O presidente destacou que, ao reassumir o governo em 2023, encontrou o Brasil mergulhado em problemas sociais graves, como a volta da fome que atingia 33 milhões de pessoas. Lula lembrou que em 2014 o país havia praticamente eliminado a insegurança alimentar, mas que a irresponsabilidade de gestões anteriores trouxe de volta a tragédia. Segundo ele, em pouco mais de dois anos, o governo conseguiu reverter esse quadro com políticas públicas de distribuição de renda e fortalecimento da agricultura familiar, reafirmando o compromisso histórico do PT com a justiça social.
A fala de Lula também teve forte tom eleitoral, sinalizando a preparação para a disputa de 2026. Sem citar nomes, o presidente deixou claro que sua crítica se dirige a setores da oposição que, segundo ele, se sustentam em mentiras e manipulação. Ao reforçar que “a verdade engatinha, mas chega”, Lula buscou mobilizar sua base e transmitir confiança de que o projeto político do PT é capaz de enfrentar ataques e manter o país em rota de crescimento. O discurso foi recebido com entusiasmo pelos presentes, que reagiram com aplausos e palavras de apoio.
O impacto da declaração vai além do palanque e Lula recoloca o combate à desinformação como eixo central da política nacional e reforça a narrativa de que o Brasil precisa de estabilidade para avançar. Ao se posicionar contra a volta de quem “enganou o país”, o presidente fortalece sua imagem de líder que defende a democracia e os direitos sociais. Para o Partido dos Trabalhadores, o episódio é mais um passo na construção de uma campanha que pretende unir militância e sociedade em torno da ideia de que o futuro não pode ser entregue a quem vive de mentiras.
