<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"><channel><title>Flux RSS de Luiz Muller</title><link>http://blogoosfero.cc/luiz-muller</link><description>Le contenu de Luiz Muller publié à Blogoosfero</description><item><title>Lula Convoca Petistas a assumirem “Briga contra Emendas Parlamentares” no próximo Mandato</title><description>
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			Leia e Assista:
			
		
		


&lt;p&gt;Em discurso na Convenção Nacional do PT, Lula criticou de forma dura as Emendas Parlamentares e o papel nefasto que elas representam na Governança e na Democracia brasileira e chamou petistas candidatos a se juntarem a ele na briga contra as estas emendas.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Em Dezembro de 2025 publiquei aqui o artigo &lt;a href="https://luizmuller.com/2025/12/02/nao-tem-como-transformar-emenda-parlamentar-em-limonada-diz-olivio-dutra-no-encontro-do-pt-rs-leia-e-assista/"&gt;&lt;strong&gt;Não tem como transformar Emenda Parlamentar em limonada, diz Olívio Dutra no Encontro do PT/RS (Leia e Assista&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;), mostrando como estas Emendas levam a desconstituição do tecido democrático e desorganizam sistemas como o da Saúde e da Educação e pior, levam a corrupção e a degeneração até mesmo do espirito de Construção Coletiva, um dos principais sustentáculos da força do PT na Sociedade.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;No discurso, Lula cita o Exemplo de uma Emenda Parlamentar de um Senador Petista, que cria uma Universidade em uma Cidade. Parece bom a principio. Só que Não. A Educação Pública Brasileira é um Sistema. E Planejar, Estruturar e financiar este Sistema, é papel do Executivo (Em qualquer lugar do mundo, aliás). Lula disse que vetará a Emenda que instalaria a tal Universidade.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Como é possível constituir um Planejamento claro dos Grandes Sistemas como o SUS, se cada um dos 513 Deputados e 81 Senadores fazem Emendas na área da Saúde, não para construir UPAS, UBS ou Hospitais onde é mais necessário, de acordo com o Planejamento da União, mas onde isto contentará mais seus eleitores, para angariar votos? &lt;/p&gt;



&lt;p&gt;São alguns poucos exemplos dos muitos que é possível dar, para mostrar que Emendas Parlamentares não deveriam existir, pois atendem os interesses apenas dos Parlamentares, Prefeitos e Vereadores que tem por objetivo angariar votos numa região ou município e não o atendimento Planejado e Qualificado do conjunto dos cidadãos.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;E em 2026 as Emendas Parlamentares somaram R$ 61 Bilhões de Reais. Isto é muito mais Dinheiro que o Executivo, a Presidência da República tem no orçamento para poder Investir. &lt;/p&gt;



&lt;p&gt;E nem falei da grande roubalheira e corrupção que boa parte destas emendas representam. Emendas PIX que destas, nem os eleitores ficam sabendo pra quem e pra onde o dinheiro vai. Destas a gente fica sabendo quando algum Ministro do STF resolve mandar Investigar. E aí descobre que neste caso o dinheiro foi pros “amigos” ou pros próprios parlamentares autores das tais Emendas.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;E pior: Como são Impositivas, o Governo tem que Pagar. &lt;/p&gt;



&lt;p&gt;E os Parlamentares do PT, como mostram o Lula e o Olivio Dutra nos discursos que descrevo, se convenceram de que as Emendas não são boas pro Sistema, mas já que existem, acham que “da pra transformar Limão em Limonada”. &lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Não dá. Por que Emendas Parlamentares são isto: pessoais do Deputado. E desorganizam o Sistema por que impedem o Executivo de executar os Serviços e Obras de acordo com planejamento nacional. &lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Ao contrário: Chegamos ao absurdo de ter Ministérios tendo que “mendigar” Emendas no Congresso Nacional, para poderem executar serviços e obras que são atribuições suas de acordo com a Constituição.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;O PT, com a experiência positiva do ORÇAMENTO PARTICIPATIVO, que é referência no mundo todo, tem o que propor na próxima legislatura, para que junto com o Lula, o povo e o Brasil ganhem esta Briga contra as Emendas Parlamentares.&lt;/p&gt;



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&lt;blockquote&gt;&lt;a href="https://luizmuller.com/2025/12/02/nao-tem-como-transformar-emenda-parlamentar-em-limonada-diz-olivio-dutra-no-encontro-do-pt-rs-leia-e-assista/"&gt;Não tem como transformar Emenda Parlamentar em limonada, diz Olívio Dutra no Encontro do PT/RS (Leia e Assista)&lt;/a&gt;&lt;/blockquote&gt;

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&lt;img width="888" height="591" src="https://luizmuller.com/wp-content/uploads/2026/08/pol423466600362877724896692.jpg?w=888" alt=""&gt;</description><pubDate>Wed, 05 Aug 2026 21:58:36 -0300</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/luiz-muller/blog/lula-convoca-petistas-a-assumirem-briga-contra-emendas-parlamentares-no-proximo-mandato</link><guid>http://blogoosfero.cc/luiz-muller/blog/lula-convoca-petistas-a-assumirem-briga-contra-emendas-parlamentares-no-proximo-mandato</guid></item><item><title>Pimenta rebate Eduardo Leite: “Não deixarei de fiscalizar e cobrar o governo do RS por obras que ainda nem saíram do papel”</title><description>&lt;a href="https://luizmuller.com/wp-content/uploads/2026/08/redimensionar-imagem-para-53.png"&gt;&lt;img width="610" height="320" src="https://luizmuller.com/wp-content/uploads/2026/08/redimensionar-imagem-para-53.png?w=610" alt=""&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Leia o artigo e assista o Vídeo:&lt;/strong&gt;



&lt;p&gt;&lt;em&gt;Deputado afirma que manterá críticas à condução do governo estadual, destaca investimentos federais na reconstrução do Rio Grande do Sul e defende que divergências políticas sejam tratadas com respeito.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) divulgou, nesta quarta-feira (5), um vídeo em resposta às declarações do governador Eduardo Leite (PSD), afirmando que não aceitará provocações para transformar o debate político em uma troca de ofensas pessoais. Na manifestação publicada em suas redes sociais, Pimenta disse que seguirá fazendo críticas à gestão estadual, mas ressaltou que suas divergências são exclusivamente políticas e que continuará tratando o governador com respeito.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Logo no início do vídeo, Pimenta fala que “na vida e na política existem algumas qualidades muito importantes: gratidão, humildade e respeito” e lamenta que o governador tenha adotado, segundo ele, um tom incompatível com a função que ocupa. “Você é governador do Estado do Rio Grande do Sul. Independentemente de qualquer coisa, deve se portar como governador de todos os gaúchos e gaúchas”, declarou.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Pimenta afirmou que Eduardo Leite tem buscado provocar um confronto político nas redes sociais após cobranças feitas pelo deputado sobre o atraso das obras do sistema de proteção contra enchentes na Região Metropolitana. “Não deixarei de fiscalizar e cobrar o governo do RS por obras que ainda nem saíram do papel”, afirmou. Sobre a participação do governo federal na viabilização do novo Pronto Socorro de Pelotas, Pimenta disse que os questionamentos são baseados em fatos e não representam qualquer tentativa de desmerecer a atuação do Estado ou da Prefeitura.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;em&gt;Custeio do Pronto Socorro de Pelotas&lt;/em&gt;&lt;br&gt;Ao tratar do Hospital de Pronto Socorro de Pelotas, Pimenta destacou que o governo federal terá papel decisivo na manutenção da unidade, com previsão de aproximadamente R$ 130 milhões por ano para o custeio dos serviços, enquanto o governo estadual deverá aportar cerca de R$ 30 milhões anuais e o município aproximadamente R$ 40 milhões. “Nunca neguei a participação do Estado e da Prefeitura. O que não se pode fazer é esconder a contribuição decisiva do governo do presidente Lula para tornar esse projeto realidade”, afirmou.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;O deputado também voltou a destacar as ações do governo federal na reconstrução do Rio Grande do Sul após as enchentes. Segundo ele, a suspensão do pagamento da dívida do Estado permitiu a criação do Funrigs (Fundo do Plano Rio Grande), garantindo R$ 14 bilhões para a reconstrução. Além disso, lembrou que milhares de famílias receberam auxílio emergencial, produtores rurais e empresas tiveram acesso à renegociação de dívidas, mais de dois mil planos de trabalho da Defesa Civil foram aprovados e R$ 6,5 bilhões foram destinados ao sistema de proteção contra cheias da Região Metropolitana por meio do Firece (Fundo de Apoio à Infraestrutura para Recuperação e Adaptação a Eventos Climáticos Extremos).&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;em&gt;Debate baseado em respeito e responsabilidade&lt;/em&gt;&lt;br&gt;Na manifestação, Pimenta criticou ainda áreas da administração estadual, como saúde, educação, segurança pública e infraestrutura. O deputado afirmou, ainda, que o governo Leite deixará para a próxima gestão uma dívida de quase R$ 5 bilhões prevista no projeto da Lei Orçamentária para 2027, além de apontar o crescimento das filas na saúde e a desvalorização dos servidores públicos. Também reafirmou sua oposição à utilização de recursos da reconstrução em concessões rodoviárias e voltou a condenar a implantação do sistema de pedágio eletrônico free flow nos moldes adotados pelo governo gaúcho. “As minhas críticas são políticas. Vou continuar cobrando porque o meu lado é o lado do povo gaúcho”, afirmou.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Ao encerrar o vídeo, o deputado reiterou que não responderá ataques pessoais nem utilizará ofensas contra o governador. Segundo Pimenta, o Rio Grande do Sul precisa de um debate público baseado em respeito e responsabilidade. “Se o objetivo é criar um factoide para lacrar na internet e obter repercussão eleitoral, bateu na porta errada. Vou manter o respeito, porque as nossas divergências são da natureza política. É isso que o Rio Grande precisa e é isso que o Rio Grande espera de nós”, concluiu.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Assista o Vídeo na íntegra: &lt;/p&gt;



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&lt;/div&gt;</description><pubDate>Wed, 05 Aug 2026 17:57:06 -0300</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/luiz-muller/blog/pimenta-rebate-eduardo-leite-nao-deixarei-de-fiscalizar-e-cobrar-o-governo-do-rs-por-obras-que-ainda-nem-sairam-do-papel</link><guid>http://blogoosfero.cc/luiz-muller/blog/pimenta-rebate-eduardo-leite-nao-deixarei-de-fiscalizar-e-cobrar-o-governo-do-rs-por-obras-que-ainda-nem-sairam-do-papel</guid></item><item><title>PL do Quarto Vazio: Paulo Pimenta propõe proibir cobrança de água por quarto vazio em hotéis</title><description>&lt;a href="https://luizmuller.com/wp-content/uploads/2026/08/pimenta-1.jpg"&gt;&lt;img width="640" height="480" src="https://luizmuller.com/wp-content/uploads/2026/08/pimenta-1.jpg?w=640" alt=""&gt;&lt;/a&gt;



&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Deputado Paulo Pimenta propõe proibir cobrança de água por quarto vazio em hotéis e pousadas e também barrar exigência ilegal de lacramento de poços artesianos. &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;A Privada Aegea Saneamento, por meio de sua subsidiária CORSAN (Companhia Riograndense de Saneamento), passou a impor ao setor hoteleiro gaúcho contratos que preveem a cobrança de água e esgoto com base no número de quartos do hotel – e não pelo volume de água efetivamente consumido e medido pelo hidrômetro. Isso significa que um hotel com cem quartos paga pela água como se todos os cem quartos estivessem ocupados o mês inteiro, mesmo que metade deles esteja vazia durante meses a fio na baixa temporada.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Além disso, esses mesmos contratos exigem que o hotel lacre seu poço artesiano – ou seja, desative definitivamente uma fonte própria de água que o estabelecimento possui, muitas vezes há décadas, com toda a documentação e autorização governamental em dia. Sem o lacramento do poço, o contrato não é assinado e o estabelecimento sofre a ameaça do corte do fornecimento de água.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;A Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Rio Grande do Sul (ABIHRS) reagiu, recomendando que nenhum estabelecimento assine esses contratos. “Uma empresa que detém o monopólio do fornecimento de água não pode usar essa posição para impor contratos abusivos ao hoteleiro, ao dono de pousada, ao gestor de asilo. Água não é produto de supermercado – o usuário não tem para onde ir. Por isso a lei precisa protegê-lo”, afirmou o Líder do Governo na Câmara, deputado Paulo Pimenta.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Por que isso é injusto?&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;A hotelaria é um setor essencialmente sazonal: hotéis de praia ficam lotados no verão e quase vazios no inverno. Hotéis de serra enchem no frio e esvaziam no calor. Pequenas pousadas no interior podem ficar semanas sem receber um único hóspede fora dos períodos de festas ou feriados.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Cobrar água por quarto – e não pelo que foi consumido – é o mesmo que uma companhia elétrica cobrar pela luz de todos os cômodos da sua casa, mesmo com as luzes apagadas. É cobrar por algo que não foi usado, simplesmente porque o espaço existe.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Para hotéis de grande porte com alta ocupação o ano todo, o impacto é menor. Mas para a imensa maioria dos estabelecimentos brasileiros – pequenas pousadas familiares, hotéis do interior, albergues para mochileiros –, esse custo fixo artificial pode inviabilizar o negócio.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Este blog tem mostrado com dados e números, o alto custo da privatização da CORSAN para toda a Sociedade. Clique e leia a seguir, algumas das barbaridades que estão acontecendo e já identificadas pela Comissão Especial da Assembleia Legislativa do RS:&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Só depois desta proposta do Deputado e Ex-Ministro da Reconstrução Paulo Pimenta, é que a AGERGS,  Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Rio Grande do Sul, por solicitação de Municipios já duramente atingidos por outras medidas da privata AEGEA, resolveu pedir a suspensão da mesma. &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;



&lt;div&gt;
&lt;blockquote&gt;&lt;a href="https://luizmuller.com/2026/07/14/o-preco-da-privatizacao-testes-de-agua-despencam-ate-90-sob-a-gestao-da-aegea-corsan/"&gt;O Preço da Privatização: Testes de Água Despencam até 90% sob a Gestão da AEGEA/Corsan&lt;/a&gt;&lt;/blockquote&gt;

&lt;/div&gt;



&lt;div&gt;
&lt;blockquote&gt;&lt;a href="https://luizmuller.com/2026/06/30/caso-corsan-aegea-acao-do-mp-em-santa-maria-confirma-o-desastre-anunciado-da-privatizacao/"&gt;Caso Corsan/AEGEA: Ação do MP em Santa Maria Confirma o Desastre Anunciado da Privatização&lt;/a&gt;&lt;/blockquote&gt;

&lt;/div&gt;</description><pubDate>Wed, 05 Aug 2026 17:57:06 -0300</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/luiz-muller/blog/pl-do-quarto-vazio-paulo-pimenta-propoe-proibir-cobranca-de-agua-por-quarto-vazio-em-hoteis</link><guid>http://blogoosfero.cc/luiz-muller/blog/pl-do-quarto-vazio-paulo-pimenta-propoe-proibir-cobranca-de-agua-por-quarto-vazio-em-hoteis</guid></item><item><title>A Armadilha do Algoritmo: Como o ‘Engajamento de Indignação’ Alimenta a Desinformação e Como Combatê-lo</title><description>&lt;a href="https://luizmuller.com/wp-content/uploads/2026/08/gemini_generated_image_u1jq4u1jq4u1jq4u.png"&gt;&lt;img width="1024" height="411" src="https://luizmuller.com/wp-content/uploads/2026/08/gemini_generated_image_u1jq4u1jq4u1jq4u.png?w=1024" alt=""&gt;&lt;/a&gt;



&lt;p&gt;Você provavelmente já se pegou republicando um vídeo absurdo, comentando em uma postagem revoltante ou compartilhando um print de uma notícia manifestamente falsa apenas para dizer: &lt;em&gt;“Olha que absurdo!”&lt;/em&gt; ou &lt;em&gt;“Veja a mentira que estão espalhando!”&lt;/em&gt;. É uma reação humana e perfeitamente compreensível — diante da indignação, a nossa primeira intenção é denunciar o engano e alertar nossa rede.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;No entanto, no ecossistema das redes sociais, &lt;strong&gt;a boa intenção pode se transformar no combustível perfeito para a mentira.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="https://x.com/KriskaCarvalho/status/2084589920455114953"&gt;Um alerta recente publicado no X (antigo Twitter) pela influenciadora e comunicadora Kriska Carvalho&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt; trouxe à tona uma reflexão fundamental sobre a mecânica de propagação de notícias falsas e como a nossa postura na rede pode, involuntariamente, alimentar a engrenagem que tentamos combater.&lt;/p&gt;



&lt;h3&gt;A Mecânica da Desinformação: Do Nicho para o Debate Público&lt;/h3&gt;



&lt;p&gt;Para entender o perigo do “compartilhamento por indignação”, é preciso compreender como os algoritmos das plataformas funcionam.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A Fase de Nicho (Dentro da Bolha):&lt;/strong&gt; Inicialmente, um conteúdo desinformativo é gerado e circula apenas dentro do ecossistema de quem o produziu — redes radicais, grupos fechados de aplicativos de mensagem ou bolhas ideológicas específicas. Nesse estágio, seu alcance é limitado a quem já pensa daquela forma.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A “Furada de Bolha” pelo Engajamento:&lt;/strong&gt; O problema ganha proporções gigantescas quando pessoas de fora dessa bolha passam a interagir com o conteúdo. Seja comentando para desmentir, republicando para criticar, salvando ou assistindo ao vídeo repetidamente, &lt;strong&gt;o algoritmo não distingue se o seu engajamento é de apoio ou de repúdio&lt;/strong&gt;. Para a máquina, qualquer interação significa &lt;em&gt;relevância&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;strong&gt;O Resultado:&lt;/strong&gt; Ao identificar um alto volume de respostas e compartilhamentos, a plataforma passa a recomendar aquela publicação para mais pessoas, furando os bloqueios das bolhas e empurrando a mentira para o jornalismo, o entretenimento e o público geral. O que era uma mentira restrita transforma-se, subitamente, em pauta de debate público nacional.&lt;/p&gt;



&lt;h3&gt;Por que a Indignação Trabalha a Favor do Algoritmo?&lt;/h3&gt;



&lt;p&gt;As arquiteturas das redes sociais modernas foram projetadas para capturar e reter nossa atenção. Estudos e a prática diária mostram que emoções de alta intensidade — especialmente a &lt;strong&gt;raiva&lt;/strong&gt; e a &lt;strong&gt;indignação&lt;/strong&gt; — geram respostas muito mais rápidas e frequentes do que dados sóbrios ou checagens de fatos.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Quando reagimos a um post falso, &lt;strong&gt;Damos visualizações&lt;/strong&gt; à fonte original; &lt;strong&gt;Sinalizamos relevância&lt;/strong&gt; às métricas de distribuição da plataforma; e &lt;strong&gt;Levamos leitores/seguidores&lt;/strong&gt; diretamente ao perfil que produz a desinformação.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Como sintetiza o card informativo da publicação: &lt;em&gt;“Não é preciso concordar com a mentira para ajudar a espalhá-la. Basta interagir com o conteúdo.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;“&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;


&lt;div&gt;
&lt;a href="https://luizmuller.com/wp-content/uploads/2026/08/apoie-o-blog.png"&gt;&lt;img width="851" height="315" src="https://luizmuller.com/wp-content/uploads/2026/08/apoie-o-blog.png?w=851" alt=""&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;


&lt;h3&gt;Estratégia e Ação: Como Enfrentar a Desinformação Sem Virar Cúmplice&lt;/h3&gt;



&lt;p&gt;Isso significa que devemos ficar calados diante de mentiras? &lt;strong&gt;Absolutamente não.&lt;/strong&gt; Significa apenas que precisamos agir com inteligência estratégica. Em vez de operar sob a lógica emocional que o algoritmo favorece, precisamos focar no combate responsável:&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Publique a Informação Correta, Não a Mentira:&lt;/strong&gt; Em vez de dar &lt;em&gt;quote&lt;/em&gt; (republicar com comentário) ou compartilhar o post falso, crie um conteúdo novo. Traga os fatos, o contexto e as fontes confiáveis sem dar visibilidade nem links para o desinformador.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Fortaleça Quem Informa:&lt;/strong&gt; Dê palco e alcance aos perfis de jornalismo sério, checadores de fatos e especialistas. Curta, comente e compartilhe conteúdos positivos e verdadeiros para que &lt;em&gt;eles&lt;/em&gt; furam as bolhas.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Cheque, Denuncie e Não Compartilhe:&lt;/strong&gt; Se encontrar uma publicação com desinformação, use as ferramentas de denúncia da própria plataforma. Não alimente a caixa de comentários.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Depois que uma mentira rompe as barreiras do seu público inicial e contamina o debate geral, conter o dano se torna uma tarefa árdua e muitas vezes ineficaz. A melhor forma de proteger o ambiente informativo e a própria democracia é privar o ecossistema da mentira daquilo que ele mais precisa para sobreviver: a nossa atenção e o nosso engajamento.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;A próxima vez que se deparar com uma atrocidade de fake news nas redes, lembre-se: &lt;strong&gt;não trabalhe para o algoritmo de quem mente&lt;/strong&gt;. Responda com a verdade, no seu espaço e com as suas palavras.&lt;/p&gt;



&lt;div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;Como a desinformação fura bolhas e se espalha:&lt;br&gt;&lt;br&gt;A desinformação não ganha força apenas porque alguém acredita nela. Ela ganha força quando recebe engajamento.&lt;br&gt;&lt;br&gt;Enquanto um conteúdo falso circula apenas dentro da bolha de quem o produziu, seu alcance tende a permanecer restrito… &lt;a href="https://t.co/wHFaQdWveT"&gt;pic.twitter.com/wHFaQdWveT&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;— Kriska Carvalho (@KriskaCarvalho) &lt;a href="https://x.com/KriskaCarvalho/status/2084589920455114953?ref_src=twsrc%5Etfw"&gt;August 4, 2026&lt;/a&gt;
&lt;/blockquote&gt;

&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;</description><pubDate>Wed, 05 Aug 2026 13:56:35 -0300</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/luiz-muller/blog/a-armadilha-do-algoritmo-como-o-engajamento-de-indignacao-alimenta-a-desinformacao-e-como-combate-lo</link><guid>http://blogoosfero.cc/luiz-muller/blog/a-armadilha-do-algoritmo-como-o-engajamento-de-indignacao-alimenta-a-desinformacao-e-como-combate-lo</guid></item><item><title>Ao Revogar Visto da Embaixadora Brasileira, EUA de decadência imperial e desespero diante do avanço do multilateralismo</title><description>&lt;a href="https://luizmuller.com/wp-content/uploads/2026/08/embaixadora.png"&gt;&lt;img width="539" height="360" src="https://luizmuller.com/wp-content/uploads/2026/08/embaixadora.png?w=539" alt=""&gt;&lt;/a&gt;



&lt;p&gt;A decisão do governo dos Estados Unidos de revogar o visto diplomático da embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti, cruza uma linha perigosa na geopolítica e escancara, de forma caricata, a sanha imperialista de Washington. A “justificativa” alegada pela Casa Branca — uma suposta retaliação pela demora do Brasil em conceder o &lt;em&gt;agrément&lt;/em&gt; (autorização diplomática) ao indicado norte-americano para a embaixada em Brasília — atenta brutalmente contra o direito internacional.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A Farsa dos Argumentos Norte-Americanos&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;A retórica de que o Brasil estaria descumprindo normas ao avaliar a indicação diplomática de Washington é juridicamente falsa e politicamente má-fé.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;O Artigo 4º da Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas é cristalino ao estabelecer que a concessão de &lt;em&gt;agrément&lt;/em&gt; é um ato soberano, confidencial e não sujeito a prazos impostos por terceiros.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt; Os EUA queimaram etapas ao expor publicamente o nome do seu candidato antes mesmo da formalização do pedido, atropelando a praxe diplomática multilateral.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;O uso do visto como moeda de chantagem para impor um cronograma conveniente às ambições eleitorais ou geopolíticas da Casa Branca reduz a diplomacia a um mero assédio político.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;A conduta da administração americana reflete a recusa em aceitar a paridade entre nações soberanas. Quando um país decide que as regras do direito diplomático mundial só valem quando atendem aos seus caprichos pontuais, a mensagem enviada ao mundo é clara: o multilateralismo para os EUA é um luxo opcional. &lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Coagir o Brasil por cumprir os ritos regulares de sua política externa é mais uma demonstração de truculência. O Brasil não é nem deve agir como um protetorado. Submeter-se ao relógio de Washington seria rebaixar a soberania do Estado brasileiro ao nível de mera concordância passiva.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;A revogação do visto da embaixadora não enfraquece o Brasil; revela, sim, o desespero de uma diplomacia imperial que perdeu a capacidade de persuadir e agora recorre ao puro bullying geopolítico.&lt;/p&gt;</description><pubDate>Wed, 05 Aug 2026 09:56:19 -0300</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/luiz-muller/blog/ao-revogar-visto-da-embaixadora-brasileira-eua-de-decadencia-imperial-e-desespero-diante-do-avanco-do-multilateralismo</link><guid>http://blogoosfero.cc/luiz-muller/blog/ao-revogar-visto-da-embaixadora-brasileira-eua-de-decadencia-imperial-e-desespero-diante-do-avanco-do-multilateralismo</guid></item><item><title>Renovação jovem do PT, Brunno Mattos lança candidatura a deputado estadual em Porto Alegre</title><description>&lt;img width="1024" height="576" src="https://luizmuller.com/wp-content/uploads/2026/08/img-20260804-wa003697691434526671138.jpg?w=1024" alt=""&gt;



&lt;p&gt;Lançamento reuniu lideranças políticas, sindicais, amigos e familiares no Sindicato dos Metalúrgicos na zona norte de Porto Alegre&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;O Partido dos Trabalhadores (PT) lançou oficialmente, neste domingo, 02, a candidatura de Brunno Mattos a deputado estadual, em ato realizado no Sindicato dos Metalúrgicos de Porto Alegre.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Representando a renovação geracional do partido, Brunno chega à disputa defendendo pautas ligadas à juventude, à periferia, ao fortalecimento dos serviços públicos, à geração de emprego, ao direito à moradia, à mobilidade urbana, fim da escala 6×1 e ao enfrentamento das desigualdades sociais.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;O evento reuniu importantes lideranças políticas do campo democrático, entre elas a candidata à reeleição para deputada federal Maria do Rosário, a deputada federal e candidata à reeleição Denise Pessoa, o candidato ao Senado Paulo Pimenta, representando a candidata Manuela Dávila, Lucas Caregnato e o candidato a deputado federal José Fortunati. Também participaram dirigentes sindicais, representantes de movimentos sociais, além de amigos e familiares.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Durante o lançamento, Brunno destacou a importância da renovação política comprometida com as demandas da população trabalhadora e da periferia.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;“A política precisa ter mais gente que conheça a realidade do povo, que anda de ônibus, que sente na pele o aumento do custo de vida e que sabe que moradia, transporte, educação e cultura são direitos. A minha candidatura nasce da periferia, da juventude e das lutas que me trouxeram até aqui. Quero levar para a Assembléia a voz de quem quase nunca é ouvido, porque é o povo trabalhador que precisa estar no centro das decisões. “, afirmou.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;A candidatura de Brunno Mattos integra o projeto do PT para ampliar sua representação na Assembleia Legislativa, fortalecendo pautas voltadas à justiça social, ao desenvolvimento sustentável e à defesa da democracia.&lt;/p&gt;</description><pubDate>Wed, 05 Aug 2026 01:55:15 -0300</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/luiz-muller/blog/renovacao-jovem-do-pt-brunno-mattos-lanca-candidatura-a-deputado-estadual-em-porto-alegre</link><guid>http://blogoosfero.cc/luiz-muller/blog/renovacao-jovem-do-pt-brunno-mattos-lanca-candidatura-a-deputado-estadual-em-porto-alegre</guid></item><item><title>“Aceitamos PIX”!! Nem Dólar, Nem Peso: Como o Pix esta virando alternativa Monetária na Argentina</title><description>&lt;div&gt;
&lt;a href="https://luizmuller.com/wp-content/uploads/2026/08/gemini_generated_image_sej0ussej0ussej0.png"&gt;&lt;img width="1024" height="558" src="https://luizmuller.com/wp-content/uploads/2026/08/gemini_generated_image_sej0ussej0ussej0.png?w=1024" alt=""&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;


&lt;p&gt;Na Capital Argentina, de Buenos Aires a Puerto Iguazú se veem plaquinhas informando “Aceitamos Pix” tornaram-se corriqueiras.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Em Janeiro de  2025, publiquei o artigo &lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;a href="https://luizmuller.com/2025/01/17/pix-argentinos-ficam-encantados-pelo-meio-de-pagamento-que-substitui-dinheiro-e-tem-ate-cotacao-diferenciada/"&gt;“PIX: Argentinos ficam encantados pelo Meio de Pagamento que substitui dinheiro e tem até cotação diferenciada”&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; . Um ano e meio depois, praticamente todos os Restaurantes, Lojas e comércios de Buenos Aires e outras cidades frequentadas por turistas, ostentam Displays e placas dizendo que aceitam o PIX.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Entender os motivos dessa adoção em larga escala revela muito sobre a dinâmica do comércio regional, o poder de compra do real e os desafios econômicos enfrentados pelo país vizinho.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;O Brasil representa uma das maiores fontes de turistas e divisas para a Argentina. Para os comerciantes locais, garantir que o cliente brasileiro consiga pagar de forma rápida e sem atrito é fundamental para fechar vendas e impulsionar faturamento.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Historicamente, fazer compras na Argentina exigia que o turista brasileiro fisesse cálculo de taxas de câmbio  ou carregasse grandes quantidades de cédulas de peso. &lt;/p&gt;


&lt;div&gt;
&lt;a href="https://luizmuller.com/wp-content/uploads/2026/08/pix-argentina.png"&gt;&lt;img width="471" height="346" src="https://luizmuller.com/wp-content/uploads/2026/08/pix-argentina.png?w=471" alt=""&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;


&lt;p&gt;As soluções de pagamento via Pix convertem o valor em reais na hora, utilizando taxas de câmbio abaixo às do mercado, reduzindo a burocracia e aumentando a segurança.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Além disto, as maquininhas e sistemas de pagamento como Mercado Pago e parcerias entre grandes instituições (como Banco do Brasil e Banco Patagonia) desenvolveram integrações por QR Code.&lt;strong&gt; Isso permite que o estabelecimento receba os valores liquidados em moeda local (ou em ativos digitais indexados), enquanto o brasileiro paga instantaneamente em reais.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Quando o comércio local prefere ou facilita transações por PIX, ancoradas no Real o peso argentino perde espaço como &lt;strong&gt;unidade de conta&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;reserva de valor&lt;/strong&gt;. &lt;/p&gt;



&lt;p&gt;O fluxo de pagamentos via Pix pelas fintechs  dificulta a retenção dessas divisas pelo Banco Central da Argentina no cambio tradicional, e tira parte do controle que a autoridade monetária indicada por Milei. Este já disse que quer acabar com o Peso, dolarizando a economia. Mas dólares seguem saindo da Argentina, ao mesmo tempo em que o PIX avança a olhos vistos.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Na verdade o PIX concorre com o Dólar como meio circulante em muitos comércios argentinos.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;



&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;Para o comerciante argentino, o Pix é uma ferramenta de sobrevivência e eficiência de vendas; para o turista brasileiro, uma facilidade. &lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Mas para o Peso Argentino, a aceitação massiva do Pix é mais um sintoma da perda de soberania monetária da moeda local que Milei  em favor de divisas e sistemas financeiros mais estáveis e eficientes.&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;



&lt;div&gt;
&lt;blockquote&gt;&lt;a href="https://luizmuller.com/2025/01/17/pix-argentinos-ficam-encantados-pelo-meio-de-pagamento-que-substitui-dinheiro-e-tem-ate-cotacao-diferenciada/"&gt;PIX: Argentinos ficam encantados pelo Meio de Pagamento que substitui dinheiro e tem até cotação diferenciada&lt;/a&gt;&lt;/blockquote&gt;

&lt;/div&gt;</description><pubDate>Wed, 05 Aug 2026 01:55:15 -0300</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/luiz-muller/blog/aceitamos-pix-nem-dolar-nem-peso-como-o-pix-esta-virando-alternativa-monetaria-na-argentina</link><guid>http://blogoosfero.cc/luiz-muller/blog/aceitamos-pix-nem-dolar-nem-peso-como-o-pix-esta-virando-alternativa-monetaria-na-argentina</guid></item><item><title>O capitalismo extrativista e os 80 Anos do livro “Capitalismo e Escravidão”: A Abolição Como Racionalização do Capital</title><description>&lt;p&gt;Reblogado de &lt;a href="http://atrumpetofsedition.org/2026/07/31/eric-williams-capitalism-and-slavery-a-materialist-reckoning-with-abolitions-sanitized-myth/" target="_blank"&gt;atrumpetofedition&lt;/a&gt; e traduzido por WordPress&lt;a href="https://wordpress.com/reader/users/freerein61"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;


&lt;div&gt;
&lt;a href="https://luizmuller.com/wp-content/uploads/2026/08/capitalismo-e-escravidao-1.jpg"&gt;&lt;img width="433" height="650" src="https://luizmuller.com/wp-content/uploads/2026/08/capitalismo-e-escravidao-1.jpg?w=433" alt=""&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;


&lt;p&gt;&lt;em&gt;Oitenta anos após sua publicação, Capitalismo e Escravidão&lt;/em&gt; (1944) , de Eric Williams,   permanece uma das poucas obras de historiografia que um leitor socialista pode abordar sem realizar a habitual manipulação de extrair um núcleo materialista de uma narrativa idealista. Williams — um historiador trinitário formado em Oxford e posteriormente o primeiro-ministro de Trinidad e Tobago independente — propôs-se a desmantelar um dos mitos mais caros ao liberalismo britânico: o de que a abolição representava o triunfo da consciência moral sobre o interesse econômico. Sua conquista não foi apenas expor a hipocrisia dessa narrativa, mas também recolocar a abolição firmemente no contexto da história da acumulação de capital.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Williams desenvolve seu argumento em duas partes: a escravidão como motor da ascensão do capitalismo britânico e a abolição como resposta racional do capitalismo quando a escravidão deixou de servir aos seus interesses. Uma leitura marxista mais profunda reforça ambas as afirmações, inserindo-as nos arcabouços da acumulação primitiva, da subsunção formal e real e da dialética entre crise econômica e ação política — conceitos que Williams abordou, mas não desenvolveu completamente.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A escravidão como acumulação primitiva: os alicerces violentos do capital&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;A primeira afirmação de Williams — de que a escravidão financiou a ascensão do capitalismo britânico — é hoje amplamente aceita, embora frequentemente dissociada de sua força teórica. Seu argumento não era meramente que a Grã-Bretanha lucrou com a escravidão, mas que o complexo de plantações constituiu um estágio de acumulação primitiva (Marx 1976, 873-940): a pré-história violenta do capital, na qual a riqueza era extraída por meio de coerção extraeconômica. A plantação caribenha era uma empresa capitalista moderna sob condições de subsunção formal: o capital controlava o processo de trabalho sem ainda transformá-lo. O excedente era extraído por meio do chicote, da corrente e da ficção jurídica da propriedade humana. A escravidão era, portanto, indispensável ao capitalismo britânico inicial porque gerava um enorme excedente coagido, fornecia capital para investimentos industriais e integrava a Grã-Bretanha a um sistema comercial global cujos lucros excediam os da produção doméstica.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Williams documentou isso com uma precisão que poucos historiadores igualaram, baseando-se em registros de navios, livros alfandegários e debates parlamentares (Williams 1944, 51–78). O resultado foi um retrato de um sistema capitalista cujo futuro industrial foi financiado pelo sangue e trabalho de africanos escravizados.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A abolição como racionalização capitalista: quando a escravidão se tornou uma barreira.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;A segunda afirmação de Williams — de que o capitalismo descartou a escravidão quando esta deixou de ser lucrativa — permanece contestada. Uma perspectiva marxista, no entanto, aprimora seu argumento. No início do século XIX, o sistema de plantações enfrentava uma crise estrutural: o solo exaurido reduzia a produtividade (Beckles 2013), os monopólios protegidos entravam em conflito com a ideologia do livre comércio (Ragatz 1928), o capital industrial exigia mão de obra assalariada móvel em vez de propriedade fixa (Engels 1845), e a Revolução Haitiana aumentou consideravelmente os custos da repressão militar (Dubois 2004).&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;A escravidão havia se tornado uma barreira à transição do capital da subsunção  &lt;strong&gt;formal&lt;/strong&gt;  para  &lt;strong&gt;a subsunção real&lt;/strong&gt; : da extração de excedente por meio da coerção direta para a extração por meio de salários, máquinas e aumento da produtividade (Marx 1976, 1019-1038). A abolição não foi a redenção do capitalismo, mas sim sua modernização.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Williams chegou perto dessa conclusão, mas nunca a expressou completamente: a abolição marcou a transição do capitalismo mercantilista para o capitalismo industrial, da extração em plantações para a exploração fabril. A forma de dominação mudou, mas a dominação em si permaneceu.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Capitalismo e Escravidão&lt;/em&gt; de Eric Williams   e o Projeto 1619&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;em&gt;O livro Capitalismo e Escravidão&lt;/em&gt; (1944) , de Eric Williams,   voltou ao debate público nos últimos anos, em parte devido à sua republicação em 2022 como um Clássico Moderno da Penguin e em parte porque as controvérsias em torno do  &lt;strong&gt;Projeto 1619 do New York Times&lt;/strong&gt;  reacenderam questões sobre escravidão, capitalismo e as origens do mundo moderno. A tese de Williams — de que a escravidão construiu o capitalismo britânico e que o capitalismo abandonou a escravidão apenas quando ela deixou de ser lucrativa — dialoga diretamente com as principais alegações do Projeto 1619, embora as duas obras difiram em método, escopo e propósito político.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Tese de Williams: A escravidão como motor e obstáculo do capitalismo&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;O argumento de Williams tem duas partes. Primeiro, ele demonstra que os lucros da escravidão no Caribe financiaram a expansão comercial e industrial da Grã-Bretanha, sustentando cidades portuárias, bancos e os primórdios da Revolução Industrial (Williams 1944; resumo do Project MUSE). Segundo, ele argumenta que o capitalismo britânico se opôs à escravidão somente quando o sistema de plantações começou a obstruir a acumulação de riqueza. A abolição, nessa perspectiva, não foi um despertar moral, mas uma racionalização do capital.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;A tese de Williams rompeu com a historiografia liberal que por muito tempo dominou a história anglo-caribenha e ajudou a abrir caminho para uma geração de estudiosos das Índias Ocidentais e pensadores anticoloniais (Marshall 1991; resumo do JSTOR). Como observa a Royal Historical Society, permanece “talvez o livro mais influente escrito no século XX sobre a história da escravidão” (resumo do painel da RHS).&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;strong&gt;II. O Projeto 1619: A Escravidão como Estrutura Fundamental da América&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;O Projeto 1619, lançado pelo  &lt;em&gt;New York Times&lt;/em&gt;  em 2019, apresenta um argumento relacionado, porém distinto: o de que a escravidão moldou fundamentalmente os Estados Unidos e que 1619 — ano da chegada dos primeiros africanos escravizados à Virgínia — deve ser compreendido como a verdadeira fundação da nação. Seus ensaios defendem que o capitalismo americano, as instituições políticas, a ideologia racial e as contradições democráticas não podem ser compreendidos sem colocar a escravidão no centro. Enquanto Williams se concentra na Grã-Bretanha e no Caribe, o Projeto 1619 centra-se nos Estados Unidos. Enquanto Williams escreve como um historiador econômico que desmantela a auto-mitologia imperial, o Projeto 1619 intervém jornalística e politicamente para reformular a memória nacional. Ambos, contudo, compartilham uma premissa central: a escravidão não foi uma aberração dentro do capitalismo, mas sim um de seus fundamentos constitutivos.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Williams argumenta que a escravidão financiou a revolução industrial britânica; o Projeto 1619 argumenta que a escravidão moldou as características distintivas do capitalismo americano, incluindo a disciplina do trabalho, os instrumentos financeiros e as relações de classe racializadas. Ambos rejeitam a ideia de que capitalismo e escravidão eram opostos, insistindo, em vez disso, que o capitalismo se desenvolveu por meio da escravidão. Para Williams, as plantações eram empresas capitalistas movidas pelo lucro, não resquícios feudais. O Projeto 1619 faz uma afirmação semelhante, apresentando os sistemas de contabilidade das plantações, as métricas de produtividade e a gestão coercitiva do trabalho como precursores das práticas corporativas modernas.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Williams demonstrou que o humanitarismo britânico acompanhou de perto as mudanças nos interesses econômicos, enquanto o Projeto 1619 argumenta que os ideais americanos de liberdade e democracia se baseavam no alicerce material da escravidão racial. Em ambas as perspectivas, a moralidade segue o interesse, e não o contrário. Williams fundamenta sua análise em estatísticas comerciais, registros de navegação e lógica econômica; seus críticos argumentam que ele minimiza a resistência e a mobilização política dos escravizados (Drescher 2010). O Projeto 1619, por outro lado, destaca a cultura, a ideologia, a política, a memória, a identidade e a construção de mitos nacionais.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Williams escreve a partir do Caribe, analisando a economia imperial britânica. O Projeto 1619 escreve a partir dos Estados Unidos, confrontando o legado da escravidão nas instituições americanas. Williams desmantela a autogratificação imperial; o Projeto 1619 desmantela a autogratificação nacionalista.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Williams escreveu durante a era do nacionalismo anticolonial, fornecendo apoio intelectual aos movimentos de independência (resumo do JSTOR). O Projeto 1619 intervém em um momento de ajuste de contas racial, polarização política e debate sobre o racismo estrutural nos Estados Unidos. Seu ponto de convergência mais forte — e onde Williams oferece a visão materialista mais precisa — é a abolição. Para Williams, a abolição não foi o triunfo moral do capitalismo, mas sim sua transição de um modo de exploração para outro: o capitalismo industrial maduro exigia trabalho assalariado em vez de trabalho escravo, livre comércio em vez de monopólios protegidos e mercados de trabalho flexíveis em vez de propriedade humana fixa.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Williams minimiza a resistência dos escravizados — revoltas, sabotagens, fugas e a Revolução Haitiana — como forças materiais que moldaram a lucratividade da escravidão. O Projeto 1619, por outro lado, destaca os escravizados como agentes históricos cujas lutas ajudaram a moldar a democracia americana. Nesse aspecto, corrige uma limitação genuína da análise de Williams. Examina também o legado ideológico da escravidão, mostrando como o capitalismo racial persiste no policiamento, na habitação, na saúde e nos mercados de trabalho — dimensões que Williams não abordou.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Apesar de suas diferenças, Williams e o Projeto 1619 compartilham uma tese central: a escravidão não foi uma mancha externa no capitalismo, mas sim uma de suas estruturas formativas. Williams demonstra isso por meio da história econômica; o Projeto 1619 o faz por meio da memória nacional e da análise institucional. Ambos desafiam as narrativas liberais que retratam a escravidão como um desvio lamentável do progresso ocidental, insistindo, em vez disso, que a história do capitalismo não pode ser contada sem colocar a escravidão em seu centro.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Os escravizados como agentes históricos: a força material que Williams subestimou.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Os críticos frequentemente argumentam que Williams minimiza a capacidade de ação dos escravizados (Drescher 2010). Essa crítica é válida, mas muitas vezes equivocada. O problema não é que Williams tenha deixado de “dar voz” aos escravizados; é que ele subestimou seu papel como  &lt;strong&gt;agentes materiais&lt;/strong&gt;  que moldavam a própria rentabilidade da escravidão. A Revolução Haitiana (1791-1804) foi decisiva.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;A Revolução Haitiana demonstrou que o trabalho escravizado não era matéria-prima passiva, mas uma força revolucionária capaz de destruir o próprio sistema de plantações. Após o Haiti, os custos de manutenção da escravidão aumentaram drasticamente; o medo da revolta tornou-se um fator constante nos cálculos econômicos; e o Estado britânico enfrentou a perspectiva de repetidas intervenções militares para defender a propriedade dos plantadores. A resistência escravizada — por meio de revoltas, paralisações, sabotagens e fugas — não era meramente um drama moral, mas uma pressão material que tornava a escravidão cada vez mais insustentável. Estudos marxistas posteriores desenvolveram a análise que Williams deixou implícita (Blackburn 1988; James 1938).&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Williams foi criticado por passar muito rapidamente da crise econômica para o resultado político, mas isso interpreta erroneamente a relação entre economia e política no capitalismo. Petições em massa, agitação abolicionista, debates parlamentares e levantes de escravizados não eram forças morais contrapostas às econômicas; eram as formas pelas quais a necessidade econômica se transformava em ação política.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;O capital não age por si só. Ele se move através de partidos, movimentos, ideologias e crises. A história política ausente na análise de Williams, portanto, não é uma alternativa à explicação econômica, mas sim o mecanismo pelo qual os imperativos econômicos se transformaram em políticas públicas.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Williams escreveu nas décadas de 1930 e 1940 como um sujeito colonial, antes do renascimento marxista global e antes da publicação integral dos manuscritos econômicos de Marx.  &lt;em&gt;Capitalismo e Escravidão&lt;/em&gt;  foi uma intervenção anticolonial destinada a expor a hipocrisia britânica, não uma teoria marxista sistemática do desenvolvimento capitalista. O que Williams não pôde afirmar completamente — mas que uma leitura marxista deve — é que o mesmo capital britânico que abandonou a escravidão na década de 1830 estava, em uma geração, extraindo mais-valia do trabalho assalariado em condições que Engels descreveu como “assassinato social” (Engels 1845, 109). A abolição não foi a vitória da consciência, mas a vitória do capital industrial.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Por que Williams ainda importa: a ideologia do humanitarismo hoje.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;O método de Williams continua indispensável porque expõe os interesses materiais subjacentes à ideologia contemporânea: a “intervenção humanitária” oculta a estratégia geopolítica; a “reforma anticorrupção” promove a liberalização do mercado; e a “diversidade corporativa” pode mascarar a disciplina trabalhista e a gestão da marca. O padrão permanece o mesmo: a moralidade segue o interesse, e não o contrário. A lição central de Williams — de que a moralidade da classe dominante se revela em consonância com os interesses da classe dominante — não perdeu nada de sua força.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;O livro de Williams continua sendo indispensável justamente porque rejeita a fantasia liberal do progresso moral e insiste que a história da abolição, assim como a própria história do capitalismo, só pode ser compreendida através da lógica dos interesses materiais.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Bibliografia&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Obras Primárias&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;



&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;Engels, Friedrich.  &lt;em&gt;A Situação da Classe Trabalhadora na Inglaterra&lt;/em&gt; . 1845.&lt;/li&gt;



&lt;li&gt;James, CLR  &lt;em&gt;Os Jacobinos Negros: Toussaint L’Ouverture e a Revolução de São Domingos&lt;/em&gt; . Londres: Secker &amp;amp; Warburg, 1938.&lt;/li&gt;



&lt;li&gt;Marx, Karl.  &lt;em&gt;O Capital: Volume I.&lt;/em&gt; Trad. Ben Fowkes. Londres: Penguin, 1976.&lt;/li&gt;



&lt;li&gt;Williams, Eric.  &lt;em&gt;Capitalismo e Escravidão&lt;/em&gt; . Chapel Hill: University of North Carolina Press, 1944.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;



&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Obras Secundárias&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;



&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;Beckles, Hilary McD.  &lt;em&gt;A dívida negra da Grã-Bretanha: reparações pela escravidão no Caribe e pelo genocídio indígena&lt;/em&gt; . Kingston: University of the West Indies Press, 2013.&lt;/li&gt;



&lt;li&gt;Blackburn, Robin.  &lt;em&gt;A abolição da escravatura colonial, 1776–1848&lt;/em&gt; . Londres: Verso, 1988.&lt;/li&gt;



&lt;li&gt;Drescher, Seymour.  &lt;em&gt;Abolição: Uma História da Escravatura e do Antiescravagismo&lt;/em&gt; . Cambridge: Cambridge University Press, 2010.&lt;/li&gt;



&lt;li&gt;Dubois, Laurent.  &lt;em&gt;Vingadores do Novo Mundo: A História da Revolução Haitiana&lt;/em&gt; . Cambridge, MA: Harvard University Press, 2004.&lt;/li&gt;



&lt;li&gt;Ragatz, Lowell J.  &lt;em&gt;A queda da classe dos plantadores no Caribe britânico, 1763–1833&lt;/em&gt; . Nova York: Century, 1928.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;</description><pubDate>Wed, 05 Aug 2026 01:55:14 -0300</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/luiz-muller/blog/o-capitalismo-extrativista-e-os-80-anos-do-livro-capitalismo-e-escravidao-a-abolicao-como-racionalizacao-do-capital</link><guid>http://blogoosfero.cc/luiz-muller/blog/o-capitalismo-extrativista-e-os-80-anos-do-livro-capitalismo-e-escravidao-a-abolicao-como-racionalizacao-do-capital</guid></item><item><title>O Mega Data Center Scala em Eldorado do Sul e a Falta de Consulta às Comunidades Mbya Guarani</title><description>&lt;div&gt;
&lt;a href="https://luizmuller.com/wp-content/uploads/2026/08/remover-fundo-da-foto-4.png"&gt;&lt;img width="610" height="320" src="https://luizmuller.com/wp-content/uploads/2026/08/remover-fundo-da-foto-4.png?w=610" alt=""&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;


&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Por Roberto Liebgott, Cimi Sul – Equipe POA&lt;/strong&gt; &lt;a href="https://desacato.info/data-center-scala-ai-city-e-a-ausencia-de-consulta-as-comunidades-mbya-guarani/" target="_blank"&gt;no Desacato&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;O empreendimento denominado Scala, da empresa Scala Data Centers, está sendo projetado para instalação no município de Eldorado do Sul, na Região Metropolitana de Porto Alegre, nas proximidades da BR-290 e às margens da RS-401, em área situada próxima à divisa com o município de Charqueadas. Embora formalmente localizado em Eldorado do Sul, o empreendimento encontra-se, territorialmente, mais próximo de Charqueadas do que da área urbana de Eldorado do Sul, circunstância que também deve ser considerada na análise de seus possíveis impactos.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Trata-se de um projeto de grande dimensão, destinado à implantação de infraestrutura de data centers voltada especialmente ao processamento de dados e às aplicações de inteligência artificial.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;O empreendimento foi anunciado inicialmente com investimento de aproximadamente R$ 3 bilhões, conforme protocolo de intenções firmado entre a empresa, o município de Eldorado do Sul e o Governo do Estado. A primeira etapa prevê a implantação de um complexo de grande porte, com possibilidade de expansão significativa ao longo dos próximos anos.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;A dimensão energética do projeto merece especial atenção. Em 2025, o Ministério de Minas e Energia reconheceu a solução para conexão do empreendimento à Rede Básica do Sistema Interligado Nacional. Conforme informações divulgadas pelo Ministério, a Scala AI City poderá alcançar 1,8 GW de demanda de energia até 2033, havendo ainda previsão apresentada pela empresa de expansão futura para até 5 GW.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Não se trata, portanto, de um empreendimento convencional de tecnologia. A proposta envolve uma infraestrutura de hiperescala, com expressivo consumo de energia, necessidade de sistemas de refrigeração, infraestrutura elétrica e de conectividade, circulação de trabalhadores e equipamentos, movimentação de solo, ocupação territorial e outras intervenções ambientais e territoriais associadas à implantação e à futura expansão do complexo.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;A própria empresa e o município apresentam o projeto como uma futura “cidade de data centers”. Em maio de 2026, foram divulgadas informações de que o plano de negócios estava sendo concluído para ingresso no processo de licenciamento, mantendo-se a previsão de investimento inicial de aproximadamente R$ 3 bilhões e a possibilidade de expansão em escala significativamente superior à primeira etapa.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A presença das comunidades Mbya Guarani&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;É nesse contexto que ganha especial relevância a presença das comunidades Mbya Guarani Guajayvi e Pekuruty, localizadas a menos de três quilômetros da área prevista para o empreendimento.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;A proximidade territorial e a dimensão do projeto justificam uma análise cuidadosa de seus possíveis efeitos nas comunidades e sobre os espaços por elas utilizados. Entre os aspectos que deverão ser considerados, destacam-se:&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;1. Impactos sobre os recursos hídricos e a disponibilidade de água;&lt;br&gt;2. Alterações ambientais e paisagísticas;&lt;br&gt;3. Supressão ou modificação da vegetação;&lt;br&gt;4. Movimentação de solo e alterações na drenagem;&lt;br&gt;5. Ruídos, iluminação e circulação de veículos e equipamentos;&lt;br&gt;6. Impactos associados à implantação da infraestrutura energética;&lt;br&gt;7. Interferências sobre áreas utilizadas pelas comunidades;&lt;br&gt;8. Efeitos sobre espaços de uso tradicional, caminhos e formas de circulação;&lt;br&gt;9. Impactos sobre os modos de ser e viver, incluindo práticas religiosas, rituais relacionados ao nascimento e à morte, coleta e utilização de ervas medicinais e as relações estabelecidas com animais, plantas e demais elementos da natureza;&lt;br&gt;10. Efeitos cumulativos decorrentes da eventual expansão futura do empreendimento.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Esses aspectos não podem ser avaliados exclusivamente a partir de mapas e informações produzidos pelo empreendedor ou pelos órgãos públicos. O conhecimento das próprias comunidades é indispensável para a adequada compreensão do território e de suas formas de utilização.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;São as comunidades que conhecem seus caminhos, fontes de água, áreas de coleta, espaços de significado cultural, locais de circulação, relações estabelecidas com a paisagem e demais elementos que integram seu modo de vida.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Por essa razão, a consulta – um direito fundamental previsto na Convenção nº 169 da OIT – não deve ser compreendida apenas como uma etapa formal de um processo administrativo, mas como instrumento necessário para que os possíveis impactos sejam identificados de maneira adequada e para que as comunidades possam manifestar suas preocupações, prioridades e posições a respeito do empreendimento.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;A ausência de consulta como questão central&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Até o momento, as comunidades Guajayvi e Pekuruty não foram chamadas para participar de qualquer discussão ou processo formal de consulta acerca do empreendimento. As informações sobre a existência e as dimensões do projeto chegaram às comunidades de maneira indireta, apenas por meio de reuniões com entidades de apoio.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Essa circunstância coloca uma questão relevante no processo de planejamento e licenciamento: como assegurar que comunidades potencialmente afetadas possam, de forma prévia, livre e informada, avaliar os impactos do empreendimento se ainda não tiveram acesso adequado às informações e não participaram de um processo próprio de consulta?&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;A Convenção nº 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) estabelece que os povos indígenas devem ser consultados, mediante procedimentos apropriados e por meio de suas instituições representativas, sempre que sejam previstas medidas legislativas ou administrativas suscetíveis de afetá-los diretamente.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;A consulta deve ocorrer de boa-fé e de maneira apropriada às circunstâncias, com o objetivo de alcançar entendimento e consentimento acerca das medidas propostas.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;A Convenção também reconhece o direito dos povos indígenas de se posicionarem diante de qualquer empreendimento que afete suas vidas, crenças, instituições, bem-estar e as terras que ocupam ou utilizam.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Nesse sentido, a questão não pode ser reduzida à pergunta sobre se o empreendimento está ou não situado formalmente dentro de uma Terra Indígena. A questão juridicamente relevante é mais ampla: o empreendimento afetará as comunidades indígenas, seus territórios, seus recursos, seus espaços de uso tradicional, seus modos de vida ou elementos essenciais à sua reprodução física e cultural?&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Quando existe essa possibilidade, torna-se necessário assegurar às comunidades condições para conhecer o projeto, compreender seus efeitos e participar do processo decisório por meio de procedimentos adequados.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;As medidas municipais e a ausência de consulta&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Outro aspecto que precisa ser considerado é que a viabilização do empreendimento não envolve apenas o futuro processo de licenciamento ambiental. Há também a adoção de medidas legislativas e administrativas pelos municípios diretamente relacionados ao projeto.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Embora o empreendimento esteja formalmente localizado em Eldorado do Sul, sua proximidade com Charqueadas faz com que ambos os municípios estejam inseridos no contexto territorial do projeto. Nesse sentido, é importante considerar que Eldorado do Sul aprovou a Lei Municipal nº 5.949, de 3 de dezembro de 2024, relacionada à criação das condições para implantação do Polo Tecnológico de Data Centers.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Em Charqueadas, foi aprovada a Lei Municipal nº 3.622/2025, que dispõe sobre a criação do Polo Tecnológico de Data Centers para a implantação desses complexos. A lei estabelece que o Polo será destinado à implantação de data centers e atividades de apoio pela empresa Scala Data Centers S/A, por si própria ou por meio de suas subsidiárias, e prevê a possibilidade de instalação de estruturas voltadas à computação, armazenamento de dados e desenvolvimento de inteligência artificial.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;A legislação municipal de Charqueadas também prevê atividades e estruturas de apoio ao empreendimento, incluindo hospedagem, restaurantes, complexo esportivo, centro de convenções, centro de treinamentos, hospitais, estacionamento e galpões para depósitos de equipamentos, além de prever a possibilidade de incentivos e colaboração do município em diferentes áreas relacionadas à implantação do Polo.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Essas medidas demonstram que a implantação do empreendimento envolve não apenas a instalação de estruturas destinadas ao processamento e armazenamento de dados, mas um conjunto mais amplo de intervenções e atividades, com repercussões territoriais, ambientais, econômicas e sociais de impactos profundos.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Apesar dessas medidas legislativas e administrativas adotadas pelos municípios, as comunidades Mbya Guarani Guajayvi e Pekuruty não foram chamadas a participar de processo de consulta acerca do empreendimento.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Essa circunstância merece atenção especial. A Convenção nº 169 da OIT não estabelece a obrigação de consulta apenas para medidas relacionadas ao licenciamento ambiental ou para empreendimentos localizados formalmente dentro de Terras Indígenas. A obrigação também alcança medidas legislativas e administrativas suscetíveis de afetar diretamente os povos indígenas.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Assim, a ausência de consulta não deve ser examinada somente em relação às futuras obras ou ao processo de licenciamento. É necessário considerar também as decisões legislativas e administrativas já adotadas para viabilizar o empreendimento, especialmente quando tomadas por municípios situados no contexto territorial de comunidades indígenas potencialmente afetadas.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A necessidade de garantir os direitos indígenas e das demais comunidades afetadas&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Em março de 2026, foram divulgadas informações sobre o compromisso do Governo do Estado com a tramitação célere das licenças e autorizações ambientais relacionadas ao empreendimento. O protocolo de intenções prevê apoio estatal para a obtenção das licenças e demais providências ambientais no menor período possível, observados os requisitos técnicos aplicáveis.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;A busca pela eficiência e pela celeridade administrativa de um empreendimento não pode desconsiderar as populações indígenas, os pequenos agricultores e outras comunidades tradicionais. Há a necessidade da observância das garantias constitucionais e dos direitos assegurados a esses grupos.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Quanto maior a dimensão e a complexidade de um empreendimento, maior deve ser o cuidado para que os processos de planejamento e licenciamento incorporem, desde suas etapas iniciais, os sujeitos potencialmente afetados.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Portanto, a celeridade administrativa não pode resultar na redução das garantias de participação. Da mesma forma, a consulta não deve ocorrer apenas quando as principais decisões sobre localização, dimensão, infraestrutura e funcionamento já estiverem definitivamente estabelecidas. Para que seja efetiva, ela precisa ocorrer em momento que permita às comunidades conhecerem as propostas e influenciarem as decisões que possam afetá-las.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Questão a ser respondida&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Nesse contexto, talvez a questão fundamental não seja apenas qual é a distância entre o data center e as comunidades, mas também:&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Por que as comunidades Mbya Guarani Guajayvi e Pekuruty, situadas nas proximidades do empreendimento e, portanto, afetadas por suas intervenções, sequer foram informadas acerca do data center e não participaram de qualquer processo de consulta?&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Diante dessa ausência de consulta, torna-se necessário impedir o avanço de iniciativas que possam dar início à instalação das obras antes que sejam assegurados os direitos das comunidades e realizados os procedimentos de consulta cabíveis.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Essas medidas são relevantes não apenas sob a perspectiva dos direitos indígenas, mas também para a própria qualidade e segurança jurídica do processo de planejamento e licenciamento.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;A ausência de consulta, diante da proximidade das comunidades, da dimensão do empreendimento e das medidas legislativas e administrativas já adotadas pelos municípios de Eldorado do Sul e Charqueadas para viabilizá-lo, suscita uma questão institucional que precisa ser devidamente examinada pelos órgãos responsáveis.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A necessidade de atuação institucional&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Diante desse cenário, é importante que a Funai, o Ministério Público Federal e o órgão ambiental estadual, cada qual no âmbito de suas atribuições, promovam a articulação necessária para assegurar que o processo de planejamento e licenciamento considere adequadamente a presença e os direitos das comunidades Mbya Guarani Guajayvi e Pekuruty.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Nesse processo, deve ser assegurada a realização da consulta nos termos da Convenção nº 169 da OIT e em conformidade com o Protocolo de Consulta do Povo Guarani, respeitando-se as formas próprias de organização, representação e tomada de decisão das comunidades.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;A consulta deve possibilitar que as comunidades tenham acesso às informações necessárias sobre o empreendimento, suas dimensões, localização, infraestrutura, demanda energética, impactos previstos e possibilidades de expansão. Mais do que uma exigência formal, trata-se de assegurar que um projeto de grande impacto não seja inserido em território próximo às comunidades indígenas sem o adequado cumprimento das normas legais e da Convenção nº 169 da OIT.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Porto Alegre, 02 de agosto de 2026.&lt;/p&gt;</description><pubDate>Wed, 05 Aug 2026 01:55:14 -0300</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/luiz-muller/blog/o-mega-data-center-scala-em-eldorado-do-sul-e-a-falta-de-consulta-as-comunidades-mbya-guarani</link><guid>http://blogoosfero.cc/luiz-muller/blog/o-mega-data-center-scala-em-eldorado-do-sul-e-a-falta-de-consulta-as-comunidades-mbya-guarani</guid></item><item><title>O Adeus a Bagre Fagundes: A Voz que Eternizou o Amor pelo Rio Grande</title><description>&lt;img width="752" height="1024" src="https://luizmuller.com/wp-content/uploads/2026/08/screenshot_20260802_222440_google6345068555709917260.jpg?w=752" alt=""&gt;



&lt;p&gt;Hoje o Rio Grande do Sul amanheceu mais silencioso. Despedimo-nos de &lt;strong&gt;Euclides Fagundes&lt;/strong&gt;, eternizado carinhosamente no coração do povo gaúcho como &lt;strong&gt;“Bagre” Fagundes&lt;/strong&gt; — uma das figuras mais emblemáticas, generosas e queridas da nossa música e cultura.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Poucos sabem, mas o apelido marcante que o acompanhou por toda a vida vem dos tempos de infância em Alegrete.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Filho do poeta e compositor Nico Fagundes, o jovem Euclides gostava muito de pescar nas águas dos rios da região. &lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Por conta dessa paixão e de sua agilidade nas margens dos rios e lagoas, acabou ganhando o apelido de “Bagre” — uma alcunha simples, popular e com gosto de terra e água, que mais tarde se tornaria um verdadeiro sinônimo de brasilidade e gauchismo.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Mais do que um grande músico e compositor, Bagre era a própria personificação da alma pampa: o carisma em pessoa, o sorriso largo, a gaita afinada e o amor incondicional pelas nossas tradições. &lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Ao lado de seus irmãos e da família no lendário grupo &lt;strong&gt;Os Fagundes&lt;/strong&gt;, ele ajudou a construir a trilha sonora da vida de gerações.&lt;/p&gt;



&lt;h3&gt;A Poesia que Fica&lt;/h3&gt;



&lt;p&gt;Bagre trazia na voz e nos dedos a capacidade única de transformar o cotidiano do campo e o sentimento do povo em poesia simples e profunda. &lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Entre tantas obras inesquecíveis que ganharam o Brasil na voz da família Fagundes, versos como os de &lt;em&gt;Canto Alegretense&lt;/em&gt; ecoam hoje como um abraço de despedida e um lembrete do orgulho de nossas raízes:&lt;/p&gt;



&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;“Não me perguntes onde fica o Alegrete&lt;/em&gt; &lt;em&gt;Segue o rumo do teu próprio coração&lt;/em&gt; &lt;em&gt;Encontrarás os galpões da minha terra&lt;/em&gt; &lt;em&gt;E o abraço de um gaúcho, meu irmão.”&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;



&lt;p&gt;Essas palavras, que já embalaram tantos encontros ao redor do fogo de chão, ganham agora um tom de saudade. &lt;/p&gt;



&lt;p&gt;O Alegrete de Bagre Fagundes não era apenas um ponto no mapa ou o lugar de suas pescarias de infância, mas um estado de espírito — um lugar de acolhimento, fraternidade e amor pela terra.&lt;/p&gt;



&lt;h3&gt;Um Legado Inesgotável&lt;/h3&gt;



&lt;p&gt;A partida de Bagre deixa um vazio imenso nos palcos, nas tertúlias e nos corações de quem ama a tradição gaúcha. &lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Contudo, seu legado é daqueles que o tempo não apaga. Cada vez que uma gaita soar em um galpão, cada vez que o hino afetivo do nosso estado for cantado a uma só voz, o espírito alegre e generoso de Bagre estará presente.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Aos familiares, amigos e fãs espalhados por todos os cantos, nossos mais profundos sentimentos.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Vá em paz, Bagre Fagundes.&lt;/strong&gt; O Rio Grande canta em tua homenagem e te agradece por cada nota, cada verso e cada sorriso. Tua estrela seguirá guiando o rumo do nosso coração.&lt;/p&gt;</description><pubDate>Wed, 05 Aug 2026 01:55:13 -0300</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/luiz-muller/blog/o-adeus-a-bagre-fagundes-a-voz-que-eternizou-o-amor-pelo-rio-grande</link><guid>http://blogoosfero.cc/luiz-muller/blog/o-adeus-a-bagre-fagundes-a-voz-que-eternizou-o-amor-pelo-rio-grande</guid></item><item><title>Porto Alegre no Ar reúne Sarau Poético, Roda de Conversa e Política</title><description>&lt;img width="1024" height="576" src="https://luizmuller.com/wp-content/uploads/2026/08/img-20260801-wa00347774437621513847609.jpg?w=1024" alt=""&gt;



&lt;p&gt;A primeira edição do “Projeto Porto Alegre no Ar”, vai reunir nesta terça-feira (04.08), das 19h às 21h, uma roda de conversa, onde os temas vão transitar entre poesia, cultura e política.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;O encontro acontece no Teatro Galpão Floresta Cultural (Rua Conselheiro Travassos, 541 – no bairro Floresta, na região do 4º Distrito em Porto Alegre).&lt;/p&gt;



&lt;img width="768" height="1024" src="https://luizmuller.com/wp-content/uploads/2026/08/img-20260730-wa02978189135447908646467.jpg?w=768" alt=""&gt;



&lt;p&gt;“Este projeto tem como objetivo fomentar a mobilização cultural e política da cidade”, avalia um dos organizadores do evento, &lt;strong&gt;Paulo Timm, &lt;/strong&gt;que é economista, escritor e Membro da Academia dos Escritores do Litoral Norte.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;em&gt;Programação:&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;em&gt;PARTE I –&lt;/em&gt; 19h às 20h.&lt;br&gt;&lt;em&gt;Sarau Poético – Poesia no Ar&lt;/em&gt;&lt;br&gt;Com a coordenação de Silvia Mara,  da Casa do Poeta Luso Brasileiro, com apoio da Casa do Poeta Latino Americano.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;em&gt;PARTE III-&lt;/em&gt; Mesa Redonda “Conjuntura Política&lt;br&gt;Com os coordenadores dos movimentos pluripartidários, Benedito Tadeu Cesar, Joaquim Terra, A.C. Cortes, Otávio, Luiz Muller, Cláudio Knierim, Vera Hass e outros&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;O Evento que acontecerá quinzenalmente no local, é Realizado e Transmitido pela Radio Cultural FM de Torres, pelo aplicativo de streaming da Radio e pelos Canais do Portal Litoral Norte no YouTube e Redes Sociais&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;O Teatro Galvão Floresta Cultural é um Amplo Espaço, com Sala de teatro de 130 lugares além de um bar e outros ambientes. &lt;/p&gt;




&lt;img width="768" height="1024" src="https://luizmuller.com/wp-content/uploads/2026/08/img-20260730-wa03001899681892957815633.jpg?w=768" alt=""&gt;



&lt;img width="768" height="1024" src="https://luizmuller.com/wp-content/uploads/2026/08/img-20260730-wa0297798689925844881526.jpg?w=768" alt=""&gt;



&lt;img width="768" height="1024" src="https://luizmuller.com/wp-content/uploads/2026/08/img-20260730-wa02964551086300964916560.jpg?w=768" alt=""&gt;



&lt;img width="1024" height="768" src="https://luizmuller.com/wp-content/uploads/2026/08/img-20260730-wa02981600862006608580238.jpg?w=1024" alt=""&gt;
</description><pubDate>Wed, 05 Aug 2026 01:55:13 -0300</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/luiz-muller/blog/porto-alegre-no-ar-reune-sarau-poetico-roda-de-conversa-e-politica</link><guid>http://blogoosfero.cc/luiz-muller/blog/porto-alegre-no-ar-reune-sarau-poetico-roda-de-conversa-e-politica</guid></item><item><title>Dois Pesos, Duas Medidas: A Decisão do TJRS Sobre a Irredutibilidade Salarial de Professores e Funcionários de Escola</title><description>&lt;img width="1024" height="537" src="https://luizmuller.com/wp-content/uploads/2026/07/20260731_111646_00008313981137154538409.png?w=1024" alt=""&gt;



&lt;p&gt;​&lt;em&gt;Ao rejeitar a ADI da irredutibilidade para a educação e manter super-salários no próprio Judiciário, julgamento do TJRS escancara a política de dois pesos e duas medidas no funcionalismo gaúcho.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;A decisão do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) sobre a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) da irredutibilidade salarial acendeu um debate profundo sobre &lt;strong&gt;equidade, isonomia e as prioridades do poder público&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;O Judiciário gaúcho manteve a interpretação favorável ao governo Leite,&lt;strong&gt; negando a servidores da ativa e aposentados da educação o direito à preservação de vantagens históricas.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;O desfecho da votação e o contraste entre as decisões aplicadas a diferentes carreiras do Estado trazem à tona reflexões urgentes sobre o valor atribuído a quem dedica a vida a ensinar.&lt;/p&gt;



&lt;h3&gt;O Voto de Desempate e o Custo do “Discurso Fiscal”&lt;/h3&gt;



&lt;p&gt;A votação da ADI refletiu a própria divisão interna do Tribunal: &lt;strong&gt;12 votos favoráveis aos educadores e 12 contrários&lt;/strong&gt;. &lt;/p&gt;



&lt;p&gt;O desempate coube ao presidente do TJRS, desembargador Eduardo Uhlein, que votou contra a tese do magistério.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;O principal argumento utilizado para fundamentar a negação do direito à categoria da educação foi o da &lt;strong&gt;responsabilidade fiscal&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Contudo, &lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;a href="https://cpers.com.br/nota-publica-quando-a-justica-protege-os-poderosos-e-vira-as-costas-para-quem-educa/"&gt;o que torna a decisão alvo de severas críticas por parte do CPERS é a assimetria na aplicação desse princípio:&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;P&lt;strong&gt;ara os Juizes e desembargadores&lt;/strong&gt; direitos semelhantes de vantagem pessoal foram reconhecidos, preservados, incorporados aos vencimentos e pagos retroativamente.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;O mesmo princípio jurídico do “direito adquirido” foi negado sob a justificativa de restrição orçamentária e equilíbrio das contas públicas.&lt;/p&gt;



&lt;ul&gt;&lt;/ul&gt;



&lt;p&gt;E pior: Na mesma sessão em que indeferiu a pauta dos professores e funcionários de escola, o Tribunal &lt;strong&gt;aprovou o envio de um projeto voltado à valorização da própria carreira da magistratura.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;



&lt;h3&gt;A Disparidade em Números&lt;/h3&gt;



&lt;p&gt;A crítica contida em nota do CPERS traz à luz dados públicos extraídos do Portal da Transparência do Poder Judiciário. &lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Enquanto o magistério gaúcho enfrenta quase 12 anos de perdas acumuladas no poder de compra, os vencimentos da cúpula do Judiciário revelam um abismo orçamentário.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Em junho de 2026, por exemplo, a remuneração bruta do presidente da corte ultrapassou os R$ 89 mil (com rendimento líquido superior a R$ 70 mil), havendo meses em que verbas indenizatórias e direitos eventuais elevaram os vencimentos para patamares superiores a R$ 140 mil, R$ 170 mil e até R$ 220 mil.&lt;/p&gt;



&lt;img width="950" height="606" src="https://luizmuller.com/wp-content/uploads/2026/07/2024-set765435269051486834.jpg?w=950" alt=""&gt;Contracheque de um Desembargador



&lt;p&gt;Essa disparidade evidencia como o conceito de restrição orçamentária ganha contornos flexíveis no serviço público, dependendo de qual categoria está em pauta.&lt;/p&gt;



&lt;h3&gt;O Impacto Humano e Social na Escola Pública&lt;/h3&gt;



&lt;p&gt;A garantia da irredutibilidade salarial e da isonomia não se trata da busca por privilégios, mas sim da manutenção da dignidade de milhares de professores, especialistas e funcionários de escola que sustentam a rede estadual do Rio Grande do Sul.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Quando a interpretação legal varia conforme a posição ocupada pelo servidor na estrutura do Estado, &lt;strong&gt;enfraquece-se a confiança nas instituições democráticas e no próprio princípio constitucional de que todos são iguais perante a lei.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Se duas categorias vivenciam situações análogas em relação a direitos adquiridos, a interpretação da norma deveria seguir o mesmo critério.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;A responsabilidade fiscal não pode servir como argumento seletivo aplicado apenas às carreiras de base do funcionalismo.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;strong&gt;O Ensino Público deveria ser Valorizado&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Decisões que reduzem ou estagnam os ganhos da educação desencorajam novos talentos e impactam diretamente a qualidade do ensino público oferecido à sociedade.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;O julgamento da ADI da irredutibilidade vai além de uma disputa judicial ou sindical; é um retrato marcante das desigualdades estruturais no serviço público brasileiro.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Para que haja uma educação pública forte, universal e de qualidade, a valorização humana de quem está em sala de aula precisa ir além dos discursos e se refletir em atos concretos de justiça salarial e jurídica.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt; Garantir isonomia não é apenas um dever legal — é o passo fundamental para demonstrar que o futuro da sociedade gaúcha é, de fato, uma prioridade.&lt;/p&gt;</description><pubDate>Wed, 05 Aug 2026 01:55:12 -0300</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/luiz-muller/blog/dois-pesos-duas-medidas-a-decisao-do-tjrs-sobre-a-irredutibilidade-salarial-de-professores-e-funcionarios-de-escola</link><guid>http://blogoosfero.cc/luiz-muller/blog/dois-pesos-duas-medidas-a-decisao-do-tjrs-sobre-a-irredutibilidade-salarial-de-professores-e-funcionarios-de-escola</guid></item><item><title>Pesquisa Genial/Quaest: Conforme ficam mais conhecidos, Juliana Brizola cresce e Rejeição a Zucco Aumenta</title><description>&lt;a href="https://luizmuller.com/wp-content/uploads/2026/07/2-1080x608-1.png"&gt;&lt;img width="1024" height="576" src="https://luizmuller.com/wp-content/uploads/2026/07/2-1080x608-1.png?w=1024" alt=""&gt;&lt;/a&gt;



&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;A pesquisa mostra claramente que Juliana Brizola ganha força conforme vai sendo mais conhecida. Já enquanto  Zucco vê a rejeição aumentar na mesma proporção em que  se torna mais conhecido. &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Uma pesquisa eleitoral é composta de múltiplas dimensões, mas o fator &lt;strong&gt;Rejeição&lt;/strong&gt; é um dos componentes mais determinantes para medir a viabilidade e o teto de crescimento de qualquer candidatura. &lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Observando os dados da pesquisa &lt;strong&gt;Genial/Quaest (Julho/2026 em comparação com Abril/2026)&lt;/strong&gt;, é possível extrair diagnóstico sobre a relação entre a notoriedade das lideranças políticas do estado e a reação do eleitorado.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Entre a pesquisa de &lt;strong&gt;Abril/2026&lt;/strong&gt; e a de &lt;strong&gt;Julho/2026&lt;/strong&gt;, observa-se uma tendência clara: &lt;strong&gt;diminuiu o número de eleitores que desconhecem os candidatos&lt;/strong&gt;. À medida que o debate político esquenta e a cobertura pré-eleitoral se intensifica, o eleitor passa a tomar mais contato com os nomes em disputa.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;No entanto, o dado mais interessante não é apenas o aumento da notoriedade, mas &lt;strong&gt;como essa notoriedade se transforma em intenção de voto ou em rejeição&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;



&lt;h3&gt;2. Dados Comparativos (Abril vs. Julho 2026)&lt;/h3&gt;



&lt;table&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td&gt;&lt;strong&gt;Candidato(a)&lt;/strong&gt;&lt;/td&gt;
&lt;td&gt;&lt;strong&gt;Conhece e Votaria (Abril → Julho)&lt;/strong&gt;&lt;/td&gt;
&lt;td&gt;&lt;strong&gt;Não Conhece (Abril → Julho)&lt;/strong&gt;&lt;/td&gt;
&lt;td&gt;&lt;strong&gt;Conhece e Não Votaria – Rejeição (Abril → Julho)&lt;/strong&gt;&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;

&lt;tr&gt;
&lt;td&gt;&lt;strong&gt;Juliana Brizola (PDT)&lt;/strong&gt;&lt;/td&gt;
&lt;td&gt;28% → &lt;strong&gt;33%&lt;/strong&gt; (+5)&lt;/td&gt;
&lt;td&gt;37% → &lt;strong&gt;34%&lt;/strong&gt; (-3)&lt;/td&gt;
&lt;td&gt;35% → &lt;strong&gt;33%&lt;/strong&gt; (-2)&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td&gt;&lt;strong&gt;Luciano Zucco (PL)&lt;/strong&gt;&lt;/td&gt;
&lt;td&gt;23% → &lt;strong&gt;25%&lt;/strong&gt; (+2)&lt;/td&gt;
&lt;td&gt;60% → &lt;strong&gt;55%&lt;/strong&gt; (-5)&lt;/td&gt;
&lt;td&gt;17% → &lt;strong&gt;20%&lt;/strong&gt; (+3)&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td&gt;&lt;strong&gt;Gabriel Souza (MDB)&lt;/strong&gt;&lt;/td&gt;
&lt;td&gt;11% → &lt;strong&gt;12%&lt;/strong&gt; (+1)&lt;/td&gt;
&lt;td&gt;77% → &lt;strong&gt;73%&lt;/strong&gt; (-4)&lt;/td&gt;
&lt;td&gt;12% → &lt;strong&gt;15%&lt;/strong&gt; (+3)&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td&gt;&lt;strong&gt;Marcelo Maranata (PSDB)&lt;/strong&gt;&lt;/td&gt;
&lt;td&gt;4% → &lt;strong&gt;4%&lt;/strong&gt; (=)&lt;/td&gt;
&lt;td&gt;87% → &lt;strong&gt;86%&lt;/strong&gt; (-1)&lt;/td&gt;
&lt;td&gt;9% → &lt;strong&gt;10%&lt;/strong&gt; (+1)&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td&gt;&lt;strong&gt;Rejane Oliveira (PSTU)&lt;/strong&gt;&lt;/td&gt;
&lt;td&gt;2% → &lt;strong&gt;2%&lt;/strong&gt; (=)&lt;/td&gt;
&lt;td&gt;91% → &lt;strong&gt;89%&lt;/strong&gt; (-2)&lt;/td&gt;
&lt;td&gt;7% → &lt;strong&gt;9%&lt;/strong&gt; (+2)&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td&gt;&lt;strong&gt;Cesar Pontes (PCO)&lt;/strong&gt;&lt;/td&gt;
&lt;td&gt;— → &lt;strong&gt;4%&lt;/strong&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td&gt;— → &lt;strong&gt;86%&lt;/strong&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td&gt;— → &lt;strong&gt;10%&lt;/strong&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td&gt;&lt;strong&gt;Priscila Voigt (UP)&lt;/strong&gt;&lt;/td&gt;
&lt;td&gt;— → &lt;strong&gt;2%&lt;/strong&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td&gt;— → &lt;strong&gt;94%&lt;/strong&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td&gt;— → &lt;strong&gt;4%&lt;/strong&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;

&lt;/table&gt;



&lt;h3&gt;3. Juliana Brizola (PDT): Mais Conhecimento, Menos Rejeição&lt;/h3&gt;



&lt;p&gt;O comportamento dos dados em relação a &lt;strong&gt;Juliana Brizola&lt;/strong&gt; revela uma dinâmica de conversão altamente positiva:&lt;/p&gt;



&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;O seu índice de desconhecimento caiu de &lt;strong&gt;37% para 34%&lt;/strong&gt; (-3 pp).&lt;/li&gt;



&lt;li&gt;O segmento &lt;em&gt;“Conhece e votaria”&lt;/em&gt; cresceu significativamente de &lt;strong&gt;28% para 33%&lt;/strong&gt; (+5 pp).&lt;/li&gt;



&lt;li&gt;A sua rejeição (&lt;em&gt;“Conhece e não votaria”&lt;/em&gt;) diminuiu de &lt;strong&gt;35% para 33%&lt;/strong&gt; (-2 pp).&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;



&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Análise:&lt;/strong&gt; Isso indica que, ao conhecerem melhor a candidata, a tendência do eleitorado é de &lt;strong&gt;simpatizar e declarar voto nela&lt;/strong&gt;, reduzindo inclusive a resistência ao seu nome. A familiaridade com Juliana Brizola tem sido um ativo para expansão de sua base.&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;



&lt;h3&gt;4. Luciano Zucco (PL): O Aumento da Rejeição com a Maior Notoriedade&lt;/h3&gt;



&lt;p&gt;Com &lt;strong&gt;Luciano Zucco&lt;/strong&gt;, observa-se o fenômeno inverso:&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;O número de eleitores que &lt;em&gt;“Não conhece”&lt;/em&gt; o candidato teve uma redução expressiva de &lt;strong&gt;60% para 55%&lt;/strong&gt; (-5 pp).&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;No entanto, a migração desses eleitores deu-se prioritariamente para a rejeição: o segmento &lt;strong&gt;&lt;em&gt;“Conhece e não votaria”&lt;/em&gt; subiu de 17% para 20% (+3 pp).&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;O potencial de voto (&lt;em&gt;“Conhece e votaria”&lt;/em&gt;) teve um avanço discreto, indo de &lt;strong&gt;23% para 25%&lt;/strong&gt; (+2 pp).&lt;/p&gt;



&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;Conforme Zucco vai ficando mais conhecido pelo grande público, &lt;strong&gt;sua rejeição cresce em ritmo superior ao do seu potencial eleitoral&lt;/strong&gt;. Isso mostra que o aumento da exposição do candidato tem gerado mais resistência ou polarização do que atração de novos eleitores.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Gabriel Souza (MDB)&lt;/strong&gt; apresentou movimento similar ao de Zucco: diminuiu seu desconhecimento (de 77% para 73%), com leve ganho de potencial de voto (11% para 12%), mas subida idêntica na rejeição (12% para 15%). &lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Ser conhecido é apenas o primeiro passo na corrida eleitoral; &lt;strong&gt;o tipo de sentimento gerado ao se tornar conhecido é o que define a eleição&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;



&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;A pesquisa mostra claramente que Juliana Brizola ganha força conforme vai sendo mais conhecida. Já enquanto  Zucco vê a rejeição aumentar na mesma proporção em que  se torna mais conhecido. &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;em&gt; Fotos: Divulgação/Juliana Brizola e Marina Ramos/Câmara dos Deputados&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Wed, 05 Aug 2026 01:55:12 -0300</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/luiz-muller/blog/pesquisa-genialquaest-conforme-ficam-mais-conhecidos-juliana-brizola-cresce-e-rejeicao-a-zucco-aumenta</link><guid>http://blogoosfero.cc/luiz-muller/blog/pesquisa-genialquaest-conforme-ficam-mais-conhecidos-juliana-brizola-cresce-e-rejeicao-a-zucco-aumenta</guid></item><item><title>Mais que diplomacia de gestos: a dimensão industrial dos acordos entre Brasil e Coreia do Sul</title><description>&lt;a href="https://luizmuller.com/wp-content/uploads/2026/07/brasil-coreia-do-sul.png"&gt;&lt;img width="610" height="320" src="https://luizmuller.com/wp-content/uploads/2026/07/brasil-coreia-do-sul.png?w=610" alt=""&gt;&lt;/a&gt;



&lt;p&gt;O encontro oficial no Palácio do Alvorada entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente sul-coreano representou um marco relevante para a inserção internacional do Brasil. Em um cenário global marcado pela busca por cadeias de suprimentos seguras e tecnologia de ponta, a aproximação entre Brasília e Seul acerta ao ir além da diplomacia cerimonial e mirar na cooperação industrial de alto valor agregado.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Ao resumir o impacto estratégico das negociações bilaterais, o presidente Lula destacou a mudança de patamar na relação entre os países:&lt;/p&gt;



&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Não estamos apenas vendendo commodities ou comprando produtos acabados; estamos construindo uma parceria tecnológica e industrial de mão dupla, que garante soberania e gera empregos de alta qualificação no Brasil.”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; Presidente Lula&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;



&lt;p&gt;O grande destaque prático dessa aproximação transpareceu na agenda de defesa e aeroespacial. O gesto histórico do presidente sul-coreano ao vir ao Brasil para acompanhar a entrega do primeiro cargueiro KC-390 Millennium (C-390) — parte do lote adquirido para a Força Aérea da Coreia do Sul — atesta o protagonismo da engenharia nacional. A escolha da aeronave da Embraer por uma das forças armadas mais exigentes da Ásia consolida o Brasil não apenas como exportador de bens primários, mas como fornecedor de alta tecnologia militar.&lt;/p&gt;



&lt;h4&gt;Acordos estratégicos e o gargalo da implementação&lt;/h4&gt;



&lt;p&gt;A assinatura de memorandos abrangendo minerais críticos, semicondutores, inteligência artificial e cooperação na Base de Alcântara demonstra visão de longo prazo. O Brasil detém reservas decisivas para a transição energética global, enquanto a Coreia do Sul domina a manufatura avançada; integrar essas duas pontas é o caminho correto para evitar o extrativismo cru e gerar valor local. Da mesma forma, a intenção de destravar as negociações do acordo Mercosul-Coreia do Sul ataca um impasse comercial histórico.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Contudo, a avaliação crítica exige apontar que a eficácia desses memorandos dependerá de entregas concretas. Historicamente, acordos bilaterais no Brasil correm o risco de estagnar na burocracia se não forem acompanhados de reformas infraestruturais, segurança jurídica e agilidade nas inspeções sanitárias — como no caso da abertura do mercado coreano à carne bovina brasileira, que ainda depende de futuras missões de verificação.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Se o Brasil pretender transformar a retórica diplomática em ganhos permanentes, precisará garantir que a transferência de tecnologia e as parcerias industriais saiam do papel com a mesma precisão demonstrada pela Embraer na entrega do KC-390.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Abaixo, você pode acompanhar a transmissão na íntegra e os pronunciamentos no Palácio do Alvorada:&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Assista aos detalhes do encontro no &lt;a target="_blank" href="https://www.youtube.com/watch?v=xhnNfdWNaDI"&gt;canal do UOL no YouTube&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;</description><pubDate>Wed, 05 Aug 2026 01:55:12 -0300</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/luiz-muller/blog/mais-que-diplomacia-de-gestos-a-dimensao-industrial-dos-acordos-entre-brasil-e-coreia-do-sul</link><guid>http://blogoosfero.cc/luiz-muller/blog/mais-que-diplomacia-de-gestos-a-dimensao-industrial-dos-acordos-entre-brasil-e-coreia-do-sul</guid></item><item><title>Adeli Sell lança seu primeiro romance</title><description>&lt;img width="906" height="1024" src="https://luizmuller.com/wp-content/uploads/2026/07/img-20260715-wa00606420407519156808531.jpg?w=906" alt=""&gt;



&lt;p&gt;O professor de Literatura e escritor Adeli Sell acaba de lançar seu primeiro romance Os Velhos. Uma publicação do selo Dominus Livros&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;O livro tem 179 páginas e está à venda na Livraria Isasul, na Rua Riachuelo, 1236. A capa e edição são de Diogo Baigorra. Tem Prefácio da escritora Vera Ione Molina.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Trata-se da história dos irmãos Pedro e Maria em processo de envelhecimento com suas múltiplas idiossincrasias.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Uma leitura fluida e profunda ao mesmo tempo, explorando temas como solidão, depressão e esquecimento.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;O enredo inclui as relações com filhos que vivem distantes e com os netos que acabam criando laços que os filhos perderam.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;As ambientações se dão em Porto Alegre e Nonoai com as personagens centrais, como em Oslo, São Petersburgo e Toronto, com algumas andanças a mais.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Segundo Vera Ione Molina: “O ‘tecido’ usado na confecção deste romance é decorrência das idiossincrasias das personagens Maria e Pedro, portanto, uma obra de leitura fluente e inesquecível, onde tudo é muito bem narrado, mostrado e adequado. Um primeiro romance de sucesso.”&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;O autor presente realizar alguns lançamentos e rodas de conversas acerca do livro, que serão divulgados em suas redes sociais.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;O livro também pode ser adquirido com o autor pelo WhatsApp 51.999335309 e enviado pelos correios.&lt;/p&gt;



&lt;img width="350" height="350" src="https://luizmuller.com/wp-content/uploads/2026/07/img-20260728-wa01193479448567259699244.jpg?w=350" alt=""&gt;Adeli Sell</description><pubDate>Wed, 05 Aug 2026 01:55:11 -0300</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/luiz-muller/blog/adeli-sell-lanca-seu-primeiro-romance</link><guid>http://blogoosfero.cc/luiz-muller/blog/adeli-sell-lanca-seu-primeiro-romance</guid></item><item><title>Com 30% das sementes doadas pelo PAA, Conab participa da 23ª Festa da Colheita do Arroz Agroecológico</title><description>&lt;div&gt;
&lt;a href="https://luizmuller.com/wp-content/uploads/2026/03/img_4228.jpg"&gt;&lt;img width="1024" height="768" src="https://luizmuller.com/wp-content/uploads/2026/03/img_4228.jpg?w=1024" alt=""&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;


&lt;p&gt;A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) participou, nesta sexta-feira (20), da 23ª Festa da Colheita do Arroz Agroecológico, no Assentamento Capela, em Nova Santa Rita (RS). A estatal foi responsável pela doação de cerca de 30% das sementes utilizadas no plantio da safra 2025/2026, por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA Sementes).&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;A edição deste ano teve como anfitriã a Cooperativa de Produção Agropecuária Nova Santa Rita (Coopan) e reuniu cerca de duas mil pessoas. Entre elas, o presidente da Conab, Edegar Pretto, o diretor de Operações e Abastecimento da estatal, Arnoldo de Campos, e a secretária executiva do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), Fernanda Machiaveli.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;O presidente da Conab ressaltou o impacto das políticas públicas no fortalecimento da produção de alimentos e no combate à fome. “Após a enchente de 2024 no Rio Grande do Sul, 100% da semente de arroz orgânico plantado e colhido veio do PAA Sementes. Nesta safra, contribuímos com 30%. Seguimos apoiando a produção com compras públicas e formação de estoques, com prioridade para o arroz. Estamos ao lado de quem produz, porque é da terra e do trabalho deles que vem o essencial para o povo brasileiro: a alimentação. Esse arroz abastece programas da Conab e ajudou o Brasil a sair do mapa da fome”, afirmou.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Além do apoio com sementes, a Conab adquiriu, no fim de 2025, R$ 2,5 milhões em arroz orgânico produzido pelos assentados, fortalecendo os estoques públicos e a política de garantia de preços mínimos ao produtor.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;A produção envolve cerca de 300 famílias assentadas, organizadas de forma cooperada em sete municípios do Rio Grande do Sul: Viamão, Nova Santa Rita, Eldorado do Sul, Charqueadas, Guaíba, Tapes e São Gabriel.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;A programação incluiu o ato simbólico de abertura da colheita e seguiu ao longo do dia com a Feira da Reforma Agrária e da Agroecologia, reunindo cooperativas e grupos de produção ligados ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Também teve atividades culturais, rodas de música e ações pedagógicas.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;A expectativa é de que a safra deste ano alcance cerca de 14 mil toneladas de arroz agroecológico, sendo aproximadamente 4 mil toneladas provenientes de áreas cultivadas com sementes doadas pela Conab em 2025.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Créditos: Catiana de Medeiros/Conab&lt;/p&gt;




&lt;a href="https://luizmuller.com/wp-content/uploads/2026/03/img_4321-1.jpg"&gt;&lt;img width="1024" height="768" src="https://luizmuller.com/wp-content/uploads/2026/03/img_4321-1.jpg?w=1024" alt=""&gt;&lt;/a&gt;



&lt;a href="https://luizmuller.com/wp-content/uploads/2026/03/img_4295.jpg"&gt;&lt;img width="1024" height="744" src="https://luizmuller.com/wp-content/uploads/2026/03/img_4295.jpg?w=1024" alt=""&gt;&lt;/a&gt;



&lt;a href="https://luizmuller.com/wp-content/uploads/2026/03/img_4225-2.jpg"&gt;&lt;img width="1024" height="768" src="https://luizmuller.com/wp-content/uploads/2026/03/img_4225-2.jpg?w=1024" alt=""&gt;&lt;/a&gt;



&lt;a href="https://luizmuller.com/wp-content/uploads/2026/03/img_4258.jpg"&gt;&lt;img width="1024" height="768" src="https://luizmuller.com/wp-content/uploads/2026/03/img_4258.jpg?w=1024" alt=""&gt;&lt;/a&gt;
</description><pubDate>Fri, 20 Mar 2026 17:55:55 -0300</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/luiz-muller/blog/com-30-das-sementes-doadas-pelo-paa-conab-participa-da-23a-festa-da-colheita-do-arroz-agroecologico</link><guid>http://blogoosfero.cc/luiz-muller/blog/com-30-das-sementes-doadas-pelo-paa-conab-participa-da-23a-festa-da-colheita-do-arroz-agroecologico</guid></item><item><title>O Papel dos Caminhoneiros na Estabilidade Econômica e na Soberania Nacional</title><description>&lt;div&gt;
&lt;a href="https://luizmuller.com/wp-content/uploads/2026/03/caminhoneiros-autonomos-fotor-20260320163311.jpg"&gt;&lt;img src="https://luizmuller.com/wp-content/uploads/2026/03/caminhoneiros-autonomos-fotor-20260320163311.jpg" alt=""&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;


&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;“Parabenizo todas as lideranças de caminhoneiros pela maturidade, responsabilidade e coerência neste momento, evitando uma paralisação em um cenário de turbulência global, com reflexos de guerra. Uma paralisação agora traria impactos para diversos setores e para a economia nacional”,&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; afirma Paulinho do Transporte, na Assembleia da CNTTL Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL)&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Em um momento de extrema tensão geopolítica e econômica, o Brasil assiste a um exemplo de maturidade vindo das estradas. Enquanto forças externas e interesses financeiros internos tentam desestabilizar a maior economia da América Latina, os caminhoneiros autônomos demonstraram que o compromisso com o país e com a mesa do povo brasileiro está acima de qualquer oportunismo.&lt;/p&gt;



&lt;h3&gt;Maturidade e Responsabilidade em Meio à Crise&lt;/h3&gt;



&lt;p&gt;Em Assembleia nesta quinta, 19/03, a CNTTL tomou a decisão estratégica de suspender movimentos de greve, mesmo diante de um cenário de pressão asfixiante sobre a categoria. De acordo com lideranças da CNTTL, a categoria agiu com &lt;strong&gt;maturidade, responsabilidade e coerência&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;A suspensão da greve não significa uma aceitação das dificuldades, mas sim um gesto de profundo senso de nacionalidade. Os caminhoneiros entenderam que parar o país agora seria servir de “massa de manobra” para interesses que transcendem nossas fronteiras. Em um cenário onde figuras como Donald Trump intensificam ataques econômicos globais, visando enfraquecer potências regionais e produtores de petróleo como o Brasil, a estabilidade interna torna-se nossa maior arma de defesa.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;a href="https://cnttl.org.br/noticia/11103/mp-garante-avancos-caminhoneiros-agiram-com-maturidade-responsabilidade-e-coerencia-destaca-cnttl?fbclid=IwY2xjawQqcLNleHRuA2FlbQIxMABicmlkETF6UWFjNERjYWdSaUtLOHBBc3J0YwZhcHBfaWQQMjIyMDM5MTc4ODIwMDg5MgABHgpB48vuKb82k2N20ennL3bs43_vp8ZJplUL5NdywQUDounNP1-ZY4jM0qFM_aem_b8N4-Vmh3oNuUieDMg7stQ"&gt;“Estamos negociando com o governo federal, não é o momento de greve. Para nós, o piso mínimo é dignidade e qualidade de vida para os caminhoneiros. Se subir o diesel, agora, com as regras dessa MP, o frete subirá também”, disse em assembleia Luciano Santos, presidente do Sindicam-Baixada Santista .&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;



&lt;h3&gt;O Papel “Anti-Nação” das Distribuidoras Privadas&lt;/h3&gt;



&lt;p&gt;Enquanto o caminhoneiro decide seguir viagem para garantir que o alimento e o remédio cheguem ao destino, do outro lado da bomba vemos um comportamento vergonhoso. Distribuidoras privadas de combustível têm segurado estoques de Diesel, criando uma escassez artificial para chantagear o governo e a sociedade por preços maiores, baseados na volatilidade internacional.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Essa postura é abertamente &lt;strong&gt;anti-nação&lt;/strong&gt;. Ao priorizar lucros exorbitantes em detrimento do abastecimento nacional, essas empresas sabotam a economia brasileira. &lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Elas não atacam apenas o bolso do motorista; atacam o prato do trabalhador, já que o custo do transporte inflaciona diretamente o preço dos alimentos. É uma tentativa de sequestrar a economia do país em favor de dividendos, ignorando que o Brasil é um dos maiores produtores de petróleo do mundo e essa riqueza deve ser usada em benefício de seu povo, e não de cartéis de distribuição.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Aliás, se a BR DISTRIBUIDORA não tivesse sido privatizada por Bolsonaro em 2019, este cartel das distribuidoras privadas não teria força nenhuma. Por isto é bom que o povo compreenda aquela frase dita por Getúlio Vargas quando criou a  Petrobras: “A Petrobrás do Poço ao Posto”, ou seja, todo o processo de produção Refino e distribuição ser feito pela Petrobras, em benefício de todos. &lt;/p&gt;



&lt;h3&gt;O Brasil como Potência Regional&lt;/h3&gt;



&lt;p&gt;O Brasil é o gigante da América Latina. Nossa autossuficiência e capacidade produtiva incomodam aqueles que desejam manter a região em uma posição de subordinação. Uma greve geral de transportes neste momento seria o combustível perfeito para ataques externos que visam desvalorizar nossos ativos e desestabilizar nossa política energética.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Ao manterem os motores ligados, os caminhoneiros autônomos garantem a soberania nacional. Eles mostram que, ao contrário das distribuidoras que só enxergam cifrões, a classe trabalhadora enxerga a bandeira e o futuro do país.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;A história registrará este momento: de um lado, a ganância de grupos privados que usam o combustível como arma de chantagem; do outro, a resiliência e o patriotismo dos caminhoneiros que, mesmo sob pressão, escolheram o Brasil. &lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A maturidade demonstrada pela categoria, como bem pontuado pela CNTTL, é o que mantém o país de pé contra as tempestades externas e a sabotagem interna.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;O que você acha dessa postura dos caminhoneiros? Deixe um comentário abaixo e compartilhe este artigo para que mais brasileiros entendam o que está em jogo nas nossas estradas.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Leia a Nota da CNTTL na íntegra clicando no link no card: &lt;/p&gt;



&lt;a href="https://cnttl.org.br/noticia/11103/mp-garante-avancos-caminhoneiros-agiram-com-maturidade-responsabilidade-e-coerencia-destaca-cnttl?fbclid=IwY2xjawQqcLNleHRuA2FlbQIxMABicmlkETF6UWFjNERjYWdSaUtLOHBBc3J0YwZhcHBfaWQQMjIyMDM5MTc4ODIwMDg5MgABHgpB48vuKb82k2N20ennL3bs43_vp8ZJplUL5NdywQUDounNP1-ZY4jM0qFM_aem_b8N4-Vmh3oNuUieDMg7stQ"&gt;&lt;img width="588" height="333" src="https://luizmuller.com/wp-content/uploads/2026/03/nota-oficial-cnttl.png?w=588" alt=""&gt;&lt;/a&gt;



&lt;p&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Fri, 20 Mar 2026 17:55:55 -0300</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/luiz-muller/blog/o-papel-dos-caminhoneiros-na-estabilidade-economica-e-na-soberania-nacional</link><guid>http://blogoosfero.cc/luiz-muller/blog/o-papel-dos-caminhoneiros-na-estabilidade-economica-e-na-soberania-nacional</guid></item><item><title>Do Sinai ao Calvário: Onde o Novo Testamento se Distancia do Sionismo e da Prosperidade?</title><description>&lt;div&gt;
&lt;a href="https://luizmuller.com/wp-content/uploads/2026/03/gemini_generated_image_gkqy9dgkqy9dgkqy.png"&gt;&lt;img width="1024" height="558" src="https://luizmuller.com/wp-content/uploads/2026/03/gemini_generated_image_gkqy9dgkqy9dgkqy.png?w=1024" alt=""&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;


&lt;p&gt;Para muitos cristãos hoje, a bandeira de Israel e a busca pela riqueza parecem partes inseparáveis da fé. No entanto, ao abrirmos os Evangelhos, encontramos um Jesus que frequentemente caminha na direção oposta. Se somos seguidores de Cristo, por que muitas vezes parecemos mais focados nas leis e conquistas do Velho Testamento do que no amor radical do Novo Testamento?&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Pra quem não sabe, este blogueiro estudou teologia na Juventude, na Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil. E baseado neste conhecimento adquirido, decidi escrever este artigo, pois vejo alguns amigos que mais parecem professadores da Fé Judaica que da Fé Cristã. Mas há profundas contradições entre as duas:&lt;/p&gt;



&lt;h2&gt;1. A Lei vs. A Graça: O Perigo de “Retroceder” ao Velho Testamento&lt;/h2&gt;



&lt;p&gt;O Velho Testamento é a base da nossa fé, mas para o cristão, ele é uma preparação para algo maior. O &lt;strong&gt;Sionismo Cristão&lt;/strong&gt; foca em terras, exércitos e fronteiras geográficas. Mas Jesus foi claro:&lt;/p&gt;



&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;“&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;O meu reino não é deste mundo”&lt;/em&gt; (João 18:36).&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;



&lt;p&gt;Quando uma igreja&lt;strong&gt; foca excessivamente em rituais do Velho Testamento&lt;/strong&gt; (como o uso do Shofar ou a guarda de leis levíticas), ela corre o risco de ignorar o que &lt;strong&gt;o apóstolo Paulo alertou em Gálatas: se voltarmos a depender da Lei e de rituais antigos para nossa salvação ou identidade, “de Cristo vos desligastes” (Gálatas 5:4)&lt;/strong&gt;. O cristianismo é a religião da &lt;strong&gt;Universalidade&lt;/strong&gt; — onde não há mais judeu nem grego, mas todos são um em Cristo.&lt;/p&gt;



&lt;h2&gt;2. O Mito da Teologia da Prosperidade: Acumulação ou Partilha?&lt;/h2&gt;



&lt;p&gt;Muitos acreditam que ser abençoado por Deus significa ter uma conta bancária cheia. Essa ideia, no entanto, não nasceu na Bíblia, mas foi importada dos EUA em meados do século XX.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;A “Teologia da Prosperidade” foi incentivada como uma ferramenta política para combater a &lt;strong&gt;Teologia da Libertação&lt;/strong&gt;. Enquanto esta última falava em justiça social, direitos dos pobres e humildade coletiva (as bases do humanismo cristão), a Teologia da Prosperidade focava no indivíduo e no consumo, esvaziando a igreja de sua missão crítica e social.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;strong&gt;O que Jesus diz sobre o acúmulo?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;strong&gt;O Jovem Rico:&lt;/strong&gt; Jesus não lhe deu uma estratégia de investimento; Ele disse: &lt;strong&gt;&lt;em&gt;“Vende tudo o que tens, dá-o aos pobres… e vem, segue-me”&lt;/em&gt; (Lucas 18:22).&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A Humildade Coletiva:&lt;/strong&gt; No livro de Atos, a igreja primitiva não buscava a prosperidade individual, mas a sobrevivência do grupo: &lt;strong&gt;&lt;em&gt;“Todos os que criam estavam juntos e tinham tudo em comum”&lt;/em&gt; (Atos 2:44).&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;



&lt;h2&gt;3. As Contradições do Sionismo sob a Lente da Cruz&lt;/h2&gt;



&lt;p&gt;O Sionismo Cristão defende a posse de terras através da força e da política. Mas o Novo Testamento nos chama para um tipo diferente de “conquista”:&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Vencer o mal com o bem:&lt;/strong&gt; Enquanto o Velho Testamento fala em “olho por olho”, Jesus diz: &lt;em&gt;“Amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem”&lt;/em&gt; (Mateus 5:44).&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;strong&gt;O Templo não é de Pedra:&lt;/strong&gt; O Sionismo foca na reconstrução de templos físicos em Jerusalém. Mas o Novo Testamento ensina que &lt;strong&gt;nós&lt;/strong&gt; somos o templo do Espírito Santo (1 Coríntios 6:19). Gastar milhões em réplicas de templos enquanto irmãos passam fome é uma inversão direta das prioridades de Cristo.&lt;/p&gt;



&lt;h2&gt;Conclusão: Voltando à Essência&lt;/h2&gt;



&lt;p&gt;Ser cristão não é ostentar bandeiras de nações estrangeiras nem exibir bens materiais como troféus de fé. O cristianismo é, essencialmente, uma proposta de &lt;strong&gt;humildade coletiva&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;desprendimento&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Se a nossa igreja parece mais com um tribunal de leis do Velho Testamento ou com uma empresa de investimentos do que com a comunidade de partilha de Atos dos Apóstolos, talvez estejamos seguindo um sistema político-econômico, mas não necessariamente a Jesus Cristo.&lt;/p&gt;



&lt;h3&gt;Pergunta para reflexão:&lt;/h3&gt;



&lt;p&gt;&lt;em&gt;Se Jesus entrasse na sua igreja hoje, Ele se sentiria em casa com os rituais e a pregação sobre dinheiro, ou Ele estaria lá fora, com os que nada têm, ensinando que o maior no Reino é aquele que serve?&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Wed, 18 Mar 2026 17:51:58 -0300</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/luiz-muller/blog/do-sinai-ao-calvario-onde-o-novo-testamento-se-distancia-do-sionismo-e-da-prosperidade</link><guid>http://blogoosfero.cc/luiz-muller/blog/do-sinai-ao-calvario-onde-o-novo-testamento-se-distancia-do-sionismo-e-da-prosperidade</guid></item><item><title>Em tempos de Guerra Hibrida, Trabalhismo e Petismo juntos em Defesa do Rio Grande e da Soberania Nacional</title><description>&lt;div&gt;
&lt;a href="https://luizmuller.com/wp-content/uploads/2026/03/gemini_generated_image_8as1go8as1go8as1.png"&gt;&lt;img width="1024" height="675" src="https://luizmuller.com/wp-content/uploads/2026/03/gemini_generated_image_8as1go8as1go8as1.png?w=1024" alt=""&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;


&lt;p&gt;Enquanto o Império e as bightechs jogam o mundo em uma Guerra Hibrida sem fim visível, no Brasil e no Rio Grande teremos eleições. Mas não nos enganemos: elas são vistas pelo império e pelas bightechs como batalha da guerra hibrida que travam contra o mundo livre.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Fiquei feliz com o conteúdo da matéria da Zero narrando reunião havida entre o PDT e o PT gaúchos. A possibilidade concreta da Unidade entre trabalhistas e petistas, sinaliza que ambos compreendem que há um mal a ser derrotado no mundo e que aqui como em todo o Brasil, é representado pelo bolsofascismo. Não se trata de negacear pequenas coisas. A Soberania Nacional esta em jogo. &lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Achei meio estranha a forma de comunicar a petistas e trabalhistas o conteúdo da reunião: as páginas da Zero Hora. Em tempos de guerra hibrida, onde a Comunicação é arma de Guerra, e a Guardiã das barrancas do diluvio definitivamente não esta do nosso lado, é estranho que tenham chamado repórter da Zero Hora pra acompanhar esta importante reunião. Ou se não chamaram, fizeram um relato tão preciso, que a reportagem mereceu elogio de liderança do PT por bem relatar o conteúdo da reunião.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Quanto ao conteúdo, quem acredita na ciência, para eleições importantes como estas, precisa estar munido de resultados de Pesquisas quantitativas e qualitativas para compor o cenário e montar as peças no tabuleiro para derrotar o inimigo. E neste caso, não é só um “adversário”. É inimigo sim. Inimigo da Democracia e da Soberania Nacional, e nem esconde isto: Chegou a abrir a Bandeira Americana em evento na Câmara dos Deputados, onde comemorou as Sobretaxas de Trump aos produtos brasileiros e gaúchos. Imagina o custo para o Estado e para os gaúchos, se um sujeito destes se elege.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Não conheço as pesquisas que meu partido, o PT, tem. Acho que deveriam ser divulgadas, pelo menos internamente, para a militância.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Já as pesquisas publicadas via mídia tradicional, tem mostrado que Juliana Brizola tem mais possibilidade de vencer a Eleição contra Zucco do Trumpbolsonarismo.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Mas como disse ali no paragrafo inicial, o Rio Grande é parte deste Brasil Gigante que o Império e o novo capitalismo imperial trumpista quer submeter. &lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;“O Rio Grande só será forte se o Brasil for forte, e o Brasil só será soberano se estivermos unidos contra a espoliação da internacional.”&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; (Brizola, na Campanha da Legalidade em 1961)&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Esta mensagem Brizola transmitiu dos porões do &lt;strong&gt;Palácio Piratini&lt;/strong&gt; através da &lt;a href="https://www12.senado.leg.br/noticias/especiais/arquivo-s/morto-ha-20-anos-brizola-liderou-resistencia-armada-e-evitou-golpe-militar-em-1961" target="_blank"&gt;Rede da Legalidade&lt;/a&gt;, uma cadeia de rádios que furou a censura federal. &lt;/p&gt;



&lt;p&gt;O termo &lt;strong&gt;“perdas internacionais”&lt;/strong&gt; era um pilar de seus discursos da época, referindo-se à remessa de lucros de empresas estrangeiras (como a ITT e a Bond &amp;amp; Share, &lt;strong&gt;que ele Estatizou no estado&lt;/strong&gt;, cortando o “sangramento das riquezas nacionais” pelo imperialismo. &lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Para Brizola, o Rio Grande do Sul não deveria buscar soluções isoladas; a força do estado dependia da libertação econômica de todo o Brasil frente aos interesses norte-americanos.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;A matéria de Zero Hora que menciono acima, segue na íntegra neste link &lt;/p&gt;



&lt;div&gt;
&lt;object data="https://luizmuller.com/wp-content/uploads/2026/03/gauchazh.clicrbs.com_.br-como-foi-a-reuniao.pdf" type="application/pdf"&gt;&lt;/object&gt;&lt;a id="wp-block-file--media-8a4d6518-e098-433d-ada7-8fecc62782ed" href="https://luizmuller.com/wp-content/uploads/2026/03/gauchazh.clicrbs.com_.br-como-foi-a-reuniao.pdf"&gt;gauchazh.clicrbs.com.br-Como foi a reunião&lt;/a&gt;&lt;a href="https://luizmuller.com/wp-content/uploads/2026/03/gauchazh.clicrbs.com_.br-como-foi-a-reuniao.pdf"&gt;Baixar&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;</description><pubDate>Wed, 18 Mar 2026 13:51:21 -0300</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/luiz-muller/blog/em-tempos-de-guerra-hibrida-trabalhismo-e-petismo-juntos-em-defesa-do-rio-grande-e-da-soberania-nacional</link><guid>http://blogoosfero.cc/luiz-muller/blog/em-tempos-de-guerra-hibrida-trabalhismo-e-petismo-juntos-em-defesa-do-rio-grande-e-da-soberania-nacional</guid></item><item><title>De Porto Alegre para a América Latina e o Mundo: Do Fórum Social Mundial ao 1º Fórum Internacional Antifascista</title><description>&lt;div&gt;
&lt;a href="https://luizmuller.com/wp-content/uploads/2026/03/preto-fotor-20260318102538.jpg"&gt;&lt;img width="764" height="526" src="https://luizmuller.com/wp-content/uploads/2026/03/preto-fotor-20260318102538.jpg?w=764" alt=""&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;


&lt;p&gt;Assim como há 26 anos atrás, nem Porto Alegre e nem o mundo tinham a dimensão do que seria o Fórum Social Mundial em Oposição ao Fórum de Davos, muita gente ainda não se deu conta da Importância que terá o 1º Fórum Internacional Antifascista.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Porto Alegre volta a ser o epicentro da resistência global. Se no início dos anos 2000 &lt;strong&gt;a capital gaúcha desafiou o pensamento único &lt;/strong&gt;com o &lt;strong&gt;Fórum Social Mundial (FSM)&lt;/strong&gt;, em 2026 a cidade é palco para o &lt;strong&gt;1º Fórum Internacional Antifascista&lt;/strong&gt; 9. O cenário, porém, mudou: o neoliberalismo de terno e gravata do século passado deu lugar a uma face muito mais agressiva e tecnológica do capital.&lt;/p&gt;



&lt;h3&gt;O Império e a Fragmentação da América Latina&lt;/h3&gt;



&lt;p&gt;Não vivemos mais apenas uma disputa de narrativas, mas uma ofensiva concreta. O “Império” — personificado pelos interesses geopolíticos do Norte Global — tem aberto frentes de guerra que buscam desestabilizar qualquer tentativa de soberania regional.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;As investidas contra &lt;strong&gt;Venezuela e Cuba&lt;/strong&gt; permanecem como cicatrizes abertas, mas a estratégia se sofisticou. O caso do &lt;strong&gt;Equador&lt;/strong&gt;, sob a gestão de Daniel Noboa, exemplifica essa nova dinâmica: a instrumentalização de governos locais para criar&lt;strong&gt; atritos artificiais &lt;/strong&gt;com vizinhos, como a&lt;strong&gt; Colômbia&lt;/strong&gt;, tenta enterrar o sonho da integração latino-americana em prol de uma lógica de guerra por procuração.&lt;/p&gt;



&lt;h3&gt;O Nazifascismo no Século 21: Algoritmos e Guerra Híbrida&lt;/h3&gt;



&lt;p&gt;Diferente do século 20, o fascismo atual não precisa apenas de botas nas ruas; ele se alimenta de dados nas nuvens. Estamos diante de um fenômeno onde as &lt;strong&gt;Big Techs&lt;/strong&gt; exercem um poder que muitas vezes atropela a soberania das nações.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Armas Tecnológicas: O monitoramento em massa e o uso de IA para vigilância.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Guerra Híbrida: A desestabilização de governos através de &lt;em&gt;lawfare&lt;/em&gt;, desinformação programada e manipulação psicológica via redes sociais.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Poder das Bightechs: As plataformas não são apenas veículos; elas são agentes políticos que decidem o que é verdade, moldando o comportamento de massas e servindo de infraestrutura para a ascensão da extrema-direita global.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;



&lt;h3&gt;2000 vs. 2026: Do Neoliberalismo ao Antifascismo Digital&lt;/h3&gt;



&lt;p&gt;A comparação com o Fórum Social Mundial é inevitável e pedagógica. Em 2000, o grito era “Um outro mundo é possível”, focando no combate às privatizações e ao consenso de Washington. O FSM foi uma barreira ao neoliberalismo clássico.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Já o &lt;strong&gt;Fórum Internacional Antifascista&lt;/strong&gt; surge com uma urgência de sobrevivência. Se o FSM era sobre &lt;strong&gt;economia e justiça social&lt;/strong&gt;, o Fórum Antifascista é sobre &lt;strong&gt;democracia e soberania tecnológica&lt;/strong&gt;. Não basta mais discutir a distribuição de riqueza se os algoritmos que controlam o debate público estão nas mãos daqueles que lucram com o caos e a fragmentação dos povos.&lt;/p&gt;



&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;“A resistência em Porto Alegre hoje não é apenas contra o mercado, mas contra a desumanização movida por algoritmos e bombas.”&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;



&lt;p&gt;Realizar este Fórum em solo brasileiro é reafirmar que a América Latina não aceita o papel de quintal para as experiências de guerra híbrida do Império. Porto Alegre, mais uma vez, se coloca como o farol que aponta para uma saída coletiva, lembrando-nos que o fascismo — seja ele de 1930 ou o digital de 2026 — só prospera onde a solidariedade internacional falha.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Com 9 Conferências Temáticas e centenas de Oficinas auto-gestionarias, o 1º Fórum Internacional Antifascista inicia no dia 26/03 com a Conferência Mundial de Autoridades Antifascistas e a Grande Caminhada de Abertura do Fórum e segue nos dias seguintes em vários Locais de Porto Alegre: Clique a seguir para Conferir a Programação e participar||:&lt;/p&gt;



&lt;a href="https://antifas2026.org/#programacao"&gt;&lt;img width="1024" height="372" src="https://luizmuller.com/wp-content/uploads/2026/03/programacao.jpg?w=1024" alt=""&gt;&lt;/a&gt;



&lt;p&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Wed, 18 Mar 2026 13:51:20 -0300</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/luiz-muller/blog/de-porto-alegre-para-a-america-latina-e-o-mundo-do-forum-social-mundial-ao-1o-forum-internacional-antifascista</link><guid>http://blogoosfero.cc/luiz-muller/blog/de-porto-alegre-para-a-america-latina-e-o-mundo-do-forum-social-mundial-ao-1o-forum-internacional-antifascista</guid></item><item><title>Câmara dos Deputados aprova projeto que institui Dia Nacional das Mulheres na Construção Civil</title><description>&lt;div&gt;
&lt;a href="https://luizmuller.com/wp-content/uploads/2026/03/gemini_generated_image_m34z05m34z05m34z-fotor-2026031718371-1.jpg"&gt;&lt;img width="718" height="1023" src="https://luizmuller.com/wp-content/uploads/2026/03/gemini_generated_image_m34z05m34z05m34z-fotor-2026031718371-1.jpg?w=718" alt=""&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;


&lt;p&gt;Câmara dos Deputados aprova o Projeto de Lei nº 4.638/2023 relatado pela Deputada Denise Pessôa, que institui o Dia Nacional das Mulheres na Construção Civil, a ser celebrado anualmente em 25 de março. &lt;/p&gt;



&lt;p&gt;A aprovação ocorre no mês em que o país debate os direitos das mulheres e reforça o reconhecimento da presença feminina em um dos setores historicamente mais masculinos da economia. O projeto busca dar visibilidade às trabalhadoras da construção civil e incentivar políticas de valorização, qualificação profissional e igualdade de oportunidades.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;No parecer apresentado ao plenário, Denise destacou que a criação da data possui alto significado social, pois reconhece a crescente participação feminina no setor. “Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) citados no relatório mostram que, entre 2007 e 2018, houve um crescimento de 120% na presença de mulheres na construção civil. A participação feminina se amplia tanto nas áreas de engenharia, arquitetura e planejamento quanto no próprio canteiro de obras, em funções como pedreiras, carpinteiras, serventes e técnicas em edificações”, explica a deputada.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;O projeto também foi debatido em audiência pública realizada pela Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher em dezembro de 2023, com participação do Ministério das Mulheres, do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR), da Câmara Brasileira da Indústria da Construção Civil (CBIC) e entidades representativas do setor.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Para Denise Pessôa, o reconhecimento oficial da data ajuda a dar visibilidade às mulheres que atuam no setor e contribui para ampliar o debate sobre igualdade no mundo do trabalho. “Reconhecer as mulheres da construção civil é também enfrentar preconceitos e ampliar oportunidades para que elas ocupem todos os espaços da economia”, afirmou.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;A proposta segue agora para análise do Senado Federal.&lt;/p&gt;</description><pubDate>Tue, 17 Mar 2026 21:49:47 -0300</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/luiz-muller/blog/camara-dos-deputados-aprova-projeto-que-institui-dia-nacional-das-mulheres-na-construcao-civil</link><guid>http://blogoosfero.cc/luiz-muller/blog/camara-dos-deputados-aprova-projeto-que-institui-dia-nacional-das-mulheres-na-construcao-civil</guid></item><item><title>Senador Paulo Paim vê João Campos como uma alternativa para suceder Lula em 2030</title><description>&lt;div&gt;
&lt;a href="https://luizmuller.com/wp-content/uploads/2026/03/paim-joao-campos.jpg"&gt;&lt;img width="742" height="492" src="https://luizmuller.com/wp-content/uploads/2026/03/paim-joao-campos.jpg?w=742" alt=""&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;


&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Reproduzo na íntegra, Entrevista do Senador Paulo Paim a Folha de São Paulo&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Parlamentar diz que PT deveria ter se empenhado mais na formação de novos quadros políticos&lt;br&gt;Autor de PEC pelo fim da escala 6×1, petista espera que ano eleitoral facilite aprovação da proposta&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;O senador Paulo Paim (PT-RS), 75, anunciou que não será candidato nas eleições deste ano. Quase 40 anos depois de iniciar sua trajetória no Congresso Nacional, ele afirma que chegou a hora de passar o bastão a uma nova geração, mas admite que o seu partido deveria ter se empenhado mais na produção de novos quadros políticos.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Contrariando alguns de seus pares, ele diz que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, tinha o direito de se recusar a ser candidato ao Governo de São Paulo e defende que o prefeito do Recife, João Campos (PSB), seja um nome estudado na sucessão presidencial para as eleições de 2030. Haddad não queria disputar as eleições de 2026, mas, sob pressão de Lula e do PT, acabou decidindo entrar na disputa.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Após quatro mandatos como deputado federal e três como senador, Paim espera deixar o Congresso, ao fim deste ano, com a aprovação do fim da escala 6×1, defendida em uma PEC de sua autoria que tramita no Senado&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Em entrevista à Folha, o senador fez um balanço da vida política e avaliou as mudanças no Legislativo ao longo dos anos recorrendo a uma frase atribuída a Ulysses Guimarães, de que&lt;strong&gt;&lt;em&gt; a pior composição do Congresso é sempre a próxima.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;O sr. já decidiu se sairá candidato ou se pretende deixar a política?&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br&gt;Na última campanha [para o Senado, em 2018] eu já tinha anunciado que não pretendia mais ser candidato. Completarei 40 anos [no Congresso] ao fim deste último mandato. Sou favorável a fortalecer as novas gerações. Já projetei a minha vida para continuar atendendo vulneráveis no meu escritório, no Rio Grande Sul. Quero continuar com esse trabalho em parceria com universidades e cuidar melhor da minha saúde. Eu só aceitaria concorrer novamente se não houvesse outro nome, mas apareceu o Edegar Pretto para governador, a Manuela [D’Ávila, do PSOL] e o Paulo Pimenta [PT] para o Senado.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Haddad foi pressionado a se candidatar ao Governo de SP e petistas como Camilo Santana disseram que ele não poderia ‘se dar ao luxo’ de negar. Há, no PT, clima que lhe permitisse tomar a mesma decisão que o sr.?&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br&gt;O presidente Lula, quando pede que Haddad seja candidato a governador, mostra que ele é um dos principais quadros do PT, em uma campanha que chega muito dura. Nós sabemos que nas redes sociais vamos sofrer muitos ataques, mas ele estará naturalmente preparado para defender o governo à altura, porque fez um belíssimo trabalho enquanto ministro da Fazenda. Mas como eu decidi que não vou concorrer, ele também tem o direito [de negar].&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;O sr. disse que é a favor de fortalecer as novas gerações. Quem são esses quadros mais jovens do PT?&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br&gt;Acho que nós deveríamos ter trabalhado mais na construção de quadros mais novos. Não quer dizer que não tenha alguns, eu dei o exemplo do Haddad, né? Há uma série de ministros, e comparando com a minha idade, são jovens ainda e com todas as condições de exercer mandatos quando convocados.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Quem seria um bom sucessor do Lula na esquerda em 2030?&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;Até 2030 podem surgir novos quadros dentro ou fora do PT. Vou citar apenas um nome de exemplo, porque tem sido lembrado por muita gente, e eu era muito amigo do pai dele, que é o prefeito do Recife, João Campos, filho do Eduardo Campos. Ele é um quadro jovem [tem 32 anos], que tem que ser olhado com muito carinho.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;A direita apresentou, até o momento, mais definições de candidaturas do que a esquerda. O sr. acha que o PT está devidamente organizado para as eleições do Legislativo?&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br&gt;Estamos trabalhando e caminhando nesse sentido. O PT está numa composição cada vez mais afinada com o PSB, com o PSOL, com o PC do B e o Partido Verde. Estamos tentando fazer a costura nos estados de forma justa e correta. Há alguns debates, como no caso do meu estado [Rio Grande do Sul], no qual falamos do Edegar Pretto, mas há também conversas com a Juliana Brizola [do PDT], que é uma liderança jovem e com potencial.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;No Rio Grande do Norte vejo uma vontade muito grande da governadora Fátima Bezerra, que já foi senadora, de vir novamente para o Senado, mas não dá para esquecer da Zenaide Maia [senadora do PSD], que é ligada ao campo progressista.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Como o sr. vê a briga pelas vagas ao Senado pautada pelo impeachment de ministros do STF?&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br&gt;Acho que é uma bandeira que não leva a lugar nenhum. Se você vai fazer uma campanha tendo como meta derrubar ministros do Supremo, acho um desequilíbrio. Não quer dizer que não se possa ter críticas ao Supremo, o Supremo não é Deus.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Nesses 40 anos de Congresso, como o sr. enxerga as mudanças entre o seu primeiro mandato, enquanto deputado, e o último, como senador?&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br&gt;Olha, sei que já é batida, mas concordo com &lt;strong&gt;a frase do Ulysses Guimarães, de que o pior Congresso é sempre o próximo&lt;/strong&gt;. Sou testemunha de que ele tinha razão. Entrei na época da Constituinte e dava para dialogar com o centrão da época. T&lt;strong&gt;ivemos nossos embates, mas existia diálogo. Tanto que conseguimos, naquela época, reduzir a jornada de trabalho de 48 para 44 horas semanais. Eu já buscava reduzir para 40 horas, como agora [na discussão da escala 6×1].&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;O sr. vê o Congresso aprovando, hoje, o fim da escala 6×1?&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br&gt;Acho que o ano eleitoral ajuda nisso. Eu apresentei a PEC 148/2015 [que reduz a jornada para 36 horas semanais, de forma gradual] e há outros bons projetos, como o da Érika [Hilton, na Câmara]. Acho que neste ano daria para aprovar a redução para 40 horas semanais e ir reduzindo uma hora por ano. Há um ganho real para a sociedade e praticamente nenhum impacto para o mercado. São mais pessoas com saúde, sem estresse, com direito a olhar mais para a família, tendo mais tempo para estudar e menos suscetíveis a acidentes no trabalho.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Por que em países de primeiro mundo, como Espanha e Alemanha, já se discute a jornada de 36 horas?&lt;/strong&gt; Não é porque eles são bonzinhos, é porque sabem que aumenta a produtividade, a qualidade de vida e o próprio mercado consumidor melhora. Se reduzir a jornada sem reduzir o salário, pode até precisar empregar alguns trabalhadores a mais, mas vai ter mais gente produzindo, consumindo e tendo dinheiro na mão para gastar.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Vai chegar uma época em que a escala vai ser de 4 por 3. Mas como não sou de vender terreno na Lua, não vou achar que aqui no Brasil vai ter 4 por 3 agora. Isso demora alguns anos. Mas as 40 horas, neste ano, é possível.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;em&gt;RAIO-X | Paulo Paim, 75&lt;/em&gt;&lt;br&gt;Metalúrgico e ex-líder sindical, foi deputado federal do PT pelo Rio Grande do Sul por quatro mandatos e está no terceiro mandato como senador, tendo recebido 1,8 milhão de votos em sua última eleição, em 2018. É autor dos projetos que deram origem aos estatutos do Idoso, da Igualdade Racial e da Pessoa com Deficiência.&lt;/p&gt;</description><pubDate>Tue, 17 Mar 2026 13:46:06 -0300</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/luiz-muller/blog/senador-paulo-paim-ve-joao-campos-como-uma-alternativa-para-suceder-lula-em-2030</link><guid>http://blogoosfero.cc/luiz-muller/blog/senador-paulo-paim-ve-joao-campos-como-uma-alternativa-para-suceder-lula-em-2030</guid></item><item><title>Guerra: os EUA tragados pela Era Palantir</title><description>&lt;div&gt;
&lt;a href="https://luizmuller.com/wp-content/uploads/2026/03/ira-ia-fotor-20260317105334-1.jpg"&gt;&lt;img width="447" height="517" src="https://luizmuller.com/wp-content/uploads/2026/03/ira-ia-fotor-20260317105334-1.jpg?w=447" alt=""&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;


&lt;p&gt;Com supremacismo de Trump, emerge novo complexo industrial-militar. Sua lógica: IA e armas autônomas para assassinar em massa, como em Gaza; vigiar e perseguir, como em distopia de Orwell. Mas as armas salvarão um império em colapso?&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Por&lt;strong&gt; Janet Abou-Elias &lt;/strong&gt;e&lt;strong&gt; William D. Hartung, &lt;/strong&gt;no&lt;strong&gt;&lt;a href="https://outraspalavras.net/geopoliticaeguerra/guerra-eua-tragados-pela-era-palantir/"&gt; Outras Palavras |&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;



&lt;p&gt;“Adoro a ideia de usar um drone para borrifar urina levemente misturada com fentanil nos analistas que tentaram nos prejudicar”, &lt;a href="https://www.ft.com/content/64a2345e-3961-4d5d-ae04-82d933fa5a2c"&gt;disse &lt;/a&gt;Alex Karp, executivo-chefe da Palantir, a empresa emergente de tecnologia militar. Longe de ser um desabafo casual, sua declaração reflete uma mentalidade mais ampla que vem se consolidando no setor militarizado do Vale do Silício. Ela trata a coerção como inovação, a crueldade como franqueza e a aplicação irrestrita do poder tecnológico como inevitável e desejável.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Karp gosta tanto de debates acalorados quanto de administrar uma empresa que fabrica armamentos de alta tecnologia. Sua empresa ajudou Israel &lt;a href="https://afsc.org/palantir-explainer"&gt;a intensificar &lt;/a&gt;os bombardeios e massacres contra palestinos em Gaza, e sua tecnologia auxiliou a polícia antiimigrante dos EUA, a ICE, &lt;a href="https://www.washingtonpost.com/technology/2025/12/03/palantir-immigration-ice/"&gt;a acelerar &lt;/a&gt;as deportações, além de ajudar &lt;a href="https://www.nytimes.com/2026/01/30/technology/tech-ice-facial-recognition-palantir.html"&gt;a localizar e identificar &lt;/a&gt;manifestantes em Minneapolis. Karp não apenas não demonstra nenhum remorso pelos danos causados pelos produtos de sua empresa, como também se deleita abertamente com eles.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Em fevereiro deste ano, ele &lt;a href="https://www.cnbc.com/2026/02/02/palantir-ceo-ice-government-protests-karp.html"&gt;disse &lt;/a&gt;a um entrevistador da CNBC: “se você critica o ICE, deveria estar protestando por mais Palantir. Nosso produto, em sua essência, exige que as pessoas se conformem à Quarta Emenda à Constituição dos Estados Unidos (que protege os cidadãos de “buscas e apreensões ilegais”). No entanto, a provocação de Karp não o levou a pedir ao ICE que parasse de usar seu software na guerra contra a dissidência pacífica, nem o dissuadiu de aceitar um contrato de &lt;a href="https://finance.yahoo.com/news/palantir-landed-next-1-billion-182109647.html?guccounter=1&amp;amp;guce_referrer=aHR0cHM6Ly93d3cuZ29vZ2xlLmNvbS8&amp;amp;guce_referrer_sig=AQAAAF3WJhxbbYoO8swBxdMByJhVTmuSj6q8-kMeg_Bc2URrAQ2eWNRB1ojmLJsplq_H1agC_FXfszmVLSv9EhzGv1mgArDIeyQRb0ePZZoM34wWJ4SjLO2-nOyuMSLLphgq3l3MJubKgiHvraAEDxR2daHK8R3QDePy6-phsGJYto0V"&gt;US$ 1 bilhão, sem prazo definido, &lt;/a&gt;com a agência matriz dessa polícia, o Departamento de Segurança Interna (DHS).&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Em consonância com seu apoio incondicional à repressão interna e externa, no auge da guerra em Gaza, Karp &lt;a href="https://www.timesofisrael.com/us-tech-giant-palantir-decides-to-hold-first-board-meeting-of-new-year-in-tel-aviv/"&gt;realizou &lt;/a&gt;uma reunião do conselho da Palantir em Tel Aviv, Proclamou que “nosso trabalho na região nunca foi tão vital. E continuará”.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Em &lt;a href="https://www.nytimes.com/2024/08/17/style/alex-karp-palantir.html"&gt;entrevista &lt;/a&gt;a Maureen Dowd, do &lt;em&gt;New York Times&lt;/em&gt;, ele resumiu sua filosofia da seguinte forma: “Na verdade, sou progressista. Quero menos guerras. Só se acaba com uma guerra tendo a melhor tecnologia e apavorando ao máximo — estou tentando ser gentil aqui — nossos adversários. Se eles não estiverem com medo, se não acordarem com medo, não forem dormir com medo, se não temerem que a ira dos Estados Unidos caia sobre eles, eles nos atacarão. Eles nos atacarão em todos os lugares.”&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;A realidade está longe de ser tão simples. A tecnologia da Palantir foi usada para matar dezenas de milhares de pessoas em Gaza e em outros lugares, incluindo muitas que não tinham nenhuma ligação com o Hamas, não tinham controle sobre suas ações e, em muitos casos, nem sequer haviam nascido quando o grupo venceu as eleições locais em 2006 e começou a administrar Gaza.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Não deve haver dúvidas de que o ataque do Hamas contra Israel em 7 de outubro de 2023 foi inconcebível. Ainda assim, a reação de Israel, que resultou na morte de &lt;a href="https://www.theguardian.com/world/2026/feb/19/gaza-death-toll-higher-than-reported-lancet-study"&gt;mais de &lt;/a&gt;70 mil palestinos em Gaza — um número relativamente conservador, como até mesmo o governo israelense agora &lt;a href="https://www.cnn.com/2026/01/30/middleeast/israeli-military-gaza-killed-numbers-intl"&gt;reconhece — &lt;/a&gt;, constitui uma resposta inteiramente desproporcional, que a maioria dos especialistas independentes define como genocídio. A ideia de que tal massacre em massa possa ser justificado como uma forma de intimidar os inimigos e reduzir a violência é intelectualmente insustentável e moralmente obscena.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Sejam bem-vindos ao mundo de Alex Karp, um dos líderes da nova onda de tecnomilitaristas do Vale do Silício.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Militarização da IA ou tecno-otimismo descontrolado&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Não estamos falando do complexo militar-industrial (CMI) do sécculo XX. Os atuais gestores do CMI — executivos que comandam gigantes industriais como Lockheed Martin, RTX (antiga Raytheon), Boeing, General Dynamics e Northrop Grumman — são muito mais cautelosos em suas declarações do que Karp. Seus líderes podem ocasionalmente &lt;a href="https://responsiblestatecraft.org/military-industrial-complex-ukraine-israel/"&gt;fazer alguma declaração &lt;/a&gt;sobre como o aumento das tensões no Oriente Médio ou na Ásia poderia gerar demanda por seus produtos entre os aliados dos EUA nessas regiões. Mas jamais se envolveriam no tipo de retórica abertamente orwelliana na qual Karp parece se especializar.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Ainda assim, o complexo militar-industrial do futuro prenuncia não apenas uma mudança na tecnologia ou nas práticas comerciais, mas — como sugere Karp — uma mudança cultural. Na nova etapa, o militarismo é abertamente celebrado, sem a necessidade de qualquer discurso disfarçado sobre a promoção da estabilidade global ou a defesa de uma “ordem internacional baseada em regras”. &lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Pense no novo complexo militar-industrial como uma versão individualista e tecnológica da “&lt;a href="https://www.cambridge.org/core/books/abs/state-of-nature-or-eden/war-of-all-against-all/046E94D9562635F098AC2B6D2A3D8694"&gt;guerra de todos contra todos&lt;/a&gt;” do filósofo Thomas Hobbes. Aqueles que o comandam querem que acreditemos que a única maneira de “vencer” uma guerra futura é entregando as chaves do mundo político a uma camarilha de seres autoproclamados superiores, liderada por figuras como Alex Karp, o fundador da Palantir, Peter Thiel, o chefe da Anduril, Palmer Luckey, e o inimitável Elon Musk.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Alex Karp é coautor do &lt;a href="https://www.amazon.com/Technological-Republic-Power-Belief-Future/dp/0593798694"&gt;livro &lt;/a&gt;&lt;em&gt;The Technological Republic: Hard Power, Soft Belief, and the Future of the West, &lt;/em&gt;no qual articula sua visão do que supostamente seria necessário para tornar os Estados Unidos novamente dominantes. &lt;/p&gt;



&lt;p&gt;O livro é um longo lamento sobre como a maioria dos norte-americanos supostamente perdeu seu senso de propósito e patriotismo, desperdiçando seu tempo em atividades triviais como reality shows e videogames. Ele e o coautor Nicholas W. Zamiska defendem uma nova missão nacional unificadora para endireitar uma nação de preguiçosos e restaurar os Estados Unidos em seu devido lugar como potência política e militar inigualável do mundo.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;A resposta de Karp sobre o que é necessário: um novo Projeto Manhattan (que &lt;a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Manhattan_Project"&gt;produziu &lt;/a&gt;a bomba atômica,na II Guerra Mundial). Desta vez, o foco não seria o desenvolvimento de armas nucleares, mas a aceleração das aplicações militares da inteligência artificial (IA) e a obtenção de uma vantagem tecnológica permanente para os Estados Unidos sobre a China. É difícil imaginar uma visão mais empobrecida ou equivocada do futuro norte-americano, ou mais desprovida de senso básico de humanidade.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A Tecnoguerra protegerá alguém? E será mais barata?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Deixando a ideologia de lado, há a questão mais específica de saber se as empresas de tecnologia emergentes podem realmente produzir sistemas de guerra melhores por menos dinheiro. Palmer Luckey, da Anduril — um protegido do fundador da Palantir, Peter Thiel — foi notícia recentemente ao &lt;a href="https://www.cnbc.com/2026/02/06/us-can-spend-billions-less-on-defense-says-anduril-industries-founder.html"&gt;declarar &lt;/a&gt;em entrevista à CNBC que os EUA poderiam gastar talvez metade do atual orçamento de US$ 1 trilhão do Pentágono e ainda assim ter um sistema de defesa mais eficaz se simplesmente parassem de comprar as “coisas erradas”.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;A ideia de que um fornecedor de armamentos se ofereça para fazer mais por menos parece quase revolucionária, em uma era onde a ganância e a corrupção no complexo militar-industrial continuam desenfreadas. A filosofia por trás da declaração de Luckey à CNBC está, na verdade, sintetizada em um notável documento da Anduril intitulado “&lt;a href="https://www.anduril.com/news/rebooting-the-arsenal-of-democracy-anduril-mission-document"&gt;Renovando o Arsenal da Democracia&lt;/a&gt;“, uma crítica mordaz às práticas comerciais atuais do Pentágono e de gigantescas empresas contratadas pelo setor militar, como a Lockheed Martin.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;O manifesto de Luckey deve ser considerado um ataque aos cinco maiores conglomerados de armamentos — liderados pela Lockheed Martin e pela RTX (antiga Raytheon) — que agora recebem um terço de cada dólar dos contratos assinados pelo Pentágono. Essas gigantescas empresas já tiveram seu tempo, &lt;a href="https://www.anduril.com/news/rebooting-the-arsenal-of-democracy-anduril-mission-document"&gt;sugere o ensaio&lt;/a&gt;, realizando trabalhos necessários e úteis nos anos da Guerra Fria, no século XX. “Por que as empresas de defesa existentes simplesmente não conseguem fazer melhor?”, questiona o texto. E tenta responder: “Essas empresas trabalham devagar, enquanto os melhores engenheiros apreciam trabalhar com rapidez… Essas empresas construíram as ferramentas que nos mantiveram seguros no passado, mas elas não são o futuro da nossa defesa.”&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;O documento praticamente sugere que empresas como a Lockheed Martin deveriam receber um prêmio por realizações ao longo da vida e, em seguida, serem descartadas para que figuras como Thiel, Karp, Luckey e Musk possam assumir o comando da indústria armamentista.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Mas gastar menos em armamentos — por mais útil que isso seja, considerando outras prioridades nacionais urgentes — não pode ser o único objetivo da política de defesa. A questão mais importante é se os sistemas supostamente mais baratos, mais ágeis e mais precisos, baseados em inteligência artificial, podem, de fato, ser implantados de forma a promover a paz e a estabilidade, em vez de mais guerras. Na realidade, existe o perigo de que, se os Estados Unidos acreditarem que puderem usar tais sistemas para intervir militarmente de forma rotineira, sofrendo menos baixas, a tentação de entrar em guerra acabe, na verdade, aumentando.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Mesmo considerando tudo isso, a ideia de romper com o domínio das grandes empreiteiras no desenvolvimento e produção do arsenal americano é atraente. Mas as alegações do novo setor tecnológico, de que pode fazer o trabalho melhor e por menos, precisariam ser comprovadas. Um drone é certamente mais barato que um caça F-35. Mas, e quanto aos enxames de drones usados em ondas e reabastecidos rapidamente em meio a uma guerra, ou aos navios não tripulados e veículos blindados que operam com softwares complexos e não testados, que podem falhar em momentos cruciais? E se, como o velho setor tecnológico e seu crescente grupo de lobistas preferem, os militaristas da nova era forem autorizados a operar com pouca ou nenhuma fiscalização, com o enfraquecimento de salvaguardas — como testes independentes e restrições à especulação de preços – que já são insuficientes para cumprir plenamente a missão?&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;strong&gt;O lobby da tecnologia militar: disruptores turbinados&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Antes da atual onda de desenvolvimento de armas no setor tecnológico, houve um tempo em que algumas empresas do Vale do Silício agiam como se seus produtos fossem tão superiores e acessíveis que não precisassem se envolver com o lobby tradicional. Por mais irrealista que isso pudesse ser, o Vale do Silício agora se entregou completamente à corrupção legalizada — desde contribuições de campanha cuidadosamente direcionadas até a contratação de ex-funcionários do governo para fazer o que eles mandam. O primeiro exemplo é, claro, o vice-presidente JD Vance, que foi &lt;a href="https://www.cbsnews.com/news/jd-vance-trump-vp-peter-thiel-billionaire/"&gt;empregado, mentorado e financiado &lt;/a&gt;por Peter Thiel, fundador da Palantir, durante sua ascensão ao Senado e, posteriormente, à vice-presidência. Quando foi escolhido para compor a chapa de Donald Trump em 2024, uma &lt;a href="https://abc7news.com/post/silicon-valley-showing-support-trumps-vp-pick-jd/15062329/"&gt;enxurrada de dinheiro novo &lt;/a&gt;entrou na campanha, vinda do setor de tecnologia militar — incluindo dezenas de bilhões de dólares de Elon Musk. Uma vez na chapa, uma das principais funções de Vance passou a ser a de extrair ainda mais doações dos militaristas do Vale do Silício.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Em seguida, veio o Departamento de Eficiência Governamental (DOGE) de Musk, a organização que deu à “eficiência” a péssima reputação ao cortar programas e pessoal federais de forma aparentemente aleatória e &lt;a href="https://www.npr.org/sections/goats-and-soda/2025/04/24/nx-s1-5375110/doge-dismantling-foreign-aid-agency-started-by-george-w-bush"&gt;desmantelar ferramentas &lt;/a&gt;como a USAID, enquanto deixava o Pentágono praticamente intacto. Embora a USAID tivesse seus problemas, ela também &lt;a href="https://ourworldindata.org/us-foreign-aid-saved-millions"&gt;financiava &lt;/a&gt;iniciativas essenciais de desenvolvimento e saúde pública em todo o mundo. Uma verdadeira iniciativa de eficiência teria analisado o que funcionava e o que não funcionava naquela agência. Em vez disso, os seguidores de Musk, que não entendiam nada de assistência econômica, simplesmente a desmantelaram.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Atualmente, há um número significativo de executivos do Vale do Silício em posições-chave no governo Trump, liderados por Vance, mas incluindo &lt;a href="https://www.pogo.org/investigates/gold-rush-top-trump-officials-silicon-valley-ties"&gt;dezenas de outros &lt;/a&gt;em cargos importantes nas forças armadas, na cúpula do Pentágono e em diversas agências de política interna e externa.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Peter Thiel e Alex Karp claramente acreditam que o que é bom para a Palantir é bom para os Estados Unidos, mas a visão de país que eles estão promovendo é perigosa e desumanizadora.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Voltando à realidade (e controlando os tecnófilos)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;O problema com os novos tecnomilitaristas não é que estejam enganados sobre o poder da tecnologia, mas sim que estejam perigosamente equivocados sobre quem deve utilizá-la, para quais fins e sob quais restrições. Poder sem restrições não é inovação. É imprudência disfarçada de inevitabilidade. Uma parcela crescente das ferramentas que moldam a política externa e de segurança interna dos Estados Unidos está sendo concebida, implementada e promovida por um pequeno grupo de atores privados cujos incentivos são agressivamente financeiros, cujas visões de mundo são profundamente militarizadas e cuja responsabilidade perante o público é, na melhor das hipóteses, mínima.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;O mundo precisa de tudo, menos de um novo sacerdócio de engenheiros bilionários para dizer que a guerra é inevitável, que o medo é o único caminho para a paz e que a democracia deve se curvar à sabedoria superior daqueles que programam algoritmos e constroem armamentos. Na realidade, já ouvimos essa história antes — dos &lt;a href="https://www.amazon.com/Thermonuclear-War-Herman-Kahn/dp/141280664X"&gt;estrategistas nucleares da Guerra Fria &lt;/a&gt;, &lt;a href="https://warontherocks.com/2017/10/a-vicious-entanglement-part-v-the-body-count-myth/"&gt;dos entusiastas da contagem de corpos da era do Vietnã &lt;/a&gt;e dos arquitetos da doutrina de “&lt;a href="https://www.pbs.org/newshour/world/why-u-s-forces-remain-in-iraq-20-years-after-shock-and-awe"&gt;choque e pavor&lt;/a&gt;“, que ajudou a destruir o Iraque. A cada geração é prometido que &lt;em&gt;essa &lt;/em&gt;tecnologia (seja ela qual for) finalmente tornará a guerra, ao estilo norte-americano, limpa, precisa e decisiva. A cada vez, os corpos se acumulam da mesma forma.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;O que torna o momento atual especialmente &lt;a href="https://inkstickmedia.com/the-pentagons-ai-surge-is-a-reckless-unviable-defense-strategy/"&gt;perigoso &lt;/a&gt;é a velocidade e a opacidade com que esses sistemas estão sendo desenvolvidos e implementados. Ferramentas de direcionamento baseadas em IA, plataformas de vigilância preditiva, armamentos autônomos e sistemas de fusão de dados estão sendo integrados às estruturas militares e policiais internas com debate público mínimo, supervisão frágil e praticamente nenhum consentimento significativo das pessoas que suportarão as consequêncis — e morrerão por causa delas. A retórica da disrupção impulsionada pela IA tornou-se uma desculpa conveniente para atropelar completamente os processos democráticos.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;A premissa fundamental dos tecnomilitaristas é que a guerra permanente é o estado natural do nosso mundo e que a nossa única escolha é a eficiência com que se decide travá-la. Na realidade, a segurança nunca é alcançada aterrorizando o resto do planeta até a submissão. Ela é alcançada por meio da diplomacia, da contenção, do respeito ao direito internacional e à justiça econômica, e do trabalho lento e pouco glamouroso de construir instituições que tornem a violência em massa menos provável, em vez de mais automatizada.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Alex Karp e seus pares podem se ver como realistas, que dizem corajosamente o que outros não ousam. Na verdade, a visão de mundo deles é frágil e niilista, confundindo dominação com força e inovação com sabedoria. A humanidade merece mais do que uma corrida armamentista sem fim, conduzida por homens (e são &lt;em&gt;quase &lt;/em&gt;todos homens!) que acreditam ser os únicos aptos a decidir quais vidas são descartáveis. A nova máquina de guerra, construída para algo como o &lt;a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Brave_New_World"&gt;&lt;em&gt;Admirável Mundo Novo de Aldous Huxley, &lt;/em&gt;&lt;/a&gt;deveria nos assustar a todos.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Se a tecnologia moldar o futuro da guerra, então a sociedade deve moldar as regras que a regem. Do contrário, o que resta é entregar nossa responsabilidade moral a um punhado de profetas da distopia e esperar que eles acertem. A história sugere que esse é um risco que não podemos nos dar ao luxo de correr.&lt;/p&gt;</description><pubDate>Tue, 17 Mar 2026 13:46:06 -0300</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/luiz-muller/blog/guerra-os-eua-tragados-pela-era-palantir</link><guid>http://blogoosfero.cc/luiz-muller/blog/guerra-os-eua-tragados-pela-era-palantir</guid></item><item><title>José Dirceu: Pragmatismo e Revolução aos 80 Anos</title><description>&lt;div&gt;
&lt;a href="https://luizmuller.com/wp-content/uploads/2026/03/jose-dirceu.png"&gt;&lt;img width="555" height="416" src="https://luizmuller.com/wp-content/uploads/2026/03/jose-dirceu.png?w=555" alt=""&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;


&lt;p&gt;Celebrar os &lt;strong&gt;80 anos de José Dirceu&lt;/strong&gt; é mergulhar em uma das biografias mais densas  da história política brasileira. Se hoje o Brasil reconhece nele o arquiteto que profissionalizou a esquerda para o poder, é preciso destacar que esse pragmatismo nunca foi sinal de renúncia. Pelo contrário: &lt;strong&gt;&lt;em&gt;para Dirceu, a negociação sempre foi uma ferramenta tática para realizar o sonho estratégico de uma transformação profunda e popular.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Diferente de muitos que “moderam” suas convicções com o passar dos anos, Dirceu manteve a &lt;strong&gt;veia revolucionária&lt;/strong&gt; como sua bússola. Desde os tempos de Ibiúna, ele compreendeu que a política não se faz apenas com discursos, mas com organização e coragem física.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Sua volta clandestina ao Brasil após o exílio, operando sob uma identidade falsa no Paraná, não foi apenas um ato de sobrevivência, mas uma missão de guerrilha política. Ele nunca deixou de ser o militante que entendia o poder como um espaço a ser ocupado para servir à classe trabalhadora.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;O que muitos chamam de “guinada ao centro” em 2002, sob a batuta de Dirceu, foi, na verdade, uma &lt;strong&gt;manobra de mestre&lt;/strong&gt;. Como principal estrategista do PT, ele percebeu que, para o projeto de esquerda chegar ao Palácio do Planalto, era preciso desarmar as bombas armadas pelas elites.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Diálogo sem Curvar-se:&lt;/strong&gt; Dirceu conversou com banqueiros, empresários e setores conservadores, mas sempre com o objetivo de viabilizar a agenda social de Lula.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A “Carta aos Brasileiros”:&lt;/strong&gt; Longe de ser uma rendição, a Carta foi o escudo que permitiu ao PT governar em um ambiente de calmaria econômica, garantindo que o foco pudesse ser o combate à fome e a redução das desigualdades.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Construção de Quadros:&lt;/strong&gt; Ele transformou um partido de oposição em uma máquina de governança, sem nunca perder de vista a formação política e a ideologia que sustenta a base petista.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Mesmo no topo do poder, como o braço direito de Lula na Casa Civil, José Dirceu jamais abandonou o linguajar e a visão de mundo da esquerda combativa. Ele sempre foi o “Capitão do Time”, o homem que chamava para si a responsabilidade de enfrentar o debate ideológico mais duro, protegendo o projeto de governo dos ataques das oligarquias.&lt;/p&gt;



&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;“O pragmatismo de Dirceu era o meio; a revolução social era o fim.”&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Ao completar oito décadas, o “Zé”  permanece uma figura central porque personifica a dialética política: a capacidade de ser flexível nas alianças para ser implacável nos objetivos sociais. Sua trajetória ensina que é possível sentar-se à mesa com o adversário sem nunca entregar a bandeira.&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;



&lt;p&gt;&lt;strong&gt;José Dirceu chega aos 80 anos como um sobrevivente, um mestre da tática e, acima de tudo, um homem que provou que a política é o campo onde o idealismo revolucionário encontra a viabilidade real.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;



&lt;h3&gt;Do “Trabalho de Base” ao Algoritmo: A Evolução da Mobilização&lt;/h3&gt;



&lt;p&gt;A vitória de 2002 não foi um acidente, mas o ápice de um método de organização que José Dirceu ajudou a sistematizar desde a fundação do PT. Entender a diferença entre aquela época e o cenário atual ajuda a dimensionar o gigantismo da tarefa que ele realizou.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Nos anos 80 e 90, a “veia revolucionária” de Dirceu e de todos nós militantes, traduzia-se em &lt;strong&gt;disciplina partidária&lt;/strong&gt;. O PT não apenas como uma legenda eleitoral, mas como um organismo vivo:&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Núcleos de Base:&lt;/strong&gt; A estratégia era ocupar sindicatos, comunidades eclesiais de base e associações de moradores. O contato era “corpo a corpo”, criando uma lealdade de classe inquebrável.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Formação Política:&lt;/strong&gt; Sob sua influência, o militante não era apenas um eleitor; era um quadro formado para debater o projeto de país em qualquer mesa de bar ou assembleia de fábrica.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Centralismo Democrático Adaptado:&lt;/strong&gt; Dirceu trouxe a experiência da resistência para o partido, garantindo que, uma vez tomada uma decisão, a força do coletivo fosse avassaladora.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Hoje, a esquerda enfrenta um cenário onde o território não é apenas físico, mas digital. As diferenças são marcantes:&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Das Células aos Grupos de WhatsApp:&lt;/strong&gt; Enquanto Dirceu organizava núcleos físicos, a mobilização atual ocorre em redes horizontais. O desafio é que essa fluidez muitas vezes carece da disciplina que Dirceu impunha.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A Pauta de Costumes vs. Pauta de Classe:&lt;/strong&gt; Nos anos 80, o foco era a luta de classes e o combate à pobreza. Hoje, a esquerda precisa equilibrar as pautas identitárias com a estrutura econômica, algo que Dirceu sempre defendeu como sendo indissociável da luta pelo poder.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Reatividade vs. Estratégia:&lt;/strong&gt; A mobilização moderna é rápida e reativa (cancelamentos, hashtags). A “escola Dirceu” de mobilização era de longo prazo, focada em acumular forças para momentos decisivos, como foi a construção da candidatura vitoriosa de 2002.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Apesar das ferramentas diferentes, a lição de José Dirceu para a esquerda atual permanece válida: &lt;strong&gt;não há vitória sem organização.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;O pragmatismo de Dirceu ensinou que a rede social (na época, a rede de contatos físicos) serve para ganhar mentes, mas a estrutura partidária serve para ganhar o governo. Ele provou que o “trabalho de formiguinha” nos bairros periféricos é o que sustenta o projeto quando as crises chegam.&lt;/p&gt;



&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;O legado de Dirceu aos 80 anos lembra à nova geração que o “curtir” e o “compartilhar” são inócuos se não houver uma estratégia de ocupação de espaços reais de poder e muito diálogo com o “Brasil profundo”.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;



&lt;div&gt;
&lt;blockquote&gt;&lt;a href="https://luizmuller.com/2016/03/02/ze-dirceu-nao-e-gente-deste-mundo/"&gt;Zé Dirceu não é gente deste mundo&lt;/a&gt;&lt;/blockquote&gt;

&lt;/div&gt;</description><pubDate>Mon, 16 Mar 2026 13:42:58 -0300</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/luiz-muller/blog/jose-dirceu-pragmatismo-e-revolucao-aos-80-anos</link><guid>http://blogoosfero.cc/luiz-muller/blog/jose-dirceu-pragmatismo-e-revolucao-aos-80-anos</guid></item><item><title>A falsa Crise do Diesel: São Leopoldo e outras cidades reduzem ônibus e dificultam vida da população</title><description>&lt;div&gt;
&lt;a href="https://luizmuller.com/wp-content/uploads/2026/03/nota-prefeitura-diesel.png"&gt;&lt;img width="382" height="506" src="https://luizmuller.com/wp-content/uploads/2026/03/nota-prefeitura-diesel.png?w=382" alt=""&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Mas… “a Refap opera normalmente, com produção e entregas de diesel em ritmo regular, e o estado possui estoques suficientes, inclusive produzindo mais do que consome, mostra a ANP.&lt;/strong&gt;
&lt;/div&gt;


&lt;p&gt;A prefeitura de São Leopoldo (gestão PL) anunciou em nota oficial que, devido &lt;strong&gt;&lt;em&gt;a suposto “desabastecimento mundial de combustível”,&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; o sistema operaria em regime emergencial no sábado (14/03/2026) e ficaria suspenso no domingo (15/03), para preservar estoques para a semana seguinte.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Casos semelhantes ocorrem em Rio Grande (redução de horários pela Transpessoal), Santiago (corte de linhas), Pelotas (estoque só até 13/03) e Cruzeiro do Sul (paralisação de obras). &lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Produtores rurais também relatam dificuldades de compra e aumentos expressivos durante a colheita.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;A Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), da Petrobras, fica a apenas cerca de 12-13 km de São Leopoldo (em Canoas, na região metropolitana de Porto Alegre). &lt;strong&gt;A ANP confirmou que a Refap opera normalmente, com produção e entregas de diesel em ritmo regular, e que o estado possui estoques suficientes — inclusive produzindo mais do que consome.&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Então, fica óbvio que o Problema esta na &lt;strong&gt;Distribuição do Diesel&lt;/strong&gt;. E a população não depende de Diesel só para Ônibus, mas também para transporte da comida e também da produção dela. Se faltar ou aumentar de preço, fará aumentar também o preço da Comida. Está claro que em ano eleitoral, querem gerar o caos. São Criminosos.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Não há justificativas técnicas ou operacionais para recusa de fornecimento. &lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Apesar disso, a Petrobras mantém entregas programadas, realizou leilão emergencial de 20 milhões de litros no RS.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;strong&gt;O governo federal zerou PIS/Cofins sobre o diesel (eliminando impostos federais) e instituiu subvenção de R$ 0,32/litro a produtores e importadores, com expectativa de queda de cerca de R$ 0,64 no preço final.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;O problema se repete em outras regiões: Teresina (PI) cortou 30% da frota após alta de quase 50% no diesel; São Luís (MA) reduziu temporariamente por aumento de 25% em uma semana.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;A proximidade da Refap e o abastecimento regular da refinaria deixam evidente que há ação deliberada de parte do setor — possivelmente distribuidores e revendedores — para criar restrições artificiais, pressionar preços ou lucrar com a instabilidade, prejudicando diretamente a população e a mobilidade urbana. &lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A privatização da BR Distribuidora (2019) reduziu o controle estatal sobre a distribuição, limitando intervenções diretas em crises.Fiscalização rigorosa pela ANP e pelo MP é urgente para coibir práticas abusivas. Medidas pontuais ajudam, mas maior regulação da cadeia e aceleração da transição para frotas menos dependentes de diesel são essenciais para evitar que choques externos se transformem em caos recorrente.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;A informação da Prefeitura de São Leopoldo ganhou repercussão Nacional Através da mídiaativista Kriska Pimentinha&lt;/p&gt;



&lt;div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;&lt;img src="https://s0.wp.com/wp-content/mu-plugins/wpcom-smileys/twemoji/2/72x72/1f6a8.png" alt="🚨"&gt;Tem coisa muito estranha acontecendo.&lt;br&gt;&lt;br&gt;Prefeituras bolsonaristas começaram a paralisar ônibus ou reduzir drasticamente a frota alegando “alta do diesel” ou até “desabastecimento mundial”.&lt;br&gt;&lt;br&gt;Só que isso não é verdade.&lt;br&gt;&lt;br&gt;O governo Lula zerou PIS e Cofins do diesel justamente para… &lt;a href="https://t.co/rTOBjDBK5L"&gt;pic.twitter.com/rTOBjDBK5L&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;— Kriska Pimentinha (@KriskaCarvalho) &lt;a href="https://twitter.com/KriskaCarvalho/status/2033505541574611438?ref_src=twsrc%5Etfw"&gt;March 16, 2026&lt;/a&gt;
&lt;/blockquote&gt;

&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;</description><pubDate>Mon, 16 Mar 2026 13:42:58 -0300</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/luiz-muller/blog/a-falsa-crise-do-diesel-sao-leopoldo-e-outras-cidades-reduzem-onibus-e-dificultam-vida-da-populacao</link><guid>http://blogoosfero.cc/luiz-muller/blog/a-falsa-crise-do-diesel-sao-leopoldo-e-outras-cidades-reduzem-onibus-e-dificultam-vida-da-populacao</guid></item><item><title>A picaretagem que desmoraliza Institutos e Pesquisas (Por Moisés Mendes)</title><description>&lt;img width="1024" height="665" src="https://luizmuller.com/wp-content/uploads/2026/03/screenshot_20260315_182612_google8723940443992734390.jpg?w=1024" alt=""&gt;



&lt;p&gt;&lt;a href="https://www.facebook.com/share/p/1E5BD4fnZ3/"&gt;O jornalista Moisés Mendes faz uma análise precisa sobre Institutos de Pesquisas e metodos no seu Facebook&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Duas pesquisas sobre as principais preocupações dos brasileiros foram publicadas essa semana.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Imaginem as duas pesquisas sobre a mesa de Lula. Qual delas ele escolheria, já que uma diz isso é a outra diz aquilo.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Leiam esses dois textos. Primeiro, a pesquisa do Datafolha:&lt;/p&gt;



&lt;ol&gt;
&lt;li&gt;Pesquisa Datafolha divulgada pelo jornal Folha de S. Paulo nesta terça-feira (10) aponta que saúde e segurança pública são os principais problemas do país, de acordo com os entrevistados.&lt;/li&gt;
&lt;/ol&gt;



&lt;p&gt;As respostas consideravam as áreas que são de responsabilidade do governo federal, como economia, educação e outros temas.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;De acordo com o levantamento, 21% dos entrevistados citaram a saúde como o maior desafio nacional. Em seguida, aparece a violência, mencionada por 19% dos participantes.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;A economia ocupa o terceiro lugar, com 11% das respostas, considerando preocupações relacionadas à inflação e ao aumento do preço da cesta básica. Educação e corrupção aparecem empatadas na sequência, com 9% cada.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;…………..&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Agora leiam esse texto de outra pesquisa divulgada hoje:&lt;/p&gt;



&lt;ol&gt;
&lt;li&gt;A pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (11) mostra que 27% dos entrevistados apontam a violência como a maior preocupação em relação ao Brasil atual.&lt;/li&gt;
&lt;/ol&gt;



&lt;p&gt;A corrupção aparece em seguida, com 20% das menções. Outros temas citados incluem problemas sociais, saúde, economia e educação.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Depois aparecem a saúde, com 13%, e a economia, co 10%. A educação aparece com 6%.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;………………………………&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Vocês entenderam? O Datafolha ouviu as pessoas antes, e o Quaest logo depois, e nesse pouco tempo os brasileiros mudaram de opinião.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;O nome disso não é erro, é pilantragem de um dos institutos, não necessariamente por erro deliberado, mas pela precariedade da metodologia de um deles.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;É picaretagem. Algumas preocupações de uma pesquisa estão quase invertidas em relação às reveladas pela outra. Vamos repetir: é pilantragem.&lt;/p&gt;</description><pubDate>Sun, 15 Mar 2026 21:41:11 -0300</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/luiz-muller/blog/a-picaretagem-que-desmoraliza-institutos-e-pesquisas-por-moises-mendes</link><guid>http://blogoosfero.cc/luiz-muller/blog/a-picaretagem-que-desmoraliza-institutos-e-pesquisas-por-moises-mendes</guid></item><item><title>A Voz da Terra no Parque Harmonia: O Festival Sepé Tiaraju e a Resistência da Identidade Gaúcha</title><description>&lt;div&gt;
&lt;a href="https://luizmuller.com/wp-content/uploads/2026/03/denise-gaucha.jpeg"&gt;&lt;img width="1024" height="683" src="https://luizmuller.com/wp-content/uploads/2026/03/denise-gaucha.jpeg?w=1024" alt=""&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;


&lt;p&gt;O Acampamento Farroupilha de 2026 terá momento histórico de reafirmação das raízes populares do Rio Grande do Sul. Através de emenda parlamentar da &lt;strong&gt;Deputada Federal Denise Pessôa&lt;/strong&gt;, a &lt;strong&gt;ACAMPARH&lt;/strong&gt; (Associação dos Acampados do Parque Harmonia) viabilizará a realização do &lt;strong&gt;Festival Sepé Tiaraju&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Mais do que um evento musical, o festival surge como um manifesto cultural em um cenário de profundas transformações no Parque Harmonia.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Com a transição do Parque Harmonia para uma gestão privada, o papel da ACAMPARH tornou-se ainda mais vital. A associação atua como a guardiã do caráter público e democrático do Acampamento Farroupilha. Em um ambiente que corre o risco de se tornar excessivamente comercial, a ACAMPARH garante que a tradição não seja apenas um produto, mas uma vivência comunitária.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;A manutenção da essência gaúcha no Parque Harmonia depende da capacidade de entidades como a ACAMPARH de ocupar o espaço com conteúdo que provoque reflexão, e não apenas entretenimento. A emenda da Deputada Denise Pessôa fortalece essa autonomia, permitindo que a associação promova cultura de alta qualidade técnica e profunda relevância histórica.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Historicamente, a imagem do gaúcho foi muitas vezes reduzida à figura do estancieiro e do patrão. O &lt;strong&gt;Festival Sepé Tiaraju&lt;/strong&gt; propõe um deslocamento desse eixo. &lt;strong&gt;O foco é a preservação da identidade do gaúcho ligado à terra, ao trabalho no campo e às comunidades camponesas — o homem e a mulher que formam a base social e cultural do estado.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Ao celebrar a música que nasce desse contexto, o festival resgata a autenticidade das lides rurais e a resistência de quem tira o sustento do chão, celebrando um Rio Grande do Sul plural e popular.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;O nome do festival não poderia ser mais emblemático. &lt;strong&gt;Sepé Tiaraju&lt;/strong&gt;, líder guarani e herói missioneiro, é o símbolo máximo da luta pelo território e pela dignidade. Sua frase histórica, &lt;strong&gt;“Esta terra tem dono”&lt;/strong&gt;, ressoa através dos séculos e ganha novos significados no contexto atual:&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Soberania Cultural:&lt;/strong&gt; O direito do povo de ocupar os espaços públicos com sua arte.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Identidade Originária:&lt;/strong&gt; O reconhecimento de que a cultura gaúcha é forjada na mistura entre o indígena e o europeu.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Resistência Coletiva:&lt;/strong&gt; A ideia de que o patrimônio cultural pertence à coletividade, e não a interesses privados isolados.&lt;/p&gt;



&lt;ol&gt;&lt;/ol&gt;



&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;O investimento de R$ 100 mil via emenda parlamentar é um reconhecimento da importância estratégica da ACAMPARH e da necessidade de democratizar o acesso à cultura dentro do Acampamento Farroupilha. O Festival Sepé Tiaraju promete ser o ponto alto de 2026, lembrando a todos que a verdadeira tradição gaúcha é aquela que reconhece seu passado de luta e abraça seu povo em toda a sua diversidade.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Thu, 12 Mar 2026 17:31:12 -0300</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/luiz-muller/blog/a-voz-da-terra-no-parque-harmonia-o-festival-sepe-tiaraju-e-a-resistencia-da-identidade-gaucha</link><guid>http://blogoosfero.cc/luiz-muller/blog/a-voz-da-terra-no-parque-harmonia-o-festival-sepe-tiaraju-e-a-resistencia-da-identidade-gaucha</guid></item><item><title>Do Messianismo ao Lawfare: Da Lava Jato ao Caso Master</title><description>&lt;div&gt;
&lt;a href="https://luizmuller.com/wp-content/uploads/2026/03/moro-mendonca.png"&gt;&lt;img width="595" height="397" src="https://luizmuller.com/wp-content/uploads/2026/03/moro-mendonca.png?w=595" alt=""&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;


&lt;p&gt;Se a Operação Lava Jato se escondia sob o manto da “ética”, o &lt;strong&gt;Caso Master&lt;/strong&gt; em 2026 revela a faceta mais madura e perigosa desse esquema: a institucionalização de uma polícia política. &lt;/p&gt;



&lt;p&gt;O que era uma influência de bastidores de &lt;strong&gt;Sergio Moro&lt;/strong&gt; sobre “seus” delegados na Polícia Federal agora ganha contornos de legalidade bizarra através de decisões judiciais que rasgam o organograma do Estado brasileiro.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;O episódio protagonizado pelo &lt;strong&gt;Juiz Mendonça&lt;/strong&gt; — magistrado de perfil declaradamente bolsonarista e alinhado ao lavajatismo — ao afastar delegados naturais e nomear substitutos “sob sua batuta”, não é apenas uma irregularidade processual. É a certidão de nascimento de uma &lt;strong&gt;Polícia Judiciária Privada&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;A decisão de Mendonça de isentar os novos policiais de se reportarem ao Diretor-Geral da PF, determinando que respondam diretamente a ele, é o estágio supremo do Lawfare. Essa manobra aniquila a impessoalidade do Estado.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Ao criar um “bunker” investigativo, o magistrado repete o criminoso método da “república de Curitiba”, mas de forma ainda mais explícita:&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Blindagem da Investigação:&lt;/strong&gt; Ao isolar os agentes da cadeia de comando da PF, o juiz impede qualquer controle interno ou correição sobre métodos que, historicamente, incluem vazamentos e pressões ilegais.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A Escolha dos “Carrascos”:&lt;/strong&gt; A substituição de investigadores por nomes de confiança do magistrado garante que o resultado do inquérito seja desenhado antes mesmo da coleta de provas. É a investigação de “alvo”, não de “fato”.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;A finalidade dessa estrutura paralela no Caso Master é clara: fornecer munição para o senador Sergio Moro e o núcleo bolsonarista contra o &lt;strong&gt;Supremo Tribunal Federal&lt;/strong&gt;. Ao “capturar” a investigação do Banco Master, o juiz Mendonça e seus delegados escolhidos a dedo tentam construir narrativas que liguem o fluxo financeiro do banco a ministros da Suprema Corte, com o descarado apoio da Globo e da Grande Mídia.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Não se busca a verdade sobre crimes financeiros; busca-se o &lt;strong&gt;constrangimento institucional&lt;/strong&gt;. É o uso do aparato estatal para manter viva uma estrutura de poder que já não tem o voto popular, mas que detém as chaves de gavetas repletas de dossiês montados sob encomenda.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;A “bizarria” do caso Master não está nos valores envolvidos, mas na audácia de um juiz de primeira instância em sequestrar um braço da Polícia Federal para fins ideológicos. Moro, da tribuna do Senado, atua como o ideólogo desse movimento, validando politicamente as “descobertas” que sua rede de influência produz nos porões dessa investigação isolada.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;A conexão de Moro e sua turma com interesses americanos, ganha nova força. Uma polícia que não responde ao seu comando central é uma polícia mais vulnerável a cooperação internacional opaca, onde dados de inteligência nacional são trocados por apoio político externo.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;O Caso Master prova que o lavajatismo não foi um erro de percurso, mas um método que se recusa a morrer. Quando um juiz declara que “sua” polícia não deve satisfações à instituição Polícia Federal, o Estado de Direito é substituído pelo Estado Policial.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;O silêncio diante dessa estrutura paralela é o passaporte para que o Lawfare continue sendo a única política praticada por aqueles que, incapazes de vencer no debate de ideias, apelam para o distintivo e a toga como armas de guerra.&lt;/p&gt;</description><pubDate>Thu, 12 Mar 2026 13:30:56 -0300</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/luiz-muller/blog/do-messianismo-ao-lawfare-da-lava-jato-ao-caso-master</link><guid>http://blogoosfero.cc/luiz-muller/blog/do-messianismo-ao-lawfare-da-lava-jato-ao-caso-master</guid></item><item><title>Escândalo! 20 mulheres mortas no RS mas Leite se recusa assinar Pacto Nacional contra Feminicidios</title><description>&lt;img width="1024" height="770" src="https://luizmuller.com/wp-content/uploads/2026/03/screenshot_20260310_173414_gallery5271907943831612046.jpg?w=1024" alt=""&gt;



&lt;p&gt;&lt;em&gt;“Já são 20 mulheres mortas e Leite não assinou o Pacto Nacional de combate ao feminicídio” diz Natasha Ferreira em audiência pública&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;em&gt;Presidenta da Comissão de Defesa do Consumidor, Direitos Humanos e Segurança Urbana (Cedecondh) critica gestão estadual no combate à onda de feminicídios no RS&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;O Rio Grande do Sul já registra 20 feminicídios em 2026, e a falta de investimentos em políticas de proteção às mulheres foi alvo de críticas durante reunião realizada nesta terça-feira (10) na Câmara Municipal de Porto Alegre. O debate foi proposto pela presidenta da Comissão de Defesa do Consumidor, Direitos Humanos e Segurança Urbana (Cedecondh), vereadora Natasha Ferreira (PT) e reuniu parlamentares, representantes do poder público, movimentos sociais e integrantes da sociedade civil.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Durante a abertura do encontro, Natasha apresentou dados sobre a violência de gênero e alertou para o crescimento dos feminicídios na capital. Ela destacou que seis dos 80 casos registrados pela Polícia Civil no Rio Grande do Sul em 2025 ocorreram em Porto Alegre. Em média, a cidade teve um feminicídio a cada dois meses no último ano. Em 2026, até o momento, já foi registrado um caso por mês.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;A parlamentar também criticou a postura do governo estadual diante da crise. Para ela, a falta de investimento e de articulação com políticas nacionais enfraquece as estratégias de prevenção no estado.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;em&gt;“Já são 20 mulheres mortas e Eduardo Leite não assinou o Pacto Nacional de Combate ao Feminicídio, lançado pelo governo federal, deixando o estado de fora dessa política”&lt;/em&gt; , enfatizou.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;em&gt;“Se essa tendência continuar, o número de feminicídios pode dobrar neste ano. O poder público não pode se omitir diante desse cenário”&lt;/em&gt; , completou.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Ao longo da reunião, participantes destacaram a necessidade de fortalecer políticas públicas já existentes, como a Patrulha Maria da Penha, ampliar o acesso às medidas protetivas e criar mecanismos de proteção financeira para mulheres em situação de violência.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;em&gt;“A gente precisa regularizar instrumentos que já estão previstos na Lei Maria da Penha, como o auxílio-aluguel para mulheres em situação de risco. O enfrentamento à violência contra as mulheres é multifatorial”&lt;/em&gt; , afirmou a defensora pública Paula Granetto.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;em&gt;Impacto da “machosfera” entre jovens preocupa especialistas&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Outro ponto debatido durante a reunião foi o crescimento do discurso de ódio contra mulheres entre jovens, impulsionado por grupos extremistas e fóruns masculinistas na internet. Participantes relataram perceber o aumento de comportamentos violentos e hostis contra meninas e mulheres, inclusive no ambiente escolar.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;em&gt;“A gente observa uma onda de misoginia, especialmente entre meninos jovens. Não podemos ignorar o impacto de grupos redpill, Legendários e outros fóruns masculinistas que fomentam uma violência sistemática contra as mulheres”&lt;/em&gt; , pontuou Natasha.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;A defensora pública Paula Granetto também destacou a importância de ações educativas para enfrentar esse cenário.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;em&gt;“A violência contra as mulheres entre os jovens aumentou muito. Precisamos levar esse debate com urgência para as escolas”&lt;/em&gt; , disse.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Ao final do encontro, Natasha destacou que o enfrentamento à violência contra as mulheres exige tanto políticas públicas quanto transformação cultural. A vereadora também ressaltou a importância de projetos como o Prateleiras Maria da Penha, de sua autoria, que leva acervos sobre enfrentamento à violência de gênero para escolas e bibliotecas públicas municipais.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;“ &lt;em&gt;O papel de gênero é fundamental na perpetuação do machismo. Combater essa violência também exige educação e mudança social”&lt;/em&gt; , concluiu.&lt;/p&gt;</description><pubDate>Tue, 10 Mar 2026 20:45:19 -0300</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/luiz-muller/blog/escandalo-20-mulheres-mortas-no-rs-mas-leite-se-recusa-assinar-pacto-nacional-contra-feminicidios</link><guid>http://blogoosfero.cc/luiz-muller/blog/escandalo-20-mulheres-mortas-no-rs-mas-leite-se-recusa-assinar-pacto-nacional-contra-feminicidios</guid></item><item><title>PELA EXTINÇÃO DAS EMENDAS PARLAMENTARES IMPOSITIVAS (Por José Fortunati*)</title><description>&lt;img width="768" height="1023" src="https://luizmuller.com/wp-content/uploads/2026/03/screenshot_20260309_214939_google4465869569662789948.jpg?w=768" alt=""&gt;



&lt;p&gt;O avanço das emendas parlamentares impositivas no Brasil tem promovido uma alteração profunda — e preocupante — na lógica da gestão pública. O que deveria ser um instrumento de participação do Legislativo na alocação de recursos públicos transformou-se em um mecanismo que sequestra o Orçamento da União, fragilizando a capacidade de planejamento do Poder Executivo e comprometendo o futuro de projetos estruturantes.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;br&gt;&lt;strong&gt;O Sequestro do Planejamento Central&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;A função precípua do Poder Executivo é governar com base em um plano nacional de desenvolvimento. No entanto, a reserva de valores astronômicos para emendas impositivas retira do governo a flexibilidade necessária para gerir as contas públicas. Para o orçamento de 2026, o montante destinado às emendas alcança o patamar histórico de R$ 61 bilhões.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;br&gt;Para se ter uma dimensão da desproporção, esse valor corresponde a quase 25% de todo o orçamento reservado ao Ministério da Saúde para a manutenção e impulso do Sistema Único de Saúde (SUS). Enquanto o Ministério da Saúde tenta coordenar políticas nacionais complexas, como campanhas de vacinação e expansão da média complexidade, bilhões são pulverizados em ações fragmentadas que nem sempre atendem às prioridades sanitárias do país.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;br&gt;&lt;strong&gt;O Risco das “Emendas Paroquiais” e a Fragmentação&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Ao retirar recursos do controle centralizado, o Estado perde a capacidade de investir em projetos estruturantes — obras de infraestrutura, grandes centros de pesquisa ou programas de logística que beneficiariam o país como um todo. Em vez disso, o governo fica refém de “emendas paroquiais”.&lt;br&gt;Essas emendas são desenhadas para atender a interesses eleitorais imediatos e de menor escala. Em muitos casos, o recurso é enviado para pavimentar uma rua ou comprar uma ambulância em um reduto eleitoral específico, sem que haja qualquer estudo de viabilidade ou integração com as necessidades regionais. Essa fragmentação impede que o Brasil resolva seus gargalos históricos, pois o dinheiro que deveria financiar uma rodovia federal acaba disperso em mil pequenas intervenções sem conexão entre si.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;br&gt;&lt;strong&gt;A Porta Aberta para a Corrupção&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Além da ineficiência técnica, o volume excessivo de recursos sob controle direto dos parlamentares abre brechas perigosas para a falta de transparência. O modelo de execução muitas vezes dificulta a fiscalização pelos órgãos de controle, criando um ambiente onde alguns deputados podem se locupletar com o dinheiro público por meio de convênios obscuros e direcionamento de verbas.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;O fortalecimento do chamado “orçamento secreto” e suas variantes modernas demonstra que, quanto maior a autonomia do parlamentar sobre o recurso sem o crivo técnico do Executivo, maior a chance de desvio de finalidade.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;br&gt;&lt;strong&gt;Conclusão: Uma Reforma Urgente&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Para que o Estado brasileiro recupere sua capacidade de induzir o crescimento e garantir serviços públicos de qualidade, é fundamental reverter essa tendência. A manutenção do atual sistema sacrifica o interesse coletivo em nome do clientelismo político.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;br&gt;É imperativo que se discuta a extinção definitiva das emendas parlamentares impositivas. E esta é uma conduta que deve nortear os partidos que realmente defendem o Estado Democrático Direito, começando por impedir que os seus Senadores, Deputados Federais, Deputados Estaduais e Vereadores apresentem emendas com esta característica. Certamente, alguns irão afirmar que se os parlamentares de esquerda deixarem de apresentar as emendas isto fortalecerá o campo da direita, pois eles continuarão despejando o dinheiro público para as cidades e entidades sem qualquer constrangimento. &lt;/p&gt;



&lt;p&gt;A ruptura só irá acontecer se os nossos parlamentares comprarem esta briga, primeiro esclarecendo a população da expropriação indevida que as emendas parlamentares representam no orçamento e o seu desvirtuamento por retirar os recursos de projetos e ações vitais para a população planejadas pelo Poder Executivo, a exemplo do SUS – Sistema Único de Saúde. &lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Segundo, não dá para denunciar e continuar usando do mesmo mecanismo, mesmo com um discurso de que a distribuição feita pelos nossos parlamentares é realizada com práticas mais democráticas. &lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Enquanto os nossos partidos continuarem utilizando os recursos das emendas impositivas, estaremos sendo coniventes com esta prática nefasta.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;br&gt;O Orçamento da União deve voltar a ser uma ferramenta de Estado, e não uma moeda de troca política que fragmenta o país e esvazia os cofres da saúde, das políticas públicas como um todo e do desenvolvimento nacional.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;*&lt;strong&gt;&lt;em&gt;José Fortunati – Foi Vereador, Deputado Estadual, Deputado Federal, Secretário de Estado da Educação do RS, Vice-prefeito e Prefeito de Porto Alegre e Presidente da FNP – Frente Nacional de Prefeitos.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Tue, 10 Mar 2026 00:42:51 -0300</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/luiz-muller/blog/pela-extincao-das-emendas-parlamentares-impositivas-por-jose-fortunati</link><guid>http://blogoosfero.cc/luiz-muller/blog/pela-extincao-das-emendas-parlamentares-impositivas-por-jose-fortunati</guid></item><item><title>O “Método Lava Jato” Ressurge: O Caso Master e a Engenharia do Caos Informativo</title><description>&lt;div&gt;
&lt;a href="https://luizmuller.com/wp-content/uploads/2026/03/image_4000c261-fotor-20260309111620-1.jpg"&gt;&lt;img width="1024" height="558" src="https://luizmuller.com/wp-content/uploads/2026/03/image_4000c261-fotor-20260309111620-1.jpg?w=1024" alt=""&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;


&lt;p&gt;Não é mais uma questão de “se”, mas de “como”. O roteiro que o Brasil assiste agora na condução do chamado &lt;strong&gt;Caso Master&lt;/strong&gt; guarda semelhanças assustadoras com o &lt;em&gt;modus operandi&lt;/em&gt; que marcou a República de Curitiba. O que vemos é a reedição de uma estratégia de poder disfarçada de justiça, onde o devido processo legal é substituído pela espetacularização e pelo uso estratégico de vazamentos seletivos.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Assim como no passado, a engrenagem funciona em ciclos bem definidos:&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Vazamentos Cirúrgicos:&lt;/strong&gt; Informações sigilosas chegam “convenientemente” às mãos de setores da mídia. O alvo? Nomes como os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, além de figuras recorrentes no imaginário antipetista, como Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Conexão de Fatos Desconexos:&lt;/strong&gt; De posse desses retalhos, constroem-se manchetes que ligam pontos que não se tocam. O objetivo não é provar um crime, mas criar uma &lt;strong&gt;mancha de suspeição&lt;/strong&gt;. Se a quebra de sigilo de Lulinha não revelou ilegalidades, a narrativa muda o foco para o “volume das movimentações”, omitindo que os valores são compatíveis com o faturamento de sua empresa no setor esportivo.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A “Delação” como Coação:&lt;/strong&gt; Investigados são encarcerados e pressionados. A delação premiada deixa de ser um meio de prova para se tornar uma fábrica de confirmações para narrativas previamente plantadas.&lt;/p&gt;



&lt;ol&gt;&lt;/ol&gt;



&lt;h3&gt;O “Apagão” Midiático sobre Ibaneis e Cláudio Castro&lt;/h3&gt;



&lt;p&gt;Enquanto a artilharia se volta contra o governo, o silêncio sobre os verdadeiros eixos de influência do Banco Master é ensurdecedor. Estranhamente, desapareceram do noticiário as relações promíscuas que envolvem governadores de direita.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;É fundamental questionar o papel de &lt;strong&gt;Ibaneis Rocha&lt;/strong&gt; e a nebulosa simbiose entre o &lt;strong&gt;BRB (Banco de Brasília)&lt;/strong&gt; e o Grupo Master. Da mesma forma, o rastro de influência chega ao Rio de Janeiro de &lt;strong&gt;Cláudio Castro&lt;/strong&gt;, onde o &lt;strong&gt;Instituto de Previdência do Rio (Rioprevidência)&lt;/strong&gt; tornou-se terreno fértil para movimentações que beneficiam o ecossistema financeiro de Marco Aurélio Vorcaro. Por que essas conexões, que envolvem dinheiro público e gestões estaduais aliadas ao bolsonarismo, não recebem o mesmo destaque das ilações contra a família Lula?&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;A tentativa de misturar o Caso Master com a &lt;strong&gt;CPI do INSS&lt;/strong&gt; serve a um propósito claro: blindar figuras como o “Careca do INSS” e seus laços com parlamentares do centrão. Ao fundir os casos em uma confusão midiática, os operadores dessa nova “Lava Jato” conseguem proteger seus aliados ideológicos. Vorcaro, o pivô central, transita livremente enquanto a mídia gasta tinta com o volume bancário de uma empresa de marketing esportivo que não apresenta irregularidades.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Se Sergio Moro, de uma vara de primeira instância, conseguiu desestabilizar a democracia, o risco atual é potencializado pela estatura institucional dos envolvidos. A atuação do ministro André Mendonça e a escolha de quadros da Polícia Federal sob sua influência levantam alertas vermelhos.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Já se ventila que policiais indicados por Mendonça, prováveis fontes dos vazamentos, podem pedir a prisão de Lulinha. Mesmo que o pedido seja juridicamente natimorto, o dano político já estará feito: uma “chuva de manchetes” programada para desgastar o Governo Lula e alimentar a base oposicionista com fatos distorcidos.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;O Caso Master está se tornando o novo laboratório de uma elite que não aceita o resultado das urnas. Precisamos separar o joio do trigo: investigar crimes é dever do Estado, mas usar a estrutura pública para assassinar reputações, enquanto se protege figuras como Ibaneis, Castro e Vorcaro, é o caminho mais curto para o autoritarismo. O Brasil já viu esse filme, e o final todos nós conhecemos.&lt;/p&gt;</description><pubDate>Mon, 09 Mar 2026 12:40:34 -0300</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/luiz-muller/blog/o-metodo-lava-jato-ressurge-o-caso-master-e-a-engenharia-do-caos-informativo</link><guid>http://blogoosfero.cc/luiz-muller/blog/o-metodo-lava-jato-ressurge-o-caso-master-e-a-engenharia-do-caos-informativo</guid></item><item><title>Trump faz Guerras pra manter a Ditadura do Dólar, mas o BRICS PAY já é realidade e sinaliza um novo mundo</title><description>&lt;div&gt;
&lt;a href="https://luizmuller.com/wp-content/uploads/2026/03/gemini_generated_image_1d33up1d33up1d33.png"&gt;&lt;img width="1024" height="558" src="https://luizmuller.com/wp-content/uploads/2026/03/gemini_generated_image_1d33up1d33up1d33.png?w=1024" alt=""&gt;&lt;/a&gt;Imagem gerada por IA – 
&lt;/div&gt;


&lt;p&gt;O cenário financeiro mundial está prestes a viver uma das suas maiores transformações. Recentemente, o sistema &lt;strong&gt;BRICS Pay&lt;/strong&gt; tornou-se oficial, deixando de ser apenas um projeto ambicioso para se transformar numa realidade tecnológica palpável. Se acompanhas o mercado financeiro, já deves ter percebido que o mundo caminha para a multipolaridade, e o BRICS Pay é a peça-chave que faltava nesse puzzle.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Mas afinal, por que é que esta novidade é tão positiva para investidores, turistas e empresas? Vamos explicar por que o sistema pode mudar as regras do jogo até 2026.&lt;/p&gt;



&lt;h3&gt;1. O “Pix Internacional” que todos esperávamos&lt;/h3&gt;



&lt;p&gt;Imagine a facilidade de fazer um Pix para pagar um jantar em Pequim ou uma reserva de hotel em Moscovo. O BRICS Pay foi desenhado com uma tecnologia inspirada no sucesso do Pix brasileiro. Ele permite transações rápidas, via QR Code, conectando sistemas locais (como o nosso Pix, o UPI da Índia e o SBP da Rússia) de forma quase instantânea. É a tecnologia a serviço da desburocratização.&lt;/p&gt;



&lt;h3&gt;2. Menos Dólar, Mais Economia&lt;/h3&gt;



&lt;p&gt;A grande vantagem — e o que traz mais otimismo para os mercados emergentes — é a capacidade de realizar transações em &lt;strong&gt;moedas locais&lt;/strong&gt;. Atualmente, quase tudo o que compramos fora precisa ser convertido para dólares, gerando taxas duplas de câmbio e dependência das políticas monetárias dos EUA.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Com o BRICS Pay, as empresas brasileiras poderão negociar diretamente com parceiros da China ou da Índia sem passar pelo dólar. O resultado? Custos operacionais reduzidos e preços mais competitivos para o consumidor final.&lt;/p&gt;



&lt;h3&gt;3. Autonomia e Segurança com Blockchain&lt;/h3&gt;



&lt;p&gt;O sistema não depende do SWIFT (a rede tradicional controlada por potências ocidentais). Ao utilizar tecnologia &lt;strong&gt;blockchain&lt;/strong&gt; e um sistema de mensagens descentralizado, o BRICS Pay oferece uma camada extra de segurança e soberania. Isso significa que o comércio entre as nações do bloco fica protegido contra sanções externas e bloqueios unilaterais, garantindo estabilidade ao fluxo financeiro global.&lt;/p&gt;



&lt;h3&gt;4. O Impacto no Turismo e no Dia a Dia&lt;/h3&gt;



&lt;p&gt;Até 2026, a previsão é que o BRICS Pay esteja integrado nos principais aplicativos bancários. Para o viajante comum, isso é um sonho:&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Fim das taxas abusivas&lt;/strong&gt; de cartões de crédito internacionais.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Conversão justa&lt;/strong&gt; baseada em moedas nacionais.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Praticidade absoluta&lt;/strong&gt; ao usar apenas o telemóvel para pagamentos em qualquer lugar do bloco.&lt;/p&gt;



&lt;h3&gt;O Futuro já começou&lt;/h3&gt;



&lt;p&gt;O lançamento do aplicativo e os testes bem-sucedidos mostram que a infraestrutura está pronta. O Brasil,que esta representado na Presidência do Banco dos BRICS pela Presidenta Dilma, terá um papel de liderança nesta implementação, consolidando a nossa posição como referência mundial em inovação de pagamentos.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Estamos entrando numa era de maior equilíbrio financeiro, onde a tecnologia rompe fronteiras e devolve a autonomia aos países em desenvolvimento. O BRICS Pay não é apenas um sistema de pagamentos; é a ponte para um futuro financeiro mais democrático e eficiente.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;strong&gt;E tu, estás pronto para o fim da ditadura do dólar nas tuas transações? 2026 promete ser um ano histórico!&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;em&gt;Com informações do &lt;a href="https://altarendablog.com.br/2026/02/27/brics-pay-ja-e-oficial-entenda-como-o-sistema-pode-mudar-pagamentos-globais-ate-2026/" target="_blank"&gt;Alta Renda Blog&lt;/a&gt;.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Sat, 07 Mar 2026 12:32:32 -0300</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/luiz-muller/blog/trump-faz-guerras-pra-manter-a-ditadura-do-dolar-mas-o-brics-pay-ja-e-realidade-e-sinaliza-um-novo-mundo</link><guid>http://blogoosfero.cc/luiz-muller/blog/trump-faz-guerras-pra-manter-a-ditadura-do-dolar-mas-o-brics-pay-ja-e-realidade-e-sinaliza-um-novo-mundo</guid></item><item><title>Acabou o circo: Quebra de sigilo de Lulinha não tem depósitos do Careca do INSS e nem qualquer outra Ilegalidade</title><description>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;



&lt;img src="https://revistaforum.com.br/wp-content/uploads/2026/03/WhatsApp-Image-2026-03-05-at-16.47.15-768x432.jpeg" alt="Lulinha"&gt;



&lt;p&gt;Nenhum valor sem origem, nenhum recebimento relacionado a escândalos, entradas e saídas regulares e em valores proporcionais. Onda de alarmismo, acusações e suspeitas não se confirmou&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Após meses de uma agitação histérica alimentada por toneladas de fake news e um espetáculo de suspeições infundadas, os dados reais finalmente soterraram a narrativa do escândalo cíclico e permanente de uma das figuras mais perseguidas da história política do Brasil. A quebra do sigilo bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula (PT), aprovada pela CPMI do INSS, resultou num desfecho já conhecido em outros episódios da última década e meia: rigorosamente nada foi encontrado. O exame minucioso das contas revelou uma movimentação financeira absolutamente compatível com sua atuação como empresário, com todas as entradas e saídas devidamente declaradas e justificadas, sem qualquer rastro de ilicitude.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Os números, que serviram de munição para o alarmismo da oposição, mostram-se, sob a luz dos fatos, apenas uma chancela de regularidade. Entre janeiro de 2022 e janeiro de 2025, a movimentação de R$ 19,5 milhões, composta por R$ 9,774 milhões em créditos e R$ 9,758 milhões em débitos, reflete a dinâmica natural de suas empresas, a LLF Tech Participações e a G4 Entretenimento e Tecnologia. Mais do que isso, a investigação fulminou a tese central da acusação: não existe um único centavo recebido de Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”. A tentativa de ligar o filho do presidente da República a desvios na previdência social revelou-se um vazio jurídico e ético, expondo a ausência gritante de elementos que sustentassem a quebra de sigilo.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Transparência e origens legítimas&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;A análise detalhada aponta que a maior parte do fluxo financeiro advém de rendimentos de investimentos e operações entre as próprias empresas de Fábio Luís, que atuam em setores de tecnologia e consultoria. Até mesmo as transferências feitas pelo presidente Lula, que somam R$ 721,3 mil, possuem lastro claro: tratam-se de adiantamento de legítima, um mecanismo banal e simples de antecipação de herança. Há ainda devolução de custos arcados pelo filho durante o período em que o pai esteve preso ilegalmente em Curitiba e empréstimos à L.I.L.S. Palestras. Da mesma forma, os pagamentos aos ex-sócios Jonas Suassuna e Kalil Bittar (R$ 704 mil e R$ 750 mil, respectivamente) são transações lícitas e proporcionais ao histórico societário da extinta Gamecorp.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Por fim, o que se vê no meio de tanta gritaria foi apenas mais um ciclo de perseguição que ignora a realidade contábil em nome do desgaste político. Mais uma vez, o uso de instrumentos de investigação para fins de espetacularização falhou diante da legalidade dos fatos. Se o objetivo era encontrar o “elo perdido” de um crime, a montanha não pariu sequer um rato; pariu apenas a confirmação de que a vida financeira de Fábio Luís está, há quinze anos, sem irregularidade alguma com o fisco.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Inspirada no Fórum Social Mundial, a Fórum foi lançada com a cobertura do primeiro evento, realizado em janeiro de 2001 em Porto Alegre. Foi lá na Porto Alegre daqueles que sonhavam um outro mundo possível que a Fórum nasceu. Não é a publicação oficial do FSM, mas a revista traz no seu DNA a força dos movimentos e a certeza de que é na multiplicidade de vozes que se faz um mundo melhor.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Da Revista Fórum &lt;/p&gt;</description><pubDate>Thu, 05 Mar 2026 20:12:55 -0300</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/luiz-muller/blog/acabou-o-circo-quebra-de-sigilo-de-lulinha-nao-tem-depositos-do-careca-do-inss-e-nem-qualquer-outra-ilegalidade</link><guid>http://blogoosfero.cc/luiz-muller/blog/acabou-o-circo-quebra-de-sigilo-de-lulinha-nao-tem-depositos-do-careca-do-inss-e-nem-qualquer-outra-ilegalidade</guid></item><item><title>O Retorno do “Método”? A Sombra da Lava Jato sobre o Caso Master</title><description>&lt;a href="https://luizmuller.com/wp-content/uploads/2026/03/moro-e-mendonca-raquel-de-sa-agsenado.jpg"&gt;&lt;img width="1024" height="576" src="https://luizmuller.com/wp-content/uploads/2026/03/moro-e-mendonca-raquel-de-sa-agsenado.jpg?w=1024" alt=""&gt;&lt;/a&gt;Mendonça e Moro – Mais do Mesmo?



&lt;p&gt;A história política brasileira parece sofrer de um inquietante vício em repetição. A recente mudança no comando do chamado &lt;strong&gt;Caso Master&lt;/strong&gt;, com a saída do ministro Dias Toffoli e a ascensão de André Mendonça, acendeu alertas que vão além da mera troca de relatoria. &lt;/p&gt;



&lt;p&gt;O que se desenha no horizonte não é apenas a continuidade de uma investigação, mas a estruturação de uma &lt;strong&gt;Lava Jato 2.0&lt;/strong&gt;, resgatando táticas que o próprio Judiciário já reconheceu como parciais e ilegais.&lt;/p&gt;



&lt;h3&gt;O “Modus Operandi” da Coerção&lt;/h3&gt;



&lt;p&gt;O indicativo mais alarmante desta nova fase é a reativação da engrenagem que confunde justiça com espetáculo. O método, agora requentado, segue um roteiro perigoso:&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Prisões Preventivas Estratégicas:&lt;/strong&gt; Figuras centrais são detidas não por risco real à ordem pública, mas como forma de pressão psicológica.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Delações “Encomendadas”: A liberdade torna-se uma moeda de troca. O investigado, asfixiado pelo cárcere, acaba por assinar narrativas que atendem aos interesses dos investigadores, muitas vezes “confirmando” fatos que sequer ocorreram.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Vazamentos Seletivos:&lt;/strong&gt; Informações sigilosas “brotam” na imprensa em momentos oportunos, preparando a opinião pública e condenando alvos antes mesmo do devido processo legal.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;A “Lava Jato original” deixou um rastro de destruição institucional. Hoje, é fato jurídico que a operação utilizou a &lt;strong&gt;técnica do lawfare&lt;/strong&gt;: a manipulação do sistema legal para aniquilar adversários políticos. &lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;strong&gt;O caso do presidente Lula é o exemplo máximo — uma condenação baseada em elos forçados entre fatos desconexos, conduzida por um juiz que, como se provou depois, não possuía a imparcialidade necessária.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Ao observarmos o Caso Master sob a nova relatoria, o sentimento é de &lt;em&gt;déjà vu&lt;/em&gt;. Quando o processo penal é utilizado para construir narrativas políticas em vez de apurar crimes com rigor técnico, a democracia é quem senta no banco dos réus.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;A substituição de Toffoli por Mendonça não deve ser lida apenas como uma movimentação burocrática. Se o rito seguir o caminho dos vazamentos e das delações sob custódia, estaremos diante da oficialização de um tribunal de exceção moderno. A corrupção deve ser combatida, mas o preço desse combate não pode ser o atropelo da Constituição. Se os métodos são os mesmos, o resultado — a anulação futura por ilegalidade — também será.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Thu, 05 Mar 2026 12:12:15 -0300</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/luiz-muller/blog/o-retorno-do-metodo-a-sombra-da-lava-jato-sobre-o-caso-master</link><guid>http://blogoosfero.cc/luiz-muller/blog/o-retorno-do-metodo-a-sombra-da-lava-jato-sobre-o-caso-master</guid></item><item><title>Brasil anuncia envio de alimentos e insumos agrícolas para Cuba</title><description>&lt;p&gt;O programa prevê apoio emergencial à produção de alimentos na ilha.&lt;/p&gt;



&lt;img src="https://mf.b37mrtl.ru/brmedia/images/2026.03/thumbnail/69a86b87403ceaa27b04e187.jpg" alt="Brasil anuncia envio de alimentos e insumos agrícolas para Cuba"&gt;



&lt;p&gt;O governo brasileiro informou que enviará alimentos e liberará recursos para a &lt;strong&gt;compra de insumos agrícolas&lt;/strong&gt; destinados a Cuba.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;O anúncio foi feito pelo ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, durante a 39ª Sessão da Conferência Regional da FAO para a América Latina e o Caribe. A informação foi &lt;a href="https://www.gov.br/mda/pt-br/noticias/2026/03/co-presidente-de-conferencia-da-fao-ministro-paulo-teixeira-defende-que-reforma-agraria-seja-tema-de-debates-no-evento#:~:text=*%20Twitter.%20*%20Flickr." target="_blank"&gt;divulgada&lt;/a&gt; pelo ministério nesta segunda-feira (2).&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;“Nós vamos autorizar um recurso para que eles possam &lt;strong&gt;adquirir aqui no Brasil insumos para a produção de alimentos lá.&lt;/strong&gt; E também vamos enviar alimentos para que eles possam enfrentar esse momento dramático que estão vivendo. &lt;strong&gt;Isso deve acontecer a partir dessa semana&lt;/strong&gt;, esses acordos devem ser assinados”, afirmou o ministro.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;A iniciativa ocorre no &lt;strong&gt;âmbito da cooperação internacional&lt;/strong&gt; conduzida pela Agência Brasileira de Cooperação. O programa integra ações da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza e inclui apoio também ao Haiti.&lt;/p&gt;



&lt;h2&gt;Pressão de Washington sobre Havana&lt;/h2&gt;



&lt;p&gt;Ao final de janeiro, Trump assinou uma &lt;a href="https://rtbrasil.com/noticias/27351-trump-declara-emergencia-nacional-cuba/" target="_blank"&gt;ordem&lt;/a&gt; executiva impondo &lt;strong&gt;tarifas a qualquer país que forneça petróleo a Cuba&lt;/strong&gt;, após sequestrar o presidente Nicolás Maduro e cortar envios venezuelanos ao país.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Cuba produz apenas 40% do combustível que consome&lt;/strong&gt; e dependia principalmente de importações da Venezuela, México e Rússia para suprir o restante, segundo &lt;a href="https://www.spglobal.com/energy/en/news-research/latest-news/crude-oil/020926-cuba-faces-fuel-crunch-as-us-policies-squeeze-oil-imports" target="_blank"&gt;dados&lt;/a&gt; da empresa americana de análise financeira S&amp;amp;P Global.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;De acordo com a empresa Kpler, até 30 de janeiro, a ilha dispunha de &lt;strong&gt;petróleo para apenas 15 a 20 dias&lt;/strong&gt;, necessitando de 100 mil barris diários. Contudo, o representante permanente de Cuba na ONU, Ernesto Soberón Guzmán, &lt;a href="https://rtbrasil.com/noticias/29186-cuba-tem-planos-recursos-bloqueio-eua/" target="_blank"&gt;afirmou&lt;/a&gt; em entrevista à mídia espanhola EFE na quinta-feira (19) que seu país está preparado caso precise enfrentar um “bloqueio total” dos EUA.&lt;/p&gt;



&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;O bloqueio econômico e comercial mantido pelos Estados Unidos contra Cuba já dura &lt;strong&gt;mais de seis décadas&lt;/strong&gt;, sendo constantemente reforçado com novas medidas coercitivas e unilaterais por parte da Casa Branca.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;</description><pubDate>Thu, 05 Mar 2026 00:10:57 -0300</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/luiz-muller/blog/brasil-anuncia-envio-de-alimentos-e-insumos-agricolas-para-cuba</link><guid>http://blogoosfero.cc/luiz-muller/blog/brasil-anuncia-envio-de-alimentos-e-insumos-agricolas-para-cuba</guid></item><item><title>Enquanto Pedágios Estaduais seguem privados e caros, Governo Lula Libera o Trecho Federal Mais Caro do RS</title><description>&lt;a href="https://luizmuller.com/wp-content/uploads/2026/03/gemini_generated_image_w0g1xw0g1xw0g1xw.png"&gt;&lt;img width="1024" height="571" src="https://luizmuller.com/wp-content/uploads/2026/03/gemini_generated_image_w0g1xw0g1xw0g1xw.png?w=1024" alt=""&gt;&lt;/a&gt;



&lt;p&gt;&lt;strong&gt;O Rio Grande do Sul vive, nestes primeiros dias de março de 2026, vive um contraste gritante entre duas abordagens ao tema da infraestrutura rodoviária e dos pedágios. &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;De um lado, o governador Eduardo Leite (PSD) foi obrigado a suspender — ou melhor, adiar indefinidamente — o leilão do Bloco 2 de concessões de rodovias estaduais, pressionado por denúncias, auditoria do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RS) e pela atuação incisiva da CPI dos Pedágios na Assembleia Legislativa. &lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Do outro, o governo federal, sob o presidente Lula, encerrou o contrato de concessão do Polo Rodoviário de Pelotas (BR-116 e BR-392), acabando com a cobrança em cinco praças que cobravam uma das tarifas mais absurdas do Brasil — R$ 19,60 por passagem em alguns casos —, liberando o tráfego livre a partir de 4 de março.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Esses dois fatos não são isolados: revelam visões opostas de como tratar o desenvolvimento econômico e a logística do estado.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;strong&gt; Enquanto o modelo estadual de Leite prioriza concessões privadas aceleradas, com tarifas elevadas e pouca transparência (como como denunciei aqui no blog, o modelo federal do Governo Lula optou por encerrar um contrato de 28 anos que se revelara insustentável e injusto para a população e para a economia gaúcha.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;O Bloco 2, que Leite tentou levar a leilão em março, previa a concessão de centenas de quilômetros de rodovias com instalação de 24 pórticos free flow — sistema de cobrança automática que, na prática, tem gerado multas em cascata e revolta de motoristas. &lt;/p&gt;



&lt;p&gt;A auditoria do TCE-RS apontou fragilidades graves: inconsistências técnicas, riscos de tarifas abusivas e falta de equilíbrio econômico-financeiro. A CPI dos Pedágios, instalada no final de 2025, investigou esses pontos com rigor, expondo possíveis conflitos de interesse e atrasos em obras. &lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Denúncias como as publicadas aqui no Blog, que chamaram a atenção para o &lt;strong&gt;&lt;a href="https://luizmuller.com/2026/02/24/o-pedagio-que-sangra-o-bolso-dos-gauchos-tarifas-abusivas-free-flow-caotico-e-privatizacoes-as-pressas/"&gt;“pedágio que sangra o bolso dos gaúchos”, com free flow caótico e privatizações às pressas &lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;— ajudaram a mobilizar a opinião pública e forçaram o recuo. &lt;/p&gt;



&lt;div&gt;
&lt;blockquote&gt;&lt;a href="https://luizmuller.com/2026/02/24/o-pedagio-que-sangra-o-bolso-dos-gauchos-tarifas-abusivas-free-flow-caotico-e-privatizacoes-as-pressas/"&gt;O Pedágio que Sangra o bolso dos Gaúchos: Tarifas Abusivas, Free Flow Caótico e Privatizações às Pressas&lt;/a&gt;&lt;/blockquote&gt;

&lt;/div&gt;



&lt;p&gt;Leite anunciou redução de tarifa por quilômetro e adiamento para maio/junho, mas o episódio já é visto como vitória da sociedade organizada contra um modelo que beneficia concessionárias em detrimento do usuário.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Em contrapartida, o fim da concessão do Polo Rodoviário de Pelotas representa um alívio concreto para a logística exportadora do RS. O trecho Pelotas-Rio Grande, pelas BR-116 e BR-392, é vital: escoa grande parte da produção agrícola, industrial e pecuária do sul do estado rumo ao porto de Rio Grande e ao Mercosul. &lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Por ali passam grãos, carnes, frutas e bens importados. Durante 28 anos, a Ecovias Sul (Ecosul) cobrou tarifas altíssimas, uma das mais caras do país, em um contrato assinado ainda em 1998 e repassado ao governo federal. &lt;/p&gt;



&lt;p&gt;O fim do acordo, sem renovação, permite que o DNIT assuma a gestão provisória, com cancelas abertas e tráfego livre — pelo menos até uma nova concessão mais equilibrada.Aqui reside a diferença fundamental: o governo Lula, ao não renovar um contrato oneroso e injusto, priorizou o interesse coletivo, reduzindo custos logísticos que pesam sobre produtores, transportadores e consumidores. &lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Já o modelo de Leite, mesmo recuando sob pressão, insiste em concessões privadas que transferem o ônus para o usuário via tarifas altas, em vez de buscar equilíbrio entre investimento privado e proteção ao bolso gaúcho.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;O RS precisa de estradas melhores, sim. Mas desenvolvimento não se faz às custas de pedágios abusivos que encarecem a produção e penalizam o cidadão comum. &lt;/p&gt;



&lt;p&gt;A suspensão do Bloco 2 é um freio necessário; o fim da cobrança em Pelotas-Rio Grande é um avanço real. &lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Cabe ao estado aprender com o federal: concessões devem servir ao povo, não explorá-lo. &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Enquanto Leite foi forçado a recuar pela pressão popular e institucional, &lt;strong&gt;o governo Lula entregou um alívio imediato para quem depende da logística sul-rio-grandense.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;strong&gt;É hora de alinhar as visões: infraestrutura de qualidade, tarifas justas e prioridade ao desenvolvimento regional. O RS merece estradas sem pedágios que “sangrem o bolso”&lt;/strong&gt;. &lt;/p&gt;


&lt;div&gt;
&lt;a href="https://luizmuller.com/wp-content/uploads/2025/10/apoio-blog-com-foto-1.jpg"&gt;&lt;img width="610" height="431" src="https://luizmuller.com/wp-content/uploads/2025/10/apoio-blog-com-foto-1.jpg?w=610" alt=""&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;</description><pubDate>Wed, 04 Mar 2026 20:10:33 -0300</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/luiz-muller/blog/enquanto-pedagios-estaduais-seguem-privados-e-caros-governo-lula-libera-o-trecho-federal-mais-caro-do-rs</link><guid>http://blogoosfero.cc/luiz-muller/blog/enquanto-pedagios-estaduais-seguem-privados-e-caros-governo-lula-libera-o-trecho-federal-mais-caro-do-rs</guid></item><item><title>O que a China entendeu sobre ciber-guerras que o Brasil ainda ignora: soberania de dados, não só data centers</title><description>&lt;a href="https://luizmuller.com/wp-content/uploads/2026/03/image_4971e385.png"&gt;&lt;img width="1024" height="558" src="https://luizmuller.com/wp-content/uploads/2026/03/image_4971e385.png?w=1024" alt=""&gt;&lt;/a&gt;



&lt;p&gt;O artigo &lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;a href="https://outraspalavras.net/tecnologiaemdisputa/ciberguerras-o-que-a-china-entendeu-antes-do-mundo/?fbclid=IwY2xjawQVO2RleHRuA2FlbQIxMQBzcnRjBmFwcF9pZBAyMjIwMzkxNzg4MjAwODkyAAEexHcHE57FaoRBvn0AdFfa1on7hVHogV9v3pj7wKJfsyRM0fcNVDLASJLBP28_aem_htYiS_SpZe5paDmIz3vMDg"&gt;“Ciberguerras: o que a China entendeu antes do mundo”&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;,  traz uma lição estratégica que o Brasil precisa absorver urgentemente. &lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Pequim percebeu, muito antes do Ocidente, que as guerras do século XXI começam com vigilância em massa, interceptação de dados e controle das infraestruturas digitais. &lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Por isso, a China tratou o ciberespaço como infraestrutura crítica de segurança nacional: criou &lt;a href="https://www.internetsociety.org/resources/internet-fragmentation/the-chinese-firewall/"&gt;o &lt;strong&gt;Grande Firewall,&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; internalizou dados governamentais, restringiu plataformas estrangeiras &lt;strong&gt;e construiu gigantes tecnológicos próprios com nuvem soberana, 5G nacional e ecossistema autônomo. &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Como disse o criador do Firewall, Fang Binxing, &lt;strong&gt;&lt;em&gt;“a autonomia tecnológica só pode existir quando o Estado é capaz de proteger, regular e estruturar seu próprio ambiente informacional”.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Enquanto isso, o Brasil segue o caminho oposto. Estamos celebrando a chegada de novos data centers — atraídos por incentivos fiscais e energia barata —, como se quantidade de servidores fosse sinônimo de progresso. Mas falta o essencial: uma política de soberania sobre os dados que esses centros armazenam. Sem ela, continuamos entregando o controle dos dados gerados aqui para as Big Techs americanas.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;O sociólogo Sérgio Amadeu da Silveira, um dos maiores especialistas brasileiros em soberania digital, tem denunciado isso há anos com clareza cirúrgica. &lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Amadeu mostra que 69% dos data centers no Brasil são controlados por apenas 16 empresas, sendo 14 multinacionais estrangeiras. Ou seja: os prédios estão aqui, a energia é nossa, mas o poder — o código-fonte, a governança, o acesso aos dados — fica lá fora.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="https://luizmuller.com/2025/11/03/a-nuvem-soberana-do-serpro-e-um-cavalo-de-troia-dos-eua-no-territorio-brasileiro/"&gt;O caso mais grave é a chamada “Nuvem Soberana” do Serpro. &lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;Vendida como avanço, trata-se de uma armadilha. Os dados sensíveis do SUS, da Receita Federal, da Previdência e de toda a administração pública são processados em plataformas de Amazon, Microsoft, Google ou Oracle. &lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Mesmo com servidores físicos no Brasil, os contratos obrigam conexão com infraestruturas americanas. Resultado? Qualquer ordem judicial dos EUA (via Cloud Act) permite que esses dados sejam acessados, copiados ou entregues ao governo americano — sem que o Brasil possa fazer nada. &lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Já Pequim entendeu que depender de softwares, sistemas operacionais e protocolos ocidentais cria “portas dos fundos” estruturais. A estratégia chinesa foca na criação de uma infraestrutura digital de ponta a ponta (do chip ao sistema de nuvem), o que o país chama de “Comunidade de Futuro Compartilhado no Ciberespaço&lt;/strong&gt;“.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Como Amadeu resume: “Isso não tem nada de soberania. É um produto, uma peça de marketing dessas big techs para manter contratos”.Ele usa uma analogia devastadora: “A gente entrega minério de ferro para comprar aço”. Vendemos dados brutos (o “minério”) gerados pela população brasileira e, em troca, compramos serviços processados no exterior. &lt;/p&gt;



&lt;p&gt;É colonialismo de dados puro: o Sul Global extrai, o Norte processa e lucra. &lt;/p&gt;



&lt;p&gt;E o pior: muitos defendem essa dependência com o argumento derrotista de que “não temos capacidade técnica”. Amadeu rebate: &lt;strong&gt;“Não é verdade que a gente não tem condição de desenvolver essa tecnologia de nuvem”. &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;O Brasil já tem exemplos viáveis — como o data center do Comitê Gestor da Internet em São Paulo — e poderia contratar engenheiros brasileiros que hoje trabalham para as próprias Big Techs no exterior para montar infraestruturas nacionais, com software livre e governança pública.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Enquanto a China internaliza dados e reduz vulnerabilidades, o Brasil aprofunda a subordinação. Permitimos que até dados públicos fiquem hospedados nos Estados Unidos, expostos às leis de vigilância americanas (Cloud Act, FISA, Patriot Act). &lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Em tempos de ciber-guerras híbridas — onde dados são munição —, isso não é apenas ingenuidade econômica: é risco estratégico à soberania nacional.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;A solução não é proibir data centers estrangeiros, mas subordiná-los a regras claras de soberania: obrigatoriedade de localização de dados sensíveis, auditoria pública dos contratos, preferência para soluções nacionais e investimento maciço em nuvem pública soberana (como fez o Uruguai com seu data center 100% estatal e software livre). &lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Precisamos de um Plano Nacional de Soberania Digital que transforme dados em bem comum estratégico, não em commodity privatizada.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Na doutrina chinesa, os dados não são apenas mercadorias comerciais, mas um &lt;strong&gt;recurso estratégico de segurança&lt;/strong&gt;. Isso contrasta com modelos que priorizam apenas a proteção individual (como o GDPR europeu) ou o livre mercado (como o modelo dos EUA), focando em como os dados podem ser usados para prever e neutralizar ameaças externas antes mesmo que elas atinjam a infraestrutura física.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Como alerta Sérgio Amadeu, sem converter a soberania de dados em luta política concreta, o Brasil não sairá da condição de dependência aguda. &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;A China entendeu isso décadas atrás. O mundo está aprendendo agora. &lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;strong&gt;O Brasil ainda pode escolher não chegar atrasado — e não pagar o preço de ser apenas mais um território digital colonizado.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;É hora de passar de data centers para soberania de verdade. Os dados gerados aqui pertencem ao povo brasileiro. Quem os controla, controla o futuro.&lt;/p&gt;



&lt;div&gt;
&lt;blockquote&gt;&lt;a href="https://luizmuller.com/2025/11/03/a-nuvem-soberana-do-serpro-e-um-cavalo-de-troia-dos-eua-no-territorio-brasileiro/"&gt;A “Nuvem Soberana” do Serpro é um cavalo de Troia dos EUA no Território Brasileiro ??&lt;/a&gt;&lt;/blockquote&gt;

&lt;/div&gt;



&lt;h2&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;ESTE BLOG NÃO É MONETIZADO POR NENHUMA BIGHTECH POR ISTO AS REDES RETRINGEM MUITO A DISTRIBUIÇÃO, OU NEM DISTRIBUEM ARTIGOS COMO ESTE. ASSIM, O ENGAJAMENTO ORGÂNICO É FUNDAMENTAL. ALÉM DE LER, COMPARTILHE NO SEU WHATSAPP E NAS SUAS REDES SOCIAIS, PRA QUE MAIS GENTE LEIA. UTILIZE OS BOTÕES PARA COMPARTILHAMENTO. OBRIGADO.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/h2&gt;</description><pubDate>Wed, 04 Mar 2026 16:10:15 -0300</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/luiz-muller/blog/o-que-a-china-entendeu-sobre-ciber-guerras-que-o-brasil-ainda-ignora-soberania-de-dados-nao-so-data-centers</link><guid>http://blogoosfero.cc/luiz-muller/blog/o-que-a-china-entendeu-sobre-ciber-guerras-que-o-brasil-ainda-ignora-soberania-de-dados-nao-so-data-centers</guid></item><item><title>Educação Perto de Casa: Mobilização da Cruzeiro e Glória Chega à Assembleia Legislativa e Pressiona Governo Leite</title><description>&lt;div&gt;
&lt;a href="https://luizmuller.com/wp-content/uploads/2026/03/cruzeiro-escola.png"&gt;&lt;img width="654" height="489" src="https://luizmuller.com/wp-content/uploads/2026/03/cruzeiro-escola.png?w=654" alt=""&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;


&lt;p&gt;&lt;strong&gt;As comunidades da Grande Cruzeiro e da Glória não estão dispostas a aceitar mais um capítulo de abandono da educação nas periferias promovido pelo Governo Leite, com remanejamento, extinção de turmas, transferências e até fechamento de Escolas. .&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;strong&gt;O fechamento forçado da Escola Presidente Costa e Silva, e a persistente falta de oferta de Ensino Médio na Escola Oscar Pereira não são meros ajustes administrativos. São medidas que aumentam distâncias perigosas, custos de transporte inacessíveis e riscos à segurança de crianças e adolescentes, empurrando muitos para a evasão escolar.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Mas a resposta veio forte e organizada. O &lt;strong&gt;Movimento Articulação Comunitária&lt;/strong&gt; pela Educação nas Regiões Cruzeiro e Glória levou seu manifesto diretamente à Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul. &lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Esse documento, que denuncia o impacto real nas famílias e exige escola perto de casa, ampliação do Ensino Médio e prioridade para os prédios da antiga Escola Alberto Bins (fechada em 2018) e da Oscar Pereira, ganhou visibilidade e apoio parlamentar. &lt;/p&gt;


&lt;div&gt;
&lt;a href="https://luizmuller.com/wp-content/uploads/2026/03/educacao-nas-comunidades-e-regioes-cruzeiro-e-gloria.pptx"&gt;&lt;img width="621" height="469" src="https://luizmuller.com/wp-content/uploads/2026/03/cruzeiro-manifesto.png?w=621" alt=""&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Clique e leia o Documento na íntegra&lt;/strong&gt;
&lt;/div&gt;


&lt;p&gt;A luta das comunidades periféricas chegou onde as decisões são tomadas, provando que a voz do povo organizado pode romper o silêncio dos gabinetes. &lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Destacam-se, nessa articulação, as lideranças comunitárias que carregam essa bandeira diariamente. Michael e Silvana, junto com outras lideranças incansáveis do movimento, são os pilares dessa resistência. &lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Michael, com sua habilidade de mapear as demandas das vilas, documentar casos de impacto e mobilizar os moradores, transforma a indignação em argumentos sólidos. &lt;/p&gt;


&lt;div&gt;
&lt;a href="https://www.facebook.com/share/p/18HQiMd7xy/?mibextid=wwXIfr"&gt;&lt;img width="351" height="453" src="https://luizmuller.com/wp-content/uploads/2026/03/face-silvana-educacao-cruzeiro.png?w=351" alt=""&gt;&lt;/a&gt;Clique para ler mais no Facebook da Silvana Melo
&lt;/div&gt;


&lt;p&gt;Silvana, por sua vez, une as mães, os pais e as famílias em ações coletivas, mantendo viva a memória das lutas passadas — como a ocupação e o uso comunitário do prédio da Alberto Bins — e garantindo que ninguém fique de fora. &lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;strong&gt;São essas lideranças que conhecem cada rua, cada dificuldade financeira e cada risco no trajeto escolar. Elas não pedem favores: exigem o cumprimento do direito constitucional à educação de qualidade, acessível e segura.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;O deputado estadual Halley Lino (PT) se posicionou como um aliado essencial nessa causa. Em sua intervenção na Assembleia — registrada em vídeo que circula nas redes —, ele não se limitou a criticar as políticas do Governo Eduardo Leite. &lt;/p&gt;



&lt;div&gt;

&lt;/div&gt;



&lt;p&gt;Halley expôs o absurdo de remanejar alunos para distâncias maiores em regiões vulneráveis, questionou a falta de diálogo com as comunidades e apontou caminhos concretos: revisão imediata das decisões de fechamento, garantia de passe livre universal para transporte, reutilização inteligente de prédios existentes (como os da Alberto Bins e Oscar Pereira) e expansão real do Ensino Médio nas periferias. &lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Sua fala reforça que a educação não pode ser tratada como custo a ser cortado, mas como investimento essencial para a cidadania e o futuro do estado.Essa combinação — comunidades mobilizadas + parlamentar comprometido — é o que move mudanças reais.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;O Governo Leite precisa responder: dialogar diretamente com Michael, Silvana e o &lt;strong&gt;Movimento Articulação Comunitária,&lt;/strong&gt; apresentar um plano claro de ampliação (e não de redução) da oferta educacional na Grande Cruzeiro e Glória, e priorizar a segurança e o acesso das famílias trabalhadoras.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Investir em educação no Ensino Médio, especialmente nas vilas mais vulneráveis, não é despesa. É dar asas à cidadania e força à democracia, como afirma o próprio manifesto do movimento. As comunidades da Cruzeiro e da Glória já mostraram que não vão calar. Agora, cabe ao poder público ouvir e agir.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;/p&gt;



&lt;div&gt;
&lt;a id="wp-block-file--media-86bd92c9-6a38-471b-8147-726d0a149b6f" href="https://luizmuller.com/wp-content/uploads/2026/03/educacao-nas-comunidades-e-regioes-cruzeiro-e-gloria.pptx"&gt;EDUCAÇÃO NAS COMUNIDADES E REGIÕES CRUZEIRO E GLORIA&lt;/a&gt;&lt;a href="https://luizmuller.com/wp-content/uploads/2026/03/educacao-nas-comunidades-e-regioes-cruzeiro-e-gloria.pptx"&gt;Baixar&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;



&lt;p&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Wed, 04 Mar 2026 12:09:53 -0300</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/luiz-muller/blog/educacao-perto-de-casa-mobilizacao-da-cruzeiro-e-gloria-chega-a-assembleia-legislativa-e-pressiona-governo-leite</link><guid>http://blogoosfero.cc/luiz-muller/blog/educacao-perto-de-casa-mobilizacao-da-cruzeiro-e-gloria-chega-a-assembleia-legislativa-e-pressiona-governo-leite</guid></item><item><title>Semana de Trabalho de Quatro Dias: Experiência e Resultados na Alemanha</title><description>&lt;p&gt;Enquanto aqui no Brasil a Jornada Legal de Trabalho ainda é de 44 Horas e muitas empresas distribuem esta carga horária na famigerada Escala 6X1, A Alemanha esta reduzindo a Carga Horária Semanal para até 36 horas, distribuídas em escala 4X3 dias.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Em 2024 a Alemanha lançou um programa piloto de &lt;strong&gt;semana de trabalho de quatro dia&lt;/strong&gt;s. &lt;strong&gt;Dois anos depois, 70% das empresas participantes mantiveram alguma forma de redução da jornada de trabalho&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;


&lt;div&gt;
&lt;img src="https://i.blogs.es/fbc79e/1200_800---2026-02-26t113840.401/500_333.jpeg" alt="A Alemanha queria testar se trabalhar quatro dias por semana era eficiente; 70% das empresas acreditam que sim"&gt;
&lt;/div&gt;


&lt;p&gt;A &lt;strong&gt;semana de trabalho de quatro dias começou na Alemanha como um experimento&lt;/strong&gt; para maximizar a produtividade das empresas sem deixar os funcionários exaustos e incapazes de conciliar trabalho e vida familiar. Dois anos após o início do projeto-piloto, os dados confirmam que, para as empresas participantes, &lt;strong&gt;não se tratava apenas de um teste; ele se materializou em uma mudança nas práticas de trabalho&lt;/strong&gt; que muitas empresas decidiram tornar permanente.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;a href="https://www.wiwi.uni-muenster.de/tow/sites/tow/files/downloads/4DW_FollowUp_Report_Englisch.pdf"&gt;Relatório de acompanhamento&lt;/a&gt;, preparado por pesquisadores da Universidade de Münster em conjunto com a consultoria 4 Day Week Global, foi concluído. Ele analisa o que aconteceu desde o início do programa piloto em 2014 e quais foram seus efeitos subsequentes. A principal conclusão é que cerca de &lt;strong&gt;70% das empresas que participaram do projeto-piloto continuam implementando alguma forma de redução da jornada de trabalho&lt;/strong&gt; um ano depois.&lt;/p&gt;


&lt;div&gt;
&lt;a href="https://www.wiwi.uni-muenster.de/tow/sites/tow/files/downloads/4DW_FollowUp_Report_Englisch.pdf"&gt;&lt;img width="380" height="530" src="https://luizmuller.com/wp-content/uploads/2026/03/escala-4x3-fotor-20260306172742-1.jpg?w=380" alt=""&gt;&lt;/a&gt;Relatório na Integra
&lt;/div&gt;


&lt;h2&gt;Uma fórmula familiar e uma amostra diversificada&lt;/h2&gt;



&lt;p&gt;O projeto original da semana de trabalho de quatro dias na Alemanha foi baseado no &lt;strong&gt;modelo 100-80-100: 100% do salário, 80% da jornada de trabalho e 100% da produtividade&lt;/strong&gt;. Este modelo de redução da jornada de trabalho é o mesmo implementado em Valência em 2023, em Portugal e no Reino Unido.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Na fase inicial, participaram empresas de diversos setores, incluindo manufatura, seguros, tecnologia, mídia, varejo e educação. Além disso, para garantir a máxima representatividade do panorama industrial alemão, foram selecionadas empresas de diferentes portes: &lt;strong&gt;desde microempresas com 1 a 9 funcionários até grandes corporações com mais de 250 funcionários&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;



&lt;h2&gt;Os dados iniciais já forneciam indícios&lt;/h2&gt;



&lt;p&gt;Os pesquisadores coletam dados das empresas participantes e seus funcionários desde o primeiro dia. Poucos meses após o início do projeto-piloto, &lt;strong&gt;as empresas estavam muito satisfeitas com os resultados&lt;/strong&gt;, a ponto de, &lt;a href="https://cdn.prod.website-files.com/591c54e3b5657213679e7bb1/671206e3061699e15b5e9749_4DW_Report_20241018_0840pdf.pdf"&gt;nas conclusões preliminares&lt;/a&gt;, &lt;strong&gt;73% afirmarem que não retornariam à tradicional semana de trabalho de cinco dias&lt;/strong&gt;. O novo relatório oferece a perspectiva que o tempo proporciona e revela se esse ímpeto inicial se consolidou.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Dois anos após o início do projeto-piloto, sete em cada dez empresas participantes não apenas mantêm o modelo de semana de trabalho de quatro dias, como o integraram às suas operações regulares.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;



&lt;h2&gt;Mais do que apenas quatro dias: redução flexível da jornada de trabalho&lt;/h2&gt;



&lt;p&gt;Uma das descobertas mais interessantes do acompanhamento é que o modelo de semana de trabalho de quatro dias evoluiu, com cada organização implementando-o e adaptando-o às suas necessidades. Nem todas as empresas optaram por uma semana de trabalho de segunda a quinta-feira.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Cerca de 22% das empresas participantes adaptaram o esquema inicial para abordagens mais flexíveis:&lt;strong&gt; redução da jornada anual, semanas alternadas ou ajustes internos com base na carga de trabalho&lt;/strong&gt;. O próprio relatório agora se refere menos a uma “semana de quatro dias” e mais à “redução da jornada de trabalho”. O rótulo importa menos do que a reformulação da jornada de trabalho e a eliminação de tarefas supérfluas, menos reuniões desnecessárias e maior autonomia para as equipes.&lt;/p&gt;



&lt;h2&gt;Sem impacto nos lucros ou na produtividade&lt;/h2&gt;



&lt;p&gt;Em termos de negócios, o programa piloto alemão foi um sucesso. Apesar de manter 80% da jornada de trabalho inicial,&lt;strong&gt; não houve quedas nos níveis de lucro ou produtividade, e houve até mesmo pequenas melhorias em comparação com o ponto de partida&lt;/strong&gt;. Em outras palavras, conseguiram alcançar os mesmos resultados em menos tempo.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Onde realmente teve um impacto significativo foi no &lt;strong&gt;bem-estar dos funcionários, com 90% relatando melhorias no equilíbrio entre vida pessoal e profissional&lt;/strong&gt;. Como resultado dessa melhoria, os funcionários relataram sentir-se menos estressados ​​e mais comprometidos com a empresa. &lt;strong&gt;38% das empresas indicaram que o absenteísmo e as licenças médicas dos funcionários diminuíram, enquanto 56% não relataram mudanças&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;



&lt;h2&gt;A redução da jornada de trabalho tem aspectos positivos e negativos&lt;/h2&gt;



&lt;p&gt;Melhorias também foram observadas na satisfação no trabalho e na percepção da empresa como um local de trabalho atraente. O&lt;strong&gt; estudo indica que 87% das empresas observaram melhorias na retenção de talentos. Enquanto isso, 75% dos entrevistados afirmaram que suas empresas agora têm maior capacidade de atrair talentos durante os processos de recrutamento&lt;/strong&gt;. Em um contexto de escassez de mão de obra, isso representa uma vantagem competitiva.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;No entanto, como em outros testes da semana de trabalho de quatro dias, nem todas as empresas seguiram a mesma trajetória. &lt;strong&gt;Aproximadamente 30% interromperam a implementação do esquema inicial ou retornaram à tradicional semana de cinco dias&lt;/strong&gt;. Os principais motivos foram operacionais, incluindo dificuldades de coordenação com clientes, picos de trabalho difíceis de gerenciar ou estruturas internas inflexíveis.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Fri, 06 Mar 2026 20:30:12 -0300</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/luiz-muller/blog/semana-de-trabalho-de-quatro-dias-experiencia-e-resultados-na-alemanha</link><guid>http://blogoosfero.cc/luiz-muller/blog/semana-de-trabalho-de-quatro-dias-experiencia-e-resultados-na-alemanha</guid></item><item><title>Natalino e Annoni: memórias eternizadas pelo tempo (Por Isabela Camini)</title><description>&lt;div&gt;
&lt;img src="https://luizmuller.com/wp-content/uploads/2026/03/fazenda-anoni-fotor-20260302173911.jpg" alt=""&gt;
&lt;/div&gt;


&lt;p&gt;O artigo da Professora Dra. Isabela Camini, revisita dois marcos indeléveis da história social brasileira: a ocupação da &lt;strong&gt;Encruzilhada Natalino&lt;/strong&gt; e da &lt;strong&gt;Fazenda Annoni&lt;/strong&gt;. Mais do que simples registros geográficos, esses episódios simbolizam o ponto de inflexão que deu origem ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e redefiniu as formas de reivindicação por direitos e dignidade no campo.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Com uma escrita que alia o rigor acadêmico à sensibilidade de quem vivenciou a construção da educação popular, Camini resgata a memória dessas ocupações como espaços de resistência e formação política. &lt;/p&gt;



&lt;p&gt;O artigo nos convida a compreender como a luta pela terra no Rio Grande do Sul transformou “o conteúdo da dor em pedagogia”, consolidando a ideia de que a reforma agrária não é apenas uma questão de redistribuição de solos, mas de reconhecimento de sujeitos históricos.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Uma leitura essencial para pesquisadores, militantes e todos aqueles interessados em entender as raízes dos movimentos sociais contemporâneos e a força da organização camponesa.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Isabela Camini&lt;/strong&gt; é educadora, pesquisadora e uma das principais referências na formulação da pedagogia do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Autora de diversas obras e artigos sobre educação pública e movimentos sociais, com destaque para o livro &lt;em&gt;“Cartas Pedagógicas: aprendizados que se entrecruzam e se comunicam”&lt;/em&gt;. Sua obra é profundamente influenciada pelo pensamento de Paulo Freire, focando na escrita engajada e na educação como prática da liberdade.&lt;/p&gt;



&lt;h3&gt;​&lt;strong&gt;Leia o artigo na íntegra, clicando no link a seguir:&lt;/strong&gt;
&lt;/h3&gt;



&lt;div&gt;
&lt;object data="https://luizmuller.com/wp-content/uploads/2026/03/natalino-e-annoni.pdf" type="application/pdf"&gt;&lt;/object&gt;&lt;a id="wp-block-file--media-647f6f38-7a6f-40a7-af7f-a65fafd42033" href="https://luizmuller.com/wp-content/uploads/2026/03/natalino-e-annoni.pdf"&gt;Natalino e Annoni&lt;/a&gt;&lt;a href="https://luizmuller.com/wp-content/uploads/2026/03/natalino-e-annoni.pdf"&gt;Baixar&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;</description><pubDate>Mon, 02 Mar 2026 20:05:33 -0300</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/luiz-muller/blog/natalino-e-annoni-memorias-eternizadas-pelo-tempo-por-isabela-camini</link><guid>http://blogoosfero.cc/luiz-muller/blog/natalino-e-annoni-memorias-eternizadas-pelo-tempo-por-isabela-camini</guid></item><item><title>OS NECROJORNALISTAS E O CHORO PELO IRÃ (Por Inês Oludé)</title><description>&lt;div&gt;
&lt;a href="https://luizmuller.com/wp-content/uploads/2026/03/necro-jornalismo.png"&gt;&lt;img width="467" height="441" src="https://luizmuller.com/wp-content/uploads/2026/03/necro-jornalismo.png?w=467" alt=""&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;


&lt;p&gt;Choro pelo Irã, choro pela humanidade: A crapulagem dos que normalizam a barbárie&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Li hoje uma manchete que me gelou a alma. Não pela novidade, mas pela confirmação de que o jornalismo brasileiro atingiu um novo patamar de miséria moral. “Ninguém vai chorar pelo Irã”, estampou o Estadão, como quem sentencia quem merece ou não ser pranteado neste mundo. Como quem define, de cima de um púlpito podre, quais vidas importam e quais podem ser reduzidas a escombros sem que uma lágrima seja derramada.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Trata-se, leitoras e leitores, de uma declaração de psicopatia travestida de análise geopolítica. Porque só um psicopata, desses que habitam os manuais de psiquiatria, é incapaz de sentir compaixão diante da dor alheia e ainda a transforma em manchete de jornal.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Mas eu vou chorar, sim.Faço parte dos “alguéns” Vou chorar pelo Irã como chorei por cada país agredido pela sanha imperialista que, desde 1946, transforma o mundo num imenso cemitério. Chorei por Hiroshima e Nagasaki, varridas do mapa por bombas atômicas que incineraram civís como se fossem formigas. Chorei por Dresden, reduzida a cinzas numa noite de fogo que matou milhares de refugiados e crianças. Chorei pelo Vietnã, pelo Iraque, pela Líbia, pela Síria, pelo Afeganistão. Chorei pela Palestina, esquartejada dia após dia diante dos olhos cúmplices do Ocidente.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;E agora, choro pelo Irã.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Choro por um país de história milenar, cuja arquitetura deslumbrante já foi poesia feita em pedra e azulejo. Choro por um povo que tem o direito de viver em paz, como qualquer outro povo neste planeta. Choro pelas 85 crianças e professoras assassinadas covardemente dentro de uma escola, vítimas da insanidade mental de homens que transformam a geopolítica num ringue de barbárie. Choro pelos civis que viram números, estatísticas, “danos colaterais” na frieza dos relatórios de guerra.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Choro, sobretudo, pela humanidade que perdeu o rumo outra vez e regrediu aos anos 40, quando o mundo assistiu ao horror e, em muitos casos, aplaudiu.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;O que me estarrece, no entanto, não é apenas a violência dos que empunham as armas. É a violência dos que empunham as canetas e teclados para justificar o injustificável. É ver jornalistas brasileiros, desumanizados, coisificados pela ideologia, festejarem a destruição de países que ousam não se curvar aos ditames de Washington. É vê-los babando o ovo de políticos americanos, como se os EUA fossem uma entidade divina e não um império em decadência moral.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Falo de um país que hoje é liderado por um sujeito condenado em 34 processos judiciais, um homem cuja principal especialidade, além de fraudes e falências, é frequentar os corredores sombrios das listas de Epstein, aquele mesmo, o amigo de poderosos que “suicidaram” antes de contar o que sabia. E falo de um primeiro-ministro israelense cuja especialidade é explodir corpos de crianças em praças públicas, chamar aquilo de “defesa” e ainda ser recebido com tapetes vermelhos por governantes que se dizem civilizados.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;E esses jornalistas, esses “necrojornalistas” de plantão, têm a pachorra de dizer que ninguém vai chorar pelo Irã?&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Pois saibam: o choro que dedicamos às vítimas do Irã é o mesmo que dedicamos às vítimas de Gaza, da Ucrânia, da Síria, do Iêmen. É o mesmo que dedicamos às crianças mortas por balas perdidas nas favelas brasileiras, enquanto a pauta da segurança pública vira ringue eleitoral. É o luto por uma humanidade que insiste em se autodestruir enquanto meia dúzia de abutres lucra com a desgraça.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Vocês, jornalistas, que normalizam o genocídio, que relativizam o fascismo, que tratam a morte de inocentes como peça de xadrez geopolítico, por vocês, confesso, não chorarei. Não perderei uma lágrima com quem trocou a ética pela militância da morte, a verdade pelo alinhamento automático aos interesses do império.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Mas pelo Irã, sim. Pelas crianças iranianas, pelas professoras, pelos civis que só querem viver. Pelos mortos de todos os lados que não escolheram ser alvos. Pela memória de Hiroshima, Nagasaki, Dresden e de todos os lugares onde a humanidade se perdeu de si mesma.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Chorarei até que o choro se transforme em memória. E até que a memória nos obrigue, um dia, a parar de repetir os mesmos erros.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Porque enquanto houver um só jornalista disposto a dizer que “ninguém vai chorar” por um povo bombardeado, haverá motivo para lágrimas. E para muita raiva.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Este artigo é dedicado a todas as vítimas da insanidade , de ontem, de hoje e de sempre.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Inêz Oludé, artista plástica e poeta&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="https://inezolude.hotglue.me"&gt;https://inezolude.hotglue.me&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt; ›&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Sun, 01 Mar 2026 16:03:07 -0300</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/luiz-muller/blog/os-necrojornalistas-e-o-choro-pelo-ira-por-ines-olude</link><guid>http://blogoosfero.cc/luiz-muller/blog/os-necrojornalistas-e-o-choro-pelo-ira-por-ines-olude</guid></item><item><title>A Soberania Digital e o Declínio da Ordem Internacional: Reflexões sobre o Assassinato de Khamenei</title><description>&lt;div&gt;
&lt;a href="https://luizmuller.com/wp-content/uploads/2026/03/image-4-1.jpg"&gt;&lt;img width="683" height="1024" src="https://luizmuller.com/wp-content/uploads/2026/03/image-4-1.jpg?w=683" alt=""&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;


&lt;p&gt;O assassinato do Líder Supremo do Irã, Ayatollah Ali Khamenei em um ataque aéreo conjunto entre os Estados Unidos e Israel, marca um ponto de inflexão na geopolítica global. &lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Trump e Netanyahu anunciaram a morte de Khamenei antes mesmo de o governo iraniano confirmar oficialmente o fato, destacando o poder da inteligência do Império. &lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Esse episódio não apenas expõe as vulnerabilidades de nações soberanas em um mundo dominado por tecnologias avançadas, mas também reforça a percepção de que a aliança entre as grandes empresas de tecnologia (big techs) e o Império– transforma países sem infraestrutura digital autônoma em alvos fáceis.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;A operação que resultou na morte de Khamenei foi a primeira grande ação de assassinato de alto nível guiada por inteligência artificial, envolvendo empresas como Palantir, SpaceX (com sua rede Starshield), Anduril e até modelos de IA como Claude e X-AI de Elon Musk.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Essas tecnologias integraram dados de satélites, drones colaborativos e análise de inteligência em tempo real, permitindo um “decapitação” precisa do lider iraniano. &lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Não é coincidência que Trump tenha enfatizado o “rastreamento sofisticado” dos EUA em sua postagem no Truth Social, onde anunciou a morte de Khamenei. &lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Essa capacidade de saber e agir antes mesmo dos afetados reflete uma simbiose entre o setor privado de tecnologia e o aparato militar-estatal dos EUA e Israel. &lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Países como o Irã, incluindo o Brasil, que dependem de redes globais de internet e data centers controlados por empresas ocidentais, tornam-se presas fáceis. Sem uma internet soberana, servidores locais robustos e redes cibernéticas independentes, qualquer nação pode ser infiltrada por vigilância digital. Isso não é mera especulação: históricos de assassinatos assistidos por IA, como o de cientistas nucleares iranianos no passado, mostram um padrão.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;O Império usa essas ferramentas para impor sua vontade, muitas vezes contornando normas internacionais.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;O ataque ignora abertamente instrumentos de regulação mundial como a ONU, que historicamente busca mediar conflitos e preservar a soberania. &lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Os EUA e Israel justificaram a ação como resposta a agressões iranianas, mas o unilateralismo evidente – sem mandato internacional – sinaliza que potências dominantes não mais respeitam estruturas multilaterais. &lt;/p&gt;



&lt;p&gt;A maioria das nações do mundo, especialmente as do Sul Global, encontra-se à mercê dessa violência imperial. Países sem alianças fortes ou capacidades defensivas avançadas são particularmente expostos, como visto em intervenções passadas no Iraque, Líbia e agora no Irã.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Isso levanta uma questão crucial: o mundo deve reagir? A via econômica parece a mais viável e urgente. A substituição do dólar americano por moedas alternativas em transações internacionais – como O Brics Pay,o yuan chinês, o euro  pode erodir o poder financeiro dos EUA, que sustenta sua hegemonia militar. &lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Iniciativas como o BRICS já apontam nessa direção, com discussões sobre uma moeda comum para comércio. Sem essa desdolarização acelerada, o Sul Global e mesmo a Europa, continuarão vulneráveis ao violento e mortal Império do Norte. &lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Afinal, o domínio do dólar financia guerras e sanções que perpetuam desigualdades globais.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;O Irã é uma nação soberana, como qualquer outra, e seu destino deve ser decidido pelos iranianos. Khamenei, apesar de controverso, representava uma teocracia islâmica xiita que priorizava a resistência ao Ocidente, enraizada em diferenças culturais profundas com o mundo ocidental. &lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Enquanto o Ocidente enfatiza democracia liberal, direitos individuais e secularismo, países muçulmanos como o Irã valorizam a sharia, a unidade comunitária e a rejeição ao imperialismo cultural. &lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Ignorar essas diferenças leva a intervenções que, em vez de promover estabilidade, geram caos e ressentimento.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;O assassinato de Khamenei pode enfraquecer o regime atual, mas não necessariamente trará “regime change” benéfico, como alertam analistas. &lt;/p&gt;



&lt;p&gt;O Irã demonstra resiliência, promete continuar o legado de Khamenei e retaliar. &lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Forçar mudanças externas ignora o direito à autodeterminação, exacerbando tensões culturais que datam de séculos.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;O assassinato de Khamenei não é apenas um ato de guerra; é um lembrete de que a era da unipolaridade americana está em declínio, mas ainda perigosa. &lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Nações devem investir em soberania digital – construindo data centers nacionais, redes cibernéticas seguras e alternativas à dependência tecnológica ocidental – para se protegerem. &lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Economicamente, a desdolarização é imperativa para equilibrar o poder. &lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Culturalmente, o respeito mútuo é essencial para evitar ciclos de violência. Se o mundo não reagir coletivamente, o “império” continuará a ditar termos, mas a história mostra que impérios caem quando o resto do mundo se une. &lt;/p&gt;



&lt;p&gt;O futuro do Irã, do Brasil e de muitas nações, depende dessa reação global.&lt;/p&gt;</description><pubDate>Sun, 01 Mar 2026 12:02:54 -0300</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/luiz-muller/blog/a-soberania-digital-e-o-declinio-da-ordem-internacional-reflexoes-sobre-o-assassinato-de-khamenei</link><guid>http://blogoosfero.cc/luiz-muller/blog/a-soberania-digital-e-o-declinio-da-ordem-internacional-reflexoes-sobre-o-assassinato-de-khamenei</guid></item><item><title>Tecnofeudalismo ou Capitalismo Extremado? A Lógica do Rentismo Digital sob o olhar de Marxistas</title><description>&lt;a href="https://luizmuller.com/wp-content/uploads/2026/02/4929364060911284176-1.jpg"&gt;&lt;img width="1000" height="645" src="https://luizmuller.com/wp-content/uploads/2026/02/4929364060911284176-1.jpg?w=1000" alt=""&gt;&lt;/a&gt;



&lt;p&gt;Ao publicar vídeo com a Resenha das Ideias do &lt;strong&gt;pensador marxista Grego Yanus Varoufakis&lt;/strong&gt; no twitter, fui provocado pelo &lt;strong&gt;Professor Marcos Dantas &lt;/strong&gt;a ler um artigo seu, que &lt;strong&gt;também sob o olhar marxista, contrapõe a tese do fim do capitalismo, como preconiza Varoufakis&lt;/strong&gt;. Fui então ler o artigo &lt;strong&gt;&lt;a href="https://www.triple-c.at/index.php/tripleC/article/view/1088/1288"&gt;A lógica financeira das plataformas de internet: o tempo de giro do dinheiro no limite do zero&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;. No meu entendimento, este é um debate fundamental para compreender para onde o mundo esta indo. &lt;/p&gt;



&lt;p&gt;O cenário econômico global atravessa uma mutação que desafia as categorias clássicas da economia política. À medida que as “Big Techs” consolidam seu domínio sobre a infraestrutura da vida cotidiana, surge um debate central: estamos diante de uma evolução predatória do capitalismo ou de uma ruptura que nos leva de volta a uma forma de feudalismo tecnológico? Este embate ganha contornos nítidos ao confrontarmos as teses do ex-ministro das finanças grego, Yanis Varoufakis, e do pesquisador brasileiro Marcos Dantas.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Para Yanis Varoufakis, em sua obra recente, o capitalismo como o conhecíamos morreu. &lt;strong&gt;Ele argumenta que o lucro — o motor da economia clássica — foi substituído pela renda&lt;/strong&gt;. No “Tecnofeudalismo”, as plataformas (como Amazon ou Google) não operam mais como empresas em um mercado livre, mas como o próprio “feudo” onde o mercado acontece.&lt;/p&gt;



&lt;div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;O Tecnofeudalismo do &lt;a href="https://twitter.com/yanisvaroufakis?ref_src=twsrc%5Etfw"&gt;@yanisvaroufakis&lt;/a&gt; explicado de forma ludica e didática. &lt;a href="https://t.co/KWl04vEe5m"&gt;pic.twitter.com/KWl04vEe5m&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;— Luiz Müller (@luizmuller) &lt;a href="https://twitter.com/luizmuller/status/2026831583332737340?ref_src=twsrc%5Etfw"&gt;February 26, 2026&lt;/a&gt;
&lt;/blockquote&gt;

&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;strong&gt;&lt;em&gt;O video original foi publicado no tiktok pelo perfil @filosocardio0&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;



&lt;p&gt;Varoufakis sustenta que Jeff Bezos não produz valor da forma tradicional; ele cobra um pedágio de produtores e consumidores para que possam transacionar em sua plataforma. Nesse sentido, os algoritmos seriam os novos senhores feudais, e nós, os usuários, seríamos “servos na nuvem”, produzindo capital informacional gratuito que aumenta o valor das plataformas sem recebermos salário por isso. Para ele, o mercado foi substituído pelo algoritmo.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Já Marcos Dantas, em seu artigo, oferece uma leitura que, embora reconheça o caráter rentista das plataformas, prefere enxergá-las como o &lt;strong&gt;ápice das leis de Marx&lt;/strong&gt;, e não sua negação.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Dantas utiliza os Livros II e III de &lt;em&gt;O Capital&lt;/em&gt; para demonstrar que o que as plataformas fazem é reduzir o “tempo de rotação do capital” ao limite de zero. No capitalismo industrial, o tempo entre investir dinheiro, produzir, vender e recuperar o dinheiro era longo e cheio de riscos. As plataformas digitais, ao dominarem o trabalho informacional e a circulação de dados, permitem que o capital circule na velocidade da luz.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Para Dantas, o que Varoufakis chama de feudalismo é, na verdade, um &lt;strong&gt;capitalismo extremado&lt;/strong&gt;. As plataformas não estão fora do capitalismo; elas são a ferramenta definitiva que o sistema criou para eliminar o “atrito” da circulação. O trabalho não remunerado do usuário (curtir, buscar, navegar) é a matéria-prima que permite às plataformas prever o consumo e garantir que o capital nunca pare de girar.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Onde os dois autores se encontram é no conceito de &lt;strong&gt;Renda&lt;/strong&gt;. Ambos concordam que a extração de valor hoje não ocorre apenas “no chão de fábrica”, mas na extração de dados e no controle de infraestruturas.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Varoufakis&lt;/strong&gt; vê uma ruptura: o capital se tornou tão concentrado que ele destruiu a concorrência e o mercado, tornando-se algo “pior” que o capitalismo. Já &lt;strong&gt;Dantas&lt;/strong&gt; vê uma continuidade: o capital financeiro e o capital informacional se fundiram para realizar o sonho máximo de todo capitalista: o lucro sem espera, a mercadoria vendida antes mesmo de ser produzida fisicamente.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Definir se vivemos um “Tecnofeudalismo” ou um “Capitalismo Extremado” não é apenas um exercício semântico.&lt;/strong&gt; Se Varoufakis estiver certo, as ferramentas de luta de classes tradicionais (sindicatos, greves de produção) perdem força diante de um sistema de renda. Se Dantas estiver certo, a luta ainda é sobre o tempo de trabalho — o tempo que dedicamos, consciente ou inconscientemente, para alimentar a engrenagem financeira global.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;O que fica claro na contraposição entre o pensamento de Dantas e Varoufakis é que a&lt;strong&gt; internet deixou de ser um espaço de troca livre para se tornar uma gigantesca máquina de processamento de valor.&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Seja como servos de um feudo digital ou como trabalhadores de uma fábrica invisível e global, a sociedade contemporânea está presa a uma lógica onde o nosso tempo de vida é transformado em ativos financeiros em nanossegundos. &lt;/p&gt;



&lt;p&gt;O sistema não está quebrado; ele está, pela primeira vez na história, funcionando assustadoramente em velocidade total . &lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Thu, 26 Feb 2026 15:57:00 -0300</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/luiz-muller/blog/tecnofeudalismo-ou-capitalismo-extremado-a-logica-do-rentismo-digital-sob-o-olhar-de-marxistas</link><guid>http://blogoosfero.cc/luiz-muller/blog/tecnofeudalismo-ou-capitalismo-extremado-a-logica-do-rentismo-digital-sob-o-olhar-de-marxistas</guid></item><item><title>Na Tribuna do Senado, Paim defende manutenção da Trensurb como empresa pública</title><description>&lt;img width="799" height="533" src="https://luizmuller.com/wp-content/uploads/2026/02/image_processing20241224-2385620-338nfp872421916281655835.jpg?w=799" alt=""&gt;



&lt;p&gt;O senador Paulo Paim (PT-RS) defendeu, em pronunciamento no Plenário nesta quarta-feira (25), a manutenção da Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre (Trensurb) como empresa pública e manifestou-se contra a privatização do sistema. Segundo ele, o pedido partiu de funcionários e usuários, especialmente da região do Vale dos Sinos. O parlamentar recordou que a empresa foi incluída, em 2019, no Programa Nacional de Desestatização (PND) e no Programa de Parcerias de Investimentos.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;— A Trensurb é um patrimônio público essencial para a mobilidade urbana na região metropolitana de Porto Alegre. Desde a sua fundação, em 1985, a Trensurb tem garantido um transporte acessível e eficiente para milhões e milhões de passageiros. A proposta de privatização ameaça não apenas a qualidade do serviço, mas também a inclusão social, pois prioriza o lucro em detrimento das necessidades da população — disse. &lt;/p&gt;



&lt;p&gt;De acordo com o senador, mesmo após a enchente de 2024, a Trensurb manteve a operação e registrou crescimento no número de passageiros. Em 2025, ainda com restrições temporárias em algumas estações até agosto, a empresa transportou 24,5 milhões de passageiros, aumento de 21% em relação a 2024. A média diária em dias úteis chegou a 83.528 usuários, com registro de 104.826 passageiros em um único dia durante a Expointer. Pesquisa citada por Paim aponta índice de satisfação de 87,5% entre os usuários.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;—  A experiência com a privatização de sistemas de transportes como esse mostra que isso geralmente resulta em demissões, inclusive, de trabalhadores, precarização das condições de trabalho e aumento da tarifa. A Trensurb, sendo uma empresa pública, tem demonstrado eficiência, compromisso com o serviço, contrariando assim a narrativa de muitos que querem a privatização, de que a empresa é ineficiente. Rejeitar a privatização da Trensurb é fundamental para garantir um transporte público de qualidade que atenda a todos, preserve os empregos e mantenha tarifas justas — defendeu. &lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Fonte: Agência Senado&lt;/p&gt;</description><pubDate>Wed, 25 Feb 2026 19:55:19 -0300</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/luiz-muller/blog/na-tribuna-do-senado-paim-defende-manutencao-da-trensurb-como-empresa-publica</link><guid>http://blogoosfero.cc/luiz-muller/blog/na-tribuna-do-senado-paim-defende-manutencao-da-trensurb-como-empresa-publica</guid></item><item><title>Mais Armas, Menos Prevenção: Deputados gaúchos tomam Uma Decisão Perigosa para o Rio Grande do Sul</title><description>&lt;div&gt;
&lt;a href="https://luizmuller.com/wp-content/uploads/2026/02/hq720-2-fotor-2026022515192.png"&gt;&lt;img width="686" height="386" src="https://luizmuller.com/wp-content/uploads/2026/02/hq720-2-fotor-2026022515192.png?w=686" alt=""&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;


&lt;p&gt;Ontem, 24/02, a Assembleia Legislativa do RS aprovou, por 35 votos a 19, o Projeto de Lei Complementar nº 291/2023, de autoria do deputado Guilherme Pasin (PP). A mudança é simples no papel, mas grave nas consequências: as empresas que aderem ao Programa de Incentivo ao Aparelhamento da Segurança Pública (PISEG/RS) deixam de ser obrigadas a destinar 10% do valor do ICMS direcionado ao programa para ações de prevenção ao crime. Todo o recurso — antes parcialmente vinculado ao Fundo Comunitário Pró-Segurança — agora pode ser integralmente usado na compra de armamentos, viaturas, coletes e outros equipamentos operacionais.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Em um Estado que, nos últimos seis meses, viu a Brigada Militar matar um agricultor inocente dentro de sua própria casa em Pelotas (Marcos Nörnberg, 48 anos, janeiro de 2026), abater dois portadores de esquizofrenia em situações de surto (Paulo José Chaves dos Santos, em Santa Maria, e Herick Cristian da Silva Vargas, em Porto Alegre) e bater recordes de feminicídios — com 19 casos já registrados nas primeiras semanas de 2026 —, essa escolha é não apenas equivocada. É temerária.&lt;/p&gt;


&lt;div&gt;
&lt;a href="https://luizmuller.com/wp-content/uploads/2026/02/hq720-1.jpg"&gt;&lt;img width="686" height="386" src="https://luizmuller.com/wp-content/uploads/2026/02/hq720-1.jpg?w=686" alt=""&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;


&lt;p&gt;O PISEG nasceu com o nobre objetivo de envolver o setor privado na segurança pública. Empresas deduzem até 5% do ICMS devido para reforçar o aparato policial. Até agora, porém, havia uma salvaguarda mínima: 10% desses recursos tinham de ir para prevenção — programas com crianças e adolescentes em vulnerabilidade, ações de conscientização, suporte social. Era o reconhecimento, ainda que tímido, de que segurança não se faz só com bala. Era o mínimo de equilíbrio entre repressão e prevenção.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Agora esse equilíbrio desaparece. O argumento oficial é “desburocratizar” e “incentivar mais doações”. Na prática, o recado é claro: o empresariado pode escolher armar a polícia sem ter de “perder” um centavo com prevenção. E o Estado, que já falha em investir recursos próprios em políticas sociais e capacitação policial, celebra a medida como vitória.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Enquanto isso, a realidade nas ruas e nas casas gaúchas grita o contrário. Um agricultor é morto em operação noturna por “equívoco” admitido pelo próprio comando da Brigada. Um homem em surto psiquiátrico, chamado pela própria família, leva tiros em vez de ser contido com protocolos de abordagem não letal. Mulheres são assassinadas por parceiros ou ex-parceiros em números que envergonham qualquer estatística nacional. E a resposta institucional é: mais fuzis, mais viaturas blindadas, menos prevenção.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Não se trata de ser contra o aparelhamento da polícia. Policiais precisam de condições dignas de trabalho, equipamentos modernos e proteção. Mas entregar todo o recurso privado para o lado repressivo, sem contrapartida mínima de prevenção, é apostar que o problema da violência se resolve com mais poder de fogo. História e dados mostram que essa aposta falha. Países e estados que investiram pesado apenas em encarceramento e armamento viram o ciclo da violência se retroalimentar: mais confronto, mais letalidade, mais desconfiança da população, mais crime.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;A prevenção não é “mimimi progressista”. É inteligência. É investir em saúde mental, em educação de qualidade nas periferias, em programas que tirem jovens da criminalidade antes que ela os engula. É capacitar policiais para lidar com surtos, com violência doméstica, com situações de risco sem transformar cada abordagem em tiroteio. É, enfim, tratar a segurança como política de Estado, não como guerra civil disfarçada.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Ao retirar a obrigatoriedade dos 10% para prevenção, os deputados não apenas facilitaram a vida das empresas. Eles enviaram um sinal perigoso: no Rio Grande do Sul de 2026, o caminho escolhido é o da força bruta. Sem contrapeso social, sem investimento em raízes da violência, sem respeito à vida de quem não é bandido — seja agricultor, seja pessoa com transtorno mental, seja mulher vítima de feminicídio.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Essa decisão não tornará o Estado mais seguro. Tornará, sim, mais armado. E, infelizmente, mais violento. Cabe agora ao governador vetar ou, no mínimo, garantir que recursos estaduais compensem a perda na prevenção. Porque se não houver contrapartida, o preço será pago em sangue — e não será o sangue dos criminosos. Será o de inocentes que, mais uma vez, estarão no caminho errado na hora errada.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Wed, 25 Feb 2026 15:54:52 -0300</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/luiz-muller/blog/mais-armas-menos-prevencao-deputados-gauchos-tomam-uma-decisao-perigosa-para-o-rio-grande-do-sul</link><guid>http://blogoosfero.cc/luiz-muller/blog/mais-armas-menos-prevencao-deputados-gauchos-tomam-uma-decisao-perigosa-para-o-rio-grande-do-sul</guid></item><item><title>O Irã diante da diplomacia armada do imperialismo (Por Sayid Marcos Tenório)</title><description>&lt;div&gt;
&lt;a href="https://luizmuller.com/wp-content/uploads/2026/02/uss-abraham-lincoln-580x615-1.jpg"&gt;&lt;img width="580" height="615" src="https://luizmuller.com/wp-content/uploads/2026/02/uss-abraham-lincoln-580x615-1.jpg?w=580" alt=""&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;


&lt;p&gt;&lt;a href="https://wordpress.com/reader/users/desacato"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="https://desacato.info/a-outra-reflexao-2/sayid-marcos-tenorio/" target="_blank"&gt;&lt;strong&gt;Por Sayid Marcos Tenório no Desacato.&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;As negociações em curso entre os Estados Unidos e o Irã, mediadas por Omã e realizadas recentemente em Genebra, vêm sendo vendidas pela diplomacia ocidental como um esforço técnico para conter riscos nucleares. Essa versão é uma farsa cuidadosamente construída.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;O que está em jogo não é a chamada “não proliferação”, mas uma disputa frontal entre soberania nacional e dominação imperialista, conduzida para preservar a hegemonia regional de “Israel” e manter o Oriente Médio sob tutela estratégica do eixo EUA-sionismo.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Os Estados Unidos não negociam em nome da paz nem da segurança internacional. Negociam como braço diplomático e militar do regime sionista, encarregado de neutralizar qualquer potência regional que escape ao controle colonial imposto após a Segunda Guerra Mundial.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;O Irã é hoje o principal alvo dessa engrenagem porque ousa afirmar autonomia política, científica e estratégica em uma região que Washington e Tel Aviv tratam como protetorado.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;A natureza real dessas “negociações” fica evidente no método adotado. Enquanto discursam sobre diálogo, os EUA reforçam a presença militar no Golfo, deslocam porta-aviões, fazem ameaças públicas e deixam claro que a alternativa ao acordo é a violência.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Trata-se da velha diplomacia do canhão, na qual o império exige concessões sob chantagem. Isso não é negociação entre Estados soberanos; é extorsão política travestida de processo diplomático.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;O argumento central de Washington, envolto num suposto risco nuclear iraniano, não resiste a qualquer análise honesta. O Irã não possui armas nucleares, não anunciou intenção de produzi-las e aceita mecanismos de verificação internacional. O problema real não é nuclear, é geopolítico.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;O que incomoda os EUA e “Israel” é a existência de um Estado que se recusa a integrar a arquitetura colonial de segurança do Ocidente, que sustenta capacidade dissuasória própria e que apoia, política e moralmente, os povos da região contra a ocupação e a agressão.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;É por isso que a exigência de “enriquecimento zero” reaparece como mantra do consórcio sionista. Trata-se de uma imposição ilegal, discriminatória e politicamente obscena. O Tratado de Não Proliferação Nuclear reconhece explicitamente o direito ao uso pacífico da energia nuclear.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Ainda assim, esse direito só vale para aliados do império. “Israel”, potência nuclear clandestina e fora do TNP, com arsenal atômico nunca inspecionado, permanece intocável. Ao Irã, exige-se submissão total. Eis o duplo padrão que sustenta o sistema internacional vigente.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;As sanções cumprem papel central nessa guerra híbrida. Não são instrumentos jurídicos, mas armas de punição coletiva, usadas para estrangular a economia iraniana, gerar sofrimento social e tentar produzir fissuras internas.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Washington utiliza o sofrimento civil como ferramenta de barganha, esperando forçar concessões políticas que jamais obteria em condições normais. É uma forma de guerra econômica que viola abertamente os princípios mais elementares do direito internacional.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Quando os EUA tentam expandir a agenda das negociações para incluir o programa de mísseis e a capacidade defensiva iraniana, revelam ainda mais claramente suas intenções. Pedir que um país negocie sua própria defesa equivale a exigir rendição antecipada.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Nenhuma potência soberana aceitaria tal imposição. O Irã rejeitou essa manobra com firmeza, deixando claro que sua capacidade defensiva não está em negociação e jamais estará.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;A desconfiança iraniana não nasce de paranoia ideológica, mas de experiência histórica concreta. Os Estados Unidos romperam unilateralmente o acordo nuclear anterior, destruíram compromissos multilaterais e, em 2025, chegaram ao ponto de bombardear instalações nucleares iranianas pacíficas durante negociações em curso.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Esse histórico torna risível qualquer exigência de “confiança” por parte de Washington. O imperialismo não inspira confiança. Inspira cautela e preparação.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Ainda assim, o Irã negocia. E esse ponto é central. Negocia porque é um Estado responsável, consciente da gravidade do cenário regional e disposto a buscar soluções estruturadas. Aceita verificação, aceita compromissos técnicos, aceita diálogo. Mas resiste, e continuará resistindo, porque é soberano. Negociar não significa ajoelhar-se.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Como afirmou reiteradamente o Líder da Revolução Islâmica, Ayatullah Seyyed Ali Khamenei, o Irã não constrói sua política externa sob ameaça, nem aceita acordos impostos à sombra de porta-aviões.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;A diplomacia iraniana caminha lado a lado com a dissuasão porque a história recente mostrou, de forma brutal, que concessões unilaterais ao imperialismo não produzem paz, apenas novas exigências e novas agressões.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;O que se desenrola em Genebra, portanto, não é um debate técnico sobre centrífugas ou percentuais de enriquecimento. É um capítulo da crise estrutural do poder imperial norte-americano, que já não consegue impor a sua vontade sem recorrer à força bruta e à chantagem.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;É também uma tentativa desesperada de preservar a supremacia regional de “Israel”, hoje abalada pela resistência dos povos e pelo fracasso militar e político do projeto sionista.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Em última instância, trata-se de uma escolha histórica: soberania ou submissão. Os Estados Unidos atuam como braço diplomático do regime sionista, tentando impor ao Irã o que jamais exigem de “Israel”: limites, inspeções e obediência. O Irã negocia porque é responsável. Mas resiste porque é soberano.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;a href="https://i0.wp.com/desacato.info/wp-content/uploads/2021/07/Sayid-Tenorio-e1626353799303.jpeg?resize=150%2C154" target="_blank"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;


&lt;div&gt;
&lt;a href="https://i0.wp.com/desacato.info/wp-content/uploads/2021/07/Sayid-Tenorio-e1626353799303.jpeg?resize=150%2C154" target="_blank"&gt;&lt;img src="https://i0.wp.com/desacato.info/wp-content/uploads/2021/07/Sayid-Tenorio-e1626353799303.jpeg?resize=150%2C154" alt=""&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;


&lt;p&gt;Sayid Marcos Tenório é Historiador e Especialista em Relações Internacionais. É fundador e vice-presidente do Instituto Brasil-Palestina (Ibraspal). Autor do livro Palestina: do mito da terra prometida à terra da resistência.&lt;/p&gt;</description><pubDate>Tue, 24 Feb 2026 11:52:22 -0300</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/luiz-muller/blog/o-ira-diante-da-diplomacia-armada-do-imperialismo-por-sayid-marcos-tenorio</link><guid>http://blogoosfero.cc/luiz-muller/blog/o-ira-diante-da-diplomacia-armada-do-imperialismo-por-sayid-marcos-tenorio</guid></item><item><title>O Pedágio que Sangra o bolso dos Gaúchos: Tarifas Abusivas, Free Flow Caótico e Privatizações às Pressas</title><description>&lt;div&gt;
&lt;a href="https://luizmuller.com/wp-content/uploads/2026/02/pedagios-fotor-20260224102451-1.png"&gt;&lt;img width="448" height="254" src="https://luizmuller.com/wp-content/uploads/2026/02/pedagios-fotor-20260224102451-1.png?w=448" alt=""&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;


&lt;p&gt;As estradas do Rio Grande do Sul viraram armadilha para o bolso do cidadão comum. Pedágios caros, sistema free flow (fluxo livre) implantado sem debate e uma avalanche de multas por “não pagamento” transformam uma simples viagem em pesadelo financeiro. &lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Enquanto o governo Eduardo Leite insiste em privatizar blocos inteiros de rodovias, a CPI dos Pedágios da Assembleia Legislativa revela um modelo que beneficia concessionárias e pune o gaúcho que já paga caro pelo combustível, pelo IPVA e pelos impostos.O free flow prometia modernidade: pórticos sem cancela, câmera que “lê” a placa e cobrança posterior. Na prática, virou indústria de multas. &lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Só nas rodovias RS-240, RS-122 e RS-446, administradas pela Caminhos da Serra Gaúcha (CSG), &lt;strong&gt;a Defensoria Pública investiga 254 mil multas aplicadas por evasão de pedágio. Cada uma delas: R$ 195,23 + 5 pontos na CNH&lt;/strong&gt;. &lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Motoristas relatam notificação inadequada, falta de transparência e prazo curto de 30 dias para pagar a tarifa antes de virar infração grave. A CSG se exime dizendo que só envia dados ao Daer. Resultado? Milhares de gaúchos surpreendidos com dívida e pontuação na carteira sem nunca terem recebido aviso claro.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;O deputado estadual Halley Lino (PT), membro da CPI, foi direto: o free flow está ilegal no Rio Grande do Sul. Em reunião da comissão, ele lembrou que o Ministério Público Federal questiona nacionalmente o sistema por gerar “milhões de multas indevidas” e por falta de base legal sólida. &lt;/p&gt;



&lt;p&gt;“O free flow enfrenta problemas jurídicos graves”, afirmou Halley durante os trabalhos da CPI. “A implantação do modelo sem a devida base legal e socialmente debatida pode agravar a situação dos usuários e gerar insegurança jurídica.” Ele criticou duramente a ausência de debate amplo com a sociedade sobre novos pórticos e impactos em tarifas, multas e mobilidade.&lt;/p&gt;


&lt;div&gt;
&lt;a href="https://luizmuller.com/wp-content/uploads/2026/02/halley-pedagios.png"&gt;&lt;img src="https://luizmuller.com/wp-content/uploads/2026/02/halley-pedagios.png" alt=""&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;


&lt;p&gt;Não é só o free flow. As tarifas são escandalosas. No Bloco 2, que o governo quer leiloar em 13 de março (408 km, 24 pórticos free flow), a tarifa-teto é de R$ 0,19 por km. Um caminhão que hoje paga cerca de R$ 30 no trecho Lajeado-Passo Fundo passaria a desembolsar quase R$ 200. A cada 100 km rodados, o usuário pagará R$ 19. &lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;strong&gt;E olhe que o modelo ainda prevê R$ 1,5 bilhão de dinheiro público via Funrigs, um Fundo constituido para dar conta da recuperação do Estado por causa das Enchentes!&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;Mesmo assim, os diretores da futura concessionária poderão receber salários superiores a R$ 70 mil — custeados, claro, pelo pedágio pago pelo povo.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;



&lt;p&gt; Halley Lino questionou exatamente isso na CPI: “É fundamental que o governador explique como essa modelagem prevê que diretores da futura concessionária recebam salários superiores a R$ 70 mil, custo que recairá sobre os usuários das rodovias.”&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Na CPI, o Tribunal de Contas do Estado trouxe constatações duras. O Tribunal apontou taxa de retorno artificialmente elevada às concessionárias e estimou transferência de cerca de R$ 1 bilhão dos usuários para as empresas sem justificativa técnica adequada.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt; No Bloco 3 (Serra Gaúcha), quase quatro anos de cobrança, quatro reajustes e nenhum quilômetro duplicado das obras prometidas. O relator, Miguel Rossetto resumiu: “Como aceitar uma situação dessas? O usuário vai para o quarto ano pagando pedágio, todos os anos tem reajuste e não há um único quilômetro duplicado.”&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Halley Lino tem sido voz incansável ao questionar todo o processo de privatização em andamento. “Tarifas abusivas e muitas irregularidades. Esse é o modelo de pedágios que o governo do estado quer implantar em diversas rodovias estaduais. O povo gaúcho não pode pagar essa conta!” &lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Ele e a CPI pedem suspensão imediata do leilão do Bloco 2 ao TCE e ao Ministério Público de Contas, apontando indícios de problemas no cálculo da taxa de retorno e desequilíbrios contratuais.O que está em jogo não é só dinheiro. &lt;/p&gt;



&lt;p&gt;É o futuro da mobilidade no Rio Grande do Sul. &lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Privatizar às pressas, com tarifas estratosféricas e um sistema de cobrança que gera multas em massa, é transferir para o setor privado o que o Estado poderia fazer com a EGR, com recursos do Funrigs e com transparência. &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;O gaúcho não quer ser tratado como caixa eletrônico de concessionária. Quer estradas boas, seguras e com preço justo.A CPI dos Pedágios está cumprindo seu papel ao expor as falhas. &lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Agora cabe à sociedade, aos prefeitos, aos caminhoneiros e aos deputados pressionar: suspendam os leilões, revisem o modelo, debatam publicamente. &lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Porque pedágio abusivo e free flow transformado em “indústria de multas” não desenvolvem o Rio Grande do Sul — eles o sangram. O povo gaúcho já paga demais. Chega de conta errada.&lt;/p&gt;</description><pubDate>Tue, 24 Feb 2026 11:52:21 -0300</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/luiz-muller/blog/o-pedagio-que-sangra-o-bolso-dos-gauchos-tarifas-abusivas-free-flow-caotico-e-privatizacoes-as-pressas</link><guid>http://blogoosfero.cc/luiz-muller/blog/o-pedagio-que-sangra-o-bolso-dos-gauchos-tarifas-abusivas-free-flow-caotico-e-privatizacoes-as-pressas</guid></item><item><title>IA DO MST: A Tecnologia a Serviço da Vida e da Classe Trabalhadora, não do veneno e do lucro</title><description>&lt;a href="https://luizmuller.com/wp-content/uploads/2026/02/image-1.jpg"&gt;&lt;img width="1024" height="1024" src="https://luizmuller.com/wp-content/uploads/2026/02/image-1.jpg?w=1024" alt=""&gt;&lt;/a&gt;



&lt;p&gt;Vivemos um paradoxo tecnológico. Enquanto o Vale do Silício nos vende a Inteligência Artificial (IA) como uma ferramenta para gerar imagens fúteis ou automatizar o desemprego, no coração do Brasil profundo, uma revolução de outra natureza está germinando. O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) está provando que a tecnologia, quando despida da lógica do lucro desenfreado, pode ser o maior aliado da justiça social e da sobrevivência do planeta.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;A “IA do MST” não é apenas um conjunto de códigos; é um manifesto político traduzido em dados.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Historicamente, a tecnologia no campo foi sinônimo de exclusão. O agronegócio latifundiário utiliza satélites e drones para gerir monoculturas estéreis, dependentes de veneno e voltadas exclusivamente para a exportação. É uma “inteligência” que ignora a fome local e a saúde do solo.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Em contrapartida, a apropriação tecnológica pelo MST inverte essa lógica. Ao aplicar IA para o monitoramento de biomas e o manejo agroecológico, o movimento retira a tecnologia da redoma das grandes corporações e a entrega para quem realmente entende de terra: o camponês. Utilizar algoritmos para proteger sementes crioulas ou otimizar a logística de alimentos saudáveis para as periferias é a prova de que a inovação só faz sentido se tiver um propósito social.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Não podemos falar de soberania alimentar sem falar de &lt;strong&gt;soberania tecnológica&lt;/strong&gt;. Se a classe trabalhadora não dominar as ferramentas de sua época, ela estará fadada a ser apenas consumidora de soluções desenhadas para explorá-la.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;A IA desenvolvida no contexto da reforma agrária é uma ferramenta de emancipação. Ela reduz a penosidade do trabalho no campo e aumenta a viabilidade econômica das pequenas propriedades. Isso é fundamental para manter a juventude rural na terra, combatendo o esvaziamento do campo e garantindo que o conhecimento tradicional não se perca, mas se potencialize com a análise de dados.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;O que o MST está fazendo deveria ser o padrão para o desenvolvimento global. Em um mundo assolado pela crise climática, precisamos de uma inteligência que saiba regenerar solos e prever desastres, e não apenas de uma que maximize o rendimento de ações na bolsa.&lt;/p&gt;



&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;A verdadeira inteligência não está na capacidade de processamento de um chip, mas na capacidade de usar esse processamento para garantir que ninguém vá dormir com fome.&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;



&lt;p&gt;A IA do MST nos ensina que o futuro não precisa ser uma distopia cibernética controlada por poucas empresas de tecnologia. O futuro pode — e deve — ser verde, diverso e digitalmente soberano. É hora de pararmos de olhar para o Vale do Silício em busca de progresso e começarmos a olhar para os assentamentos que estão redesenhando o que significa ser moderno no século XXI.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Segundo o Brasil de Fato, a Construção da IA já esta em andamento com experimentos e deve ser lançado em Maio, na Feira Nacional da Reforma Agrária:&lt;/p&gt;



&lt;div&gt;
&lt;blockquote&gt;&lt;a href="https://luizmuller.com/2026/01/22/iaraa-a-inteligencia-artificial-brasileira-para-agroecologia-e-agricultura-familiar-e-lancada-no-encontro-nacional-do-mst/"&gt;Iaraa: A Inteligência Artificial Brasileira para Agroecologia e Agricultura Familiar é lançada no Encontro Nacional do MST&lt;/a&gt;&lt;/blockquote&gt;

&lt;/div&gt;



&lt;p&gt;Os principais experimentos e etapas atuais incluem:&lt;/p&gt;



&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;
&lt;strong&gt;Sistematização de Conhecimento:&lt;/strong&gt; A IA está sendo utilizada para processar e organizar milhares de artigos, teses e relatórios de experiências produzidos por institutos do MST, como o &lt;strong&gt;Iterra&lt;/strong&gt; e o &lt;strong&gt;IEJC&lt;/strong&gt;. O objetivo é tornar esse vasto conhecimento técnico, antes disperso, acessível para consultas rápidas no campo.&lt;/li&gt;



&lt;li&gt;
&lt;strong&gt;Apoio à Assistência Técnica:&lt;/strong&gt; Experimentos iniciais focam em usar a ferramenta como suporte para técnicos agrícolas, auxiliando em diagnósticos de plantio e manejo agroecológico, sem substituir o trabalho humano.&lt;/li&gt;



&lt;li&gt;
&lt;strong&gt;Fase de Construção Orgânica:&lt;/strong&gt; Até &lt;strong&gt;maio de 2026&lt;/strong&gt;, a base de dados continua sendo alimentada de forma colaborativa com os movimentos sociais para garantir que a IA reflita a realidade camponesa.&lt;/li&gt;



&lt;li&gt;
&lt;strong&gt;Pilotos em Cooperativas:&lt;/strong&gt; Há uma previsão de que o acesso inicial seja liberado de forma limitada para &lt;strong&gt;cooperativas e associações&lt;/strong&gt; do movimento, devido a restrições de infraestrutura tecnológica, antes do lançamento aberto ao público. &lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;</description><pubDate>Mon, 23 Feb 2026 15:50:32 -0300</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/luiz-muller/blog/ia-do-mst-a-tecnologia-a-servico-da-vida-e-da-classe-trabalhadora-nao-do-veneno-e-do-lucro</link><guid>http://blogoosfero.cc/luiz-muller/blog/ia-do-mst-a-tecnologia-a-servico-da-vida-e-da-classe-trabalhadora-nao-do-veneno-e-do-lucro</guid></item><item><title>A Viagem de Lula à Índia e Coréia é Um Marco para o Brasil na Era da IA, das Terras Raras e da Soberania Tecnológica</title><description>&lt;div&gt;
&lt;a href="https://luizmuller.com/wp-content/uploads/2026/02/lula-e-modi.png"&gt;&lt;img width="708" height="421" src="https://luizmuller.com/wp-content/uploads/2026/02/lula-e-modi.png?w=708" alt=""&gt;&lt;/a&gt;Lula de mãos dadas com Narenda Modi na Cúpula Global de IA
&lt;/div&gt;


&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Enquanto alguns ainda veem apenas “viagens internacionais”, a realidade é que Lula consolidou parcerias que colocam o Brasil no centro das cadeias globais de valor da inteligência artificial, dos minerais críticos e da inovação tecnológica.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Em um mundo onde o poder se mede cada vez mais por controle de tecnologias de ponta e de recursos estratégicos, a viagem do presidente Lula à Índia e à Coreia do Sul  não foi só uma agenda diplomática. Foi uma jogada de xadrez geopolítico inteligente, visionária e profundamente benéfica para o futuro do Brasil. &lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Na Índia, o destaque absoluto foi duplo: a participação de Lula na Cúpula Global de Inteligência Artificial em Nova Délhi e a assinatura de um acordo pioneiro sobre minerais críticos e terras raras. O Brasil possui a segunda maior reserva mundial desses elementos — essenciais para baterias de carros elétricos, painéis solares, semicondutores e o próprio hardware da IA. O pacto com o primeiro-ministro Narendra Modi não é só de exploração: prevê troca explícita de tecnologia para que o Brasil processe esses minerais aqui, agregue valor e reduza a dependência global da China (que domina mais de 80% do processamento mundial).&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Lula foi claro: “Ampliar os investimentos e a cooperação em energias renováveis e minerais críticos está no cerne do acordo pioneiro que assinamos hoje”. &lt;/p&gt;


&lt;div&gt;
&lt;a href="https://luizmuller.com/wp-content/uploads/2026/02/terras-raras.png"&gt;&lt;img width="715" height="429" src="https://luizmuller.com/wp-content/uploads/2026/02/terras-raras.png?w=715" alt=""&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;


&lt;p&gt;E na Cúpula de IA, defendeu com veemência uma inteligência artificial democratizada, acessível ao Sul Global, com governança inclusiva e benefícios compartilhados — não concentrados em poucas big techs do Norte. &lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;strong&gt;O Brasil presidiu grupo de trabalho sobre IA segura e confiável.&lt;/strong&gt; Isso não é retórica: é estratégia para que a IA sirva à Industria, agricultura de precisão, à saúde pública e à educação brasileira, e não apenas ao lucro de corporações estrangeiras.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Já a Primeira visita de Estado de um presidente brasileiro à Coreia do Sul em 21 anos&lt;/strong&gt;, resultou em dez memorandos de entendimento e na adoção do &lt;strong&gt;Plano de Ação Trienal 2026-2029.&lt;/strong&gt; Entre os destaques: cooperação em minerais críticos (com atração direta de investimentos de gigantes como Samsung e SK Hynix para o setor de chips), inteligência artificial, semicondutores, farmacêuticos, aviação e ciência &amp;amp; tecnologia. A Coreia é líder mundial em inovação — pense em celulares, TVs, baterias e semicondutores que movem o planeta. Ter essas empresas olhando para o Brasil com olhos de parceiro estratégico é um salto qualitativo enorme.&lt;/p&gt;



&lt;a href="https://luizmuller.com/wp-content/uploads/2026/02/lula-coreia.png"&gt;&lt;img width="894" height="506" src="https://luizmuller.com/wp-content/uploads/2026/02/lula-coreia.png?w=894" alt=""&gt;&lt;/a&gt;Lula e o Presidente da Coréia do Sul, Lee Jae-myung assinam documentos de cooperação em comércio, agricultura, saúde e tecnologia durante visita de Estado na capital sul-coreana



&lt;p&gt;Na modesta opinião deste blogueiro, um leigo no tema, o que torna essa viagem histórica, é exatamente o tripé que o governo priorizou: IA + terras raras + troca de tecnologias.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;IA: Em vez de ficarmos apenas consumindo ferramentas estrangeiras, estamos construindo governança e parcerias para desenvolver soluções brasileiras.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Terras raras: Transformamos uma riqueza natural em indústria nacional de alto valor, gerando empregos qualificados no interior do país e receita que fica aqui.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Troca tecnológica: Deixamos de ser “fornecedor de commodities” para entrar na 4ª Revolução Industrial como ator relevante.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;O comércio com a Índia já superou US$ 15 bilhões em 2025 (crescimento de 25%), e a meta é US$ 20 bilhões até 2030. Com a Coreia, foram US$ 10,8 bilhões. &lt;strong&gt;Mas o mais importante não é o número de hoje — é o que esses acordos vão multiplicar amanhã em investimentos, patentes e capacidade industrial. Essa é a diplomacia que o Brasil precisa: ativa, pragmática e voltada para o desenvolvimento soberano. &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Em tempos de incerteza global,&lt;strong&gt; Lula mostrou que é possível diversificar parceiros, reduzir vulnerabilidades estratégicas e colocar a tecnologia a serviço do povo brasileiro. &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Não é exagero dizer: essa viagem pode ser lembrada como o momento em que o Brasil decidiu, de fato, entrar no clube dos países que não apenas consomem o futuro — mas o constroem. E isso é bom para todos nós.&lt;/p&gt;


&lt;div&gt;
&lt;a href="https://luizmuller.com/wp-content/uploads/2025/10/apoio-blog-com-foto-1.jpg"&gt;&lt;img width="610" height="431" src="https://luizmuller.com/wp-content/uploads/2025/10/apoio-blog-com-foto-1.jpg?w=610" alt=""&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;</description><pubDate>Mon, 23 Feb 2026 11:49:51 -0300</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/luiz-muller/blog/a-viagem-de-lula-a-india-e-coreia-e-um-marco-para-o-brasil-na-era-da-ia-das-terras-raras-e-da-soberania-tecnologica</link><guid>http://blogoosfero.cc/luiz-muller/blog/a-viagem-de-lula-a-india-e-coreia-e-um-marco-para-o-brasil-na-era-da-ia-das-terras-raras-e-da-soberania-tecnologica</guid></item><item><title>A Lava Jato 2.0 já está em execução: o Caso Master, os vazamentos seletivos e o cerco ao STF</title><description>&lt;div&gt;
&lt;a href="https://luizmuller.com/wp-content/uploads/2026/02/mendonca-lava-jato-fotor-20260220163422-1.jpg"&gt;&lt;img width="393" height="220" src="https://luizmuller.com/wp-content/uploads/2026/02/mendonca-lava-jato-fotor-20260220163422-1.jpg?w=393" alt=""&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;


&lt;p&gt;“&lt;strong&gt;O monstro despertou, como alertou Luis Nassif &lt;/strong&gt;. E Não é exagero. &lt;/p&gt;



&lt;p&gt;O que estamos vendo com o Caso Master no Supremo Tribunal Federal, a saída forçada de Dias Toffoli da relatoria, a ascensão de André Mendonça e a onda de escutas clandestinas e vazamentos contra ministros do STF e suas famílias — carrega todos os ingredientes da velha Lava Jato.  &lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Só que esta Lava Jato 2.0 esta direcionada contra o próprio Supremo que ousou colocar freios na primeira versão do esquema. E o mais grave: a operação parece calibrada para o ano eleitoral de 2026.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;O gatilho foi o Caso Banco Master. Uma investigação sobre fraudes financeiras que, sob relatoria de Toffoli, ganhou contornos de proteção institucional: o ministro determinou que todo material apreendido fosse recolhido diretamente ao STF, impôs sigilo máximo e centralizou perícias e depoimentos na Corte. &lt;strong&gt;Medidas vistas por muitos como necessárias para evitar vazamentos e politização. &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Mas bastaram mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro — nas quais o banqueiro e seu cunhado tratam de negócios envolvendo empresa da família Toffoli — para que a pressão midiática e institucional explodisse. Toffoli foi obrigado a deixar a relatoria. Por unanimidade, os ministros redistribuíram o caso. O sorteio caiu para André Mendonça.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Aqui começa a segunda fase, ainda mais reveladora. Mendonça, em poucas horas, reverteu parte das restrições de Toffoli: retomou o “fluxo ordinário” de perícias e depoimentos pela PF, baixou o grau de sigilo e…&lt;strong&gt; promoveu uma alteração crucial. Decidiu que o acesso às informações do inquérito fica restrito apenas aos agentes diretamente designados. Superiores hierárquicos, incluindo o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, não têm mais prerrogativa automática de serem comunicados de cada ação ou de acessarem os autos sem vínculo formal.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Traduzindo: o relator, um bolsonarista convicto,  acaba de &lt;strong&gt;blindar a investigação contra o chefe da PF nomeado pelo governo Lula. &lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;



&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Quem controla os vazamentos controla a narrativa &lt;/strong&gt;— lição aprendida na Lava Jato 1.0. &lt;/p&gt;



&lt;p&gt;E o controle agora parece estar nas mãos de quem sempre soube usá-lo.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Paralelamente, explode a operação de vazamentos contra o próprio STF. Servidores da Receita Federal são alvo de buscas e apreensões autorizadas por Alexandre de Moraes após acessos ilegais a dados fiscais de ministros e familiares — inclusive da esposa de Moraes, Viviane Barci. &lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Os vazamentos foram usados para fabricar “suspeitas artificiais”, nas palavras do próprio Moraes e da nota oficial do STF. Grampos clandestinos, conversas vazadas de reuniões reservadas da Corte, histórias plantadas sobre supostos “conflitos de interesse”… &lt;strong&gt;O modus operandi é idêntico ao de 2014-2016: delegados da PF em parceria direta com veículos de imprensa, seletividade cirúrgica nos vazamentos, criação de clima de suspeição generalizada contra as instituições que ousaram resistir ao lavajatismo.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Luís Nassif não hesita em chamar as coisas pelo nome. No artigo&lt;strong&gt;&lt;a href="https://jornalggn.com.br/coluna-economica/o-monstro-despertou-comeca-a-lava-jato-2-por-luis-nassif/"&gt;“O monstro despertou: começa a Lava Jato 2”&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;, ele aponta o Caso Master como estopim perfeito: um caso com desdobramentos por todos os poros da República, que permite direcionar a cobertura jornalística e as investigações via vazamentos controlados. &lt;/p&gt;



&lt;p&gt;“Quem controla os vazamentos controla a narrativa”, resume Nassif.  E hoje essa narrativa mira o STF — exatamente os ministros que, como Toffoli e Moraes, lideraram o contraponto aos abusos da primeira Lava Jato. &lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Cargos-chave já estão ocupados por nomes alinhados ao antigo esquema: Mendonça na relatoria, uma 2ª Turma com dois indicados por Bolsonaro, Cármen Lúcia no TSE, etc. O terreno está preparado para 2026.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Não se trata de defender banqueiros ou supostos esquemas. Trata-se de perceber o padrão: a Lava Jato original destruiu reputações, anulou eleições e quase entregou o país a um projeto autoritário sob pretexto de combate à corrupção. &lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Quando o STF reagiu, o monstro foi adormecido. Agora ele acorda, mais sofisticado, usando o mesmo manual: PF + mídia + vazamentos seletivos + pressão para que o Judiciário “se limpe” — ou seja, se submeta.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;A troca de Toffoli por Mendonça, as alterações processuais que retiram do atual diretor da PF a prerrogativa de ser informado de cada movimento, os acessos ilegais a dados de familiares de Moraes e os grampos que voltam a assombrar o Supremo não são fatos isolados. &lt;/p&gt;



&lt;p&gt;São peças de uma engrenagem que já conhecemos. O monstro não morreu em 2019. Ele apenas hibernou. &lt;/p&gt;



&lt;p&gt;E o Brasil, mais uma vez, corre o risco de assistir passivamente à repetição da história — só que, desta vez, com o alvo sendo o último bastião que ainda se colocou contra o arbítrio. &lt;/p&gt;



&lt;p&gt;A vigilância democrática não pode ser seletiva. Ou defendemos o devido processo legal para todos — inclusive para ministros do STF — ou aceitamos que o lavajatismo 2.0 devore, desta vez, o que restou das instituições. &lt;/p&gt;



&lt;p&gt;O relógio está correndo. E o monstro já está solto.&lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Em 27 de Janeiro este blog escreveu:&lt;/p&gt;



&lt;div&gt;
&lt;blockquote&gt;&lt;a href="https://luizmuller.com/2026/01/27/a-seletividade-midiatica-no-escandalo-do-banco-master-narrativas-desconexas-e-estrategia-politica-golpista/"&gt;A Seletividade Midiática no Escândalo do Banco Master: Narrativas Desconexas e Estratégia Política golpista&lt;/a&gt;&lt;/blockquote&gt;

&lt;/div&gt;



&lt;p&gt;Mas o que houve foi a adesão de parte de sites e influenciadores ditos “de esquerda” a narrativa que desde o começo já sinalizava o que era: Um noco golpe em andamento. E levou no bico até gente do PT. E tome criticar o Toffoli e aderir a narrativa que tem por objetivo desgastar a Instituição. Este humilde blogueiro aqui desde o começo apontou o que era. E eu não estava só. Luis Nassif e outros também enxergaram e começaram a mostrar. Mas o Cerco ao STF no caso Master já estava armado.  &lt;/p&gt;



&lt;div&gt;
&lt;blockquote&gt;&lt;a href="https://luizmuller.com/2026/02/20/como-o-globo-se-aliou-ao-lavajatismo-e-ao-bolsonarismo-contra-o-stf-por-luis-nassif/"&gt;Como O Globo se aliou ao lavajatismo e ao bolsonarismo contra o STF (Por Luis Nassif)&lt;/a&gt;&lt;/blockquote&gt;

&lt;/div&gt;



&lt;p&gt;Agora, se o PT e a esquerda seguirem achando que basta gerir bem o Estado e transformar isto em noticias pra mídia e pras redes sociais, é o suficiente, é melhor acordar logo pra vida real. Querem desmoralizar o STF desde já, pra golpear a Nação em 2027. De novo!! &lt;/p&gt;



&lt;p&gt;Ou traçamos as estratégias pra Guerra, ou a Derrota virá de novo, como aquela guerra que iniciaram em 2013 e terminaram em 2016 com o Golpe contra a Dilma. &lt;/p&gt;</description><pubDate>Fri, 20 Feb 2026 19:41:16 -0300</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/luiz-muller/blog/a-lava-jato-2.0-ja-esta-em-execucao-o-caso-master-os-vazamentos-seletivos-e-o-cerco-ao-stf</link><guid>http://blogoosfero.cc/luiz-muller/blog/a-lava-jato-2.0-ja-esta-em-execucao-o-caso-master-os-vazamentos-seletivos-e-o-cerco-ao-stf</guid></item></channel></rss>