Em cidades turísticas como Florianópolis e Curitiba, onde os temporais marcaram presença logo nos primeiros dias do ano, alternativas culturais e gastronômicas se tornaram protagonistas. Museus, centros históricos e restaurantes locais passaram a receber visitantes que buscavam abrigo e, ao mesmo tempo, novas narrativas de viagem. A chuva, que poderia ser vista como inimiga, transformou-se em convite para explorar espaços fechados e valorizar tradições regionais.
A irregularidade das chuvas, apontada também por análises da Rural Clima, decorre do enfraquecimento do fenômeno La Niña e da influência de áreas oceânicas mais aquecidas no Atlântico e no sul da Argentina. Esse quadro reforça a necessidade de planejamento flexível com roteiros que incluam opções indoor, reservas adaptáveis e atenção às previsões meteorológicas. O turista informado não apenas evita frustrações, mas também descobre que o verão pode ser vivido em múltiplas camadas, da praia ao teatro.
Mais do que improviso, viajar sob chuva exige inteligência prática. Levar capa, consultar aplicativos de alerta da Defesa Civil e apostar em experiências alternativas são atitudes que salvam o verão. O roteiro inteligente não é aquele que ignora o clima, mas sim o que o incorpora como parte da aventura. Afinal, se o sol é promessa, a chuva é realidade, e quem sabe aproveitá-la volta para casa com histórias que não cabem em cartões-postais.
