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Internacional

28 de Fevereiro de 2014, 14:09 , por Blogoosfero - | 1 person following this article.

Notas rápidas internacionais 15/05/18

15 de Maio de 2018, 10:20, por Desconhecido - 0sem comentários ainda

por Ana Prestes
por Ana Prestes

- Israel abriu fogo ontem (14) contra protestos na Faixa de Gaza e assassinou 58 palestinos e deixou mais de 2700 feridos. Um verdadeiro massacre. Os funerais que já começaram e se dão no mesmo dia em que se completam 70 anos da Nakba, nome que se dá ao deslocamento forçado em massa de palestinos após a criação do Estado de Israel. Os protestos se deram contra a inauguração da embaixada dos EUA em Jerusalém.

- Chanceler Aloysio Nunes está na China desde ontem (14). Pauta das conversas será comércio e Acordo de Paris. Da China o chanceler vai ao Japão e ainda retorna a Xangai no dia 21 para assinar um acordo com Novo Banco de Desenvolvimento dos BRICS para a instalação de um escritório do banco em São Paulo.

- Grupo de Lima (Argentina, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Guatemala, Honduras, México, Panamá, Paraguai, Perú e Santa Lucia) emitiu ontem (14) novo comunicado de condenação da Venezuela por “violentar a institucionalidade democrática, o estado de direito e o respeito aos direitos humanos”. Acusam também o governo Maduro de convocar processo eleitoral ilegítimo e sem credibilidade. Na verdade, o comunicado vem no bojo de uma ofensiva americana preparada para esta semana que antecede as eleições venezuelanas. Autoridades americanas se instalaram na OEA e estão fazendo corpo a corpo com os governos da América Latina para isolarem a Venezuela.

- Assessor de segurança nacional dos EUA, John Bolton, afirmou em entrevista que possivelmente serão aplicadas sanções contra empresas europeias que realizem negócios com o Irã. EUA querem um novo acordo e pressionarão a UE para sair do acordo com Irã.

- O NAFTA, em vigor desde 1994, está sendo renegociado há 8 meses por EUA, Canadá e México. O término das negociações está marcado para daqui dois dias, 17 de maio. Um dos maiores entraves é sobre a produção de peças automotivas. O México pode ser o maior prejudicado do novo NAFTA sob a liderança de Trump. O presidente americano culpa o acordo por destruir empregos industriais no seu país.

- A Rússia condenou a medida de instalação a embaixada americana em Jerusalém. “Não se deve revisar de maneira unilateral nenhum acordo internacional referente ao status de Jerusalém”, disse o ministro de relações exteriores Serguei Lavrov.

- O governo da África do Sul retirou seu embaixador de Tel Aviv em protesto contra o massacre de palestinos por Israel no dia de ontem (14).

- Está marcado para amanha (16), em Manágua, na Nicarágua, o início de um diálogo nacional pela estabilização social do país que vive uma grande tensão desde o dia 18 de abril provocado por grupos que tentam desestabilizar o governo de Daniel Ortega.

- Organizações sociais argentinas estão organizando um grande ato contra os “tarifazos” (elevação das tarifas de serviços públicos) e contra o acordo com o FMI para o dia 25 de maio próximo.

- Novo presidente do parlamento regional espanhol da Catalunha, Quim Torra, toma posse e diz que o presidente legítimo é Carles Puigdemont que se encontra exilado. Enquanto isso, o primeiro-ministro espanhol Mariano Rajoy convocou líderes dos principais partidos para um acordo sobre uma possível nova intervenção na Catalunha.

- Campanha presidencial no México segue marcada por muitos episódios de violência.

- Presidente russo, Vladimir Putin, inaugura hoje (15) uma ponte (a maior do país com 19 kilometros) com a Criméia.

- Começa hoje (15) em Astana, no Cazaquistão, a nona rodada de negociações do governo sírio com a oposição armada do país. Negociadores dos países garantidores do processo de paz, Rússia, Turquia e Irã, participam do encontro que recebeu 24 representantes da oposição síria para esta rodada.

- O FMI informou que haverá reunião em sua sede na próxima sexta-feira (18) para analisar o pedido de empréstimo argentino.



Notas rápidas internacionais 14/05/18

14 de Maio de 2018, 11:13, por Desconhecido - 0sem comentários ainda

por Ana Prestes
por Ana Prestes

- Nicarágua viveu fim de semana de conflitos. Especialmente nas cidades de Masaya, León e Rivas. Em Manágua os focos de tensão são na Universidade Nacional Autônoma da Nicarágua e na Universidade Politécnica. Presidente Daniel Ortega fez um pronunciamento por rede de TV na noite do sábado pedindo paz e a interrupção dos conflitos. CIDH (Comissão Interamericana de Direitos Humanos) diz que ainda não teve permissão para visitar o país.

- O até então consulado norte americano em Jerusalém, no bairro de Arnona, hoje passará a ser a Embaixada dos EUA em Israel. Uma grande mobilização palestina já ocorre nesse momento na Faixa de Gaza com protestos contra a mudança e em memória dos 70 anos da Nakba (catástrofe) em decorrência da criação do Estado de Israel. Protestos também ocorrem em Ramallah, Belém, Hebron, Nablus, Jericó e outras localidades palestinas.

- Popularidade de Mauricio Macri despencou na Argentina. Pesquisa realizada pelo Centro de Estudos de Opinião Pública (CEOP) diz que 62,7% da população tem uma imagem negativa de Macri. É o índice mais alto desde o início do mandato em dezembro de 2015. Cerca de 77% consideraram negativa a decisão de recorrer ao FMI. Outra pesquisa, da consultoria D’Alessio Irol-Berensztein havia mostrado 75% considerando inadequado recorrer ao FMI e 66% responsabilizando o governo pela crise cambial.

- Presidente da Bolivia, Evo Morales, denunciou via twitter ontem, domingo 13 de maio, que os EUA e a OEA tem um plano para impedir as eleições venezuelanas do próximo dia 20. Disse que serão realizadas ações violentas apoiadas pela imprensa e que após a eleição tentarão uma invasão com forças armadas dos países vizinhos.

- Aconteceu em Paris, no sábado (12) pela noite, um atentado terrorista cuja autoria está sendo reivindicada pelo EI. Uma pessoa morreu esfaqueada e quatro ficaram feridas. Autor do atentado é checheno.

- Enquanto o ministro das relações exteriores iraniano, Mohamad Javad Zarif, está em Pequim e programado para ir a Moscou e Bruxelas na sequencia, o secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo dá entrevistas de que se está costurando com os europeus um novo acordo com o Irã.

- Os catalães tentaram no sábado (12) eleger seu novo líder, no entanto Quim Torra, indicado por Carles Puigdemont, conseguiu 66 votos dos 68 que precisava para ser eleito. Hoje (14) haverá segundo turno (maioria simples) da eleição e um dos partidos que estava resistente à sua candidatura, CUP (Candidatura da Unidade Popular) já anunciou que irá se abster na votação, propiciando a eleição.

- Apenas 44% dos iraquianos foram às urnas no sábado (12) para as eleições. Em Bagdá foram apenas 32%. Resultados oficiais devem sair amanhã (15). 

- Grupos pró-internet livre fizeram protestos em Moscou neste domingo (13). Uma das maiores queixas é o bloqueio pelas autoridades russas do Telegram, aplicativo criado e muito usado na Rússia. Considerado um dos mais seguros aplicativos de mensagens do mundo, impede que os serviços de segurança tenham acesso às mensagens dos usuários.

- Brasil se aproxima da liderança mundial na produção de soja. A safra de 2018 deve atingir a marca de 116,9 milhões de toneladas, enquanto a produção americana registrou 119,5 milhões, com previsão de recuar para 116,4 milhões em 2019. Brasil ainda não tem previsão para a próxima safra.

- Aconteceu em Havana, no sábado (12), uma marcha contra a homofobia, transfobia e pelo reconhecimento dos direitos homossexuais. A coordenação da marcha é do Centro Nacional de Educação Sexual (Canesex), cuja diretora é a sexóloga Mariela Castro, filha do ex-presidente e líder revolucionário Raul Castro. Esteve também na marcha a atriz chilena Daniela Veja, protagonista do filme “Uma mulher fantástica” que ganhou o Oscar de melhor filme estrangeiro em 2018.

- Comando Sul do exército dos EUA iniciou construção de uma nova base militar na cidade de Neuquén na Argentina, região do Alto Vale do Rio Negro. A região também tem uma base de lançamento espacial chinesa. Região estratégica é um ponto de tensão entre americanos e chineses na América do Sul.

- Segundo dados da National Science Foundation, dos EUA, em 2017 as universidades americanas perderam 31 mil estudantes estrangeiros, queda de 3,8% em relação a 2016. Declínio está sendo explicado pelas políticas anti-imigração de Trump. 

- O atual presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, planeja criar o Museu da Descoberta com a finalidade de contar a história da expansão portuguesa dos séculos XIII e XIV. A questão é que o nome gerou um enorme debate, já tendo provocado cartas de historiadores e intelectuais, inclusive brasileiros, e muita controvérsia. Os argumentos são de que não se pode contar a história acriticamente como se contava no tempo do salazarismo ou ignorando que o continente americano não foi “descoberto”,  pois já viviam por aqui outros povos. O debate está quente em Portugal e já foram dadas alternativas ao nome como “Museu da Viagem”, “da Expansão” e até da “Interculturalidade”.

- Cineasta queniana Wanuri Kahiu pode ser condenada a uma longa prisão em seu país pela produção do longa-metragem Rafiki (amiga), que integra a seleção de Cannes de 2018. O filme é inspirado no romance Jambula Tree da ugandense Monica Arac de Nyeko e trata-se de uma reinterpretação de Romeu e Julieta com as protagonistas sendo duas mulheres que se apaixonam.



O mundo em uma semana

11 de Maio de 2018, 19:50, por Ana Prestes - 0sem comentários ainda

por Ana Prestes
por Ana Prestes

A semana que passou foi de grande movimentação no cenário internacional. Posse de Putin para o quarto mandato como presidente da Rússia, crise cambial na Argentina, saída dos EUA do acordo nuclear com o Irã foram os temas com maior destaque dos últimos dias.

Na mesma semana em que Moscou sediou mais uma parada militar pelo Dia da Vitória, celebrado a cada 9 de maio para marcar o dia em que os nazistas se renderam aos soviéticos, Putin tomou posse para mais um mandato presidencial. Empossado no dia 7, no dia 9 Putin fez uma demonstração ao mundo do poderio militar russo, com a apresentação de novos armamentos. Recebeu ainda a visita do premiê israelense Benjamin Netanyahu para depositar flores no túmulo do soldado desconhecido em memória dos judeus mortos na segunda guerra mundial. A presença de Netanyahu ao lado de Putin ao longo de uma semana em que EUA e Israel imprimiram forte pressão sobre o Irã é uma demonstração da importância do presidente russo no jogo de peças internacionais nos dias atuais. Putin está aliado ao Irã na tentativa de estabilização dos conflitos na Síria e retomado da hegemonia do governo de Bashar Al Assad no país. Enquanto Israel tem se apoiado nos EUA e seus parceiros europeus, como França e Reino Unido, para minar o que até agora parece ser um desfecho dos conflitos na Síria. O trânsito de Putin com os líderes turcos, iranianos, sírios, libaneses e israelenses no Oriente Médio é algo que os EUA não tem.

Enquanto Putin tomava posse, Trump preparava a declaração de saída dos EUA do acordo nuclear com o Irã. Apesar de ser uma decisão esperada e previsível, pelo histórico de negação do atual presidente americano das negociações multilaterais (não foi à Cúpula das Américas e saiu do Acordo Climático de Paris), as consequências desta saída ainda não são totalmente previsíveis. A decisão foi considerada grave por uma série de questões, desde o descarte de 12 anos de construção diplomática, o fato do Irã não ter descumprido o acordo, o desrespeito com os demais signatários do acordo, a perda de credibilidade dos EUA na arena internacional, os riscos iminentes de um conflito com Israel em um momento de tensão na fronteira de Israel com a Síria, a leviandade da decisão por uma retaliação política e não técnica ao regime iraniano. Poderia ser feita uma lista ainda maior de agravantes da decisão, mas o mais importante é ressaltar o grande complicador mundial, para um mundo já nada simples, inserido com a decisão. O que será colocado no lugar deste vácuo desestabilizador? Ao se quebrar um ponto mínimo de estabilidade, multiplicam-se os vários pontos de instabilidade na região mais conflagrada do mundo. A associação entre um cenário com múltiplos pontos de conflito e o enfraquecimento de um elo de razoabilidade, que era o acordo nuclear iraniano, gera o ambiente perfeito para a ação imprevisível e inconsequente como o do regime de Israel.

Do lado de cá da América Latina a semana foi de muita atenção à situação da vizinha Argentina no enfrentamento de uma crise cambial de grandes proporções. A escalada do preço do dólar e da infação em uma economia altamente dolarizada levou o a uma alta estratosférica da taxa de juros, chegando aos 40%. Com uma sucessão de imprevistos e erros nos ajustes dos parâmetros econômicos, Macri resolveu recorreu ao FMI que tem um péssimo histórico de relação com a sociedade e os governos argentinos. Muitos se viram voltando ao pesadelo de 2001 quando o pânico por não conseguir tirar suas reservas do banco e a sucessão de trocas de presidentes levou milhares de pessoas às ruas. Naquela época o país chegou a ter cinco presidentes e dois ministros de economia em dez dias. Na atual crise, ainda em curso, as trapalhadas do presidente Macri não tem sido poucas. No afã de dar uma resposta à opinião pública, anunciou como acordo uma conversação que ainda está em curso, sem que os termos tenham sido pactuados. Anunciou algo que na prática ainda não existe, um empréstimo sem que estejam claras as contrapartidas. Por óbvio, os membros do Fundo exigem flexibilização das leis trabalhistas, reforma da previdência, arrocho nos programas sociais.

A próxima semana não será menos intensa, com a inauguração da Embaixada dos EUA em Jerusalém no dia 14, reta final da eleição presidencial na Venezuela, marcada par ao dia 20 e as negociações da Argentina com o FMI.

Bom fim de semana.



Notas rápidas internacionais 11/05/18

11 de Maio de 2018, 9:45, por Ana Prestes - 0sem comentários ainda

por Ana Prestes
por Ana Prestes

- Um memorando de 11 de abril de 1974 de William Egan Colby (diretor da CIA) para o Secretário de Estado, Henry Kissinger, veio a conhecimento publico ontem (10) e revelou um Geisel que não tem nada a ver com sua difundida imagem de controlador dos “excessos” e promotor da “abertura lenta, gradual e segura”. São documentos da CIA agora públicos por perda de sigilo e escrutinados pelo pesquisador e professor da FGV Matias Spektor. 

- No meio do memorando da CIA há um número. Informa que 104 pessoas haviam sido eliminadas no ano anterior, o que pode indicar conhecimento por parte do exército de detalhes sobre nomes e paradeiros de várias pessoas que até hoje eles negam ter.

- Cresce a tensão entre Irã e Israel no Oriente Médio. Benjamin Netanyahu tem andado com 55 mil páginas e 180 CDs embaixo do braço para “provar as mentiras do Irã” a respeito de seu programa nuclear e dizer que Israel tem o direito de atacar pontos da Síria (alegadamente com presença iraniana) por estar sendo ameaçado.

- Será no dia 12 de junho, em Cingapura, o encontro entre Donald Trump e Kim Jong-un. A Cingapura é uma pequena cidade-Estado e hoje um dos mais desenvolvidos países do sudoeste asiático. Em 2015 sediou reunião entre Xi-Jinping e Ma Ying Jeou (presidente taiwanês).

- Brasil deve ter safra recorde de soja em 2018 com 115,6 milhões de toneladas (IBGE).

- Petrobras voltou a ser a empresa com maior valor de mercado na Bolsa, posto que havia perdido em 2014.

- Líderes do parlamento italiano, Matteo Salvini (Liga Norte) e Luigi Di Maio (M5E) pedem até domingo para informar sobre formação de governo.

- Mauricio Macri, presidente da Argentina, trabalha para que o FMI emita comunicado antes de segunda-feira dizendo que o acordo está encaminhado. Para tanto, busca apoio internacional do G-7 e outros países. Por óbvio, o Fundo tenta impor condicionantes como a flexibilização das leis trabalhistas e mudanças no sistema de previdência. Em Washington já há críticas pelo fato do acordo não ter sido costurado secretamente e ter sido anunciado precipitadamente para ajudar Macri com a opinião pública. “Nunca um presidente anuncia algo que está começando a ser tratado” é o que dizem os jornais, sobre uma decisão que parece ter surgido na madrugada anterior ao anúncio de Macri na última terça (8).

- 70 milhões de litros de água contidos em uma represa rompida no Quênia destruíram grande parte de duas cidades do sudoeste do país, levando, escolas, faculdades, centros comerciais e deixando cerca de 50 pessoas mortas e inúmeras desaparecidas.

- Novos protestos com mortes na Nicarágua ocorreram ontem (10). Na região da Universidade Politécnica (UPOLI) na zona leste de Manágua.

- Líder independentista catalão Carles Puigdemont gravou vídeo da Alemanha, onde se encontra exilado, e anunciou que desiste de ser o presidente da região e indica o nome do parlamentar catalão Quim Torra como candidato à sua sucessão. Parlamento catalão tem até 22 de maio para decisão.

- Foram retomadas nesta quinta (10) em Havana as negociações entre o Governo da Colômbia e a ELN (Exército de Libertação Ncional).

- Trump voltou a atacar o Irã nesta quinta (10) e dizer que o país é o “principal Estado patrocinador do terrorismo”.

- Facebook vai lançar no Brasil o “programa de verificação de notícias”. Caberá a duas agências, Lupa e Aos Fatos, que fazer a verificação de notícias denunciadas como falsas pelos usuários da rede. Este mecanismo já é utilizado nos EUA e reduziu, segundo dados do Face, em até 80% o alcance das fake news.

- Documento da Cepal aponta Bolívia e Uruguai como modelos de desenvolvimento econômico sustentável para a região.



Notas rápidas internacionais 10/05/18

10 de Maio de 2018, 9:45, por Ana Prestes

por Ana Prestes
por Ana Prestes

- Temer twittou. Foi ontem (9) ao fim da tarde e em apoio ao Presidente Macri, da Argentina. Dizendo que este tem uma política econômica de responsabilidade, com a promoção de reformas para o crescimento sustentado e desenvolvimento da Argentina. Completou que o Brasil confia na Argentina.

- Cerca de 20 foguetes provenientes da Síria (há quem diga 40) atingiram os postos do Exército de Israel nas colinas de Golan nesta quarta (9). O ataque está sendo atribuído pelos israelenses a forças Quds do Irã, embora fontes digam que os iranianos não possuam estas armas específicas. O ataque vem logo após os sírios terem acusado Israel de atacar uma base militar ao sul de Damasco que já foi usada por iranianos.

- Como resposta aos ataques a bases nas Colinas de Golã, Israel revidou atacando a Síria e deixando mais de 20 mortos.

- Apesar de somente os EUA terem deixado o acordo com o Irã, a maioria das empresas que terão que cancelar seus negócios com o Irã é europeia. Sob risco de sofrerem sanções americanas. As exportações da União Europeia para o Irã ano passado foram de R$ 12,8 bilhões, 30% a mais do que o ano anterior. Das empresas americanas, a Boeing é a que tinha maiores contratos de exportação para o Irã.

- Iatolá Ali Khamenei, do Irã, pediu nesta quarta (9), "garantias reais" dos países europeus para continuar no acordo nuclear de 2015. Em pronunciamento ele se dirigiu a defensores do acordo no Irã, como o presidente Hassan Rohani, para dizer que “se não houver uma garantia definitiva” não poderão seguir no acordo.

- Já o ministro de Relações Exteriores da Arábia Saudita, Adel al-Jubeir disse que seu país vai desenvolver sua s próprias armas nucleares, caso o Irã também o faça.

- Geng Shuang, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China: que “todas as partes atuem de forma responsável para retornar o mais rápido possível ao respeito a um acordo que contribui para preservar a paz no Oriente Médio”.

- Vladimir Putin, por sua vez, teve conversas com o premiê israelense Netanyahu, depois de ambos depositarem flores no túmulo do soldado desconhecido ontem (9) em Moscou durante comemorações do Dia da Vitória dos soviéticos sobre os nazistas. Putin tenta compatibilizar boas relações com israelenses e iranianos.

- Coreia do Norte libertou três norte-americanos que estavam detidos no país e que voaram de volta aos EUA no mesmo voo do secretário de Estado americano, Mike Pompeo, que esteve ontem (9) na Coreia do Norte. Foram recepcionados nos EUA por Trump.

- Líder camponês, Luis Marroquín, foi assassinado ontem na Guatemala. Organização a que pertencia (CODECA) acusa o presidente Jimmy Morales de incitar crimes contra camponeses.

- O desfile da vitória na Guerra Patriótica de ontem (9) em Moscou serviu para expor ao mundo os novos armamentos das Forças Armadas russas.

- Itália em suspense até amanhã (11) quando pode sair um acordo entre os partidos Liga e M5E para formar coalizão governante. Se sair o acordo, será a junção de dois grupos eurocéticos. Tradicionalmente a Itália sempre foi entusiasta da integração europeia.

- O primeiro empréstimo do FMI para a Argentina foi em 1957 (governo militar). Desde então, o Fundo acompanhou todas as crises econômicas dos portenhos. A única exceção foram os Kirchner que lidaram com a crise de baixa das exportações (2009) contraindo endividamentos internos. Macri se elegeu criticando o modelo kirchnerista e hoje é criticado até mesmo por seus eleitores, segundo relatos, por trazer de volta o pesadelo de 2001.

- A recente alta do dólar não foi só na Argentina, fez cair também o peso mexicano, colombiano e chileno. O real brasileiro foi a 3,611 (maior nível desde maio de 2016, período do impeachment).

- Enquanto isso, nos EUA, os juros chegarão a 2% pela primeira vez desde 2008.

- O preço do petróleo também segue subindo, tendo chegado ontem (9) a US$ 77,21 (Brent) e a US$ 71,14 (WTI). Saída dos EUA do acordo com Irã teve impacto na alta. Petróleo iraniano deve ser prejudicado e a oferta mundial será reduzida.

- Nova diretora da CIA, Gina Haspel, disse ontem no Senado americano que não permitirá a retomada de programas de tortura de prisioneiros. Há reação a indicação dela, mas Trump sustenta.

- No próximo dia 12 de maio os iraquianos elegerão 329 deputados. Há uma cota a ser cumprida de 83 cadeiras para mulheres. 87 partidos estão inscritos para as eleições.

- Mais de 50 mil hondurenhos terão que deixar os EUA em 18 meses, depois que Trump os retirou de um programa de Status de Proteção Temporal (TPS) que receberam em 1999 após o furacão Mitch.

- Na Espanha, a Justiça barrou nesta quarta (9) a reeleição do líder independentista Carles Puigdemont como presidente regional da Catalunha. O Parlamento catalão tem até 22 de maio para escolher um presidente, caso contrário serão convocadas novas eleições. Os principais líderes estão foragidos ou presos.

- Hoje, 10 de maio, completam-se 50 anos da Noite das Barricadas do maio de 68 em Paris. A Noite das Barricadas foi o ponto de viragem do movimento estudantil para um movimento de massa que faria em seguida uma grande greve geral na França. A greve levou a avanços trabalhistas, reformas no ensino, criação de universidades, que ecoaram pelo mundo.



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