Fim da Lei de Moore? Intel vai focar em consumo energético em vez de desempenho
February 10, 2016 15:19A Lei de Moore, um dos princípios da computação criados pela Intel, pode estar com os dias contados. E pelas mãos da própria empresa, já que ela afirmou recentemente que pretende voltar seus investimentos para a eficiência energética ao invés de priorizar o desempenho das máquinas.
A declaração é de William Holt, vice-presidente executivo da companhia, que discursou na Solid State Circuits Conference, em San Francisco, na Califórnia. “Vamos ver algumas transições bem grandes. As novas tecnologias vão ser fundamentalmente diferentes. As melhores e mais puras melhorias na tecnologia que vamos fazer trarão benefícios no consumo de energia, mas vão reduzir a velocidade”, destacou o VP da Intel.
Em tese, a afirmação de Holt colocaria a famosa Lei de Moore em risco. Elaborado na década de 1960 pelo cofundador da Intel, Gordon Earl Moore, o conceito se baseia na ideia de que a quantidade de transistores que poderiam ser colocados em uma mesma área dobraria a cada 18 meses, sem elevar os custos de fabricação. Isso significa que o poder de processamento dos computadores, baseado na proposta de Moore, sempre iria dobrar sua capacidade nesse período – que posteriormente foi ajustado para 24 meses.
De fato, os computadores evoluíram bastante em todo esse tempo e dentro da lei elaborada pelo cofundador da Intel. Basta notar que a maioria das empresas, incluindo a própria Intel, tem o costume de apresentar novas gerações de seus processadores dentro dessa janela de dois anos. Até as fabricantes de semicondutores se baseiam nessa “regra” para definir suas metas de produção, embora tenha se tornado uma tarefa nada fácil acompanhar essa tese por causa da complexidade na construção de transistores tão pequenos e que estão próximos de alcançar seu limite.
É justamente tal dificuldade que pode colocar a Lei de Moore em cheque, pois ano após ano ficou mais complexo adequar a evolução dos processadores a esse conceito. Em 2012, Carl Anderson, da IBM, previu que a lei começaria a entrar em conflito com a realidade com a chegada dos processadores com litografia de 10 nanômetros. Em julho do ano passado, a companhia veio a público admitir de que talvez não consiga acompanhar a Lei de Moore e deu a entender que se alguém vai mantê-la na ativa, esse alguém não será a Intel.
Com isso, a previsão de Holt em apostar na eficiência energética ao invés do desempenho faz todo o sentido. Na opinião do executivo, é provável que as próximas gerações de processadores enfrentem um retrocesso, ou seja, sejam inferiores aos componentes que já estão no mercado. Tudo em prol do consumo energético.
Para Holt, essa mudança pode ser benéfica para todos, desde empresas e usuários, mas principalmente para o mercado de Internet das Coisas (IoT, na sigla em inglês), no qual o consumo de energia é mais importante do que o desempenho dos equipamentos. Com menos “poder de fogo” e mais capacidade energética, uma CPU poderia ser instalada mais facilmente numa gama maior de dispositivos. Curiosamente, o campo da IoT é um dos principais focos da Intel, o que poderia justificar ainda mais a afirmação de Holt.
Apesar das previsões, Holt acredita que ainda deve demorar um tempo até que essas novas tecnologias cheguem ao mercado. Ele afirma que alguns componentes podem levar quase dois anos para serem lançados ao consumidor.
Com informações de The Stack e Canaltech.
Wine 1.9.3 chega com mais instruções Shader Model 4 e com nova engine Gecko
February 10, 2016 15:19Já está disponível mais uma nova versão de desenvolvimento do Wine, a 1.9.3, para download e teste. Entre as novidades, podemos citar a alteração de base da engine Gecko no mais recente navegador Firefox 44.0, suporte JSON em JavaScript, melhor gravação para WebServices, adição de mais instruções Shader Model 4 instruções e melhorias para quebra de linha do DirectWrite.
Além disso, de acordo com as notas de lançamento do Wine 1.9.3, há 24 correções de bugs para algumas das questões mais importantes relatadas por usuários desde a versão de desenvolvimento anterior, o Wine 1.9.2, que foi anunciado cerca de duas semanas atrás.
Mais aplicações do Windows funcionam melhor no Wine
Entre os jogos do Windows que receberam melhorias, podemos citar Tom Clancy’s Rainbow Six: Vegas 2, Arcanum: Of Steamworks and Magick Obscura, Star Wars: The Force Unleashed II, Far Cry 3, The Vanishing of Ethan Carter Redux, When Monster Strikes, Starcraft, Poker Night e Spurious.
Há também correções para o Yahoo Messenger, BioEdit, Nikon Capture NX 2.4, VMware, Internet Explorer e muito mais. Para quem se importa ou simplesmente está curioso, mas detalhes sobre todas as melhorias implementadas podem ser encontrados no anúncio oficial, através deste link.
Com informações de Softpedia, WineHQ e LinuxBuzz.
Pirate Bay agora permite realizar streaming de torrents direto do navegador
February 10, 2016 15:19O Pirate Bay adicionou suporte ao plugin Torrents Time, que permite aos usuários consumirem conteúdo diretamente donavegador, via streaming. Com ele, não é necessário fazer o download do conteúdo do próprio torrent ou de um cliente como o BitTorrent, visto que o usuário pode executar o conteúdo em tempo real, seja no Firefox,Internet Explorer ou Chrome, no Windows ou OS X.
Atualmente, o serviço encontra-se em fase Betae conta com todos os problemas usuais de torrents piratas, como a má qualidade da imagem e a necessidade de aguardar alguns segundos para que o player possa carregar e começar a transmitir o conteúdo. Apesar disso, o Torrents Time é um sistema bastante simples que pode mudar a maneira das pessoas utilizarem serviços de torrent.
O plugin foi lançado no início deste mês pela equipe do Popcorn-Time.se. Portanto, ele não foi desenvolvido para funcionar exclusivamente no Pirate Bay, mas em qualquer serviço de torrent que deseje transmitir seu conteúdo via streaming. Conforme escreveu a equipe do Torrents Time, “você pode transformar o seu site, em questão de segundos, em um incrível e simples site de streaming”.
“Com o Torrents Time você será capaz de […] gerar mais receita do que com qualquer outra empresa de monetização, ao mesmo tempo que irá colocar um fim a anúncios irritantes”, publicou a equipe do software. Além do Pirate Bay, outros sites já adicionaram o plugin e outros como o Kickass Torrents estão trabalhando na integração do serviço.
Embora não seja a primeira solução para consumir conteúdo via streaming, vale lembrar que o Torrents Time está relacionado à pirataria online e, com isso, não há garantia de que o plugin funcionará por muito tempo.
Com informações de Torrents Time e Canaltech.
O Ubuntu 16.04 LTS virá com uma versão do Nautilus mais antiga devido a complicações
February 10, 2016 15:19O desenvolvedores da Canonical decidiram que o Ubuntu 16.04 LTS terá que vir com uma versão antiga do gerenciador de arquivos Nautilus devido a algumas complicações que estão ocorrendo durante a implementação da aplicação envolvendo a barra de menus, que não está mais sendo utilizada na versão 3.18 do software, além de alguns bugs ainda presentes.
Como os usuários do Ubuntu já devem saber, uma barra de menu é usada para aplicações no ambiente gráfico Unity, mas a nova versão do Nautilus não usa nada parecido. Isso significa que os desenvolvedores do Ubuntu precisam adicioná-la, mas não é nada fácil. Sebastien Bacher, da Canonical, explica no Launchpad as razões pelas quais foi escolhido reverter para uma versão antiga do gerenciador de arquivos.
“O novo Nautilus é bom, mas ainda precisa de mais algum trabalho antes de estar pronto para substituir o antigo. Alguns recursos foram removidos que os usuários parecem se importar com eles, identificados alguns problemas de usabilidade com o novo diálogo de cópia de arquivos, A tela de exibição de ícones precisam de mais trabalho para acomodar outros níveis de zoom. Não é fácil voltar a adicionar uma barra de menu e nós preferimos ter um sob o Unity para o LTS”, diz Sebastien Bacher.
Se você testou o Ubuntu 16.04 LTS recentemente, você deve ter notado que o gerenciador de arquivos parece um tanto estranho. Acredita-se que o Nautilus estará pronto a tempo para o lançamento, mas ainda há muito trabalho a ser feito pelos desenvolvedores. A mudança será implementada nos próximos dias.
Com informações de Softpedia, Launchpad, OMG! Ubuntu! e LinuxBuzz.
Projeto de internet gratuita do Facebook é banido da Índia
February 10, 2016 15:19O órgão regulador de telecomunicações na Índia, o TRAI, publicou um documento que proíbe tarifas discriminatórias em serviços de dados, impactando diretamente no serviço Free Basics, do Facebook, que envolve o projetoInternet.org. Ainda que o documento do TRAI não tenha sido dirigido especificamente ao Facebook e seus serviços, a decisão apoia o desejo de muitos críticos do programa deinternet gratuita da rede social.
Os críticos do Free Basics acreditam que o Facebook é um possível influenciador para favorecer certos serviços em detrimento de outros aos usuários de sua conexão. Para o órgão controlador indiano, os serviços de internet gratuita devem garantir a neutralidade da rede e a liberdade do usuário, não limitando acesso ao que o usuário pode ou não visualizar na rede. Além disso, as empresas por trás dos projetos devem se submeter às mesmas diretrizes regulatórias que as operadoras tradicionais se submetem.
Em dezembro do ano passado, o TRAI já desejava suspender o Free Basics alegando sérias dúvidas sobre a viabilidade do projeto da companhia de Mark Zuckerberg. Defendendo a decisão tomada nesta semana, o órgão salientou que sua decisão foi “guiada pelos princípios da neutralidade da rede” e que seu objetivo final é “garantir que os consumidores obtenham acesso livre e não discriminatório à internet”.
Zuckerberg defendeu o programa expressando sua surpresa sobre as dúvidas acerca da neutralidade do projeto e criticando as autoridades. “Em vez de querer dar às pessoas o acesso a alguns serviços básicos de internet gratuita, os críticos do programa continuam a espalhar falsas alegações – mesmo que isso signifique deixar para trás um bilhão de pessoas. Quem poderia ser contra isso?”, comentou.
A Índia foi o local escolhido pelo Facebook para conduzir o piloto do projeto que visa levar internet gratuita para todos os cantos do mundo. No total, o Facebook investiu cerca de US$ 45 milhões para alavancar o Free Basics no país com o objetivo de expandir a acessibilidade da internet para todo o território indiano.
Com informações de BBC e Canaltech.











