Celso Russomanno conseguiu até agora quebrar a histórica polarização entre PSDB e PT na disputa pela Prefeitura de São Paulo. O recall e o espaço conquistado na mídia em função de seu bom desempenho nas pesquisas tem garantido sua ascensão.
Com altas taxas de conhecimento, o candidato do PRB surfou na falta de informação do eleitorado petista sobre a candidatura de Fernando Haddad e lançou seu nome como opção para a cidade.
Russomanno também tem se beneficiado do crescimento da rejeição a José Serra. Ele cresceu entre os que têm nível médio de escolaridade, os mais jovens, os que têm renda familiar intermediária e os católicos, segmentos do eleitorado em que o tucano perdeu pontos nas últimas semanas.
O levantamento publicado hoje é a última pesquisa sem os reflexos da propaganda no rádio e na televisão. A partir de agora, o sucesso e o fracasso das candidaturas passam a ter alta correlação com o marketing das campanhas.
A maioria do eleitorado paulistano enxerga importância, demonstra algum interesse e pretende assistir aos programas do horário eleitoral gratuito. A intenção de acompanhar a propaganda é maior justamente em segmentos de menor escolaridade, menor renda e entre simpatizantes do PT, estratos em que Russomanno hoje tem mais apoio do que Haddad.
Como seria então um cenário onde predominasse a informação, em que os eleitores conhecessem muito bem os principais candidatos, algo que se pressupõe que ocorrerá depois de algumas semanas de propaganda na TV?
Filtrando o conjunto de entrevistados que dizem conhecer os principais nomes da disputa, percebe-se queda importante nas intenções de voto de Russomanno, com crescimento de Haddad, sem prejuízos para Serra. Nesse estrato, os candidatos do PRB e do PT ficam com 20% cada e o tucano aparece com 27%.
Trata-se de um segmento mais escolarizado e de maior renda, com acesso à informação. No extremo oposto, onde o desconhecimento prevalece, a maioria pretende acompanhar o horário eleitoral, mas o repertório usado para decodificar as mensagens dos candidatos é que determinará mudanças ou a improvável manutenção do quadro atual.
Mauro Paulino - Diretor-Geral do DatafolhaAlessandro Janoni - Diretor de Pesquisas do Datafolha






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