<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"><channel><title>Flux RSS de Max</title><link>http://blogoosfero.cc/informacaoincorrecta</link><description>Le contenu de Max publié à Blogoosfero</description><item><title>Sun, 27 May 2018 19:25:00 +0000</title><description>&lt;span&gt;&lt;span&gt;A partir do &lt;span id="result_box"&gt;dia 28 de Maio de 2018 as actividades de Informação Incorrecta continuam no novo site.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span id="result_box"&gt;Eis o link:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span id="result_box"&gt;&lt;span&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://informacaoincorrecta.com/"&gt;Informação Incorrecta&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span id="result_box"&gt;(http://informacaoincorrecta.com) &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span&gt;&lt;span id="result_box"&gt;&lt;br&gt;O presente aviso com relativo blog permanecerá activo até 28 de Maio de 2019. &lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;span id="result_box"&gt;Obrigado!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;</description><pubDate>Sun, 27 May 2018 17:12:25 -0300</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/informacaoincorrecta/blog/sun-27-may-2018-19-25-00-0000</link><guid>http://blogoosfero.cc/informacaoincorrecta/blog/sun-27-may-2018-19-25-00-0000</guid></item><item><title>O último artigo de Informaçaõ Incorrecta</title><description>&lt;a href="https://4.bp.blogspot.com/-9HdgxEVaidU/WwimWqhbBrI/AAAAAAAAYlI/cpc2v_XuV_sJW1-m-MOq3osVGfnvgEb9gCLcBGAs/s1600/1.jpg"&gt;&lt;img border="0" src="https://4.bp.blogspot.com/-9HdgxEVaidU/WwimWqhbBrI/AAAAAAAAYlI/cpc2v_XuV_sJW1-m-MOq3osVGfnvgEb9gCLcBGAs/s1600/1.jpg"&gt;&lt;/a&gt;...e assim chega ao fim a aventura de Informação Incorrecta no Blogger, sendo este o último dos &lt;br&gt;3.646 artigos publicados nesta plataforma ao longo de oito anos. Amanhã vou começar a trabalhar na nova publicação, Segunda-feira começa a nova vida (se eu me entender com aquilo, claro!).&lt;br&gt;&lt;br&gt;Lamento. E lamento mesmo, porque costumo ficar "sentimentalmente" ligado ás coisas. Blogger deu-me a ocasião de aprender, fazer-me encontrar novas ideias, sem dúvida ampliar os meus horizonte e conhecer pessoas que deram (e dão) muito não apenas ao blog mas a mim também. Portanto: lamento, mas não é possível continuar.&lt;br&gt;&lt;br&gt;Quando o blog começou, em 2010, as coisas estavam diferentes: Google (o "dono" do Blogger) procurava e espalhava páginas internet com sucesso, posicionava-as nos motores de pesquisa a segunda da popularidade, da originalidade dos conteúdos (os que copiavam ficavam penalizados) e de aspectos técnicos (como velocidade de carregamento, etc.). Claro, existia uma forma de controle, mas ditada pelo respeito das leis e não pelo condicionamento das ideias.&lt;br&gt;&lt;br&gt;Como tempo as coisas mudaram até que hoje, com os novos algoritmos, Google controla os conteúdos e dificulta a vida de quem deseja compartilhar um ponto de vista diferente. Quanto publicado deve estar em linha com quanto difundido pela comunicação &lt;i&gt;mainstream&lt;/i&gt;, caso contrário é rotulado qual &lt;i&gt;fake news&lt;/i&gt; e fortemente limitado, de facto excluído do grande público. A enormidade disso é evidente aos olhos de quem preze a liberdade de expressão: e contrária aos princípios que determinam o sucesso das empresas do grupo Google.&lt;br&gt;&lt;br&gt;Google foi fundada pela CIA? Assim parece. Mas o sucesso de Google não é provocado apenas por quem a fundou: a verdade é que o gigante americano é uma empresa inovadora, isso não pode ser negado, com produtos que conseguem encontrar os desejos das pessoas que utilizam internet. Google conseguiu obter uma posição privilegiada também porque soube interpretar as leis do mercado e torna-las uma vantagem em relação aos concorrentes: é assim que as coisas funcionam.&lt;br&gt;&lt;br&gt;O mesmo deve acontecer no mundo das ideias: haverá sempre quem acredite que a Terra é plana ou que os Annunaki estão de volta, mas a maioria das pessoa optará por pensamentos mais sérios, que vingam no longo prazo. Esta é lei da concorrência no mundo do pensamento, é assim que tem que funcionar.&lt;br&gt;&lt;br&gt;Google quebra esta lei ao determinar que certas ideias não podem circular. Mas ao fazer isso, Google determina a morte das livres ideias e a sua substituição com o pensamento institucionalizado.&lt;br&gt;Como pode ser definido um regime no qual as ideias são controladas, analisadas e por fim limitadas se não conformes ao pensamento dominante? Cabe ao Leitor encontrar o termo certo.&lt;br&gt;&lt;br&gt;No entanto, a atitude de Google tem uma série de efeitos, segundo o principio natural de acção/reacção. Reparem naquilo que acontece com este blog: Google está a sabotar não  apenas Informação Incorrecta como milhares de outras páginas  internet no mundo também. Esta seria uma boa ocasião para abandonar tudo, pensar "é inútil continuar": Paolo Barnard, o jornalista do qual tantas vezes publicamos os escritos, mesmo nestes dias abandonou o site dele porque "farto".&lt;br&gt;&lt;br&gt;Mas não é isso que acontece no geral: os sites sabotados continuam em função. Da mesma forma, Informação Incorrecta continua. Aliás: até melhora, porque o facto de ter-me apercebido da atitude de Google constituiu uma excelente motivação não apenas para  transferir o blog para outra plataforma, mas também para fazer um (pequeno) investimento nele,  para melhora-lo com soluções que oferecem novos resultados em termos não apenas visuais mas  também de conectividade e participação dos Leitores. Tudo isso implica algumas dificuldades por quem gere o blog: é preciso aprender a "mexer-se" num novo ambiente, aprender qual a gestão duma série de coisas novas. E nada disso fará que o blog consiga "limpar-se" aos olhos de Google, porque continuará a ser boicotado.&lt;br&gt;&lt;br&gt;Então, parabéns ao Max? Não, nada disso: o mérito não é meu. Todas as melhorias do projecto Informação Incorrecta são o  fruto directo da censura operada por Google. Sem o seu boicote, eu teria tranquilamente continuado na plataforma Blogger, como fiz ao longo de oito anos. É só e unicamente a estupidez de Google que me obriga a tomar a iniciativa. Nada disso deve surpreender pois é assim que funcionam as ditaduras: cada regime totalitário tem em si o germe do seu fim porque cada acção repressiva é seguida por uma reacção que tende à liberdade de pensamento.&lt;br&gt;&lt;br&gt;Ampliando os horizontes além do universo internet, isso significa que se a nossa sociedade ocidental continuar na estrada restritiva que parece ter escolhido, terá como principal efeito uma reacção de quem recusa aprisionar o seu próprio pensamento nos moldes institucionalizados. É esta a historia do Homem e de todas as sociedades repressivas: sempre foi assim e sempre continuará a ser assim, pelo menos até quando a nossa raça tiver no DNA os seus genes mais primitivos e animais.&lt;br&gt;&lt;br&gt;Voltando ao mundo da internet: procurar no motor de pesquisa Google &lt;i&gt;How to leave Google behind&lt;/i&gt; ("Como deixar Google para trás", o conjunto de dicas para sair dos serviços oferecidos pelo gigante americano) fornece quase 18 milhões de resultados. Ao utilizar o motor de pesquisa Yahoo, os resultados sobem para 45 milhões. Isso é: no mínimo 45 milhões de páginas internet que explicam como abandonar o totalitarismo de Google. E os resultados só apresentam páginas em língua inglesa.&lt;br&gt;&lt;br&gt;42 milhões para "Como defender a privacidade dos e-mail".&lt;br&gt;67 milhões para "Como defender a privacidade em intenet".&lt;br&gt;103 milhões para "Como usar Tails" (o sistemas operativo Linux pensado para proteger o anonimado).&lt;br&gt;118 milhões os resultados para "Como utilizar Tor" (todas pesquisas efetuadas em língua inglesa).&lt;br&gt;300 milhões para "Google espia-nos".&lt;br&gt;&lt;br&gt;Não são resultados que podemos subestimar. Numa realidade como a nossa, onde as notícias correm dum canto para outro do planeta em tempo real, impor restrições às ideias não é tão simples assim: podemos convencer a maioria das pessoas a seguir umas quantas verdades ao longo duns tempos, mas quem procura determinado assuntos acaba por encontra-los, com ou sem Google. Para poder controlar de forma mais eficaz a circulação de ideias seria preciso viabilizar métodos restritivos mais radicais e é bem provável que isso venha a acontecer no futuro, porque uma censura parcial é apenas contraproducente.&lt;br&gt;&lt;br&gt;Mas estes são os problemas do futuro: o presente é feito duma mudança que está já em curso (enquanto escrevo, um &lt;i&gt;plugin&lt;/i&gt; de Wordpress está a transferir todos os artigos e os comentários publicados até agora aqui no Blogger para o novo site). Obrigado Google por ter hospedado Informação Incorrecta ao longo destes anos todos. Obrigado por ter implementado a censura e ter-me convencido assim a mudar, a aprender coisas novas, a melhorar, com a certeza de que estou a fazer coisa boa e justa.&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;Ipse adeus!&lt;div&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/InformaoIncorrecta?a=tZs8gbKANiY:PbxRwztXAuE:yIl2AUoC8zA"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/InformaoIncorrecta?d=yIl2AUoC8zA" border="0"&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/InformaoIncorrecta?a=tZs8gbKANiY:PbxRwztXAuE:63t7Ie-LG7Y"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/InformaoIncorrecta?d=63t7Ie-LG7Y" border="0"&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/InformaoIncorrecta?a=tZs8gbKANiY:PbxRwztXAuE:qj6IDK7rITs"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/InformaoIncorrecta?d=qj6IDK7rITs" border="0"&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/InformaoIncorrecta?a=tZs8gbKANiY:PbxRwztXAuE:dnMXMwOfBR0"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/InformaoIncorrecta?d=dnMXMwOfBR0" border="0"&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/InformaoIncorrecta/~4/tZs8gbKANiY" height="1" width="1" alt=""&gt;</description><pubDate>Sat, 26 May 2018 09:07:45 -0300</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/informacaoincorrecta/blog/o-ultimo-artigo-de-informacao-incorrecta</link><guid>http://blogoosfero.cc/informacaoincorrecta/blog/o-ultimo-artigo-de-informacao-incorrecta</guid></item><item><title>Coreia e EUA: uma questão de quilómetros</title><description>&lt;a href="https://4.bp.blogspot.com/-9_qJXBlOqqs/WwbpH2TvWWI/AAAAAAAAYks/UGUuOCPAtVc92Jea85857WWgGSo_ElYPACLcBGAs/s1600/1.jpg"&gt;&lt;img border="0" src="https://4.bp.blogspot.com/-9_qJXBlOqqs/WwbpH2TvWWI/AAAAAAAAYks/UGUuOCPAtVc92Jea85857WWgGSo_ElYPACLcBGAs/s1600/1.jpg"&gt;&lt;/a&gt;A ideia era boa: uma cimeira entre Estados Unidos e Coreia do Norte. Décadas de tensão finalmente no sótão. Já escolhida a data, o próximo 12 de Junho, e o lugar: Singapura.&lt;br&gt;&lt;br&gt;Mas hoje o Presidente dos EUA apagou tudo:&lt;br&gt;&lt;div&gt;
&lt;blockquote&gt;Eu esperava muito por este encontro. Infelizmente, com base na tremenda  raiva e aberta hostilidade manifestada na sua mais recente declaração,  sinto que é inadequado, neste momento, realizar este encontro há muito  tempo planeado.&lt;/blockquote&gt;
&lt;div&gt;O que aconteceu? Resposta simples: toda culpa da Coreia do Norte que não sabe travar a língua. Há alguns dias, Mike Pence, vice-presidente dos EUA, advertiu que "houve conversas sobre o modelo líbio na semana passada e, como o Presidente deixou claro, isso só terminará como o modelo da Líbia se Kim Jong Un não chegar a um acordo". O não foi uma declarações simpática.&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;a name="more"&gt;&lt;/a&gt;No dia seguinte, pronta a resposta coreana: "Como pessoa que lida com assuntos estrangeiros dos EUA, não posso esconder a minha surpresa pela ignorância e a estupidez dos comentários do vice-presidente americano" disse Choe Son-hui, número dois do Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Norte e pessoa de confiança de Kim Jong Un.&lt;/div&gt;
&lt;br&gt;Portanto, esta é a explicação que é possível encontrar nos media ocidentais: a cimeira foi anulada por Trump, incomodado pela "aberta hostilidade" dos coreanos. Quando os EUA apresentam a ideia de reduzir o nosso País a um cúmulo de escombros, realçar como isso seja estúpido e ignorante é "aberta hostilidade". Mas vamos ler a carta enviada por Trump ao homologo em Pyongyang: &lt;br&gt;&lt;blockquote&gt;Querido senhor secretário-geral,&lt;br&gt;&lt;br&gt;Agradecemos o seu tempo, a paciência e o esforço nas recentes negociações relacionadas à cúpula, marcadas para 12 de Junho. Fomos informados de que a reunião foi solicitada pela Coreia do Norte, mas isso é irrelevante para nós. Infelizmente, com base na aberta hostilidade mostrada nas últimas declarações, acho inapropriado neste momento realizar a reunião. &lt;/blockquote&gt;
&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div&gt;Por isso, deixe esta carta explicar que a cúpula em Singapura, para o bem de ambas as partes, em detrimento do mundo, não terá lugar. Você fala das suas capacidades nucleares, mas as nossas são tão impressionantes e poderosas que eu rezo Deus para que nunca sejam usadas. Um diálogo fantástico estava a desenvolver-se entre nós. Um dia vamos nos encontrar. Ao mesmo tempo, quero agradecer-lhe para a libertação dos reféns que estão agora em casa com as suas famílias. Foi um gesto simpático, muito apreciado."&lt;br&gt;&lt;br&gt;Se você mudar de ideia em relação a este importante encontro, não hesite em ligar ou enviar-me um e-mail me.&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;a href="https://1.bp.blogspot.com/-1fWuDMiqLCA/WwbpIEfMuQI/AAAAAAAAYkw/bespvfU6ZtQKbPo33MjR8CT_9-mnUhg-gCLcBGAs/s1600/2.jpg"&gt;&lt;img border="0" src="https://1.bp.blogspot.com/-1fWuDMiqLCA/WwbpIEfMuQI/AAAAAAAAYkw/bespvfU6ZtQKbPo33MjR8CT_9-mnUhg-gCLcBGAs/s1600/2.jpg"&gt;&lt;/a&gt;Tirando a passagem acerca das "poderosas" forças nucleares na posse americana (um trecho tipicamente trumpiano), o resto da carta apresenta tons invulgares, no sentido que este não é o Presidente americano ao qual estamos habituados. Washington quer fazer passar a ideia de que foi obrigada a abdicar da cimeira e que isso custou.&lt;br&gt;&lt;br&gt;Mas a verdade é outra: este era o objectivo da Administração americana, á qual não interessa de todo uma Coreia unificada e em paz. A  península é fundamental do ponto estratégico militar: muito, demasiado  perto da China. E isso explica o tom invulgarmente amigável que Trump  utiliza na carta.&lt;br&gt;&lt;br&gt;Em meados deste mês, os EUA ainda estavam prontos para realizar os exercícios militares &lt;i&gt;Blue Lighting&lt;/i&gt; em conjunto com a Coreia do Sul, perto da fronteira com a Coreia do Norte. Pyongyang já tinha avisado: a realização das manobras militares teria posto em causa a cimeira. E não foi Washington a travar as operações: pelo contrário, os aviões B-52 americanos já tinham deixado o aeroporto de Guam. Foi a Coreia do Sul que decidiu não participar nesses exercícios: em 16 de Maio, o Ministro da Defesa da Coreia, Song Young-moo, reuniu-se com o general Vincent Brooks, comandante das forças dos EUA no País, pedindo-lhe para não deixar aproximar-se os B-52 prontos para participar no exercício.&lt;br&gt;&lt;br&gt;Portanto, Washington já estava à procura da ocasião para acusar de "aberta hostilidade" a Coreia do Norte, pois é claro que tais exercitações teriam provocado os protestos de Pyongyang. Doutro lado, uma Coreia em paz já não precisaria das forças militares americanas no seu território. E isso significaria uma perda assinalável do ponto de vista americano:&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="https://1.bp.blogspot.com/-mllWlbJBTVw/WwbpIKPkiKI/AAAAAAAAYko/Gv1sDnAffvA_jT0QwSLNHIU0hMVzNevDQCLcBGAs/s1600/3.jpg"&gt;&lt;img border="0" src="https://1.bp.blogspot.com/-mllWlbJBTVw/WwbpIKPkiKI/AAAAAAAAYko/Gv1sDnAffvA_jT0QwSLNHIU0hMVzNevDQCLcBGAs/s1600/3.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;Entre Seul e Dondang (a cidade chinesa mais próxima), a distância é de apenas 362 quilómetros; e para chegar à capital Pequim, são necessários menos de 1.000 quilómetros. Vice-versa, a distância entre Pequim e a base aérea americana mais próxima (que fica na ilha de Guam) é de 4 mil quilómetros. Uma bela diferença, não é?&lt;br&gt;&lt;br&gt;Com o apoio dos meios de comunicação ocidentais, a Administração de Washington parece ter procurado a paz, objectivo falhado apenas por causa dos "terríveis" modos da Coreia do Norte. Mas eis algumas perguntas: o que ganhariam os Estados Unidos com uma península coreana pacificada? Como justificar uma presença militar americana num País que já não arrisca ser invadido? Faz sentido deixar a Coreia à mercê da seguinte e inevitável invasão comercial chinesa (que antecipa aquela económica e por fim política)? Encontrem as respostas e terão a razão da carta de Trump assim como aquela das "incautas" declarações de Mike Pence.&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;Ipse dixit.&lt;div&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/InformaoIncorrecta?a=3RLloDvnnkk:A4i77y7XhPk:yIl2AUoC8zA"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/InformaoIncorrecta?d=yIl2AUoC8zA" border="0"&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/InformaoIncorrecta?a=3RLloDvnnkk:A4i77y7XhPk:63t7Ie-LG7Y"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/InformaoIncorrecta?d=63t7Ie-LG7Y" border="0"&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/InformaoIncorrecta?a=3RLloDvnnkk:A4i77y7XhPk:qj6IDK7rITs"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/InformaoIncorrecta?d=qj6IDK7rITs" border="0"&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/InformaoIncorrecta?a=3RLloDvnnkk:A4i77y7XhPk:dnMXMwOfBR0"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/InformaoIncorrecta?d=dnMXMwOfBR0" border="0"&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/InformaoIncorrecta/~4/3RLloDvnnkk" height="1" width="1" alt=""&gt;</description><pubDate>Thu, 24 May 2018 17:03:24 -0300</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/informacaoincorrecta/blog/coreia-e-eua-uma-questao-de-quilometros</link><guid>http://blogoosfero.cc/informacaoincorrecta/blog/coreia-e-eua-uma-questao-de-quilometros</guid></item><item><title>Suécia: em caso de crise ou de guerra...</title><description>&lt;a href="https://4.bp.blogspot.com/-3D8JeKxWHB0/WwbUExwhBdI/AAAAAAAAYj8/4Km_-1L6DCAgJgMXyEvRuo10HE1nVp6dACLcBGAs/s1600/Clipboard01.jpg"&gt;&lt;img border="0" src="https://4.bp.blogspot.com/-3D8JeKxWHB0/WwbUExwhBdI/AAAAAAAAYj8/4Km_-1L6DCAgJgMXyEvRuo10HE1nVp6dACLcBGAs/s1600/Clipboard01.jpg"&gt;&lt;/a&gt;O governo sueco começou a enviar uma brochura a todas as 4.8 milhões de famílias do País para informar a população, pela primeira vez em mais de meio século, sobre o que fazer em caso de guerra.&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;i&gt;Om krisen eller kriget kommer&lt;/i&gt; ("Se chegar a crise ou a guerra") é o título da publicação não propriamente optimista que explica como garantir as necessidades básicas, como comida, água e calor, o significado dos sinais de alerta, onde encontrar abrigos anti-atómicos (nada menos) e como contribuir para a "defesa total" da Suécia.&lt;br&gt;&lt;br&gt;O livrete de 20 páginas, ilustrado com imagens de aviões de guerra e famílias que fogem das suas casas, também prepara a população para perigos como ataques ciberterroristas e mudanças climáticas, além dedicar uma página à identificação de notícias falsas.&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;a name="more"&gt;&lt;/a&gt;Reza a brochura:&lt;br&gt;&lt;div&gt;&lt;blockquote&gt;Embora a Suécia seja mais segura do que muitos outros Países, ainda existem ameaças à nossa segurança e independência. Se você estiver preparado, ajude a melhorar a capacidade do País em lidar com a tensão severa.&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="https://3.bp.blogspot.com/-DHMJYPxeOVM/WwbUEyj_kDI/AAAAAAAAYkA/gzP-nNgA6303ZG-3Pp9YCbArsNrGhPmSACLcBGAs/s1600/Clipboard03.jpg"&gt;&lt;img border="0" src="https://3.bp.blogspot.com/-DHMJYPxeOVM/WwbUEyj_kDI/AAAAAAAAYkA/gzP-nNgA6303ZG-3Pp9YCbArsNrGhPmSACLcBGAs/s1600/Clipboard03.jpg"&gt;&lt;/a&gt;Folhetos semelhantes foram distribuídos pela primeira vez na Suécia neutral em 1943, no auge da Segunda Guerra Mundial. Actualizações foram regularmente fornecidas ao público até 1961, depois apenas para funcionários do governo local e nacional até 1991.&lt;br&gt;&lt;br&gt;Explica Dan Eliasson, da agência civil sueca responsável pelo projecto:&lt;br&gt;&lt;div&gt;&lt;blockquote&gt;A sociedade é vulnerável, temos que nós preparar como indivíduos. Há também uma falta de informação em termos de conselhos concretos, que pretendemos fornecer.&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;A publicação surge quando, na Suécia, o debate sobre a segurança e sobre a possibilidade de ingressar na NATO ficaram mais intensos, após a anexação da Crimeia por parte da Rússia em 2014 e as recentes incursões no espaço aéreo e nas águas territoriais suecas de aviões e submarinos de Moscovo.&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;a href="https://4.bp.blogspot.com/-xgs64tFM8-w/WwbUFgCE-yI/AAAAAAAAYkI/K3zrlEAYdjQzmrLkuErw5XPBz-sauxQyACLcBGAs/s1600/Clipboard04.jpg"&gt;&lt;img border="0" src="https://4.bp.blogspot.com/-xgs64tFM8-w/WwbUFgCE-yI/AAAAAAAAYkI/K3zrlEAYdjQzmrLkuErw5XPBz-sauxQyACLcBGAs/s1600/Clipboard04.jpg"&gt;&lt;/a&gt;O país começou a reverter os cortes nos gastos militares: no ano passado, organizou os seus maiores exercícios militares em quase um quarto de século, reintroduziu o recrutamento militar e revelou planos conjuntos com a Dinamarca para combater ataques cibernéticos e desinformação.&lt;br&gt;&lt;br&gt;O folheto aconselha as pessoas a pensar em como lidar com a falta de aquecimento, comida, água, correio eletrónico, telefones celulares e internet. Também aconselha verificar sempre as fontes das informações, alertando que "Estados e organizações já estão a tentar influenciar os nossos valores e a nossa maneira de actuar [...] e reduzir nossa capacidade de recuperação e disposição para nós defender".&lt;br&gt;&lt;br&gt;Uma página detalhada sobre "conselhos caseiros" incita a população a estocar garrafas de água, roupa, sacos de dormir e "alimentos não perecíveis, que podem ser preparados rapidamente e requerem pouca água". Em caso de conflito armado, diz que "todos são obrigados a contribuir e todos são necessários" para a "defesa total" da Suécia: qualquer pessoa entre 16 e 70 anos "pode ​​ser chamada para ajudar no caso de uma ameaça de guerra ou de guerra real".&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;a href="https://3.bp.blogspot.com/-Zwgb-ZTn4W8/WwbUE-2MmqI/AAAAAAAAYkE/NJnCfenMPuAN1Hd72PeKDo9XJPMABd0AwCLcBGAs/s1600/Clipboard02.jpg"&gt;&lt;img border="0" src="https://3.bp.blogspot.com/-Zwgb-ZTn4W8/WwbUE-2MmqI/AAAAAAAAYkE/NJnCfenMPuAN1Hd72PeKDo9XJPMABd0AwCLcBGAs/s1600/Clipboard02.jpg"&gt;&lt;/a&gt;A Suécia não está envolvida numa guerra há mais de 200 anos. O último conflito é de 1814, na Guerra Sueco-Norueguesa, quando a Suécia atacou a Noruega para impedir que este País pudesse tornar-se totalmente independente. No mesmo ano foi assinada a paz, com os dois Países a formar uma união que foi dissolvida de forma pacífica em 1905. Coisas de nórdicos.&lt;br&gt;&lt;br&gt;Agora a ameaça duma guerra parece tornar-se mais real e a Suécia avisa: caso seja atacada "nunca desistiremos. Toda a informação que diz que a resistência deve cessar é falsa".&lt;br&gt;&lt;br&gt;Gente pragmática estes Suecos: o ar que tira não é dos melhores e eles preparam-se. Não está errado. A dúvida é: não estão em guerra há 200 anos e querem entrar na NATO? Qual o problema? Um excesso de balas nos armazéns? Gente pragmática, sem dúvida, mas é o &lt;i&gt;timing&lt;/i&gt; que preocupa: não parece a melhor altura para iniciar certas frequentações...&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;Ipse dixit.&lt;br&gt;&lt;br&gt;Fontes: &lt;a href="https://www.theguardian.com/world/2018/may/21/sweden-distributes-be-prepared-for-war-cyber-terror-attack-leaflet-to-every-home" target="_blank"&gt;The Guardian&lt;/a&gt;, &lt;a href="https://www.dinsakerhet.se/siteassets/dinsakerhet.se/broschyren-om-krisen-eller-kriget-kommer/msb_om-krisen-eller-kriget-kommer_maj_2018_uppslag.pdf" target="_blank"&gt;Viktig Information Till Sveriges Invânare - Om krisen eller kriget kommer&lt;/a&gt; (ficheiro Pdf, sueco)&lt;i&gt;.&lt;/i&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;Imagens originais da brochura&lt;i&gt;&lt;br&gt;&lt;/i&gt;&lt;div&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/InformaoIncorrecta?a=Iq5UT7BY8X0:Srtxss7d7qo:yIl2AUoC8zA"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/InformaoIncorrecta?d=yIl2AUoC8zA" border="0"&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/InformaoIncorrecta?a=Iq5UT7BY8X0:Srtxss7d7qo:63t7Ie-LG7Y"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/InformaoIncorrecta?d=63t7Ie-LG7Y" border="0"&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/InformaoIncorrecta?a=Iq5UT7BY8X0:Srtxss7d7qo:qj6IDK7rITs"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/InformaoIncorrecta?d=qj6IDK7rITs" border="0"&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/InformaoIncorrecta?a=Iq5UT7BY8X0:Srtxss7d7qo:dnMXMwOfBR0"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/InformaoIncorrecta?d=dnMXMwOfBR0" border="0"&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/InformaoIncorrecta/~4/Iq5UT7BY8X0" height="1" width="1" alt=""&gt;</description><pubDate>Thu, 24 May 2018 17:03:24 -0300</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/informacaoincorrecta/blog/suecia-em-caso-de-crise-ou-de-guerra...</link><guid>http://blogoosfero.cc/informacaoincorrecta/blog/suecia-em-caso-de-crise-ou-de-guerra...</guid></item><item><title>A estratégia duma empresa globalizadora: Amazon</title><description>&lt;a href="https://1.bp.blogspot.com/-kpRg1R1_u_w/WwWc0m6BhlI/AAAAAAAAYjg/xM2S0r3XKNEfYAElRJnBdqrD1Ca1pPLXgCLcBGAs/s1600/1.jpg"&gt;&lt;img border="0" src="https://1.bp.blogspot.com/-kpRg1R1_u_w/WwWc0m6BhlI/AAAAAAAAYjg/xM2S0r3XKNEfYAElRJnBdqrD1Ca1pPLXgCLcBGAs/s1600/1.jpg"&gt;&lt;/a&gt;...e vamos espreitar outra vez o que acontece no colosso americano Amazon; só que hoje não se fala &lt;br&gt;de trabalho mas de dinheiro.&lt;br&gt;&lt;br&gt;Pergunta: como ganha o dinheiro a Amazon? A resposta parece simples: a empresa é o portal de referência para o comércio eletrónico global, portanto é no sector de e-commerce que encontra o seu lucro. Uma resposta que faz sentido mas que está errada.&lt;br&gt;&lt;br&gt;Ao analisar o orçamento do gigante verifica-se que a maior parte dos lucros da Amazon vem da venda e da intermediação de serviços para a web: computação e processamento de dados, até análise dos mesmos ou gestão de banco de dados (só para citar alguns ). Todos oferecidos a empresas, órgãos governamentais, &lt;i&gt;startups&lt;/i&gt; e instituições académicas.&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;a name="more"&gt;&lt;/a&gt;O que isso significa? Isso significa que a Amazon está a completar gradualmente a sua cadeia de fornecimento e, se por um lado gere a venda de bens e de serviços para os usuários finais, por outro o "cérebro" perscruta os dados e os hábitos dos consumidores, sendo capaz de analisar (e, se necessário, manipular) os gostos daqueles que irão comprar no seu próprio mercado virtual. Por analogia, poderíamos dizer que a Amazon está a tornar-se progressivamente o "cérebro" e o "estômago" do consumidor. Perturbador? Tarde demais para a preocupação, porque tudo isso já aconteceu.&lt;br&gt;&lt;br&gt;Muitas vezes ouvimos declarações segundo as quais Amazon é um "gigante do comércio electŕonico". Uma frase que, embora não esteja completamente errada, fotografa de forma incompleta os negócios do grupo de Jeff Bezos. Como perceber isso? Simples: vamos observar a composição das receitas e dos lucros.&lt;br&gt;&lt;br&gt;Recentemente, a Amazon publicou os dados sobre o primeiro trimestre de 2018 (modelo Form 10-Q). São números que, quando comparados aos de 2017 (modelo 10-K), não oferecem nenhuma solução de continuidade qualitativa. Nesse sentido, portanto, podem ser usados como ponto de partida para a análise.&lt;br&gt;&lt;br&gt;A empresa, entre outras coisas, divide as receitas da seguinte forma: "América do Norte", "Internacional" e "Amazon Web Services" (AWS).&lt;br&gt;&lt;br&gt;A primeira área operacional consiste essencialmente dos ganhos na América do Norte, realizados pela Internet ou em lojas físicas (lembramos a aquisição da cadeia Whole Foods), graças às vendas de produtos no varejo, incluindo aqueles de propriedade de terceiros. Aqui temos que adicionadar as assinaturas dos sites sempre focados na América do Norte.&lt;br&gt;&lt;br&gt;A segunda área (a Internacional), por outro lado, diz respeito às mesmas actividades mas concentradas fora da América do Norte.&lt;br&gt;&lt;br&gt;Finalmente, há o terceiro segmento operacional. A prerrogativa da AWS é a venda global de serviços, essencialmente na computação em &lt;i&gt;cloud&lt;/i&gt;, vinculada a muitas atividades: cálculo e processamento de dados, análise do mesmo ou gestão do banco de dados (só para citar alguns). Todos oferecidos a empresas, órgãos governamentais, &lt;i&gt;startups&lt;/i&gt; e instituições académicas como já foi dito.&lt;br&gt;&lt;br&gt;Dito isto, no primeiro trimestre de 2018, a divisão de receita foi a seguinte:&lt;br&gt;&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;a América do Norte gerou 30.725 bilhões de Dólares de vendas líquidas;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;    a área International alcançou 14.875 bilhões de vendas líquidas;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;    finalmente, a AWS contribuiu com 5.442 bilhões em vendas líquidas.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;Em suma, a partir destes dados fica claro que, em geral, a Amazon aproveita ao máximo o comércio eletrónico e as actividades intimamente relacionadas com este para obter receitas. Ou seja, parece confirmada a ideia de que Amazon é "o gigante do comércio electŕonico", sendo que a área dos serviços da Web (a tal AWS) não parece tão relevante.&lt;br&gt;&lt;br&gt;No entanto, a conclusão não está correta e para perceber isso, precisamos olhar para o resultado operacional das três áreas envolvidas:&lt;br&gt;&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;    a rentabilidade (lucros) da América do Norte ficou em 1.1 bilhões de Dólares;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;    as atividades internacionais, por outro lado, são marcadas por uma perda: - 622 milhões de Dólares;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;a Amazon Web Services tem um lucro operacional de 1.4 bilhões.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;Ou seja: são os lucros do mundo dos serviços web, essencialmente computação e &lt;i&gt;cloud&lt;/i&gt;, que fazem ganhar Amazon pois Jeff Bezos consegue ter a sua maior fatia de lucros principalmente com a AWS. E ao observar os resultados operacionais do ano passado, a situação fica ainda mais clara:&lt;br&gt;&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;a América do Norte alcançou um lucro operacional de 2.837 bilhões de Dólares;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;a área Internacional uma perda de 3.06 bilhões;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;a AWS contrabalançou tudo com receita operacional de 4.33 bilhões.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;É o caso para ficar estupefactos? Não. Tudo isso é o efeito duma estratégia, utilizada não apenas pela Amazon, na qual o objectivo é antes de mais expandir-se e tornar-se global. Gastar bilhões de Dólares para expandir o seu modelo de negócios, implementa-lo no estrangeiro para que Amazon seja uma empresa que opera em todo o mundo (pelo menos, naquela parte do mundo que tem dinheiro para pagar os produtos).&lt;br&gt;&lt;br&gt;O que importa é aumentar a taxa de crescimento dos clientes: o facto de não gerar lucros (e até de estar em perda, como no caos da área Internacional) é secundário. A empresa poderia elevar os preços de venda para ter um orçamento mais equilibrado? Com certeza: mas não é esta a estratégia duma empresa globalizadora (e globalizante). Essencial, como afirmado, é aumentar os clientes, tornar-se um ponto de referência para a logística global, atrair mais e mais empresas de médio porte com o sistema de financiamento das empresas que operam na sua plataforma (os empréstimos da Amazon).&lt;br&gt;&lt;br&gt;Uma estratégia que tem um inimigo no horizonte, e este inimigo é chinês: Alibaba. Amazon domina na América do Norte e na Europa, Alibaba na Ásia. E mesmo a Índia parece ser o próximo campo de batalha dos dois. A filosofia das duas empresas é diferente: Amazon é o clássico esquema piramidal típico duma empresa americana, enquanto Alibaba quer ser um "ecossistema" de empresas. Mas o mercado é só um e Alibaba no ano passado entrou na área do &lt;i&gt;clouding&lt;/i&gt; também (conseguindo 2% do mercado).&lt;br&gt;&lt;br&gt;O que interessa é a estratégia das empresas que pretendem tornar-se verdadeiros monopólios nas respectivas áreas. Amazon abdica dos lucros, está disposta a perder dinheiro em alguns sectores: o importante é fazer circular o nome, transmitir uma imagem ("o gigante do e-commerce"...em perda!), ocupar espaço físico mas sobretudo virtual. Aos olhos do público, Amazon deve ser a empresa líder no comércio via internet, Amazon entrega com os drones, Amazon é rápida, Amazon é da máxima confiança.&lt;br&gt;&lt;br&gt;O que não é explicado ao público é que Amazon consegue os seus preços porque trabalha em perda, pois a única coisa que conta é a expansão. Mas o que aconteceria sem um dia Amazon conseguisse o monopólio?&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;Ipse dixit.&lt;br&gt;&lt;br&gt;Fontes: &lt;a href="http://phx.corporate-ir.net/phoenix.zhtml?c=97664&amp;amp;p=irol-reportsother" target="_blank"&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://phx.corporate-ir.net/External.File?item=UGFyZW50SUQ9NjkzMTU4fENoaWxkSUQ9NDA0MzYyfFR5cGU9MQ==&amp;amp;t=1" target="_blank"&gt;Amazon - 10 Q for Quarter Ended March 31, 2018&lt;/a&gt;&lt;span&gt;, &lt;a href="http://phx.corporate-ir.net/phoenix.zhtml?c=97664&amp;amp;p=irol-sec&amp;amp;control_selectgroup=Annual%20Filings" target="_blank"&gt;Amazon - 10 K &lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://phx.corporate-ir.net/phoenix.zhtml?c=97664&amp;amp;p=irol-sec&amp;amp;control_selectgroup=Annual%20Filings" target="_blank"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Annual report which provides a comprehensive overview of the company for the past year&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;div&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/InformaoIncorrecta?a=s9Pb8RYbCHw:Y4Vrcea1kJE:yIl2AUoC8zA"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/InformaoIncorrecta?d=yIl2AUoC8zA" border="0"&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/InformaoIncorrecta?a=s9Pb8RYbCHw:Y4Vrcea1kJE:63t7Ie-LG7Y"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/InformaoIncorrecta?d=63t7Ie-LG7Y" border="0"&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/InformaoIncorrecta?a=s9Pb8RYbCHw:Y4Vrcea1kJE:qj6IDK7rITs"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/InformaoIncorrecta?d=qj6IDK7rITs" border="0"&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/InformaoIncorrecta?a=s9Pb8RYbCHw:Y4Vrcea1kJE:dnMXMwOfBR0"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/InformaoIncorrecta?d=dnMXMwOfBR0" border="0"&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/InformaoIncorrecta/~4/s9Pb8RYbCHw" height="1" width="1" alt=""&gt;</description><pubDate>Wed, 23 May 2018 17:00:02 -0300</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/informacaoincorrecta/blog/a-estrategia-duma-empresa-globalizadora-amazon</link><guid>http://blogoosfero.cc/informacaoincorrecta/blog/a-estrategia-duma-empresa-globalizadora-amazon</guid></item><item><title>Trabalho: o chip no funcionário</title><description>&lt;a href="https://1.bp.blogspot.com/-sk2wLSqq0Xc/WwQFy-HqMuI/AAAAAAAAYi0/Gg2iQ1r69VY7gS9zHPbZ0wO5GP1hVqUHACLcBGAs/s1600/2.jpg"&gt;&lt;img border="0" src="https://1.bp.blogspot.com/-sk2wLSqq0Xc/WwQFy-HqMuI/AAAAAAAAYi0/Gg2iQ1r69VY7gS9zHPbZ0wO5GP1hVqUHACLcBGAs/s1600/2.jpg"&gt;&lt;/a&gt;Quando Todd Westby, CEO da Three Square Market, teve a ideia de implantar microchip nos trabalhadores, achava que apenas cinco ou seis pessoas seriam voluntárias: ele, dois ou três diretores e alguns funcionários do departamento de ciência da computação.&lt;br&gt;&lt;br&gt;Mas a realidade foi diferente: das noventa pessoas que trabalham na sede da empresa 72 agora têm o chip: fizeram a fila para colocar o dispositivo, do tamanho dum grão de arroz, debaixo da pele da mão, entre polegar e indicador. Agora podem abrir as portas de segurança, conectar-se a computadores e efetuar pagamentos nos distribuidores automáticos da empresa com o chip.&lt;br&gt;&lt;br&gt;Porque temos que admitir: pagar o café da pausa só aproximando a mão ao distribuidor é uma grande comodidade. Comodidade e segurança: eis dois pontos chaves para espalhar a ideia. A Three Square Market começou há dois meses a implantar chips em pessoas com demência em Porto Rico. Se alguém se perder e a polícia o encontrar, é possível ler o microchip e ter acesso a toda a sua história médica, aos medicamentos que pode e não pode tomar, a sua identidade.&lt;br&gt;&lt;a name="more"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br&gt;O seguinte passo é óbvio: a empresa acaba de lançar um aplicativo para celular que combina com o chip com o GPS do telefone e rastreia a localização da. Na semana passada, pessoas em liberdade condicional começaram a usá-lo em vez da pulseira eletrónica que Westby descreve como "intimidante e degradante". O GPS para monitorizar os dependentes da empresa também? "Não. Não há razão para fazê-lo" responde Westby. E Westby tem razão: o GPS está ultrapassado.&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;a href="https://1.bp.blogspot.com/-1CIqeMSY1Wc/WwQFy25amCI/AAAAAAAAYiw/aghahGTXFrMFInyqLDmL91WlOF3KSFCywCLcBGAs/s1600/1.jpg"&gt;&lt;img border="0" src="https://1.bp.blogspot.com/-1CIqeMSY1Wc/WwQFy25amCI/AAAAAAAAYiw/aghahGTXFrMFInyqLDmL91WlOF3KSFCywCLcBGAs/s1600/1.jpg"&gt;&lt;/a&gt;Na semana passada, o Times informou que algumas empresas chinesas estão a usar capacetes com &lt;span id="goog_853144027"&gt;&lt;/span&gt;sensores para ler as ondas cerebrais dos seus trabalhadores e detectar fadiga, stresse e até mesmo emoções como a raiva. Uma empresa de eletricidade decide o número e a duração dos intervalos dos trabalhadores com base nas ondas cerebrais enquanto a tecnologia é usada também para detectar perda de atenção em quem conduz comboios.&lt;br&gt;&lt;br&gt;São pequenos passos, os primeiros, mas vão todos na mesma direção. E é algo "natural", pois electrónica e informática já acompanham os nossos movimentos ao longo do dia: por qual razão deixa-los fora do ambiente de trabalho?&lt;br&gt;&lt;br&gt;Existem empresas de tecnologia que vendem produtos que rastreiam o trabalho dos funcionários com intervalos regulares, monitorizam as teclas digitadas, usam a webcam para tirar fotografias das mesas dos dependentes. Neste aspecto, trabalhar em casa não é uma proteção contra essa vigilância porque pode ser feito de forma remota. O software pode monitorizar o uso das redes sociais, analisar o idioma ou ser instalado nos telefones portáteis dos funcionários para monitorizar os aplicativos criptografados como o WhatsApp. Os funcionários podem ser acompanhados por dispositivos que não apenas acompanham a posição deles, mas também controlam o tom de voz, a frequência com que falam nas reuniões, com quem falam e ao longo de quanto tempo.&lt;br&gt;&lt;span id="goog_853144026"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br&gt;O GPS? Pré-história.&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;a href="https://4.bp.blogspot.com/-SQPefbaI1Vo/WwQFy5ncSwI/AAAAAAAAYis/cGX228_gD5QNqtHnzsec2X_hGziudjd-QCLcBGAs/s1600/3.jpg"&gt;&lt;img border="0" src="https://4.bp.blogspot.com/-SQPefbaI1Vo/WwQFy5ncSwI/AAAAAAAAYis/cGX228_gD5QNqtHnzsec2X_hGziudjd-QCLcBGAs/s1600/3.jpg"&gt;&lt;/a&gt;Monitorizar os funcionários não é uma novidade.&lt;br&gt;Aliás: sempre foi assim. Antes era o chefe da repartição que cronometrava os trabalhadores na fábrica ou era a máquina que carimbava a entrada e a saída. A diferença é que agora tudo é digital e, sobretudo, deixou de ser parcial: o trabalhador pode ser seguido constantemente, vasculhando o seu comportamento até o mais pequeno pormenor.&lt;br&gt;&lt;br&gt;A tecnologia detecta hoje coisas que não podiam ser detectadas antes, como o número de teclas que os funcionários pressionam, o que veem no ecrã, o tipo de linguagem que usam. Ainda existem limites que obstaculam a vigilância total nas empresas, especialmente na Europa: mas quanto podem resistir?&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;Um caso conhecido: Amazon &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br&gt;&lt;a href="https://1.bp.blogspot.com/-hXElC6PTpb4/WwQFzZDE3cI/AAAAAAAAYi4/UlBNLCgJHwI0OL9Ol-xBDAqqJjkBFlK7wCLcBGAs/s1600/4.jpg"&gt;&lt;img border="0" src="https://1.bp.blogspot.com/-hXElC6PTpb4/WwQFzZDE3cI/AAAAAAAAYi4/UlBNLCgJHwI0OL9Ol-xBDAqqJjkBFlK7wCLcBGAs/s1600/4.jpg"&gt;&lt;/a&gt;Em Fevereiro a Amazon patenteou uma pulseira que &lt;a href="https://informacaoincorrecta.blogspot.pt/2018/02/amazon-o-trabalho-e-comando-remoto.html" target="_blank"&gt;monitoriza a posição das mãos do trabalhador&lt;/a&gt; em qualquer momento; mas em 2014 um jornalista da BBC &lt;a href="https://informacaoincorrecta.blogspot.pt/2014/12/os-33-segundos-da-amazon.html" target="_blank"&gt;tinha conseguido fazer-se assumir&lt;/a&gt; pelo colosso americano e já na altura o controle era severo.&lt;br&gt;&lt;br&gt;Em 2016 saiu o livro &lt;i&gt;Hired: Six Months Undercover in Low-Wage Britain&lt;/i&gt; ("&lt;span id="result_box"&gt;Contratado: Seis meses disfarçado no baixo salário da Grã-Bretanha"&lt;/span&gt;) que conta a experiência de James Bloodworth na Amazon.&lt;br&gt;&lt;div&gt;&lt;blockquote&gt;Era impossível atingir as metas sem correr. Tínhamos um dispositivo portátil que controlava continuamente a produtividade. Toda as vez que é recolhido num artigo é activada uma contagem regressiva (para chegar ao próximo artigo) que mede a produtividade.&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;Segundo a Bloodworth, os supervisores informam os funcionários sobre a produtividade. Ele foi avisado que estava 10% abaixo do esperado:&lt;br&gt;&lt;div&gt;&lt;blockquote&gt;Também enviam alertas com o dispositivo para dizer que você tem que aumentar a produtividade, você é constantemente monitorizado e classificado. Descobri que era impossível atingir as metas de produtividade sem correr, mas eles também dizem você não está autorizado a correr e, ao fazê-lo, recebe uma sanção disciplinar. Mas mesmo com um atraso na produtividade recebe-se uma sanção disciplinar.&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;Os trabalhadores têm que passar através de scanners de segurança para entrar e sair do trabalho. O tempo para alcançar as áreas de descanso, a ida à casa de banho: tudo isso é considerado "tempo morto".&lt;br&gt;&lt;br&gt;Amazon diz que os dispositivos do tipo scanner "são comuns em todo o sector de armazém e logística, bem como nos supermercados ou nas lojas. São projectados para ajudar o pessoal a fazer o seu trabalho". Também garante que "todos os seus funcionários têm fácil acesso aos banheiros, que estão muito próximos do local de trabalho". E acrescenta: "Os funcionários podem usar o banheiro quando precisam, não verificamos as pausas para ir ao banheiro". E isso é verdade, pois não controlam: mas a produtividade cai.&lt;br&gt;&lt;br&gt;E os trabalhadores? Bloodworth relata que alguns dos seus colegas estavam zangados, "mas o cinismo e a resignação eram predominantes. A maioria das pessoas que conheci não estava lá há muito tempo e procuravam outro trabalho". Isso é possível porque Amazon é um exemplo extremo. Mas se Bloodworth tivesse observado o futuro? "Talvez" responde ele:&lt;br&gt;&lt;div&gt;&lt;blockquote&gt;Uma das coisas que surgiram em resposta ao livro é que as pessoas dizem que o trabalho será automatizado, ou que os trabalhadores devem ser mais flexíveis, como se o caminho do futuro fosse inevitável, algo que considero bastante perigoso. A Amazon pode safar-se com as decisões políticas e, dado que o movimento sindical é muito fraco, acho que outras empresas olharão para a Amazon, verão que tem sucesso com esse modelo de negócios e tentarão replicá-lo.&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;br&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;O call center &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br&gt;&lt;a href="https://2.bp.blogspot.com/-d4IGrHE5zkM/WwQFzuuEfmI/AAAAAAAAYjA/wr9RdPpsCcMcyE9knL3fuNu7tILFJa7cgCLcBGAs/s1600/6.jpg"&gt;&lt;img border="0" src="https://2.bp.blogspot.com/-d4IGrHE5zkM/WwQFzuuEfmI/AAAAAAAAYjA/wr9RdPpsCcMcyE9knL3fuNu7tILFJa7cgCLcBGAs/s1600/6.jpg"&gt;&lt;/a&gt;Para escrever o livro Working the Phones ("Trabalhar aos Telefones"), o sociólogo especializado no trabalho, Jamie Woodcock do Oxford Internet Institute, passou seis meses como empregado numa empresa de telemarketing. Percebe-se que há vigilância "a partir do momento em se entra" diz ele.&lt;br&gt;&lt;div&gt;&lt;blockquote&gt;Existem telas de TV que mostram o desempenho relativo de cada trabalhador, os diretores coletam dados sobre quase tudo que você faz, todas as chamadas que fiz foram gravadas e armazenadas digitalmente. Em termos de controle, é como recuperar todas as partes que alguém fez numa linha de montagem e julgá-las retrospectivamente. Todos nós cometemos erros e todos temos dias maus, mas dado que esse tipo de vigilância pode ser feito de forma retrospectiva para despedir pessoas, é usada para fazê-las sentir que podem perder o emprego a qualquer momento.&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;A supervisão é incorporada em muitos do postos de trabalho que constituem a chamada "economia das pequenas tarefas" (&lt;i&gt;gig economy&lt;/i&gt;). Não é fácil resistir à constante vigilância quando você está desesperado e tem que trabalhar. O que surpreendeu a Spicer é a maneira como as pessoas com empregos melhor remunerados concordaram em fazê-lo:&lt;br&gt;&lt;div&gt;&lt;blockquote&gt;Anteriormente, os prisioneiros eram forçados a usar pulseiras sensoriais, mas agora disponibilizamos de bom grado tracker [aparelhos de monitorização, ndt] aos nossos empregadores e, em alguns casos, pagamos o privilégio. Empresas como IBM, BP, Bank of America, Target e Barclays ofereceram aos seus funcionários pulseiras para monitorizar a actividade Fitbit.&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;O que é Fitbit? Fitbit Inc. é uma empresa americana com sede em San Francisco (California, EUA) que disponibiliza produtos que controlam a actividade &lt;span id="result_box"&gt;(&lt;span&gt;número de passos, qualidade do sono e&lt;/span&gt;&lt;span&gt; outras métricas pessoais) duma pessoa e &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;transmitem tudo com uma ligação sem fios.&lt;br&gt;&lt;br&gt;Isso porque, como explica Spicer, tudo nasce da ideia de querer melhorar ou otimizar a si mesmo:&lt;br&gt;&lt;div&gt;&lt;blockquote&gt;Muitas tecnologias foram projectadas não apenas para fornecer dados do desempenho ao chefe, mas também para fornecê-los a você. Suponho que a tecnologia também seja vista como algo legal ou na moda, então não é de admirar que seja aceita tão facilmente.&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;Portanto, o controle passou da monitorização do correio electrónico para o corpo das pessoas, a assim chamada "biovigilância" ou o monitorização dos sinais vitais, das emoções e dos estados de ânimo.&lt;br&gt;&lt;br&gt;É tudo negativo? Não, não é. É verdade que a vigilância pode ter aplicações vantajosas. Por exemplo, é necessária (e legalmente obrigatória) no sector financeiro para evitar o uso de informações privilegiadas. Pode ser usada para prevenir assédios e intimidações e até para erradicar preconceitos e discriminação. Já aconteceu: em 2017, um interessante estudo utilizou os dados de monitorização para demonstrar (com sucesso) que homens e mulheres comportavam-se de maneira quase idêntica no trabalho.&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;Uber &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br&gt;&lt;a href="https://2.bp.blogspot.com/-uqBJ0Y3cZsg/WwQFzjZkQUI/AAAAAAAAYi8/0mZtUg0oDB4VPXasRJilk1xJHoXEisupACLcBGAs/s1600/5.jpg"&gt;&lt;img border="0" src="https://2.bp.blogspot.com/-uqBJ0Y3cZsg/WwQFzjZkQUI/AAAAAAAAYi8/0mZtUg0oDB4VPXasRJilk1xJHoXEisupACLcBGAs/s1600/5.jpg"&gt;&lt;/a&gt;A nossa sociedade parece não poder travar o caminho da informatização, portanto o problema parece ser aquele de estabelecer limites, como bem sabe James Farrar. Motorista da Uber, no ano passado venceu uma batalha legal contra a companhia:&lt;br&gt;&lt;div&gt;&lt;blockquote&gt;Eles recolhem muita informação. Uma das coisas das quais somos informados diariamente é quanto somos bons em aceleração e nas travagens.&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;Porque a Uber monitoriza estas e outras coisas: os "movimentos incomuns" do telefone quando alguém está a dirigir (para saber se o telefone é utilizado durante  acondução) e, claro está, a posição dos carros e dos motoristas via GPS. Diz Farrar:&lt;br&gt;&lt;div&gt;&lt;blockquote&gt;O que me preocupa é que essa informação está a alimentar o algoritmo que decide a atribuição de serviços. Devemos ter acesso aos dados e entender como são usados. Se algum tipo de pontuação de qualidade das minhas habilidades de condução entra no algoritmo e, por isso, pode ser-se oferecido um trabalho menos valioso, longe dos clientes mais preciosos.&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;Não é um medo irracional. A empresa de distribuição de refeições prontas Deliveroo já está a fazer algo semelhante. Supervisiona o desempenho dos seus ciclistas e motoristas e começou a oferecer "acesso prioritário" na reserva dos turnos àqueles que "oferecem o serviço mais consistente e da mais alta qualidade".&lt;br&gt;&lt;br&gt;Uber diz que o seu rastreamento é apenas para obter "uma condução mais suave e segura. Os dados são usados ​​para informar os motoristas sobre os seus hábitos na condução e não ​​para influenciar futuras solicitações de viagem". E aqui temos outra vez os pontos-chave: comodidade e segurança, verdadeiros cavalos de Troia da digitalização do trabalho.&lt;br&gt;&lt;br&gt;Porque é a verdade é simples: quem não gosta de ter um serviço mais respeitoso das normas de condução, mais seguro e mais confortável? Quem pode criticar a Uber por tentar impedir que os seus condutores utilizem o telefone durante a condução? Se uma empresa defendesse a introdução de meios de controle mais apertados em nome da segurança dos clientes ou até dos trabalhadores, quem poderia opor-se? O mesmo Farrar admite: nem toda a vigilância é negativa. "A tecnologia de vigilância desempenha um papel importante", diz ele. Foi o mesmo Farrar que pediu a instalação no seu carro duma câmara após ter sofrido um ataque dum cliente. Ironicamente, quando Farrar encontrou o Uber para falar sobre o ataque, a empresa fez-lhe desligar o telefone para certificar-se de que não estivesse a gravar...&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;Ipse dixit.&lt;br&gt;&lt;br&gt;Relacionados:  &lt;br&gt;&lt;a href="https://informacaoincorrecta.blogspot.pt/2014/12/os-33-segundos-da-amazon.html" target="_blank"&gt;Os 33 segundos da Amazon&lt;/a&gt; &lt;br&gt;&lt;a href="https://informacaoincorrecta.blogspot.pt/2018/02/amazon-o-trabalho-e-comando-remoto.html" target="_blank"&gt;Amazon: o trabalho e comando remoto&lt;/a&gt;&lt;br&gt;Tech-Gleba parte &lt;a href="https://informacaoincorrecta.blogspot.pt/2018/01/tech-gleba-parte-i.html" target="_blank"&gt;I&lt;/a&gt; &lt;a href="https://informacaoincorrecta.blogspot.pt/2018/01/tech-gleba-parte-ii.html" target="_blank"&gt;II&lt;/a&gt; &lt;a href="https://informacaoincorrecta.blogspot.pt/2018/02/tech-gleba-parte-iii.html" target="_blank"&gt;III&lt;/a&gt;&lt;br&gt;  &lt;br&gt;Fontes: &lt;a href="https://www.theguardian.com/world/2018/may/14/is-your-boss-secretly-or-not-so-secretly-watching-you" target="_blank"&gt;The Guardian&lt;/a&gt;&lt;div&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/InformaoIncorrecta?a=sfw0bu6fqpo:8eT_2o0zFQs:yIl2AUoC8zA"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/InformaoIncorrecta?d=yIl2AUoC8zA" border="0"&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/InformaoIncorrecta?a=sfw0bu6fqpo:8eT_2o0zFQs:63t7Ie-LG7Y"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/InformaoIncorrecta?d=63t7Ie-LG7Y" border="0"&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/InformaoIncorrecta?a=sfw0bu6fqpo:8eT_2o0zFQs:qj6IDK7rITs"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/InformaoIncorrecta?d=qj6IDK7rITs" border="0"&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/InformaoIncorrecta?a=sfw0bu6fqpo:8eT_2o0zFQs:dnMXMwOfBR0"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/InformaoIncorrecta?d=dnMXMwOfBR0" border="0"&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/InformaoIncorrecta/~4/sfw0bu6fqpo" height="1" width="1" alt=""&gt;</description><pubDate>Tue, 22 May 2018 16:57:21 -0300</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/informacaoincorrecta/blog/trabalho-o-chip-no-funcionario</link><guid>http://blogoosfero.cc/informacaoincorrecta/blog/trabalho-o-chip-no-funcionario</guid></item><item><title>Webhosting: a dúvida!</title><description>&lt;a href="https://1.bp.blogspot.com/-9QklN2AhdsI/WwQxg_aAwHI/AAAAAAAAYjU/nw1_GvlWwf40IVCLW2boJaUZXvkSFCzcwCLcBGAs/s1600/1.jpg"&gt;&lt;img border="0" src="https://1.bp.blogspot.com/-9QklN2AhdsI/WwQxg_aAwHI/AAAAAAAAYjU/nw1_GvlWwf40IVCLW2boJaUZXvkSFCzcwCLcBGAs/s1600/1.jpg"&gt;&lt;/a&gt;Olá pessoal!&lt;br&gt;&lt;br&gt;Estou a espreitar as várias hipóteses de hosting para transferir Informação Incorrecta.&lt;br&gt;&lt;br&gt;A plataforma Wordpress.com é bastante limitada e fazer um upgrade custa bastante (para ter um bom serviço, com a instalação de plugins permitida, seria preciso gastar 25 Euros por mês); Wordpress.org oferece muito mais mas é preciso um host. E aqui surgem os problemas: qual escolher?&lt;br&gt;&lt;br&gt;Por razões de preço já descartei SiteGroung, com muita pena porque é um dos melhores; mas como este blog ultrapassa as 25 mil visitas por mês, deveria optar para o plano mais caro (GoGeek): quase 12 Euros por mês no primeiro ano, 23 Euros a partir do segundo. E que raio.&lt;br&gt;&lt;br&gt;Portanto sobram: GoDaddy, Bluehost, Dreamhost e A2 Hosting, com preços razoáveis, extra, segurança e serviços de assistência incluídos.&lt;br&gt;&lt;br&gt;Alguém entre os Leitores conhece ou teve experiências com estas empresas?&lt;br&gt;&lt;br&gt;Agradeço desde já a possível ajuda :)&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;Ipse host!&lt;div&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/InformaoIncorrecta?a=IKlk54I5QE0:az5SsT3OFGE:yIl2AUoC8zA"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/InformaoIncorrecta?d=yIl2AUoC8zA" border="0"&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/InformaoIncorrecta?a=IKlk54I5QE0:az5SsT3OFGE:63t7Ie-LG7Y"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/InformaoIncorrecta?d=63t7Ie-LG7Y" border="0"&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/InformaoIncorrecta?a=IKlk54I5QE0:az5SsT3OFGE:qj6IDK7rITs"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/InformaoIncorrecta?d=qj6IDK7rITs" border="0"&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/InformaoIncorrecta?a=IKlk54I5QE0:az5SsT3OFGE:dnMXMwOfBR0"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/InformaoIncorrecta?d=dnMXMwOfBR0" border="0"&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/InformaoIncorrecta/~4/IKlk54I5QE0" height="1" width="1" alt=""&gt;</description><pubDate>Tue, 22 May 2018 12:56:51 -0300</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/informacaoincorrecta/blog/webhosting-a-duvida</link><guid>http://blogoosfero.cc/informacaoincorrecta/blog/webhosting-a-duvida</guid></item><item><title>Os melhores motores de pesquisa contra a censura</title><description>Google é o motor de pesquisa por excelência no universo internet: ao nível global, quase 80% das pesquisas são efectuadas com este instrumento. Ao excluir os concorrentes do Leste (Yandex, Baidu, etc.), a percentagem sobe para atingir valores de monopólio absoluto, sempre acima de 90%. Nos Países de língua anglo-saxónica até foi criado o verbo &lt;i&gt;to google&lt;/i&gt; para indicar o acto de procurar um termo na internet.&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="https://4.bp.blogspot.com/-UtQqd2KhPyc/WwL8oUtLrOI/AAAAAAAAYiM/zxozG8rZ5fMinjTiB8tpULPqtNQJVCz9gCLcBGAs/s1600/1.jpg"&gt;&lt;img border="0" src="https://4.bp.blogspot.com/-UtQqd2KhPyc/WwL8oUtLrOI/AAAAAAAAYiM/zxozG8rZ5fMinjTiB8tpULPqtNQJVCz9gCLcBGAs/s1600/1.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Existem motores de pesquisa alternativos? Sim, existem, e a a ideia original deste artigo era submeter um determinado número de motores a uma série de testes, introduzindo termos "sensíveis" para depois analisar os resultados. Mas teria sido uma perda de tempo, pois a maior parte dos &lt;i&gt;search engine &lt;/i&gt;utilizam apenas uma mão cheia de motores de pesquisas: Google, Bing, Yahoo.&lt;br&gt;&lt;a name="more"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br&gt;Um exemplo para esclarecer: Ecosia, um motor de pesquisa "alternativo", utiliza para as suas pesquisa o database (podemos chama-lo assim) de Bing. Pelo que, os resultados de Ecosia são os resultados de Bing, só com uma "cara" diferente.&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="https://1.bp.blogspot.com/-HDFuz2EVEJ4/WwL8oUJYIdI/AAAAAAAAYiQ/mFqQC0x7HaM00Byx_iuTB-2k1W8ad-gKgCLcBGAs/s1600/2.jpg"&gt;&lt;img border="0" height="440" src="https://1.bp.blogspot.com/-HDFuz2EVEJ4/WwL8oUJYIdI/AAAAAAAAYiQ/mFqQC0x7HaM00Byx_iuTB-2k1W8ad-gKgCLcBGAs/s640/2.jpg" width="640"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Por causa disso, o número de motores realmente alternativos caí de forma drástica. Os que sobram são poucos. Eis a lista em ordem alfabética:&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;a href="https://www.bing.com/?toWww=1&amp;amp;redig=CD548B77E38B475FB7B156EBEB17FBF7" target="_blank"&gt;Bing&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;a href="https://duckduckgo.com/" target="_blank"&gt;Duck Duck Go&lt;/a&gt; &lt;br&gt;&lt;a href="http://www.gibiru.com/" target="_blank"&gt;Gibiru&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;a href="https://www.gigablast.com/?c=main" target="_blank"&gt;Gigablast&lt;/a&gt; &lt;br&gt;&lt;a href="http://www.istella.it/en/" target="_blank"&gt;iStella&lt;/a&gt;  &lt;br&gt;IxQuick/&lt;a href="https://www.startpage.com/" target="_blank"&gt;StartPage&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;a href="https://metager.de/en" target="_blank"&gt;MetaGer &lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;a href="https://www.searchencrypt.com/" target="_blank"&gt;Search Encrypt&lt;/a&gt; &lt;br&gt;&lt;a href="https://swisscows.com/" target="_blank"&gt;Swisscows&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;a href="https://www.unbubble.eu/" target="_blank"&gt;Unbubble&lt;/a&gt; &lt;br&gt;&lt;a href="https://yacy.net/en/Searchportal.html" target="_blank"&gt;Yacy&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;a href="https://yandex.com/" target="_blank"&gt;Yandex&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;Bing&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br&gt;Bing  é o motor de pesquisa da Microsoft: e, por incrível que pareça, é menos  "censurado" de Google. A razão? Simples: ninguém utiliza Bing. E, de  facto, não faria muito sentido utiliza-lo: é um motor "institucional" e  no entanto não oferece os mesmos resultados de Google por amplitude e profundidade. Por isso: melhor  ignorar. Exemplo rápido com o termo "casa": Bing 19 milhões de resultados, Google 742 milhões.&lt;br&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;
&lt;span&gt;Duck Duck Go&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;br&gt;Duck Duck Go é "o" motor de pesquisa alternativo: em primeiro lugar não grava nenhuma informação acerca do usuário; depois, utiliza um sistema de pesquisa baseado no&lt;i&gt;  crowdsourcing&lt;/i&gt; (tal como acontece com Wikipedia), no &lt;i&gt;mashup&lt;/i&gt; (utilizando várias fontes ao mesmo tempo: Yahoo, Wikipedia, Bing e Yandex entre outros) e num rastreador de propriedade (DuckDuckBot).&lt;br&gt;&lt;br&gt;DuckDuckGo é perfeito? Não. Em primeiro lugar tem um nome idiota (literalmente: "Pato Pato Vai"). Depois incluir Wikipedia e Bing entre as fontes não é o máximo de certeza. E tem que melhorar  quanto as importações das preferências e na imediatez do conceito. Mas DuckDuckGo, além de não recolher os dados dos utilizadores, não censura. A utilização é simples (intuitiva, tal como com Google), a velocidade é assinalável, os resultados óptimos e é oferecido um bom número de opções. Portanto, pode ser tranquilamente utilizado como motor de pesquisa principal. Decididamente aconselhado.&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;Gibiru&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br&gt;Gibiru  é totalmente desconhecido. Apesar disso, oferece pesquisa encriptadas  (maior segurança), não recolhe os dados do usuário, é simples e tem um  funcionamento intuitivo.&lt;br&gt;&lt;br&gt;F unciona? Mais ou menos. Apesar da velocidade  poder ser considerada normal, a gráfica é primitiva, as opções  inexistentes e o leque dos resultados não está particularmente amplo: ao  procurar o termo "socialist", Gibiru devolve pouco mais de 9 milhões e  meio de resultados, enquanto Google oferece quase 89 milhões... No entanto, com um termo simples como "casa" devolveu 367 milhões de resultados em 0.20 segundos, muito acima de Bing. Ponto negativo: está disponível só em inglês.&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;Gigablast&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br&gt;Projecto &lt;i&gt;open source&lt;/i&gt;, é sem dúvida o pior motor de pesquisa aqui analisado. Nada intuitivo, com uma interface que parece ter uns 20 anos, até oferece várias opções: mas numa altura em que dominam a simplicidade e a rapidez, Gigablast fica muito atrás. E está disponível apenas em língua inglesa. Pena, porque tem o seu próprio database. Esperemos que no futuro possa melhorar.   &lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;iStella&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br&gt;Trata-se  dum motor de pesquisa italiano com uma particularidade: nasce com a  intenção de fornecer ao usuário um novo meio de pesquisa, apresentando o  que não é indexado pelos outros mecanismos de pesquisa. Para isso,  iStella beneficia da associação com inúmeros arquivos públicos e  privados. iStella é obra da Tiscali, uma empresa privada de  telecomunicações, entre cujos acionistas destaca-se a Otkritie Holding,  uma empresa russa.&lt;br&gt;&lt;br&gt;Funciona? Não sei. Tudo bem do ponto de vista  gráfico, mas as opções são quase ausentes e o número de resultado é  limitado. Isso por si não é significativo, pois iStella não quer pôr-se  em competição com os grandes motores de pesquisa, a intenção é oferecer  resultados "diferentes": e, de facto, entre os resultados de "Informação  Incorrecta" encontrei links que não são disponibilizadas com Google;  além disso, é evidente que os resultado oferecidos são diferentes  daqueles de Google ou Bing. Mas para dizer uma palavra definitiva acho  ser preciso utilizar este motor ao longo de mais tempo: coisa que vou  fazer.&lt;br&gt;&lt;br&gt;Também neste caso, nada de idioma português. &lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;Ixquick/StartPage&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br&gt;IxQuick  e Startpage pertencem à mesma empresa sediada na Holanda, no entanto  apresentam algumas diferenças.&lt;br&gt;&lt;br&gt;Startpage oferece os mesmos resultados de  Google, só que afirma não recolher os dados do usuário. Ixquick é um  metamotor, isso é, oferece os resultados de outros motores de pesquisas,  nomeadamente de All the Web, Exalead, Open Directory, AltaVista,  Gigablast, Virgilio, Ask/Teoma, Google, Wikipedia, EntireWeb, MSN e  Yahoo!&lt;br&gt;&lt;br&gt;Entre os dois, sem dúvida o melhor é Ixquick, apesar deste ser o primeiro e único motor de pesquisa aprovado pela União Europeia (o que não é um grande mérito...). Por isso Ixquick já não pode ser alcançado (pelo menos a partir de Portugal), sendo que o usuário é redirecionado para StartPage... &lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;MetaGer&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br&gt;MetaGer é um metamotor (utiliza os resultados de vários outros motores) focado no respecto da privacidade (não recolhe dados pessoais). Baseado na Alemanha, nasce da cooperação entre a Associação para o Livre Acesso ao Conhecimento e a Universidade de Hannover: o sistema está baseado em 24 pequenos rastreadores sob o controlo de MetaGer. As opções de pesquisas são muitas, até é possível incluir ou excluir os resultados de determinados motores de pesquisa. E é &lt;i&gt;open source&lt;/i&gt;.&lt;br&gt;&lt;br&gt;Aconselhado? Sim, sem dúvida, apesar de ter um problema: está disponível só em alemão, inglês e espanhol.&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;Search Encrypt&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br&gt;Search Encrypt é uma empresa sediada em Chipre que faz da proteção da privacidade a sua razão de ser. Mais do que um motor de pesquisa, Search Encrypt parece filtrar os pedidos de dados pessoais de outros motores, como Google, Bing ou Yahoo. Ao procurar "socialist", entre os (poucos) resultados não aparecia WSWS. &lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;div&gt;
&lt;span&gt;Swisscows&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;br&gt;Swisscows é um motor de pesquisa inteiramente suíço que impressiona bastante. Da apresentação da empresa:&lt;br&gt;&lt;div&gt;&lt;blockquote&gt;
&lt;span id="result_box"&gt;&lt;span&gt;Os seus temas, os endereços IP e os seus dados pessoais não são armazenados ou reutilizados para outras atividades comerciais. &lt;/span&gt;&lt;span&gt;Os servidores estão todos na Suíça, os dados não acabam nas mãos de agências dos EUA ou de outros curiosos. [...] &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Google  armazena as suas pesquisas e mostra a publicidade relacionada. É assim  que você compra em sites escolhidos por Google e come em restaurantes  que Google escolheu para você. Google afeta a sua vida e toma decisões  por você. Você é uma marioneta de aparência humana. O seu comportamento é  monitorizado, memorizado e finalmente analisado. É assim que você  recebe listas de links ou resultados de pesquisa que são manipulados e  conformados". &lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;Promete bem. Mas como funciona?&lt;br&gt;&lt;br&gt;Graficamente  é sem dúvida o melhor, até bate Google neste aspecto. A velocidade é  óptima, as opções numerosas mas... mas o &lt;i&gt;partner&lt;/i&gt; é Bing e no site não  fica esclarecido até a que ponto o motor de pesquisa da Microsoft influi  nos resultados: apesar dos &lt;i&gt;servers&lt;/i&gt; da empresa estarem todos localizados  na Suíça, não é claro se Swisscows utiliza um seu motor de pesquisa  também ou se os resultados são unicamente aqueles de Bing. Após efectuar  algumas pesquisas (utilizando como termo as páginas de Informação  Incorrecta "escondidas" por Google), parece que os resultados sejam  exactamente os mesmos (até são apresentados na mesma ordem), o que faz  duvidar e não pouco...&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;Unbubble&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br&gt;Unbubble é um metamotor interessante. Não recolhe dados do usuário, usa conexões SSL, não apresenta &lt;i&gt;widget&lt;/i&gt; ou publicidade de terceiros, sobrevive só com doações e, coisa não indiferente, admite que oferecer neutralidade nas pesquisas não é simples apesar de todos os cuidados. Atrás de Unbubble fica Sasse, uma empresa de software especializada em segurança.&lt;br&gt;&lt;br&gt;Os problemas de Unbubble? O número de resultados está longe de ser espantoso, assim como a "profundidade" dos mesmos; oferece vários idiomas mas não o português. E para acabar: Informação Incorrecta nem existe entre os resultados da pesquisa feita utilizando o termo "Informação Incorrecta".    &lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;Yacy&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br&gt;Yacy é um motor de pesquisa muito particular: não é disponível como página intenet mas tem que ser instalado no computador. Isso porque Yaci funciona com uma rede &lt;i&gt;peer to pee&lt;/i&gt;r, exactamente como acontece com o navegador Tor. Não é único &lt;i&gt;search engine &lt;/i&gt;deste tipo (há também o Searx, por exemplo), mas não é de utilização imediata: é preciso antes descarregar o programa, instala-lo, abrir o endereço localhost 89/90... neste artigo estamos à procura de algo mais simples e imediato. &lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;Yandex&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br&gt;É um motor de pesquisa russo, sem dúvida o melhor entre as opções daquele País. Muitas as opções, não falta nada; rápido, muitos os resultados. Oferece espaço&lt;i&gt; cloud&lt;/i&gt; para armazenamento, serviço de posta electrónica, mapas, tradutor... tudo. Muitos os resultados de "Informção Incorrecta".&lt;br&gt;&lt;br&gt;Problema? Sim, um: é russo. Isso é: se Google censura resultados no Ocidente, é verosímil que o mesmo aconteça no Leste com Yandex, tal como Baidu faz na China. No entanto, Yandex é um super-motor que utiliza a inteligência artificial nas suas pesquisas. É uma valiosíssima alternativa a Google, ao qual provavelmente é superior. Pode ser utilizado para obter um ponto de vista diferente do ocidental, sem esquecer a sua origem.&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;Conclusões &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br&gt;O panorama não é animador. Na internet podem ser encontrados muitos motores de pesquisa que nascem e morrem passado pouco tempo enquanto o monopólio de Google é quase total e as alternativas realmente independentes são poucas: excluindo os motores especializados ou aqueles que preveem uma instalação para serem utilizados a partir do &lt;i&gt;desktop&lt;/i&gt;, a maior parte dos motores de pesquisa online utilizam os databases de Google, Bing ou Yahoo.&lt;br&gt;&lt;br&gt;Duck Duck Go permanece como a melhor alternativa: é realmente válido e sem dúvida aconselhado. A seguir: Yandex, tendo em conta que recolhe dados pessoais, e MetaGer que, como o motor de pesquisa russo, não disponibiliza versões em português. A espreitar: iStella e Gibiru, apesar de serem motores de nicho.&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;Ipse dixit.&lt;div&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/InformaoIncorrecta?a=_0XOYwNj18A:065cZ8h1EgQ:yIl2AUoC8zA"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/InformaoIncorrecta?d=yIl2AUoC8zA" border="0"&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/InformaoIncorrecta?a=_0XOYwNj18A:065cZ8h1EgQ:63t7Ie-LG7Y"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/InformaoIncorrecta?d=63t7Ie-LG7Y" border="0"&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/InformaoIncorrecta?a=_0XOYwNj18A:065cZ8h1EgQ:qj6IDK7rITs"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/InformaoIncorrecta?d=qj6IDK7rITs" border="0"&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/InformaoIncorrecta?a=_0XOYwNj18A:065cZ8h1EgQ:dnMXMwOfBR0"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/InformaoIncorrecta?d=dnMXMwOfBR0" border="0"&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/InformaoIncorrecta/~4/_0XOYwNj18A" height="1" width="1" alt=""&gt;</description><pubDate>Mon, 21 May 2018 16:55:05 -0300</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/informacaoincorrecta/blog/os-melhores-motores-de-pesquisa-contra-a-censura</link><guid>http://blogoosfero.cc/informacaoincorrecta/blog/os-melhores-motores-de-pesquisa-contra-a-censura</guid></item><item><title>A censura de Google</title><description>&lt;a href="https://4.bp.blogspot.com/-sFV562EjZic/WwGD80_zDVI/AAAAAAAAYiA/8PGDS9rEkjc0cXG5Nm-C8GJBzeP8XypXQCLcBGAs/s1600/14.jpg"&gt;&lt;img border="0" src="https://4.bp.blogspot.com/-sFV562EjZic/WwGD80_zDVI/AAAAAAAAYiA/8PGDS9rEkjc0cXG5Nm-C8GJBzeP8XypXQCLcBGAs/s1600/14.jpg"&gt;&lt;/a&gt;Nos últimos meses, desde que Google anunciou os seus planos de não deixar que usuários acessem &lt;i&gt;fake news &lt;/i&gt;(notícias falsas), o tráfego global de um amplo leque de organizações de esquerda, progressistas, independentes, contra a guerra ou em favor dos direitos democráticos teve uma queda significativa.&lt;br&gt;&lt;br&gt;No anterior 25 de Abril, Google tinha anunciado a implementação de mudanças no seu serviço de pesquisa para tornar mais difícil acessar a que chamou de "informação de baixa qualidade”, um conceito que inclui as chamadas “teorias de conspiração” e as &lt;i&gt;fake news&lt;/i&gt;. A empresa afirmou que o propósito central da mudança nos seus algoritmos de pesquisa era obter um maior controle na identificação de conteúdo considerado duvidoso. Declarou que tinham sido “melhorados os nossos métodos de avaliação e actualizados os algoritmos” de modo a “evidenciar conteúdos mais autoritários”.&lt;br&gt;&lt;a name="more"&gt;&lt;/a&gt; &lt;br&gt;O texto continuava: “No mês passado atualizamos as nossas Diretrizes de Avaliação em Qualidade de Pesquisa para fornecer exemplos mais detalhados de páginas de baixa qualidade na web, para que os moderadores as denunciem adequadamente”. Esses moderadores são instruídos para sinalizar “experiências desagradáveis de usuários”, incluindo páginas que apresentem “teorias da conspiração”, a menos que “a consulta indique claramente que o usuário está a procurar um ponto de vista alternativo”. &lt;br&gt;&lt;br&gt;Google não explicita o que quer dizer com a expressão “teoria da conspiração” e a categoria de “notícias falsas” é ampla e amorfa; ao mesmo tempo, os algoritmos de pesquisa não são tornados públicos e ninguém conhece quais as variáveis discriminatórias. No entanto, é importante sinalizar a mudança, agora oficial e reconhecida pela mesma empresa, do papel desenvolvido na internet: ao filtrar os resultados das pesquisas, Google abandona definitivamente o papel de instrumento de procura para tornar-se uma entidade julgadora que avalia quanto publicado e filtra os resultados consoante os seus objectivos.&lt;br&gt;&lt;br&gt;E os objectivos parecem claros: restringir o acesso a sites alternativos, cuja cobertura e interpretação dos factos estejam em conflito com os meios de comunicação&lt;i&gt; mainstream&lt;/i&gt;. &lt;br&gt;&lt;br&gt;Ao sinalizar os conteúdos de modo que não apareçam nas primeiras páginas dos resultados de pesquisas, Google pode, nos factos, bloquear o acesso dos usuários a determinados locais da internet. Sendo Google o principal meio de pesquisa utilizado no mundo, é realmente capaz de esconder ou soterrar conteúdos divergentes por meio da manipulação do &lt;i&gt;ranking&lt;/i&gt;. &lt;br&gt;&lt;br&gt;Informação Incorrecta é apenas um entre um número desconhecido de sites e blogues que foram atingidos por estas medidas: nos meses após a implementação dos novos algoritmos, um número sensivelmente inferior de usuários conseguiu acessar a páginas web independentes ou "fora do coro": outros sites que tiveram súbitas quedas no &lt;i&gt;ranking&lt;/i&gt; como WikiLeaks, Alternet, Counterpunch, Global Research, Consortium News, Truthout, World Socialist Web, União Americana de Liberdades Civis e Amnistia Internacional só para citar alguns nomes.&lt;br&gt;&lt;br&gt;O World Socialist Web Site (WSWS) analisou os seus próprios dados e reparou que enquanto em Abril de 2017 as pesquisa de Google deram origem a 422.460 visitas, no sucessivo mês de Julho as visitas caíram para cerca de 120 mil: uma queda de mais de 70%. Mesmo utilizando termos de pesquisa tais como “socialista” e “socialismo”, os leitores tiveram cada vez mais dificuldade para localizar o WSWS com Google. Mas o WSWS não é um site de &lt;i&gt;fake news&lt;/i&gt; e nem de teoria da conspiração: é um site socialista, o órgão oficial do Comité da Quarta Internacional. Podemos não concordar com o seu ponto de vista político (e eu não concordo), mas temos que reconhecer-lhe uma linha editorial que oferece conteúdos e análises de qualidade.&lt;br&gt;&lt;br&gt;Portanto, as ações do Google constituem uma clara forma de censura política e são um ataque à liberdade de expressão. Como defender-se? Tudo está nas mãos do Leitores: são eles que decidem se apoiar a censura de Google ou se recusa-la. E esta decisão é tomada na altura em que é escolhido o motor de pesquisa: utilizar Google significa validar a sua conduta, não utiliza-lo significa recusa-la.&lt;br&gt;&lt;br&gt;Existem alternativas ao Google? Sim, existem. Nos próximos dias, Informação Incorrecta irá analisar&lt;br&gt;os motores de pesquisa alternativos e publicará os resultados. No entanto, é possível desde já mudar para &lt;a href="https://duckduckgo.com/" target="_blank"&gt;DuckDuckGo&lt;/a&gt; (antecipamos: provavelmente a melhor das alternativas), motor que, entre as outras coisas, não recolhe os dados dos utilizadores.&lt;br&gt;&lt;br&gt;Ao mesmo tempo, como já antecipado, o blog está a preparar-se para abandonar a plataforma Blogger (que pertence a Google) em favor de Wordpress.&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;Ipse dixit. &lt;br&gt;     &lt;br&gt;Fonte: &lt;a href="https://wsws.org/"&gt;WSWS&lt;/a&gt;&lt;div&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/InformaoIncorrecta?a=jFyLrdFVhak:utDlJBt_6dI:yIl2AUoC8zA"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/InformaoIncorrecta?d=yIl2AUoC8zA" border="0"&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/InformaoIncorrecta?a=jFyLrdFVhak:utDlJBt_6dI:63t7Ie-LG7Y"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/InformaoIncorrecta?d=63t7Ie-LG7Y" border="0"&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/InformaoIncorrecta?a=jFyLrdFVhak:utDlJBt_6dI:qj6IDK7rITs"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/InformaoIncorrecta?d=qj6IDK7rITs" border="0"&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/InformaoIncorrecta?a=jFyLrdFVhak:utDlJBt_6dI:dnMXMwOfBR0"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/InformaoIncorrecta?d=dnMXMwOfBR0" border="0"&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/InformaoIncorrecta/~4/jFyLrdFVhak" height="1" width="1" alt=""&gt;</description><pubDate>Sun, 20 May 2018 16:52:21 -0300</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/informacaoincorrecta/blog/a-censura-de-google</link><guid>http://blogoosfero.cc/informacaoincorrecta/blog/a-censura-de-google</guid></item><item><title>Informaçaõ Incorrecta muda: Blogger é morto, viva Wordpress!</title><description>Espreitei Google Console, uma ferramenta ao dispor dos donos de blogues. E encontrei o que já tinha imaginado considerados os desempenhos do blog nos últimos meses: desde Fevereiro deste ano, a visibilidade de Informação Incorrecta no principal motor de pesquisa caiu à pique.&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="https://1.bp.blogspot.com/-DbthF-44M6I/WvtheE7InTI/AAAAAAAAYbc/NpoTKNTQxD0TGAvoPfRiV6a6e-Owf_NigCLcBGAs/s1600/Clipboard01.jpg"&gt;&lt;img border="0" src="https://1.bp.blogspot.com/-DbthF-44M6I/WvtheE7InTI/AAAAAAAAYbc/NpoTKNTQxD0TGAvoPfRiV6a6e-Owf_NigCLcBGAs/s1600/Clipboard01.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Google passou de 3.684 url's indexados (isso é, exibidos pelo motor de pesquisa) para 134. Significa que 3.550 url's (na prática, cada url é um artigo publicado) foram atirados para o lixo, não sendo visíveis pelo motor de pesquisa mais utilizado no mundo. Nem um aviso, nada.&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;a name="more"&gt;&lt;/a&gt;Perdi uma hora abundante para tentar perceber qual o/s problema/s, utilizando os instrumentos disponibilizados por Google. Encontrei este relatório:&lt;br&gt;&lt;div&gt;
&lt;blockquote&gt;Não detectámos quaisquer problemas de conteúdos no seu site. Ao  efectuarmos o rastreamento do seu site, verificamos a existência de  potenciais problemas nos conteúdos das páginas, incluindo a duplicação,  ausência ou existência de tags de títulos ou descrições dos metadados.  Esses problemas não impedem que o site seja apresentado nos resultados  de pesquisa do Google, mas deve procurar resolvê-los a fim de fornecer  mais informações ao Google e mesmo ajudar a direccionar tráfego para o  seu site. Por exemplo, o texto do título e da descrição dos metadados  pode ser apresentado em resultados de pesquisa e um texto descritivo e  útil é mais apelativo para os utilizadores.&lt;/blockquote&gt;
&lt;div&gt;Ou seja: faltam tags e metadados (descrições não visíveis aos Leitores), coisa que já sabia (sempre descuidei deste aspecto, não é uma novidade). O que chateia é a primeira frase: não foram detetados problemas de conteúdo e mesmo assim Google "cortou" 3.550 páginas. Só culpa dos tags e metadados? Impossível: estes são elementos que podem ajudar a melhor posicionar um site aos olhos dum motor de pesquisa, mas não "apagam" milhares de páginas.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Testei o robot.txt (um instrumento que permite uma melhor comunicação entre blog e motor de pesquisa), e o resultado é que tudo está em ordem. Já agora, eis o resultado do teste.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;a href="https://1.bp.blogspot.com/-wHhPs8XFb2E/WvtmNrvT78I/AAAAAAAAYbo/dx4h5zUCdjQIgWEuTvAeEm0EFBZQZ4v-ACLcBGAs/s1600/Clipboard01.jpg"&gt;&lt;img border="0" src="https://1.bp.blogspot.com/-wHhPs8XFb2E/WvtmNrvT78I/AAAAAAAAYbo/dx4h5zUCdjQIgWEuTvAeEm0EFBZQZ4v-ACLcBGAs/s1600/Clipboard01.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Eliminei um comentário suspeito (pois, os comentários podem ser utilizados para criar problemas: não com as palavras mas com os códigos), pedi para Google indexar tudo outra vez, agora. Há um único erro soft 404 (que poderia resolver mas já não tenho paciência) e os parâmetros de URL não têm problemas:&lt;br&gt;&lt;div&gt;&lt;blockquote&gt;De momento, o Googlebot não tem problemas com a cobertura do seu Web  site, por isso não precisa de configurar os parâmetros do URL. (A  configuração incorreta de parâmetros pode levar a que páginas do seu Web  site sejam retiradas do nosso índice, por isso recomendamos que use  esta ferramenta apenas se for necessário.) &lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;Também do ponto de vista do HTML nenhum problema. Resumindo: blog com discreta saúde, no qual não mudei uma virgula nos últimos tempos no nível estrutural (o que não é a mesma coisa que dizer "mudar de aspecto": mas isso, a não ser que haja erros macroscópicos, não influi nos arquivo já publicados do ponto de vista estrutural), apenas assunto que poderiam ser resolvido sem muitas dificuldades.&lt;br&gt;&lt;br&gt;Mas neste altura da temporada estou farto: não entendo como um motor de pesquisa e uma plataforma que hospeda blogues possam atirar para o lixo (tornando-o invisível) mais de 96% do material publicado sem nem um pio. Porque foi isso que se passou: nem um aviso.&lt;br&gt;&lt;br&gt;Pelo que, mudança: Informação Incorrecta vai mudar-se para Wordpress.&lt;br&gt;A ideia não é nova, pois Wordpress é um host de categoria superior que oferece instrumentos também superiores. E é um projecto open source, mais em linha com as minhas ideias (e, suponho, com aquelas da maioria dos Leitores).&lt;br&gt;&lt;br&gt;Vantagens? Como afirmado: Wordpress oferece muito mais, tanto do ponto de vista do autor quanto daquele do Leitor, pois há mais instrumentos para participar na vida do blog.&lt;br&gt;&lt;br&gt;Desvantagens? Bastantes. Todo o processo de mudança implica a revisão de muito o que hoje é Informação Incorrecta na internet: pensamos só nas ligações com os outros blogs (os links), nos feeds, etc... Coisas que deverão ser mudadas.&lt;br&gt;Depois há os problemas de quem (eu) viveu ao longo de anos num determinado ambiente de trabalho (Blogger) e de repente tem que aprender a utilizar outro (Wordpress). Para acabar, os problemas com o motor de pesquisa Google permanecem, a mudança provavelmente não vai resolve-los.&lt;br&gt;&lt;br&gt;Todavia, as vantagens são a parte preponderante: uma plataforma mais completa e a possibilidade de abandonar Google para abraçar um projecto open source.&lt;br&gt;&lt;br&gt;Vou começar a reunir informações para reduzir ao máximo os erros na transição, depois vou mudar o blog. Obviamente, os Leitores ficarão avisado antecipadamente e estarão actualizados acerca de todas as mudanças do caso.&lt;br&gt;&lt;br&gt;Obrigado pela atenção.&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;Ipse dixit.&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/InformaoIncorrecta?a=V9Ld0Iw1xKg:6FfctLO-kVA:yIl2AUoC8zA"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/InformaoIncorrecta?d=yIl2AUoC8zA" border="0"&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/InformaoIncorrecta?a=V9Ld0Iw1xKg:6FfctLO-kVA:63t7Ie-LG7Y"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/InformaoIncorrecta?d=63t7Ie-LG7Y" border="0"&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/InformaoIncorrecta?a=V9Ld0Iw1xKg:6FfctLO-kVA:qj6IDK7rITs"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/InformaoIncorrecta?d=qj6IDK7rITs" border="0"&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/InformaoIncorrecta?a=V9Ld0Iw1xKg:6FfctLO-kVA:dnMXMwOfBR0"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/InformaoIncorrecta?d=dnMXMwOfBR0" border="0"&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/InformaoIncorrecta/~4/V9Ld0Iw1xKg" height="1" width="1" alt=""&gt;</description><pubDate>Fri, 18 May 2018 16:47:45 -0300</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/informacaoincorrecta/blog/informacao-incorrecta-muda-blogger-e-morto-viva-wordpress</link><guid>http://blogoosfero.cc/informacaoincorrecta/blog/informacao-incorrecta-muda-blogger-e-morto-viva-wordpress</guid></item></channel></rss>