A Secretaria de Saúde da Bahia confirmou que os pacientes receberam tratamento com etanol farmacêutico, considerado antídoto para casos de intoxicação por metanol. O Ministério da Saúde enviou cem ampolas do produto para reforçar o atendimento hospitalar, numa tentativa de evitar mortes e complicações graves. A medida preventiva da prefeitura, embora polêmica, foi considerada necessária diante da gravidade da situação e da possibilidade de novas vítimas caso a comercialização continuasse.
Com cerca de 300 quilômetros de distância da capital Salvador, Ribeira do Pombal viu sua rotina ser alterada de forma brusca. Bares, restaurantes e distribuidoras tiveram de suspender imediatamente a venda de destilados, o que gerou prejuízos econômicos e indignação entre comerciantes. Para os moradores, o impacto foi duplo, além da preocupação com a saúde, houve a frustração de ver festas de fim de ano esvaziadas e o consumo de bebidas reduzido a cervejas e vinhos, que não foram incluídos na proibição.
O episódio expõe uma vulnerabilidade recorrente no Brasil com a circulação de bebidas adulteradas sem fiscalização adequada. A tragédia em Ribeira do Pombal funciona como alerta nacional sobre os riscos do consumo de produtos sem procedência confiável. Mais do que uma lei seca temporária, o caso abre debate sobre responsabilidade do comércio, fiscalização sanitária e a necessidade de campanhas educativas para evitar que o prazer da bebida se transforme em ameaça à vida.
