Nota de repúdio da Blogosfera Progressista Paranaense
August 31, 2012 21:00 - Pas de commentaire“Posso não concordar com nenhuma das palavras que você disser,
mas defenderei até a morte o direito de você dizê-las”
Voltaire
A blogoosfera paranaense está sob constante ataque a sua Liberdade de Expressão e a sua iniciativa de levar um ponto de vista diferente a uma população que carece de políticas que possibilitem a Democratização das Comunicações.Os blogueiros progressistas do Paraná vem por meio desta nota manifestar seu total repúdio à censura judicial imposta ao blogueiro, advogado e professor universitário, Tarso Cabral Violin, do Blog do Tarso, pelo candidato a reeleição a prefeitura de Curitiba, Sr. Luciano Ducci (PSB).
O simples fato de divulgar uma enquete em seu blog, onde o leitor poderia expressar sua opinião, levou os advogados de Luciano Ducci a tentar impor uma absurda multa de R$ 212.820,00, o que foi inteligentemente negado pela análise do Ministério Público e da 1ª Instância da Justiça Eleitoral.
O tropa judicial de Ducci, porém, recorreu ao TRE. Um dos advogados chegou a conversar com cada magistrado do Tribunal para condenar o blogueiro ao pagamento da absurda multa, o que acabou sendo aceito pelo TRE/PR, com apoio do MP, que aplicou duas multas no valor de R$ 106.410,00 ao blogueiro Tarso Cabral Violin.
Esta não é a primeira vez que o grupo político que comanda a capital paranaense há quase 30 anos coloca suas garras sobre o Direito Constitucional da Liberdade de Expressão contra cidadãos, tuiteiros, feicebuqueiros, blogueiros e jornalistas que ousam contestar ou discordar de seus atos e de sua tentativa de cerceamento à Liberdade de Expressão.
Basta lembrar as eleições de 2010, quando o então candidato ao governo e padrinho político de Ducci, Beto Richa, censurou todas as pesquisas eleitorais, além de tirar do ar a página do blogueiro Esmael Morais.
Ducci repete as lamentáveis práticas de seu padrinho. Ainda em 2012 o “socialista” tentou impor censura à jornalista Thea Tavares, do Blog Lado B, e vem barrando a divulgação de pesquisas eleitorais do mais determinados meios. Também sofreu censura o blogueiro Luiz Skora, do blog Polaco Doido, "condenado" a pagar multa de R$ 5 mil e ser obrigado a retirar posts de seu blog por solicitação do Social-Cristão, também candidato a prefeito, Sr. Ratinho Jr.
Estamos atentos! Assim como na Alemanha nazista e na Itália fascista, os ataques dos poderosos contra os povos começaram com ataques à Liberdade de Expressão e o Direito à Livre Organização, que são, invariavelmente, apenas a ponta de um iceberg ditatorial que mais tarde inunda o País com seus crimes e atrocidades contra a Humanidade e os Direitos Humanos.
Defendamos os nossos Direitos Fundamentais!
Defendamos o nosso Direito Humano à Comunicação e ao Livre Debate de Ideias e Opiniões!
Defendamos a Liberdade de Expressão!
Coletivo de Blogueiros Progressistas e Ativistas Digitais do Paraná
Celly Vieira - Blog da Celly
Cleverson Lima - Blog Rodopiou
Daniel Alcântara - Rede Liberdade
Iris M. Cavalcante - @otudonumblogso
José Pedro - Blog do José Pedro
Luiz Skora - Blog Polaco Doido
Marcos Cunha Carlomagno -
Milton Alves - Blog do Milton Alves
Paulo Roberto Cequinel - Blog O Ornitorrinco
Paulo Roberto Stockler - @stockler_
Robson Guimarães - Blog Rodopiou
Sergio Bertoni - TIE Brasil
Leia também: Luciano Ducci extermina o Blog do Tarso Cleverson Lima - Blog Rodopiou
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Urgente! Soninha do PPS é internada com sintomas de demência aguda
August 31, 2012 21:00 - Pas de commentaireDepois de uma dessas, a Soninha precisa, urgentemente, procurar um psicanalista ou coisa que o valha! De preferência, deve levar o "padrinho" dela... O esquizofrênico Roberto Freire.
Serra vai acionar o PIG contra Russomano
August 31, 2012 21:00 - Pas de commentaireSerra tem tudo para ser o candidato-picolé destas eleições municipais em São Paulo. Quando sua candidatura foi confirmada pelo PSDB, seus índices nas pesquisas dispararam e parecia inevitável sua ida ao segundo turno em primeiro lugar.
Agora, a luta é outra. Conseguir voltar a ter uns 25% dos votos para impedir que a disputa final seja entre Russomano e Haddad.
No caso de Haddad o que está acontecendo é meio óbvio, apesar de muitos “especialistas em eleições” terem ficado os últimos meses batendo bumbo na tese de que sua candidatura corria o risco de ser um fiasco.
O campo lulo-petista em São Paulo é de aproximadamente 30% a 35% do eleitorado no primeiro turno. Se a campanha de Haddad fosse um desastre, teria ao menos uns 70% desses votos. O seja, no mínimo 20%.
Mas Haddad é um candidato consistente e tem bom perfil para a cidade. Mas o que está se vendo é ainda mais interessante. João Santana e sua equipe estão produzindo um programa de TV primoroso, enquanto Serra aparece na sua propaganda como um tiozinho que quer ser o cara. Alguém que fica repetindo velhas histórias (remédios genéricos, Etecs, o anti-PT e o menino que nasceu na Mooca) e tentando se vender como jovem.
Está muito chato e se vier a continuar nesta linha vai derreter ainda mais. Ao mesmo tempo, não pode dar um cavalo-de-pau e começar a bater em Russomano, que é quem está roubando seus votos.
Haddad tira votos do candidato do bispo na periferia e Russomano faz estrago na base de Serra nos bairros de classe média.
O que isso significa é que Russomano vai começar a apanhar. Mas não de Serra. O serviço vai ser feito pela Globo, Veja, Folha, Estadão e o resto do PIG.
O Partido da Imprensa Golpista não vai aceitar que o bispo comande São Paulo com um outsider. E ao mesmo tempo não vão querer ter de apoiar Haddad.
O que resta a eles é detonar o candidato do PRB e deixar o serviço sujo contra o petista para Serra.
É possível que isso leve o tucano ao segundo-turno, mas ele vai chegar lá cambaleando. Mais ou menos como o senador Aécio Neves estava em recente vídeo divulgado pelo Youtube.
‘Insurgência contra regime sírio é sustentada pelo Ocidente’
August 31, 2012 21:00 - Pas de commentaire![]() |
| O Ocidente e monaquias do Golfo querem se desfazer dele. Foto: ©AFP / Louai Beshara |
Parece loucura que a oposição levantada na Síria desde 26 de janeiro de 2011 ainda continue e se desdobre, mais de um ano, sob a forma de luta armada, apesar da dura e sangrenta repressão do governo de Bashar al-Assad. Mas conforme comentou Polônio a respeito do comportamento de Hamlet, “embora seja loucura, há um método nela”. Não obstante existissem condições objetivas e subjetivas para as sublevações que ocorreram e ocorrem nos países árabes, o cartel das potências industriais do Ocidente, liderado pelos Estados Unidos e seus sócios da União Europeia, armou uma equação, com ampla dimensão econômica, geopolítica e geoestratégica, sobretudo por trás das sublevações na Líbia e na Síria, iniciadas em 2011.
Os Estados Unidos e demais potências ocidentais pretendem assumir o controle do Mediterrâneo e isolar politicamente o Irã, aliado da Síria, bem como restringir a influência da Rússia e da China no Oriente Médio. A Rússia, desde 1971, opera o porto de Tartus, na Síria, e projeta reformá-lo e ampliá-lo, como base naval, em 2012, de modo que possa receber grandes navios de guerra e garantir sua presença no Mediterrâneo. Consta que a Rússia também planeja instalar bases navais na Líbia e no Iêmen. E o financiamento da oposição na Síria desde 2005 visou a desestabilizar e derrubar o regime de al-Assad, que representa um obstáculo, a fim de impedir o aprofundamento de suas relações com a Rússia.
A queda do regime sírio após a derrubada de Muammar Kaddafi na Líbia permitiria suprimir a presença da Rússia, onde ela mantém duas bases navais (Tartus e Latakia), cortar as vias de suprimento de armas para as organizações pró-xiitas Hisbollah, no Líbano, e Hamas, na Palestina, conter o avanço da China sobre as fontes de petróleo, isolar completamente e estrangular o Irã, com a conseqüente eliminação do governo de Mahmoud Ahmadinejad. O resultado da equação, ao mudar completamente o equilíbrio de forças no Oriente Médio, seria o estabelecimento pelos Estados Unidos e seus sócios da União Européia da full-spectrum dominance, ou seja, o pleno domínio territorial, marítimo, aéreo e espacial, bem como apossar-se de todos ativos do Mediterrâneo.
O objetivo de controlar o Mediterrâneo, Washington e Madri manifestaram abertamente com o acordo, anunciado em 5 de outubro de 2011, pelo qual a base naval de Rota (Cádiz), na Espanha, devia albergar quatro destróieres, equipados com antimísseis (BMD) da Marinha dos EUA e operados por 1,1 mil militares e cem civis, como um sistema de defesa da OTAN, a pretexto de prevenir ataques de mísseis balísticos do Irã e da Coréia do Norte, e será acompanhado por outros sistemas, na Romênia, Polônia e Turquia. E a derrubada do regime de Assad é fundamental para o êxito da equação.
Os aliados ocidentais sabem que não podem aplicar à Síria a mesma estratégia da Líbia, através da OTAN, extrapolando criminosamente a resolução do Conselho de Segurança da ONU. O apoio à sublevação na Síria e o sistema antimísseis, implantado a partir da Espanha, indicam que o alvo é realmente a Rússia, ainda percebida pelos Estados Unidos como seu grande rival, razão pela qual Moscou e Beijing vetaram a resolução do Conselho de Segurança contra o regime de al-Assad. Sua derrubada, após a de Kaddafi, completaria o controle do Mediterrâneo… Isso se os fundamentalistas islâmicos não capturarem os governos na Síria como virtualmente já fizeram na Líbia e provavelmente farão no Egito.
A insurgência na Síria envolve interesses de diferentes matizes, tanto políticos quanto religiosos, de países da região (Turquia, Arábia Saudita e Qatar). Tudo indica, porém, que a conquista das fontes de energia no Mediterrâneo seja um dos principais motivos pelos quais os Estados Unidos e seus aliados estejam a encorajar abertamente a mudança do regime. Embora a produção de petróleo, na Síria, seja modesta, da ordem de 530 mil barris por dia, não se pode descartar, inter alia, esse fator como rationale da sangrenta resistência, concentrada na cidade de Homs. É preciso considerar todos os fatores a determinar o apoio à insurgência, que o Ocidente, por meio de diversos mecanismos, inclusive com a guerra psicológica presente na mídia internacional, e em aliança com as monarquias absolutistas do Oriente Médio.
As reservas de petróleo na Síria são estimadas em 2,5 bilhões de barris, situadas principalmente na parte oriental do país, próxima à fronteira com o Iraque, ao longo do Eufrates, havendo apenas um pequeno número de campos, na região central. Sua localização é estratégica em termos de segurança e de rota de transporte de energia, cuja integração se esperava aumentar com a inauguração, em 2008, do Arab Gas Pipeline, e a inclusão no gasoduto da Turquia, Iraque e Irã. E a Síria construiu um sistema de oleodutos e gasodutos controlados pela empresa estatal Syrian Company for Oil Transportation (SCOT) a fim de transportar óleo cru e refinado para os portos Baniyas, situados 55 quilômetros ao sul de Latakia e 34 ao norte de Tartus, onde se encontram as duas bases navais da Rússia.
Em fevereiro de 2012, os terroristas da al-Qaeda atacaram e explodiram a maior refinaria de Síria, localizada em Bab Amro, distrito 7 quilômetros a oeste do centro de Homs (também chamada Hims), cidade em que se concentra a oposição ao regime de Assad. A refinaria se liga, através de um oleoduto inaugurado em 2010, aos campos de petróleo no leste da Síria, à estação de Tel Adas e ao porto de Tartus.
O interesse das potências ocidentais aponta, sobretudo, para os ativos petrolíferos no mar da região. Segundo o ministro do Petróleo e Recursos Naturais da Síria, Sufian Allaw, os estudos científicos modernos indicaram a existência de enorme reserva de gás natural, calculada em 122 trilhões de pés cúbicos, e petróleo, da ordem de 107 bilhões de barris, ao longo da plataforma marítima da Síria. Diversas companhias anunciaram recentemente terem descoberto importantes reservas de gás e petróleo, mas a exploração é complicada devido às tensões entre os países da região.
As reservas, em águas profundas, nas camadas sub-sal, a leste do Mediterrâneo, próxima à Bacia Levantina, estendem-se ao longo dos 193 quilômetros da costa da Síria até o Líbano e Israel.
Desde 2010 esses dados são conhecidos. A partir de então, o Great Game na região intensificou-se dramaticamente com a descoberta na zona econômica exclusiva de Israel, na Bacia Levantina, de gigantesca reserva de gás natural denominada Leviatã. Os geólogos da U.S. Geological Survey calculam que área, abrangendo o litoral Israel, Líbano e Síria, contém ainda reservas que podem ser recuperadas, com o uso das atuais tecnologias disponíveis.
O Líbano questionou na ONU a exploração de tais reservas, dado que também se estendem à sua zona econômica exclusiva, mas Israel não está disposto a ceder sequer “uma polegada”, conforme declarou seu ministro do Exterior, Avigdor Lieberman. E a companhia petrolífera americana Nobler Energy, sediada em Houston, anunciou em fevereiro de 2012 a descoberta em Tanin, 13 milhas ao noroeste do campo de Tamar, na plataforma maritíma de Israel, de outro campo de gás natural, prospectando uma profundidade de 18-212 pés: um depósito de aproximadamente 120 pés de gás natural espesso.
De acordo com as estimativas, os depósitos de gás na Bacia Levantina são da ordem de aproximada de 3,5 trilhões de metros cúbicos. As descobertas na zona econômica exclusiva de Israel, dos campos de Marie B, Gaza Marine, Y ½, Leviatã, Dalit e Tamar somavam no ano passado 800 bilhões de metros cúbicos de gás. A exploração do campo Leviatã I, em 2011, havia alcançado 5.170 metros de profundidade. Neste ponto, os depósitos de gás natural eram estimados em 16 trilhões de metros cúbicos. No nível de 7,2 mil metros, estima-se uma reserva adicional de 250 milhões de metros cúbicos. As grandes descobertas da Nobler Energy, que explora a zona econômica exclusiva de Israel, são estimadas entre 900 bilhões e 1,4 trilhão de pés cúbicos de gás. Ao lado de tais reservas de gás, há a possibilidade da existência de 4,2 bilhões de barris de óleo.
As grandes reservas de óleo e gás, ao longo da Grécia, Turquia, Chipre, Síria, Líbano e Israel, são da maior importância geoeconômica, geopolítica e geoestratégica, uma vez que podem abastecer diretamente o Estados Unidos e a União Européia e evitar as ameaças de interrupção no Golfo Pérsico, por onde atualmente milhões de barris do hidrocarbonetos são transportados em navios-tanques e oleodutos. A disputa dessas fontes de gás e óleo, na Bacia Levantina, constitui também fator do litígio geopolítico entre a Turquia e a República de Chipre, bem como entre Israel e o Líbano, evidenciando o grau da relevância estratégica da Bacia Levantina, que se estende do mar da Líbia à Síria.
Em 24 de março de 2011, o ministro do Petróleo e Recursos Minerais e a General Petroleum Corporation (GPC), empresas estatal da Síria, anunciaram a abertura de uma concorrência internacional para a exploração e produção de petróleo, oferecendo três blocos (I, II e III), cada um com 3 mil km2 em uma extensão total de 9.038 Km2 , localizados offshore, na zona econômica da Síria.
O anúncio da concorrência excitou as empresas petrolíferas, ao abrir a perspectiva de acesso aos hidrocarbonetos, em uma área sub-explorada e considerada como a verdadeira fronteira da exploração de petróleo no Mediterrâneo. O centro desse projeto são 5 mil quilomêtros de “long-offset multi-client 2D seismic data”, ou seja, dados geológicos (coletados através de explosões que provocam ressonâncias sísmiscas, como uma espécie de pequeno terremoto controlado) adquiridos pela companhia francesa CGGVeritas, em 2005, para exploração em águas profundas, entre 500 e 1,700 m.
A Síria é uma arena onde as rivalidades não são apenas políticas, geopolíticas, mas também religiosas. Essa particularidade está no transfondo da luta armada contra o regime de Bashar al-Assad, sustentado pela Rússia e pelo Irã. Aí estão no Great Game os interesses hegemônicos da Turquia, na região, bem como dos Estados Unidos, França, Reino Unido e seus aliados da Liga Árabe. E não existe mais a menor dúvida de que a insurgência contra o regime de Bashar al-Assad é sustentada com armas e dinheiro pelas potências ocidentais e pelos seus aliados do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), as seis monarquias mais retrógradas e absolutistas do Oriente Médio, entre quais a tirania teocrática wahhabista do rei Abdallah bin Abdul Aziz Al-Saud, da Arábia Saudita, e do seu aliado, o emir de Qatar, o xeque Hamad bin Khalifa Al Thani.
Luiz Alberto Moniz BandeiraNo CartaCapital
Folha perde 16% da sua audiência
August 31, 2012 21:00 - Pas de commentaireO sítio Comunique-se, especializado em mídia corporativa, publicou nesta semana que o portal do jornal Folha de S.Paulo perdeu 16% da sua audiência no trimestre. A queda abrupta ocorreu depois que o diário da famiglia Frias passou a cobrar pelo seu conteúdo online. Com base em dados do sítio Alexa, que mede a popularidade das páginas da internet no mundo, “a análise mostra que a Folha teve no período 14% menos de visitantes únicos”, informa Nathália Carvalho.
Ainda segundo a matéria, “o rival Estadão perdeu 1,73% de audiência no mesmo trimestre e aumentou em 2% o número de visitantes únicos. Os blogs lideram entre as páginas mais visitadas”. Estas informações não devem ter agradado a direção do Grupo Folha, que aposta tudo na cobrança do conteúdo online para tentar superar a crise que atinge a mídia impressa. A Folha, a exemplo de outros jornalões, tem perdido tiragem com a “revolução” do mundo digital e está desesperada com o declínio do seu modelo de negócios.
A aposta desesperada no "paywall"
O modelo de cobrança por acesso às edições digitais, o chamado “paywall” (muro de pagamento), vem sendo testado em várias partes do mundo. Mas os monopólios midiáticos ainda não estão seguros de que ele é a solução para crise da mídia imprensa – expressa nas quedas vertiginosas de tiragens e, inclusive, na extinção de inúmeros jornais. Recente pesquisa do Ibope aponta que apenas 50% dos leitores brasileiros mantêm a fidelidade ao veículo após a sua migração para as plataformas digitais.
Com o avanço da internet, a tendência é que os jornalões sofram ainda mais. Nos últimos dois anos e meio, o número de pontos de acesso à banda larga fixa e móvel quase quadruplicou no país. Segundo a Telebrasil, que reúne as empresas de telecomunicações, hoje já são 78,8 milhões de computadores, notebooks, tablets e celulares conectados à internet rápida – alta de 292% ante os 20,1 milhões do fim de 2009. Somente no primeiro semestre deste ano, foram 19,2 milhões de novas conexões – 1,2 novo acesso por segundo.
Avanço da internet no Brasil
O segmento móvel é o que mais cresce. Há dois anos e meio, ele tinha apenas 8,7 milhões de acessos (43,3% do total), menos que os 11,4 milhões de acessos à banda larga fixa (56,7%). Hoje, três em cada quatro acessos de banda larga são feitos a partir de dispositivos móveis – 60,1 milhões de conexões móveis (76,3%), ante 18,7 milhões fixas (23,7%). O crescimento da internet móvel é de expressivos 590% em dois anos e meio, enquanto a alta da banda larga fixa foi de 64% no período. Isto apesar dos péssimos serviços das teles!
Diante desta explosão da internet, a velha mídia presencia a desintegração do seu velho modelo de negócios. O Globo, Estadão, Folha e outros jornalões não conseguem conter a queda das suas tiragens. O índice de leitura de veículos impressos no país ainda se mantém no mesmo patamar de alguns anos atrás graças aos jornais gratuitos e populares e ao aumento do poder aquisitivo dos brasileiros. Daí a aposta no “paywall”. A Folha foi a primeira a apostar neste caminho e os resultados não parecem animadores. A conferir!







