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Everton de Andrade

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Em defesa da Declaração Universal dos Direitos Humanos

30 de Dezembro de 2018, 0:04 , por Everton de Andrade - | No one following this article yet.
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Licenciado sob CC (by)

Numa entrevista publicada na Folha de São Paulo ontem, 29 de dezembro, sobre a presença de turistas em Brasília para a posse presidencial, um curitibano que vive há trinta anos na capital federal, ao ver alguns cartazes comemorativos dos setenta anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, expressou que o referido documento internacional é uma “propaganda subliminar da esquerda”.

Lastimavelmente, esse cidadão talvez não percebeu que o teor dessa Declaração Universal ampara tanto os esquerdistas quanto os direitistas, os centristas e o que não têm não posição política alguma.

Também recordo uma frase do pensamento popular amplamente repercutida: “bandido bom é bandido morto”. Mas, como fica essa lógica, se a própria pessoa defensora desse argumento for considerada “bandida” pelo justiceiro de plantão?

Esse discurso desqualificador dos tratados internacionais e de moralismo superficial poderá levar as sociedades à barbárie novamente, tal como aconteceu durante a Segunda Guerra Mundial.

Assim, as pessoas e organizações genuinamente democráticas precisam se articular pela defesa da dignidade humana prevista e pactuada pela Organização das Nações Unidas, especialmente no contexto brasileiro atual. E conscientizar a população sobre o teor e a importância da Declaração Universal dos Direitos Humanos, para certas declarações infelizes serem evitadas, como a abordada nesse texto.

Em homenagem às e aos democratas brasileiros, disponibilizo o link com o teor da mencionada Declaração Universal:

https://www.ohchr.org/EN/UDHR/Documents/UDHR_Translations/por.pdf