<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"><channel><title>Feed RSS do(a) News</title><link>http://blogoosfero.cc/news</link><description>Conteúdo do(a) News publicado no Blogoosfero</description><item><title>Youtube está sob ataque</title><description>&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Notamos que vários posts que continham vídeos do youtube estavam com a seguinte mensagem:&lt;br&gt; 500 internal server error&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt; &lt;img src="/articles/0097/0201/youtube%20sob%20ataque.png" alt="Youtube sob ataque" width="100%"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Esta mesma mensagem aparece e desaparece na página do Youtube, que está instável no momento. Ora funciona, ora redireciona para outra página.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Esperamos que a equipe do Youtube consiga reestabelecer o perfeito funcionamento de sua plataforma.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Tue, 16 Oct 2018 23:37:56 -0300</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/news/comunicacao/youtube-esta-sob-ataque</link><guid>http://blogoosfero.cc/news/comunicacao/youtube-esta-sob-ataque</guid></item><item><title>Anatel começa a notificar celulares suspeitos sobre desligamento</title><description>&lt;h4&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt;Nos Estados do Acre, Espírito Santo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Rio de Janeiro, entre outros, usuários de aparelhos irregulares recebem mensagens alertando sobre o problema.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;h6&gt;Por Redação, com ABr – de Brasília&lt;/h6&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) inicia neste domingo (23) a notificação de portadores de aparelhos de telefone celular irregulares em 10 Estados. São considerados irregulares os aparelhos adulterados, roubados, extraviados e não certificados pela Anatel.&lt;br&gt;
Segundo a agência, a medida atinge os usuários de celulares de estados das regiões Centro-Oeste, Sul, Norte e Sudeste.&lt;/p&gt;
&lt;img src="http://www.correiodobrasil.com.br/wp-content/uploads/2018/09/celular-irregular.jpg" alt="Os roubos e furtos a celulares tendem a diminuir com a decisão da Anatel de bloquear aparelhos irreigulares" width="1024" height="576"&gt;Os roubos e furtos a celulares tendem a diminuir com a decisão da Anatel de bloquear aparelhos irreigulares
&lt;p&gt;Nos Estados do Acre, Espírito Santo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Rondônia, Tocantins, Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul, quem estiver utilizando aparelhos irregulares vai começar a receber a partir deste domingo mensagens alertando sobre o problema. Nesses Estados, a medida vale para aparelhos irregulares habilitados a partir de 23 de setembro de 2018.&lt;/p&gt;
&lt;h4&gt;&lt;strong&gt;Mensagem&lt;/strong&gt;&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;Os aparelhos irregulares receberão a partir deste domingo a seguinte mensagem, enviada pelo número 2828: “Operadora avisa: Pela Lei 9.472 este celular está irregular e não funcionará nas redes celulares em XX dias. Acesse www.anatel.gov.br/celularlegal ou ligue *XXXX”.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O bloqueio dos aparelhos será feito a partir de 8 de dezembro de 2018. A última mensagem, na véspera do bloqueio, apresentará o seguinte conteúdo: “Operadora avisa: Este celular IMEI XXXXX é irregular e deixará de funcionar nas redes celulares. Acesse www.anatel.gov.br/celularlegal ou ligue *XXXX”.&lt;/p&gt;
&lt;h4&gt;&lt;strong&gt;Certificado&lt;/strong&gt;&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;De acordo com a legislação, todo aparelho celular em uso no país deve ser certificado ou ter sua certificação aceita pela Anatel. “Aparelhos celulares certificados passaram por uma série de testes antes de chegarem às mãos do consumidor. O usuário deve sempre procurar o selo da Anatel no verso da bateria do celular e também no carregador”, informou a assessoria.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Com o bloqueio, a Anatel pretende coibir o uso de telefones móveis não certificados, com IMEI adulterado, clonado ou outras formas de fraude. Segundo a Anatel, os usuários que já têm aparelhos móveis irregulares habilitados não serão desconectados, caso não alterem o número.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;IMEI (do inglês International Mobile Equipment Identity) é o número de identificação do celular. O IMEI DB, como é chamado, é acessado por fabricantes, operadoras e agências reguladoras de todo o mundo, razão pela qual aparelhos que são certificados em qualquer país têm o IMEI inserido lá.&lt;/p&gt;
&lt;h4&gt;&lt;strong&gt;Número&lt;/strong&gt;&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;Para saber se o número de IMEI é legal, basta discar *#06#. Se a numeração coincidir com o que aparece na caixa, o aparelho é regular. Caso contrário, há uma grande chance de o aparelho ser irregular.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A agência disse que uma parceria entre prestadoras, fabricantes e a Anatel serviu para a implantação de um sistema informatizado que identifica os celulares irregulares em uso na rede.&lt;br&gt;
Chamado de “Celular Legal”, o projeto de bloqueio foi divido em três fases. A fase piloto (1ª fase) começou com o envio e mensagens em 22 de fevereiro de 2018 para os usuários do Estado de Goiás e do Distrito Federal, e o bloqueio começou a realizado a partir do dia 09 de maio.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“Até julho deste ano, foram bloqueados por irregularidades 41.827 acessos de telefonia e internet móvel em Goiás e no Distrito Federal, o que representou 0,3% do total de 12.587.694 de acessos em funcionamento, sendo 5.308.975 no DF e 7.278.719 em GO”, disse a Anatel.&lt;/p&gt;
&lt;h4&gt;&lt;strong&gt;Irregulares&lt;/strong&gt;&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;De acordo com a agência, a terceira fase abrangerá os Estados da Região Nordeste e demais Estados da Região Norte e Sudeste, incluindo São Paulo. Para esses Estados, o encaminhamento de mensagens aos usuários a partir de 7 de janeiro de 2019 e impedimento do uso dos aparelhos irregulares a partir de 24 de março de 2019. Nesses Estados, a medida vale para aparelhos irregulares habilitados a partir de 7 de janeiro de 2019.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Consumidores que estejam utilizando aparelhos irregulares antes dessas datas não serão desconectados caso não alterem o seu número. Já aqueles que conectarem às redes de telecomunicações aparelhos irregulares após essas datas serão notificados por mensagens SMS e, após 75 dias, o aparelho não irá mais funcionar nas redes de telecomunicações.&lt;/p&gt;
&lt;h4&gt;&lt;strong&gt;Celulares estrangeiros&lt;/strong&gt;&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;Celulares comprados no exterior vão continuar funcionando no Brasil, desde que sejam certificados por organismos estrangeiros equivalentes à agência reguladora. Um celular só é considerado irregular quando não possui um número IMEI registrado no banco de dados da GSMA, associação global de operadoras.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Não serão considerados irregulares os equipamentos adquiridos por particulares no exterior que, apesar de ainda não certificados no Brasil, tenham por origem fabricantes legítimos.&lt;/p&gt;</description><pubDate>Sun, 23 Sep 2018 18:33:20 -0300</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/correiodobrasil/cdb/anatel-comeca-a-notificar-celulares-suspeitos-sobre-desligamento</link><guid>http://blogoosfero.cc/correiodobrasil/cdb/anatel-comeca-a-notificar-celulares-suspeitos-sobre-desligamento</guid></item><item><title>Rede TV! edita vídeo de debate e beneficia João Dória contra candidato do PT</title><description>&lt;h4&gt;&lt;span&gt;&lt;strong&gt;Restou, no ar, apenas a parte em que tucano eleva o tom e inicia o fragmento que permanece exposto, na versão para o Youtube.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;h6&gt;Por Redação – de São Paulo&lt;/h6&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O canal Rede TV! editou e publicou no Youtube uma versão na qual apenas o protesto do candidato tucano ao governo de São Paulo, João Dória, responde ao adversário petista, Luiz Marinho, em um momento em que este ofereceu ao ex-prefeito paulistano a oportunidade de se retratar frente às mulheres.&lt;/p&gt;
&lt;img src="http://www.correiodobrasil.com.br/wp-content/uploads/2018/08/rede-tv.jpg" alt="Trecho em que Marinho confronta o candidato tucano foi, toscamente, eliminado da versão final" width="1024" height="576"&gt;Trecho em que Marinho confronta o candidato tucano foi, toscamente, eliminado da versão final
&lt;p&gt;Todo o trecho no qual o petista lembra que o concorrente “fez propaganda de mulheres nuas para atrair gringos para o Brasil” foi suprimido da versão atualmente exibida no canal de vídeos. O candidato do PT ao governo de São Paulo enfrentava um embate sobre violência contra a mulher e lembrou que Doria, enquanto presidente da Embratur, no governo Sarney, fez propaganda com mulheres nuas para fomentar o turismo no país.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Restou, no ar, apenas a parte em que tucano eleva o tom e inicia o fragmento que permanece exposto, na versão para o Youtube. Nele, Dória acusa o partido de “roubar a Petrobras” quando, na realidade, há uma série de outras legendas envolvidas no rombo bilionário à estatal do petróleo brasileiro; entre elas o próprio PSDB.&lt;/p&gt;
&lt;h4&gt;&lt;strong&gt;Embratur&lt;/strong&gt;&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;Foi suprimido, ainda, do vídeo em exposição, a pergunta de Marinho ao candidato Doria. Ele questionou o tucano sobre o que ele faria com relação à violência contra a mulher no Estado. O postulante respondeu que o PSDB criou as delegacias da mulher em São Paulo e que seu partido sempre encampou essa pauta. Esta resposta também não foi anexada à reprodução do debate.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Editar um programa eleitoral, a exemplo do debate entre candidatos, trata-se de um “atentado às normas jurídicas e à ética jornalística”, comentou o jornalista Fábio Lau, editor da página de notícias &lt;em&gt;Conexão Jornalismo&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Enquanto Dória, que sequer candidato pode ser devido à condenação a que o torna inelegível por quatro anos, comparece a um debate e é beneficiado com a edição do vídeo distribuído nas redes sociais; o ex-prefeito Fernando Haddad, legitimamente registrado na chapa do PT, é sumariamente eliminado dos debates nos canais públicos de TV. O pior de tudo isso, no entanto, é que não nos surpreende — afirmou.&lt;/p&gt;
&lt;h4&gt;&lt;strong&gt;Rede TV!&lt;/strong&gt;&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;Embora não conste na versão final que permanecia nas redes sociais, o petista lembrou que o próprio Doria dissera que as delegacias da mulher não funcionam:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Vou te dar uma oportunidade. Você foi presidente da Embratur no governo Sarney e fez propaganda de mulheres nuas para atrair gringos para o Brasil. Isso contribui para a violência contra as mulheres. Te dou agora uma oportunidade de pedir perdão para as mulheres — disse Marinho, embora não apareça na versão publicada no canal da Rede TV!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O trecho autorizado pela Rede TV! deixa apenas o desabafo do tucano:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— O teu passado te condena, o meu não! Só da Petrobras, o seu partido roubou US$ 50 bilhões. O que vocês sabem fazer é destruir, roubar e mentir — rebateu, fugindo da resposta quanto aos comerciais com mulheres nuas, patrocinados com dinheiro público, durante a gestão dele na Embratur.&lt;/p&gt;
&lt;h4&gt;&lt;strong&gt;Sem resposta&lt;/strong&gt;&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;A palavra final, no entanto, coube a Marinho, que ganhou direito de resposta por conta das acusações de Doria sobre o PT ter “roubado o Brasil”.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Esse papo de agredir o PT não vai funcionar nessas eleições. Funcionou em 2016, mas as pessoas processaram as informações. Essa é a razão de Lula liderar todas as pesquisas de opinião. E se tem alguém aqui condenado é você, João Dória, que teve seus direitos políticos cassados — afirmou.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Procurado pela reportagem do Correio do Brasil, em mensagem à assessoria de imprensa da empresa, o Rede TV! não respondeu ao único questionamento:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“Gostaríamos de conhecer o motivo para que tenha sido efetuado o corte na versão para o Youtube do vídeo que traz a reprodução do debate entre os candidatos ao governo de São Paulo, ocorrido na noite passada”.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;strong&gt;Assista ao vídeo.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br&gt;
&lt;span&gt;&lt;strong&gt;O corte encontra-se em 1’40″40&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;iframe src="https://www.youtube.com/embed/loqzjxX3qX0" width="560" height="315" frameborder="0"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Sun, 26 Aug 2018 12:56:36 -0300</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/correiodobrasil/cdb/rede-tv-edita-video-de-debate-e-beneficia-joao-doria-contra-candidato-do-pt</link><guid>http://blogoosfero.cc/correiodobrasil/cdb/rede-tv-edita-video-de-debate-e-beneficia-joao-doria-contra-candidato-do-pt</guid></item><item><title>Esporte Interativo e a hegemonia da Globo</title><description>&lt;div&gt;
&lt;b&gt;Por Altamiro Borges&lt;/b&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;Nesta quinta-feira (9), a empresa estadunidense Turner anunciou o fechamento dos canais do Esporte Interativo e a demissão de cerca de 250 profissionais no Brasil. Em comunicado lacônico, que revela o desprezo patronal diante da situação angustiante dos trabalhadores, o império midiático informou que “nós do Esporte Interativo/Turner, agora uma afiliada AT&amp;amp;T, anunciamos hoje que estamos migrando a nossa programação de TV com o futebol nacional e internacional para as marcas TNT e Space... Os canais serão desativados nos próximos 40 dias e deixaremos de transmitir competições que nos orgulhamos muito durante os últimos anos. Entretanto, as nossas atividades no mundo digital seguem firmes, e continuaremos levando a emoção que o Brasil merece pra vocês através do nosso Facebook, Instagram, YouTube, Twitter, EI Plus e qualquer outra plataforma digital”. &lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;a name="more"&gt;&lt;/a&gt;Em entrevista a Samuel Possebom, do site Tela Viva, o gerente-geral da Turner para o Brasil, Antônio Barreto, apontou quatro motivos para a cruel decisão: 1) Retração no mercado de TV por assinatura; 2) Custo crescente dos direitos esportivos; 3) Forte retração no mercado publicitário; e 4) O custo de manter os dois canais do Esporte Interativo no ar. Já Keila Jimenez, do site R-7, culpou sem citar nome a Rede Globo, que hegemoniza a transmissão de futebol no país, pelo fechamento e as demissões. “Os canais Esporte Interativo gastaram muito dinheiro na briga por direitos de transmissão, como na disputa pelo Brasileirão... Venceu algumas dessas batalhas, mas não emplacou em audiência muito menos junto ao mercado anunciante”. &lt;br&gt;&lt;br&gt;O Esporte Interativo foi lançado em 5 de janeiro de 2014. Em 2015, a operadora Turner se tornou proprietária do canal, que pertencia a Top Sports. A transação foi estimada em R$ 400 milhões. Na época, a iniciativa foi encarada como uma forma de diversificar as transmissões do futebol brasileiro e mundial, contrapondo-se ao monopólio do império global. Mas o projeto não vingou. Esbarrou na grave crise econômica do país, que causou a retração na TV a cabo no Brasil – houve perda de quase 2 milhões de assinantes nos últimos três anos –, e na concorrência desleal da Rede Globo. Na transmissão da Copa do Mundo na Rússia, a emissora obteve direito exclusivo de transmissão dos jogos. &lt;br&gt;&lt;br&gt;Segundo Nelson de Sá, em artigo publicado na coluna Toda Mídia em 13 de julho, “a audiência da Copa de 2018, nos jogos da seleção, foi cerca de dez pontos maior do que aquela alcançada em 2014, na TV aberta, na Grande São Paulo. Quatro anos atrás, Globo e Band, as duas redes com direito de transmissão, alcançaram respectivamente 35,8 e 9,6 pontos de média de audiência, somando 45,4. Neste ano, a Globo, que agora transmite sozinha, alcançou 55,98 pontos... Para efeito de comparação, nos Estados Unidos, a audiência até as quartas de final na rede Fox e no canal Fox Sports caiu 32% em relação à transmissão do evento em 2014, feita pela rede ABC e pelo canal ESPN”.&lt;br&gt;&lt;br&gt;Em tempo: Sobre a crueldade das demissões promovidas pela Turner, a colunista Hildegard Angel escreveu neste domingo no Jornal do Brasil: "Mais chocante que o Esporte Interativo migrar de repente da TV para o digital foi a forma como demitiu 250 de uma vez: notiﬁcados por e-mail para uma 'reunião de negócios' em hotel na Barra, os funcionários recebiam à entrada as senhas '1' ou '2'. O RH discursou sobre a mudança e, em seguida, anunciou as demissões: os da senha nº 1, continuavam na empresa. Os nº 2 estavam fora. Triste ﬁm".&lt;/div&gt;</description><pubDate>Mon, 13 Aug 2018 08:03:01 -0300</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/blog-do-miro/blog/esporte-interativo-e-a-hegemonia-da-globo</link><guid>http://blogoosfero.cc/blog-do-miro/blog/esporte-interativo-e-a-hegemonia-da-globo</guid></item><item><title>A agonia em praça pública da Editora Abril</title><description>&lt;div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;div&gt;&lt;a href="https://1.bp.blogspot.com/-yBXQHrM1SUs/W2pZ9lLb9oI/AAAAAAABe9c/LMZJKpNrX2MfPxINx6anjJUDS_5EjJ4DACLcBGAs/s1600/abrileditoraGilmar.jpg"&gt;&lt;img border="0" height="167" src="https://1.bp.blogspot.com/-yBXQHrM1SUs/W2pZ9lLb9oI/AAAAAAABe9c/LMZJKpNrX2MfPxINx6anjJUDS_5EjJ4DACLcBGAs/s320/abrileditoraGilmar.jpg" width="320"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;b&gt;Por Miguel Enriquez, no blog &lt;a href="https://www.diariodocentrodomundo.com.br/agonia-em-praca-publica-demissoes-em-massa-na-abril-por-miguel-enriquez/"&gt;Diário do Centro do Mundo&lt;/a&gt;:&lt;/b&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Menos de três semanas depois de ter assumido a gestão do grupo Abril, a consultoria americana Alvarez &amp;amp; Marsal mostra a que veio: na manhã desta segunda, dia 6, os funcionários da família Civita estão sendo comunicados de um corte gigantesco no quadro de pessoal.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;br&gt;Ele é estimado entre 500 e 840 cabeças, abrangendo, além da editora, outros negócios, como a área de logística e distribuição de revistas. As demissões começarão oficialmente, na próxima quarta-feira, 8.&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;a name="more"&gt;&lt;/a&gt;Na mesma segunda pela manhã, no entanto, uma fila de mais de 50 funcionários aguardavam o exame médico demissional.&lt;br&gt;&lt;br&gt;Como antecipou &lt;a href="https://www.diariodocentrodomundo.com.br/no-bico-do-corvo-abril-entrega-comando-para-consultoria-americana-por-miguel-enriquez/"&gt;o DCM no dia 19 de julho&lt;/a&gt;, o portifólio de publicações sofrerá uma razia.&lt;br&gt;&lt;br&gt;Concluídas as dispensas, só sobrarão sete títulos: Veja, Exame, as femininas Claudia e Saúde, além de Quatro Rodas, Vip e Placar, algumas delas apenas na versão digital.&lt;br&gt;&lt;br&gt;Paralelamente, estão cada vez mais fortes os indícios de que os herdeiros de Roberto Civita estão decididos a entrar com um pedido de recuperação judicial do grupo.&lt;br&gt;&lt;br&gt;Giancarlo, o primogênito, que entregou a presidência executiva da Abril para o consultor Marcos Haaland, da Alvarez &amp;amp; Marsal, vem mantendo reuniões com as diretorias dos principais bancos credores comunicando sua disposição de recorrer a essa alternativa diante da situação financeira calamitosa da companhia fundada pelo avô Victor Civita.&lt;br&gt;&lt;br&gt;A Abril deve na praça mais de R$ 1 bilhão em compromissos que devem ser honrados até 2022, acumulou prejuízos de R$ 768,1 milhões nos últimos três anos e registrou um patrimônio negativo de R$ 715,9 milhões, no balanço de 2017.&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;</description><pubDate>Wed, 08 Aug 2018 09:23:21 -0300</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/blog-do-miro/blog/a-agonia-em-praca-publica-da-editora-abril</link><guid>http://blogoosfero.cc/blog-do-miro/blog/a-agonia-em-praca-publica-da-editora-abril</guid></item><item><title>Direita levanta bandeira da esquerda que criminaliza oligopólios da comunicação</title><description>&lt;h4&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt;Segundo Capitão Augusto, a concentração dos meios de comunicação é debatida há muito tempo pela sociedade, “que vê com preocupação o domínio da mídia nas mãos de poucos e poderosos grupos econômicos que intervém sobremaneira em todas as questões sociais”.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;h6&gt;Por Redação, com Agência Câmara – de Brasília&lt;/h6&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Embora a bandeira seja defendida pelas legendas políticas da esquerda, coube a um parlamentar da direita mais conservadora retomar a pauta que regulamenta o setor da Comunicação no país. Tramita na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 9049/17, do deputado Capitão Augusto (PR-SP), que constitui infração à ordem econômica o monopólio ou oligopólio de meios de comunicação social, seja de mídia impressa ou eletrônica. As Organizações, Globo, dona de um império no país, seria o principal alvo da nova legislação.&lt;/p&gt;
&lt;img src="http://www.correiodobrasil.com.br/wp-content/uploads/2018/07/camara.jpg" alt="A Câmara avalia projeto que criminaliza o cartel da mídia, no Brasil" width="1024" height="576"&gt;A Câmara avalia projeto que criminaliza o cartel da mídia, no Brasil
&lt;p&gt;A proposta inclui a restrição na Lei do Sistema Brasileiro de Defesa da Concorrência. Hoje em dia, a lei considera como infração o aumento arbitrário de lucros e o domínio de mercado relevante de bens ou serviços, entre outros.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esse tipo de infração sujeita a empresa a multa de 0,1% a 20% do valor do faturamento bruto; para outras pessoas físicas ou jurídicas sem faturamento bruto, a multa varia entre R$ 50 mil a R$ 2 bilhões.&lt;/p&gt;
&lt;h4&gt;&lt;strong&gt;Paradigmas&lt;/strong&gt;&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;Segundo Capitão Augusto, a concentração dos meios de comunicação é debatida há muito tempo pela sociedade, “que vê com preocupação o domínio da mídia nas mãos de poucos e poderosos grupos econômicos que intervém sobremaneira em todas as questões sociais”.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Um grupo com domínio de mercado de comunicação é capaz, na opinião do deputado, de difundir e concentrar as informações que lhe convém de acordo com seus interesses e ditar o futuro do País.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Vejo com preocupação grupos de comunicação que dominam o mercado querendo estabelecer a todo custo paradigmas de inversão de valores, como a desmoralização dos policiais militares e a glamourização dos marginais — afirmou Capitão Augusto.&lt;/p&gt;
&lt;h4&gt;&lt;strong&gt;Ressalvas legais&lt;/strong&gt;&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;A Lei do Sistema Brasileiro de Defesa da Concorrência presume que há “posição dominante” sempre que uma empresa ou grupo de empresas for capaz de alterar unilateral ou coordenadamente as condições de mercado ou quando controlar 20% ou mais do mercado relevante, podendo este percentual ser alterado pelo Cade para setores específicos da economia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O texto legal também considera que a conquista de mercado resultante de processo natural, pela maior eficiência de agente econômico em relação a seus competidores, não caracteriza ato ilícito.&lt;/p&gt;
&lt;h4&gt;&lt;strong&gt;Tramitação&lt;/strong&gt;&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;A proposta tramita em caráter conclusivo e será analisada pelas comissões de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática; de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.&lt;/p&gt;</description><pubDate>Mon, 30 Jul 2018 22:53:10 -0300</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/correiodobrasil/cdb/direita-levanta-bandeira-da-esquerda-que-criminaliza-oligopolios-da-comunicacao</link><guid>http://blogoosfero.cc/correiodobrasil/cdb/direita-levanta-bandeira-da-esquerda-que-criminaliza-oligopolios-da-comunicacao</guid></item><item><title>A nova onda da "censura" no Brasil</title><description>&lt;div&gt;
&lt;div&gt;&lt;a href="https://3.bp.blogspot.com/-m0AwfMa5r40/WycsX4bNgqI/AAAAAAABdPI/XR_igKRySPwgAWND7ncHWzkNA26ovk9eQCLcBGAs/s1600/faceJotaCamelo.jpg"&gt;&lt;img border="0" height="279" src="https://3.bp.blogspot.com/-m0AwfMa5r40/WycsX4bNgqI/AAAAAAABdPI/XR_igKRySPwgAWND7ncHWzkNA26ovk9eQCLcBGAs/s320/faceJotaCamelo.jpg" width="320"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;b&gt;Por Hildegard Angel, no Jornal do Brasil:&lt;/b&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;São tão edificantes os comentários dos âncoras dos telejornais, quando repercutem as falas de ministros do Supremo por uma imprensa livre, ou dos editorialistas importantes, quando condenam qualquer tipo de censura à imprensa.&lt;br&gt;&lt;br&gt;No entanto, a verdade que reside por trás do “affair terço do Papa” é justamente a prática da Censura à imprensa, rotulando-se como falsa uma notícia, tendo como referência uma fonte única, o site Vatican News.&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;a name="more"&gt;&lt;/a&gt;Isso levou o Facebook a punir e a ameaçar de eliminação três dos sites jornalísticos mais acessados da blogosfera: Diário do Centro do Mundo (DCM), Brasil 24/7 e a revista Fórum, do jornalista Renato Rovai, que pergunta: “Isso não é algo muito acima do papel que deveria ter uma empresa de checagem?”.&lt;br&gt;&lt;br&gt;E qual seria o papel de uma empresa de checagem?&lt;br&gt;&lt;br&gt;Policiar as redes sociais, justamente aquela zona da mídia onde é mais baixa a contaminação dos compromissos espúrios com o mercado?&lt;br&gt;&lt;br&gt;Perseguir a imprensa virtual, aquela em que ainda bate a saudável brisa da independência do pensar?&lt;br&gt;&lt;br&gt;A imprensa mais avessa às pressões da mídia hegemônica?&lt;br&gt;&lt;br&gt;Criminalizar e banir os progressistas, que, quixotescamente, têm obtido sucesso, praticando um jornalismo sério, cuidadoso, liberto, sem os vínculos, que, sabemos, comprometem a atuação da grande mídia brasileira?&lt;br&gt;&lt;br&gt;Quem propõe a questão é Rovai, para quem “o episódio do terço entregue a Lula na prisão de Curitiba pelo advogado Juan Grabois, um dos assessores do Papa Francisco, atesta a nossa tragédia como país, do ponto de vista do respeito aos princípios básicos que norteiam uma sociedade democrática”.&lt;br&gt;&lt;br&gt;Se formos colocar uma lupa na atuação da Agência Lupa — “a primeira de fact-checking”, neste caso, teremos a sensação de um jogo de cartas marcadas.&lt;br&gt;&lt;br&gt;É de se estranhar que apenas esses três sites, talvez os mais vistos e prestigiosos dos blogs progressistas, tenham sido punidos, quando dezenas de outros postaram a mesma notícia, alguns até com mais ênfase, bem como sites ligados à grande mídia, como IG e UOL, e para eles não houve retaliação do Facebook.&lt;br&gt;&lt;br&gt;E por que rigor tamanho para checagem tão sem importância?&lt;br&gt;&lt;br&gt;Tipo: o assessor do Papa é assessor ou não é mais? O terço foi enviado pelo Papa ou não foi?&lt;br&gt;&lt;br&gt;Quando a questão da Censura se impõe, o perfil ideológico dos veículos deve ser deixado de lado e o debate principal posto na mesa.&lt;br&gt;&lt;br&gt;Seja o veículo virtual ou impresso, de pequeno, médio ou imenso alcance, será que ele apoia esse tipo de Censura?&lt;br&gt;&lt;br&gt;Tem legitimidade a Agência Lupa, financiada pela Editora Alvinegra, que publica a revista Piauí, de propriedade de João Moreira Salles, para definir/ decidir quem pode fazer imprensa neste país?&lt;br&gt;&lt;br&gt;Em suma, e claramente, João Moreira Salles está qualificado para determinar quem pode exercer o jornalismo no Brasil?&lt;br&gt;&lt;br&gt;Por fim: é pertinente um órgão de imprensa concorrente dos demais autoproclamar-se arauto da ética e da isenção, podendo decidir quem deve e quem não deve exercer a profissão?&lt;br&gt;&lt;br&gt;Sendo, dessa forma, superior à academia, às entidades de classe e órgãos governamentais, que ratificam diplomas e expedem registros para o exercício profissional?&lt;br&gt;&lt;br&gt;Voltando à história do Rosário, a Lupa poderia responder a essas perguntas da revista Forum:&lt;br&gt;&lt;br&gt;1 – É razoável atribuir o possível erro na apuração de qualquer veículo à produção de fake news, se haviam indícios fortes de que isso poderia ser verdade?&lt;br&gt;&lt;br&gt;2. Classificada esta informação como falsa, com base numa única fonte (site Vatican News), indicar que o Facebook puna e ameace de eliminação três sites jornalísticos não é algo muito acima do papel que deveria ter uma empresa de checagem?&lt;br&gt;&lt;br&gt;3. Quando quase uma centena de veículos usaram a mesma fonte Lula. com para produzir a notícia (‘o Papa enviou o terço a Lula’) por que só três foram indicados para serem censurados pelo Facebook e ameaçados por ele?&lt;br&gt;&lt;br&gt;4. É razoável que empresas de checagem que constituem parceria com o Facebook mantenham também parceria com veículos que disputam o mercado de notícias, como no caso da Lupa, que é da Revista Piauí?&lt;br&gt;&lt;br&gt;5. Quais são os poderes que essas empresas têm na classificação de sites jornalísticos no Facebook? Se elas têm o poder de censurar conteúdos e ameaçar com a eliminação de páginas têm também o de classificar o alcance dessas páginas?&lt;br&gt;&lt;br&gt;Bem, esta coluna confere todos os aplausos às empresas de fact-checking, que combatam e consigam coibir as verdadeiras fake news, não só na mídia virtual, como também na impressa, na TV, no rádio etc. (exemplo: as mentiras sobre a “Petrobrás quebrada”).&lt;br&gt;&lt;br&gt;Aplausos ao combate às calúnias e manifestações indignas, que contribuem para a deterioração de nossa sociedade, da soberania do país, que atentem contra os direitos do homem.&lt;br&gt;&lt;br&gt;Mas usar do pretexto de fake news para reprimir a liberdade da imprensa no Brasil ou para eliminar concorrentes, que, mesmo supondo-se não ter sido essa a intenção — supondo-se –, precisamos estar alertas e ativos para impedir mais esse retrocesso, entre tantos, a que nos últimos dois anos, o povo brasileiro tem assistido pasmo, incrédulo, entorpecido e sem reação.&lt;/div&gt;</description><pubDate>Mon, 18 Jun 2018 08:08:31 -0300</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/blog-do-miro/blog/a-nova-onda-da-censura-no-brasil</link><guid>http://blogoosfero.cc/blog-do-miro/blog/a-nova-onda-da-censura-no-brasil</guid></item><item><title>Quem tem medo das fake news?</title><description>&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Por Reginaldo Moraes, no site &lt;a href="https://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Midia-e-Redes-Sociais/Quem-tem-medo-das-fake-news-/12/40228"&gt;Carta Maior&lt;/a&gt;:&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;div&gt;Alguns gigantes midiáticos parecem padecer de crônica falta de memória – ou de semancol, para utilizar o jargão popular. Especializados em criar realidades paralelas, dizem-se agora preocupados com o fenômeno das fake news. Afinal, as grandes empresas de mídia esmeram-se em produzir fake news – Globo, Folha, Veja, um reino de inventores de fatos, estampados em corpo gigante na capa e desmentidos na página 22 do segundo caderno. Quando acontece. Antigamente corria a piada de que os grandes jornais mentiam até nos horários de cinema. Compulsão. O uso do cachimbo entorta a boca.&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;a name="more"&gt;&lt;/a&gt;Recordar é viver. Nos anos 70, um jornal paulistano, daqueles impressos com sangue, inventou uma estória de arrepiar. O bebê-diabo teria nascido em São Bernardo do Campo. Calma, leitor assombrado, não era esse que vocês estão pensando, aquele lá do ABC é outro, nasceu em outro lugar. O rebento, com chifres, rabo e coloração rubra, teria fugido da maternidade e fora visto saltando sobre os telhados. No mês seguinte, o jornal noticiava que havia chegado ao outro lado da metrópole, assombrando os habitantes de Osasco, no lado oeste da Grande São Paulo.&lt;br&gt;&lt;br&gt;Nos anos 90, foi a vez do ET de Varginha. Aparentemente desabado naquela cidade mineira, vagara por vários cantos e fora finalmente capturado e abatido. O cadáver do alienígena teria sido mantido em sigilo. Até mesmo a Unicamp entrou na estória – circulava à boca pequena que o ET estava sendo periciado nos laboratórios de nossos especialistas. Como surgiu, desapareceu.&lt;br&gt;&lt;br&gt;Talvez isso já fosse o que hoje se chama de fake news, não importa o rótulo. Mas eram coisas amadoras, nas dimensões do que eram os meios de comunicação de massas em que medravam. Bebê-diabo e ET de Varginha raramente chegavam à TV. Chegavam ao jornal popular e aos programas de rádio voltados para o público de baixa renda. Eram programas que novelizavam o crime e hipnotizavam ouvintes como antes faziam os dramas da Rádio Nacional ou as estórias de aventura de Jerônimo, herói do sertão.&lt;br&gt;&lt;br&gt;A TV trouxe ao mundo um outro gênero de fake news e um novo alcance. Poderíamos lembrar numerosos casos, mas sem dúvida o mais espantoso e instrutivo foi a sinfonia televisiva que celebrou a escalada bushiana – a invasão do Afeganistão e, depois, do Iraque. Muito se escreveu sobre isso, lá como cá. Um ex-repórter muito competente da TV Globo foi um dos autores: Deus é inocente, a imprensa não, de Carlos Dorneles. Em pouco tempo, um presidente com baixos níveis de aprovação tirava proveito de um ataque terrorista até hoje pouco explicado e transformava completamente as relações de força. Com a sinfonia de vozes repetindo mantras de guerra, quase todos os políticos e formadores de opinião cerravam fileiras em torno de crenças nada superiores às do bebê-diabo: Sadam era sócio da Al-Qaeda, tinha armas de destruição em massa. O Afeganistão passava a coadjuvante. Sadam era a encarnação do demônio. Bebê-diabo da nova era.&lt;br&gt;&lt;br&gt;A mídia militantemente “criativa” vinha de antes, é verdade. A famosa Fox News tinha sido criada por Rupert Murdoch na metade dos anos 1990. E se tornou a grande inventora de realidades paralelas. Mas, no caso do Iraque, de modo algum a Fox foi grito solitário. Pelo contrário, toda a grande imprensa “séria” e “equilibrada” se entregou ao delírio belicista e à difusão de informações sabidamente duvidosas (para dizer o mínimo). Durante alguns anos Bush conseguiu inventar uma realidade paranoica, suficiente para afundar o país numa guerra sem saída, enriquecer as empresas nela envolvidas e... deixar correr o barco que trombaria no iceberg da grande crise de 2008. Uma proeza viabilizada pelo fake geral.&lt;br&gt;&lt;br&gt;No momento, temos um novo capítulo desse romance das fake news. Talvez mais saboroso e menos sangrento (por enquanto) do que aquele do Iraque. Trata-se da captura do sistema eleitoral americano pelos russos, os pérfidos bárbaros da estepe. A mídia norte-americana, quase inteiramente envolvida com a candidatura Hilary Clinton, depois de cair de suas nuvens embarcou em outra aventura igualmente delirante. Descobriu, de repente, que o sistema político norte-americano (e não apenas o eleitoral) é muito vulnerável à captura de interesses sorrateiros. Não, não eram os banqueiros de Wall Street, o complexo militar-industrial ou as sete irmãs do petróleo. Neste caso, como dissemos, vinham a cavalo os perigosos neo-vermelhos.&lt;br&gt;&lt;br&gt;A farra começou a ficar engraçada porque logo alguns mais céticos lembraram o óbvio: a maior organização criminosa do planeta era especialista em fazer exatamente isso, manusear sistemas políticos e eleições em todo o planeta. Desde sua criação, depois da Segunda Guerra, a CIA criou divisões especializadas nesse delito – em operações abertas ou encobertas. A literatura sobre as suas desgraças é enorme. E fartamente documentada, sem fake news.&lt;br&gt;&lt;br&gt;Uma das mais picantes cenas do debate recente ocorreu quando um antigo diretor da agência, Kent Harrington, publicou um artigo tentando explicar porque os norte-americanos eram tão vulneráveis a essas manobras de engana-trouxa.&lt;br&gt;&lt;br&gt;O artigo - How Americans Became Vulnerable to &lt;a href="https://www.project-syndicate.org/commentary/russia-social-media-election-interference-by-kent-harrington-2017-11?utm_source=Project%20Syndicate%20Newsletter&amp;amp;utm_campaign=aae3889bb3-sunday_newsletter_18_2_2018&amp;amp;utm_medium=email&amp;amp;utm_term=0_73bad5b7d8-aae3889bb3-104315209"&gt;Russia&lt;/a&gt;n Disinformation – está disponível neste endereço: &lt;a href="https://www.project-syndicate.org/commentary/russia-social-media-election-interference-by-kent-harrington-2017-11?utm_source=Project%20Syndicate%20Newsletter&amp;amp;utm_campaign=aae3889bb3-sunday_newsletter_18_2_2018&amp;amp;utm_medium=email&amp;amp;utm_term=0_73bad5b7d8-aae3889bb3-104315209"&gt;https://www.project-syndicate.org/commentary/russia-social-media-election-interference-by-kent-harrington-2017-11?utm_source=Project%20Syndicate%20Newsletter&amp;amp;utm_campaign=aae3889bb3-sunday_newsletter_18_2_2018&amp;amp;utm_medium=email&amp;amp;utm_term=0_73bad5b7d8-aae3889bb3-104315209&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;Harrington afirma que os serviços de inteligência de Putin escolheram bem seus meios de ataque. Facebook e Google concentram muito da informação das redes. E suas regras permitiam um assédio fácil e... barato. O problema, diz Harrington, está além das tecnicalidades daqueles que vivem falando em algoritmos inteligentes, transparência e compromisso com a verdade: essas tecnologias não foram desenhadas para diferenciar verdadeiro de falso ou coisa parecida. Eles estão preparados apenas para maximizar cliques, compartilhamentos e “curtições”. Nos últimos dias, aliás, o Guardian e o New York Times reportaram como assessores de Trump faziam diabruras com a ajuda de uma empresa especializada nisso – e o algoritmo é poderoso mas aparentemente muito simples.&lt;br&gt;&lt;br&gt;Então, diz o moço da CIA, o problema está um pouco além: “um eleitorado pobremente educado, suscetível de manipulação”. E daí vêm as razões de tal devastação. Nesse desastre cumpre papel fundamental a concentração da mídia, o desaparecimento dos jornais locais, comprados por grandes corporações e a deterioração do que se chama de “jornalismo”. Os resultados? Diz ele:&lt;br&gt;&lt;br&gt; “Considere a evidência: em 2005, uma pesquisa da Sociedade Americana de Advogados descobriu que 50% dos americanos não conseguem identificar corretamente os três poderes da república. O Annenberg Center for Public Policy fez a mesma pergunta em 2015 – a porcentagem de respostas como essas tinha subido para dois terços e uns 32% sequer conseguiam citar o nome de um dos ramos do governo”&lt;br&gt;&lt;br&gt;A concentração da mídia veio casada com um irmão gêmeo: a busca empresarial pelo lucro máximo e rápido, de curto prazo. Harrington cita o depoimento de um manual do ramo: “Nosso cliente é o anunciante” diz o documento. “Leitores são os clientes de nossos clientes”, portanto, “nós operamos com uma equipe enxuta”.&lt;br&gt;&lt;br&gt;Ao contrário do que dizem os comerciantes locais, não é exatamente com o leitor que o jornal tem rabo preso. Para bom entendedor...&lt;br&gt;&lt;br&gt;Assim, o drama é muito maior do que o assalto de neo-bolcheviques perversos. Se Putin, lá de fora, conseguiu tal proeza – eleger o improvável Trump contra a glamurosa Hilary, o que não teria sido feito, ao longo do tempo, pelos gênios que povoam Wall Street, por exemplo? Basta ver como Robert Rubin forjou, com calma e engenho, o seu golpe de mestre, a educação de Obama, o melhor presidente negro que o dinheiro pode comprar. No primeiro ano de governo, salvou os bancos, deixou os endividados a ver navios e desandou a fazer shows. Enquanto isso, no plano interno, sua equipe econômica mantinha os sonhos de Wall Street e a dupla country Hillary e Kerry derrubava governos e financiava golpes. Mais até do que fizera o espalhafatoso Bush filho.&lt;br&gt;&lt;br&gt;A tagarelice sobre as fake news pode até desviar os olhos de tantas notícias nada fake. E pode também reforçar o medo dos grandes monopólios de mídia com o fato de ver novos concorrentes na criação de boatos. Faz algum tempo, numa greve de jornalistas de São Paulo, um gaiato engenhoso pintou uma frase nos muros: “Não compre jornais, minta você mesmo”. Talvez a era do Facebook venha a transformar este sonho em realidade.&lt;/div&gt;
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&lt;br&gt;&lt;em&gt;* Artigo publicado originalmente no &lt;a href="https://www.unicamp.br/unicamp/ju/artigos/reginaldo-correa-de-moraes/quem-tem-medo-das-fake-news"&gt;Jornal da Unicamp&lt;/a&gt;.&lt;/em&gt;
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&lt;p&gt;&lt;img src="/articles/0048/0676/blogoosfero-chat-00.png" alt="Blogoosfero chat 00"&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Tue, 15 May 2018 01:27:44 -0300</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/news/comunicacao/quem-tem-medo-das-fake-news</link><guid>http://blogoosfero.cc/news/comunicacao/quem-tem-medo-das-fake-news</guid></item><item><title>Admiramos e respeitamos quem tem inteligência acima da mídia!</title><description>&lt;p&gt;&lt;img src="/articles/0091/0981/inteligencia%20acima%20da%20midia.jpg" alt="Inteligencia acima da midia"&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Fri, 06 Apr 2018 15:54:14 -0300</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/news/comunicacao/admiramos-e-respeitamos-quem-tem-inteligencia-acima-da-midia</link><guid>http://blogoosfero.cc/news/comunicacao/admiramos-e-respeitamos-quem-tem-inteligencia-acima-da-midia</guid></item><item><title>Direito à comunicação e à informação veraz? Não no capitalismo!</title><description>&lt;p&gt;&lt;img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="/articles/0091/0309/zumbis%20digitais.jpg" alt="Zumbis digitais" width="100%"&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;em&gt; Uma coisa precisa ficar muito clara. No modo capitalista de produção não há espaço para o direito à comunicação das gentes. Desde que se consolidou, esse sistema busca, na comunicação massificada, apenas uma forma de manipular as informações e formar consciências mansas para a dominação e capazes de consumir as mercadorias desnecessárias…&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Por&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; &lt;a href="http://desacato.info/a-outra-reflexao-2/elaine-tavares/"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Elaine Tavares&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Uma coisa precisa ficar muito clara. No modo capitalista de produção não há espaço para o direito à comunicação das gentes. &lt;span id="more-184450"&gt;&lt;/span&gt;Desde que se consolidou, esse sistema busca, na comunicação massificada, apenas uma forma de manipular as informações e formar consciências mansas para a dominação e capazes de consumir as mercadorias desnecessárias que o sistema produz.  Lá nos albores do capitalismo o escritor francês Honoré de Balzac, no seu livro Ilusões Perdidas, descreveu muito bem o papel da imprensa, como um espaço de mentiras e de destruição, não apenas da informação em si, mas do próprio jornalista. Naqueles dias, era o jornal o veículo que cumpria a função de informar e, ainda que a alfabetização fosse coisa para poucos, as notícias se multiplicavam e tomavam as ruas. O que saía no jornal era tomado como verdade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Quando o rádio nasceu no início do século 20, a potencialidade da comunicação aumentou. E, nos anos 30, quando esse veículo se massificou, até as universidades já começaram a atuar no sentido de produzir conhecimento sobre como influenciar pessoas através das ondas sonoras. A segunda grande guerra mostrou muito bem o poder do rádio e os nazistas foram mestres na manipulação das mentes. Os Estados Unidos, que emergiram como potência imperialista depois do conflito, foram os que mais investiram nisso e de lá surgiram os mais importantes pensadores da comunicação, com influência até hoje. Naqueles dias, a “teoria do projétil” definia que as informações entravam nas pessoas como se fossem uma bala, invadindo e se transformando na referência mais importante.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O experimento do radialista e cineasta Orson Welles, informando pelo rádio uma invasão alienígena, mostrou o poder do rádio. Acreditando ser verdade a narrativa de Welles, pessoas chegaram a se jogar dos edifícios, com medo de serem levadas pelos extraterrestres.  E era tudo uma encenação depois conhecida como “Guerra dos Mundos”. O rádio mostrava seu poder de convencimento e durante muito tempo esse veículo foi usado para influenciar pessoas, seja no campo do consumo ou da política.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Quando a televisão nasceu nos anos 50, o processo de manipulação ficava ainda mais forte. Não era mais apenas a voz que ocupava a cabeça das gentes, mas também a imagem. Como desconfiar do que se vê? A televisão, assim como o jornal e o rádio no seu tempo, passou a condensar a verdade.  E por ser ainda um veículo que não permitia a interação, seguia apostando na ideia do “projétil”, lançando informações pelo éter, visando invadir corações e mentes. Muitos foram os estudos sobre a televisão e seus efeitos nocivos sobre as gentes. Ludovico Silva, nos anos 80, na Venezuela, cunhava o termo de “mais-valia ideológica” para o poder de influência da televisão na vida dos telespectadores. De novo, mudava o meio da difusão da informação, mas não mudava a lógica: tal e qual o jornal e o rádio, a TV também estava a serviço do sistema vigente. Influenciar para a mansidão política e para o consumo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Novas teorias da comunicação nasceram apontando para o fato de que as pessoas não são tábulas rasas e que a informação não é como um projétil, estourando a cabeça das gentes de maneira acrítica. Capazes de observar a realidade e com outras fontes de informação alternativas, as pessoas poderiam desenvolver um pensamento crítico e não se deixar manipular pelo que dizem os meios que estão a serviço da classe dominante. Por algum tempo, os jornais sindicais e outras propostas populares fizeram frente à dominação midiática, embora com peso pequeno. Mas, o poder de persuasão da televisão seguiu firme e ainda hoje é bastante grande. No Brasil, por exemplo, 97% dos lares possuem televisão e em algumas regiões esse é o único meio de comunicação que chega às gentes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Agora, com o advento da internet e sua popularização estamos diante de uma nova forma de comunicação. A informação não tem mais apenas uma via. Ela pode ser interativa. É possível dialogar e reagir em tempo real.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No final dos anos 90, quando a www se consolidou a discussão que aparecia era sobre o potencial democrático da rede mundial de computadores. Todos os caminhos estavam abertos para uma integração mundial e para uma comunicação sem mediações. Liberdade suprema. Democracia informativa. Mas, como diria Garrincha, ao que parece, os otimistas da internet esqueceram de combinar com os russos. Não analisaram com eficácia a capacidade que o sistema capitalista tem de se apropriar dessas potencialidades e fazer com que se voltem contra as pessoas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Assim, o que era para ser uma potencialidade real de democracia informacional tornou-se a mais totalitária ditadura. Com a criação das chamadas redes sociais, com destaque para o facebook, a interação comunicacional e a ligação global do mundo se fez fortíssima. Mas, ao contrário da democracia da informação, o que temos visto é um controle ainda maior sobre as pessoas.  Não bastasse isso, a empresa que controla a rede se apropria dos dados pessoais de seus usuários  – com consentimento – e os distribuiu às empresas, tornando a capacidade de influenciar e manipular ainda maior. Com todas as informações referentes aos gostos e desejos das pessoas livres e abertos na rede, os capitalistas produzem mercadorias “necessárias” e fazem girar ainda mais rápido a roda do capital.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Então, fazendo um retrospecto desde o tempo de Balzac até hoje, os meios de comunicação que existem estão sempre sendo usados para controlar e manipular. Ilusão e ingenuidade pensar que isso poderia ser diferente com a internet. Quem controla os satélites? Quem tem a posse dos servidores? Quem tem os cabos? Quem é responsável pela produção de conteúdo? Os que detêm o controle mandam. Eles definem tudo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Até bem pouco tempo os adoradores da rede mundial de computadores afirmavam que a democracia informacional estava no fato de que, agora, qualquer pessoa poderia ser uma produtora de conteúdo. Isso é potencialmente verdade. Mas, o sistema capitalista de produção que controla materialmente a rede só permite que circule o conteúdo que lhe interessa. Basta acompanhar as mudanças que estão sendo feitas no famoso facebook. O processo de distribuição das informações produzidas pelas pessoas é manipulado por quem controla a rede de dados, sempre articulado com o poder do sistema vigente. Hoje, para uma informação chegar a toda sua rede, é necessário pagar por isso. A gratuidade da rede é uma falácia. Além disso, as grades empresas de comunicação são as que produzem a maioria dos conteúdos, e, se não, financiam experiências que funcionam como  parcerias integradas, têm outro nome, vem de outro lugar, mas são mais do mesmo. Basta verificar o aumento exponencial dos veículos disseminadores de notícias falsas. No geral são de grupos de interesses vinculados ao capital.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Também já se sabe que a maneira como o facebook foi construído leva ao vício. A pessoa fica vidrada na rotatividade da informação e vai buscando incessantemente mais uma, mais uma e mais uma, sem fixar o pensamento em nada. É quase como uma lavagem cerebral. A informação vai passando como uma dose a mais de droga, mas nunca é suficiente. Daí a maioria das gentes viver com a cara enterrada no celular. Importante salientar que a maioria das pessoas não tem acesso à banda larga, que é cara, ficando assim completamente prisioneira das redes sociais, sem poder sair de dentro dela. Então, consegue ver apenas aquilo que a rede quer que veja. A capacidade de interação real é mínima. Tanto que o facebook está limitando cada vez mais a postagem dos sítios que ficam fora da rede. Circula mais a informação produzida diretamente na postagem, e se a pessoa coloca um link para fora da rede, sua postagem chega a menos gente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As análises e pesquisas sobre o processo de endireitização do mundo e o aumento dos preconceitos e dos ódios identitários dão conta de que há uma relação direta com os algoritmos definidos pela rede do facebook, ou do twitter ou outras similares.  A rede tem uma série de robôs atuando na disseminação de informações que interessam ao sistema. As experiências com inteligência  artificial estão acontecendo sem que a população saiba que é cobaia. O caso da falsa adolescente Tay, criada artificialmente pela Microsoft, veio a público e os meios logo trataram de informar que ela tinha sido desativada. Mas, quem pode acreditar no que diz um veículo do sistema? A garota robô insuflava ódio e ideias nazistas e em pouco tempo já tinha mais de 60 mil seguidores.  Isso não é ficção científica. São coisas que estão acontecendo agora mesmo. Outras Tays estão agindo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por isso causa-me espécie as declarações sobre democratização da rede. Isso não vai acontecer. Não enquanto o sistema capitalista for dominante no mundo. Foi assim com os jornais, o rádio e a televisão. Na sua expressão massiva sempre estiveram – e ainda estão – disseminando os interesses do sistema. A única maneira de mudar esse processo é a tomada dos meios pela maioria, pela classe trabalhadora. E a tomada dos meios significa a destruição do capitalismo como modo de produção e organização da vida. Enquanto a ciência e os meios materiais de suporte dos meios estiverem sob o controle da classe dominante que conforma apenas 1% da população, não haverá mudança. A comunicação seguirá sendo espaço de manipulação e orientação política.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Isso significa que não devemos resistir? Não, claro que não. A resistência é necessária e precisa ser praticada cotidianamente. Os meios materiais que temos são ínfimos e limitados, mas há que seguir lutando. Ocorre que só a resistência é insuficiente. Há que adentrar no universo desse mundo tecnológico, conhecer em profundidade e também atacar.  Se é a classe trabalhadora, em última instância, a que produz tudo o que há no capitalismo, é ela, de fato, que detém o poder. Há que tomar consciência disso e atacar. Atacar e atacar. Ou isso, ou seguiremos choramingando nas mesmas redes que nos oprimem e controlam. O que é patético!  Por isso, insisto. Mesmo – e por causa de – nesse mundo dominado pelos celulares e pelo éter internético, temos de retomar o trabalho de base, o cara-a-cara, o face-a-face, a interação humana.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A força da gente não está na rede virtual, que é viciante e paralisante. A força da gente está na vida mesma, na luta real para mudar o modo de organizar o mundo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img src="https://i2.wp.com/desacato.info/wp-content/uploads/2018/01/Elaine.jpg?resize=150%2C150" alt="" width="150" height="150"&gt;&lt;strong&gt;Elaine Tavares é jornalista.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Fonte: &lt;a href="http://desacato.info/direito-a-comunicacao-e-a-informacao-veraz-nao-no-capitalismo/"&gt;Direito à comunicação e à informação veraz? Não no capitalismo — Desacato&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a class="add-to-text" title="prata-preta-2017.mp3" href="/news/audios/prata-preta-2017.mp3"&gt;prata-preta-2017.mp3&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Tue, 03 Apr 2018 16:34:38 -0300</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/news/comunicacao/direito-a-comunicacao-e-a-informacao-veraz-nao-no-capitalismo</link><guid>http://blogoosfero.cc/news/comunicacao/direito-a-comunicacao-e-a-informacao-veraz-nao-no-capitalismo</guid></item></channel></rss>