José Serra vai ser “cristianizado”?
August 29, 2012 21:00 - no comments yetA pesquisa Datafolha divulgada ontem fez ressurgir o fantasma da “cristianização”. Nas eleições presidenciais de 1950, a candidatura do mineiro Cristiano Machado não decolou e ele foi rifado pelo seu próprio partido, o PSD, que em plena campanha passou a apoiar “extraoficialmente” Getúlio Vargas. Daí a origem do termo. Agora pode ocorrer o mesmo com José Serra. A pesquisa acendeu o sinal de alerta. O tucano pode nem ir ao segundo turno. Nos bastidores, alguns “aliados” já falam que ele será “cristianizado”.
Segundo o Datafolha, Serra perdeu cinco pontos na corrida para a prefeitura da capital paulista – de 27% para 22%. Já o “azarão” Celso Russomanno (PRB) enfrentou bem a primeira semana da propaganda na tevê e manteve os seus 31%. Para complicar ainda mais a vida do tucano, o petista Fernando Haddad subiu seis pontos – de 8% para 14%. No outro extremo, o da taxa de rejeição, Serra é o campeão absoluto, com 43% – há uma semana, 38% dos eleitores diziam que não votariam nele de jeito nenhum.
O risco de "vexame" do tucano
Diante destes índices preocupantes, muitos caciques da oposição demotucana já temem pelo “vexame” do eterno candidato do PSDB. O que parecia impossível, a sua não ida ao segundo turno, agora parece bem provável. Russomanno pode até cair alguns pontos – inclusive sendo alvo das baixarias de Serra –, mas tudo indica que Haddad vai crescer nas intenções de voto. Até Josias de Souza, o blogueiro da Folha, já prevê a possibilidade do segundo turno com Russomanno e Haddad. Em artigo postado na semana passada, ele advertiu:
“Serra passou a conviver com um desafio novo. Precisa provar-se capaz de sobreviver ao primeiro round da disputa. A sua prioridade agora é evitar o fiasco experimentado por Geraldo Alckmin na disputa municipal de 2008. Naquele ano, Alckmin deslizou da liderança nas pesquisas para a derrota no primeiro turno. Passaram à segunda fase Gilberto Kassab (então no DEM) e Marta Suplicy (PT)”. Com a nova pesquisa, o risco do “fiasco” passou a ser ainda maior, atormentando o comando da campanha de Serra.
Kassab e Alckmin
É neste cenário que surgem as perguntas – e as articulações de bastidores. O pragmático Gilberto Kassab, líder de um partido “que não é de esquerda, nem de direita e nem de centro”, vai apostar todas suas fichas no rejeitado Serra? O seu PSD inclusive já foi rotulado de “cupim” por dirigentes do PSDB e é apontado como culpado pelo declínio do tucano. E o governador Geraldo Alckmin, que já foi traído por Serra e não morre de amores por ele, vai se empenhar na campanha? Há fortes indícios de que a “cristianização” está em curso!
No Blog do Miro
A eleição de São Paulo e sua conjuntura
August 29, 2012 21:00 - no comments yetA natureza da ação política se define por alguns conteúdos, sendo que um dos mais importantes é a imprevisibilidade. Fatos e ações imprevistos, e até mesmo acasos, podem modificar o rumo dos acontecimentos num determinado recorte temporal. Mas, ao mesmo tempo, a política se desenvolve em contextos conjunturais e estruturais definidos que condicionam e limitam as possibilidades e alternativas, conferindo determinada lógica aos acontecimentos. Os sujeitos políticos ativos se movimentam nesta ambigüidade da política: uns querendo reforçar determinada lógica inscrita em um momento temporal e outros querendo contrariá-la e modificá-la para dar lugar ao aparecimento do imprevisto.
Toda eleição acontece numa conjuntura específica, definida por um conjunto determinado de acontecimentos que envolvem os atores (candidatos, partidos, movimentos, governos e eleitores), cenários, articulação dos acontecimentos com elementos estruturais de natureza econômica e social, com as instituições, cultura etc. Para efeitos de simplificação, grosso modo, as conjunturas eleitorais podem ser caracterizadas por duas tipologias: conjuntura de conservação e conjuntura de mudança.
As conjunturas de conservação são aquelas em que os vários elementos que a compõe apontam para tendências de manutenção do status quo. Conjunturas de mudança são aquelas em que os vários elementos que a compõe apontam para tendências de remoção do status quo, já que o ator principal de uma eleição, o eleitor, manifesta graus variados de descontentamento com a situação presente. A análise conjuntural prévia ao processo eleitoral é importantíssima para que os partidos e possíveis candidatos fixem seus objetivos.
A análise prévia às eleições municipais de São Paulo apontava claramente para uma conjuntura de mudança. Isto já remetia para a conclusão de que os candidatos que representassem a continuidade do atual conjunto de forças governantes enfrentariam dificuldades enormes para vencer, e que os candidatos que representassem a renovação e a mudança teriam mais facilidade de conquistar o triunfo. Esta conclusão deveria condicionar as escolhas dos candidatos pelos partidos. Mas nem sempre os partidos dimensionam corretamente seus objetivos ou decidem pelo que lhes é melhor.
Tendo por base esta análise, não surpreende o atual quadro eleitoral de São Paulo, definido pela liderança de Russomano, tendência de queda e alta rejeição de Serra e tendência de crescimento de Haddad e, em menor grau, de Chalita. Serra era o candidato mais identificado com o atual status quo ou com a administração de Kassab que o PSDB poderia ter escolhido. Se o partido tivesse analisado corretamente a conjuntura eleitoral poderia ter dimensionado melhor seus objetivos nesta eleição.
A provável derrota de Serra, com a possibilidade inclusive de não ir para o segundo turno, em boa medida independe das qualidades ou dos defeitos do candidato. Ela estava inscrita na conjuntura. Mas lembrando que a ação política se desenvolve também num terreno de imprevisibilidade, Serra e as forças políticas que o apóiam terão que desenvolver ações extraordinárias, com muita competência e virtude, para reverter o cenário que lhes é desfavorável.
Já Russomano, Haddad e Chalita, disputarão entre si qual representa melhor os anseios e os interesses do eleitorado que quer mudanças. Além das características e das virtudes de cada um dos candidatos, contarão como fatores importantes, a soma de forças políticas e sociais de apoio, o tempo de TV, a capacidade de mobilização de recursos financeiros e humanos (campanha de rua), a qualidade das propostas e dos programas e assim por diante.
Neste momento da campanha, as eleições ainda estão em aberto, mas com fortes inclinações para definição das tendências. Mantidas as atuais circunstâncias do jogo e salvo a intervenção de fatos ou assuntos surpreendentes, a estrada parece estar mais aplainada para Russomano e Haddad, não necessariamente nesta ordem.
Aldo Fornazieri – Cientista PolíticoNo Advivo
Mídia tenta satanizar o PT
August 29, 2012 21:00 - no comments yetA mídia está excitada com os primeiros resultados do julgamento no STF do chamado “mensalão do PT”. A condenação do deputado João Paulo Cunha atiçou os piores instintos da imprensa partidarizada. Manchete do jornal O Globo: “Petista que presidiu a Câmara é condenado por corrupção”. Manchete da Folha: “STF condena petista por corrupção”. O partido que venceu as três últimas eleições presidenciais – apesar da violenta oposição midiática – agora é satanizado pelos jornalões, revistonas e emissoras de televisão.
Na semana passada, com o voto contrário à condenação do ministro-revisor Ricardo Lewandowski, a imprensa caiu no pessimismo e passou a desqualificar vários integrantes do Supremo. Afirmou que a maioria tinha sido indicada por Lula, que os ministros não tinham autonomia e transformariam o julgamento numa enorme pizza. Agora, com a votação do primeiro bloco, ela faz apologia do STF. De vilões, os ministros viraram heróis. Já se fala até na candidatura presidencial de Joaquim Barbosa, o novo ícone da mídia.
Os objetivos da imprensa golpista
Não há qualquer esforço para uma análise técnico-jurídica do processo. A execração da mídia é puramente política, confirmando sua postura de principal partido da direita nativa. Dane-se a falta de provas concretas, o que vale são os “indícios” de corrupção – um verdadeiro atentado aos manuais de direito. Para a mídia, o STF não condenou o deputado João Paulo Cunha, mas sim o PT – e, lógico, o ex-presidente Lula. Já há “calunistas” mais afoitos dizendo que Lula, “o chefe dos mensaleiros”, também deve ser julgado pelo STF.
A mesma mídia que esconde o “mensalão mineiro” – ela nem sequer fala em “mensalão tucano” – ou as denúncias sobre a privataria no reinado de FHC, agora concentra toda a sua artilharia contra o PT. O seu objetivo estratégico é desgastar as forças de esquerda do país – e não apenas os petistas. Já o seu objetivo tático, imediato, é tentar salvar a oposição demotucana de um vexame nas eleições municipais de outubro. Daí a sua violenta pressão para que o julgamento no STF ocorresse nas vésperas do pleito.
A falsa ética dos corruptos
Toda a corrupção deve ser apurada rigorosamente e punida de forma exemplar. Mas a mídia não está preocupada, de fato, com isto. Ela já ajudou a eleger famosos corruptos – é só lembrar os demos José Roberto Arruda e Demóstenes Torres – e conta com bilionários anúncios publicitários de várias empresas corruptoras. Parte dela inclusive está envolvida com o crime organizado, como comprovam os grampos da Operação Monte Carlo da Polícia Federal. Seu discurso ético é pura hipocrisia que só engana os ingênuos!Em tempo: o artigo de Eliane Cantanhêde, aquela da “massa cheirosa” tucana, na Folha de hoje é patético. Ela afirma com todas as letras que o PT, “o partido que mobilizou a nação com o discurso da ética, chega ao banco dos réus e às portas da prisão”. Diante do resultado da primeira parte do julgamento, ela afirma na maior caradura que “estamos todos constrangidos. E tristes”. Cinismo puro! Ela deve ter saído para festejar a condenação junto com os seus amigos e familiares tucanos!
Sobre o artigo de Cantanhêde, vale a pena ler o desabafo do Eduardo Guimarães no Blog da Cidadania.
Rei da Espanha bate em seu motorista
August 29, 2012 21:00 - no comments yetEl rey Juan Carlos de España al discutir con su chófer a su llegada al centro de gestión de tráfico de la DGT en Madrid le propinó un pequeño manotazo en el hombro. El manotazo del rey se produjo mientras un grupo de funcionarios abucheaba al ministro del Interior que acompañaba al monarca en su visita al centro de gestión de tráfico de la DGT.





