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Contra-senso? Em 2021 Brasil bate recorde de exportação de milho e…importa milho para conter aumento dentro do país

30 de Julho de 2021, 12:15 , por Luíz Müller Blog - | No one following this article yet.
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Se houvesse um mínimo de preocupação com o povo, o Governo limitaria a exportação para evitar que aconteça a falta e a subida de preços.

É assim com o Soja, arroz, milho e outros grãos. O Governo deixa tudo aos interesses dos capitalistas do “mercado”. Vendem quanto querem pra fora por que dá dinheiro e depois compram o mesmo grão de volta pagando mais caro.

Mas a gente não come tanto milho…Mas até onde os preços permitem, a gente come carne de frango, porco e gado, que consomem principalmente ração feita de…milho.

Paro aqui meu comentário e publico artigo do CANAL RURAL, que tenta dizer que esta barbaridade que reduz a capacidade de compra da Classe Média e aumenta a fome da parte mais pobre da sociedade, é coisa “normal” e que vai melhorar. Mas se você ler bem, vai ver que o “melhorar” é para a mesma meia dúzia que ganhou dinheiro exportando o Milho e …importando o mesmo milho.

Quando grãos deixam de ser tratados como alimento e passam a ser tratados com o dinheiro, quem tem pouco ou nenhum dinheiro come menos ou até passa fome.

A importação recorde de milho, de até 4 milhões de toneladas, pode conter o preço no mercado interno. Na Argentina, a commodity está sendo vendida na faixa de R$ 15 a R$ 20 por saca. Quem comenta a atual conjuntura do mercado de grãos é Benedito Rosa:

“É difícil fazer uma projeção de preços, sobretudo numa economia mundial e brasileira com tantas variações e fatores. É difícil prever. Porém, nas últimas semanas, eu fiquei menos pessimista com relação ao comportamento dos preços no segundo semestre. O Brasil deverá consumir algo como 40 milhões de toneladas neste segundo semestre. A especulação está alta, mas acho que os preços tendem a diminuir. Aliás, é inédito o preço do mercado interno de milho estar acima da importação. Então, por que um pessimismo menor em relação ao comportamento dos preços? Agora estão entrando os volumes mais expressivos da segunda safra e as importações da Argentina estão acontecendo, o que são indicadores de que os preços podem baixar. A partir de setembro, entra a safra americana, acho que no final de agosto já começam as importações para os portos do Nordeste vindas do Golfo do México. Esse é outro fator para a diminuição dos preços do milho”, analisa Rosa.

“Há duas dúvidas que incomodam. Uma é se a indústria de suínos vai conseguir repassar os preços para o consumidor numa situação dessas que estamos vivendo. Outra questão é se a China vai conseguir avançar no seu plantel de carne suína e importar menos produto. Enfim, num quadro como esse, meio turvo, com muitas variáveis e interferências, é difícil fazer uma previsão sobre o preço. Mas, eu repito, acho que o preço do milho não vai passar de R$ 100, a especulação tende a diminuir e chegaremos a janeiro como todos esperamos, com um aumento expressivo na produção de milho nacional”, conclui o comentarista.


Fonte: https://luizmuller.com/2021/07/30/contra-senso-em-2021-brasil-bate-recorde-de-exportacao-de-milho-e-importa-milho-para-conter-aumento-dentro-do-pais/

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