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PSDB se desmoraliza ao ser escorraçado do governo

14 de Novembro de 2017, 15:21 , por Jornal Correio do Brasil - | No one following this article yet.
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O Ministério das Cidades, antes do PSDB, agora será loteado entre as legendas do chamado ‘Centrão’. Esta foi a alternativa que o núcleo político do Palácio do Planalto teria encontrado para reduzir o desgaste pela possível aprovação da reforma da Previdência.

 

Por Redação – de Brasília

 

Sem o Ministério das Cidades desde a noite passada, com a renúncia do titular, deputado Bruno Araújo (PSDB-PE), os tucanos arriscam-se a ver todos os seus integrantes expulsos do governo de Michel Temer, durante a reforma do Gabinete, em curso. Para a legenda, segundo um dos líderes partidários comentou com a reportagem do Correio do Brasil, “seria o equivalente a ser escorraçado”.

O deputado Bruno Araújo (PSDB-PE) está de volta à Câmara, onde batia panelas contra Dilma

O deputado Bruno Araújo (PSDB-PE) está de volta à Câmara, onde batia panelas contra Dilma

O Ministério das Cidades, agora, será loteado entre as legendas do chamado ‘Centrão’. Esta foi a alternativa que o núcleo político do Palácio do Planalto teria encontrado para reduzir o desgaste pela possível aprovação da reforma da Previdência.

Carta de demissão

A decisão de dividir a pasta para atender às várias legendas já havia sido tomada antes mesmo do agora ex-ministro Bruno Araújo (PSDB) entregar a carta de demissão. A intenção do governo, agora, é buscar um nome de consenso entre os partidos do Centrão para o comando da pasta. E fazer a distribuição dos principais cargos contemplando PP, PR, PTB, PSD, além dos partidos menores.

Para os tucanos, no entanto, a saída de Bruno Araújo antecipa o desembarque do PSDB do governo Temer. Araújo entregou sua carta de demissão nesta segunda-feira. No documento, agradece ao partido e afirma que “não há mais nele apoio no tamanho que permita seguir nessa tarefa”.

Desembarque ‘educado’

Rumores no partido, desde a semana passada, indicavam que Araújo poderia renunciar. Em maio, logo após a delação do grupo JBS provocar uma crise no governo, ele chegou a estudar uma demissão. Foi convencido por colegas, no entanto, a permanecer no governo.

— (Saio) com naturalidade. Esse é movimento que foi antecipado. O caminho do PSDB na convenção deve ser este, ajudar o país sem precisar dos cargos — disse a jornalistas o deputado Betinho (PSDB-PE).

Para o candidato à presidência do PSDB governador Marconi Perillo (GO), a decisão de Araújo está de acordo com o que ele defende há dois meses; um desembarque “educado”.

— A saída do ministro Bruno Araújo está dentro da estratégia de sair de forma natural e elegante — disse.

Pesquisa

O PSDB ainda ocupa o Ministério das Relações Exteriores (Aloysio Nunes) e as Secretaria de Governo (Antonio Imbassahy) e Direitos Humanos (Luislinda Valois). Entre tucanos, cresce a ideia de que a legenda deve desembarcar do governo ainda este ano. Tanto por Perillo quanto pelo ex-presidente interino da legenda senador Tasso Jereissati (CE) pensam de maneira semelhante quanto ao assunto.

Entre os integrantes da legenda, segundo pesquisa do instituto Paraná Pesquisas, divulgada nesta terça-feira, 70,5% dos entrevistados querem que o PSDB deixe a base aliada do governo Temer. Segundo o estudo, outros 23,7% apoiam a permanência da legenda. Outros 5,8% não souberam responder ao questionário ou não opinaram sobre o assunto.

Saída imediata

O desembarque tucano, na prática, já começou, com a renúncia de Araújo (PSDB-PE. Ainda segundo a pesquisa, a saída dos tucanos é defendida principalmente pelas mulheres (76,1%) contra 64,4% dos homens. Os jovens de 16 a 24 anos são os que mais desejam a saída da legenda da base (74,3%).

Entre as pessoas com idades 25 e 34 anos, 73,7% defendem o desembarque. A defesa da saída do governo, porém, é menor entre os eleitores com idade entre 35 e 44 anos (66,8%).

A região Nordeste é a que mais rejeita a permanência do PSDB no governo (73,1%); seguida pelo Sul (71%), Norte/Centro-Oeste (69,3%) e Sudeste (69%).

O levantamento foi feito entre os dias 9 e 13 de novembro; junto a 2.442 entrevistados em 126 municípios de 26 Estados e o Distrito Federal. A margem de erro do estudo é de 2% para mais ou para menos. O grau de confiança de 95%.

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Fonte: https://www.correiodobrasil.com.br/psdb-desmoraliza-ser-escorracado-governo/

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