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Daniela

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June 14, 2012 21:00 , par Daniela - | No one following this article yet.

O vencedor foi Lula

October 7, 2012 21:00, par Inconnu - 0Pas de commentaire

Eu pergunto quanto tempo nossos analistas de plantão vão levar para reconhecer o grande vitorioso do primeiro turno da eleição municipal.
Não, não foi Eduardo Campos, embora o PSB tenha obtido vitorias importantes no Recife e em Belo Horizonte.
Também não foi o PDT, ainda que a vitória de José Fortunatti em Porto Alegre tenha sido consagradora. Terá sido o PSOL? Os “novos partidos”?
O grande vitorioso de domingo foi Luiz Inácio Lula da Silva e é por isso que os coveiros de sua força política passaram o dia de ontem trocando sorrisos amarelos.
Nem sempre é fácil reconhecer o óbvio ululante. É mais fácil lembrar a derrota do PT no Piauí, ou em São Luís.
Mas o PT passou o PMDB e foi o partido que mais acumulou votos na eleição. Tinha 550 prefeituras. Agora tem mais de 600.
Vamos combinar: a principal aposta de Lula em 2012 foi Fernando Haddad que, superando as profecias do início da campanha, não só passou para o segundo turno mas entra nessa fase da disputa em posição bastante favorável. Em São Paulo se travou a mãe de todas as batalhas.
Imagino as frases prontas e as previsões sombrias sobre o futuro de Lula e do PT se Haddad tivesse ficado de fora…
A disputa no segundo turno está apenas no início e é cedo para qualquer previsão.
Mas é bom notar que as pesquisas indicam que Haddad é a segunda opção da maioria dos eleitores de Celso Russomano. Uma pesquisa disse até que Haddad poderia chegar em segundo no primeiro turno, mas tinha boas chances de vencer Serra, no segundo. Qual o valor disso agora? Não sei. Mas é bom raciocinar com todas as informações.
Quem assistiu a pelo menos 30 minutos dos debates presidenciais sabe que Gabriel Chalita já tem lado definido desde o início – como adversário de José Serra. O que vai acontecer? Ninguém sabe.
O próprio Serra tem uma imensa taxa de rejeição, que limita, por si só, seu potencial de crescimento.
O apoio de Russomano tem um peso relativo. Se ele não conseguia controlar aliados quando era favorito e podia dar emprego para todo mundo, inclusive para uma peladona de biquini cor de rosa descrita como assessora, imagine agora como terá dificuldades para manter a, digamos, fidelidade partidária…
O mais provável é que seu eleitorado se divida em partes mais ou menos iguais.
Não vejo hipótese da Igreja Universal ficar ao lado de José Serra. Nem Silas Malafaia com Haddad.
A votação de Haddad confirma a liderança de Lula e a disposição dos eleitores em defender o que ele representa. Mostra que o ambiente político de 2010, que levou a eleição de Dilma Rousseff, não foi revertido. Isso não definiu o resultado em cada cidade mas ajudou a compor a situação no país inteiro.
Os 40% de votos que Patrus Ananias obteve em Belo Horizonte mostram um desempenho bem razoável, considerando que o tamanho do condomínio adversário.
Quem define a boa vitória de Lacerda como uma vitória de Aécio sobre Dilma incide no pecado da ejaculação precoce.
O grande derrotado do primeiro turno, que mede a força original de cada partido, não aquilo que se pode conquistar com alianças da segunda fase, foi o PSDB.
O desempenho tucano sequer qualifica o partido como oponente nacional do PT. Perdeu eleição em Curitiba, onde seu concorrente tinha apoio do governador de Estado, desapareceu em Porto Alegre e no Rio de Janeiro, terra do vice de José Serra em 2010 – que não é tucano, por sinal. Se a principal vitória do PSDB foi com um candidato do PSB é porque alguma coisa está errada, concorda?
Respeitado por ter chegado em primeiro lugar em São Paulo, Serra já teve desempenhos melhores.
As cenas finais da campanha foram os votos do julgamento do mensalão, transmitidos em horário nobre durante um mês inteiro. Tinham muito mais audiência do que os programas do horário político.
Menino pobre e preto, Joaquim Barbosa já vai sendo apresentado como um contraponto a Lula…
Antes que analistas preconceituosos voltem a dizer que a população de renda mais baixa tem uma postura menos apegada a princípios éticos – suposição que jamais foi confirmada por pesquisadores sérios — talvez seja prudente recordar que o eleitor é muito mais astuto do que muitos gostariam.
Sabe separar as coisas.
Aprendeu a decodificar o discurso moralista, severo com uns, benigno com outros, como a turma do mensalão do PSDB-MG, os empresários que jamais foram denunciados na hora devida…
Anunciava-se, até agora, que a eleição seria nacionalizada e levaria a um julgamento de Lula.
Não foi. O pleito mostra que o eleitor não mudou de opinião.
O eleitor mostrou, mais uma vez, que adora rir por último.
Paulo Moreira Leite
No Vamos combinar



Charge online - Bessinha - # 1510

October 7, 2012 21:00, par Inconnu - 0Pas de commentaire



A vitória de Chávez (e de todos nós)

October 7, 2012 21:00, par Inconnu - 0Pas de commentaire

No Redecastorphoto



Milhares celebram a vitória de Chávez

October 7, 2012 21:00, par Inconnu - 0Pas de commentaire

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O Brasil, a partir de amanhã

October 6, 2012 21:00, par Inconnu - 0Pas de commentaire

Há os que vêem, nas eleições municipais de São Paulo, os rumos futuros do Brasil. Talvez lhes fosse mais proveitoso vê-los nas votações em todo o Brasil, principalmente nos municípios mais pobres da Federação, espalhados pelas regiões do Norte e do Nordeste. Os leitores dos comentaristas dos grandes jornais, salvo alguns, menos jovens e mais prudentes, não conhecem esse Brasil profundo, que começa a descobrir que a vida pode ser mais do que o dia a dia do sofrimento dos pobres.
Estas eleições são importantes não porque, em São Paulo, em Belo Horizonte ou Recife possam ser eventualmente debuxadas as cartas da sucessão presidencial de aqui a dois anos. Elas são importantes por duas grandes razões: com a Bolsa Família já consolidada e trazendo os seus primeiros grandes efeitos, na libertação dos mais pobres, o voto não precisa mais ser trocado por uma cesta básica. Mais do que ter o almoço garantido, os mais pobres passaram a ter a liberdade de escolher seus dirigentes. Nem sempre os melhores, mas com o tempo irão aprendendo.
A outra grande razão é a vigência da Lei da Ficha Limpa, uma conquista direta dos cidadãos sobre a indolência conveniente dos parlamentares. Como bem assinalou a Ministra Carmem Lúcia, presidente do TSE, essa sim, poderá influir nos resultados eleitorais, mais do que o julgamento do mal denominado mensalão. Segundo os cálculos, mais de três mil candidatos disputarão o pleito sob o risco de, sendo vitoriosos, ter o mandato cassado em seguida pela justiça. Essa limpeza ética animará os cidadãos honrados a disputar, nas eleições a vir, os mandatos eletivos, com o saneamento efetivo das atividades políticas.
Como o pleito de hoje se limita aos municípios, os grandes temas nacionais se ausentam das campanhas, menos alguns. Em Minas, por exemplo, o veto da Presidente Dilma Rousseff à maior participação dos municípios e dos estados na divisão dos royalties pela extração de minérios, ainda que de forma discreta, prejudicará os candidatos do PT.
Mesmo que se trate de um assunto pontual, os que conhecem bem os mineiros sabem que o tema é delicado no Estado. Basta lembrar que, por causa da espoliação dos mineradores pelos portugueses, dois homens se rebelaram, foram perseguidos e executados, e se tornaram os heróis das montanhas: Felipe dos Santos, em 1720, e Tiradentes, em 1792.
Com toda sua importância para os cidadãos de São Paulo, a eleição deste domingo não irá decidir os rumos futuros do país. O que está em jogo, no desenho do futuro é, mais uma vez, a economia. Em razão disso, é bom concentrar a atenção nas conversações entre a China, a Rússia, o Brasil, a Índia e a África do Sul, em seu projeto, já adiantado, de romper com a famigerada governança mundial, com a criação do que poderíamos chamar de um Fundo Monetário Internacional dos Brics, e a fundação de um novo Banco Mundial para atender a todos os países emergentes e a uma agência independente para a classificação de riscos. As existentes foram incapazes de prever as crises que enfrentamos, porque, na verdade, são controladas pelos grandes bancos que as provocaram com as fraudes conhecidas.
O Brasil realizou uma importante revolução social, nestes últimos dez anos, e não pode recuar. Como já constataram alguns pensadores, não é o desespero que faz as revoluções, mas, sim, a esperança. Os milhões e milhões de brasileiros que passaram a viver melhor não aceitarão voltar ao passado de miséria e opróbrio.