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Daniela

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junio 14, 2012 21:00 , por Daniela - | No one following this article yet.

A compra de votos para a reeleição de FHC

agosto 20, 2012 21:00, por Desconocido - 0no comments yet

Em maio de 1997, a Folha de S. Paulo publicou matéria com transcrição da gravação de uma conversa na qual os deputados Ronivon Santiago e João Maia, do PFL do Acre, confessavam ao repórter Fernando Rodrigues, ter recebido R$ 200 mil para votar a favor da emenda que instituía a reeleição para presidente da República, governadores e prefeitos.
Da série "Escândalos não investigados da era FHC", ler também:
A reeleição de Fernando Henrique Cardoso começou mesmo a ser urdida em círculos fechados nos primeiros seis meses do governo, em 1995. Numa reunião em Nova York, com banqueiros, Pedro Malan deixou escapar as intenções da cúpula da aliança neoliberal. Alguns jornais repercutiram a fala de Malan, que dizia quatro anos ser muito pouco para Fernando Henrique realizar o seu plano de governo e que, de duas uma, ou ampliaria o mandato para cinco anos ou instituiria a reeleição.
Sérgio Motta, na época Ministro das Comunicações e principal articulador político do governo, dizia que o PSDB se estruturava para permanecer no governo por pelo menos vinte anos. O PFL, na mesma época, lançou seu projeto PFL-2000, uma estratégia eleitoral e de ocupação de espaços políticos muito bem montada. Naquele momento o horizonte de permanência no poder da aliança neoliberal era largo. Havia popularidade presidencial de sobra para gastar. Grande parte dos formadores de opinião da grande mídia mostrava-se convencida da "modernidade" do governo, até a tungada de 1998, quando o Brasil sofreu um mega ataque especulativo e o governo fez uma desvalorização recorde do real, levando o país a uma das mais dramáticas crises financeiras.
Editoriais e artigos de opinião, longas reportagens nas revistas e jornais de grande circulação e redes de televisões estão documentados, é só ter o trabalho de ir aos arquivos para ver as perspectivas dos governistas naquela época.
As denúncias de autoritarismo, corrupção, tráfico de influência, vulnerabilidade econômica, erros do Plano Real, nada disso era capaz de mudar a gramática da grande mídia. Foram tempos difíceis para os oposicionistas que enfrentavam os governistas no Congresso Nacional e nos debates país a fora. Imperava o "pensamento único", a esquerda era taxada de “dinossauros”. Mas, aos poucos os fatos se encarregaram de desnudar a face oculta do governo Fernando Henrique Cardoso. A denúncia de compra de votos de parlamentares do PFL e do PMDB, para aprovação da emenda constitucional que instituiu a reeleição, é um deles.
Em maio de 1997, o jornal Folha de S. Paulo publicou extensa matéria com transcrição da gravação de uma conversa na qual os Deputados Ronivon Santiago e João Maia, ambos do PFL do Acre, confessavam ao repórter Fernando Rodrigues, ter recebido R$ 200 mil para votar a favor da emenda constitucional que instituía a reeleição para presidente da República, governadores e prefeitos. Naquele momento a emenda já havia sido aprovada na Câmara dos Deputados e aguardava a votação no Senado.
Segundo eles, o deputado Pauderney Avelino, PFL/AM, e o então presidente da Câmara, Luiz Eduardo Magalhães, PFL/BA, eram os intermediários das negociações. Na matéria da Folha de São Paulo consta que Ronivon Santiago e João Maia revelaram alguns detalhes das negociações. Os deputados disseram a Fernando Rodrigues que o assunto era tratado diretamente com o então ministro das Comunicações, Sérgio Motta, o principal articulador político do governo e fiel escudeiro de Fernando Henrique Cardoso. O jornal informou ainda que os pagamentos eram feito pelos então governadores: Amazonino Mendes, PFL/AM e Orleir Cameli, PFL/AC. Na gravação, segundo o jornal, Ronivon Santiago dizia que os deputados de estados do norte, Osmir Lima, Chicão Brígido e Zila Bezerra, também, haviam vendido seus votos.
No dia seguinte, após a publicação da matéria, foi constituída uma comissão de sindicância para apurar as denúncias. Os partidos de oposição começaram a colher assinaturas para instalação de uma CPI, mas acabaram enfrentando uma manobra pesada do governo, que tinha maioria esmagadora. O noticiário da época informa que cargos e verbas foram distribuídos para os deputados da base governista para não assinarem o requerimento da CPI.
Enquanto isso, a comissão de sindicância corria contra o tempo. Era perceptível no movimento da comissão a intenção de esvaziar os argumentos para a instalação da CPI. Ao final do prazo estabelecido para a apuração, a comissão apresentou relatório dizendo que não havia necessidade de uma CPI porque as provas eram insuficientes. A comissão tomou uma decisão que pulverizou a apuração do caso. O relatório recomendou que a Procuradoria-Geral da República, chefiada por Geraldo Brindeiro, recém-reconduzido ao cargo e chamado “Engavetador-geral da República, cuidasse das investigações sobre o envolvimento do ex-ministro Sérgio Motta, que as Assembléias do Acre e do Amazonas tomassem as providências necessárias para averiguar as denúncias contra os respectivos governadores e que a Câmara dos Deputados tratasse do caso dos deputados. Ao final todos foram inocentados por falta de provas, a emenda constitucional foi aprovada no Senado e Fernando Henrique Cardoso ganhou o seu segundo mandato.
A apuração desse caso não fugiu à regra dos demais. Foram preservados réus-confessos e sacrificadas as instituições. O Congresso ficou desmoralizado perante a opinião pública e o governo seguiu sua rota de decadência moral.
Laurez Cerqueira, jornalista e escritor, autor de “Florestan Fernandes vida e obra” e “Florestan Fernandes – um mestre radical.”

Dois safos no detrito de maré baixa:



A mulher que acusa Julian Assange de ‘violação’ está vinculada à CIA

agosto 20, 2012 21:00, por Desconocido - 0no comments yet

Uma das mulheres que acusa o fundador do WikiLeaks, Julian Assange, de delitos sexuais parece ter trabalhado com um grupo que tem conexões com a Agência Central de Inteligência (CIA) dos Estados Unidos.
James D. Catlin, um advogado que representou recentemente Assange, afirmou que a investigação por delito sexual contra o fundador do WikiLeaks se baseia em afirmações de que não usou camisinha durante sua relações sexuais com duas mulheres suecas.
Fontes da Fiscalização sueca disseram a AOL News na semana passada que Assange não era buscado por violação como se informou, mas por algo chamado “sexo surpresa” ou “sexo inesperado”.
Uma das acusadoras, Anna Ardin, parece ter “vínculos com grupos financiador pelos Estados Unidos contra Fidel Castro e por grupos anticomunistas”, de acordo com uma investigação publicada por Israel Shamir e Paul Bennett no CounterPunch. Ardin, nascida em Cuba, trabalhou a favor das “Damas de Branco”, um grupo de mulheres que se opõem ao governo cubano.
Shamir e Bennett também descrevem Ardin como uma suposta “esquerdista” que “publicou diatribes anti-Castro (ver aqui e aqui) em língua sueca para a Revista Assinaturas Cubanas difundida por Miscelâneas de Cuba”. Disse o professor Michael Seltzer que o grupo está sendo dirigido por Carlos Alberto Montaner, um homem vinculado com a CIA.
Shamir e Bennet disseram que “As Damas de Branco recebem financiamento dos EUA e contam entre seus partidários com Luis Posada Carriles”.
Um documento desclassificado em 1976 revelou que Posada era então agente da CIA e seus advogados sustentaram que manteve vínculos com a agência por 25 anos. Esteve vinculado a ataques terroristas que mataram dezenas de pessoas.
Ardin “está vinculada a militantes pela igualdade de gênero na Universidade de Uppsula, que optaram por se associar a esse grupo de mulheres cubanas financiado pelos EUA e apoiado abertamente pelo terrorista e assassino de massas”, observou Kirk James Murphy em Firedoglake.
Em agosto, Assange disse a Al Jazzeera que as acusações eram “claramente uma campanha de desprestígio”. “Nos advertiram que, por exemplo, o Pentágono está planejando usar truques sujos para destruir nosso trabalho”, disse Assange ao diário sueco Aftonbladet.
O fundador do WikiLeaks disse que foi advertido de ter cuidado com “as armadilhas do sexo”. Teria Assange caído em uma dessas armadilhas? – Talvez sim. Talvez não.”, disse.
O advogado Catlin disse que tanto Ardin como Sofía Wilén, a segunda acusadora, enviaram mensagens SMS e tweets alardeando de suas conquistas depois da suposta “violação”.
“No caso de Ardin, está claro que até fez uma festa em homenagem a Assange em seu apartamento depois dele cometer o “delito” e ela assegurou a seus seguidores no Twitter que ele era “uma das pessoas mais simpáticas e inteligentes do mundo, é incrível!”, escreveu. (A mensagem em sueco original está apagada do Twitter da Anna Ardin, entretanto foi publicado por um blogueiro sueco e pode se acessado no cachê dessa página, neste link – Nota de Cubadebate)
“O conteúdo exato dos textos do telefone móvel de Sofía Wilén não é conhecido, entretanto, mas sua ostentação e o nervosismo da personagem foram confirmados pela justiça sueca. Nem Wilén, nem Ardin se queixaram de uma violação após manter relações com Julian”, disse Catlin.
Ardin também publicou um guia de sete passos sobre como se vingar de mentiras dos namorados. Quando as acusações foram apresentadas pela primeira vez em agosto, o diário digital Gawker colocou pela primeira vez a suspeita de que Ardin estava trabalhando para a CIA.
“Em todo caso, a opinião de Ardin tende a debilitar a teoria conspirativa contra Assange, pois é uma acusadora muito vulnerável, sendo como é uma figura de tendência esquerdista na Suécia, frequentemente indiscreta em seu blog pessoal e uma entusiasta promotora da visita de Assange ao país”, escreveu Gawker.
Raw Story
Traduzido do inglês para o espanhol por Cubadebate
Traduzido do espanhol para o português para o Diário Liberdade por Lucas Morais (@luckaz)



Toca Raul!

agosto 20, 2012 21:00, por Desconocido - 0no comments yet

Nova Moeda



Falta de informação de eleitor petista ajuda candidato do PRB

agosto 20, 2012 21:00, por Desconocido - 0no comments yet

Celso Russomanno conseguiu até agora quebrar a histórica polarização entre PSDB e PT na disputa pela Prefeitura de São Paulo. O recall e o espaço conquistado na mídia em função de seu bom desempenho nas pesquisas tem garantido sua ascensão.
Com altas taxas de conhecimento, o candidato do PRB surfou na falta de informação do eleitorado petista sobre a candidatura de Fernando Haddad e lançou seu nome como opção para a cidade.
Russomanno também tem se beneficiado do crescimento da rejeição a José Serra. Ele cresceu entre os que têm nível médio de escolaridade, os mais jovens, os que têm renda familiar intermediária e os católicos, segmentos do eleitorado em que o tucano perdeu pontos nas últimas semanas.
O levantamento publicado hoje é a última pesquisa sem os reflexos da propaganda no rádio e na televisão. A partir de agora, o sucesso e o fracasso das candidaturas passam a ter alta correlação com o marketing das campanhas.
A maioria do eleitorado paulistano enxerga importância, demonstra algum interesse e pretende assistir aos programas do horário eleitoral gratuito. A intenção de acompanhar a propaganda é maior justamente em segmentos de menor escolaridade, menor renda e entre simpatizantes do PT, estratos em que Russomanno hoje tem mais apoio do que Haddad.
Como seria então um cenário onde predominasse a informação, em que os eleitores conhecessem muito bem os principais candidatos, algo que se pressupõe que ocorrerá depois de algumas semanas de propaganda na TV?
Filtrando o conjunto de entrevistados que dizem conhecer os principais nomes da disputa, percebe-se queda importante nas intenções de voto de Russomanno, com crescimento de Haddad, sem prejuízos para Serra. Nesse estrato, os candidatos do PRB e do PT ficam com 20% cada e o tucano aparece com 27%.
Trata-se de um segmento mais escolarizado e de maior renda, com acesso à informação. No extremo oposto, onde o desconhecimento prevalece, a maioria pretende acompanhar o horário eleitoral, mas o repertório usado para decodificar as mensagens dos candidatos é que determinará mudanças ou a improvável manutenção do quadro atual.
Mauro Paulino - Diretor-Geral do Datafolha
Alessandro Janoni - Diretor de Pesquisas do Datafolha



Datafolha aponta Russomanno com 31% e José Serra com 27%

agosto 20, 2012 21:00, por Desconocido - 0no comments yet

Pela 1ª vez, candidato do PRB aparece numericamente à frente; mas situação é de empate técnico
Fernando Haddad (PT) está em terceiro na disputa pela Prefeitura de SP, com 8%; rejeição de Serra atinge 38%
Pela primeira vez, Celso Russomanno (PRB) aparece numericamente à frente do tucano José Serra na disputa pela Prefeitura de São Paulo.
Pesquisa Datafolha realizada ontem mostra Russomanno com 31% das intenções de voto, 4 pontos a mais que Serra. Como a margem de erro da pesquisa é de 3 pontos para cima ou para baixo, eles continuam tecnicamente empatados.
Em relação ao levantamento anterior, de 19 e 20 de julho, Russomanno cresceu 5 pontos. No mesmo período, Serra caiu 3.
Esta é a última pesquisa de intenção de voto para prefeito de São Paulo antes do início do horário eleitoral gratuito no rádio e na TV, que começa hoje.
Na disputa pela terceira colocação há quatro candidatos tecnicamente empatados. O petista Fernando Haddad tem 8% das intenções de voto; Gabriel Chalita (PMDB) tem 6%; Soninha Francine (PPS), 5%; e Paulinho da Força (PDT), 4%.
As intenções de voto em Russomanno crescem constantemente desde o fim do ano passado.
Na pesquisa realizada entre os dias 7 e 9 de dezembro, ele tinha 16%, dois pontos abaixo de Serra. Marcou 17% em janeiro, subiu para 19% em março, passou para 21% no meio de junho, 24% no fim daquele mês e 26% em julho.
Espontânea
Celso Russomanno também aparece na liderança da pesquisa espontânea, aquela que indica a consolidação das intenções de votos nos candidatos.
Quando o eleitor é convidado a responder em quem pretende votar sem a apresentação de um cartão com os nomes dos candidatos, Russomanno atinge 15%. Nessa simulação, Serra alcança 13%.
Serra e Russomanno também lideram em taxa de conhecimento. O primeiro é conhecido por 98% dos eleitores. O segundo, por 94%.
O Datafolha também investigou a rejeição dos candidatos. Só 12% dizem que não votariam em Russomanno de jeito nenhum.
Já a rejeição a Serra continua ascendente. Em junho, ele liderava por esse critério com 32%. Em julho, seu índice de rejeição subiu para 37%. Na pesquisa de ontem, oscilou mais um ponto para cima e chegou a 38%.