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PCdoB encerra 2025 unido e fortalecido para ter protagonismo em 2026
January 1, 2026 11:33
O Partido Comunista do Brasil (PCdoB) fecha o ano de 2025 com vigor organizativo renovado e se projeta como uma das forças centrais na campanha eleitoral e nas lutas sociais de 2026. O êxito do 16º Congresso Nacional, que mobilizou mais de 42 mil militantes em conferências municipais e estaduais, fortaleceu a unidade partidária e atualizou a linha política para enfrentar desafios que estão colocados, como a defesa da democracia e o desenvolvimento soberano do país rumo ao socialismo .
“Esse processo congressual foi vitorioso por fortalecer a unidade partidária”, afirma Luciana Santos, presidenta nacional licenciada do PCdoB e ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Sob sua liderança, o Partido ajudou a pôr a ciência no centro da Nova Indústria Brasil, impulsionando a reindustrialização.
A legenda ampliou sua base com milhares de novos filiados via campanha de filiação, garantindo capilaridade territorial e renovação de quadros. Ideologicamente, aprofundou o debate sobre o socialismo no século 21, inspirado na experiência chinesa, que está fortemente associada à inovação tecnológica, planejamento econômico e desenvolvimento sustentável como antídoto à crise capitalista.
No Congresso Nacional, a bancada comunista atuou com firmeza em pautas progressistas, preservou a identidade partidária ao unir o campo contra o golpismo e manteve a unidade da Federação Brasil da Esperança, que “ampliou a capacidade de articulação com aliados”, avalia Luciana.
Entre as vitórias de 2025 estão incluídas a isenção de IR para rendas até R$ 5 mil mensais, aliviando trabalhadores, e a defesa da soberania contra as pressões externas e as provocações de Donald Trump.
O PCdoB rejeitou rupturas institucionais, defendendo a punição aos golpistas e refutando qualquer apelo de anistia para dar impunidade àqueles que atentaram contra a democracia.
Na segurança pública, defendeu inteligência e prevenção contra o crime organizado, sem romper com os direitos humanos e com o Estado democrático e de direitos. Foi um ano de luta e de acumulação de forças contra a precarização do trabalho e a pejotização, além do fim da escala 6×1. Essas lutas devem se intensificar em 2026.
Para o ano eleitoral, o partido mira na ampliação da bancada parlamentar comunista e na construção de uma frente política unida em torno de um Plano de Desenvolvimento Nacional, em defesa do Brasil Soberano. “O desenvolvimento industrial é um eixo importante para a superação das desigualdades”, afirma Luciana, enfatizando o apoio do PCdoB a Lula, como foco no BRICS e no multilateralismo mundial.
Luciana Santos: “PCdoB mais organizado para intervir nos próximos anos”
December 23, 2025 20:10
A presidente nacional licenciada do PCdoB, Luciana Santos, ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação no governo Lula fez um balanço da atuação do Partido em 2025 e apontou as prioridades para o ano que vem.
Leia a entrevista:
PCdoB – Qual o principal avanço organizativo do PCdoB em 2025, com a mobilização de mais de 42 mil militantes e a conquista de novos filiados?
Luciana Santos – A intensa mobilização política e organizativa, evidenciada pela participação de mais de 42 mil militantes nas conferências municipais e estaduais, demonstra crescimento de engajamento e vitalidade interna. A campanha de filiações impulsionou novos membros, fortalecendo a estrutura de base e renovando quadros para os desafios eleitorais e sociais, refletindo maior capilaridade e capacidade de atuação territorial. O 16º Congresso foi um marco de 2025, ao lado da atuação incansável da nossa bancada no Congresso Nacional e da contribuição no Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, onde conseguimos colocar a ciência no centro do desenvolvimento nacional.
PCdoB – Qual balanço faz do Congresso do Partido como fator mobilizador e formulador de estratégias?
Luciana Santos – O 16º Congresso cumpriu papel decisivo como grande fator de mobilização política e espaço qualificado de formulação estratégica. Foi um processo que envolveu a militância desde a base, fortaleceu a unidade partidária, renovou a direção e atualizou as linhas políticas diante de uma conjuntura complexa, marcada pela defesa da democracia e pelos desafios do desenvolvimento nacional. O Congresso permitiu afirmar nossas prioridades: o apoio ao governo Lula, a preparação para as batalhas eleitorais de 2026, o aprofundamento da luta ideológica e a reafirmação do socialismo como horizonte histórico, traduzido em propostas concretas para o Brasil de hoje.
PCdoB – Como avalia a intensificação do debate sobre o socialismo, especialmente a experiência chinesa?
Luciana Santos – O PCdoB segue atualizando o debate sobre socialismo, colocando a atualização do programa político como tarefa estratégica e articulando a experiência internacional — incluindo a China — como referência para reflexão e aprendizado. Esse debate fortalece a formação teórica dos militantes e contribui para posicionar o Partido num cenário mundial de crise capitalista e desafios geopolíticos, reforçando a alternativa socialista como horizonte de longo prazo.
PCdoB – Como avalia as principais vitórias do governo Lula em 2025 e a contribuição do PCdoB?
Luciana Santos – As vitórias expressam reconstrução social, fortalecimento do Estado e defesa da soberania nacional. Destaca-se a política de justiça tributária, com a isenção do Imposto de Renda para rendas de até R$ 5 mil, pauta historicamente defendida pelo Partido. No campo da soberania, o governo enfrentou pressões externas e tentativas de constrangimento internacional com postura firme em defesa dos interesses nacionais. Soma-se a isso a retomada da reindustrialização e inovação, áreas em que o Partido contribuiu com formulações, quadros técnicos e apoio político à Nova Indústria Brasil.
PCdoB – Qual contribuição se pode esperar do PCdoB para um Plano de Desenvolvimento da Indústria Nacional em 2026?
Luciana Santos – O Partido entende que o desenvolvimento industrial é um eixo importante para superar desigualdades estruturais. Para 2026, defendemos um plano que articule fortalecimento da indústria nacional, política de inovação e ampliação da capacidade exportadora em bases competitivas. Essa contribuição passa por incorporar as demandas dos trabalhadores e setores produtivos, ao mesmo tempo em que se aprofundam cooperações internacionais capazes de impulsionar uma industrialização inteligente, sustentável e alinhada aos interesses nacionais.
PCdoB – Qual balanço faz da luta em 2025 contra o trabalho precarizado e das políticas para 2026?
Luciana Santos – A luta contra a precarização ocupou lugar central na agenda. Estivemos presentes em mobilizações que questionam jornadas extenuantes, como o regime 6×1, e defendemos a redução da jornada semanal sem redução de direitos. Para 2026, essa luta deve se aprofundar com políticas que garantam proteção efetiva aos trabalhadores, enfrentem a pejotização e a terceirizaçãopredatória, fortaleçam as convenções coletivas e ampliem programas de qualificação.
PCdoB – Como avalia o empenho da bancada do PCdoB em 2025 e as estratégias para expansão em 2026?
Luciana Santos – A bancada teve atuação marcada pela defesa firme da democracia e apoio a pautas progressistas no Congresso Nacional. Parlamentares atuaram de forma articulada com forças aliadas, contribuindo para a estabilidade política e institucional do país. Para 2026, o foco é ampliar a representação parlamentar, consolidar lideranças eleitorais e fortalecer a presença do Partido nos espaços de decisão legislativa, ampliando sua capacidade de incidência política.
PCdoB – De que forma a Federação Brasil da Esperança fortaleceu o Partido em 2025?
Luciana Santos – A participação na Federação é vista de forma positiva, pois contribuiu para fortalecer a unidade do campo progressista sem abrir mão da identidade política e ideológica do Partido. A Federação ampliou a capacidade de articulação com aliados, facilitou a convergência em torno de propostas democráticas, sociais e soberanas e reforçou a atuação conjunta em um cenário político complexo.
PCdoB – Como o PCdoB contribuiu para a vitória da democracia contra o golpismo em 2025?
Luciana Santos – O PCdoB teve papel ativo e consequente na defesa do Estado democrático de direito. O Partido esteve na linha de frente do enfrentamento às tentativas golpistas, rejeitando qualquer forma de ruptura institucional e combatendo narrativas autoritárias. Essa atuação contribuiu para consolidar um amplo campo democrático em defesa das liberdades e da legalidade constitucional.
PCdoB – Qual balanço faz sobre a soberania nacional como questão estratégica e as implicações políticas em 2025?
Luciana Santos – A soberania nacional é tratada como questão central. O PCdoB reafirma a necessidade de um projeto nacional de desenvolvimento que preserve a autonomia do país e defende o multilateralismo contra o hegemonismo dos Estados Unidos. Esse posicionamento reforça o apoio ao governo Lula como liderança capaz de enfrentar pressões externas e reposicionar o Brasil como ator relevante, soberano e democrático.
PCdoB – Qual o balanço do PCdoB na questão da segurança pública em 2025?
Luciana Santos – Defendemos uma abordagem que combine o combate efetivo ao crime organizado com a defesa intransigente dos direitos humanos e do direito à vida. Sustentamos a necessidade de políticas baseadas em inteligência, prevenção e reformas estruturais, rejeitando soluções autoritárias ou violentas que aprofundam desigualdades e violações de direitos.
PCdoB – Por fim, no balanço geral de 2025, quais as perspectivas diante da conjuntura internacional e quais fatores de mobilização social devem guiar o PCdoB rumo ao socialismo?
Luciana Santos – O balanço é amplamente positivo, com fortalecimento organizativo, unidade interna e clareza estratégica. A defesa da democracia, soberania nacional, direitos trabalhistas e justiça social constituem a base para impulsionar lutas futuras. Defendemos o fortalecimento dos BRICS e de organismos multilaterais como a ONU e OMC, procurando democratizá-los, afirmando o socialismo como horizonte adequado à realidade brasileira.
Sobre o bloqueio de petroleiros venezuelanos pelo governo Trump
December 17, 2025 11:06
O Partido Comunista do Brasil (PCdoB) denuncia com veemência o bloqueio de petroleiros venezuelanos realizado pelo governo dos Estados Unidos no dia 16 de dezembro. Trata-se de mais um ato ilegal, arbitrário e agressivo do imperialismo norte-americano contra um país soberano da América Latina, em flagrante violação do direito internacional e da autodeterminação dos povos.
A ação beligerante de Trump nada tem a ver com a defesa da democracia, dos direitos humanos ou do combate ao narcotráfico. Esses pretextos, repetidos à exaustão por Washington, já se mostraram falsos e cínicos. O que está em curso é a velha política de saque das riquezas naturais, agora exercida por meio de bloqueios, sanções, intimidações militares e atos de pirataria econômica contra a Venezuela e que obedece a uma nova Estratégia de Segurança Nacional, conforme documento oficial publicado pela Casa Branca no início de dezembro.
O bloqueio de petroleiros é pirataria neocolonial. É a tentativa explícita de estrangular a economia venezuelana, controlar seu petróleo e impor, pela força, um projeto de submissão que os povos latino-americanos rejeitam há décadas. Trata-se de um ataque direto ao direito da Venezuela de comercializar seus próprios recursos e garantir as condições materiais de vida de sua população.
O PCdoB reafirma sua total solidariedade ao povo e ao governo da Venezuela, bem como sua defesa intransigente da soberania nacional, da paz e da integração latino-americana. Reiteramos que somente o respeito ao direito internacional, o fim das sanções e o diálogo entre as nações podem abrir caminho para soluções políticas justas e duradouras.
Convocamos as forças democráticas, progressistas e anti-imperialistas do Brasil e do mundo a se manifestarem contra essa escalada de agressões e a denunciarem o caráter predatório e neocolonial das ações dos Estados Unidos. A América Latina não é quintal de império algum. Nossa luta é pela soberania, pela paz e pelo direito dos povos a decidir seu próprio destino.
Partido Comunista do Brasil – PCdoB
Brasília, 17 de dezembro de 2025
PCdoB Salvador faz balanço de gestão e elege comissões e secretariado
December 15, 2025 12:18
Em reunião realizada no último sábado (12), o Comitê Municipal do PCdoB Salvador promoveu o primeiro encontro da nova direção eleita na última conferência, ocasião em que foram definidos a Comissão Política Municipal e o Secretariado. A composição das instâncias reafirma o compromisso do partido com a paridade de gênero: as mulheres representam 46% da Comissão Política e 43% da Executiva Municipal. A atividade também foi marcada pelo balanço da gestão e pela análise da conjuntura política de Salvador, reunindo dirigentes e militantes para projetar a atuação do partido no período 2025/2027.
Jurandir Santana, presidente do PCdoB Salvador, iniciou o encontro apresentando uma análise detalhada da realidade política de Salvador e do Brasil, destacando os desafios de 2026 e a necessidade de fortalecer a atuação do partido na capital baiana. O debate também deu espaço para a apresentação da nova Comissão Política Municipal, Executiva Municipal e Comissão de Controle, com o detalhamento das saídas e entradas de membros.
Em sua intervenção, Santana destacou a importância do encontro. “Fizemos a última reunião do ano e a primeira da gestão 2025/2027 para atualização política e eleger o sistema de direção num clima de confraternização entre aqueles que lutam do lado certo da história. O alto nível do debate e o ambiente de unidade são a certeza de que teremos êxito nos desafios de 2026, que começa com uma destacada participação dos comunistas na Lavagem do Bonfim. Boas festas e um feliz ano novo, repleto de vitórias para nós.”
A reunião também teve espaço para inscrições abertas, permitindo que militantes pudessem debater a atuação do partido, a conjuntura de Salvador e as perspectivas para o futuro político da cidade e do país. Ao final do encontro, a tradicional confraternização de final de ano fortaleceu ainda mais a unidade do partido, reforçando a disposição para os desafios que estão por vir.
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Fonte: PCdoB Salvador
PCdoB Salvador elege nova direção e projeta desafios para 2026
December 15, 2025 12:18
Em reunião realizada nesta semana, o Comitê Municipal do PCdoB Salvador elegeu sua nova direção, destacando a paridade de gênero nas instâncias de poder do partido: a Comissão Política Municipal conta com 46% de mulheres, enquanto a Executiva Municipal tem 43% de participação feminina. O encontro, que também fez um balanço da gestão e avaliou a conjuntura política local, reuniu militantes e dirigentes para definir os rumos do partido para 2025/2027.
Jurandir Santana, presidente do PCdoB Salvador, iniciou o encontro apresentando uma análise detalhada da realidade política de Salvador e do Brasil, destacando os desafios de 2026 e a necessidade de fortalecer a atuação do partido na capital baiana. O debate também deu espaço para a apresentação da nova Comissão Política Municipal, Executiva Municipal e Comissão de Controle, com o detalhamento das saídas e entradas de membros.
Em sua intervenção, Santana destacou a importância do encontro. “Fizemos a última reunião do ano e a primeira da gestão 2025/2027 para atualização política e eleger o sistema de direção num clima de confraternização entre aqueles que lutam do lado certo da história. O alto nível do debate e o ambiente de unidade são a certeza de que teremos êxito nos desafios de 2026, que começa com uma destacada participação dos comunistas na Lavagem do Bonfim. Boas festas e um feliz ano novo, repleto de vitórias para nós.”
A reunião também teve espaço para inscrições abertas, permitindo que militantes pudessem debater a atuação do partido, a conjuntura de Salvador e as perspectivas para o futuro político da cidade e do país. Ao final do encontro, a tradicional confraternização de final de ano fortaleceu ainda mais a unidade do partido, reforçando a disposição para os desafios que estão por vir.
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Fonte: PCdoB Salvador
PCdoB define estratégia eleitoral e defesa da democracia com Lula
December 15, 2025 11:35
O Comitê Central do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) aprovou, em reunião realizada entre os dias 12 e 14 de dezembro, em São Paulo, uma resolução política que orienta a atuação do partido diante da conjuntura nacional e internacional e projeta as principais batalhas para o próximo período. O documento reafirma a centralidade da luta pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2026, o enfrentamento à direita e à extrema-direita e a defesa da democracia, da soberania nacional e dos direitos do povo brasileiro.
Leia também: PCdoB renova Sistema de Direção e prepara Partido para desafios eleitorais
O documento também aponta diretrizes para o fortalecimento do projeto eleitoral do partido, a ampliação da organização partidária e a intensificação da mobilização social e política, articulando a disputa institucional às lutas populares e à batalha de ideias. Em um cenário marcado por instabilidade global, avanço do neofascismo e pressões do imperialismo, o PCdoB convoca sua militância e aliados a atuarem de forma organizada, ampla e combativa para garantir vitórias políticas e eleitorais nos próximos anos.
Leia a íntegra da resolução abaixo.
Batalhar pela reeleição do presidente Lula, lutar pelo êxito do projeto eleitoral do PCdoB, derrotar a direita-traidores da pátria e inimigos do povo e da democracia!
O novo Comitê Central do PCdoB, em sua primeira reunião ordinária realizada entre 12 e 14 de dezembro na cidade de São Paulo, salienta a realização vitoriosa do 16º Congresso ocorrido em outubro último. O coletivo dirigente e militante está seguro de que o PCdoB, apesar dos desafios que o cercam, soma conquistas para estar à altura dos grandes combates que virão, em especial, as eleições de 2026.
O Comitê Central indica aos comitês estaduais e demais órgãos de direção que realizem iniciativas para disseminar a Resolução Política do Congresso ao conjunto do coletivo militante, ao povo, às forças políticas progressistas. É importante realizar, nos organismos partidários, atividades de leitura e debate. Orienta também que se empenhem para tornar realidade, em processo, as diretrizes e tarefas apontadas. É um instrumento relevante também para a pré-campanha de nossas candidaturas, em especial na formulação de suas plataformas e no diálogo com aliados e apoiadores.
A partir dos eixos da Resolução Política do 16º Congresso, a reunião do Comitê Central focou-se em responder ao que, no presente e no futuro imediato, é o principal ao Brasil e ao povo brasileiro. São três grandes desafios: lutar por uma nova vitória da nação e da classe trabalhadora em 2026, com a reeleição do presidente Lula; batalhar pela realização das mudanças estruturais que removam as amarras neoliberais e neocoloniais que travam o desenvolvimento soberano do país; e revigorar e reposicionar o PCdoB para um novo ciclo de acumulação de forças, tendo como centro, nesta quadra, a vitória do seu projeto eleitoral em 2026.
I – Os desafios brasileiros sob uma realidade mundial conturbada
Conforme, analisou o 16º Congresso, os desafios brasileiros estão situados no âmbito de uma realidade mundial conturbada, instável, na qual evolui a crise estrutural do capitalismo que envolve o mundo em múltiplas crises, entre elas a ambiental, com as mudanças climáticas. Ao mesmo tempo, novos paradigmas tecnológicos e de inovação acirram contradições nas relações sociais de produção, na composição e subjetividade das classes sociais, notadamente do proletariado e do conjunto da classe trabalhadora, e impactam fortemente os conflitos geopolíticos, por disputa e bloqueio às tecnologias disruptivas e às reservas de matérias primas estratégicas. Dos paradoxos dessa realidade, adveio o ascenso do neofascismo e da extrema-direita no mundo, cujo epicentro é o imperialismo estadunidense.
A realidade multipolar e recrudescimento de tensões e conflitos
Diante de uma realidade mundial que toma forma, na qual se acentua o declínio da hegemonia dos Estados Unidos em contraface à ascensão crescente e consistente da República Popular da China e da tomada de posição de um conjunto de países do chamado Sul Global em defesa do direito ao desenvolvimento autônomo, o governo Donald Trump responde com guerras, ameaças e as agressões aos povos e países. Neste mês de dezembro, o Conselho de Segurança dos Estados Unidos divulgou um documento no qual esquadrinha ambições imperialistas em todos os continentes, tendo como vértice a política de enfrentamento com a China socialista. Arrogantemente, traça uma linha imaginária segundo a qual o Hemisfério Ocidental seria uma área de influência sob o seu absoluto domínio e controle.
Em relação à América Latina e o Caribe, escancara a ambição de impor o monopólio dos interesses do Estado e oligopólios estadunidenses sobre a economia e recursos naturais estratégicos dos países e, assertivamente, repelir e expulsar a presença econômica e política de potências extra hemisféricas. Para tal, indica o deslocamento de parte considerável de seu poderio bélico à região. O Brasil, detentor da maior floresta tropical e da maior biodiversidade do planeta, da maior reserva de água doce, imensas reservas minerais, incluindo terras raras, é alvo, por óbvio, dessa ofensiva do imperialismo estadunidense.
As contradições entre os Estados Unidos e a União Europeia abalaram os alicerces da Aliança Atlântica e impulsionaram uma corrida armamentista no velho Continente e em outras partes do mundo. Potências capitalistas europeias sabotam as tentativas de paz, incentivam e financiam, via Otan, a continuidade da guerra entre Ucrânia e a Rússia, com o objetivo de debilitar o poder nacional russo. Na Ásia, o governo de direita do Japão proclamou respaldo a Taiwan, aumentando as tensões na região.
América Latina e Caribe sob ataque e avanço da direita
Como consequência, agrava-se, em relação à América Latina e Caribe, a escalada de interferência, ameaças e agressões à soberania dos países, com o nítido objetivo de impor à região, a ferro e fogo, o status neocolonial de quintal dos Estados Unidos, uma área sob sua tutela, incompatível com a autonomia dos países de empreender parcerias com outras nações que julguem benéficas ao seu desenvolvimento. Esse projeto de plena hegemonia hemisférica dos Estados Unidos se choca diretamente com os objetivos do Brasil de construir e fortalecer a unidade e a integração da América Latina e Caribe, bem como de estabelecer parcerias com países de outros continentes.
Isto se estampa num rol de agressões, entre elas o implacável bloqueio à Cuba, as pressões contra o Panamá, o tarifaço contra o Brasil e a agressão militar crescente à Venezuela. Sob pretextos espúrios, Trump investe para derrubar, pela via da força, o governo de Nicolás Maduro e impor um regime fantoche. Trata-se de uma variável das velhas guerras de saque e pilhagem. No caso da riqueza venezuelana, a maior reserva de petróleo do mundo. A Colômbia também é atingida por sanções em linha ascendente.
As recentes eleições em Honduras se deram sob intervenção escancarada de Trump. Na Bolívia, diante da implosão do campo progressista, venceu a direita neoliberal. No Chile venceu Antônio Kast, da extrema-direita, que vangloria a ditadura de Augusto Pinochet. Os governos democráticos e patrióticos da região, em especial o do Brasil, têm grande relevância enquanto referências e polos de defesa da paz e da soberania.
O hediondo genocídio do povo palestino tem gerado crescente indignação dos povos do mundo. A imensa maioria do povo brasileiro quer o fim imediato desse genocídio, a paz e a criação do Estado da Palestina, soberano e independente, no âmbito da solução de dois Estados. O cessar-fogo foi uma conquista da resistência do povo palestino e do movimento de solidariedade internacional, que levou a política de ocupação do Estado de Israel a um inédito isolamento político. Todavia, o cessar-fogo, ao completar pouco mais de dois meses, enfrenta um momento crítico. As tropas israelenses controlam 53% de Gaza e os bombardeios prosseguem. Trezentos e setenta e três palestinos foram mortos e quase mil ficaram feridos. Segue a marcha pela anexação colonialista da Cisjordânia. O chamado plano de paz de Trump não garante o fim da ocupação e tampouco a criação do Estado palestino. Pretende, na verdade, transformar Gaza em um protetorado internacional dos Estados Unidos e seus aliados europeus.
Defesa da paz, combate ao neofascismo e solidariedade aos povos agredidos
Diante deste quadro, é uma necessidade e um dever internacionalista dos comunistas reforçar o combate ao neofascismo. Impõe-se também a defesa da democracia, da paz, da soberania nacional dos países, o combate às guerras imperialistas e a ativa solidariedade ao povo palestino, vítima de hediondo genocídio, à Cuba, à Venezuela, à Colômbia e aos demais países agredidos pelo imperialismo.
II – Objetivo da tática: reeleição do presidente Lula
A dez meses das eleições de 2026, o que se vê na arena da disputa é o confronto entre dois campos políticos antagônicos: as forças patrióticas, democráticas e populares versus o consórcio da direita e da extrema direita. Se antevê um enfretamento político-eleitoral acirrado pela correlação de forças e, a qualquer possibilidade de derrota, a direita, como já o fez, pode recorrer a todo tipo de expedientes criminosos e antidemocráticos. O governo Trump também seguirá afrontando a soberania nacional, interferindo ilegalmente nas eleições brasileiras, fazendo uso das big techs e de outros expedientes, com o objetivo de eleger um governo que lhe seja servil.
Diante desse cenário de intensa luta de classes e de pressões do imperialismo estadunidense, o objetivo tático é conquistar, em 2026, a reeleição do presidente Lula, impondo derrota ao consórcio da direita e da extrema-direita, e descortinando a perspectiva de um novo governo que avance na direção do desenvolvimento soberano, da ampliação e fortalecimento da democracia, de forte progresso social para desencadear a jornada pelas reformas estruturais democráticas. Seja para assegurar maioria parlamentar ao futuro governo, ou para se pautar as reformas, o campo democrático, popular e patriótico deve empreender grande esforço para eleger o maior número de senadores/as e deputados/as federais, bem como de governadores/as.
Bolsonaro e generais golpistas na cadeia e a contraofensiva da direita
O trânsito em julgado no STF da condenação por tentativa de golpe de Estado do ex-presidente da República, Jair Bolsonaro, de generais e de outros militares de alta patente, e o início do cumprimento das penas, rompeu a execrável tradição de se premiar com a impunidade os inimigos do regime democrático e representa importante vitória da defesa da democracia ao renitente golpismo das classes dominantes.
A extrema-direita bolsonarista, debilitada por essa derrota, que lhe retirou força e lhe impôs relativo isolamento, sacou o instrumento da chantagem sobre o Centrão, sobre a direita, e lançou a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro. Em busca de uma repactuação, o consórcio da direita e da extrema-direita firmou consenso e, valendo-se da maioria que detém, aprovou, na madrugada no último dia 10, na Câmara dos Deputados, com episódios de truculência contra parlamentares e profissionais da imprensa, o projeto que reduz as penas de Bolsonaro, dos generais golpistas e de todos os condenados pelo infame 8 de janeiro. Trata-se de um grave retrocesso. Além de beneficiar os golpistas, uma espécie de abjeto perdão parcial, favorece, também, outros tipos de criminosos de tipologias graves. Enfraquece a defesa da democracia, posto que as penas para novas tentativas de golpe de Estado, segundo o crivo de juristas, passam a serem comparáveis às de crimes corriqueiros, como roubo ou furto. A bancada do PCdoB na Câmara dos Deputados votou coesa e de forma contundente, em conjunto com a esquerda e outras forças progressistas, contra este ultraje ao regime democrático. Mas, a batalha não terminou. Haverá a fase de votação no Senado Federal. Impõe-se denunciar, mobilizar o povo, as forças progressistas, a exemplo das manifestações convocadas para este 14 de dezembro, para barrar esse grave retrocesso. Sem anistia para golpistas!
No Congresso Nacional, a direita tenta tirar proveito, explorando contradições que emergem no arranjo instável que apoia o governo e, também, dos conflitos entre os poderes, como no episódio de choque entre o STF e o Senado Federal em relação à Lei do Impeachment, de 1950.
Formam-se convergências de ocasião que resultam no velho estratagema de tentar impedir o governo de governar. Recorrem ao expediente das pautas bombas, aprovando leis para detonar as contas públicas e travar, mitigar ou adulterar projetos de interesse do povo, como o que dispõe sobre o combate às facções criminosas, o Projeto de Emenda à Constituição (PEC) da segurança, do devedor contumaz ( aprovado somente agora, graças a pressão democrática e o impacto de investigações da Polícia Federal que revelaram sonegadores vinculados ao crime organizado), e o fim da escala 6×1, grande necessidade e aspiração dos/as trabalhadores.
Tentam cercear as prerrogativas do presidente da República, como se vê agora na indicação do Advogado-Geral da União, Jorge Messias, para ministro do STF. Derrubam-se vetos do presidente em matérias de interesse do desenvolvimento nacional, sustentável, como no caso da Lei Geral do Licenciamento Ambiental. Aprova-se o Marco Temporalcontra os direitos constitucionais dos povos indígenas.
No momento, direita se fragmenta
Na configuração das candidaturas, apenas o campo do Brasil, da democracia, do desenvolvimento soberano, do povo, ainda que informalmente, está definido, com a pré-candidatura à reeleição de Luís Inácio Lula da Silva. Já o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, é o predileto para ser o candidato da direita – vale explicitar, do capital financeiro, da maioria da burguesia agrária, do imperialismo e dos setores entreguistas e mais reacionários das classes dominantes e camadas médias. Enfim, do que há de pior na Casa Grande.
Mas o governador paulista posterga a decisão. Teme a força da candidatura do presidente Lula. Espera melhor aferição quanto às suas chances. E, agora, é confrontado com a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro, que provoca rejeição no âmbito do chamado Centrão e dúvidas sobre o rumo que o bolsonarismo tomará. A pré-candidatura de Flávio buscará atenuar as tensões e divisões no próprio clã Bolsonaro e em suas bases estaduais. Tentará preservar o cacife do clã no âmbito do consórcio direitista, barganhando-a ou mantendo-a. É que claro a direita e a extrema-direita poderão se unificar já no primeiro turno, ou, com certeza, no segundo turno. Por isso, não se pode subestimar sua força e competividade.
Campo patriótico, democrático e Lula se fortalecem
A liderança do presidente Lula segue em posição competitiva, de acordo com as pesquisas de intenção de votos. A seu favor está um conjunto de realizações e conquistas, a exemplo do Imposto de Renda Zero para quem ganha até R$ 5 mil reais, redução para quem ganha até R$ 7.350, além da taxação de rendas elevadas. Há ainda a queda da inflação, o recorde do índice de emprego, as realizações da Nova Indústria Brasil (NIB), o avanço da ciência, da tecnologia e da inovação no país, pelo trabalho do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), e o crescimento da economia, apesar da criminosa política de juros elevados do Banco Central, agora, uma vez mais mantida. Problema que exige redobrada pressão política e social para que a Selic comece a baixar imediatamente.
O presidente Lula conta ainda com uma série de exitosas políticas sociais, assim como o seu prestígio no cenário internacional, destacado pelos êxitos da COP30 em Belém, Pará, e sua protagonista participação na 20ª Cúpula de Líderes do G20 em Joanesburgo, na África do Sul. E, também com grande importância, há a sua postura altiva, não se curvando à agressão do governo Trump, que resultou em redução considerável do tarifaço, bem como à defesa pública que faz da América do Sul como uma região de paz, se postando contra as agressões, na prática uma política de guerra contra a Colômbia e, em especial, à Venezuela.
Aliança ampla em torno de um programa que faça o país avançar
As eleições presidenciais de 2026 têm uma dimensão tático-estratégica de grande importância não somente para o Brasil, mas para a América Latina. Para o PCdoB, a tática correta é a construção, desde já, de uma larga aliança que tenha o protagonismo da esquerda, engaje o conjunto das forças progressistas e que agregue, necessariamente, o máximo do centro e centro-direita, e busque dividir e isolar o consórcio da direita e da extrema-direita, explorando suas contradições. Efetivar essa tática demanda a construção de um programa de campanha que reflita as grandes potencialidades e os grandes desafios capazes de abrir caminho à agenda dos interesses da soberania nacional, da democracia, do desenvolvimento e valorização do trabalho. Um programa que mobilize o povo e contribua para reunir o máximo de força. Será necessário, também, travar intensa luta política e ideológica para enfrentar a guerra cultural, o que demanda preparar a campanha e os militantes para essa tarefa indispensável.
Para que essa perspectiva desponte, o PCdoB se empenhará para constituir, no âmbito da aliança para 2026 e na sociedade, o consenso possível, a convergência de um bloco de forças direcionado a formar maioria política, econômica, social e cultural em torno deste objetivo. Os comunistas apresentarão um conjunto de propostas ao programa de reeleição do presidente Lula. Será necessário formar convicções que superem concepções reféns do receituário neoliberal ou mesclas dele.
Apesar da disputa presidencial se apresentar acirrada, com relativo equilíbrio de forças, o presidente Lula ganha crescente autoridade, o que eleva a possibilidade de vitória. O PCdoB está convicto de que uma nova vitória está ao alcance da nação e da classe trabalhadora, com a reeleição do presidente Lula, livrando o país da grave ameaça de retorno da direita e do neofascismo, mas não sem muita luta, amplitude e sagacidade.
III – Empenho total pelo êxito do Projeto Eleitoral do PCdoB em 2026
O 16º Congresso destacou que o êxito do projeto eleitoral dos/as comunistas de 2026 reveste-se de grande importância para elevar a influência do PCdoB no curso da vida política, reforçar, na Câmara dos Deputados, a defesa dos direitos do povo, da democracia, da soberania nacional, da bandeira do socialismo. Os mandatos comunistas são instrumentos decisivos para a construção e crescimento do Partido.
As metas e a urgência da pré-campanha
A formatação do projeto eleitoral avança pelas mãos dos comitês estaduais, sob a direção do Comitê Central, pois se trata de um plano nacional. Fator-chave para o processo de revigoramento da legenda comunista, o projeto deve ser estruturado e posto em movimento desde já. A pré-campanha, tão importante quanto a própria campanha oficial, que começa em agosto, já está a pleno vapor. É o momento de se planejar e se movimentar, angariar e engajar apoios. Cuidar com eficácia do uso e presença nas redes sociais.
O objetivo central do projeto eleitoral é manter as atuais nove cadeiras na Câmara dos Deputados, batalhar para a conquista de mais cadeiras, e elevar o número de votos com lançamentos de candidaturas nos estados e no Distrito Federal.
Filiar lideranças, reforçar o elenco de candidaturas
A existência da Federação Brasil da Esperança (FE Brasil) e a participação neste novo ciclo político, podem contribuir para que o partido atraia novas lideranças e aumente o protagonismo.
Obviamente, a construção desse projeto prossegue, precisa ser expandido, reforçado. As direções estaduais, com apoio do Comitê Central, devem empreender esforços para tal, especialmente com filiações democráticas. Deve ter agilidade e empenho para que sejam lançadas candidaturas competitivas nos estados, no Distrito Federal, esforço concentrado que somente se encerra em 4 de abril de 2026, data limite de filiação.
Em sinergia com essa meta central, o Partido irá batalhar para manter e ampliar suas bancadas nas assembleias legislativas. Mandatos de deputados/as estaduais orgânicos são importantes alavancadores da organização e do crescimento partidário nos estados. Examinada a conveniência caso a caso, o Partido também deverá buscar a participação nas chapas majoritárias, com candidaturas ao Senado Federal e suplências, e a vice-governador/as.
A jornada pelo êxito do projeto eleitoral do PCdoB se realizará em interação com a reeleição do presidente Lula e com a batalha para que a ampla aliança que venha apoiá-lo obtenha maioria no Congresso Nacional. O Partido precisa se empenhar para ter protagonismo na Federação Brasil da Esperança, participando das articulações políticas das chapas majoritárias. Neste âmbito, deve buscar estabelecer protocolos políticos nos quais constem presença na coordenação das campanhas, participação na elaboração do programa de governo etc., apoio político para o projeto específico de eleição ao parlamento e, em caso de vitória, acerto de participação na gestão pública.
Campanha ampla, massiva, propositiva, o Partido como força motriz e dirigente
O Partido, o conjunto de seus órgãos de direção – Comitê Central, comitês estaduais, municipais, intermediários e organizações de base e outras estruturas –, é chamado a ser a força dirigente e motriz da pré-campanha e da campanha, buscando engajar o coletivo militante, os filiados, sob a diretriz de realizá-las com amplitude, larga base social, política e cultural de apoio. Ao mesmo tempo, é importante que o Partido cuide, de forma mais ampla e consequente, da sua estruturação partidária, articulando o projeto eleitoral com o fortalecimento da presença militante dos comunistas na luta de ideias e na luta de massas, de modo que essas frentes de atuação se retroalimentem e tenham como objetivo comum a elevação da autoridade política e social da legenda comunista.
Uma campanha combativa, alegre, criativa, nas ruas, de casa em casa e nas redes sociais. Propositiva consoante ao perfil de cada candidatura e que responda com uma plataforma de compromissos aos anseios do povo de cada local, que proponha a superação de desigualdades e se oponha a todas as formas de opressão, tendo como bandeiras gerais a defesa da soberania nacional, da democracia, do desenvolvimento e da valorização do trabalho.
Questão decisiva e desafiadora é solucionar as demandas da sustentação financeira e material. Trata-se de um problema essencialmente político e que deve ser enfrentado com busca de apoio e doações, nos termos da legislação vigente, no arco amplo de relações que o Programa do Partido e das candidaturas ensejam. Como se sabe, os recursos do Fundo Eleitoral somente serão disponibilizados em agosto, o que impõe uma exigente travessia até lá.
Campanha impulsionada pela mobilização do povo
Além das alianças, de um programa avançado, de novas entregas de benefícios e conquistas, a campanha da reeleição do presidente Lula precisa empolgar o povo, incorporar milhões de pessoas. As centrais sindicais e os movimentos sociais como um todo devem associar e canalizar suas jornadas e agendas de atividades em prol da vitória do candidato presidencial que é filho de suas lutas, bem como eleger parlamentares comprometidos com a sua pauta. A maioria de direita que controla o Congresso Nacional seguirá bloqueando os projetos do governo. Somente a pressão popular poderá arrancar novas conquistas.
Vincular a agenda de eventos e lutas com a campanha eleitoral
Na esteira da vigorosa campanha do Plebiscito Popular, unitariamente conduzida pelas frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, e pelas centrais sindicais, que contribuiu para a grande conquista do imposto zero para quem ganha até R$ 5 mil, se destaca a continuidade, ainda com mais ímpeto, da campanha pelo fim da escala 6×1. Nesse sentido, tem relevância o Projeto de Lei 67/2025, de autoria da deputada federal Daiana Santos (PCdoB-RS), que propõe a redução da jornada para 40 horas semanais, incluindo a adoção da escala 5×2. Destacam-se, também, outras jornadas a serem abraçadas ainda com mais empenho pelo conjunto dos movimentos e frentes de atuação do Partido: fortalecer as ações e mobilizações contra o feminicídio e a violência digital que recrudescem no país; prosseguir a batalha contra a política de juros altos do Banco Central; taxação das grandes fortunas; pressionar o Congresso Nacional pela aprovação da PEC da segurança pública e pela PEC da Reparação, relatada pelo deputado Orlando Silva (PCdoB-SP); e pela regulamentação das mídias digitais. No esforço para mobilizar o povo, bem como elevar seu nível de consciência, se impõe atuar, desde as bases, territórios, locais e espaços de trabalho.
Na esfera do movimento sindical, estão na agenda, além das batalhas pelo fim da jornada 6X1, o combate à precarização e à liberação da pejotização; a luta contra a reforma administrativa que põe fim a estabilidade, cessa a realização de concursos e promove terceirização generalizada; a luta para manter a política de valorização do salário mínimo e o combate à tentativa de desvincular essa política da Previdência Social e de outros benefícios sociais; a batalha pela aplicação da lei do trabalho igual para salário igual; a busca da ampliação do apoio, financiamento, assistência técnica à agricultura familiar; e a meta de legalizar e regulamentar a taxa assistencial nas convenções e acordos coletivos.
III – A atualização do Programa Socialista do PCdoB
Os comunistas brasileiros, conforme decisão do 16º Congresso, têm como tarefa disseminar entre o povo, com mais intensidade e diversidade de formas e meios, a alternativa do socialismo, diante do capitalismo em crise. Essa diretiva é diretamente vinculada a um desafio impostergável: a atualização do Programa Socialista para o Brasil. De acordo com o Informe Político da presidente Luciana Santos, deve começar, desde já, o trabalho de pesquisas e estudos para que se planeje e execute essa tarefa, que deverá ser concluída em 2027.
A Fundação Maurício Grabois irá coordenar o labor de estudos e debates. Como ponto inaugural deste processo, já está em debate o documento Subsídios à elaboração das reformas estruturais democráticas, indispensáveis ao desenvolvimento soberano e à luta pelo socialismo. Se propõe ao Comitê Central que aprove a iniciativa de atualização do Programa e que a Comissão Política Nacional indique a Comissão ad hoc da próxima reunião do Comitê Central responsável pela tarefa e que esta elabore e apresente o roteiro de realização.
São Paulo, 14 de dezembro de 2025
Comitê Central do Partido Comunista do Brasil (PCdoB)
PCdoB define estratégia e defesa da democracia com Lula
December 15, 2025 11:35
O Comitê Central do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) aprovou, em reunião realizada entre os dias 12 e 14 de dezembro, em São Paulo, uma resolução política que orienta a atuação do partido diante da conjuntura nacional e internacional e projeta as principais batalhas para o próximo período. O documento reafirma a centralidade da luta pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2026, o enfrentamento à direita e à extrema-direita e a defesa da democracia, da soberania nacional e dos direitos do povo brasileiro.
Leia também: PCdoB renova Sistema de Direção e prepara Partido para desafios eleitorais
O documento também aponta diretrizes para o fortalecimento do projeto eleitoral do partido, a ampliação da organização partidária e a intensificação da mobilização social e política, articulando a disputa institucional às lutas populares e à batalha de ideias. Em um cenário marcado por instabilidade global, avanço do neofascismo e pressões do imperialismo, o PCdoB convoca sua militância e aliados a atuarem de forma organizada, ampla e combativa para garantir vitórias políticas e eleitorais nos próximos anos.
Leia a íntegra da resolução abaixo.
Batalhar pela reeleição do presidente Lula, lutar pelo êxito do projeto eleitoral do PCdoB, derrotar a direita-traidores da pátria e inimigos do povo e da democracia!
O novo Comitê Central do PCdoB, em sua primeira reunião ordinária realizada entre 12 e 14 de dezembro na cidade de São Paulo, salienta a realização vitoriosa do 16º Congresso ocorrido em outubro último. O coletivo dirigente e militante está seguro de que o PCdoB, apesar dos desafios que o cercam, soma conquistas para estar à altura dos grandes combates que virão, em especial, as eleições de 2026.
O Comitê Central indica aos comitês estaduais e demais órgãos de direção que realizem iniciativas para disseminar a Resolução Política do Congresso ao conjunto do coletivo militante, ao povo, às forças políticas progressistas. É importante realizar, nos organismos partidários, atividades de leitura e debate. Orienta também que se empenhem para tornar realidade, em processo, as diretrizes e tarefas apontadas. É um instrumento relevante também para a pré-campanha de nossas candidaturas, em especial na formulação de suas plataformas e no diálogo com aliados e apoiadores.
A partir dos eixos da Resolução Política do 16º Congresso, a reunião do Comitê Central focou-se em responder ao que, no presente e no futuro imediato, é o principal ao Brasil e ao povo brasileiro. São três grandes desafios: lutar por uma nova vitória da nação e da classe trabalhadora em 2026, com a reeleição do presidente Lula; batalhar pela realização das mudanças estruturais que removam as amarras neoliberais e neocoloniais que travam o desenvolvimento soberano do país; e revigorar e reposicionar o PCdoB para um novo ciclo de acumulação de forças, tendo como centro, nesta quadra, a vitória do seu projeto eleitoral em 2026.
I – Os desafios brasileiros sob uma realidade mundial conturbada
Conforme, analisou o 16º Congresso, os desafios brasileiros estão situados no âmbito de uma realidade mundial conturbada, instável, na qual evolui a crise estrutural do capitalismo que envolve o mundo em múltiplas crises, entre elas a ambiental, com as mudanças climáticas. Ao mesmo tempo, novos paradigmas tecnológicos e de inovação acirram contradições nas relações sociais de produção, na composição e subjetividade das classes sociais, notadamente do proletariado e do conjunto da classe trabalhadora, e impactam fortemente os conflitos geopolíticos, por disputa e bloqueio às tecnologias disruptivas e às reservas de matérias primas estratégicas. Dos paradoxos dessa realidade, adveio o ascenso do neofascismo e da extrema-direita no mundo, cujo epicentro é o imperialismo estadunidense.
A realidade multipolar e recrudescimento de tensões e conflitos
Diante de uma realidade mundial que toma forma, na qual se acentua o declínio da hegemonia dos Estados Unidos em contraface à ascensão crescente e consistente da República Popular da China e da tomada de posição de um conjunto de países do chamado Sul Global em defesa do direito ao desenvolvimento autônomo, o governo Donald Trump responde com guerras, ameaças e as agressões aos povos e países. Neste mês de dezembro, o Conselho de Segurança dos Estados Unidos divulgou um documento no qual esquadrinha ambições imperialistas em todos os continentes, tendo como vértice a política de enfrentamento com a China socialista. Arrogantemente, traça uma linha imaginária segundo a qual o Hemisfério Ocidental seria uma área de influência sob o seu absoluto domínio e controle.
Em relação à América Latina e o Caribe, escancara a ambição de impor o monopólio dos interesses do Estado e oligopólios estadunidenses sobre a economia e recursos naturais estratégicos dos países e, assertivamente, repelir e expulsar a presença econômica e política de potências extra hemisféricas. Para tal, indica o deslocamento de parte considerável de seu poderio bélico à região. O Brasil, detentor da maior floresta tropical e da maior biodiversidade do planeta, da maior reserva de água doce, imensas reservas minerais, incluindo terras raras, é alvo, por óbvio, dessa ofensiva do imperialismo estadunidense.
As contradições entre os Estados Unidos e a União Europeia abalaram os alicerces da Aliança Atlântica e impulsionaram uma corrida armamentista no velho Continente e em outras partes do mundo. Potências capitalistas europeias sabotam as tentativas de paz, incentivam e financiam, via Otan, a continuidade da guerra entre Ucrânia e a Rússia, com o objetivo de debilitar o poder nacional russo. Na Ásia, o governo de direita do Japão proclamou respaldo a Taiwan, aumentando as tensões na região.
América Latina e Caribe sob ataque e avanço da direita
Como consequência, agrava-se, em relação à América Latina e Caribe, a escalada de interferência, ameaças e agressões à soberania dos países, com o nítido objetivo de impor à região, a ferro e fogo, o status neocolonial de quintal dos Estados Unidos, uma área sob sua tutela, incompatível com a autonomia dos países de empreender parcerias com outras nações que julguem benéficas ao seu desenvolvimento. Esse projeto de plena hegemonia hemisférica dos Estados Unidos se choca diretamente com os objetivos do Brasil de construir e fortalecer a unidade e a integração da América Latina e Caribe, bem como de estabelecer parcerias com países de outros continentes.
Isto se estampa num rol de agressões, entre elas o implacável bloqueio à Cuba, as pressões contra o Panamá, o tarifaço contra o Brasil e a agressão militar crescente à Venezuela. Sob pretextos espúrios, Trump investe para derrubar, pela via da força, o governo de Nicolás Maduro e impor um regime fantoche. Trata-se de uma variável das velhas guerras de saque e pilhagem. No caso da riqueza venezuelana, a maior reserva de petróleo do mundo. A Colômbia também é atingida por sanções em linha ascendente.
As recentes eleições em Honduras se deram sob intervenção escancarada de Trump. Na Bolívia, diante da implosão do campo progressista, venceu a direita neoliberal. No Chile venceu Antônio Kast, da extrema-direita, que vangloria a ditadura de Augusto Pinochet. Os governos democráticos e patrióticos da região, em especial o do Brasil, têm grande relevância enquanto referências e polos de defesa da paz e da soberania.
O hediondo genocídio do povo palestino tem gerado crescente indignação dos povos do mundo. A imensa maioria do povo brasileiro quer o fim imediato desse genocídio, a paz e a criação do Estado da Palestina, soberano e independente, no âmbito da solução de dois Estados. O cessar-fogo foi uma conquista da resistência do povo palestino e do movimento de solidariedade internacional, que levou a política de ocupação do Estado de Israel a um inédito isolamento político. Todavia, o cessar-fogo, ao completar pouco mais de dois meses, enfrenta um momento crítico. As tropas israelenses controlam 53% de Gaza e os bombardeios prosseguem. Trezentos e setenta e três palestinos foram mortos e quase mil ficaram feridos. Segue a marcha pela anexação colonialista da Cisjordânia. O chamado plano de paz de Trump não garante o fim da ocupação e tampouco a criação do Estado palestino. Pretende, na verdade, transformar Gaza em um protetorado internacional dos Estados Unidos e seus aliados europeus.
Defesa da paz, combate ao neofascismo e solidariedade aos povos agredidos
Diante deste quadro, é uma necessidade e um dever internacionalista dos comunistas reforçar o combate ao neofascismo. Impõe-se também a defesa da democracia, da paz, da soberania nacional dos países, o combate às guerras imperialistas e a ativa solidariedade ao povo palestino, vítima de hediondo genocídio, à Cuba, à Venezuela, à Colômbia e aos demais países agredidos pelo imperialismo.
II – Objetivo da tática: reeleição do presidente Lula
A dez meses das eleições de 2026, o que se vê na arena da disputa é o confronto entre dois campos políticos antagônicos: as forças patrióticas, democráticas e populares versus o consórcio da direita e da extrema direita. Se antevê um enfretamento político-eleitoral acirrado pela correlação de forças e, a qualquer possibilidade de derrota, a direita, como já o fez, pode recorrer a todo tipo de expedientes criminosos e antidemocráticos. O governo Trump também seguirá afrontando a soberania nacional, interferindo ilegalmente nas eleições brasileiras, fazendo uso das big techs e de outros expedientes, com o objetivo de eleger um governo que lhe seja servil.
Diante desse cenário de intensa luta de classes e de pressões do imperialismo estadunidense, o objetivo tático é conquistar, em 2026, a reeleição do presidente Lula, impondo derrota ao consórcio da direita e da extrema-direita, e descortinando a perspectiva de um novo governo que avance na direção do desenvolvimento soberano, da ampliação e fortalecimento da democracia, de forte progresso social para desencadear a jornada pelas reformas estruturais democráticas. Seja para assegurar maioria parlamentar ao futuro governo, ou para se pautar as reformas, o campo democrático, popular e patriótico deve empreender grande esforço para eleger o maior número de senadores/as e deputados/as federais, bem como de governadores/as.
Bolsonaro e generais golpistas na cadeia e a contraofensiva da direita
O trânsito em julgado no STF da condenação por tentativa de golpe de Estado do ex-presidente da República, Jair Bolsonaro, de generais e de outros militares de alta patente, e o início do cumprimento das penas, rompeu a execrável tradição de se premiar com a impunidade os inimigos do regime democrático e representa importante vitória da defesa da democracia ao renitente golpismo das classes dominantes.
A extrema-direita bolsonarista, debilitada por essa derrota, que lhe retirou força e lhe impôs relativo isolamento, sacou o instrumento da chantagem sobre o Centrão, sobre a direita, e lançou a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro. Em busca de uma repactuação, o consórcio da direita e da extrema-direita firmou consenso e, valendo-se da maioria que detém, aprovou, na madrugada no último dia 10, na Câmara dos Deputados, com episódios de truculência contra parlamentares e profissionais da imprensa, o projeto que reduz as penas de Bolsonaro, dos generais golpistas e de todos os condenados pelo infame 8 de janeiro. Trata-se de um grave retrocesso. Além de beneficiar os golpistas, uma espécie de abjeto perdão parcial, favorece, também, outros tipos de criminosos de tipologias graves. Enfraquece a defesa da democracia, posto que as penas para novas tentativas de golpe de Estado, segundo o crivo de juristas, passam a serem comparáveis às de crimes corriqueiros, como roubo ou furto. A bancada do PCdoB na Câmara dos Deputados votou coesa e de forma contundente, em conjunto com a esquerda e outras forças progressistas, contra este ultraje ao regime democrático. Mas, a batalha não terminou. Haverá a fase de votação no Senado Federal. Impõe-se denunciar, mobilizar o povo, as forças progressistas, a exemplo das manifestações convocadas para este 14 de dezembro, para barrar esse grave retrocesso. Sem anistia para golpistas!
No Congresso Nacional, a direita tenta tirar proveito, explorando contradições que emergem no arranjo instável que apoia o governo e, também, dos conflitos entre os poderes, como no episódio de choque entre o STF e o Senado Federal em relação à Lei do Impeachment, de 1950.
Formam-se convergências de ocasião que resultam no velho estratagema de tentar impedir o governo de governar. Recorrem ao expediente das pautas bombas, aprovando leis para detonar as contas públicas e travar, mitigar ou adulterar projetos de interesse do povo, como o que dispõe sobre o combate às facções criminosas, o Projeto de Emenda à Constituição (PEC) da segurança, do devedor contumaz ( aprovado somente agora, graças a pressão democrática e o impacto de investigações da Polícia Federal que revelaram sonegadores vinculados ao crime organizado), e o fim da escala 6×1, grande necessidade e aspiração dos/as trabalhadores.
Tentam cercear as prerrogativas do presidente da República, como se vê agora na indicação do Advogado-Geral da União, Jorge Messias, para ministro do STF. Derrubam-se vetos do presidente em matérias de interesse do desenvolvimento nacional, sustentável, como no caso da Lei Geral do Licenciamento Ambiental. Aprova-se o Marco Temporalcontra os direitos constitucionais dos povos indígenas.
No momento, direita se fragmenta
Na configuração das candidaturas, apenas o campo do Brasil, da democracia, do desenvolvimento soberano, do povo, ainda que informalmente, está definido, com a pré-candidatura à reeleição de Luís Inácio Lula da Silva. Já o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, é o predileto para ser o candidato da direita – vale explicitar, do capital financeiro, da maioria da burguesia agrária, do imperialismo e dos setores entreguistas e mais reacionários das classes dominantes e camadas médias. Enfim, do que há de pior na Casa Grande.
Mas o governador paulista posterga a decisão. Teme a força da candidatura do presidente Lula. Espera melhor aferição quanto às suas chances. E, agora, é confrontado com a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro, que provoca rejeição no âmbito do chamado Centrão e dúvidas sobre o rumo que o bolsonarismo tomará. A pré-candidatura de Flávio buscará atenuar as tensões e divisões no próprio clã Bolsonaro e em suas bases estaduais. Tentará preservar o cacife do clã no âmbito do consórcio direitista, barganhando-a ou mantendo-a. É que claro a direita e a extrema-direita poderão se unificar já no primeiro turno, ou, com certeza, no segundo turno. Por isso, não se pode subestimar sua força e competividade.
Campo patriótico, democrático e Lula se fortalecem
A liderança do presidente Lula segue em posição competitiva, de acordo com as pesquisas de intenção de votos. A seu favor está um conjunto de realizações e conquistas, a exemplo do Imposto de Renda Zero para quem ganha até R$ 5 mil reais, redução para quem ganha até R$ 7.350, além da taxação de rendas elevadas. Há ainda a queda da inflação, o recorde do índice de emprego, as realizações da Nova Indústria Brasil (NIB), o avanço da ciência, da tecnologia e da inovação no país, pelo trabalho do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), e o crescimento da economia, apesar da criminosa política de juros elevados do Banco Central, agora, uma vez mais mantida. Problema que exige redobrada pressão política e social para que a Selic comece a baixar imediatamente.
O presidente Lula conta ainda com uma série de exitosas políticas sociais, assim como o seu prestígio no cenário internacional, destacado pelos êxitos da COP30 em Belém, Pará, e sua protagonista participação na 20ª Cúpula de Líderes do G20 em Joanesburgo, na África do Sul. E, também com grande importância, há a sua postura altiva, não se curvando à agressão do governo Trump, que resultou em redução considerável do tarifaço, bem como à defesa pública que faz da América do Sul como uma região de paz, se postando contra as agressões, na prática uma política de guerra contra a Colômbia e, em especial, à Venezuela.
Aliança ampla em torno de um programa que faça o país avançar
As eleições presidenciais de 2026 têm uma dimensão tático-estratégica de grande importância não somente para o Brasil, mas para a América Latina. Para o PCdoB, a tática correta é a construção, desde já, de uma larga aliança que tenha o protagonismo da esquerda, engaje o conjunto das forças progressistas e que agregue, necessariamente, o máximo do centro e centro-direita, e busque dividir e isolar o consórcio da direita e da extrema-direita, explorando suas contradições. Efetivar essa tática demanda a construção de um programa de campanha que reflita as grandes potencialidades e os grandes desafios capazes de abrir caminho à agenda dos interesses da soberania nacional, da democracia, do desenvolvimento e valorização do trabalho. Um programa que mobilize o povo e contribua para reunir o máximo de força. Será necessário, também, travar intensa luta política e ideológica para enfrentar a guerra cultural, o que demanda preparar a campanha e os militantes para essa tarefa indispensável.
Para que essa perspectiva desponte, o PCdoB se empenhará para constituir, no âmbito da aliança para 2026 e na sociedade, o consenso possível, a convergência de um bloco de forças direcionado a formar maioria política, econômica, social e cultural em torno deste objetivo. Os comunistas apresentarão um conjunto de propostas ao programa de reeleição do presidente Lula. Será necessário formar convicções que superem concepções reféns do receituário neoliberal ou mesclas dele.
Apesar da disputa presidencial se apresentar acirrada, com relativo equilíbrio de forças, o presidente Lula ganha crescente autoridade, o que eleva a possibilidade de vitória. O PCdoB está convicto de que uma nova vitória está ao alcance da nação e da classe trabalhadora, com a reeleição do presidente Lula, livrando o país da grave ameaça de retorno da direita e do neofascismo, mas não sem muita luta, amplitude e sagacidade.
III – Empenho total pelo êxito do Projeto Eleitoral do PCdoB em 2026
O 16º Congresso destacou que o êxito do projeto eleitoral dos/as comunistas de 2026 reveste-se de grande importância para elevar a influência do PCdoB no curso da vida política, reforçar, na Câmara dos Deputados, a defesa dos direitos do povo, da democracia, da soberania nacional, da bandeira do socialismo. Os mandatos comunistas são instrumentos decisivos para a construção e crescimento do Partido.
As metas e a urgência da pré-campanha
A formatação do projeto eleitoral avança pelas mãos dos comitês estaduais, sob a direção do Comitê Central, pois se trata de um plano nacional. Fator-chave para o processo de revigoramento da legenda comunista, o projeto deve ser estruturado e posto em movimento desde já. A pré-campanha, tão importante quanto a própria campanha oficial, que começa em agosto, já está a pleno vapor. É o momento de se planejar e se movimentar, angariar e engajar apoios. Cuidar com eficácia do uso e presença nas redes sociais.
O objetivo central do projeto eleitoral é manter as atuais nove cadeiras na Câmara dos Deputados, batalhar para a conquista de mais cadeiras, e elevar o número de votos com lançamentos de candidaturas nos estados e no Distrito Federal.
Filiar lideranças, reforçar o elenco de candidaturas
A existência da Federação Brasil da Esperança (FEBrasil) e a participação neste novo ciclo político, podem contribuir para que o partido atraia novas lideranças e aumente o protagonismo.
Obviamente, a construção desse projeto prossegue, precisa ser expandido, reforçado. As direções estaduais, com apoio do Comitê Central, devem empreender esforços para tal, especialmente com filiações democráticas. Deve ter agilidade e empenho para que sejam lançadas candidaturas competitivas nos estados, no Distrito Federal, esforço concentrado que somente se encerra em 4 de abril de 2026, data limite de filiação.
Em sinergia com essa meta central, o Partido irá batalhar para manter e ampliar suas bancadas nas assembleias legislativas. Mandatos de deputados/as estaduais orgânicos são importantes alavancadores da organização e do crescimento partidário nos estados. Examinada a conveniência caso a caso, o Partido também deverá buscar a participação nas chapas majoritárias, com candidaturas ao Senado Federal e suplências, e a vice-governador/as.
A jornada pelo êxito do projeto eleitoral do PCdoB se realizará em interação com o grande esforço do campo democrático, popular e patriótico de eleger o maior número possível de governadores, senadores e deputados federais e, obviamente, tendo como vértice a reeleição do presidente Lula. O Partido precisa se empenhar para ter protagonismo na Federação Brasil da Esperança, participando das articulações políticas das chapas majoritárias. Neste âmbito, deve buscar estabelecer protocolos políticos nos quais constem presença na coordenação das campanhas, participação na elaboração do programa de governo etc., apoio político para o projeto específico de eleição ao parlamento e, em caso de vitória, acerto de participação na gestão pública.
A jornada pelo êxito do projeto eleitoral do PCdoB se realizará em interação com a reeleição do presidente Lula e com a batalha que para a ampla aliança que venha apoiá-lo obtenha maioria no Congresso Nacional. O Partido precisa se empenhar para ter protagonismo na Federação Brasil da Esperança, participando das articulações políticas das chapas majoritárias. Neste âmbito, deve buscar estabelecer protocolos políticos nos quais constem presença na coordenação das campanhas, participação na elaboração do programa de governo etc., apoio político para o projeto específico de eleição ao parlamento e, em caso de vitória, acerto de participação na gestão pública.
Campanha ampla, massiva, propositiva, o Partido como força motriz e dirigente
O Partido, o conjunto de seus órgãos de direção – Comitê Central, comitês estaduais, municipais, intermediários e organizações de base e outras estruturas –, é chamado a ser a força dirigente e motriz da pré-campanha e da campanha, buscando engajar o coletivo militante, os filiados, sob a diretriz de realizá-las com amplitude, larga base social, política e cultural de apoio. Ao mesmo tempo, é importante que o Partido cuide, de forma mais ampla e consequente, da sua estruturação partidária, articulando o projeto eleitoral com o fortalecimento da presença militante dos comunistas na luta de ideias e na luta de massas, de modo que essas frentes de atuação se retroalimentem e tenham como objetivo comum a elevação da autoridade política e social da legenda comunista.
Uma campanha combativa, alegre, criativa, nas ruas, de casa em casa e nas redes sociais. Propositiva consoante ao perfil de cada candidatura e que responda com uma plataforma de compromissos aos anseios do povo de cada local, que proponha a superação de desigualdades e se oponha a todas as formas de opressão, tendo como bandeiras gerais a defesa da soberania nacional, da democracia, do desenvolvimento e da valorização do trabalho.
Questão decisiva e desafiadora é solucionar as demandas da sustentação financeira e material. Trata-se de um problema essencialmente político e que deve ser enfrentado com busca de apoio e doações, nos termos da legislação vigente, no arco amplo de relações que o Programa do Partido e das candidaturas ensejam. Como se sabe, os recursos do Fundo Eleitoral somente serão disponibilizados em agosto, o que impõe uma exigente travessia até lá.
Campanha impulsionada pela mobilização do povo
Além das alianças, de um programa avançado, de novas entregas de benefícios e conquistas, a campanha da reeleição do presidente Lula precisa empolgar o povo, incorporar milhões de pessoas. As centrais sindicais e os movimentos sociais como um todo devem associar e canalizar suas jornadas e agendas de atividades em prol da vitória do candidato presidencial que é filho de suas lutas, bem como eleger parlamentares comprometidos com a sua pauta. A maioria de direita que controla o Congresso Nacional seguirá bloqueando os projetos do governo. Somente a pressão popular poderá arrancar novas conquistas.
Vincular a agenda de eventos e lutas com a campanha eleitoral
Na esteira da vigorosa campanha do Plebiscito Popular, unitariamente conduzida pelas frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, e pelas centrais sindicais, que contribuiu para a grande conquista do imposto zero para quem ganha até R$ 5 mil, se destaca a continuidade, ainda com mais ímpeto, da campanha pelo fim da escala 6×1. Nesse sentido, tem relevância o Projeto de Lei 67/2025, de autoria da deputada federal Daiana Santos (PCdoB-RS), que propõe a redução da jornada para 40 horas semanais, incluindo a adoção da escala 5×2. Destacam-se, também, outras jornadas a serem abraçadas ainda com mais empenho pelo conjunto dos movimentos e frentes de atuação do Partido: fortalecer as ações e mobilizações contra o feminicídio e a violência digital que recrudescem no país; prosseguir a batalha contra a política de juros altos do Banco Central; taxação das grandes fortunas; pressionar o Congresso Nacional pela aprovação da PEC da segurança pública e pela PEC da Reparação, relatada pelo deputado Orlando Silva (PCdoB-SP); e pela regulamentação das mídias digitais. No esforço para mobilizar o povo, bem como elevar seu nível de consciência, se impõe atuar, desde as bases, territórios, locais e espaços de trabalho.
Na esfera do movimento sindical, estão na agenda, além das batalhas pelo fim da jornada 6X1, o combate à precarização e à liberação da pejotização; a luta contra a reforma administrativa que põe fim a estabilidade, cessa a realização de concursos e promove terceirização generalizada; a luta para manter a política de valorização do salário mínimo e o combate à tentativa de desvincular essa política da Previdência Social e de outros benefícios sociais; a batalha pela aplicação da lei do trabalho igual para salário igual; a busca da ampliação do apoio, financiamento, assistência técnica à agricultura familiar; e a meta de legalizar e regulamentar a taxa assistencial nas convenções e acordos coletivos.
III – A atualização do Programa Socialista do PCdoB
Os comunistas brasileiros, conforme decisão do 16º Congresso, têm como tarefa disseminar entre o povo, com mais intensidade e diversidade de formas e meios, a alternativa do socialismo, diante do capitalismo em crise. Essa diretiva é diretamente vinculada a um desafio impostergável: a atualização do Programa Socialista para o Brasil. De acordo com o Informe Político da presidente Luciana Santos, deve começar, desde já, o trabalho de pesquisas e estudos para que se planeje e execute essa tarefa, que deverá ser concluída em 2027.
A Fundação Maurício Grabois irá coordenar o labor de estudos e debates. Como ponto inaugural deste processo, já está em debate o documento Subsídios à elaboração das reformas estruturais democráticas, indispensáveis ao desenvolvimento soberano e à luta pelo socialismo.Se propõe ao Comitê Central que aprove a iniciativa de atualização do Programa e que a Comissão Polícia Política Nacional indiquea Comissão ad hoc da próxima reunião do Comitê Central responsável pela tarefa e que esta elabore e apresente o roteiro de realização.
São Paulo, 14 de dezembro de 2025
Comitê Central do Partido Comunista do Brasil (PCdoB)
PCdoB renova Sistema de Direção e prepara Partido para desafios eleitorais
December 14, 2025 19:24
Reunido em São Paulo neste final de semana, de 12 a 14 de dezembro, o Comitê Central do PCdoB (CC) avançou na composição do conjunto de seu Sistema Nacional de Direção para o período que segue até 2027, abrangendo o desafio do ano eleitoral que se avizinha em 2026. As definições preparam o Partido para o desafio eleitoral de 2026 e reafirmam critérios de renovação, continuidade e aproveitamento de lideranças de diferentes gerações. No conjunto, a nova direção busca dar resposta à diversidade de frentes de trabalho do partido, combinando experiência acumulada e renovação política para enfrentar o cenário nacional e internacional.
A reunião definiu a composição da Comissão Política e dos 20 membros da Comissão Executiva Nacional. Também foram estabelecidas as vice-presidências, que passam a ser ocupadas por Carlos Batista Lopes e pela deputada federal Jandira Feghali (RJ). O Comitê Central aprovou ainda o pedido de licença da presidenta Luciana Santos e elegeu a 1ª vice-presidenta, Nádia Campeão, para exercer de forma interina a presidência do Partido e chefiar a Comissão Executiva Nacional, no marco do processo de transição acordado no 16º Congresso do PCdoB.
Leia também: PCdoB inicia transição na presidência com Nádia Campeão à frente
O Comitê Central elegeu os titulares das secretarias nacionais, com mudanças e redefinições de responsabilidades em algumas áreas da atuação partidária. Também foi definida a nova composição da Comissão de Controle, responsável por zelar pelo cumprimento dos Estatutos, pela ética partidária e pela fiscalização das contas e do patrimônio da legenda.
Além das decisões organizativas, a reunião promoveu um amplo debate sobre a conjuntura política nacional e internacional. O encontro apontou as principais ações do PCdoB para o próximo ano, com destaque para a batalha eleitoral de 2026, considerada central para a defesa da democracia, o fortalecimento do campo progressista e a ampliação da representação comunista nas instituições.
Confira a lista de composição dos organismos partidários:
Comissão Política
- Adalberto Alves Monteiro
- Adilson Gonçalves de Araújo
- Alice Mazzuco Portugal
- Altair Alves de Freitas
- Alzimara Cabreira Fraga Bacellar
- Ana Maria Prestes Rabelo
- Bianca Borges dos Santos
- Carlos Alberto de Oliveira Pereira
- Carlos Batista Lopes
- Daniel Gomes de Almeida
- Daniel Iliescu
- Davidson de Magalhães Santos
- Edna Maria Costa
- Edson França
- Elias Marco Khalil Jabbour
- Elisangela Lizardo de Oliveira
- Fabio Tokarski
- Flávia Calé da Silva
- Gregoria Benario Lins e Silva
- Gustavo Lemos Petta
- Inácio Francisco de Assis Nunes Arruda
- Janaina Conceição Deitos
- Jandira Feghali
- João Vicente Fontella Goulart
- Jorge Alves de Almeida Venancio
- Jorge Luiz Guimarães Panzera
- José Reinaldo Santos Carvalho Filho
- José Renato Rabelo
- Lidia Correa da Silva
- Luciana Barbosa de Oliveira Santos
- Manuella Mirella Nunes da Silva
- Marcelino Granja de Menezes
- Márcia Campos Pereira
- Marcio Afonso Cabreira
- Marcio Jerry Saraiva Barroso
- Maria do Socorro Jô Moraes
- Maria Olivia Santana
- Marianna Dias de Souza
- Nádia Campeão
- Neide Aparecida de Sousa Freitas
- Nilson Araújo de Souza
- Nivaldo Santana Silva
- Rafaela Mano Elisiário
- Renata Vicentini Mielli
- Renildo Vasconcelos Calheiros
- Ricardo Abreu de Melo
- Rosanita Monteiro de Campos
- Rovilson Robbi Britto
- Thiara Lustosa Milhomem
- Valeria Peres Morato Gonçalves
- Vanessa Grazziotin
- Vânia Marques Pinto
- Wadson Nathaniel Ribeiro
- Walter Natalino Sorrentino
Vice-Presidências
- Carlos Batista Lopes
- Jandira Feghali
Comissão Executiva
- Adalberto Alves Monteiro
- Altair Alves de Freitas
- Ana Maria Prestes Rabelo
- Carlos Batista Lopes
- Davidson de Magalhães Santos
- Fabio Tokarski
- Gustavo Lemos Petta
- Jandira Feghali
- José Renato Rabelo
- Luciana Barbosa de Oliveira Santos
- Marcelino Granja de Menezes
- Marcio Afonso Cabreira
- Nádia Campeão
- Neide Aparecida de Sousa Freitas
- Nivaldo Santana Silva
- Renata Vicentini Mielli
- Renildo Vasconcelos Calheiros
- Rovilson Robbi Britto
- Wadson Nathaniel Ribeiro
- Walter Natalino Sorrentino
Secretarias Nacionais
- Administração e Planejamento: Neide Freitas
- Combate ao Racismo: Edson França
- Comunicação: Renata Mielli
- Cultura: Alexandre Santini
- Finanças: Marcelino Granja
- Formação e Propaganda: Adalberto Monteiro
- Juventude: Gustavo Petta
- Movimentos Sociais: André Tokarski
- Mulheres: Flávia Calé
- Organização: Altair Freitas
- Relações Institucionais: Márcio Cabreira
- Relações Internacionais: Ana Prestes
- Sindical: Nivaldo Santana
Comissão de Controle
- Edsaura Maria Pereira
- Gabriel Lischinsky Alves dos Santos
- João Batista Rocha Lemos
- Julia Maria Santos Roland
- Ronald Cavalcanti Freitas
Com as decisões, o PCdoB consolida sua direção nacional e se posiciona para enfrentar, com unidade e renovação, os desafios políticos e eleitorais do próximo período.
Nádia Campeão assume presidência interina do PCdoB
December 14, 2025 14:06
A reunião do Comitê Central do Partido Comunista do Brasil, realizada em São Paulo de 12 a 14 deste mês concretizou indicação do 16º Congresso e Nádia Campeão assumiu a presidência interina do PCdoB. Após dez anos no comando do PCdoB, Luciana Santos se licencia e passa a dividir a direção com Nádia Campeão que assume a presidência interina. Em 2027 haverá uma conferência partidária que deverá consolidar esse processo.
Luciana Santos explica que a decisão é fruto de um processo coletivo e amadurecido. “São dez anos à frente do PCdoB na presidência. No último Congresso, conseguimos ter um debate forte, com muita coesão, para que a Nádia Campeão assumisse a primeira vice-presidência”.
Segundo ela, é uma continuidade planejada. “Eu continuarei presidenta do partido até 2027, quando realizaremos uma conferência nacional para concluir este ciclo. Nesse interim, achamos necessário fazer uma transição, para que a Nádia assuma e possamos, juntas, liderar o partido”, afirma.
Luciana destaca que a principal motivação é preparar o PCdoB para os desafios imediatos. “Vamos juntas liderar o Partido na batalha mais importante do próximo ano, que é a batalha eleitoral, seja pela reeleição do presidente Lula, seja para fortalecer a bancada do PCdoB no Congresso Nacional”.
Nádia Campeão assume com “enorme responsabilidade”
Ao assumir a presidência interina, Nádia Campeão enfatiza o peso político do momento. “Recebi, com muita responsabilidade, no 16º Congresso do partido, a indicação para ser a primeira vice-presidenta nacional. Isso, por si só, já representa uma enorme responsabilidade”, afirma.
Militante do PCdoB desde 1978, Nádia destaca o significado pessoal e coletivo da nova empreitada. “Já cumpri muitas tarefas no partido, mas, sem dúvida, esta é a de maior responsabilidade. Assumo essa missão de coração”, declarou.
Nádia faz questão de valorizar o legado da atual presidenta. “O trabalho que a Luciana vem fazendo todos esses anos é muito potente. Ela colocou nosso partido com uma visibilidade muito forte no cenário nacional”, disse, citando a articulação entre a presidência do PCdoB e a atuação de Luciana no Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. “Vamos seguir esse caminho em um trabalho conjunto e compartilhado. Quem vai ganhar é o nosso PCdoB”.
Prioridades políticas e militância ativa
Luciana Santos destaca que “nosso grande desafio no próximo ano é enfrentar uma luta estratégica e decisiva para o país e para a democracia”. Para ela, a reeleição do presidente Lula é central. “É a luta pela inclusão do povo brasileiro, por uma agenda de crescimento e pela vitória do presidente Lula”.
Luciana também ressalta a importância de ampliar a presença comunista no Parlamento. “Precisamos de uma bancada muito forte no Congresso Nacional do nosso glorioso PCdoB, para sermos mais influentes e ajudar nas decisões sobre os rumos do país”, disse. Além disso, aponta como fundamental o debate programático, que será conduzido pela Fundação Maurício Grabois. “Vamos distribuir tarefas, dividir responsabilidades e atravessar esse período com sucesso”.
Desafios eleitorais e lutas sociais
Para Nádia Campeão, o eixo central das eleições do próximo ano é a Presidência da República. Ao mesmo tempo, destaca a necessidade de fortalecer o campo progressista nos estados e no Congresso. “Vamos lutar muito para ampliar a bancada dos comunistas e avançar no Congresso Nacional”.
Nádia lembra ainda que o calendário político será marcado por lutas sociais relevantes. “Teremos batalhas importantes, como a luta pelo fim da escala 6 por 1, além de um ano intenso de reestruturação partidária, filiações e atividades políticas”. Segundo Nádia, essas frentes se articulam diretamente com o processo eleitoral. “Sem dúvida, a batalha eleitoral terá grande prioridade até novembro”.
Com a transição em curso, o PCdoB aposta na combinação entre continuidade política, renovação de tarefas e unidade interna para enfrentar um período decisivo da política brasileira e da construção partidária.
Quem é Nádia Campeão
A nova presidenta em exercício do PCdoB, Nádia Campeão, é paulista de Rio Claro, onde nasceu em 1958. Formada em Engenharia Agronômica pela Esalq/USP, filiou-se ao PCdoB em 1978, aos 20 anos.
Nádia foi presidenta estadual do PCdoB-MA e do PCdoB-SP. Membro do Comitê Central do Partido desde 1988, esteve à frente das secretarias nacionais de Relações Institucionais e de Organização. No 16º Congresso Nacional do PCdoB, em outubro, foi eleita vice-presidenta.
Sua biografia inclui diversas passagens em cargos púbicas, assessora parlamentar, secretária municipal de esporte, secretária de educação e vice-prefeita de São Paulo na gestão Fernando Haddad (2013-2016).
A dirigente comunista tem pós-graduação em Gestão Pública. Em 2019, lançou o livro “Cidades Democráticas – A Experiência do PCdoB e da Esquerda em Prefeituras (1985-2018)”.
PCdoB inicia transição na presidência com Nádia Campeão à frente
December 14, 2025 14:06
A reunião do Comitê Central do Partido Comunista do Brasil, realizada em São Paulo de 12 a 14 deste mês concretizou indicação do 16º Congresso e deu início à transição na presidência do Partido. Após dez anos no comando do PCdoB, Luciana Santos se licencia e passa a dividir a direção com Nádia Campeão que assume a presidência interina. Em 2027 haverá uma conferência partidária que deverá consolidar esse processo.
Transição pactuada e continuidade política
Luciana Santos explica que a decisão é fruto de um processo coletivo e amadurecido. “São dez anos à frente do PCdoB na presidência. No último Congresso, conseguimos ter um debate forte, com muita coesão, para que a Nádia Campeão assumisse a primeira vice-presidência”.
Segundo ela, é uma continuidade planejada. “Eu continuarei presidenta do partido até 2027, quando realizaremos uma conferência nacional para concluir este ciclo. Nesse interim, achamos necessário fazer uma transição, para que a Nádia assuma e possamos, juntas, liderar o partido”, afirma.
Luciana destaca que a principal motivação é preparar o PCdoB para os desafios imediatos. “Vamos juntas liderar o Partido na batalha mais importante do próximo ano, que é a batalha eleitoral, seja pela reeleição do presidente Lula, seja para fortalecer a bancada do PCdoB no Congresso Nacional”.
Nádia Campeão assume com responsabilidade histórica
Ao assumir a presidência interina, Nádia Campeão enfatiza o peso político do momento. “Recebi, com muita responsabilidade, no 16º Congresso do partido, a indicação para ser a primeira vice-presidenta nacional. Isso, por si só, já representa uma enorme responsabilidade”, afirma.
Militante do PCdoB desde 1979, Nádia destaca o significado pessoal e coletivo da nova empreitada. “Já cumpri muitas tarefas no partido, mas, sem dúvida, esta é a de maior responsabilidade. Assumo essa missão de coração”, declarou.
Nádia faz questão de valorizar o legado da atual presidenta. “O trabalho que a Luciana vem fazendo todos esses anos é muito potente. Ela colocou nosso partido com uma visibilidade muito forte no cenário nacional”, disse, citando a articulação entre a presidência do PCdoB e a atuação de Luciana no Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. “Vamos seguir esse caminho em um trabalho conjunto e compartilhado. Quem vai ganhar é o nosso PCdoB”.
Prioridades políticas e militância ativa
Luciana Santos destaca que “nosso grande desafio no próximo ano é enfrentar uma luta estratégica e decisiva para o país e para a democracia”. Para ela, a reeleição do presidente Lula é central. “É a luta pela inclusão do povo brasileiro, por uma agenda de crescimento e pela vitória do presidente Lula”.
Luciana também ressalta a importância de ampliar a presença comunista no Parlamento. “Precisamos de uma bancada muito forte no Congresso Nacional do nosso glorioso PCdoB, para sermos mais influentes e ajudar nas decisões sobre os rumos do país”, disse. Além disso, aponta como fundamental o debate programático, que será conduzido pela Fundação Maurício Grabois. “Vamos distribuir tarefas, dividir responsabilidades e atravessar esse período com sucesso”.
Desafios eleitorais e lutas sociais
Para Nádia Campeão, o eixo central das eleições do próximo ano é a Presidência da República. Ao mesmo tempo, destaca a necessidade de fortalecer o campo progressista nos estados e no Congresso. “Vamos lutar muito para ampliar a bancada dos comunistas e avançar no Congresso Nacional”.
Nádia lembra ainda que o calendário político será marcado por lutas sociais relevantes. “Teremos batalhas importantes, como a luta pelo fim da escala 6 por 1, além de um ano intenso de reestruturação partidária, filiações e atividades políticas”. Segundo Nádia, essas frentes se articulam diretamente com o processo eleitoral. “Sem dúvida, a batalha eleitoral terá grande prioridade até novembro”.
Com a transição em curso, o PCdoB aposta na combinação entre continuidade política, renovação de tarefas e unidade interna para enfrentar um período decisivo da política brasileira e da construção partidária.
Quem é Nádia Campeão
A nova presidenta em exercício do PCdoB, Nádia Campeão, é paulista de Rio Claro, onde nasceu em 1958. Formada em Engenharia Agronômica pela Esalq/USP, filiou-se ao PCdoB em 1978, aos 20 anos.
Nádia foi presidenta estadual do PCdoB-MA e do PCdoB-SP. Membro do Comitê Central do Partido desde 1988, esteve à frente das secretarias nacionais de Relações Institucionais e de Organização. No 16º Congresso Nacional do PCdoB, em outubro, foi eleita vice-presidenta.
Sua biografia inclui diversas passagens em cargos púbicas, assessora parlamentar, secretária municipal de esporte, secretária de educação e vice-prefeita de São Paulo na gestão Fernando Haddad (2013-2016).
A dirigente comunista tem pós-graduação em Gestão Pública. Em 2019, lançou o livro “Cidades Democráticas – A Experiência do PCdoB e da Esquerda em Prefeituras (1985-2018)”.
Partido Comunista do Uruguai abre 33º Congresso e reafirma luta contra a direita
December 13, 2025 12:57
Nesta sexta-feira, ocorreu a abertura do 33º Congresso do Partido Comunista do Uruguai, que acaba de comemorar 105 anos de luta em defesa da soberania nacional, da democracia, dos direitos sociais e do socialismo.
O PCU é um partido experiente, com forte inserção nos movimentos sociais e no governo da Frente Ampla – construção política proposta pelos comunistas, para a qual contribuíram com os seus fundamentos teóricos e políticos.
Presentes na abertura diversas lideranças políticas e sociais e varias delegações estrangeiras.
Com certeza, as decisões do 33º Congresso do PCU, além de contribuírem para a luta do povo uruguaio, também serão referência para os povos de todo o mundo que lutam contra o fascismo e o imperialismo!
PCU abre XXXIII Congresso e reafirma luta contra a direita no Uruguai
December 13, 2025 12:57
Nesta sexta-feira, ocorreu a abertura do XXXIII Congresso do Partido Comunista do Uruguai, que acaba de comemorar 105 anos de luta em defesa da soberania nacional, da democracia, dos direitos sociais e do socialismo.
O PCU é um partido experiente, com forte inserção nos movimentos sociais e no governo da Frente Ampla – construção política proposta pelos comunistas, para a qual contribuíram com os seus fundamentos teóricos e políticos.
Presentes na abertura diversas lideranças políticas e sociais e varias delegações estrangeiras.
Com certeza, as decisões do XXXIII Congresso do PCU, além de contribuírem para a luta do povo uruguaio, também serão referência para os povos de todo o mundo que lutam contra o fascismo e o imperialismo!
Jandira Feghali exalta relação de “parceria e apoio” com Margareth Menezes
December 12, 2025 20:33
A deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ) rebateu nesta sexta-feira (12) a acusação de que sua legenda, o Partido Comunista do Brasil, estaria “boicotando” a gestão da cantora e compositora Margareth Menezes à frente do MinC (Ministério da Cultura). Em nota, a parlamentar também ressaltou que sua “relação com a ministra da Cultura é de parceria e apoio, e ela sabe disto”.
Margareth assina o prefácio do último livro de Jandira, “Cultura é poder! Pra quê e pra quem?”, lançado em junho. Além de a ministra do governo Lula ter participado do lançamento da obra, em junho, no Rio de Janeiro, o MinC divulgou o evento em seu site. “Ela (Jandira) tem um histórico na defesa da cultura, das políticas públicas e dos direitos do povo brasileiro – e faz isso com maestria”, afirmou Margareth na ocasião.
O ataque infundado a Jandira e ao PCdoB partiu da produtora Paula Lavigne, que compartilhou via WhatsApp um áudio sobre as polêmicas em torno do projeto de lei de regulamentação do streaming. O sistema é conhecido pela sigla VOD (do inglês Video on Demand – ou Vídeo sob Demanda).
No áudio, de modo irresponsável, Lavigne associa as críticas de Jandira e outros especialistas a respeito do projeto a uma suposta conspiração “contra a Maga (Margareth)”. Sem provas, a produtora ainda os acusa de estarem “sabotando o MinC”.
A deputada do PCdoB não passou recibo. “É direito inalienável da sociedade civil se manifestar na cobrança de boas leis que interessam ao Brasil e a seus trabalhadores”, declarou Jandira. Ela citou a Carta Aberta do Cinema e do Audiovisual Brasileiro, divulgada em agosto por mais de 750 signatários do setor. Em nome da “soberania” e do “futuro da indústria audiovisual”, eles exigem a “urgência da regulação do streaming”.
A nota de Jandira também destaca como a deputada lutou – e continua a lutar – ao lado do setor cultural por avanços nessa pauta.
“De minha parte, trabalhei arduamente, por mais de um ano, na construção de um projeto de lei que atendesse às demandas do audiovisual na regulação do VOD no Brasil. Na função de relatora, recebi todos os segmentos envolvidos, enfrentei duros debates e elaborei o melhor texto possível, observada a complexidade do tema e a correlação de forças da Câmara dos Deputados. Não sou a relatora do texto final do projeto, visto que a presidência da Câmara decidiu mudar a relatoria em setembro deste ano. Considero o texto da Câmara mais avançado que o do Senado. E, coerente com minha trajetória, seguirei trabalhando para que se mantenham pontos que considero essenciais para o fomento e soberania do nosso audiovisual e do Brasil.”
Jandira lembrou que o PCdoB está ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva desde sua primeira eleição ao Planalto, em 1989, “por acreditar que sob seu comando o Brasil avança”. Hoje, a deputada é vice-líder do governo na Câmara. “Após 40 anos de vida pública, lutando pela cultura brasileira, não perco tempo com intrigas menores, cujos interesses desconheço”, concluiu Jandira.
Leia a íntegra da Carta Aberta do Cinema e do Audiovisual Brasileiro:
PCdoB: São Paulo sofre com apagão de energia e de gestão
December 11, 2025 11:51
O presidente municipal do PCdoB São Paulo, Alcides Amazonas, criticou o caos em que a capital paulista se encontra com os impactos das fortes rajadas de vento registradas nesta quarta-feira (12). Em nota, o dirigente afirma que “a cidade mais rica do País continua a sofrer com apagão de energia e de gestão”, num ataque ao prefeito Ricardo Nunes (MDB) e ao governador paulista, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
De acordo com Amazonas, “São Paulo precisa de programas e ações à altura da crise, para enfrentar emergências e atenuar seus impactos”. Ele elogiou o exemplo do governo Lula, “com a reestruturação do Ministério do Meio Ambiente e a criação da Autoridade Nacional de Segurança Climática”.
Confira a íntegra da nota.
NOTA DO PCdoB SÃO PAULO
São Paulo sofre com apagão de energia e de gestão
A falta de energia elétrica voltou a ser regra no estado de São Paulo, mas especialmente na capital. Estima-se que, nesta quarta-feira (10), 2,3 milhões de imóveis chegaram a ficar sem luz. A normalização é lenta e precária. Na manhã desta quinta (11), passadas 24 horas do vendaval, a região metropolitana seguia com mais de 1,5 milhão de casas às escuras. A cidade de São Paulo, por sua vez, ainda tinha 232 semáforos apagados, o que gerou congestionamento e caos.
O apagão prejudica também o abastecimento de água em algumas regiões, que dependem de energia para fazer a distribuição. Houve, sim, um evento climático extremo, mas o que sobressai é o abandono da cidade de São Paulo e do conjunto do estado. Para justificar o novo apagão, um diretor da Enel alegou que “muitas árvores caíram sobre a rede, muitos postes foram quebrados, muitos cabos (foram) partidos e danificados”.
Nesse jogo de empurra, temos uma disputa para ver quem é mais culpado: a Prefeitura de São Paulo, sob a gestão Ricardo Nunes? O governo paulista, com Tarcísio de Freitas? A concessionária Enel? Ou talvez todos eles, para a infelicidade e o drama do povo paulista?
Não se trata de problemas novos. No apagão de 2024, às vésperas da eleição municipal, Nunes fez demagogia e prometeu resolver a crise. Não resolveu nada. O balanço do programa SP Sem Fios é desastroso: dos 20 mil quilômetros de fios de postes, foram enterrados somente 46,5 km na rede subterrânea.
A cidade mais rica do País continua a sofrer com apagão de energia e de gestão. O PCdoB São Paulo se solidariza com as famílias que são prejudicadas e ficam reféns dos maus gestores. Infelizmente, tão forte quanto as rajadas de vento é a incompetência dos governantes. No site da prefeitura, em vez de informações relevantes para esclarecer e ajudar a população atingida, o governo Nunes prefere falar de árvore e iluminação de Natal. É como se a administração municipal não tivesse nenhuma responsabilidade com a manutenção da rede elétrica e das árvores urbanas.
Como os extremos climáticos serão cada vez mais comuns, São Paulo precisa de programas e ações à altura da crise, para enfrentar emergências e atenuar seus impactos. O governo Lula deu o exemplo, com a reestruturação do Ministério do Meio Ambiente e a criação da Autoridade Nacional de Segurança Climática. Nunes e Tarcísio, ao contrário, governam para a iniciativa privada, promovem o desmonte dos serviços públicos e deixam a população à própria sorte. A cidade e o estado estão em colapso.
São Paulo, 11 de dezembro de 2025
ALCIDES AMAZONAS
Presidente do PCdoB São Paulo (SP)
PCdoB-SC define pré-candidatos à Câmara Federal e Assembleia Legislativa
December 10, 2025 13:38
O Partido Comunista do Brasil em Santa Catarina divulga nota com análise da conjuntura no Estado “Nossa tarefa é romper com esse cerco ideológico e apresentar um projeto onde o desenvolvimento econômico esteja de mão dada com a justiça social, a valorização da vida, da ciência e do trabalhador”, diz a nota.
Além de divulgar o nome de Giovana Mondardo como pré-candidata a deputada federal e de Paulinho da Silva a deputado estadual, o PCdoB-SC reafirma a unidade partidária, a defesa da democracia e a necessidade de construir uma candidatura ampla e unitária ao Senado, capaz de derrotar o bolsonarismo no Estado.
Confira a íntegra da Resolução Política Direção Estadual do PCdoB de Santa Catarina
1 – A Conjuntura Catarinense
Santa Catarina, assim como o Brasil, vive um momento de intensa luta política. Nosso estado, construído pela força de trabalhadoras e trabalhadores migrantes de diversas partes do Brasil e do mundo, tem seu tecido social costurado a partir de uma rica diversidade, o qual, foi capturado nos últimos anos por um projeto que tenta impor uma falsa unanimidade conservadora.
Essa narrativa de ódio e intolerância não é a essência do nosso povo. Santa Catarina é a terra de Anita Garibaldi, Antonieta de Barros, da guerra do contestado, da Novembrada e que no início dos anos 2000 foi vanguarda na chamada “onda vermelha”.
Nosso estado não é o berço do fascismo, ele está hoje, refém dele. Vivemos um momento em que uma narrativa autoritária tenta sequestrar nossa identidade, vendendo a imagem de um estado ultraconservador, para silenciar nossa histórica vocação para o trabalho, a cooperação e a luta democrática.
Por isso os desafios para 2026 são mais que desafios eleitorais, trata-se da disputa das mentes e dos corações do povo catarinense. É necessário resgatar Santa Catarina das mãos do atraso e do extremismo. Ser catarinense não é ser subserviente à exploração, muito menos ser curral eleitoral de uma família que acha que o estado se resume à manutenção de seu espólio eleitoral, onde a única identificação dos Bolsonaros com SC são as curtas temporadas em nossas praias.
O Catarinense é um povo solidário, criativo e corajoso. Nossa tarefa é romper com esse cerco ideológico e apresentar um projeto onde o desenvolvimento econômico esteja de mão dada com a justiça social, a valorização da vida, da ciência e do trabalhador.
2 – Levar a esperança para Câmara Federal e reeleger Lula
Eleger uma COMUNISTA por Santa Catarina, no atual contexto, carrega mais que uma vitória eleitoral, é um símbolo e a prova viva de que a esperança é capaz de furar o bloqueio do medo. Será a afirmação de que o estado em que Bolsonaro julga ser seu quintal, cresce a resistência, a defesa da ciência e a luta intransigente pelos direitos das mulheres, da juventude, e da classe trabalhadora no geral.
O simbolismo a eleição de uma jovem, mulher, LGBTI+, trabalhadora da saúde à Câmara Federal, sendo esta a consolidação de uma fissura na suposta hegemonia reacionária de nosso Estado, não está restrito ao debate dos signos, mas sim uma resposta ao chamado pelo revigoramento partidário, repetido quase como um mantra em nossos fóruns desde a Conferência Nacional de nosso Partido em 2019.
3 – Retomar nossa cadeira na ALESC e radicalizar a oposição à Extrema-Direita
O projeto federal abre caminhos, mas precisamos lutar por mais vozes progressistas e comprometidas com o povo, que defendam Santa Catarina de quem quer vendê-la, ter um mandato que seja instrumento da organização popular. A ausência de uma voz comunista no parlamento estadual é sentida em cada tentativa de privatização ou do avanço de uma pauta reacionária, episódios que são diários.
Nosso histórico de atuação na ALESC reitera a importância da eleição de um Comunista como Deputado Estadual, nossos mandatos sempre foram as principais vozes de uma real oposição aos Governos reacionários em Santa Catarina. Na iminência da continuidade deste ciclo de atrasos na Casa d’Agronômica, visto as últimas pesquisas eleitorais que mostram uma tendência consolidada da reeleição do Governador Jorginho Melo, é de suma importância que nossa militância centre esforços na retomada de nossa cadeira na Assembleia.
4 – Unidade e Coesão Partidária
O fortalecimento do nosso partido em Santa Catarina, o qual, perpassa pelo desafio eleitoral de 2026, requer a radicalização da nossa Unidade Partidária e sua devida coesão, tendo clareza do nosso desafio indissociável: eleger Giovanna Mondardo para Câmara Federal e retomar nosso assento na ALESC com Paulinho da Silva, além do fortalecimento do nome da camarada Larissa Stephanie, o caminho para o êxito se dá justamente pela intersecção destas pré-candidaturas.
5 – Defender a Democracia passa pelo Senado.
Estamos caminhando para uma encruzilhada em 2026. A extrema direita tem um plano claro, criar uma maioria no Senado para 2027. Santa Catarina tem papel decisivo para impedir esse cenário.
A construção de uma candidatura pelo campo progressista não é apenas uma tática, é a defesa da nossa democracia. Devemos construir uma alternativa viável, ampla e unitária, para servir como uma barreira de contenção contra o extremismo.
6 – Construir Pontes para Vencer.
Não venceremos o isolamento político sozinhos. O momento nos exige grandeza para construir pontes. O PCdoB se coloca à disposição para construção de um movimento político que una os movimentos sociais, o setor produtivo comprometido com o desenvolvimento nacional, a intelectualidade e com todas as forças democráticas do estado.
Nosso convite é para todos olhem para 2026 com altivez e ousadia. A polarização artificial, criada pela extrema direita, tenta nos silenciar. Mas precisamos ser um farol que ajude a jogar luz sobre os rumos da política de Santa Catarina. Vamos construir em unidade, um amplo movimento que seja capaz de dialogar com nosso povo, e disputar os rumos de Santa Catarina e do Brasil.

