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Suspeito de ser dono ‘fantasma’ do FIB Bank, Tolentino se cala na CPI

14 de Setembro de 2021, 17:28 , por Correio do Brasil - | No one following this article yet.
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Apesar do silêncio diante de perguntas decisivas dos integrantes da Comissão, os senadores consideram estar comprovado que Tolentino é o sócio-oculto do FIB Bank, empresa que deu a garantia para o contrato de compra da vacina indiana Covaxin pelo Ministério da Saúde, com a intermediação da Precisa Medicamentos.

Por Redação – de Brasília

Na sessão desta terça-feira, na CPI da Covid, depois de uma pausa na semana do feriado do 7 de Setembro, os senadores ouviram o depoimento do advogado Marcos Tolentino, amigo do deputado Ricardo Barros (PP-PR), líder do governo Bolsonaro na Câmara.

O empresário Marcos Tolentino recusou-se, sistematicamente, a responder às perguntas dos senadores, na CPI da Covid

Apesar do silêncio diante de perguntas decisivas dos integrantes da Comissão, os senadores consideram estar comprovado que Tolentino é o sócio-oculto do FIB Bank, empresa que deu a garantia para o contrato de compra da vacina indiana Covaxin pelo Ministério da Saúde, com a intermediação da Precisa Medicamentos.

Durante a sessão, a CPI da Covid aprovou requerimentos que pedem à Procuradoria-Geral da República (PGR) a suspensão de todos os contratos da União que tiveram o FIB Bank como a instituição que ofereceu a garantia. A empresa tornou-se alvo da CPI por ter fornecido a garantia no escândalo da Covaxin, cujo contrato de R$ 1,6 bilhão foi cancelado por indícios de irregularidades.

Banco inexistente

Nas poucas perguntas que respondeu, Tolentino afirmou que não consta no quadro societário da empresa acionista do FIB Bank há 12 anos. No entanto, disse que dessa empresa que mantinha sociedade “derivaram muitos negócios” e que por isso ainda mantém empresas em comum com o grupo.

Tolentino acrescentou, ainda, ser sócio de Ederson Benetti, que já é falecido. Disse que se tornou sócio de Benetti na empresa Benetti Prestadora de Serviços, de Curitiba, mas que se desligou há mais de uma década.

— Dessa empresa da qual eu fazia parte, derivaram muitos negócios, direitos, bens, outras empresas, algumas que têm inclusive o nome Benetti como parte de sua razão social. E, mesmo com o falecimento do doutor Ederson Benetti, em um acordo com seu filho e herdeiro, Ricardo Benetti, algumas dessas empresas permaneceram de minha propriedade e outras foram a ele transferidas, a fim de fazer jus a seus direitos hereditários — afirmou, no depoimento.

Ainda segundo Tolentino, ”ocorre que, como citado na imprensa, a empresa citada no início dessa explicação foi transferida, empresa essa que sob sua propriedade constitui outra empresa chamada Pico do Juazeiro, que, posteriormente, no ano de 2016, tornou-se sócia da empresa FIB Bens e Garantias Fidejussórias”.

Círculo de amizade

Ainda em seu depoimento, Tolentino disse que conhece o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), mas que não possui vínculos de amizade.

— Conheço o presidente, desde o período em que era deputado federal, mas não possuo nenhuma amizade pessoal ou qualquer outro tipo de relacionamento. Estive com ele em alguns encontros, meramente casuais — afirmou o empresário, citando como exemplo o evento do marco regulatório das televisões.

Sobre a relação com o líder do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros (PP-PR), Tolentino também admitiu que o conhece há muitos anos e que mantém uma relação apenas de amizade e respeito. Tolentino também se desculpou e disse que não se tratava de provocação o fato de ter acompanhado Barros em seu depoimento à CPI da Covid, em agosto.

Tolentino disse ainda que conhece filhos do presidente, o senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ) e Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), de “eventos políticos e sociais”. E completou que não conhece Jair Renan Bolsonaro. O advogado não citou em sua explicação o outro filho do presidente, o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ).


Fonte: https://www.correiodobrasil.com.br/suspeito-dono-fantasma-fib-bank-tolentino-cala-cpi/

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