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Dimas Roque

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Velhos caciques fora, novos coronéis na disputa eleitoral

March 11, 2026 13:36 , by Dimas Roque - | No one following this article yet.
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A ALBA, composta por 63 deputados estaduais, deve passar por uma renovação mínima de 38% nas eleições de 4 de outubro de 2026. O levantamento, divulgado pelo site Informe Baiano, foi construído a partir de conversas com lideranças políticas, análises internas de partidos e avaliação do cenário eleitoral nos diversos territórios do estado. A projeção não é uma pesquisa oficial, mas uma leitura política que indica o fim da linha para parte da velha guarda que dominava o Legislativo baiano há décadas.

Entre os nomes que não devem disputar a reeleição estão Adolfo Menezes, atual presidente da Casa, além de Leandro de Jesus, Luciano Ribeiro, Manuel Rocha, Nelson Leal, Olívia Santana, Maria del Carmen, Raimundinho da JR, Soane Galvão, Robinho e Vitor Bonfim. Alguns pretendem buscar vagas na Câmara Federal, enquanto outros devem encerrar suas trajetórias políticas. Essa saída em massa abre espaço para novos grupos regionais e partidos menores, que enxergam na renovação uma oportunidade de ampliar sua influência.

A mudança tem impacto direto na correlação de forças dentro da ALBA. A saída de caciques tradicionais enfraquece blocos consolidados e pode alterar a dinâmica de votação em projetos estratégicos para o governo estadual. Analistas apontam que a renovação pode reduzir a força das oligarquias políticas, mas também aumentar a fragmentação, tornando a governabilidade mais complexa.

Outro ponto relevante é o avanço de lideranças jovens e regionais, que vêm se articulando em cidades do interior e em movimentos sociais. Essa nova geração promete pautar temas como **transparência, combate à violência e desenvolvimento regional**, em contraste com a política tradicional marcada por acordos de bastidores. A expectativa é que a disputa eleitoral seja acirrada, com partidos investindo pesado em candidaturas locais para garantir representatividade.

O eleitor baiano terá diante de si uma escolha decisiva, manter parte da velha estrutura ou apostar em novos nomes que prometem romper com práticas antigas. A renovação de quase 40% da ALBA não é apenas uma estatística; é um sinal de que o tabuleiro político da Bahia está em transformação. O resultado das urnas mostrará se essa mudança será suficiente para alterar a forma como o poder é exercido no estado ou se apenas trocará os atores sem mexer no roteiro.


Source: http://www.dimasroque.com.br/2026/03/velhos-caciques-fora-novos-coroneis-na.html

Dimas Roque

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