<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"><channel><title>noticias RSS de OLT</title><link>http://blogoosfero.cc/olt</link><description>contenido publicado en OLT de Blogoosfero</description><item><title>OLT e o Sindicato</title><description>&lt;p&gt;Em uma conversa de um grupo de algum aplicativo de mensagens instantâneas por  aí...&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;[trabalhador 1]&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Clientelismo!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As pessoas não vêem o sindicato como sendo uma instância delas, a ser disputada.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;[trabalhador 2]&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Entendo que sindicato deve nos atender sim!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pra isso q ele existe, não?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A insatisfação se dá exatamente por ele não cumprir sua obrigação.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;[trabalhador 1]&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Errado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O sindicato somos nós!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A nossa união, a nossa coesão, a nossa disposição para lutar é que faz o sindicato.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Se a gente não tem coesão na base, se a gente está fragmentado, se a gente não participa das assembleias, se a gente não se organiza e pauta a campanha, se a gente não vai lá em grupo bater na porta da diretoria do sindicato exigindo que se faça o que foi decidido em assembleia, não há sindicato.&lt;br&gt;Se a gente não consegue se reunir dentro da empresa, no nosso local de trabalho, para lutar contra chefias imediatas que abusam do poder e tratam nossos colegas de forma injusta, não há sindicato!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A CLT ao formatar os sindicatos, transformá-los em verdadeiras instâncias do estado, acabaram com o sentido do sindicato.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sindicato não é um CNPJ, não é uma carta sindical, muito menos um prédio ou uma diretoria.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sindicato é, por exemplo, isso aqui que fazemos nesse grupo. Debater e refletir sobre nossas condições de trabalho e como podemos nos organizar para mudar a nossa realidade, tanto como categoria, quanto como classe.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Trabalhadores unidos fazem o sindicato. A entidade, a diretoria, são apenas percepções superficiais da realidade...&lt;/p&gt;</description><pubDate>Wed, 10 Jan 2018 13:03:15 -0200</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/olt/blog/olt-e-o-sindicato</link><guid>http://blogoosfero.cc/olt/blog/olt-e-o-sindicato</guid></item><item><title>OLT e as mulheres</title><description>&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A luta das mulheres por direitos&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;Historicamente, a mulher ficou subordinada ao poder masculino, tendo basicamente a função de procriação, de manutenção do lar e de educação dos filhos, numa época em que o valor era a força física. Com o passar do tempo, porém, foram sendo criados e produzidos instrumentos que dispensaram a necessidade da força física, mas ainda assim a mulher içou numa posição de inferioridade, sempre destinada a ser um apêndice do homem, jamais seu semelhante.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esta compreensão acorrentou culturalmente a mulher, moldando-lhe sua existência conforme estas possibilidades apresentadas.&lt;br&gt;Durante anos o direito de cursar o ensino superior foi negado às mulheres, a busca pelo direito à educação é uma bandeira que passou a ter força só no século 19. A entrada das mulheres na universidade aconteceu primeiramente nos EUA, em 1837, com a criação de universidades exclusivas para as mulheres. Na Europa o processo foi mais demorado e começou pelas universidades menores. No Brasil, Rita Lobato Velho Lopes foi a primeira mulher a receber um diploma superior e a segunda da América Latina. Ela formou-se na Faculdade de Medicina da Bahia em 1887&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No século XX, depois das grandes guerras mundiais, dos avanços científicos e tecnológicos, surge irrevogavelmente a possibilidade de outro espaço para a mulher. Por volta da década de 40, o feminismo dá seus primeiros passos, e com isso começa a pensar na possibilidade de um futuro diferente daquele que lhe reservaram culturalmente e historicamente. As mulheres já vinham em um processo, lento e gradual de conquistas sociais, econômicas e jurídicas, mas é a partir de então que se intensificam as discussões e lutas pela superação da situação das mulheres e pelo seu espaço na sociedade especialmente quanto o direito ao voto.&lt;br&gt;A primeira experiência eleitoral viria a acontecer em 24 de fevereiro de 1932, ainda assim, apenas para as casadas (com a autorização dos maridos), viúvas e solteiras com renda própria. As restrições acabaram em 1934, quando as mulheres conquistaram finalmente o direito de voto, ainda que facultativo (apesar de ser obrigatório para os homens). Em 1946, com o fim do Estado Novo, o volto feminino foi garantido na Constituição aprovada.&lt;br&gt;(Trechos retirados do artigo: https://espaco-vital.jusbrasil.com.br/noticias/1944790/a-mulher-e-a-evolucao-dos-seus-direitos)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br&gt;&lt;strong&gt;O Dia Internacional das Mulheres&lt;br&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;Ainda no século 19, no contexto da Revolução Industrial, o número de mulheres empregadas aumentou significativamente, iniciando um período de longas jornadas de trabalho nas fábricas, mas com os salários significativamente mais baixos em comparação aos homens. Foi a partir desse momento que o feminismo se fortificou como um aliado do movimento operário e em busca de melhorias trabalhistas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em 8 de março de 1917, operárias russas foram às ruas em protesto contra o czar Nicolau 2º, a entrada do país na 1ª Guerra Mundial, contra a fome e os baixos salários. (Mais informações em: &lt;a href="/news/politica/8-de-marco-o-dia-da-mulher-nasceu-vermelho)"&gt;http://blogoosfero.cc/news/politica/8-de-marco-o-dia-da-mulher-nasceu-vermelho)&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Foi também em Nova York que dois episódios importantes para a conquista dos direitos das mulheres aconteceram: as greves de 1857 e 1911. A primeira aconteceu em 8 de março e está ligada à luta das operárias têxteis, que paralisaram suas atividades durante uma semana e foram duramente reprimidas pela polícia. Em 1911, uma nova greve em 25 de março terminou com a morte de 146 pessoas (mais de 100 mulheres) em um incêndio na fábrica Triangle Shirtwaist Company. Tais acontecimentos acima ajudaram a instituir o março como mês da mulher e o dia 8 como o Dia Internacional da Mulher, mesmo sem relatos e documentos que comprovem o ocorrido em 1857.&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;strong&gt;A entrada das mulheres no mercado de trabalho e sua atuação no meio sindical&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;Com as fortes mudanças de pensamento ocorridas no século XX a participação feminina no mercado de trabalho aumentou, e aumentou também o número de reivindicações específicas nas campanhas salariais sindicais como os de proteção a maternidade e paternidade (auxílio creche, licenças e outros benefícios), igualdade de oportunidades e salários, contra o assédio moral e sexual.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O meio sindical se modifica na medida em que novos atores se inserem no mercado de trabalho e passam a participar da construção de propostas para o mundo do trabalho. Portanto, a luta da mulher por espaços nos sindicatos é a sua própria batalha por afirmação na sociedade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Tornar os espaços de trabalho mais atraentes e justos, vencer os preconceitos e consquistar o espaço merecido, são tarefas que passam pela soberania e protagonismo das mulheres. Todos temos capacidade de fazer qualquer coisa e, na medida que as mulheres passarem a se colocar de forma diferente, os espaços de trabalho também passarão a tratá-las de forma diferente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A democracia é o lugar onde todos têm espaço e voz. A OLT e os sindicatos são por natureza os espaços para reflexão, pensamento, organização, luta e solidariedade dos trabalhadores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Neste Dia Internacional das Mulheres, gostaria de destinar essa mensagem à todas as mulheres que ainda não se engajaram no meio sindical, e reforçar a importância da participação "delas" na ação de reflexão sobre suas condições de trabalho bem como na construção de propostas que visem transformar o mundo em que vivemos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</description><pubDate>Wed, 08 Mar 2017 17:20:32 -0300</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/olt/blog/olt-e-as-mulheres</link><guid>http://blogoosfero.cc/olt/blog/olt-e-as-mulheres</guid></item><item><title>História da OLT</title><description>&lt;p class="western"&gt;&lt;strong&gt;Origem da OLT&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="western"&gt;A Organização por Local de Trabalho (OLT) tem sua origem nas comissões de segurança, criadas pelo Estado da Inglaterra, como resultado dos protestos dos trabalhadores contra as péssimas condições de trabalho.&lt;/p&gt;
&lt;p class="western"&gt;Os pontos críticos em que ocorria grande número de acidentes era na mineração subterrânea e na indústria têxtil. Porém os acidentes eram vistos pelos trabalhadores, neste período, como “castigo”.&lt;/p&gt;
&lt;p class="western"&gt;1662 – 1o ato importante de protesto dos mineiros contra os patrões, exigindo a instalação de sistemas de ventilação nas minas e proteção contra acidentes. Os trabalhadores romperam com a noção de que os acidentes eram castigo;&lt;/p&gt;
&lt;p class="western"&gt;1864 – Nasce em Londres a Primeira Associação Internacional Operária;&lt;/p&gt;
&lt;p class="western"&gt;1895 – Instituição dos primeiros Delegados de Segurança nos locais de trabalho, na Bélgica;&lt;/p&gt;
&lt;p class="western"&gt;1906 – Os mineiros britânicos também conquistaram o direito de designar representantes como inspetores de segurança do trabalho.&lt;/p&gt;
&lt;p class="western"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class="western"&gt;&lt;strong&gt;Origem da OLT no Brasil&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="western"&gt;A história sindical brasileira foi marcada por forte influência do movimento comunista que organizava nas empresas as chamadas “células”, onde só era permitido a participação de trabalhadores (as) filiados ao partido.&lt;/p&gt;
&lt;p class="western"&gt;Foco principal de atuação era a luta política e ideológica de classe, sem estar voltada para a atuação e intervenção no sindicato, até porque eram controlados por agentes da polícia política pra mantê-los a serviço do desenvolvimento capitalista.&lt;/p&gt;
&lt;p class="western"&gt;Com a reorganização do sindicalismo independente do Estado e dos patrões e a derrocada do regime militar que governou o Brasil de 1964 a 1984, formas de OLT independentes – como Comissões de Fábrica – voltaram a ser organizadas, enfrentando todo tipo de resistência e repressão dos patrões e do Estado;&lt;/p&gt;
&lt;p class="western"&gt;Na Constituição Federal promulgada em 1988 conquistamos a garantia da obrigação de eleição de um delegado sindical nas empresas com mais de 200 empregados.&lt;/p&gt;
&lt;p class="western"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class="western"&gt;&lt;strong&gt;Fonte:&lt;/strong&gt; História da Organização por Local de Trabalho - &lt;a href="http://www.appsindicato.org.br/adm/multimidia/coletivos/caminhoarquivo/18.pdf" target="_blank"&gt;http://www.appsindicato.org.br/adm/multimidia/coletivos/caminhoarquivo/18.pdf&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Thu, 29 Sep 2016 13:15:06 -0300</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/olt/blog/historia-da-olt</link><guid>http://blogoosfero.cc/olt/blog/historia-da-olt</guid></item></channel></rss>