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Dimas Roque

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Paulo Afonso vai às ruínas se reforma tributária mudar destino da capital da energia

28 de Janeiro de 2026, 10:26 , por Dimas Roque - | No one following this article yet.
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A cidade de Paulo Afonso, localizada no sertão baiano e conhecida nacionalmente por ser polo de geração hidrelétrica, está no centro das discussões sobre os efeitos da Reforma Tributária aprovada em 2023 e em fase de implementação. O novo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), que substituirá tributos como ICMS e ISS, promete alterar profundamente a forma como municípios arrecadam e distribuem recursos. Para cidades médias como Paulo Afonso, que dependem fortemente da arrecadação vinculada à energia e serviços, o impacto pode ser decisivo para a manutenção de políticas públicas essenciais.

Segundo dados da União dos Municípios da Bahia (UPB), prefeitos da região têm manifestado preocupação com a possibilidade de queda na autonomia financeira, já que o IBS será gerido por um Conselho Federativo nacional. Essa mudança pode reduzir a capacidade de Paulo Afonso em negociar diretamente sua fatia de arrecadação, especialmente em setores estratégicos como energia e turismo. A cidade, que abriga o complexo da Chesf e recebe milhares de visitantes atraídos pelas quedas d’água e pelo patrimônio histórico, pode perder competitividade caso os repasses não acompanhem sua realidade econômica.

Especialistas em finanças públicas, como os consultores da Fundação Getúlio Vargas, apontam que municípios médios terão de se adaptar a uma lógica de distribuição mais ampla e menos personalizada. Isso significa que Paulo Afonso poderá ver seus recursos diluídos em um sistema que privilegia equilíbrio nacional, mas que não necessariamente considera as especificidades locais. Para a população, o risco é sentir os efeitos em áreas como saúde, educação e infraestrutura, já que a prefeitura terá menos margem de manobra para planejar investimentos com base em receitas próprias.

Apesar das preocupações, lideranças políticas locais devem buscado transformar o debate em oportunidade. Prefeitos da região, em articulação com a UPB, defendem que Paulo Afonso seja reconhecida como cidade estratégica na matriz energética brasileira, garantindo prioridade nos repasses e investimentos. Essa mobilização pode reposicionar o município no cenário nacional, reforçando sua importância histórica e econômica. O futuro da cidade dependerá da capacidade de seus representantes em Brasília de assegurar que a Reforma Tributária não seja apenas mais uma promessa de modernização, mas um instrumento real de desenvolvimento para o sertão baiano.


Fonte: http://www.dimasroque.com.br/2026/01/paulo-afonso-vai-as-ruinas-se-reforma.html

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