Aprovação a gestão Dilma sobe e atinge 36%, aponta Datafolha
10 de Agosto de 2013, 6:27 - sem comentários ainda10/08/2013 09h15 - Atualizado em 10/08/2013 09h22
Aprovação a gestão Dilma sobe e atinge 36%, aponta Datafolha
No levantamento anterior, depois dos protestos, aprovação foi de 30%.
Pesquisa divulgada pelo jornal ‘Folha de S.Paulo’ ouviu 2.615 pessoas.
Do G1, em Brasília
A aprovação ao governo da presidente Dilma Rousseff subiu seis pontos percentuais e atingiu 36%, segundo pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (10) pelo jornal “Folha de S.Paulo”.
O número de eleitores que consideram o governo bom ou ótimo passou de 30% no levantamento anterior, feito no fim de junho e após os protestos que se espalharam pelo país, para 36% no levantamento atual, feito entre os dias 7 e 9 de agosto.
A pesquisa atual foi realizada entre quarta (7) e sexta (9) com 2.615 pessoas, em 160 municípios. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. Em março, o índice de aprovação do governo atingiu o melhor desempenho, 65%.
No começo de junho, antes dos protestos, a presidente tinha 57%. Em levantamento feito no fim do mesmo mês perdeu mais de trinta pontos percentuais, considerada pelo Dataofolha como a maior queda de popularidade registrada desde o início da gestão Dilma.
A presidente Dilma Rousseff em evento emVarginha (MG) nesta semana (Foto: Roberto
Stuckert Filho / Presidência)
O levantamento realizado nesta semana mostra ainda que o percentual que considera o governo como regular passou de 43% para 42%, dentro da margem de erro. Diminuiu de 30% para 22% o total de pessoas que considerou a gestão como ruim ou péssima.
A nota média data à presidente foi de 6,1. No levantamento anterior havia sido 5,8. Em abril do ano passado, chegou a 7,5.
Regiões, renda e escolaridade
Considerando as regiões do país, a maior recuperação em relação à última pesquisa foi no Norte/Centro Oeste, onde, no levantamento anterior, 29% consideraram o governo ótimo ou bom, e no atual o percentual passou para 40%. A presidente, porém, tinha 58% de aprovação antes dos protestos.
No Sudeste, a aprovação passou de 30% para 32%. No Sul, de 30% para 33%. No Nordeste, de 40% para 43%.
A melhor avaliação registrada no levantamento divulgado neste sábado é entre pessoas que ganham até dois salários mínimos. Nessa faixa, 41% consideram o governo ótimo ou bom. Entre os que ganham mais de 10 salários mínimos, a aprovação é de 29%.
Em relação à escolaridade, 42% dos que têm ensino fundamental aprovam o governo. Entre aqueles com ensino superior, a aprovação é de 28%.
ISTOÉ: ALCKMIN E SERRA SABIAM DE TUDO NO METRÔ
10 de Agosto de 2013, 6:24 - sem comentários aindaISTOÉ: ALCKMIN E SERRA SABIAM DE TUDO NO METRÔ

Revista que vem capitaneando as denúncias sobre o esquema de corrupção na compra de trens da Siemens e da Alstom publica documentos revelando que tanto o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, como seu antecessor, José Serra, foram alertados sobre as irregularidades; Ministério Público e o Tribunal de Contas do Estado dispararam alertas sobre as fraudes; propinas também atingem o setor elétrico paulista
9 DE AGOSTO DE 2013 ÀS 22:47
247 - Reportagem da revista Istoé que acaba de ser publicada traz documentos apontando que tanto o governador Geraldo Alckmin como seu antecessor José Serra foram alertados sobre todas as irregularidades no metrô de São Paulo. Leia abaixo:
E eles ainda dizem que não sabiam de nada
Documentos do tribunal de contas e do ministro público revelam que há cinco anos os tucanos paulistas foram alertados sobre as irregularidades no metrô e trens de São Paulo
Alan Rodrigues, Pedro Marcondes de Moura e Sérgio Pardellas
Desde a eclosão do escândalo de pagamento de propina e superfaturamento nos contratos da área de transporte sobre trilhos que atravessou os governos de Mário Covas, José Serra e Geraldo Alckmin, os tucanos paulistas têm assumido o comportamento de outra ave, o avestruz. Reza a crença popular que, ao menor sinal de perigo, o avestruz enterra a cabeça no chão para não enxergar a realidade. Não foi outra a atitude do tucanato paulista nos últimos dias. Como se estivessem alheios aos acontecimentos, líderes do PSDB paulista alegaram que nada sabiam, nada viram – e muito menos participaram. Documentos agora revelados por ISTOÉ, porém, provam que desde 2008 tanto o Ministério Público como o Tribunal de Contas vem alertando os seguidos governos do PSDB sobre as falcatruas no Metrô e nos trens. Apesar dos alertas, o propinoduto foi construído livremente nos últimos 20 anos. Além dos documentos agora divulgados, investigações anteriores já resultaram no indiciamento pela Polícia Federal de 11 pessoas ligadas ao partido. No entanto, questionado sobre o cartel montado por multinacionais, como Siemens e Alstom, para vencer licitações, o governador Geraldo Alckmin jurou desconhecer o assunto. “Se confirmado o cartel, o Estado é vítima”, esquivou-se. Na mesma toada, o seu antecessor, José Serra, declarou: “Não tomamos em nenhum momento conhecimento de qualquer cartel feito por fornecedores e muito menos se deu aval a qualquer coisa nesse sentido”. As afirmações agridem os fatos. Os documentos obtidos por ISTOÉ comprovam que os tucanos de São Paulo, além de verem dezenas de companheiros investigados e indiciados, receberam no mínimo três alertas contundentes sobre a cartelização e o esquema de pagamento de propina no Metrô. Os avisos, que vão de agosto de 2008 a setembro de 2010, partiram do Ministério Público estadual e do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP). Nos três casos, os documentos foram encaminhados aos presidentes das estatais, nomeados pelo governador, e publicados no Diário Oficial.
Nos três avisos de irregularidades aparecem fortes indícios de formação de cartel e direcionamento de certames pelas companhias de transporte sobre trilhos para vencer e superfaturar licitações do Metrô paulista e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). O primeiro alerta sobre o esquema foi dado pelo Ministério Público de São Paulo, em um procedimento de agosto de 2008, durante gestão de José Serra. Ao analisar um acordo firmado entre o Metrô e a CMW Equipamentos S.A., o MP comunicou: “A prolongação do contrato por 12 anos frustrou o objetivo da licitação, motivo pelo qual os aditamentos estariam viciados”. Na ocasião, a CMW Equipamentos foi incorporada pela gigante francesa Alstom, uma das principais investigadas nesse escândalo. Ainda no documento do MP, de 26 páginas, aparecem irregularidades também em uma série de contratos firmados pelo governo paulista com outras empresas desse segmento.
Em fevereiro de 2009, o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo emitiu ao governo paulista o segundo aviso de desvios e direcionamentos em contratos no setor. As irregularidades foram identificadas, desta vez, na estatal CPTM. Ao julgar um recurso, o conselheiro do TCE Antonio Roque Citadini concluiu que a estatal adotou uma conduta indevida ao querer usar uma licitação para fornecimento de 30 trens com o consórcio Cofesbra, celebrada em 1995, durante gestão de Mário Covas, para comprar mais de uma década depois outros 12 novos trens. A manobra foi identificada como uma forma de fugir da abertura de uma nova concorrência. “O julgamento de irregularidade recorrido fundamentou-se na inobservância da Lei de Licitações e, também, na infringência aos princípios da economicidade e da eficiência”, diz o relatório. Citadini ainda questiona os valores pagos pelos trens, uma “majoração de 17,35%”. A crescente elevação do número de passageiros transportados deveria implicar, diz ele, estudos por parte da CPTM com vistas à realização de um novo certame licitatório. “Tempo parece não lhe ter faltado, pois se passaram 11 anos da compra inicial”, relatou Citadini. À ISTOÉ, o conselheiro Citadini destacou que “um sem-número de vezes” o órgão relatou ao governo estadual irregularidades em contratos envolvendo o Metrô paulista e a CPTM. “Nossos auditores, que seguem normas reconhecidas por autoridades internacionais, têm tido conflitos de todo tamanho e natureza para que eles reconheçam os problemas”, disse Citadini.
O terceiro recado ao governo paulista sobre irregularidades nas licitações do Metrô e do trem paulista ocorreu em setembro de 2010. Ao analisar quatro contratos firmados pelo Metrô, o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo estranhou que os certames envolviam uma enorme quantidade de serviços específicos. Dessa forma, apenas um reduzido número de empresas tinha condições de atender aos editais de licitação e se credenciar para disputar a concorrência. Os contratos em questão se referiam ao fornecimento de trens, manutenção, além de elaboração de projeto executivo e fornecimento de equipamentos para o Metrô paulista. O Tribunal insistia que, quanto mais ampla fosse a concorrência, menor tenderia a ser o preço. Em diversos trechos, o relatório aponta outras exigências que acabavam estreitando ainda mais o número de participantes. Havia uma cláusula, por exemplo, que proibia companhias estrangeiras que não tivessem realizado o mesmo serviço em território brasileiro de participar da disputa. Na prática, foram excluídas gigantes do setor do transporte sobre trilhos que não integravam o cartel e poderiam oferecer um melhor preço aos cofres paulistas. “A análise das presentes contratações revelou um contexto no qual houve apenas uma proposta do licitante único de cada bloco. Em outras palavras, não houve propriamente uma disputa licitatória, mas uma atividade de consorciamento”, analisou o TCE sobre um dos acordos. A recomendação foi ignorada tanto por Serra como por Alckmin, que assumiu o governo três meses depois.
Passo a passo da denúncia sobre o escândalo do metrô
Um e-mail enviado por um executivo da Siemens para os seus superiores em 2008, revelado na última semana pelo jornal “Folha de S.Paulo”, reforça que os ex-governadores tucanos José Serra, Geraldo Alckmin e Mário Covas não só sabiam como incentivaram essa prática criminosa. O funcionário da empresa alemã revela que o então chefe do executivo paulista, José Serra (PSDB), e seu secretário de Transportes Metropolitanos, José Luiz Portella, sugeriram que a Siemens fizesse um acordo com a espanhola CAF, sua concorrente, para vencer uma licitação de fornecimento de 40 trens à CPTM. Serra teria ameaçado cancelar o certame se a Siemens tentasse desclassificar a concorrente na justiça. Como saída, conforme relata o jornal, sugeriu que as empresas dividissem parte do contrato por meio de subcontratações. O executivo da Siemens não revela na mensagem, mas essa solução heterodoxa de Serra já havia sido adotada numa ocasião anterior. No final da década de 1990, o governo Mário Covas (PSDB) incentivara as companhias da área de transporte sobre trilhos a formarem um consórcio único para vencer licitação de compra da linha 5 do metrô. A prática, como se vê, recorrente entre os tucanos paulistas, continuou a ser reproduzida nos anos subsequentes à licitação. Reapareceu, sem reparos, com a chegada ao poder do governador Geraldo Alckmin. Hoje, sabe-se que esse esquema gerou somente em seis projetos da CPTM e do Metrô um prejuízo de pelo menos R$ 425,1 milhões aos cofres paulistas. As somas foram obtidas, como ISTOÉ antecipou, com o superfaturamento de 30% nesses contratos.
O que também torna pouco crível que os governadores tucanos José Serra e Geraldo Alckmin, até o mês passado, desconhecessem as denúncias é o fato de o Ministério Público ter aberto 15 inquéritos para investigar a tramoia, após a repercussão do escândalo envolvendo a Siemens e a Alstom na Europa em 2008. Atualmente, essas provas colhidas no Exterior dão suporte para o indiciamento de 11 pessoas, entre elas servidores públicos e políticos tucanos. O vereador Andrea Matarazzo, serrista fiel, é um dos indiciados. Na lista da Polícia Federal, constam ainda nomes bem próximos aos tucanos como o de Jorge Fagali Neto. Ele foi diretor dos Correios e de projetos para o Ensino Superior do Ministério da Educação durante o governo Fernando Henrique Cardoso. Ao reabrir, na semana passada, 15 investigações paradas por faltas de provas e montar uma força-tarefa para trabalhar em 45 inquéritos, o Ministério Público colocou lupa sobre outras autoridades ligadas ao PSDB. Trata-se de servidores que ascenderam na gestão Serra, mas mantiveram força e poder durante o governo Alckmin. São eles: José Luiz Lavorente, diretor de Operação e Manutenção da CPTM, Luiz Carlos David Frayze, ex-secretário de transportes e ex-diretor do Metrô, Décio Tambelli, coordenador de Concessões e Permissões do Metrô de São Paulo e Arthur Teixeira, lobista do esquema Siemens, dono de uma das offshores uruguaias, utilizadas pela multinacional para pagar propina a agentes públicos. Como revelado por ISTOÉ na edição de 20 de julho, as evidências são tão fortes quanto à proximidade destes personagens com a gestão tucana. Na última semana, o atual secretário de Transportes, Jurandir Fernandes, reconheceu ter recebido Teixeira em audiência “junto com outros empresários”. A foto da página 45 desta reportagem mostra Arthur Teixeira visitando as instalações da MGE Transportes, uma das empresas integrantes do cartel, em Hortolândia, interior de São Paulo, ao lado de Jurandir e Lavorente. A visita ocorreu durante a execução da reforma dos trens da CPTM.
Em meio à enxurrada de evidências, na sexta-feira 9, o governador Alckmin anunciou a criação de uma comissão para investigar as denúncias de formação de cartel e superfaturamento em contratos firmados com o metrô paulista e a CPTM. Para fazer parte dela, ele pretende indicar integrantes de entidades independentes, como a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil). Segundo o governo, ela terá total independência e contará com a ajuda dos órgãos de fiscalização do Estado. A medida foi anunciada após a Justiça Federal negar, na segunda-feira 5, um pedido do governo de São Paulo para ter acesso aos documentos da investigação do Cade. Tucanos paulistas acusam o órgão, uma autarquia vinculada ao Ministério da Justiça, de vazar informação para a imprensa e agir sob os interesses do PT. Deputados estaduais, porém, questionam a nova comissão. “Tudo que traga transparência é bem-vindo. Mas há um local institucionalmente correto para se apurar estas irregularidades. É uma CPI”, diz o líder do PT na Assembleia Legislativa, Luiz Claudio Marcolino. “Se ele quer apurar os fatos, como diz, é só pedir para sua base assinar o pedido de CPI e não obstruir como o PSDB faz por décadas quando o assunto é metrô”, complementa.
Alckmin resolveu agir porque vê o escândalo se aproximar cada vez mais do Palácio dos Bandeirantes. As razões para este temor podem estar em cinqüenta caixas de papelão guardadas nas dependências do CADE, na Asa Norte, em Brasília. O material foi recolhido após uma operação de apreensão e busca realizada em 4 de julho na sede de doze empresas associadas ao cartel em São Paulo, Brasília, Campinas e São Bernardo do Campo. Só numa destas empresas, os investigadores permaneceram por 18 horas. A Polícia Federal, batizou a operação de “Linha Cruzada”. Não se sabe, até agora, o que há dentro das caixas de documentos apreendidos. A informação é que elas permanecem fechadas e lacradas, aguardando ainda a análise do CADE, que poderá transformar uma investigação de cartel, num dos mais escandalosos casos de corrupção que o País já assistiu.
Sat, 10 Aug 2013 02:07:02 +0000
9 de Agosto de 2013, 20:07 - sem comentários aindaAviso: é proibido fazer trocadilhos nesta área.
Mais que impossível, é proibido ser feliz sozinho.
É proibido sentir ódio de frente ao mar. Já melancolia, paixão e saudade: pode.
A regra é clara: é proibido aos goleiros ateus operarem milagres.
É proibida a criação de novas duplas sertanejas em cativeiro.
É proibido abortar um poema em germinação. Já chega de tanta prosa e literatura de autoajuda.
É proibido calar-se frente a tanta iniquidade.
O Ministério da Saúde adverte: sob pena de não ser convidado para o arroz com galinha após o sepultamento, é proibido questionar se Deus existe durante um velório.
É proibido importar médicos dos seriados americanos de TV, mesmo que eles sejam bonitos ou cubanos.
É proibido enfiar estes dois dedos no meu ânus, doctor.
É proibido internar um pobre professor de matemática de uma escola pública no Einstein.
É proibido estacionar senadores nas macas do SUS.
É proibido gastar mais penicilina com estes canalhas.
É proibido vender ilusões menores para os maiores de 18 anos.
É proibido fazer manifestações barulhentas após as desovas da noite.
Além de ser uma blasfêmia, é proibido encomendar uma missa para se comemorar um rombo.
É proibido pisar na grana. Guarde o dinheiro dentro da meia ou da cueca de um correligionário do partido.
É proibido gastar poemas magistrais dentro do Congresso Nacional.
É proibido aos senhores parlamentares rimarem amor com dor e licitação com comissão.
É proibidor comparar as putas aos deputados. Deixem as moças trabalharem!
É proibido debochar dos PIB pequenos nos mictórios do Ministério da Fazenda.
É proibido ser meigo no prostíbulo e na política.
É proibido votar em branco corrupto.
É proibido anular o vate. Viva a poesia!
É proibido desistir do Brasil sem me convidar.
É proibido matar o equilibrista só para apreciar o tombo.
É proibido conversar com o motorista, mesmo que ele seja surdo e o tema, palpitante.
É proibido beijar a lona no escurinho do cinema.
É proibido estacionar no tempo e no espaço ao longo da linha amarela, e além dela também.
É proibido jogar pipoca aos macacos e alimentar os ateus.
É proibido a todo e qualquer medíocre escrever um livro (e me enviar um exemplar), plantar uma árvore (e tapear o IBAMA), ter um filho (e me convidar pro batizado).
É proibido sepultar livros numa biblioteca particular. Doe um bom livro a quem você ama.
Se já era proibido transar sem camisinha, imagine, sem vontade.
É proibido cuspir marimbondos em logradouro público.
É proibido, a qualquer criatura, sob qualquer circunstância, revelar o que existe depois da morte, além das demandas judiciais entre os herdeiros e dos sete palmos de terra sobre o ataúde.
É proibido mandar o mundo inteiro ir se ferrar antes que eu o faça.
Sat, 10 Aug 2013 02:04:20 +0000
9 de Agosto de 2013, 20:04 - sem comentários aindaCondenação de Ivo Cassol constrange parlamentares
BRASÍLIA — Passar o dia exercendo o mandato no Senado e a noite na cadeia é uma hipótese que senadores não pretendem aceitar de Ivo Cassol (PP-RO), condenado quinta-feira pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por fraude em licitações. Parlamentares da base e da oposição manifestaram o constrangimento com a permanência de Cassol no Senado após sua condenação. Colegas de Cassol destacaram que, quando a Corte fizer cumprir a sentença, após a análise de recurso que o senador pretende apresentar, sua situação ficará inviável na Casa.
Nesta sexta-feira, o senador reafirmou que não pretende abrir mão de seu mandato e que ainda está disposto a continuar na política por muito tempo. Em nota, a assessoria de Cassol alegou que ele não será enquadrado na Lei da Ficha Limpa porque o crime a que foi condenado — fraude em licitação — não está previsto nessa legislação. No entanto, a Justiça Eleitoral pode barrar a candidatura se considerar que fraude em licitação pode ser enquadrada na Ficha Limpa por ser um tipo de crime contra a administração pública.
O líder do PMDB, Eunício Oliveira (PMDB-CE), deixou claro que não será possível Cassol continuar como senador uma vez que comece a cumprir a sentença. Eunício acredita que, quando chegar a representação pela perda do mandato de Cassol ao Conselho de Ética, ele deverá ser afastado. Para Eunício, ficaria muito ruim para a imagem do Senado, em momento de manifestações populares, manter um senador condenado na Casa:
— Na hora em que o STF determinar o cumprimento da prisão noturna, não dá para continuar como senador. Transitou em julgado, perde o mandato, não tem o que discutir. E, se ocorrer de, antes disso, representarem contra ele no Conselho de Ética, acho difícil ele escapar, os senadores estão muito atentos às manifestações das ruas.
O senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), autor da chamada PEC dos mensaleiros, que prevê perda automática do mandato de parlamentar condenado no STF por improbidade administrativa ou crimes contra a administração pública, é cético em relação à tramitação no Conselho. Mas Jarbas acha que, se a PEC for aprovada nas próximas semanas, o Senado pode evitar o desgaste:
— Se o corporativismo não tivesse funcionado, já teríamos aprovado essa PEC e não haveria dúvida sobre o destino de Cassol. Não tem sentido Cassol ficar trabalhando de dia no Senado e de noite se recolher à prisão.
O líder do DEM no Senado, José Agripino (RN), também defende a aprovação da PEC. Na Câmara, o líder do PPS, Rubens Bueno (PR), classificou como “esdrúxula” a mudança no entendimento do STF sobre cassação de parlamentares condenados. “O Brasil vai correr o risco de ser o único país do mundo a ter políticos legislando da prisão. Como o voto para a cassação ainda é secreto, dependendo da força do partido, um parlamentar condenado pela mais alta Corte do país pode ser absolvido politicamente no Congresso. Vejam a incoerência”, disse em nota.
Sat, 10 Aug 2013 01:59:37 +0000
9 de Agosto de 2013, 19:59 - sem comentários aindamusicaefantasia
ArtistSignal, para matar o saudosismo
Musicaefantasia
Sexta-feira, Agosto 09, 2013, 4:10 pm
CULTURA – PREFERIDOS





