Bilhões de Reais cortados do PAA- Programa de Aquisição de alimentos e outros que haviam tirado o Brasil do Mapa da Fome e gerado milhões de novos empregos e Renda. O PAA eram recursos públicos destinados a adquirir Alimentos da Pequena Agricultura Familiar a preços justos, que depois eram distribuídos através da Merenda escolar, de programas sociais, etc… a população que mais precisa. Comida boa, fresca, sem agrotóxicos e produzida por gente da própria região onde era consumida. Além de melhorar a alimentação das pessoas, gerava emprego e renda para muita gente no campo, que já não precisava mais abandonar o campo e engrossar a fila dos desempregados e de pobres na cidade. Os verbos estão no Pretérito, por que assim será a partir de 2018. Em 2017 a Agricultura familiar já perdeu 67% em compras do governo federal. Em 2018 Temer mais um tanto e o que sobra no orçamento não manterá mais 10% das compras que houveram durante os governos Lula e Dilma através do PAA. Ou seja, os pobres ficarão sem comida e os pequenos agricultores ficarão sem a renda. O número de pobres no campo e na cidade vai crescer rapidamente. Mas o Governo também vai cortar dinheiro do Bolsa Família. E o resultado é óbvio: Aquelas notícias de saques no nordeste, motivados pela seca e pela fome, que haviam acabado na época dos governos do PT, voltarão a acontecer e na cidade o número de camelôs, trabalhadores precários e até pequenos furtos por razão de fome, vão aumentar. E isto é a continuidade de algo que começou lá 2016 com a derrubada da Presidenta Dilma. O golpe não era contra ela nem contra a corrupção.
Vai artigo reblogado de A POSTAGEM sobre a dramática destruição das políticas sociais e em especial da Política de Segurança Alimentar.
No país que vai retornar ao mapa da fome, praticamente dobrar a verba para a indústria do turismo e cortar pela metade a verba destinada à Segurança Alimentar, é prova de que Temer é o “maior cabo eleitoral” de Lula. É justamente a derrocada do governo do pós-golpe e toda sua capacidade destrutiva e de desumanidade, que vem ampliando o questionamento sobre todos que condenam o ex-presidente Lula.
A esquerda, com toda a sua capacidade se resiliência, se manteve como sempre foi, resistiu em seu número reduzido. Porém, o povo, em sua maioria pobre que comeu filé mignon pela primeira vez, sempre votou de forma pragmática. A principal forma de compreensão da realidade é profundamente prática e concreta, da seguinte maneira:
“Se antes eu comia e agora não como mais, a lógica é apoiar quem proporcionou o mínimo de condição de vida”.