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ONU: batalha em Mossul deve deslocar até 320 mil iraquianos, sobrecarregando agências humanitárias

20 de Março de 2017, 13:05 , por ONU Brasil - | No one following this article yet.
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Crianças que fugiram da parte ocidental de Mossul em centro para deslocados. Foto: ACNUR/Saif Al-Tatooz

Crianças que fugiram da parte ocidental de Mossul em centro para deslocados. Foto: ACNUR/Saif Al-Tatooz

Com até 680 mil civis ainda vivendo na parte ocidental de Mossul, no Iraque, as Nações Unidas alertaram no domingo (19) que quase metade desta população poderá deixar o local por causa dos atuais confrontos entre governo e os terroristas do Grupo Estado Islâmico. Segundo a ONU, a ajuda humanitária “será sobrecarregada até seus limites”.

Nas próximas semanas, de 300 mil a 320 mil iraquianos poderão fugir da região oeste da cidade para lugares mais seguros, de acordo com o Escritório das Nações Unidas de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA). O contingente se somará às outras 180 mil pessoas que já deixaram a porção ocidental de Mossul desde meados de fevereiro.

“A operação humanitária no oeste de Mossul é bem maior e mais complexa do que no leste”, afirmou a coordenadora humanitária da ONU para o Iraque, Lise Grande, lembrando das batalhas que tiveram início no ano passado pelo controle da cidade.

Segundo a funcionária das Nações Unidas, durante a investida das autoridades sobre a parte oriental de Mossul, a maior parte da população permaneceu em suas casas. Agora, a maioria dos moradores estão fugindo do oeste.

Mesmo relutantes em deixar a cidade, habitantes do leste foram forçados a deixar o município. Desde 17 de outubro, 330 mil deixaram a região. Atualmente, 70 mil já voltaram às suas casas porque os perigos diminuíram após a reconquista. No leste, a situação deverá se agravar com os combates entre governo e extremistas.

“Famílias correm risco de serem fuziladas se elas fugirem (do oeste de Mossul) e correm risco se ficarem. É horrível. Centenas de milhares de civis estão presos e numa situação de perigo terrível”, afirmou Lise.

Outro problema é o uso de explosivos na Cidade Antiga, área densamente povoada da Mossul Ocidental. Relatos de moradores indicam que a movimentação para dentro ou fora do local é muito difícil.

O fornecimento de alimentos e água também foi fragilizado pelos confrontos e, sob cerco, a população tem passado fome por conta da elevação dos preços de produtos básicos.

Na quinta-feira (16), a representante da ONU já havia declarado que “o número de pessoas (potencialmente deslocadas) é mais alto do que o esperado”. Se 50 mil iraquianos fugirem em único dia, “o atual sistema (de acampamentos e provisão) não funcionária adequadamente”.

Segundo o OCHA, um esforço nacional está sendo liderado pelo governo do Iraque para enfrentar a crise de deslocamento forçado. Dezessete campos já foram montados para acomodar os civis. As autoridades e parceiros planejam expandir dez desses centros.


Fonte: https://nacoesunidas.org/onu-batalha-em-mossul-deve-deslocar-ate-320-mil-iraquianos-sobrecarregando-agencias-humanitarias/

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