicial que o mantém fora das grades, Aécio Neves poderá receber um novo mandado de prisão.

 
Por Redação – de Brasilia

 

O processo no qual o senador Aécio Neves (PSDB-MG) é investigado por lavagem de dinheiro, corrupção e formação de quadrilha recebeu, nesta terça-feira, o reforço de documentos da Receita Federal. Pelas contas dos auditores, vazadas para um dos diários conservadores paulistanos, o patrimônio declarado do senador mineiro “triplicou após a eleição de 2014, quando foi derrotado por Dilma Rousseff (PT). O salto foi de R$ 2,5 milhões em 2015 para R$ 8 milhões em 2016”.

Aécio Neves (PSDB-MG) poderá receber um novo mandado de restrição de liberdade

O crescimento é resultado de uma operação financeira entre Aécio e a irmã dele Andrea Neves; envolvendo cotas que o senador detinha em uma rádio, a Arco Íris, da qual foi sócio durante seis anos. Os novos fatos pesam contra o senador, que foi alvo de medidas restritivas de liberdade, no ano passado, por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF). Caso seja interpretada como uma quebra de confiança no acordo judicial que o mantem fora das grades, Aécio Neves poderá receber um novo mandado de prisão.

Sigilo quebrado

“A quebra do sigilo fiscal do tucano foi ordenada pelo STF em uma ação cautelar que corre paralelamente ao inquérito que investiga o parlamentar por ter pedido R$ 2 milhões ao dono da empresa de carnes JBS, Joesley Batista”, acrescenta o jornal. Nas ultimas eleições presidenciais, Neves declarou ao TSE que suas cotas na Arco Íris, afiliada da Jovem Pan, valiam R$ 700 mil, na forma de uma dívida que mantinha com a antiga dona, a mãe dele.

“Em setembro de 2016, Aécio decidiu vender suas cotas à outra sócia na rádio, Andrea. Ao realizar a operação, o senador declarou ao Fisco que elas valiam R$ 6,6 milhões, quase dez vezes mais do que um ano antes. Ao mesmo tempo, a mãe de Aécio perdoou a dívida com o filho. Os mesmos R$ 6,6 milhões foram declarados por Andrea em seu Imposto de Renda — cujo sigilo também foi quebrado pelo STF”, acrescentou.

Para o jornalista Ricardo Kotscho , em seu blog, há aspectos inusitados na transação patrimonial do senador mineiro. “O cidadão declara à Receita que tem R$ 700 mil em cotas de uma rádio da família. Um ano depois, vende estas mesmas cotas por R$ 6 milhões a uma irmã”.

Patrimônio

“Um bom negócio?”, pergunta Kootsho. E ele mesmo responde: “Sem dúvida, mas se este cidadão é o senador Aécio Neves, ex-presidenciável tucano, que viu seu patrimônio triplicar depois da eleição de 2014”.

“O repentino enriquecimento de Aécio foi revelado após a quebra do seu sigilo fiscal no inquérito da (Operação) Lava Jato, que investiga o senador no caso daqueles R$ 2 milhões que pediu a Joesley Batista para pagar advogados, com áudio gravado e o vídeo da entrega do dinheiro a um parente. A rádio Arco Íris, de propriedade da família Neves, deve ser um fenômeno empresarial num ramo que enfrenta sérias dificuldades. Afiliada da rádio Jovem Pan; uma rede que defende tudo o que tem de mais atrasado na política brasileira, a Arco Íris; que ocupa o quinto lugar em audiência na Grande BH, deve estar valendo uma fortuna”, acrescentou.

Já o jornalista Fernando Brito, em seu site, o Tijolaço, não se furta a comentar o caso. É, de fato, “muito provável que Aécio não tenha ‘triplicado’ seus bens, mas apenas corrigido em parte o que, antes, era ocultado, por razões eleitorais. Não é, diga-se a seu favor, algo raro. As propriedades empresariais em sistema de cotas sobre o capital social e a não tributação sobre o recebimento de lucros e dividendos – que, como a jabuticaba, só existe no Brasil – cria um completo descompasso entre o que é a receita auferida pelo trabalho (salários) e a obtida pelo capital”.

Vazamento

“Além do que, como se vê  em outros “tucanocasos”; o patrimônio empresarial é, na verdade, pessoal, embora em nome da empresa. Ou não são assim os jatinhos de Luciano Huck e João Doria Jr, comprados com dinheiro do BNDES. Além do mais, a operação em questão – venda de cotas da rádio, em prestações; à sua própria irmã parece muito mais destinada a proteger a concessão das consequências políticas de ter ‘sujado a barra’ para o senador mineiro”, acrescentou.

Ainda segundo Brito, “o segundo ponto é que parece haver caroço embaixo deste angu; sobretudo porque a guerra surda dentro do PSDB segue de vento em popa”.

Na véspera, lembra; “se noticiava como a recusa de Antonio Anastasia em concorrer ao Governo de Minas atrapalhava os planos de Geraldo Alckmin. Anastasia, como se sabe, é criatura de Aécio, que mantém (será?) uma candidatura ao Senado para; nitidamente, bloquear qualquer outra que possa impedir negociações futuras. Aécio sabe que, embora não impossível sua eleição, a candidatura senatorial é risco acima de sua capacidade de bancar”.

“Ah, mas foi vazamento… Por favor, estamos calvos de saber como e por que vias ocorrem os vazamentos policiais e judiciais”, conclui Fernando Brito.

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Fonte: https://www.correiodobrasil.com.br/processo-contra-aecio-neves-sofre-reves-nova-denuncia-levaria-prisao/

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