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Empresas brasileiras e OIT debatem medidas para combater trabalho forçado e infantil

16 de Abril de 2018, 16:20 , por ONU Brasil - | No one following this article yet.
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Setor têxtil é um dos que registra casos de trabalho análogo à escravidão no Brasil. Foto: EBC

Setor têxtil é um dos que registra casos de trabalho análogo à escravidão no Brasil. Foto: EBC

Cerca de 40 representantes do setor privado reuniram-se em São Paulo, no Consulado Britânico, com o objetivo de debater o que empresas podem fazer para combater o trabalho forçado e infantil. Realizado pela Rede Brasil do Pacto Global das Nações Unidas, a missão diplomática do Reino Unido e a Organização Internacional do Trabalho (OIT), evento discutiu políticas de prevenção e estratégias de reparação para as vítimas de abusos.

Gestores dos setores de varejo, fumo, café, carne, têxtil e carvão vegetal se organizaram em uma dinâmica para identificar os principais atores de suas cadeias produtivas que podem gerar mudanças quando sensibilizados sobre o tema. Para os profissionais, as medidas devem ir além das punições e focar também em orientação e conscientização.

Ainda segundo os participantes, as políticas de reparação das empresas devem impedir que as vítimas de trabalho infantil e forçado retornem à situação de vulnerabilidade, fechando assim um ciclo vicioso que se mantém em muitas famílias brasileiras.

Também na pauta das discussões, estavam os aspectos estruturais associados a essas violações de direitos. Para os gestores e profissionais, problemas incluem o desconhecimento do contexto socioeconômico das comunidades afetadas pelas cadeias produtivas, a falta de informações sobre os marcos regulatórios, o modelo tributário do país que incentiva a informalidade e um controle insuficiente da atuação dos agentes econômicos.

Na avaliação de Maria Claudia Falcão, responsável pela Cooperação Técnica no Contexto Nacional da OIT, entidades como o Pacto Global têm um papel importante em conectar os setores de produção, a fim de contribuir para a divulgação de boas práticas. “O grande diferencial no avanço do tema é o envolvimento do setor privado”, ressaltou.

Responsável pela área de sustentabilidade das Lojas Renner, Vinícius Malfatti afirmou que o evento foi uma oportunidade de unir as diversas frentes do setor privado. “Assim, podemos ter mais qualidade nas relações e possibilidades de grandes programas com bons resultados”, disse Malfatti.

As empresas signatárias do Pacto Global da ONU se comprometem a respeitar os 10 princípios da iniciativa, que incluem obrigações sobre direitos humanos, combate à corrupção e proteção do meio ambiente. O princípio número 4 está relacionado à eliminação de todas as formas de trabalho forçado e compulsório.


Fonte: https://nacoesunidas.org/empresas-brasileiras-e-oit-debatem-medidas-para-combater-trabalho-forcado-e-infantil/

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