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Paulo Pimenta

25 de Fevereiro de 2014, 11:54 , por Blogoosfero - | No one following this article yet.

PT pede ao STF livre manifestação em universidades e participação em julgamento

31 de Outubro de 2018, 14:35, por Deputado Federal Paulo Pimenta PT | No twitter @DeputadoFederal

O PT entrou com pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) para opinar como amicus curiae na ação na qual a Procuradoria-Geral da República pede a garantia da liberdade de expressãoe de reunião de estudantes e de professores nas universidades pública.

O pedido feito pela legenda é para que, assim, ela possa participar do julgamento pautado para a tarde desta quarta-feira (31). Os advogados que assinam o pedido são Rodrigo Mudrovitsch e Raphael Marcelino.

No pedido, os advogados afirmam que “o conceito jurídico de liberdade acadêmica é sensivelmente mais abrangente do que a mera liberdade de aprender e ensinar”.

“Ao se garantir plenamente a liberdade de ensino, pesquisa e extensão, de modo a propiciar um ambiente de produção, circulação e divulgação de ideias e conhecimentos, deve-se assegurar amplamente a liberdade de manifestação, sob pena de violação da própria essência de autonomia acadêmica”, apontam os defensores.

Segundo o documento, o ministro Celso de Mello, decano da corte, já usou a expressão “locus privilegiado da liberdade”, sobre o qual há a especial incidência de norma constitucional garantidora da livre circulação de ideais e opiniões, ainda que possam estar, aparentemente, dissociadas de qualquer objeto específico de pesquisa e/ou ensino.

Entre terça (23) e quinta-feira (25) da semana passada, instituições foram alvos de operações autorizadas por juízes eleitorais destinadas a averiguar denúncias de campanha político-partidária dentro das universidades.

Enquanto o STF e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reagiram às ações em universidades através de notas, a Procuradoria-Geral da República entrou com a ação contra excessos das ações e pela liberdade de expressão.

Fonte: Globo.com

Brasília- DF. 31-10-2018- Reunião da bancada do PT na câmara com a presidenta do PT Gleisi Hoffmann. Foto Lula Marques/Liderança do PT na câmara.



Globo é suspeita de subfaturar contratos de direitos de transmissão para pagar menos aos clubes de futebol

16 de Maio de 2018, 14:14, por Deputado Federal Paulo Pimenta PT | No twitter @DeputadoFederal

Palmeiras, Bahia, Atlético-PR e Coritiba ameaçam quebrar monopólio da emissora no Campeonato Brasileiro em 2019

Modelo que existe desde 1997 e garante ao comprador a totalidade dos jogos do Campeonato Brasileiro da Série A, o pay-per-view da Globo vive ameaça de não entregar o mesmo serviço a partir do ano que vem.

Sem acordo com Palmeiras, Bahia e Atlético-PR para os direitos de transmissão do Nacional de 2019 a 2024, a Globo não conseguirá garantir 100% dos jogos para os clientes que comprarem o pay-per-view já no torneio de 2019.

Além do trio, a emissora ainda não fechou acordo com equipes que estão na Série B e podem subir para a elite em 2019, como Coritiba, Criciúma, Fortaleza, Guarani, Paysandu e Sampaio Corrêa— parceiros do Esporte Interativo na TV fechada —, além de Boa Esporte, CSA, Juventude, São Bento e Oeste, que ainda não acertaram com ninguém em nenhuma plataforma.

Hoje, a mensalidade média do serviço de pay-per-view custa cerca de R$ 100, dependendo do pacote, e varia de acordo com a operadora. A Globo não fala em números de assinantes. A Folha apurou que são por volta de 2 milhões por ano, entre os mensalistas e as compras avulsas dos pacotes.

Dirigentes dos clubes ouvidos pela Folha acreditam que podem se unir e quebrar o sistema de transmissão, causando um colapso no pay-per-view da Globo.

“Bahia, Atlético-PR e Coritiba não negociaram e não veem perspectivas de negociar TV aberta e pay-per-view para 2019. Portanto, considerando que os três clubes estejam na Série A em 2019, haverá uma redução próxima de 30% dos jogos exibidos no pay-per-view”, diz Guilherme Bellintani, presidente do Bahia, à Folha.

A Lei Pelé estabelece que os direitos de transmissão dos jogos pertencem aos dois times envolvidos. Assim, caso a Série A de 2019 tenha três times sem contrato com a Globo, a emissora não poderia transmitir 108 dos 380 jogos (28% do total). Se forem quatro clubes, seriam 140 partidas (37%).

Essa redução é a principal arma dos times que ainda não fecharam com a Globo para barganhar fatias maiores dos contratos do pay-per-view. A apuração da Folha é que alguns desses clubes acreditam que a Globo subfatura o que paga a eles em direitos de transmissão.

Responsável pelas negociações com os clubes, Fernando Manuel Pinto, da Globo, acredita que o que é oferecido pela Globo aos times é justo. “Esse modelo que temos hoje não prejudica a exibição e remuneração dos clubes em TV aberta e fechada e ainda cria um modelo complementar que gera oferta de futebol plena e geração de receita adicional aos clubes”, diz o executivo.

“O PPV se caracterizou, na última década, por significativo crescimento percentual na receita dos clubes brasileiros. No ciclo que isso se conecta com os avanços tecnológicos, as perspectivas do streaming como desdobramento do que fazemos hoje no Premiere, será que realmente é positivo para alguns clubes se distanciarem desse modelo? Eu acho que não”, continua Manuel Pinto.

Alguns clubes não pensam da mesma forma. O Atlético-PR, por exemplo, questiona algumas cláusulas.

“Tem vários pontos que a gente discorda, como o mínimo de 18% a 19% para Flamengo e Corinthians e a maneira como a pesquisa [para calcular receita de PPV] é feita. A divisão desigual [das porcentagens da proposta] concentra o poder de receitas. Entendemos que deveria ser a mesma divisão [de porcentagens] da TV aberta e fechada”, afirma Mário Celso Petraglia, presidente do Conselho Deliberativo do Atlético-PR.

Pela proposta da Globo, os clubes dividiriam 38% do total arrecadado com a venda de pacotes de pay-per-view – os outros 62% são da emissora e de operadoras. A fatia de cada clube é definida de acordo com pesquisa de torcedores que compraram o serviço —os times com mais assinantes recebem mais. Há também um valor mínimo estabelecido em contrato que cada clube precisa receber.

“Os custos [para a Globo] permanecem os mesmos, e a receita multiplicou por nove. Se reduzir o faturamento [da Globo], nossa força de negociação é maior. A convivência do PPV sem três clubes em 2019 vai mostrar se atrapalha ou não o produto “, afirma Petraglia. Segundo ele, a receita atual da Globo é de R$ 1,750 bilhão com o PPV. A empresa não fala oficialmente de valores.

Fernando Manuel Pinto diz que a pesquisa que estabelece as fatias de cada clube na oferta da Globo existe desde 2008, quando ainda existia o Clube dos 13. “Se em algum momento houver segurança jurídica e conforto dos clubes para adotar outro critério, é uma possibilidade”, disse o executivo da Globo.

Outro time que ainda não aceitou a oferta da Globo é o Palmeiras, dono da quarta maior torcida do Brasil, de acordo com ranking do Datafolha de abril deste ano.

Segundo o clube disse à Folha, a negociação com a Globo está sendo conduzida por um time multifuncional de executivos e leva em consideração, essencialmente, aspectos técnicos da proposta, como audiência, força da marca, base de assinantes de serviços de TV paga, projeção de performance esportiva nos próximos anos e o potencial de alavancagem de negócios.

“Isso tem exigido mais tempo de debate para assimilação dos conceitos e, até o presente momento, não há um alinhamento de expectativas em relação a valores”, afirma o presidente Mauricio Galiotte à Folha.

Dos clubes da Série B, a maioria ainda vai negociar um acerto com a Globo para o pay-per-view.

“Creio que vamos fechar com a Globo. A negociação está em andamento, mas não acho que vai dar qualquer problema. Vamos chegar a um acordo”, disse Rildo Moraes, diretor de futebol do Boa Esporte.

Outros clubes, como São Bento e Oeste, ainda vão tentar barganhar valores maiores, contando, inclusive, com o apoio da FPF (Federação Paulista de Futebol).

“Da última vez reclamamos que era preciso dar mais dinheiro ao Oeste e conseguimos. Vamos ver como vai ficar agora. A ajuda do Reinaldo (Carneiro Bastos, presidente da FPF) é essencial”, disse Aparecido Roberto de Freitas, vice-presidente e investidor do Oeste.

Uma das cláusulas da proposta discutidas são as que estabelecem redução de 5,2% no valor que os clubes que já fecharam com o Esporte Interativo para transmissão na TV fechada teriam a receber pelos jogos em PPV.

Em determinados jogos, o clube pode não receber nada se a partida também for transmitida pelo concorrente no mesmo horário.

“Se o clube [que fechou com o Esporte Interativo] não for capaz de entregar os direitos com as características e prerrogativas que os outros clubes todos cederam [como, por exemplo, exclusividade], ele vai ter uma solução comercial. Isso atende inclusive isonomia. Isonomia não é que todo mundo é igual. Todo mundo é igual desde que estejam na mesma situação”, defende Fernando Manuel.

Inter, Paraná, Santos, Ceará e Ponte Preta, que acertaram com o Esporte Interativo para a TV fechada, já aceitaram a oferta do Grupo Globo e encaminharam acordos tanto na TV aberta quanto no pay-per-view.

Apesar das discordâncias, os demais clubes e a Globo têm se reunido constantemente para tentar um acordo que evite o colapso no sistema do pay-per-view a partir do ano que vem.

“Seguiremos abertos ao diálogo, buscando expor os benefícios e avanços do novo modelo 2019-24 da Série A para os clubes, a evolução que ele representa para nosso futebol. Se não plena, sem dúvida um grande passo, que encaminha outros em parceria com os clubes”, afirma Fernando Manuel.

Fonte: Folha SPaulo



Em defesa da Política Nacional de Educação Especial na perspectiva da educação inclusiva

15 de Maio de 2018, 18:21, por Deputado Federal Paulo Pimenta PT | No twitter @DeputadoFederal

Análise e manifestação sobre a proposta do Governo Federal de reformar a PNEEPEI (MEC/2008).

Clique no link abaixo para baixar o documento!

Texto de análise dos slides sobre a reforma da PNEEPEI FINAL 

 

 



Em defesa da Política Nacional de Educação Especial

15 de Maio de 2018, 18:21, por Deputado Federal Paulo Pimenta PT | No twitter @DeputadoFederal

Análise e manifestação sobre a proposta do Governo Federal de reformar a PNEEPEI (MEC/2008).

Clique no link abaixo para baixar o documento!

Texto de análise dos slides sobre a reforma da PNEEPEI FINAL



Lava Toga

15 de Maio de 2018, 16:43, por Deputado Federal Paulo Pimenta PT | No twitter @DeputadoFederal

PL de Pimenta e Damous transforma supersalários em improbidade

Os deputados petistas Wadih Damous e Paulo Pimenta protocolaram na Câmara dos Deputados um projeto de lei que transforma em improbidade administrativa o ato de receber, autorizar o pagamento ou pagar remuneração acima do teto de vencimentos previsto em lei.

Os supersalários dos agentes públicos já representam um escândalo aos olhos da sociedade e têm causado justa indignação no povo brasileiro, sobretudo os trabalhadores que tiveram seus históricos direitos revogados por uma reforma selvagem.

“Essa farra custa 10 bilhões de reais por ano ao povo brasileiro, segundo levantamento feito à época do governo Dilma”, explica Paulo Pimenta.

Para os parlamentares, receber acima do teto constitucional é uma forma de corrupção que tem de ser duramente combatida como todas as outras. As sanções previstas no PL apresentado compreendem a perda da função pública e multa de até três vezes o valor recebido que exceder o teto salarial.

“Receber salários e vantagens acima do que a lei permite é imoral e ilegal. É uma afronta à Constituição Federal e à situação do País. É tão grave quanto a corrupção. É preciso uma lei que defina uma pena para o agente público que é cúmplice disso”, afirma Pimenta.

“Enquanto a classe trabalhadora vê os seus salários reduzidos, os marajás do serviço público recebem milhares de reais acima do limite constitucional. E é irônico perceber que esses mesmos agentes públicos são os que se apresentam ao povo brasileiro como campeões do combate à corrupção e da defesa da moralidade”, completa Damous.


Conheça mais sobre o Projeto



Novo líder do PT, Pimenta se reúne com trabalhadores e trabalhadoras que estão em greve de fome contra a Reforma da Previdência

13 de Dezembro de 2017, 15:23, por Deputado Federal Paulo Pimenta PT | No twitter @DeputadoFederal

Em sua primeira agenda oficial como líder eleito do PT na Câmara, o deputado federal Paulo Pimenta (RS) esteve com os trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade que estão há nove dias em greve de fome contra a Reforma da Previdência. Na tarde desta quarta-feira (13), Pimenta levou sua solidariedade ao movimento, que já se espalha em todo o Brasil. Ontem, em Porto Alegre, inspirados no movimento que iniciou em Brasília, dez trabalhadores deram início ao jejum contra a proposta de Michel Temer de acabar com o direito à aposentadoria no Brasil.

Segundo Pimenta, o ato de bravura e resistência dos trabalhadores e trabalhadoras, que colocam suas vidas em risco, serve para conscientizar a população brasileira dessa reforma proposta pelo PMDB-PSDB. “Enquanto no governo Temer os bancos, as multinacionais e empresários sonegadores recebem perdão bilionário de dívidas, a classe trabalhadora vê ir embora seus direitos, que foram conquistados ao longo de décadas e muitas lutas. Se esse maldito desmanche da previdência for aprovado, na prática, significa dizer que nunca mais, no Brasil, um trabalhador ou uma trabalhadora conseguirá se aposentar”, protestou o novo líder.

Além de Brasília e Rio Grande do Sul, já se confirmam greves de fome, Dia de Fome, vigílias, atos e ações de denúncia da Reforma da Previdência nos estados do Sergipe, Rondônia, Santa Catarina, Espirito Santo, Bahia, Piauí, Pernambuco e Alagoas.

De acordo com o Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), a Greve de Fome não apenas segue, como será intensificada. Para o Movimento a Greve significa que alguns passarão fome por alguns dias para evitar que muitos passem fome uma vida inteira.



Deputado Pimenta assume liderança da bancada do PT na Câmara dos Deputados

13 de Dezembro de 2017, 15:20, por Deputado Federal Paulo Pimenta PT | No twitter @DeputadoFederal

Em ato que contou com a presença do ex-presidente Lula, o deputado federal Paulo Pimenta (RS) foi escolhido por unanimidade para comandar, em 2018, a bancada do Partido dos Trabalhadores na Câmara dos Deputados. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (13), no Teatro dos Bancários, em Brasília.

Jornalista e técnico agrícola formado pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Paulo Pimenta iniciou sua trajetória no Movimento Estudantil na década de 1980. Filiado ao Partido dos Trabalhadores desde 1985, foi vereador (1988; 1992), deputado estadual (1998) e vice-prefeito de Santa Maria (RS) (2000). Chegou à Câmara Federal em 2003, no mesmo ano em que Lula assumiu a presidência do Brasil. Nas eleições de 2010 e 2014, foi o deputado federal mais votado do Partido dos Trabalhadores do Rio Grande do Sul.

Na Câmara, Pimenta foi o relator da CPI do Tráfico de Armas; e da CPI da Violência Urbana no Brasil. Presidiu a Comissão Mista de Orçamento do Congresso Nacional; a Comissão de Direitos Humanos; e a Comissão de Legislação Participativa. Recentemente, em uma pesquisa realizada por uma empresa de Marketing Digital, Pimenta foi avaliado como o parlamentar brasileiro mais influente nas redes sociais do Brasil.

Essa será a primeira vez que Pimenta atuará com líder da bancada do PT. “Será uma tarefa de grande responsabilidade, já que o país passa por um dos momentos mais difíceis da sua história, com um governo ilegítimo que está destruindo todas as conquistas dos governos Lula e Dilma”, aponta o novo líder.

Além de resistir contra o desmanche das políticas sociais, o deputado Pimenta diz que 2018 é o ano para “derrotar o movimento ultraconservador que tenta impedir que o ex-presidente Lula concorra nas eleições presidenciais de 2018”.



Defesa da inclusão das pessoas com deficiência!*

24 de Outubro de 2017, 16:23, por Deputado Federal Paulo Pimenta PT | No twitter @DeputadoFederal

Defesa da inclusão das pessoas com deficiência!*

1. A inclusão escolar de pessoas com deficiência é um direito. O Brasil ratificou a Convenção sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência – CDPD (ONU, 2006) com status de Emenda Constitucional, por meio do Decreto Nº 6.949/2009, e reconhece o direito das pessoas com deficiência à educação, sem discriminação e com base na igualdade de oportunidades, em um sistema educacional inclusivo em todos os níveis. Para a realização desse direito, não se admite que pessoas com deficiência sejam excluídas do sistema educacional geral sob a alegação de deficiência e se estabelece que recebam o apoio necessário, com vistas a sua efetiva educação. Esse direito está inscrito na Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência – LBI (Estatuto da Pessoa com Deficiência), Lei Nº 13.146/2015.

2. A inclusão escolar é parte de um projeto de sociedade inclusiva. Desde 2003, os governos petistas assumiram o compromisso com a construção de um sistema educacional inclusivo, da creche à educação superior. O Brasil viveu um processo de discussão que culminou na Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (MEC, 2008), visando a garantia do acesso das pessoas com deficiência à educação regular e a oferta de recursos e serviços de acessibilidade que eliminem as barreiras e promovam a permanência, a participação e a aprendizagem.

3. A inclusão escolar é um fator de desenvolvimento inclusivo da escola. A inclusão beneficia a todos os estudantes, com e sem deficiência. As redes de ensino brasileiras passaram a garantir a matrícula às pessoas com deficiência e instituir políticas de acessibilidade. Parte estruturante dessa política é a oferta do Atendimento Educacional Especializado (AEE), previsto na Constituição Federal/1988, e orientado pelas Diretrizes Operacionais para o Atendimento Educacional Especializado, do Conselho Nacional de Educação (Resolução CNE/CB Nº 4/2009). O AEE é complementar ou suplementar à escolarização e sua função é atender o estudante em sala de recursos e fazer a intermediação com a classe comum.

4. Uma grande conquista foi o chamado “duplo FUNDEB”. O Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (FUNDEB) instituído em 2007, substituiu o FUNDEF e passou a contemplar todas as etapas e modalidades da educação básica. Para tornar a inclusão uma realidade, o FUNDEB assegurou aos estudantes público alvo da educação especial o valor em dobro, garantindo uma matrícula na educação regular e outra no atendimento educacional especializado (AEE).

4. A educação inclusiva representa um avanço da política educacional brasileira. O Brasil impulsionou o acesso de estudantes com deficiência à educação e assegurou um expressivo investimento nas redes públicas de ensino para a garantia da acessibilidade e de medidas de apoio à inclusão. Os resultados da inclusão constituem um rico legado, que traduz o compromisso de governo e de distintos setores da sociedade. De 2003 a 2015, o número de matrículas de pessoas com deficiência na educação básica passou de 504 mil em para 930 mil. O acesso inclusivo na escola evoluiu de 23% para 81%. Na educação superior, as matrículas cresceram de 5 mil para 33 mil, entre 2003 e 2015.

5. O MEC institui ações para fortalecer a inclusão na rede pública de ensino. Nos governos Lula e Dilma, registram-se: 42 mil Salas de Recursos Multifuncionais (SRM) implantadas em escolas públicas, abrangendo mais de 90% dos municípios brasileiros; 57.500 escolas públicas contempladas com recursos para adequação de acessibilidade; 2.307 ônibus escolares acessíveis foram adquiridos e entregues a 1.437 municípios brasileiros; 20 universidades ofertaram curso de Licenciatura em Letras com habilitação em Língua Brasileira de Sinais – Libras, beneficiando todos os estados brasileiros; 59 instituições federais de educação tiveram Núcleos de acessibilidade implantados; a distribuição de laptop aos estudantes cegos, a disponibilização de livros em formato Braille, Libras e digital acessível. Destacam-se ainda: a criação da Rede de Formação, com a oferta de cursos de aperfeiçoamento e especialização para o atendimento especializado e demais áreas do conhecimento que constroem a inclusão escolar, realizados por instituições federais de educação superior; a instituição do monitoramento do acesso à educação das pessoas com deficiência, de 0 a 18 anos, beneficiárias Benefício da Prestação Continuada (BPB).

6. É preciso alertar e barrar as tentativas de desmonte da política de inclusão escolar. O projeto de Lei n.º 7212/2017 é um exemplo de retrocesso em relação ao direito à inclusão plena. Retoma o velho conceito não inclusivo que usa a expressão “preferencialmente” para condicionar o acesso das pessoas com deficiência ao ensino regular. Essa definição está em desacordo com a Constituição Federal que assegura o direito à educação em um sistema educacional inclusivo em todos os níveis, em igualdade de condições com as demais pessoas.

7. A agenda do golpe contraria os propósitos de inclusão incorporados pela legislação brasileira. Uma ação que trouxe impactos foi a EC 95 de 2016 que estabelece o teto dos gastos públicos por 20 anos, anulando por duas décadas, o piso constitucional de impostos e contribuições vinculados à educação e à saúde, o que implica na redução de políticas sociais. Outros retrocessos o que afetam as pessoas com deficiência estão contidos na reforma da Previdência encaminhada pela PEC 287/2016 e a reforma trabalhista aprovada, que restringem direitos. A terceirização geral e irrestrita abre espaço para o não cumprimento das cotas para pessoas com deficiência nas empresas.

8. O governo Temer ameaça os direitos das pessoas com deficiência. No projeto de Lei Orçamentário para 2018 (PLOA/2018), o governo temer apresenta uma redução de 48% da dotação orçamentária da programação 2063 – “Promoção e defesa dos Direitos de Pessoas com Deficiência”, que cai de R$ 23,3 milhões em 2017 para R$ 12,8 milhões em 2018. Nessa lógica, o Brasil retornará ao modelo da segregação das pessoas com deficiência, que não terão garantido seus direitos fundamentais.

Dados da Educação: Relatório “A CONSOLIDAÇÃO DA INCLUSÃO ESCOLAR NO BRASIL (2003 a maio de 2016) ”. MEC / SECADI/ DIRETORIA DE POLÍTICAS DE EDUCAÇÃO ESPECIAL
Dados do Orçamento: NOTA TÉCNICA – PROJETO DE LEI ORÇAMENTÁRIA – PLOA/2018 – LIDERANÇA DOS PARTIDO DOS TRABALHADORES / CÂMARA DOS DEPUTADOS

*Paulo Pimenta é jornalista e deputado federal pelo PT-RS.



Confira a lista completa dos senadores e senadoras que votaram para salvar Aécio Neves, acusado de corrupção e obstrução de justiça.

17 de Outubro de 2017, 21:56, por Deputado Federal Paulo Pimenta PT | No twitter @DeputadoFederal

Confira a lista completa dos senadores e senadoras que votaram para salvar Aécio Neves, acusado de corrupção e obstrução de justiça.

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Antonio Anastasia (PSDB-MG)
Ataídes de Oliveira (PSDB-TO)
Cássio Cunha Lima (PSDB-PB)
Ciro Nogueira (PP-PI)
Dalirio Berger (PSDB-SC)
Dario Berger (PMDB-SC)
Fernando Coelho (PMDB-PE)
Ivo Cassol (PP-RO)
Jader Barbalho (PMDB-PA)
José Agripino Maia (DEM-RN)
José Serra (PSDB-SP)
Marta Suplicy (PMDB-SP)
Romero Jucá (PMDB-RO)
Renan Calheiros (PMDB-AL)
Simone Tebet (PMDB-MS)
Tasso Jereissati (PSDB-CE)
Telmário Mota (PTB-RR)
Valdir Raupp (PMDB-RO)
Zezé Perrela (PMDB –MG)
Roberto Rocha (PSDB-MA)
Airton Sandoval (PMDB-SP)
Benedito de Lira (PP-AL)
Cidinho Santos (PR-MT)
Davi Alcolumbre (DEM-AP)
Edison Lobão (PMDB-MA)
Eduardo Amorim (PSDB-SE)
Eduardo Braga (PMDB-AM)
Eduardo Lopes (PRB-RJ)
Elmano Férrer (PMDB-PI)
Fernando Collor (PTC-AL)
Flexa Ribeiro (PSDB-PA)
Garibaldi Alves (PMDB-RN)
Helio José (PROS-DF)
João Alberto Souza (PMDB-MA)
José Maranhão (PMDB-PB)
Maria do Carmo Alves (DEM-SE)
Omar Aziz (PSD-AM)
Paulo Bauer (PSDB-SC)
Pedro Chaves (PSC-MS)
Raimundo Lira (PMDB-PB)
Vicentinho Alves (PT-TO)
Waldemir Moka (PMDB-MS)
Wilder Morais (PP-GO)
Wellington Fagundes (PR-MT)



Temer prepara privatização da Caixa Econômica

10 de Outubro de 2017, 11:02, por Deputado Federal Paulo Pimenta PT | No twitter @DeputadoFederal

Na surdina, o governo Temer prepara a entrega de mais um patrimônio dos brasileiros para o capital estrangeiro. A privatização da Caixa Econômica Federal está sendo preparada pelo governo golpista. Os estudos estão avançados, tanto que o anúncio oficial deve ser feito até dezembro.

Grupos chineses seriam os principais interessados. As conversas avançaram após a viagem de Michel Temer à China, no final de agosto de 2017. Depois, Temer teria voltado ao Brasil com a ideia fixa de entregar a Caixa Econômica aos chineses.

A Caixa Econômica possui 95 mil funcionários, mais de 4 mil postos de atendimento e uma carteira de 80 milhões de clientes. A CEF faz parte de um seleto grupo de cinco instituições financeiras que detém 80% dos ativos bancários nacionais.

Apesar de o governo golpista de Michel Temer não querer tocar no assunto publicamente ainda, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, admitiu a operação de privatização da Caixa.



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