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Taxas de juros tendem a subir para as famílias e empresas, adverte BC

25 de Outubro de 2021, 16:19 , por Correio do Brasil - | No one following this article yet.
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Depois de chegar ao menor nível da história no mês de agosto do ano passado, em 2% ao ano, a taxa Selic começou a subir em março deste ano diante do aumento da inflação e está em 6,25% ao ano, definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. O colegiado se reúne novamente nesta semana e deve repetir os aumentos promovidos nos últimos encontros.

Por Redação, com ABr – de Brasília

As taxas de juros estão em trajetória de elevação e famílias e empresas pagaram valores mais altos em setembro, de acordo com as Estatísticas Monetárias e de Crédito divulgadas nesta segunda-feira, pelo Banco Central (BC). A taxa média de juros para pessoas físicas no crédito livre chegou a 41,3% ao ano, aumento de 0,5 ponto percentual em relação a agosto e de 3,2 pontos percentuais em 12 meses.

cheque especialAs taxas de juros no cheque especial, cobradas no Brasil, estão entre as mais altas do mundo

Nas contratações com empresas, a taxa livre cresceu 0,9 ponto percentual no mês e 5,6 ponto percentual em 12 meses, alcançando 17,1% ao ano. A alta dos juros bancários médios ocorre em um momento de aumento da taxa básica de juros da economia, a Selic.

Depois de chegar ao menor nível da história no mês de agosto do ano passado, em 2% ao ano, a taxa Selic começou a subir em março deste ano diante do aumento da inflação e está em 6,25% ao ano, definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. O colegiado se reúne novamente nesta semana e deve repetir os aumentos promovidos nos últimos encontros.

Poupança

A Selic é o principal instrumento utilizado pelo BC para regular a inflação. Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

O chefe do Departamento de Estatísticas do BC, Fernando Rocha, explicou que o movimento da política monetária acontece tanto para o aumento como para a redução.

— Ano passado, quando se atingiu o pico de redução [na Selic] também se viu uma redução na maior parte das modalidades de juros bancários, chegando em patamares mínimos em diversas delas — afirmou.

Crédito

Além desse ambiente macroeconômico, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como inadimplência, perspectivas de operações, lucro e despesas administrativas. Rocha explicou, por exemplo, que as taxas de inadimplência estão estáveis e em níveis baixos e não devem estar influenciando as mudanças nos juros.

Por outro lado, como as empresas maiores, que têm risco menor, estão crescendo no mercado de capital e reduzindo as contratações de crédito no sistema financeiro, outras empresas de maior risco se tornam mais preponderantes na carteira de clientes dos bancos. Ele explicou que não é possível quantificar esses itens agregados, mas que esse fator de mudança de perfil pode ter influência no aumento atual das taxas.

No crédito livre para as pessoas físicas, o destaque foi para o cartão de crédito rotativo, que teve alta de 3,7 pontos percentuais no mês, alcançando 339,5% ao ano. O rotativo é o crédito tomado pelo consumidor quando paga menos que o valor integral da fatura do cartão e dura 30 dias. 

Cheque especial

Após o prazo, as instituições financeiras parcelam a dívida. Nesse caso, no cartão parcelado, os juros também subiram no mês, de 5,1 pontos percentuais para 168,7% ao ano.

Também influenciaram o crescimento de juros, para famílias, as taxas do cheque especial, que tiveram alta de 3,5 pontos percentuais (128,6% ao ano), e o financiamento para aquisição de veículos, com alta de 1,2 ponto percentual (23,9% ao ano). O crédito pessoal não consignado registrou queda de 2,7 pontos percentuais, para 77,4% ao ano. Os juros do crédito pessoal consignado variaram positivamente 0,2 ponto percentual no mês de 18,8% para 19% ao ano.

No crédito livre às empresas, o aumento dos juros ocorreu na maioria das modalidades, com destaque para as elevações em cheque especial, 7,1 pontos percentuais (333,7 % ao ano); capital de giro superior a 365 dias, 1,6 ponto percentual (17% ao ano); e financiamento para aquisição de veículos, 1,1 ponto percentual (15% ao ano). O financiamento a importações também teve aumento de 2,5 pontos percentuais, para 12,5% ao ano.


Fonte: https://www.correiodobrasil.com.br/taxas-juros-tendem-subir-familias-empresas-adverte-bc/

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