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Daniela

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June 14, 2012 21:00 , von Daniela - | No one following this article yet.

A evolução do 'sertanejo universitário'

September 1, 2012 21:00, von Unbekannt - 0no comments yet



Quadro Previsível

September 1, 2012 21:00, von Unbekannt - 0no comments yet

As recentes pesquisas da Vox Populi, do Ibope e do Datafolha, realizadas nas principais capitais nos últimos dias, revelam um quadro que, em seus traços gerais, era previsível.
Incluindo os números de São Paulo, onde os três institutos apontaram cenário muito desfavorável a Serra. Só seus defensores mais extremados terão se surpreendido, pois as dificuldades que o tucano enfrentaria este ano eram óbvias.
As pesquisas confirmam características conhecidas das eleições municipais brasileiras e do funcionamento atual de nosso sistema político. Indicam coisas que sabíamos:
1 - A força da reeleição: Em todas as capitais em que os atuais prefeitos buscam a reeleição, eles lideram.
A maior vantagem está no Rio de Janeiro, onde Eduardo Paes (PMDB) tem ampla perspectiva de vitória no primeiro turno, apesar de enfrentar diversos adversários de biografia conhecida e respeitável.
Em Belo Horizonte e Curitiba, estão na dianteira os prefeitos Marcio Lacerda e Luciano Ducci, ambos do PSB. O mineiro tem um só concorrente de peso, Patrus Ananias, do PT. No Paraná, a situação é de empate triplo, entre ele, Ratinho Junior (PSC) e Gustavo Fruet (PDT).
São três casos de prefeitos que investiram pesadamente na propaganda de suas administrações ao longo do mandato. Não têm novidades a informar aos eleitores, mas fazem agora, usando a imensa mídia “gratuita”, uma personalização dos resultados de suas gestões.
As obras e programas que o cidadão conhecia como sendo da prefeitura são reapresentadas como de autoria do prefeito. Tudo de bom que aconteceu na cidade é mostrado como resultado de sua ação pessoal (e tudo de mau é suprimido).
Talvez nem todos vençam, mas isso ajuda a explicar sua performance.
2 - O declínio dos partidos de oposição: Considerando o melancólico desempenho de Serra - que parece que sequer estará no segundo turno, para o qual são favoritos Celso Russomano (PRB) e Fernando Haddad (PT) -, os principais partidos de oposição só têm candidatos próprios bem posicionados em poucas cidades.
Desses, apenas ACM Neto (DEM), em Salvador, é considerado competitivo. Moroni Torgan, seu correligionário que disputa a eleição em Fortaleza, dá sinais de que, em breve, será ultrapassado por Elmano de Freitas (PT) e Roberto Cláudio (PSB).
Se o quadro atual se confirmar, seria possível dizer que o PSDB terminará vencendo em Belo Horizonte e Curitiba, pois tanto Aécio e Anastasia, quanto Beto Richa, apóiam os líderes.
Pode ser verdade no curto prazo e, para Aécio, será ainda mais relevante, face à derrocada de Serra. Mas, para o partido, é ruim atravessar mais uma eleição sem apresentar nomes para disputas futuras. Na política, como na moda, é preciso aproveitar as vitrines para mostrar os lançamentos da próxima temporada.
3 - A decisão ilusória: Embora essas pesquisas indiquem níveis elevados de “definição de voto”, os profissionais do ramo, analisando outras - especialmente qualitativas -, percebem que as certezas dos eleitores são, a esta altura, provisórias.
As campanhas recém começaram e eles se veem alvo de uma comunicação maciça, tão grande que os deixa desconfiados.
O cidadão comum não se sente pressionado a resolver seu voto agora e nem acha que já tem informação suficiente para fazê-lo. Até a eleição, acredita ter tempo para conhecer melhor os concorrentes e se decidir com calma.
Curiosamente, há candidatos que hoje torcem para que os eleitores não mudem de ideia, com a mesma intensidade com que já torceram, em outras eleições, para que mudassem.
Marcos Coimbra, sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi



Cachoeira tentou barrar nomeação do tucano Marconi Perillo

September 1, 2012 21:00, von Unbekannt - 0no comments yet

Com ajuda de ex-chefe de gabinete do governador, articulação ocorreu na véspera da Monte Carlo
Um dia antes de serem presos na Operação Monte Carlo, o bicheiro Carlinhos Cachoeira e o ex-vereador de Goiânia (GO) Wladimir Garcez (PSDB) comandaram articulações sobre nomeações para o primeiro escalão do governo de Marconi Perillo (PSDB) em Goiás. Novas gravações telefônicas remetidas pela Polícia Federal (PF) à CPI do Cachoeira, com base em grampos no rádio Nextel utilizado por Garcez, mostram uma tentativa do grupo criminoso de barrar a indicação de um promotor de Justiça para a Secretaria do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh).
Em 28 de fevereiro, às 12h06m, Garcez e a então chefe de gabinete de Perillo, Eliane Pinheiro, combinam pelo rádio Nextel uma estratégia para evitar que o governador nomeasse o promotor. Eles articulam uma indicação conjunta de um novo nome por parte dos três senadores goianos à época: Demóstenes Torres, Lúcia Vânia (PSDB) e Cyro Miranda (PSDB).
Plano do grupo fracassou
Às 12h12m, logo após a conversa com Eliane, Garcez conversa com Cachoeira, que diz que “o senador vai entrar no processo”, numa provável referência a Demóstenes, cassado em julho por deixar o mandato a serviço do bicheiro. Diante das evidências de proximidade a Cachoeira, inclusive por portar um rádio oferecido pelo grupo, Eliane deixou o cargo no gabinete de Marconi Perillo em abril deste ano.
Os planos de Carlinhos Cachoeira e Wladimir Garcez não prosperaram. Os dois foram presos na manhã seguinte, 29 de fevereiro, dia em que a PF deflagrou a Monte Carlo. O promotor de Justiça Umberto Machado, do Ministério Público (MP) de Goiás, assumiu o cargo de secretário um mês depois, mas deixou a função, em junho, diante das suspeitas de proximidade de outros integrantes do MP com Cachoeira, como o procurador-geral de Justiça (chefe do MP de Goiás), Benedito Torres, irmão de Demóstenes.
Perillo é investigado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), Benedito responde a processo no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), e Demóstenes, depois da cassação no Senado, é alvo de um processo que tramita no Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região.
O STJ investiga como Cachoeira influenciava nomeações no governo. Os diálogos registrados um dia antes da operação dão detalhes dessa atuação. “Temos de vencer mais essa batalha aí. Vai ser uma pedreira se indicarem o Umberto”, dizia Eliane a Wladimir, num diálogo de cerca de cinco minutos. Ela sugere que Demóstenes ligue para o governador e indique uma pessoa de nome Adriano — não há detalhes na investigação sobre a identidade do personagem.
No O Globo



A boa-vida de Natan Donadon, um político condenado no Supremo

September 1, 2012 21:00, von Unbekannt - 0no comments yet

Em 2010, o STF sentenciou o deputado a 13 anos de cadeia. Mas ele continua livre – até para exercer o mandato
POR UM FIO O deputado Natan Donadon (PMDB) na Câmara.  O último recurso que garante sua liberdade já deixou de ser julgado dez vezes  (Foto: Igo Estrela/ÉPOCA)
Por um Fio
O deputado Natan Donadon (PMDB) na Câmara.
O último recurso que garante sua liberdade já deixou
de ser julgado dez vezes.
Foto: Igo estrela
Toda terça-feira, ou quando dá, Natan Donadon veste seu melhor terno, ajusta o broche dourado na lapela, ajeita o topetinho e pega um avião até Brasília. Lá, encaminha-se – pelas beiradas, olhando para os lados – ao gabinete 239 da Câmara dos Deputados. Quando se encerra essa delicada operação, tranca-se em sua sala. Volta e meia orienta as secretárias a informar que não está. Sai apenas quando precisa votar no plenário, sempre com passinhos apressados, sempre pelos caminhos de uso exclusivo dos deputados. Vai e volta na mesma toada, tão veloz que é mais fácil encontrar um burocrata brasiliense dando expediente num domingo do que Natan dando mole no plenário da Câmara numa terça ou quarta-feira. Assim que cumpre suas obrigações em Brasília, no mais tardar na quinta-feira, Natan abandona o terno, esconde o broche – e volta rapidinho a Rondônia, Estado pelo qual foi eleito e onde mora. Natan não é paranoico nem tem preguiça de trabalhar. Natan tem medo de ser preso.
Natan é o primeiro parlamentar condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) à prisão por desvio de dinheiro público. Outros quatro deputados foram condenados nos últimos anos por crimes como sonegação fiscal ou de responsabilidade. Mas não foram ameaçados de prisão, porque seus crimes prescreveram ou as penas podiam ser cumpridas em regime semiaberto. Natan é – pelo menos até a proclamação da sentença do caso do mensalão – o único que pode ir para a cadeia. Em 28 de outubro de 2010, o STF decidiu que ele deve cumprir 13 anos e quatro meses de prisão por ter cometido os crimes de peculato e formação de quadrilha. Os ministros do STF entenderam que Natan ajudou a desviar R$ 8,4 milhões dos cofres da Assembleia Legislativa de Rondônia, entre 1995 e 1998. Apesar de o Supremo ser a última instância da Justiça, suas sentenças não são cumpridas imediatamente. Graças a um último recurso, capaz de atrasar a execução da pena, Natan pode exercer seu mandato, ainda que intranquilo, enquanto aguarda o julgamento derradeiro no STF. Entre dezembro de 2011 e 29 de junho deste ano, o julgamento desse recurso foi adiado dez vezes. Natan torce pelo 11º adiamento.
Sua liberdade, ainda que provisória, tem seu preço. Especialmente para os contribuintes. Desde que assumiu seu primeiro mandato pelo PMDB, há nove anos, com 35 de idade, Natan nunca se destacou pela argúcia política ou pela exuberância de suas ideias. No atual mandato, já condenado, proferiu apenas 400 palavras na tribuna. Não apresentou ou relatou nenhum projeto relevante. Sua especialidade, assim como de muitos colegas, é outra: gastar dinheiro público. As 400 palavras de Natan na tribuna já custaram, entre salários e despesas de gabinete, cerca de R$ 1 milhão aos cofres públicos. Sem contar os salários de seus assessores – entre eles, dois parentes. No gabinete de Natan, porém, encontra-se somente um motorista.
Para encontrá-lo no Congresso, Época teve de correr. Flagrou-o num dos trotes na saída do plenário. Ele ficou nervoso. Não se acalmou nem após descobrir que não fora pilhado por um policial carregando uma ordem de prisão. Natan não gosta de falar sobre sua condenação. Para relaxar, sorri como se estivesse se divertindo e dá tapinhas pesados no peito e no braço do interlocutor durante a conversa. No encontro, repetiu uma dúzia de vezes uma pergunta feita a ele, como procurasse ganhar tempo para responder. “Se fico ansioso quando o Supremo vai julgar meu caso?”, diz, dando uma risadinha. Natan dá um tapinha no ombro, empertiga-se, leva a mão ao queixo: “É uma boa pergunta... Se fico ansioso? Você quer saber se fico ansioso? Confio na Justiça e na justiça divina (ele é evangélico). O Supremo está analisando meu caso com muito cuidado, porque é uma coisa importante, é a vida da pessoa”.
Até ser condenado pelo STF, Natan não se escondia assim. Ao contrário, aproveitava as poucas oportunidades disponíveis para aparecer. Um de seus costumes era subir à mesa diretora e atuar como presidente da Câmara nas sessões em que o plenário estava vazio. “Agora, nem isso ele faz mais”, diz um colega. Antes, costumava tomar o microfone e cantar em jantares do PMDB. Hoje, é pouco visto até nas reuniões partidárias. Natan só se permite aparecer um pouco quando é para cantar. Recentemente, cantou num evento pequeno na Câmara. Fez até um terceto com a dupla Marcos e Gustavo num show. Ele solta seus vibratos mesmo nas festas agropecuárias em Rondônia – às quais destina verbas públicas com suas emendas ao orçamento da União. Nelas, Natan costuma cantar ao lado da principal atração da noite.
A condenação por corrupção tornou Natan conhecido. Ele é o maior expoente de uma família que domina a política na região conhecida como cone sul de Rondônia. Por lá, os Donadons são alvo de denúncias de corrupção e nepotismo. Natan ganhou seu primeiro cargo público do pai, Marco Donadon, quando este era prefeito de Colorado do Oeste. Depois, o irmão Marcos o nomeou diretor da Assembleia. Quando foi prefeito de Vilhena, seu primo Marlon Donadon só demitiu 13 parentes depois de ser obrigado por uma decisão judicial. Entre os parentes empregados por Natan em seu gabinete está Márcio Antonio Donadon Batista. Época perguntou a Natan, por telefone, sobre a contratação de Márcio Antonio. “Não vou te responder isso”, disse ele. “Você é maligno. Meu espírito percebeu que seu espírito é maligno!”
Enquanto não vai para a cadeia, Natan canta. Uma de suas músicas favoritas chama-se “Boate azul”, composta pela dupla João Mineiro e Marciano e executada por artistas consagrados, como Milionário e José Rico, Bruno e Marrone e Michel Teló. Diz o seguinte: Sair de que jeito/se nem sei o rumo para onde vou. Pela 11ª vez, caberá ao Supremo definir esse rumo.
Leandro Loyola
No Época



Datafolha: rejeição a Serra cresce e pode vencer no primeiro turno

September 1, 2012 21:00, von Unbekannt - 0no comments yet

A rejeição ao candidato José Serra cresceu tanto que ultrapassou Celso Russomano e pode ser eleita no primeiro turno. De acordo com o Datafolha, a simples menção do nome de Serra fez muita gente desistir de responder a pesquisa.
Serra ficou chateado com o resultado e vai para a Baleia.
Segundo amigos, a rejeição a Serra é tanta que nem mesmo seu reflexo está aparecendo mais no espelho. Serra tentou fazer uma grande manifestação de apoio hoje mas nem ele mesmo compareceu.
Otileno Junior com sugestão de Leopoldino Rego
No Sensacionalista