O fim da geração das diretas
septiembre 1, 2012 21:00 - no comments yetAs pesquisas eleitorais da semana passada – IBOPE, DataFolha e Vox Populi – marcam definitivamente o fim de uma era na política brasileira.
Mostraram a candidatura de José Serra à prefeitura de São Paulo desabando em todos os níveis e, particularmente, entre eleitores do PSDB. Parte migrou para o candidato Celso Russomano, parte menor para Gabriel Chalita.
* * *
Serra morre politicamente, mas arrasta o partido consigo. Não fosse seu estilo trator, sua incapacidade crônica de permitir o florescimento do novo, o PSDB paulistano estaria com Gabriel Chalita em boa colocação, sem um centésimo da taxa de rejeição do candidato oficial. Ou estaria com José Aníbal, tucano histórico que, em muitas oportunidades, sacrificou-se pelo bem do partido. Ou apostando em outro nome novo que, mesmo perdendo, lançasse as bases para a renovação partidária.
No entanto, percebendo o potencial político de Chalita, assim que assumiu o governo do Estado Serra iniciou um trabalho pertinaz de desconstrução da imagem do correligionário. Fez o mesmo com Aníbal e com quem mais pudesse, no futuro, despontar como liderança partidária.
* * *
A insistência irracional de Serra em manter-se à tona, em pensar apenas no próprio umbigo, deixa o PSDB em posição difícil. E revela o derradeiro fracasso de FHC frente a Lula.
Até então, a política brasileira pós-redemocratização girava em torno dos políticos que ascenderam com a campanha das diretas. Houve dois partidos com perspectiva de poder – PSDB e PT – ambos dominados por oligarquias políticas da geração das diretas.
No caso do PSDB, houve um sopro de renovação trazido por Franco Montoro (quando governador de São Paulo pelo PMDB), mas com o partido focado em São Paulo. No caso do PT, uma base ampliada de militantes, permitindo revelar lideranças em outros estados, mas ainda assim com o centro do poder concentrado em São Paulo – dos sindicalistas e “igrejeiros” de Lula aos egressos da guerrilha, de José Dirceu.
* * *
Lula percebeu os novos tempos, entendeu que havia se esgotado o ciclo de Aloisio Mercadante, Martha Suplicy e, de cima para baixo, impôs a renovação: pessoas com perfil administrativo, sem a pesada carga ideológica dos velhos militantes. Lançou Dilma Rousseff para a presidência e Fernando Haddad para a prefeitura de São Paulo.
FHC não teve o mesmo descortino. Em 2010 bancou a candidatura pesada de Serra à presidência, abortando o voo de Aécio Neves – no único momento em que o cavalo passou encilhado para o ex-governador mineiro. Permitiu que o partido ficasse nas mãos do inexpressivo Sérgio Guerra, fechou os olhos para o potencial de um Antônio Anastasia, governador de Minas, abriu mão das políticas inovadoras do Espírito Santo, perdeu o discurso socialdemocrata.
* * *
Com Aécio demonstrando total falta de vontade de abrir mão da vida pessoal, sem abrir espaço para outras vocações, o PSDB perde o protagonismo.
Passados os efeitos dessas eleições, haverá um rearranjo da política nacional. Encerra-se a geração das diretas, entram outros protagonistas, como o governador de Pernambuco Eduardo Campos ou o prefeito do Rio, Eduardo Paes. E o próprio Anastasia como vice de Campos, se o PSDB tiver juízo.
Luis NassifNo Advivo
Amanhã tal como ontem
septiembre 1, 2012 21:00 - no comments yetO que vai mudar com o julgamento do mensalão são alguns dos métodos agora desvendados, não os políticos
O Brasil, os políticos e suas práticas não vão mudar coisa alguma por efeito do chamado julgamento do mensalão, sejam quais e quantas forem as condenações. É o que indica o indesmentido fluxo histórico brasileiro e o que comprova a experiência mais ou menos recente.
"O Brasil não será mais o mesmo", ou, no dizer dos que precisam ser pernósticos, "o julgamento é um paradigma", são frases que pululam nos meios de comunicação, com suas similares, como meros produtos de ingenuidade ou do engodo comum.
O que vai mudar são alguns dos métodos agora desvendados. Assim como os artifícios do mal denominado mensalão são adaptações do que Paulo César Farias criou e comandou, em parte já para a eleição de Collor, depois em benefício da também chamada quadrilha e, com toda evidência, para cobrir os custos da manipulação nas eleições municipais. De lá para cá, nem foi preciso mudar o principal banco das operações financeiras, o mesmo Banco Rural.
Não houve pausa entre o que motivou o escândalo PC/Collor e os motivos do atual. Está por aí, em algum lugar recôndito, o processo do mensalão do PSDB, precursor mineiro do mensalão petista e comprovante de que os meios de comunicação podem ser também caridosos.
E houve as várias eleições das quais tantas figuras notórias, dispensadas as óbvias citações nominais, saíram proprietárias de fazendas, novas casas, construção de imóveis. Sem precisarem enfrentar nem sequer uma perguntinha, a respeito, de CPI, da Polícia Federal, do Ministério Público e de um juiz. "Empréstimo da filha", disse um outro, numa explicação em geral considerada mais do que suficiente.
Depois de cada eleição, os empréstimos das filhas continuaram no decorrer dos governos, em alguns casos engatando nas campanhas eleitorais seguintes, inclusive a de agora. Nada disso como vício reservado à raia miúda da prática ou das figuras políticas. À tal camada coube, isso sim, o início da política como indústria de enriquecimento.
Mas os níveis todos foram conquistados depressa por essa modalidade de empreendedorismo consagrada no Brasil e hoje dominante também na Rússia. Lá, sedução para os herdeiros do velho poder burocrático e policial. Aqui, desde bastante tempo, mais ativo e voraz entre componentes de governos e políticos provenientes do mesmo segmento social do empresariado.
A degradação da ética e do nível cultural na política não se altera com episódios tão circunscritos como o julgamento do mensalão.
Se ainda for corrigível, reverter a degradação dependeria de muitos fatores, como remodelação do financiamento eleitoral e do sistema partidário, redução da Câmara, das Assembleias e das Câmaras Municipais, exigências para coligações, efetividade dos programas partidários, e por aí afora.
O momento facilita constatar-se a continuidade da degradação política e das eleições como vestibular para a indústria do enriquecimento. É só ver dois ou três programas da propaganda eleitoral: a média dos candidatos, em qualquer sentido, não deixa dúvida. Não sobrará dúvida nem sobre a ingenuidade ou o engodo do besteirol de que o Brasil mudará com o julgamento agora feito pelo Supremo Tribunal Federal - um, em dezenas ou centenas de julgamentos necessários.
Janio de Freitas
Ozymandias
septiembre 1, 2012 21:00 - no comments yetNo filme do Woody Allen “Para Roma, com amor”, dois personagens dizem estar sofrendo de Melancolia Ozymandias. O termo foi inventado pelo próprio Woody Allen para seu personagem num dos seus filmes mais subestimados, “Stardust memories”, sua versão do “8 e meio” do Fellini.
A referência é a um famoso poema de Percy Shelley, escrito no século dezenove, que fala da descoberta de uma estátua colossal com a seguinte inscrição na base: “Meu nome é Ozymandias, Rei dos Reis. Contemplem a minha obra, ó poderosos, e desesperem.” Mas em torno da estátua não há vestígio de obra alguma, há só um deserto até o horizonte.
O Ozymandias de Shelley adverte contra a vaidade e a soberba e lembra que tudo no mundo é transitório, incluindo o poder e a glória. A melancolia que leva seu nome vem da constatação da precariedade da vida, do amor e das nossas obras, que mesmo não sendo ozymândicas mereceriam — pelo menos na nossa opinião — resistir aos séculos. Tudo passa, nos diz o poema. No fim, de um jeito ou de outro, sempre vence o deserto.
Com sua preocupação constante com a morte, o Woody Allen não deve estar brincando quando se atribui a tal melancolia. Sua obra talvez dure mais do que a de Ozymandias, de cujo império nunca mais se ouviu falar — apesar da especulação de que “Ozymandias” seria o nome grego do faraó Ramsés II — principalmente agora que a estocagem digitalizada de filmes e fitas os tornou praticamente eternos.
Mas Allen não deve encontrar consolo na ideia de que daqui a mil anos sua obra ainda estará sendo vista. Ele preferiria estar lá para explicá-la. Ele mesmo já disse que não teme a própria morte, desde que não esteja presente na ocasião.
Mas é curiosa a evocação de Ozymandias no filme. Roma é o melhor exemplo mundial de uma civilização vivendo nas ruínas das muitas civilizações que a precederam. De certa maneira, Roma é um antídoto para a melancolia Ozymandias. Nela tudo que já passou continua lá, como paisagem, e a vida que continua entre as ruínas é bela e ensolarada — nos filmes, ao menos — e não dá o menor sinal de ceder ao deserto.
Luís Fernando Veríssimo
Paradoxo: esperança de Serra em ir ao segundo turno pode estar no crescimento de Haddad
septiembre 1, 2012 21:00 - no comments yetNão é novidade pra ninguém que a semana foi péssima para o candidato do PSDB à prefeitura de São Paulo, José Serra. Primeiro, a pesquisa Datafolha, divulgada na quarta-feira, mostrava uma queda de cinco pontos de sua candidatura e, dois dias depois, o Ibope já apontava um empate técnico do tucano com Fernando Haddad na segunda colocação. Agora, a campanha serrista tem como objetivo garantir a ida do eterno presidenciável ao segundo turno, ainda que o tom agressivo possa prejudicá-lo – e muito – em uma eventual segunda volta.
![]() |
| Pesquisas não têm deixado Serra feliz |
Mas, a essa altura, as opções de estratégia para o PSDB são poucas. Junto com o petista, Serra tem o maior tempo no horário eleitoral e, mesmo assim, minguou nas pesquisas. Analisando os dados do Datafolha, ele perdeu votos em quase todos os estratos da população, exceção feita àqueles que ganham entre 5 e 10 salários mínimos, onde cresceu três pontos. Mesmo assim, nessa faixa Russomano cresceu seis, enquanto Haddad e Chalita oscilaram positivamente dois pontos cada.
Embora o crescimento de Haddad e a queda de Serra possam sugerir que o petista cresceu em cima do provável eleitorado tucano, isso pode ser verdade apenas em parte. Na faixa daqueles que ganham até dois salários mínimos, por exemplo, o Datafolha mostra Haddad crescendo nove pontos, exatamente a soma do que perderam Russomano (2) e Serra (7). Entre aqueles que se declaram simpatizantes do PT (25% dos entrevistados), Haddad cresceu 15 pontos, enquanto Russomano perdeu quatro, e Serra, seis. Já entre tucanos (9% dos pesquisados), Serra perdeu 15 pontos e Russomano ganhou 16, enquanto o petista perdeu 3 pontos. Ou seja, os dados podem indicar que Haddad tem, sim, tirado votos do candidato do PRB, que tem compensado essa perda ao tirar votos do pessedebista, mantendo-se estável.
O Ibope vai no mesmo sentido, mostrando que Serra estaria cada vez mais confinado eleitoralmente em seu reduto, o centro expandido de São Paulo. Antes do horário eleitoral, 59% de seus eleitores estavam nessa região e, agora, são 69%. Ele perde votos e vê sua rejeição aumentar no resto da cidade e, com Haddad crescendo e Russomano com um eleitorado que parece consolidado, sua estratégia para ir ao segundo turno é se firmar como o “anti-PT”, explorando a rejeição do partido em São Paulo e tentando mostrar ao eleitorado conservador ser a melhor opção para derrotar os petistas. Não é à toa que os ataques contra a campanha de Haddad começaram cedo demais nas hostes tucanas, destoando dos programas de rádio e TV dos rivais.
No entanto, as estratégias dos adversários não favorecem o estilo agressivo de Serra. Chalita, por exemplo, bate na tecla da “terceira via”, condenando o suposto Fla/Flu entre PT e PSDB (o que tem favorecido mais Russomano do que o próprio peemedebista, como lembra Rodrigo Vianna). Enquanto isso, Haddad prega o “novo”, mostrando realizações suas como ministro, mas o “novo” permeia também outras candidaturas. Assim, nada parece mais antigo aos olhos do eleitor do que a candidatura tucana, que carrega ainda o ônus de uma administração mal avaliada como a de Kassab. O jeitão da campanha tucana na TV e no rádio também cheira a mofo.
A esperança de Serra pode ser Haddad
Como o Maluf, um candidato competitivo de outras épocas, Serra desfila uma série de realizações (“obras”) na televisão. Usando, aliás, um método semelhante, bastante criticado pelos adversários em tempos idos, a tal “apropriação” de feitos alheios: obra que ele iniciou, projetos pegos no meio do caminho ou finalizados em sua gestão, tudo passa a ficar no mesmo bolo e figura como realização exclusivamente sua. Até os CEUs, obra da ex-prefeita Marta Suplicy, viraram “CEUs do Serra”, um jogo duplo que pode significar que os “seus” CEUs são melhores que os originais (difícil dizer, já que ele não finalizou nenhum em seu curto período como prefeito) ou que podem ter sua criação vinculados a sua obra e graça. Vendo a propaganda tucana, tem-se a impressão que Serra governou a cidade por oito anos, participando ao mesmo tempo do governo do estado. Um político “onipresente” mas que, aos olhos do eleitor, parece bastante ausente...
Assim, a grande esperança de Serra ir ao segundo turno pode estar justamente no crescimento de Haddad. Caso o petista continue avançando, vai tirar votos do atual líder das pequisas, principalmente nas franjas da cidade, e as pesquisas mostram que esse espaço de crescimento existe. Se o tucano conseguir estancar a sua queda, é possível que o crescimento do petista desidrate o desempenho de Russomano e mantenha os três (ou dois) candidatos em patamares mais próximos, dando chances de Serra ir à rodada final.
E, com um Haddad mais "robusto" nas pesquisas, o discurso antipetista faria mais sentido para parte do eleitorado paulistano. Novamente, o medo seria a mola propulsora do tucano. Aliás, essa situação ideal (e hoje distante) para Serra teria que contar também com a estagnação de Chalita, outro candidato com possibilidades de tirar votos do PSDB. Pouco provável, mas não impossível.
Mesmo indo desgastado para o segundo turno, o tucano provavelmente apostaria no vale-tudo já usado em outras ocasiões e, ao menos, evitaria repetir o vexame de Geraldo Alckmin em 2008. A propósito, outra aposta do PSDB reside justamente nas aparições de Alckmin. Para quem não lembra, sua presença foi decisiva na vitória de Serra em 2000, quando o tucano disputava a ida para o segundo turno com Marta e Maluf. No entanto, a recíproca não foi verdadeira nas eleições de 2008, ocasião em que os serristas não se esforçaram pelo candidato do seu partido e Kassab deixou o atual governador de São Paulo fora do segundo turno. Ali, Alckmin teve 22,48% dos votos válidos, enquanto Serra tem atualmente 26,5% (descontando indecisos, brancos e nulos, segundo o Datafolha). Será esse o piso eleitoral tucano em São Paulo ou o buraco seria mais embaixo?
No FutepocaSerra apela de novo à “Guerra Santa”
septiembre 1, 2012 21:00 - no comments yet
Foto: Alex Silva/AE
Ainda na sexta-feira previ aqui mesmo, ao comentar o último Ibope sobre as eleições em São Paulo, que mostra a candidatura tucana derretendo, após os primeiros dias de campanha no horário eleitoral:
"Serra agora só tem dois caminhos para se salvar do naugráfio anunciado, ambos arriscados: ou parte para o ataque contra seus adversários, tática adotada nas últimas campanhas (...)".
Não deu outra. Na coluna Painel, de Vera Magalhães, publicada na "Folha" deste sábado, três notas já anunciam a nova estratégia da campanha de José Serra, pela quarta vez candidato a prefeito de São Paulo:
Guerra santa - O QG de José Serra pretende colar a imagem de Celso Russomanno à Igreja Universal do Reino de Deus para recuperar eleitores alinhados ao PSDB que migraram para o líder nas pesquisas. "Ele diz que não tem padrinho? As pessoas precisam saber que o padrinho é o Edir Macedo", diz um grão-tucano. Para serristas, a associação ajudará o ex-governador sobretudo no eleitorado católico e no segmento evangélico que disputa fiéis com a igreja do bispo controlador da TV Record.Benção - Como vacina, Russomanno tem dedicado espaço na agenda a encontros com católicos. Ontem, fez questão de divulgar visita a d. Fernando Figueiredo, patrono do padre Marcelo Rossi, da Renovação Carismática.Romaria - Gilberto Kassab organizou périplo de Serra a bispos católicos e pastores de várias denominações. Ambos foram a Valdemiro Santiago, da Igreja Mundial do Poder de Deus, "rival" de Macedo.

Foto: Alex Silva/AE
Nenhuma surpresa, é claro, para quem acompanhou as baixarias da última derrota de José Serra na campanha presidencial, em 2010, sob o comando do mesmo marqueteiro Luiz Gonzalez, que é quem realmente manda na campanha tucana.
Naquela ocasião, como agora, ao perceber que a sua vaca de votos estava caminhando celeremente para o brejo, o tucano recrutou padres, bispos e pastores como cabos eleitorais para bater em Dilma, Lula e no PT, os maiores "demônios" na face da terra.
Carregando nas mãos imagens sacras e apelando para temas como aborto e casamento entre pessoas do mesmo sexo, o candidato do PSDB recorreu à religião para tentar se salvar da inevitável derrota em sua segunda campanha presidencial. Deu no que deu.
Depois de costurar um pacto de não agressão com o candidato do PRB, quando ainda liderava as pesquisas em São Paulo, agora Serra resolveu partir para o ataque contra Russomanno e também Fernando Haddad, do PT, que ameaçam tirá-lo do segundo turno.
Em entrevista à TV Estadão na sexta-feira, acusou Russomanno de mentir ao dizer que foi ele quem bolou a Operação Delegada da PM, em 2010, um programa no qual a prefeitura paga para policiais trabalharem na segurança municipal em suas horas de folga.
"Sabe por que não é verdade? Fizemos a Operação Delegada em 2009. Certos candidatos propõem criar coisas que já existem. Imagina o grau de ignorância a respeito".
Com Serra atirando para todo lado após a divulgação das últimas pesquisas, ainda na noite de sexta-feira, na zona leste, chegou a vez de Fernando Haddad ser alvejado pela proposta do Bilhete Único Mensal.
"Agora vão mexer no Bilhete Único. Para que? Se precisa de transporte mais barato, vamos tirar o imposto que vai para o governo federal e que, se não tomar cuidado, acaba indo para o mensalão".
Com o candidato tucano outra vez fora de controle, esta campanha ainda promete fortes emoções. Serra partiu para mais uma guerra, que de santa nada tem - é apenas um novo capítulo da guerra suja das suas campanhas eleitorais anteriores.
Ricardo Kotscho





