O País traído
August 25, 2012 21:00 - no comments yet![]() |
| Paisagem corriqueira. Vinte e oito por cento da população brasileira vive em favelas. E não é porque queira. Foto: Wilton Junior/AE |
Em São Paulo, tempos ásperos. Leio: uma residência particular é assaltada a cada hora, o roubo de carros multiplica-se nos estacionamentos dos shopping centers. Entre parênteses, recantos deslumbrantes, alguns são os mais imponentes e ricos do mundo. Que se curva. Um jornalão, na prática samaritana do serviço aos leitores, fornece um receituário destinado a abrandar o risco. Reforce as fechaduras, instale um sistema de alarme etc. etc.
Em vão esperemos por algo mais, a reflexão séria de algum órgão midiático, ou de um solitário editorialista, colunista, articulista, a respeito das enésimas provas da inexorável progressão da criminalidade. Diga-se que uma análise honesta não exige esforço desumano, muito pelo contrário.
Enquanto as metrópoles nacionais figuram entre as mais violentas do mundo, acima de 50 mil brasileiros são assassinados anualmente, e um relatório divulgado esta semana pelas Nações Unidas coloca o Brasil em quarto lugar na classificação dos mais desiguais da América Latina, precedido por Guatemala, Honduras e Colômbia. O documento informa que 28% da população brasileira mora em favelas, sem contar quem vive nos inúmeros grotões do País.
Vale acrescentar que mais de 60% do nosso território não é alcançado pelo saneamento básico. Ou sublinhar a precariedade da saúde pública e do nosso ensino em geral. Dispomos de uma cornucópia maligna de dados terrificantes. Em contrapartida, capitais brasileiros refugiados em paraísos fiscais somam uma extravasante importância que coloca os graúdos nativos em quarto lugar entre os maiores evasores globais.
É do conhecimento até do mundo mineral que o desequilíbrio social é o maior problema do País. Dele decorrem os demais. Entrave fatal para o exercício de um capitalismo razoavelmente saudável. E evitemos tocar na tecla do desenvolvimento democrático. Mas quantos não se conformam? Não serão, decerto, os ricos em bilhões, e a turma dos aspirantes, cada vez mais ostensivos na exibição de seu poder de compra e de seu mau gosto. Não serão os profissionais da política, sempre que não soe a hora da retórica. Não será a mídia, concentrada no ataque a tudo que se faça em odor de PT, ou em nome da igualdade e da justiça.
Nada de espantos, o Brasil ainda vive a dicotomia casa-grande–senzala. CartaCapital e especificamente o abaixo assinado queixam-se com frequência do silêncio da mídia diante de situações escusas, de denúncias bem fundamentadas, de provas irrefutáveis de mazelas sem conta. Penso no assunto, para chegar à conclusão de que há algo pior. Bem pior. Trata-se da insensibilidade diante da desgraça, da miséria, do atraso. Da traição cometida contra o País que alguns canalhas chamam de pátria.
Exemplo recentíssimo. Há quem lamente os resultados relativamente medíocres dos atletas brasileiros nas Olimpíadas de Londres. Parece-me, porém, que ninguém se perguntou por que um povo tão miscigenado, a contar nas competições esportivas inclusive com a potência e a flexibilidade da fibra longa da raça negra, não consegue os mesmos resultados alcançados em primeiro lugar pelos Estados Unidos. Ou pela Jamaica. Responder a este por que é tão simples quanto a tudo o mais. O Brasil não é o que merece ser, e está muito longe de ser, por causa de tanto descaso, de tanto egoísmo, de tanta ferocidade. De tanta incompetência dos senhores da casa-grande. Carregamos a infelicidade da maioria como a bola de ferro atada aos pés do convicto.
Mesmo o remediado não se incomoda se um mercado persa se estabelece em cada esquina. Basta erguer os vidros do carro e travar as portas. Outros nem precisam disso, sua carruagem relampejante é blindada. Ou dispõem de helicóptero. Impávidos, levantam seus prédios como torres de castelos medievais e das alturas contemplam impassíveis os casebres dos servos da gleba espalhados abaixo. A dita classe média acostumou-se com os panoramas da miséria, com a inestimável contribuição da mídia e das suas invenções, omissões, mentiras. E silêncios.
Às vezes me ocorre a possibilidade, condescendente, de que a insensibilidade seja o fruto carnudo da burrice.
Mino Carta No CartaCapital
Venezuela - XI
August 25, 2012 21:00 - no comments yetMaster, o rapper que canta a revolução bolivariana
Jorney Madriz, ou “Master”, como é conhecido, usa há 14 anos o hip-hop como ferramenta de mudança social
Cai o país, um golpe já está em prática/ Empresas atacam de forma midiática/ Um novo presidente se levanta sem sufrágio/ Derrubam um comandante, mas não calam o “barrio”
Pela letra de “Patriotas”, escrita pelo rapper venezuelano Master em conjunto com os outros três integrantes do coletivo Area 23, é difícil imaginar que esse filho de 23 de Enero, um dos “barrios” mais pobres e também mais politizados de Caracas, não tenha se importado com a eleição do presidente Hugo Chávez em dezembro de 1998. “Não me interessou quando ele chegou ao poder”, revela Master, nome de batismo Jorney Madriz. “Mas sim quando sofreu o golpe, em 2002”.
“Antes de Chávez, a juventude venezuelana experimentava um período de apatia política”, ressalta o rapper. “Com a chegada do presidente, porém, essa enorme camada da população despertou e é quase impossível não adotar uma postura política.” Master era um desses jovens que viveu a turbulência venezuelano no início do século. A partir daquele momento crucial, sua história pessoal se mesclou com a do país.
A rebelião nos “barrios” esmagou seu descaramento/ O que aconteceu Venezuela, mataram sua vocação?/ Eliminaram nossa luta e derrubaram a revolução?
Assim como a resistência popular ao golpe contra Chávez em abril de 2002, a estreia de Master no universo das rimas foi espontânea. “É difícil explicar como comecei. Não houve uma razão política ou consciente”, explica o artista, com a fala cadenciada, suave. Ele conta que caminhou muito antes de firmar seu estilo. “Você segue a corrente que acaba de encontrar, do rap norte-americano, comercial, ou vai contra a corrente. Escolhi ir contra. Tinha somente 12 anos”, lembra, agora com 28, vestido da cabeça aos pés com o uniforme do hip-hop, calças e camiseta largas, boné.
Opera Mundi[Master: “acreditamos em Chávez porque vimos nele um aliado estratégico"]
Rebatizado para homenagear a data da derrubada do ditador, “el 23”, como os moradores se referem a esse pedaço de Caracas, se firmou como uma tradicional trincheira popular. Virou lenda quando, em 2002, de lá saíram multidões para ocupar as ruas da capital e exigir o retorno ao poder do presidente Chávez, sequestrado por militares golpistas.
De madrugada militares preparam emboscadas/ Revelar-se ao processo será uma empresa muito cara/ Programação especial para que ninguém tenha consciência/ Que o povo está na rua e que sairá em resgate
Não se tolera um sequestro, que as vozes se unam/ O bravo se defende a partir de um forte em Tiuna/ Paraquedistas libertários que não se detiveram/ Marcharam, atacaram, resgataram nosso céu
Não se tolera um sequestro, que as vozes se unam/ O bravo se defende a partir de um forte em Tiuna/ Paraquedistas libertários que não se detiveram/ Marcharam, atacaram, resgataram nosso céu
O golpe cívico-militar, impulsionado pela imprensa e apoiado pelo governo dos Estados Unidos, não durou mais que umas poucas horas. Chávez, que havia sido apeado na madrugada do dia 11, voltou ao Palácio de Miraflores, pelas mãos da Brigada Paraquedista, 48 horas depois. “Nesses dias conheci de verdade a oposição. Isso me incentivou a compor”, conta o rapper, que na época vivia em Carabobo, estado nortista.
Agora com tantas vozes, que o mundo inteiro escute/ Venezuela não teme a força de um império/ Não, já não teme
“Acreditamos em Chávez, porque vimos nele um aliado estratégico, que abre fissuras no Estado para que pessoas como nós tenhamos participação”, defende Master. Somente em 2005 foi criado o Ministério da Cultura - antes o setor era tratado por um instituto autônomo. A Missão Cultura, lançada no mesmo ano, é especialmente dedicada a promover a cultura de raízes venezuelanas, formando grupos culturais e artistas.
“Somos uma ferramenta que pode ser empregada de muitas formas. Falamos pela revolução”, destaca Master, enquanto cai a tarde na ruidosa Praça Bolívar, em Caracas. A metros dali, o Teatro Nacional já se enchia com venezuelanos de todas as idades para um dia de apresentação com diferentes grupos de rap. Na plateia, um senhor de cerca de 70 anos sacudia uma das mãos ao sabor das batidas, enquanto a outra segurava uma minitelevisão. Chávez anunciava um novo plano de segurança.
Divulgação
Franco, Master, Shaman e Doggy, os quatro integrantes do coletivo de rap Area 23, nascido no empobrecido bairro de Caracas
Além de fazer rap, Master também é produtor visual na Ávila TV, criada há oito anos pelo governo do Distrito Metropolitano de Caracas como uma escola de audiovisual. “A ideia era pegar uma câmera, microfone, computador, coisas que sempre estiveram nas mãos de outros na Venezuela, e sair às ruas. Foi tão significativo que assumimos o canal como trincheira de luta”, afirma. Pouco depois foram criadas 31 Epatus (Escola para as Artes e Tradições Urbanas), sob o guarda-chuva do Ministério do Poder Popular para as Comunas e Proteção Social, onde cidadãos de todas as idades podem conhecer a cultura hip-hop.
Personagem da cultura e da política, Master arregaça as mangas para a campanha presidencial. “Para nós é estratégico que o comandante continue onde está”, declara de forma categórica. “Às vezes penso que seria bom outras opções de poder. Mas agora não. É preciso buscar os milhares de Chávez nas ruas, que ainda estão em formação.”
No Opera Mundi
Mídia: fila de espera na seção "Erramos"
August 25, 2012 21:00 - no comments yet1) Mídia: 'o chavismo fez da Venezuela o pior lugar da América Latina para se viver'; Fatos: a Venezuela é o país menos desigual da América Latina (Habitat-ONU);
2) Mídia: 'a xeonofobia e o populismo de Cristina Kirchner isolaram o país e afundaram sua economia'; Fatos: o investimento estrangeiro direto na Argentina cresceu no primeiro semestre acumulando um saldo de US$ 2,2 bi, 40% acima do registrado no mesmo período de 2011 (Banco Central argentino);
3) Mídia: 'o deputado João Paulo Cunha (PT-SP) desviou dinheiro público em benefício próprio e para a compra votos' do mensalão; Fatos: as operações imputadas a João Paulo foram legais; a subcontratação de terceiros pela agência SMP&B, de Marcos Valério, que prestava serviços licitados à Câmara, é praxe no mercado; dos R$ 10,9 milhões pagos à SMP&B, R$ 7 milhões foram transferidos aos grandes grupos de comunicação para veiculação de publicidade: TV Globo (a maior fatia, R$ 2,7 milhões), SBT, Record, Abril, Folha e Estadão. (ministro Ricardo Lewandowski). Ou seja, os mesmos grupos de comunicação que sabiam da lisura do processo, lucraram com ele, martelavam a condenação do deputado.
4) Mídia: 'a carga' é intolerável e não se reflete nos serviços oferecidos'; Fatos: a arrecadação fiscal do Estado brasileiro é de US$ 3.797 per capita; a média dos países do G -7 é de US$ 11.811. Para ter recursos que permitissem oferecer serviços públicos de padrão europeu a receita (em sintonia com o PIB) teria que triplicar, o que só seria possível gravando os mais ricos, ao contrário do que apregoa o conservadorismo (dados FMI/FGV).
5) Mídia: 'O problema da saúde pública é de gestão'; Fatos: o gasto público per capta com saúde no Brasil é de US$ 320/ano; a média mundial é de US$ US$ 549/ ano; a dos países ricos é dez vezes maior que a brasileira (OMS-2012). Em tempo: em 2006, o conservadorismo logrou extinguir a cobrança da CPMF. Foram subtraídos R$ 40 bi em recursos à saúde pública, mesmo depois de o governo propor emenda vinculando indissociavelmente a receita CPMF ao orçamento da saúde pública.
Saul Leblon No Blog das Frases
Venezuela - X
August 25, 2012 21:00 - no comments yetPaís do beisebol, Venezuela se curva ao futebol
Aliando investimentos e boa safra de jogadores, seleção cavou seu espaço no coração dos venezuelanos
“Quem é Neymar?”, pergunta Jefferson Blanco, de 15 anos, morador do bairro caraquenho 23 de Enero – um dos mais pobres do país. “Ele é jogador da seleção do Brasil? Não conheço direito o time, mas posso te dizer quem são todos os jogadores da Vinhotinto”, responde sorridente o menino, que guarda certa semelhança física com o franzino jogador santista.
Gustavo Borges/Opera Mundi
O futebol, impulsionado pelo bom desempenho da seleção nacional, a Vinhotinto, ganha os corações dos venezuelanos
As paixões mudaram na Venezuela, como comprova Jefferson. Se antes o beisebol dominava preferências e os poucos amantes do futebol precisavam adotar uma segunda seleção, como a do Brasil, Espanha ou Itália, durante as Copas do Mundo, agora a Vinhotinto, como é carinhosamente chamada a equipe venezuelana, é sinônimo de orgulho e confiança. Gradativamente substitui o bastão pela bola nos campos venezuelanos. “Vamos ganhar do Brasil no próximo Mundial”, alerta Jefferson, sem soltar um riso sequer.
Antes tradicional saco de pancadas, a Vinhotinto virou febre nacional justamente pelos impressionantes resultados alcançados em tão pouco tempo. O principal momento, até hoje, foi o quarto lugar na Copa América de 2011, na Argentina. Chegou às quartas-de-final de final batendo o Chile, enquanto o Brasil tombava diante do Paraguai, que acabou se tornando também o algoz venezuelano na semifinal. Mesmo derrotados em sua tentativa de disputar a final do torneio, os jogadores da Venezuela foram recebidos como campeões em Caracas.
Opera Mundi["Miku" Fedor, uma das estrelas da seleção venezuelana, joga no Getafe da Espanha]
“Nesse dia houve uma mudança de mentalidade, vimos que era possível ganhar desses times”, afirma o jogador.
Integrante desse grupo exitoso, o jogador venezuelano Rafael Acosta, de 23 anos, aponta o investimento no esporte como outro elemento fundamental para a evolução em campo.
“A percepção de que a Venezuela não tem força no futebol mudou. De oito anos para cá a qualidade cresceu muito, principalmente com as escolinhas de futebol. Agora se entende que o futebol vem das bases, das crianças”, explica.
“Miku” pontua que a profissionalização do futebol caminhou junto com o desenvolvimento econômico da Venezuela nos últimos anos. “O futebol acompanhou o crescimento de toda a sociedade. O esporte cresceu não só em nível internacional, como nacional. Isso porque a renda aumentou. Se um jogador, ou se qualquer trabalhador é bem pago, seu nível de trabalho e compromisso são muito maiores”, defende.
Beisebol x futebol
A empolgação com a seleção nacional contagiou até Hugo Chávez, um aficionado pelo beisebol, mas
que frequentemente se manifesta durante os jogos por meio de sua conta no Twitter. Mas o presidente não está sozinho.
Uma pesquisa feita pelo Gis XXI (Grupo de Pesquisa Social Siglo XXI), em outubro de 2011, mostrou que é evidente o aumento do interesse dos venezuelanos pelo futebol, especialmente entre os mais jovens.
[Rafael Acosta: "A percepção de que a Venezuela não tem força no futebol mudou"]
Vinte e nove porcento deles afirmam que praticaram o esporte no último ano, enquanto o índice nacional foi de 17%. O beisebol ficou em segundo, com 15% das preferências dos jovens e 15% da fatia nacional.
Na mesma pesquisa, questionados se estavam “muito de acordo” ou somente “de acordo” com a frase “com o êxito da seleção nacional agora a Venezuela é Vinhotinto”, 95% dos jovens escolheram a primeira resposta, enquanto o montante nacional somou 89%.
Todavia, à pergunta “outros esportes viram moda, mas o beisebol é o esporte nacional da Venezuela”, 93% dos jovens responderam “muito de acordo” e todas as faixas etárias, 94%.
No entanto, na opinião de “Miku”, é questão de tempo para que o futebol se torne a paixão nacional número um. “Há mais crianças federadas em futebol do que em beisebol atualmente na Venezuela. A Federação Venezuelana de Futebol, os clubes e a própria sociedade têm um papel fundamental nisso”, destaca o jogador.
Na esteira dessa “febre”, a marca de material esportivo Adidas, responsável pelo uniforme da seleção, preparou uma campanha publicitária que aflorou as emoções na nação bolivariana. No filme, o primeiro feito para a Vinhotinto, uma criança viaja até o Brasil de ônibus e no percurso narra seu amor pela seleção canarinho, especialmente por Kaká. “Queria ser meio-campo como você, fazer os gols que você faz”, conta o menino.
Já maravilhado com as praias cariocas, ele diz a Kaká que todos os dias pratica para ser como ele: “você para sempre será o meu preferido”. Até que a declaração de amor vira um agradecimento – e uma despedida. Já em frente a uma casa, o menino retira sua camisa do Brasil e por baixo, está a da Venezuela. A antiga é colocada em uma carta de correio. “Você é o melhor, mas fico com as cores da minha verdadeira paixão”, se justifica.
A peça publicitária foi bastante elogiada na Venezuela e computa atualmente mais de um milhão de acessos no canal da marca no YouTube. Em um país polarizado politicamente é indiscutível que a “Vinhotinto” poderia facilmente se tornar alvo de disputas, porém, o efeito é exatamente o contrário, como confirma Acosta: “O futebol une ainda mais a Venezuela. Alguém pode ser de um partido político, ser negro ou branco, mas quando começa a partida, a harmonia é definitiva.”
Investimentos
O entusiasmo com o futebol reflete o novo fôlego esportivo depois que Chávez chegou ao governo e decidiu fazer da educação física um instrumento de inclusão social. O desfecho institucional dessa decisão é a Lei Orgânica para o Esporte, criada em 2011, que determina objetivos como a massificação da atividade e a criação de um fundo nacional para seu financiamento, sob controle do Estado.
O investimento público anual em esportes, entre 1992 e 1998, equivaleu a 3,75 milhões de dólares, segundo dados do governo. Nos primeiros onze anos da administração Chávez, entre 1999 e 2010, essa cifra saltou para 131,7 milhões – multiplicando por 35 as verbas desembolsadas pelos antigos governos.
Opera Mundi/Fonte: Ministério do Poder Popular para os Esportes, 2011
Como parte dessa política, foi criada, em 2002, a Missão Barrio Adentro Deportivo, um programa que universaliza o direito à atividade física nas comunidades mais pobres, com equipamentos e professores. Também foi fundada, em 2006, a Universidade Esportiva do Sul, no estado Cojedes, que prepara treinadores e gestores no setor para todo o país.
Aos poucos, inspirando-se na experiência cubana e apoiada por vários convênios com a ilha caribenha, a Venezuela vai criando um sistema de pirâmide desportiva, que alia a democratização na base da sociedade (especialmente nas escolas) com uma cadeia de etapas superiores que vão selecionando e preparando atletas até o topo, onde se encontram os esportistas de alto rendimento, escolhidos para disputar os grandes campeonatos e jogos olímpicos.
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