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Daniela

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June 14, 2012 21:00 , von Daniela - | No one following this article yet.

Serra sofre forte queda

August 27, 2012 21:00, von Unbekannt - 0no comments yet



Para São Paulo seguir avançando, Serra tem que seguir recuando

August 27, 2012 21:00, von Unbekannt - 0no comments yet

A última vez que os paulistanos votaram no da esquerda elegeram o da direita
E então leio que o lema da campanha de Serra é: “Para São Paulo seguir avançando”.
Bom.
Com a autoridade de quem já votou em Serra mais de uma vez, digo: para São Paulo seguir avançando, tem que se livrar de Serra.
Chega. São Paulo merece caras novas. Idéias frescas. Mente aberta e alerta. São Paulo demanda inovadores. Serra está para São Paulo como Sarney está para o Senado: é a representação do passado, da obsolescência.
Prestou serviços à cidade? Não sei. Tenho dúvidas. Muitas. Se em seus anos de prefeito e governador ele não conseguiu lidar com as previsíveis enchentes de verão, um dos maiores dramas da cidade, por que o paulistano deveria acreditar que ele é competente?
Serra, além do mais, é aquele tipo de candidato em quem você vota tendo que saber direito qual é o vice.
Caso ganhe a prefeitura de São Paulo, um cargo que dá prestígio nacional dada a importância econômica e política da cidade, alguém tem dúvida sobre qual será o candidato do PSDB à presidência em 2014?
Serra acha que nasceu para ser presidente do Brasil, e vem travando um duelo de vontades com os brasileiros, que nas urnas têm dito que não concordam com ele. São Paulo é apenas um meio para quem cobiça tão ardentemente a presidência, e não um fim. Exatamente por isso, na última vez em que votei em Serra votei, sem saber, em Kassab. O gesto mais notável de Kassab foi a estapafúrdia proibição de nomes de empresas nos prédios de São Paulo. Se fosse prefeito de Londres, Kassab teria mandado apagar as luzes do luminoso de Piccadilly.
Kassab mandaria apegar estas luzes se fosse prefeito de Londres
E então chegamos a Alexandre Schneider, o vice. É do mesmo partido de Kassab, o PSD. O PSD é o perfeito retrato da periferia política do Brasil: não tem cara, não tem personalidade, não tem causa. Em suma, não tem razão de ser. Serve apenas de abrigo para políticos da segunda divisão. Ao votar em Serra, você provavelmente estará escolhendo Schneider, o Kassab 2.
São Paulo clama, grita por gente nova.
Para a cidade seguir avançando, Serra tem que recuar. Para Serra recuar, a única saída – uma vez que ele parece decidido a ter uma carreira perpétua – é não votar nele.
Paulo Nogueira
No Diário do Centro do Mundo



Cordel da Regulamentação da Comunicação

August 27, 2012 21:00, von Unbekannt - 0no comments yet



Sujismundos atacam Cuiabá

August 27, 2012 21:00, von Unbekannt - 0no comments yet



O choque e a ironia

August 27, 2012 21:00, von Unbekannt - 0no comments yet

"A cada fisgada elétrica vai-se tecendo a argumentação virulenta cuja eficácia faz desabar as ilusões que ainda nutríamos sobre a realidade da vida nacional."
Desta forma, Luiz Roberto Salinas Fortes, professor de filosofia da Universidade de São Paulo, nos descreve a verdadeira dor provocada pela tortura em um pau-de-arara. A dor de descobrir que "o abismo, na realidade, é imenso entre a literatura e o choque, entre o argumento e a porrada".
Isso talvez nos explique porque boa parte daqueles que descobrem a vulnerabilidade nua da tortura só suportem o silêncio. Porque um choque elétrico em um pau-de-arara não se escreve. A escrita ainda pressupõe alguma demanda de partilha, mas um choque não se partilha. Ele apenas faz tudo desabar, a começar pela ilusão de que os conflitos da vida nacional possam se resolver em alguma forma de diálogo socrático.
Aí está talvez a grandeza de "Retrato Calado", livro reeditado agora, no qual Salinas Fortes descreve suas prisões e torturas na ditadura militar e, assim, elabora o mais profundo dos traumas, este que nos leva à "cena primitiva": o trauma de descobrir um país sem argumentos. País que periodicamente entra na via larga da porrada e sai sempre com as mãos ilesas.
Lá onde todos preferem se calar, Salinas Fortes resolveu escrever. Uma escrita que, no entanto, não espera "contar" o que não se conta.
Como se a crueza de um relato em primeira pessoa pudesse fazer os choques serem sentidos pelo leitor, obrigando-o a pensar de outra forma.
Alguém como Salinas não tem mais essas ilusões. Por isso, ele usa a única coisa que até hoje restou a esse país quando seus traumas se confrontam com a fraqueza das palavras. De maneira monstruosa.
Salinas usa a ironia melancólica para fornecer o melhor retrato que temos da brutalidade da ditadura militar.
Essa estranha distância irônica diante de seu próprio destino amargo dá a "Retrato Calado" a força dos que não querem ser empurrados para a vala do ressentimento. Força própria àqueles que sabem que a inteligência é a mais doce de todas as vinganças, e a única realmente permitida.
Se estivéssemos em um país que não teme seu passado, "Retrato Calado" seria adotado nas escolas de ensino médio, da mesma forma que os alemães adotaram em suas escolas livros sobre os horrores do nazismo.
Nossos estudantes aprenderiam não apenas a brutalidade do cárcere político, mas a altivez da inteligência irônica que nunca se quebra. Única forma de dizer o que não cessa de não se escrever.
Vladimir Safatle