Ir para o conteúdo

News

Tela cheia Sugerir um artigo

Economia

28 de Fevereiro de 2014, 13:41 , por Blogoosfero - | No one following this article yet.

O Brasil precisa crescer em quais setores? O que precisa fazer para cumpri-los? [2]

22 de Agosto de 2015, 23:07, por Thiago - 0sem comentários ainda

Quando escrevi esta publicação, pensei que nós responsáveis pela República Federativa (como um todo) poderíamos gerar receitas, e não apenas mais e mais despesas como se fôssemos incapazes de gerar riqueza com as empresas que não conseguem o capital de consumo das grandes corporações multinacionais aqui no Brasil.



O choro do pai que fez campanha pelo desemprego do filho

28 de Julho de 2015, 15:28, por ACMDSilva

Não é conto de história e nem sobre filmes e muito menos novela da #GloboMente. Trata-se de um fato real que me foi relatado poucos momentos antes de subirmos esse post.

Recebo uma ligação de um amigo de trabalho do Rio de Janeiro e o mesmo me relata que seu sobrinho foi demitido de uma das obras de um estaleiro da Bahia que estava na responsabilidade da empreiteira OAS. Como todos sabem essa empreiteira é uma das implicadas na famigerada operação lava jato.

O engenheiro mecânico, sobrinho de meu amigo do Serpro do Rio de Janeiro é filho de sua irmã mais velha. A mesma, contaminada pelos shows midiáticos golpistas, entusiasmada e crente que a operação lava jato é algo de tão sério contra a corrupção no país, bateu panela, foi para a Av Atlantica no ato golpistas dos coxinhas convocado pelo grupo político revoltados on-line. Até aí tudo bem nos momentos de felicidade que os pais do jovem engenheiro mecânico avaliavam que estavam cumprindo seu dever cívico de apeiar uma presidenta legitimamente eleita.

Final de semana que passou receberam um telefone do filho - jovem engenheiro mecânico que a OAS desativou vários postos de trabalho (incluindo o posto de trabalho do jovem engenheiro mecânico), portanto, filho dos pais que protestavam contra a corrupção dos políticos e seus financiadores, ou seja, as empreiteiras.

O episódio mais do que uma narração de um fato ocorrido (ocorreu com vários outros trabalhadores que perderam seus empregos por causa da operação lava jato) é um retrato fiel de qual o verdadeiro sentido da operação lava jato, paralisar o país na economia acuando e desgastando o governo, aumentando a crise política e econômica, principalmente, atingindo o que é absolutamente sagrado - o emprego.

Gonzaguinha dizia: E sem o seu trabalho o homem não tem honra, e sem a sua honra se morre, se mata.

Segundo relato do meu amigo serpriano do Rio de Janeiro, seus pais choraram juntos a perda do emprego do filho. Mas, não arredaram pé da situação, culparam o governo na pessoa da presidenta DILMA.



De novo a ladainha que a Previdência vai implodir

27 de Julho de 2015, 15:45, por ACMDSilva

Lá vem de novo os chamados "especialistas" bradarem que a previdência vai implodir. Muito estranho que alguns videntes até indiquem data para esse fato ocorrer. No entanto, o que mais aparece na imprensa golpista é um dos gurus desdes os tempos de FHC, o tal Rui Velloso. Leiam a pérola gama-ca.com.br/noticias/especialistas-preve-que-previdencia-imploda-orcamento

É a velha ladainha que velhos gurus dos tempos que FHC chamou os aposentados de vagabundo e o salário mínimo ficou congelado sem nenhuma perspectiva de valorização. Rui Velloso, entre outros, são os defensores de salário mínimo sem reajuste e com política eterna de congelamento.

É anotar a data que o mesmo prever o fim da Previdência Pública.

 

 



Recortes críticos sobre a situação atual

16 de Julho de 2015, 10:23, por Pedro Alem Santinho

Recortes críticos sobre a situação atual

 

Em primeiro de julho de 2015 o Jorna Brasil Econômico publicava que em dois anos o aumento na conta de energia realizada pela Eletropaulo acumulou 83,23%, de R$ 238,01 para R$ 436,11 o megawatt/hora. A Eletropaulo possui 6,8 milhões de clientes, mais ou menos 20 milhões de pessoas, a maior distribuidora da América latina. Imaginem o impacto disso na vida real das pessoas. O setor de telecomunicações registrou segundo dados do Serasa um aumento de quase 40% na inadimplência. Essas são os impactos diretos das privatizações. A uma saída. Sempre há uma saída. E no entanto ela tem custos. Quem topa enfrentar?

E sobre a questão do Pré-Sal e do Petróleo, vejamos o que diz o sindicato patronal dos fabricantes de máquinas. A Abimaq é favorável ao fim do regime da partilha afirmou Aberto Machado, diretor da entidade. Aqui é preciso lembrar que o projeto de Lei 131/15 acaba com o regime de partilha. Bem é verdade que este nunca foi o projeto dos trabalhadores e trabalhadoras brasileiros, ao contrário do que parcela do PT quer nos convencer. Ao mesmo tempo é preciso dizer que o projeto Serra é o projeto do imperialismo. A luta se faz diante de condições reais e concretas, por isso é preciso derrotar o projeto Serra, em defesa do regime de partilha, como forma de mobilizar e na mobilização explicar a necessidade de um regime 100% estatal no Brasil. E mais do que isso que seja controlado pelos trabalhadores e trabalhadoras.

E o que se passa no mundo? O Congresso Americano, que na última eleição foi tomado pelos Republicanos, aprovou o chamado ‘fast track” para o livre comercio. Agora o presidente norte americano tem carta branca para realizar todos os acordo. Por lá também os “setores progressistas" se opõe ao livre comercio, na linha da defesa dos empregos dentro dos EUA. É a classe trabalhadora mundial contra o livre comércio. Essa aprovação  me cheira a uma nova ALCA, é claro que com outro nome e novo formato. Atualmente o imperialismo quer, além do México, o Peru e o Chile... Ao mesmo tempo precisamos notar que o balanço dos membros do Partido Democrata é que o Nafta custou muitos empregos e por isso eles eram contra ... Até ontem. Mas agora o congresso é controlado pelos republicanos. Eles estão em negociação com a União Europeia e agora também com o Brasil

Outra notícia interessante é o fato do governo americano cortar 40 mil soldados de suas fileiras como forma de economizar. Além de mais 17 mil civis que trabalham no setor militar da economia. O que poderá significar isso? É preciso ver mais de perto. A primeira vista pode ser visto sob dupla ótica: de um lado o aumento da produtividade de guerra permite um corte, isto é, uma reestruturação pelo aumento da produtividade trabalho, e de outro uma diminuição da belicosidade do imperialismo dos EUA. Será? Apostaria que a segunda opção é não, diante do fato que congresso norte americano estar dominado hoje pelos republicanos, deve sim, é significar mais terceirização da guerra...

E nem tudo é somente na terra. A Azul brasileira comprou a TAP, portuguesa. Essa que há anos enfrentava uma grande crise e ampla resistência dos trabalhadores contra os ataques aos empregos e direitos. É preciso observar o que se passa mais de perto....

Já aqui no Brasil a Caixa Econômica Federal negociou seus créditos podres no valor de 5,9 bilhões. As expectativas são de 23 bilhões de créditos podres para o ano, diante de 18 bilhões de 2014. Parece que o governo está sanando o banco para vender suas ações ao mercado...

Bastante interessante a entrevista de Aldo Fornazieri no jornal Brasil Economico de 13/07. A principal afirmação foi sua forma de abordar a questão da falta de projeto estratégico por parte do PT. Está é uma questão bastante controversa, pois as vezes o que localizamos commo falta de projeto é na realidade extamente um projeto. Pois não é porque não da certo que não há projeto. Em primeiro lugar dar certo pode significar muita coisa em uma sociedade dividida em classe sociais. Em segundo lugar um projeto pode dar errado para todas as classes. Para ele “a esquerda da América Latina se corrompeu. Faltou uma ideologia republicana da coisa pública, da virtude, da frugalidade, que se expressou unicamente pelo Pepe Mujica, no Uruguai.” Aqui parece que fica claro sua abordagem: exclui o adjetivo necessário em qualquer sociedade cindida em classe sociais. Que republica? A republica dos trabalhadores ou a republica dos burgueses? Acho que houve um republicanismos, talvez quem saiba não o que Aldo quisera. E no entando sem esse elemento analitico, nada se pode compreender. Foi-se se a era em que a burguesia e o proletariado constituiam-se em classe organizadas no mesmo status, o terceiro estado, e elas são as classes fundamentais ainda no mundo, mesmo que com mais frações e subgrupos.

Um elemento importante que ele apresentar é a correta revisão das isenções fiscais aos empresários. Política que parte mínimia da esquerda combateu à época, mas que hoje se cala apenas para atacar o governo, com isso e por isso, estou com Aldo e com Levy, mesmo que por objetivos diferentes. E por fim ele aponto o mais importante: “O autonomismo e o espontaneismo não são uma saída política. Mas voce vÊ que essa nova direita tem uma expressão forte, uma parcela significativa da juventude foi tomada por uma ideologia conservadora. Esse conservadorismo vai dar uma saldo de qualidade se essa juventude se organizar numa expressão partidária e de direita, que até agora não se vislumbrou”



Para onde vamos? Ou ainda, quem poderá nos defender?

24 de Junho de 2015, 11:27, por Pedro Alem Santinho

Para onde vamos? Ou ainda, quem poderá nos defender?

 

É preciso pensar. Essa é uma grande verdade. É preciso mais ainda conhecer. E os métodos de conhecer de nossa esquerda estão longe de ser algo que nos ajude. O que me parece é que a afirmação de Marx, no prefácio da 2ª edição do Capital, é hoje também verdade para setores da esquerda, à direita ao lado do governo, e à esquerda, contra o governo:

“Soou o dobre de finados da ciência econômica burguesa. Não interessava mais saber se este ou aquele teorema era verdadeiro ou não; mais importava saber o que, para o capital, era útil ou prejudicial, conveniente ou inconveniente, o que contrariava ou não a ordenação policial. Os pesquisadores desinteressados foram substituídos por espadachins mercenários, a investigação cientifica imparcial cedeu seu lugar à consciência deformada e às intenções perversas da apologética. Todavia mesmo aqueles importunos folhetos que a liga contra a proteção aduaneira aos cereais, chefiada pelos fabricantes Cobden e Bright, lançava aos quatro cantos, possuíam, se não um interesse cientifico, pelo menos um interesse histórico, pela sua polêmica contra a aristocracia proprietária das terras. Mas, desde Sir Robert Peel, desapareceu, com a legislação livre-cambista, esse ultimo estimulante da economia vulgar”.

(Marx, O Capital)

Temos uma esquerda que pensa que a própria esquerda começou com a guerrilha no Brasil. E vivem colocando sinais positivos neste gigantesco erro histórico que houve no país. Ou ainda, acham que as mobilizações sindicais, que foram fundamentais para derrubar a ditadura, são o inicio de um “verdadeiro sindicalismo”, papagueiam velhas mentiram do tipo “quando novos personagens entram em cena”. Quando na verdade temos mais de um século de histórica de luta da classe trabalhadora. Temos uma esquerda internacionalista que pensa internacionalmente, mas abstrai a situação mundial e apenas vê o que lhe interessa.

Preocupa-me porque colocam seus filhos nas escolas particulares e papagaiam contra os métodos de repetição jesuíticos. Mesmo inconscientemente seus filhos ascendem a um estrato da elite, como nos mostra Ralph Miliband, e encaminham os filhos das “classes populares” ao ostracismo da ignorância ao copiarem e também papagaiarem as politicas criadas por eles na academia. Acho que tenho mais asco que preocupação.

Gritam da guerra de invasão dos portugueses e espanhóis, mas esquecem de que a filha do Imperador Azteca Montezuma, isso mesmo imperador, casou-se com companheiros da nobreza de Cortez e se tornou uma dama cristã. Perfazendo o primeiro acordo pelo alto das elites exploradoras em terras do novo mundo. Mesmo nas Américas sempre houve a luta de classe. O que não há, e nem houve, é uma guerra étnica ou contra os povos autóctones, como se eles fossem uma unidade-única, e não uma sociedade cindida entre classes, status e castas. Esse papo étnico é tudo conversa fiada para nos enrolar na ignorância. O que existe são classes sociais, e se querem também, castas e estamentos. A questão étnica passa ao largo de qualquer explicação.

Sempre quem se ferrou foi o “povo”, que hoje a fundação Ford decidiu chamar de índio, que passaram de explorados dos seus reis incas, maias e astecas, para serem explorados por novos espanhóis e portugueses. E os filhos da nobreza “indígena”, autóctone, casaram-se com a nobreza do velho mundo. Que piada.

Parece que tudo se repete. Acho que é preciso revisitar nossos estudos e retomar realmente os clássicos, não porque são clássicos, mas porque é necessário retornar antes das apologias e apologéticas que nada nos serve para analisar o passado e construir o futuro. Ainda vivemos o mesmo mundo de 50 anos atrás, para não dizer de um século atrás.

 

 

Alguma referencia para quem se interessar

 

Leon-Portilla, Miguel. (Org.). Vision de los vencidos..

Moniz Bandeira, Luiz Alberto de, O Governo João Goulart - As Lutas Sociais no Brasil (1961-1964)

_____________ O Caminho da Revolução Brasileira

Pedrosa, Mario. A opção brasileira

Pedrosa, Mário. A opção imperialista.

Abramo, Fulvio, Karepovs, Dainis. Na contracorrente da história.



Notícias

News

Minha rede

Faça uma doação