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Daniela

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14 de Junho de 2012, 21:00 , por Daniela - | No one following this article yet.

Adelaide, do Zorra Total, e os limites inaceitáveis

26 de Agosto de 2012, 21:00, por Desconhecido - 0sem comentários ainda

adelaide
Esse personagem da "Adelaide", do Zorra Total , já ultrapassou o limite do aceitável.
Não há outros personagens negros femininos no programa, e a caricatura só reforça o preconceito contra a mulher negra, pobre e sem trabalho.
Não há escusas para a Rede Globo, nem para o silêncio de grande parte do Movimento Negro brasileiro, e das instituições ligadas ao enfrentamento do racismo no Brasil.
Essas imagens levadas ao plano internacional envergonhariam qualquer nacional.
A representação ao Ministério Público, acompanhada de eficiente ação de reparação de dano coletivo, nos moldes do Caso Tiririca & Sony, já passou da hora.
Uma insatisfação e um vídeo do quadro do programa pode ser visto aqui: Adelaide: o racismo escancarado da Rede Globo.
Não há como se fugir ao debate da "liberdade de expressão, censura, e liberdade artística" , que por certo será levantado, mas sim impor a reparação do dano coletivo, com os rigores de expressiva jurisprudência nacional a respeito.
A quem o personagem faz rir?
Àqueles que não se comovem com o sofrimento e a luta das mulheres negras brasileiras.
E que ainda lhe imputam a responsabilidade pela situação de descuido.
Única personagem negra do programa, a Rede Globo sabe perfeitamente onde quer chegar, tanto que no mesmo quadro, incluiu uma mulher índia, que fica sorrindo o tempo todo, de forma infantilizada, reforçando também o preconceito contra indígenas.
Creio que a Globo se prepara para o debate, já sabendo o que virá por aí.
Na verdade, todo o Capítulo VI do Estatuto da Igualdade Racial, a lei 12.288, abaixo reproduzido, vem sendo desrespeitado.
CAPÍTULO VI
DOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO
Art. 43. A produção veiculada pelos órgãos de comunicação valorizará a herança cultural e a participação da população negra na história do País.
Art. 44. Na produção de filmes e programas destinados à veiculação pelas emissoras de televisão e em salas cinematográficas, deverá ser adotada a prática de conferir oportunidades de emprego para atores, figurantes e técnicos negros, sendo vedada toda e qualquer discriminação de natureza política, ideológica, étnica ou artística.
Parágrafo único. A exigência disposta no caput não se aplica aos filmes e programas que abordem especificidades de grupos étnicos determinados.

Art. 45. Aplica-se à produção de peças publicitárias destinadas à veiculação pelas emissoras de televisão e em salas cinematográficas o disposto no art. 44.
Art. 46. Os órgãos e entidades da administração pública federal direta, autárquica ou fundacional, as empresas públicas e as sociedades de economia mista federais deverão incluir cláusulas de participação de artistas negros nos contratos de realização de filmes, programas ou quaisquer outras peças de caráter publicitário.
§ 1º Os órgãos e entidades de que trata este artigo incluirão, nas especificações para contratação de serviços de consultoria, conceituação, produção e realização de filmes, programas ou peças publicitárias, a obrigatoriedade da prática de iguais oportunidades de emprego para as pessoas relacionadas com o projeto ou serviço contratado.
§ 2º Entende-se por prática de iguais oportunidades de emprego o conjunto de medidas sistemáticas executadas com a finalidade de garantir a diversidade étnica, de sexo e de idade na equipe vinculada ao projeto ou serviço contratado.
§ 3º A autoridade contratante poderá, se considerar necessário para garantir a prática de iguais oportunidades de emprego, requerer auditoria por órgão do poder público federal.
§ 4º A exigência disposta no caput não se aplica às produções publicitárias quando abordarem especificidades de grupos étnicos determinados.
Nada disso tem sido respeitado, nem cobrado, por quem devia estar cobrando, de forma institucional.
Penso que as entidades de mulheres, negras em especial, (mas não apenas essas), possam promover uma representação ao MP, e a ação de reparação de dano coletivo, cujo limites já ultrapassaram o aceitável. .
Humberto Adami | Advogado
Veja aqui episódios do Programa Zorra Total, com a personagem "ADELAIDE":



'Cuba sem bloqueio' - o livro

26 de Agosto de 2012, 21:00, por Desconhecido - 0sem comentários ainda

Saiu o livro “Cuba Sem Bloqueio: a revolução cubana e seu futuro, sem as manipulações da mídia dominante”, de Hideyo Saito e Antonio Gabriel Haddad, editado pela Radical Livros.
Como seu título anuncia, o livro apresenta uma visão de Cuba bastante diferente da que aparece nos meios de comunicação dominantes, que exageram supostos aspectos negativos e omitem os positivos.
Exemplos: um ato do grupo oposicionista Damas de Branco, que reuniu dez pessoas (dez!) em Havana, apareceu na capa de O Estado de S. Paulo; a revista Veja entrevistou o pedagogo estadunidense Martin Carnoy, que veio ao Brasil lançar o livro “A vantagem acadêmica de Cuba: por que seus alunos vão melhor na escola”, mas não citou o ensino cubano; a imprensa brasileira noticiou os resultados das duas pesquisas comparativas sobre o ensino na América Latina coordenadas pela Unesco em 1997 e em 2007, mas omitiu a informação de que os estudantes cubanos haviam ficado em primeiro lugar em ambas.
Para furar esse bloqueio informativo, os autores consultaram livros, estudos acadêmicos e publicações de instituições cubanas e multilaterais (como o Banco Mundial e a ONU) e de think tanks como o Conselho de Relações Exteriores dos Estados Unidos, além de periódicos, fontes de internet e outras.
Eles descrevem um processo de construção social que procura enfrentar seus problemas, encarados como consequência de erros e de dificuldades de toda ordem, mas também de agressões e de obstáculos criados pelas potências dominantes. E revelam a atual mobilização popular no país pelo aperfeiçoamento do socialismo cubano.
Segundo os autores, Cuba não é um paraíso terrestre. Mas eles perguntam: quantos países capitalistas exibem uma sociedade razoavelmente harmônica, sem miséria, sem fome, sem analfabetismo, sem violência social e sem crianças abandonadas como a cubana? Então por que esse rancor da mídia dominante?
Uma possível resposta está na assertiva de Noam Chomsky: “O que é intolerável para essa mídia são os êxitos cubanos, que podem servir de exemplo para outros povos de países subdesenvolvidos”.



Regina Duarte tem medo de índio

26 de Agosto de 2012, 21:00, por Desconhecido - 0sem comentários ainda

A atriz global Regina Duarte ficou famosa, no mundo da política, ao participar do programa de tevê do candidato tucano José Serra nas eleições de 2002. No vídeo, em tom terrorista, ela afirmou que “estou com medo” da vitória de Lula. A apelativa peça publicitária não convenceu os brasileiros, que elegeram o líder operário. Desgastada, ela reduziu a sua participação nas campanhas do PSDB, mas não abandonou suas ideias reacionárias. Hoje ela é a garota propaganda dos latifundiários na luta contra os direitos dos povos indígenas.

"Garota propaganda" dos fazendeiros

Segundo o Centro de Estudos Ambientais, Regina Duarte é proprietária de terras em áreas pertencentes a comunidades indígenas no Mato Grosso do Sul, na faixa de fronteira entre Brasil e Paraguai. A região tem se destacado pelo aumento dos conflitos entre ricos pecuaristas e os índios Guarani Kaiowá e Guarani Ñhandeva, que vivem em barracos de lona nas estradas e lutam para reconquistar as suas terras. Nos últimos anos, 245 índios foram mortos em confrontos com fazendeiros, ou vítimas da polícia e do tráfico.
“Regina Duarte lidera o setor pecuarista contra os povos indígenas e participa de comícios contra as demarcações em todo Brasil. No Mato Grosso do Sul, ela é a ‘garota propaganda’ em campanhas contra os indígenas”, relata o blog União Campo, Cidade e Floresta. O jornalista Leonardo Sakamoto já havia feito a mesma denúncia em seu blog no UOL em maio de 2009. Reproduzo o título e alguns trechos:
A atriz global e pecuarista Regina Duarte, em discurso na abertura da 45ª Expoagro, em Dourados (MS), disse que está solidária com os produtores e lideranças rurais quanto à questão de demarcação de terras indígenas e quilombolas no estado.
“Confesso que em Dourados voltei a sentir medo”, afirmou a atriz, neste domingo (18), com referência à previsão de criação de novas reservas na região de Dourados. “O direito à propriedade é inalienável”, explicou ela, de forma curta, grossa e maravilhosamente elucidativa o que faz do BRASIL um brasil. Em verdade, ela deve estar sentindo medo desde a campanha presidencial de 2002…
(O deputado Ronaldo Caiado, principal defensor desses princípios, deveria cobrar royalties de Regina Duarte… Inalienáveis deveriam ser o direito à vida e à dignidade, mas terra vale mais que isso por aqui.)
“Podem contar comigo, da mesma forma que estive presentes nos momentos mais importantes da política brasileira.” Ela e o marido são criadores da raça Brahman em Barretos (SP).
A postura da atriz da Rede Globo talvez ajude a explicar o aumento da violência na região, conforme aponta o vídeo abaixo:
Altamiro Borges



Tracking do PT: 32% a 19% a 13%

26 de Agosto de 2012, 21:00, por Desconhecido - 0sem comentários ainda

Tracking do PT sai quente: 32% a 19% a 13%
Apurado por telefonemas na noite de ontem, levantamento informal do partido tem potencial para levar euforia ao líder nas pesquisas Celso Russomano, preocupação ao declinante José Serra e otimismo ao renovado Fernando Haddad
Levantamento de opinião realizado na noite de ontem, domingo 26, pela campanha do candidato do PT, Fernando Haddad, tem o potencial para despertar euforia no primeiro colocado nas pesquisas dos institutos Ibope e Datafolha, preocupação no segundo e otimismo no terceiro – o próprio Haddad. Exibidos os primeiros programas de televisão e as inserções comerciais de 30 segundos durante a programação normal das emissoras – peças consideradas pelos marqueteiros como as mais importantes na sedução ao eleitor -, a campanha petista apurou, em pesquisa via telefone, o chamado trekking, que Celso Russomano está 32% de intenções, contra 19% para José Serra, do PSDB, e 13% para Haddad. Ainda não há informação sobre os resultados dos demais candidatos neste levantamento.
O tracking, entre os muitos instrumentos de monitoramento das intenções do eleitor, é o mais ligeiro. Todas as grandes campanhas o realizam diariamente, logo após o início do horário eleitoral gratuito pela televisão. Há quem faça até duas ou três vezes ao dia, quando se chega à reta final. Por meio de telefonemas, com base estatística que o deixa mais próximo de uma enquete do que de uma pesquisa com base científica mais apurada. Ao contrário do que acontece com as pesquisas, os trekkings não são registrados na Justiça Eleitoral e servem de bússolas para as campanhas, que ajustam uma série de detalhes a partir dos seus resultados.
A olho nu, o que se vê neste momento da eleição paulistana tem reflexo muito semelhante ao resultado do trekking petista. Sendo recebido com status de celebridade em seus compromissos eleitorais, Russomano conseguiu uma base firme entre seguidores de igrejas pentescostais e, também, nas classes C e D, entra as quais suas críticas à qualidade dos serviços municipais encontram ressonância. Cresce nas análises a tendência de vê-lo, supreendentemente, como tendo um lugar seguro no segundo turno. Independentemente de seu menor tempo na televisão, de pouco mais de dois minutos contra sete minutos para Serra e Haddad cada um, seu discurso parece que pegou.
No meio do trekking petista, com 19%, José Serra, a acreditar nesse resultado, tem um novo motivo de forte preocupação. Seria a primeira vez, em qualquer levantamento, que ele apareceria abaixo dos 25%. Para quem, no último Datafolha, marcou 27%, os 19% apurados pelo PT ou são uma provocação, ou representam efetivamente uma queda vertiginosa. Para tanto, explicações no campo político há. Serra, na prática, está sem o apoio de seu próprio partido, que vai se debandando, na figura de lideranças como deputado José Aníbal, e de diretórios como os do Jabaquara e São Judas, para os lados de Gabriel Chalita. O governador Geraldo Alckmin tem sua imagem projetada, ao lado do candidato do PMDB, no programa de tevê do adversário – e máximo que fez, como gesto de protesto, foi uma reclamação informal vazada em nota da coluna Painel, do jornal Folha de S. Paulo. Muito pouco para quem, de fato, quer uma dissociação.
O prefeito Gilberto Kassab, que poderia ajudar Serra, já envia recados de atenção ao candidato Russomano, oferecendo apoio para a governabilidade. O aliado preferencial de Serra, assim, poderá assistir à disputa de uma distância maior do que a prevista inicialmente.
Enquanto isso, finalmente Fernando Haddad começou a criar boas notícias para o seu próprio lado. Ele acertou em cheio na proposta de bilhete único mensal para o sistema de transporte coletivo municipal – a ponto de despertar uma crítica baixa de José Serra, que o chamou, em sua campanha, de “bilhete mensaleiro” -, tem Lula em boa forma e, a partir de hoje, após o almoço entre o ex-presidente e a senadora Marta Suplicy, poderá contar a mãozinha da política mais conhecida e popular do partido. Além disso, o marqueteiro João Santana parece ter acertado a mão outra vez, com programas de visual requintado, que apresentam Haddad muito mais como um técnico bem preparado do que um político – figura em baixa nestes tempos.
No 247



O do mandato mínimo

26 de Agosto de 2012, 21:00, por Desconhecido - 0sem comentários ainda

O inapetente da fotografia chama-se José Serra (PSDB). Como se pode notar, o sujeito agarra nojinho de tudo. Faz 17 anos que ele não consegue cumprir um mandato inteiro para o qual foi eleito. Como neoliberal convicto ele é a favor do chamado "Estado mínimo". Pois ele levou tão a sério esse negócio que acabou inventando o mandato mínimo: fica alguns meses nos cargos públicos e agarra nojinho, se pirulita.
No Diário Gauche