Maquete mostra que nem o Porto escapará a ganância das Empreiteiras e nem do encarecimento e consequentemente elitização dos espaços.
Originalmente publicado no Jornal Matinal
Como parte do especial Donos da Cidade, o Sul21 publicou ontem uma reportagem sobre a dobradinha que construtoras e prefeitura fizeram, nos últimos dois mandatos, para contornar restrições previstas no Plano Diretor e liberar grandes projetos imobiliários em Porto Alegre.
Uma figura central nesse processo foi o secretário municipal de Meio Ambiente, Urbanismo e Sustentabilidade, Germano Bremm. Elogiado pelo setor da construção civil durante a administração de Nelson Marchezan (PSDB), ele foi mantido no governo de Sebastião Melo (MDB).
Sob a batuta de Bremm, a prefeitura estabeleceu por decreto medidas como o licenciamento expresso e o habite-se autodeclaratório e passou a recorrer com frequência aos Projetos Especiais de Impacto Urbano, um mecanismo que permite abrir exceções às regras de construção vigentes.
A partir daí, a capital virou uma Disneylândia para as construtoras, que conseguiram tirar do papel projetos polêmicos com que sempre sonharam, incluindo grandes empreendimentos à beira do Guaíba.
“O secretário Germano conseguiu num curto espaço de tempo fazer alterações que são históricas dos nossos desejos. A cada 15 dias temos uma novidade positiva do secretário”, derreteu-se o então presidente do Sinduscon-RS, Aquiles Dal Molin Júnior. Além de secretário, Bremm integra o conselho de revisão do Plano Diretor, que entrou na mira da Justiça por causa da prorrogação irregular dos mandatos dos conselheiros.
O Judiciário determinou a suspensão do conselho e a convocação de novas eleições.
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