As principais instituições de Internet abandonam o governo dos EUA
октября 16, 2013 1:47 - no comments yetEm Montevidéu, Uruguai, esta semana, os diretores de todas as principais organizações da Internet – ICANN, a Força-Tarefa de Engenharia da Internet (IETF), o Conselho de Arquitetura da Internet (IAB), o Consórcio World Wide Web (W3C), a Internet Society (ISOC), todos os cinco registradores regionais de endereços IP da Internet (AfriNIC, APNIC, ARIN, LACNIC e RIPE/NCC) — voltaram suas costas ao governo dos EUA. Com unanimidade marcante, as organizações que realmente desenvolvem e administram os padrões e recursos da Internet iniciaram uma ruptura com o domínio dos EUA sobre a governança da Internet que já vem de três décadas.
Um Comunicado divulgado pelo grupo defende a “aceleração da globalização das funções da ICANN e da IANA, para chegar a um ambiente no qual todas as partes interessadas, incluindo todos os governos, participem em pé de igualdade.” Essa parte da declaração constitui uma rejeição explícita da supervisão unilateral da ICANN pelo Departamento de Comércio dos EUA do Comércio dos EUA através do contrato IANA. Ela também ataca indiretamente a abordagem unilateral dos EUA na Afirmação de Compromissos — o pacto entre os EUA e a ICANN que prevê revisões periódicas de suas atividades pelo Comitê Assessor de Governos (GAC) e outros membros da comunidade da ICANN. (A Afirmação foi concebida como um acordo entre a ICANN e os EUA exclusivamente — não teria sido difícil permitir que outros governos a assinassem também.)
Ressaltando o alcance internacional e a determinação do grupo de ter um impacto global, o Comunicado de Montevidéu foi divulgado em inglês, espanhol, francês, árabe, russo e chinês. Em conversas com alguns dos participantes da reunião de Montevidéu, ficou claro que eles estavam pensando em novas formas de supervisão pluralista como um substituto para a supervisão dos EUA, embora nenhum plano detalhado tenha sido apresentado.
Mas isso foi só o começo. Um dia após a declaração de Montevidéu, o presidente e CEO da ICANN, Fadi Chehadé — o homem aceito pelo governo dos EUA para liderar sua instituição central da governança da Internet — reuniu-se com a presidenta brasileira Dilma Rousseff. E nesta reunião, Chehadé empenhou-se em uma audaciosa diplomacia privada. Ele pediu que “a presidenta [do Brasil] leve sua liderança a um novo nivel, para assegurar que trabalhemos juntos em torno de um novo modelo de governança no qual todos são iguais.” Um comunicado de imprensa do governo brasileiro informou que a presidenta Dilma Rousseff propôs uma reunião de cúpula da Internet a ser realizada em abril de 2014 no Rio de Janeiro.
Assim, o presidente da ICANN não só aliou-se a uma figura política que tem feito fortes críticas ao governo dos EUA e ao programa de espionagem da NSA, como articulou com ela a convocação de um encontro global para começar a forjar um novo sistema de governança da Internet que possa ir além do velho mundo da hegemonia dos EUA.
Não tenham dúvida: isto é importante. É a mais recente, e uma das manifestações mais significativas das consequências das revelações de Snowden sobre a espionagem da Internet global pela NSA. Uma coisa é quando o governo do Brasil, um antagonista de longa data sobre o papel dos EUA na governança da Internet, fica indignado e faz ameaças por causa das revelações. E, claro, o regozijo de representantes da União Internacional de Telecomunicação (UIT) poderia ser esperado. Mas isto é diferente. O Estado brasileiro está agora em aliança com os porta-vozes de todas as instituições de Internet que constituiram-se com o desenvolvimento da rede, os representantes do mesmo “modelo pluralista (multistakeholder)” que os EUA se propõem a defender. Você sabe que você cometeu um grande erro, um erro que muda sua vida, quando seus próprios filhos o abandonam em massa.
Também notável é a disposição da presidenta do Brasil em aliar-se abertamente às instituições internacionais de Internet. Há atores politicamente influentes dentro do governo brasileiro, especialmente a agência reguladora de telecomunicações, Anatel, que gostariam de trazer a zona-raiz do DNS para o âmbito da UIT, que odeiam a ICANN, e não gostam de modelos pluriparticipativos de governança. A visão destes agentes é apoiada pelo oligopólio transnacional das telecomunicações que controla as principais redes do Brasil. A presidenta Dilma Rousseff tomou uma posição corajosa contra estas forças e em favor de princípios pluralistas. Receber o CEO da ICANN e sair do encontro com a proposta de uma reunião de cúpula foi também um importante marco político para ela nessas disputas políticas internas.
Nós do IGP só poderíamos manifestar uma satisfação impiedosa com esse rumo que as coisas tomaram. Temos insistido há quase dez anos que o governo dos EUA deveria acabar com seu rol privilegiado e concluir a desestatização da gestão do DNS. Temos argumentado que o substituto adequado para a supervisão unilateral do Departamento de Comércio seria, não uma “supervisão política” multilateral, mas um acordo internacional articulando regras claras sobre o que a ICANN pode e não pode fazer, um acordo que proteja explicitamente a liberdade de expressão e outros direitos individuais, bem como os princípios de governança aberta da Internet. Ouvimos todos os argumentos imagináveis sobre por que isso não tem que acontecer: eles disseram que ninguém realmente se importava com a governança da raiz DNS, disseram que não havia alternativa melhor, disseram que o resto do mundo secretamente queria que os EUA fizessem isso etc etc. Uma combinação de arrogância, complacência e pressão política interna impediu qualquer ação.
Tivesse esse conselho sido ouvido, tivessem os EUA tentado desfazer-se de sua supervisão unilateral por sua própria iniciativa, poderia ter exercido algum controle sobre a transição e feito valer seus apreciados valores de liberdade e democracia. Poderia ter assegurado, por exemplo, que uma ICANN independente fosse sujeita a limites claros sobre a sua autoridade e a novas formas de prestação de contas, algo muito necessário. Agora, os EUA perderam a iniciativa, irremediavelmente. A evolução futura da governança de nomes e números da Internet, pelo menos, não é mais para eles.
(*) Artigo originalmente publicado pelo Internet Governance Project (IGP).
Fonte: RETS
Site vaza informações sobre Android 4.4 Kit Kat e exibe nova interface
октября 14, 2013 13:45 - no comments yetQuem precisa de um evento de lançamento quando tudo vaza online antes do tempo?
Embora o Google deva anunciar o Android 4.4 Kit Kat e o Nexus 5 somente na próxima terça-feira (15), o blog Tutto Android parece ter atingido o grande G. O site postou nesta sexta-feira (11) o que parecem ser fotos do Nexus 5 rodando a última versão do Android, bem como um breve resumo de alguns dos novos recursos mais importantes incluídos na atualização.
De acordo com o relato, o Android 4.4 Kit Kat possui uma novos tela inicial, tela de bloqueio, e app drawer – e todos parecem emprestar elementos do iOS 7 da Apple.
O tema azul Holo, que está presente desde o Android 4.0 Ice Cream Sandwich, foi drasticamente atenuado, e a coloração azul foi substituída por um branco opaco para a barra de menu e app drawer.
Alguns ícones de aplicativos, tais como o do telefone, foram renovados e ficaram mais nítidos. Há também um novo aplicativo com o nome “Google Photos”, que parece ter substituído a “Galeria” que temos atualmente.
O dispositivo em si é mais rápido e ágil, mas o software ainda apresenta alguns problemas. O Tutto Android observa que o Android 4.4 Kit Kat não parece tão pesado como nas versões anteriores do sistema operacional – uma boa notícia para aqueles que se preocupam com a forma como a atualização afetará o desempenho de seus dispositivos atuais.
Parece haver algum tipo de estabilização óptica de imagem (OIS) na câmara, e o telefone tem dois alto-falantes estéreos localizados em sua borda inferior.
Outra característica interessante é que o assistente virtual Google Now agora pode ser acessados deslizando à esquerda na tela inicial. O blog também sugere que os controles Touchless que vimos no Moto X estão presentes no Nexus 5, mas não revelou muito mais informações sobre o assunto.
As melhorias visuais para o Android são bem-vindas, e vai ser interessante ver como o Kit Kat funcionará com telefones Android mais antigos que tiveram a sorte de ver a atualização.
Até agora, a maioria dos rumores sobre o Nexus 5 tem sido medíocres, e o Google vai precisar ter algum truque na manga se quer que as pessoas se empolguem com seus novos “brinquedos”.
Com informações de IDGNow.
Mozilla dá adeus ao plug-in do Flash na web com projeto Shumway
октября 14, 2013 13:45 - no comments yetNós todos sabíamos que o Flash estava a caminho da porta de saída mas, como o Windows XP, tem sido tremendamente teimoso nessa despedida. Muitos sites ainda utilizam o recurso para apresentar multimídia em versões antigas de browsers, mesmo sabendo que os plug-ins de Flash são reconhecidamente instáveis.
Mas se a Mozilla conseguir executar seus planos, ela poderá matar de vez os plug-ins Flash com uma tecnologia que é onipresente na web e impossível de matar: o JavaScript. Desde 2012, a fundação trabalha num projeto chamado Shumway que permitirá executar arquivos SWF (Shockwave Flash) numa página web usando puro JavaScript sem precisar de plug-ins.
Sua implementação original foi na forma de um add-on para o navegador Firefox (claro), mas segundo seus seguidores mais próximos, o Shumway está para ser incluído formalmente no Firefox como padrão. Na página de demonstração do site há vários exemplos, que para funcionar precisam da extensão instalada na versão atual do Firefox.
Por hora ainda não é possível livrar-se arbitrariamente do velho plug-in Flash com o Shumway. Segundo a documentação de desenvolvimento, muitos recursos do SWF não foram incluídos ainda, mas levando em conta as evoluções recentes do JavaScript, é possível esperar que todos os recursos do Flash possam ser refeitos como HTML5 puro e JavaScript.
Os demos do Shumway podem ser vistos tanto no Firefox quanto no Chrome, mas espere algumas variações de performance e pequenas falhas. Mas a evidência é clara de que quando finalmente polido, o Shumway será totalmente cross-platform e não apenas um recurso único do motor de JavaScript do Firefox.
A Mozilla já fez algo semelhante para leitura e apresentação de arquivos PDFs usando JavaScript puro, e já embutiu o recurso no browser como padrão desde a versão 19. Ela funciona também nos dois browsers, Firefox e Chrome, com uma pequena diferença visível de velocidade se comparada com os plug-ins nativos de PDF para os dois browsers – embora alguns PDFs ainda se materializem de forma incoerente, particularmente aqueles que têm fontes embutidas.
De qualquer forma, se uma das metas da Mozilla é livrar-nos de vez de todos os plug-ins de browsers, ela ganhou um amigo para a vida toda.
Com informações de IDGNow.
Mozilla dá adeus ao plug-in do Flash na web com projeto Shumway
октября 14, 2013 13:45 - no comments yetNós todos sabíamos que o Flash estava a caminho da porta de saída mas, como o Windows XP, tem sido tremendamente teimoso nessa despedida. Muitos sites ainda utilizam o recurso para apresentar multimídia em versões antigas de browsers, mesmo sabendo que os plug-ins de Flash são reconhecidamente instáveis.
Mas se a Mozilla conseguir executar seus planos, ela poderá matar de vez os plug-ins Flash com uma tecnologia que é onipresente na web e impossível de matar: o JavaScript. Desde 2012, a fundação trabalha num projeto chamado Shumway que permitirá executar arquivos SWF (Shockwave Flash) numa página web usando puro JavaScript sem precisar de plug-ins.
Sua implementação original foi na forma de um add-on para o navegador Firefox (claro), mas segundo seus seguidores mais próximos, o Shumway está para ser incluído formalmente no Firefox como padrão. Na página de demonstração do site há vários exemplos, que para funcionar precisam da extensão instalada na versão atual do Firefox.
Por hora ainda não é possível livrar-se arbitrariamente do velho plug-in Flash com o Shumway. Segundo a documentação de desenvolvimento, muitos recursos do SWF não foram incluídos ainda, mas levando em conta as evoluções recentes do JavaScript, é possível esperar que todos os recursos do Flash possam ser refeitos como HTML5 puro e JavaScript.
Os demos do Shumway podem ser vistos tanto no Firefox quanto no Chrome, mas espere algumas variações de performance e pequenas falhas. Mas a evidência é clara de que quando finalmente polido, o Shumway será totalmente cross-platform e não apenas um recurso único do motor de JavaScript do Firefox.
A Mozilla já fez algo semelhante para leitura e apresentação de arquivos PDFs usando JavaScript puro, e já embutiu o recurso no browser como padrão desde a versão 19. Ela funciona também nos dois browsers, Firefox e Chrome, com uma pequena diferença visível de velocidade se comparada com os plug-ins nativos de PDF para os dois browsers – embora alguns PDFs ainda se materializem de forma incoerente, particularmente aqueles que têm fontes embutidas.
De qualquer forma, se uma das metas da Mozilla é livrar-nos de vez de todos os plug-ins de browsers, ela ganhou um amigo para a vida toda.
Com informações de IDGNow.
Mad Catz lança mini-console Android para competir com o Ouya
октября 13, 2013 17:43 - no comments yetNão é novidade que o Ouya fez um sucesso estrondoso em sua campanha no Kickstarter deixando claro que existe uma demanda por consoles menores e um pouco mais abertos. Desde então várias empresas mais maduras começaram a experimentar com a ideia, como foi o caso da Nvidia com o Shield. Em vez de se arriscar no filão dos portáteis, a Mad Catz acaba de preparar um desafio mais direto ao Ouya com o console M.O.J.O., uma caixinha Android baseada no processador Tegra.
Como o Shield, o M.O.J.O. usa um Tegra 4 com 2 GB de RAM e 16 GB de memória interna. Ambos são parecidos também nas conexões, com Wi-Fi n e Bluetooth 4.0. Claro que, por ser um console de mesa, o M.O.J.O. investe em duas portas USB (uma das quais é da especificação 3.0) e em um slot para cartão SD (até 128 GB) em vez de oferecer GPS e outros sensores como acelerômetro como é o caso do Shield. De qualquer maneira, essas especificações o colocam bem acima do Ouya e seu Tegra 3 em termos de hardware.
O software também é mais novo que o da concorrência. O M.O.J.O. vem com Android 4.2.2. Ao contrário do Ouya, a Mad Catz preferiu manter sua plataforma aberta, com suporte para títulos vendidos na Play Store, na Tegra Zone e na Amazon Appstore. Como sempre, o grande problema desses consoles baseados em Android é a falta de uma biblioteca de games capaz de competir com o PC e com consoles tradicionais. O Ouya, com sua politica de demos grátis, tem uma abordagem mais inovadora nesse sentido, mas plataformas como o M.O.J.O. sempre serão superiores em número de títulos.
Como não poderia deixar de ser para uma fabricante de periféricos como a Mad Catz, o controle é outro ponto interessante do M.O.J.O. Trata-se de um gamepad baseado em Bluetooth Low Energy (ou Bluetooth SMART, se você preferir o nome mais novo) que é a cara de um controle de Xbox. Seu diferencial é que ele também possui botões de controle de mídia como “play” e “pause”. Outro recurso interessante é a possibilidade de usar o joystick para controlar o ponteiro do mouse no Android. Esse controle acompanha o M.O.J.O., mas também pode ser comprado separadamente.
O M.O.J.O. já está em pré-venda por 250 dólares e espera-se que as primeiras unidades cheguem ao mercado em Dezembro. A Mad Catz diz que a suprimento inicial do console será limitado, é melhor correr se você quiser garantir o seu.
Com informações de Info.









