Zucco e Van Hatten: Muito dinheiro pra Emendas PIX e nenhum olhar pras necessidades concretas do Povo!!
O Governo Federal federal começou a pagar o Seguro Defeso atrasado a milhares de pescadores artesanais do Rio Grande do Sul. Depois de meses de sofrimento, famílias sem renda, contas de luz e água acumuladas, protestos em frente ao INSS e relatos desesperados de quem vive exclusivamente da pesca na Lagoa Mirim, Lagoa dos Patos e regiões do Sul gaúcho.
O Seguro Defeso foi Criado no 1º Governo Lula para garantir que os Pescadores não precisem pescar na época da reprodução dos peixes, a pirecema. O valor é de 1 Salário Mínimo mensal durante a piracema.
Segundo reportagem da Zero Hora, só na região da Lagoa Mirim são cerca de 630 pescadores prejudicados, entre São Lourenço, Pelotas, Rio Grande, Arroio Grande, Santa Isabel, etc. No total, são Mais de 3 mil na Zona Sul em atrasos anteriores.
O ministro da Pesca André de Paula admitiu: o problema é orçamentário. Faltou dinheiro em 2025, por que o Governo Lula foi OBRIGADO a pagar as Emendas dos Deputados, por que estas são “Impositivas”.
Do Orçamento de Foram necessários R$ 2,5 bilhões em negociação com Lula e o Ministério da Previdência, além de uma medida provisória para furar o teto de gastos e poder pagar agora o que os Pescadores não receberam em 2025.
Mas pras emendas PIX teve. As emendas PIX são que deputados e senadores mandam direto para quem quiserem, sem licitação rígida, sem controle efetivo e, sobretudo, sem nenhuma relação com prioridade nacional.
Deputados gaúchos como Marcel Van Hattem (Novo), Luciano Zucco (PL) e Ubiratan Sanderson (PL) — para citar só os mais citados pela plataforma De Olho em Você, que fiscaliza esses gastos — destinaram milhões em emendas individuais e de bancada, incluindo as de transferência especial (as famosas PIX).
Van Hattem, por exemplo, tem R$ 12 milhões autorizados só em transferências especiais para o RS no orçamento de 2026. Zucco e Sanderson também não ficam atrás: indicam recursos para cidades e regiões que mais lhes convem em seus redutos eleitorais. Dinheiro que, na prática, vira propaganda, placa de obra e voto na próxima eleição.
Isso não é exceção. É regra. Em janeiro de 2026 o governo já foi obrigado a desembolsou R$ 1,5 bilhão só em emendas parlamentares (elas são impositivas. ou seja, Lula não pode contestar, é obrigado a pagar) — recorde histórico para o mês. Enquanto isso, pescador honesto do Rio Grande do Sul vendia rede, móvel ou pedia ajuda para comer.
Este é o mal das emendas parlamentares no Brasil. Elas sequestram o Orçamento da União, transformam o Congresso em distribuidor de verbas eleitoreiras e deixam setores essenciais — Saúde, Educação, segurança alimentar, benefícios trabalhistas como o Seguro Defeso — à mercê de sobras orçamentárias.
O pescador artesanal, que gera emprego, sustenta famílias inteiras em municípios pobres e preserva o meio ambiente ao respeitar o defeso, vira refém do capricho político. Enquanto isso, deputado manda Emenda PIX para fazer obra e sabe-se lá o que mais, na cidades onde quer voto, sem transparência nenhuma .
É clientelismo puro, travestido de “emenda impositiva”. É o Congresso dizendo ao Executivo: “você cuida do país com o orçamento que sobra e nós cuidamos da nossa reeleição”. E o povo paga a conta — literalmente.
O pagamento que começa agora é vitória parcial dos pescadores gaúchos que cobraram, protestaram e não se calaram. Mas não pode ser maquiagem.
Enquanto o modelo de emendas parlamentares — especialmente as PIX — continuar existindo como está, casos como este vão se repetir: benefício essencial atrasado, dinheiro público jorrando para interesse privado de mandato.Chega.
O Brasil não aguenta mais esse toma-lá-dá-cá que privilegia o eleitoreiro em detrimento do essencial. Acabar ou limitar drasticamente as emendas parlamentares não é ataque ao Congresso.
É defesa da República, da boa gestão e, no caso concreto, respeito ao pescador artesanal gaúcho que só quer trabalhar e receber o que lhe é de direito.
Pescador não vive de promessa. Vive de peixe. E o povo brasileiro não merece ser tratado como eleitor de segunda enquanto deputado de primeira classe faz caixa eleitoral com dinheiro público.
E tem mais Deputados que pegam Emendas PIX…

