Segundo informações apuradas, o encontro terá como pauta central o projeto de lei antifacção, que tramita no Congresso e busca endurecer penas e ampliar instrumentos de investigação. Lula já havia se reunido em novembro de 2025 com ministros que foram governadores, pedindo apoio para aprovação de medidas estruturais contra o crime. Agora, ao convocar os chefes dos Executivos estaduais, o presidente reforça sua disposição de enfrentar o problema com diálogo e articulação política, evitando disputas institucionais e priorizando soluções práticas.
Juristas e especialistas em segurança avaliam positivamente a iniciativa, destacando que a presença dos governadores é fundamental para que políticas públicas tenham efetividade. Estados como São Paulo, Minas Gerais e Goiás já enfrentam desafios específicos com facções e milícias, e a integração com o governo federal pode garantir recursos e inteligência compartilhada. Lula aposta que o pacto nacional pela segurança pública será um divisor de águas, mostrando que o Planalto não se limita a discursos, mas busca resultados concretos.
O gesto político também tem peso simbólico, ao reunir governadores de diferentes partidos, Lula sinaliza que a segurança pública deve ser tratada como prioridade nacional, acima de disputas ideológicas. A expectativa é que o encontro produza um documento conjunto com metas e compromissos, fortalecendo a imagem do presidente como articulador e líder capaz de unir forças em prol da população. Em tempos de insegurança e polarização, a iniciativa pode marcar um novo capítulo na relação entre União e estados, consolidando Lula como protagonista na luta contra o crime.
