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Blog do Skora

21 de Setembro de 2015, 20:36 , por luiz skora - | No one following this article yet.
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Só um bloguezinho despretencioso


EUREKA!

7 de Março de 2017, 21:17, por luiz skora - 0sem comentários ainda

 

Estava eu, a caminho de mais uma de minhas consultas regulamentares ao oftalmologista, encafifado com uma pergunta que há tempos me tira o sossego:

Por que será que os neo-conservadores, os representantes, eleitores e simpatizantes das bancadas do boi, da bíblia e da bala, os carolas de fachada e os eleitores do Greca, são irredutivelmente contrários a qualquer legislação que pretenda legalizar o aborto em casos específicos ao mesmo tempo em que clamam por legislações e justiceiros que institucionalizem a pena de morte e descriminalizem os justiciamentos e linchamentos públicos?

Pois então, finalmente encontrei a resposta.

Esse pessoal está com o intelecto estacionado no século XVII, são pró-escravocratas, pró-imperialistas/colonialistas, para eles, gente diferente, gente miserável, gente pobre, gente preta, gente que vive nas periferias, não é gente. É mão de obra barata, é mercadoria, é meio de produção.

Assim:
Uma mulher, pobre, ou preta ou da periferia, quando engravida sem querer engravidar, quando é vítima de estupro ou qualquer outro motivo que decorra em uma gravidez indesejada, não é uma vítima que necessita do suporte do poder público. Pelo contrário, é só uma usina de produção de mão de obra barata. Ela engravida, ela pari, ela sustenta e educa sua prole para que, no futuro, essa prole venha a tornar-se mão de obra barata ou gratuita e sem qualificação para exercer as funções mais degradantes, mas que alguém tem que fazer para que o sistema continue funcionado e dando lucro.

Se liberarem o aborto, esse fluxo de mão de obra barata e desqualificada irá diminuir consideravelmente e os trabalhadores em funções degradantes não irão se submeter sem que em contrapartida, recebam uma remuneração condizente com suas funções.

Por outro lado, se uma mulher com condições financeiras medianas, fica grávida sem querer, independente do motivo, ela não precisa de quase nada, apenas de uma graninha para pagar a clinica de aborto segura e clandestina que estará tudo resolvido. Ela não precisará se preocupar em sustentar e educar a prole indesejada, tão pouco sua família terá mais um nome para incluir na partilha de bens ou herança, tudo se resolve por debaixo dos panos, de maneira ilegal, porém segura, a um custo compatível com o mercado e o poder aquisitivo de quem pode pagar.

Agora, se o fruto da gravidez indesejada da mulher pobre, ou preta ou da periferia, ao tomar consciência da realidade a que está inserido, decide não se submeter à condições degradantes e de subemprego para obter seu sustento e opta por uma via alternativa para sua sobrevivência e/ou ascensão social, este indivíduo indesejado (ou não) desde a sua concepção, torna-se uma ameaça ao sistema estabelecido e deve ser exterminado, seja por via do encarceramento perpétuo, seja pela pena de morte, ou seja pelos justiciamentos ou linchamentos públicos. Assim, tudo continuará pra sempre como está e nenhum neguinho da perifa vai roubar o iphone 7 do filinho de papai, cidadão de bem, que 'ralou' e 'muito' pra comprar suas bugigangas.

Ou seja, trocando em miúdos, todo este textão poderia se resumir assim:

Quem abomina aborto e defende a pena de morte, em última análise, não considera pessoas como pessoas. Considera pessoas, em especial as diferentes ou de classes sociais inferiores como objetos ou como meios de produção para obtenção de lucros.

É tão evidente. como demorei tanto para chegar a esta conclusão?



Consequências do Golpe

1 de Fevereiro de 2017, 20:20, por luiz skora - 1Um comentário

 

Centrorio

Hoje o pau comeu no centrão do Rio de Janeiro.

PM com sangue nos olhos desceu a borracha nos funcionários públicos do estado.
Nosso correspondente para assuntos etílicos e alegorias carnavalescas relatou no Telegram que a quantidade de gás utilizada pela PM foi tão absurdamente elevada que contaminou até seu suntuoso apartamento situado no vigésimo andar de um prédio no centro, tornando impossível a sua permanência no local. Nosso correspondente buscou refúgio num botequinhofulero de frente para o mar em Ipanema. Passa bem e no caminho, nos enviou esta foto que retrata o cenário de guerra.

Tudo isso porque:

Para se livrar do perrengue no orçamento do estado, o governo do PMDB carioca abaixou as cuecas para o governo do PMDB federal.

O Governo Federal de Temer, só vai avalizar as dívidas do governo carioca - Traduzindo: só vai transferir o pepino para a próxima gestão - se o governo carioca privatizar sem dó nem piedade a companhia de águas e saneamento do estado.

Ou seja:
Graças a incompetência do PMDB nacional e carioca (ou fluminense, nunca sei qual é qual), milhares de servidores públicos vão para o olho da rua e toda população do estado ficará a mercê de um pool de empresas sedentas de lucro, para o fornecimento de água tratada e esgoto.

O golpe em curso, queridos, não foi para destruir o PT ou muito menos para se combater a corrupção.
O Golpe foi e é golpe, para destruir e vender o que sobrar do Brasil.

 



O que há por trás da piada - A proibição da punheta no Brasil

7 de Janeiro de 2017, 14:20, por luiz skora - 0sem comentários ainda
Vamos usar os neurônios só um pouquinho?
 
Se o deputado, cantor e pastor, Marcelo Aguiar (DEM-SP) estivesse mesmo preocupado com a punhetinha da gurizada ou com a pornografia ele teria proposto leis específicas para tanto, não esta bobagem de proibir pornografia na internet.
 
Como?
 
Ora, poderia propor uma lei educacional, regulamentando e padronizando a educação sexual segundo a idade da gurizada.
Se bem feito, a gurizada aprenderia que sexo é uma brincadeira gostosa, mas é coisa séria e assim, invés de bater punheta, a gurizada iria trepar na boa em comum acordo, sem coação de nenhuma espécie e principalmente, de maneira segura e sem o risco de adolescentes engravidarem "sem querer".
 
Se o problema fosse mesmo a pornografia, por que não propôs uma legislação regulamentando a profissão, a produção e a distribuição de materiais pornográficos?
 
Ora, com tudo regulamentado, o abuso de mulheres na indústria pornográfica seria coibido, os artistas do sexo seriam protegidos por leis trabalhistas específicas e com a regulamentação da produção e distribuição do material pornográfico, ficaria mais difícil que menores, sem maturidade suficiente para assistir este tipo de conteúdo, tivessem fácil acesso a este tipo de material.
 
Mas não, o deputado, cantor e pastor Marcelo Aguiar (DEM-SP) tá cagando e andando para a pornografia ou a saúde sexual da gurizada e dos brasileiros. O lance do cara é fazer populismo barato e aparecer através de polêmicas - modus operandi comum de 100 entre 100 políticos ruins no Brasil - Obrigar que as empresas telefônicas bloqueiem o acesso de seus assinantes a sites pornográficos, não vai impedir ninguém de tocar sua punheta ou siririca, nem vai impedir que os materiais pornográficos circulem por outros meios. A gurizada já tocava muita punheta antes da internet ou do XVídeos e continuarão tocando, mesmo depois que a internet acabar.
 
Na verdade, o que Marcelo Aguiar está propondo é censura pura e simples, está jogando o Marco Regulatório da Internet no Brasil, no lixo.
 
Neste primeiro movimento, ele proíbe sites de putaria, depois, com a porteira escancarada, proibirão-se sites com críticas ao poder dominante, blogs pessoais e até postagens em redes sociais digitais que não estejam de acordo com aquilo que pensam as pessoas como o senhor deputado, cantor e pastor Marcelo Aguiar (DEM-SP)
 
Pronto, nos tornaremos uma Coréia do Norte, sem nenhuma liberdade de expressão ou opinião, graças a punhetinha inocente de um adolescente na frente do computador.
 
E daí, vamos fazer o quê?

 



Senso Comum: O PT é a Origem de Toda a Corrupção e Mazelas do Brasil Neste Inicio de Milênio

20 de Novembro de 2016, 16:15, por luiz skora - 0sem comentários ainda

Numa conversa informal de rede social a respeito da invasão da Câmara Federal por um grupo de saudosistas do regime militar, ocorrido nesta semana, meu interlocutor lançou o seguinte argumento:

... não acredito que todos estamos errados, enganados e manipulados. Afinal, somos a maioria que enxergamos e pensamos desta forma ... a roubalheira imposta pelo PT à Petrobrás...”

Trocando em miúdos, o que ele escreveu pode ser traduzido como: A voz do povo é a voz de Deus.

Será mesmo?

Minha resposta que em princípio pareceria simples, acabou virando textão e o textão, depois de revisado, veio parar aqui:

Quando Jesus Cristo foi condenado a cruz, não o foi por uma decisão unilateral de Pilatos. Pilatos, ciente do grave erro que poderia estar cometendo, lavou as mãos e decidiu que o próprio povo que acompanhava o julgamento deveria escolher quem se livraria da cruz. Se Jesus ou Barrabás.

Como todos já sabem, o povo escolheu crucificar Jesus, mas esta escolha não foi consciente, foi induzida pelos fariseus do Sinédrio que viam em Jesus uma ameaça a seus privilégios, principalmente, depois do quebra-quebra que Jesus e seus seguidores promoveram no Templo. Os fariseus, doutores da lei na região, tinham forte influência sobre o povão e foi fácil para eles, convencer o povão de que as ideias e ideais difundidos por Jesus eram muito mais prejudiciais a sociedade da época, do que as ideias e ideais de Barrabás, que só queria mesmo era chamar o exército romano pra briga e morrer numa luta desigual na qual ele não ele não tinha a menor chance de vitória.

Assim, o povo, influenciado e incitado pelos fariseus e seus marqueteiros, decidiu livrar Barrabás da cruz e mandar Jesus para o martírio, numa espécie do que seria um plebiscito pela redução da maioridade penal ou pela adoção da pena de morte dos nossos tempos, realizado nos tempos bíblicos.

De modo bastante similar, o mesmo vem acontecendo no Brasil desde 2003.

De 2003 até 2012, a elites dominantes, a aristocracia sem títulos formais, os especuladores do mercado financeiro, não viam seus privilégios realmente ameaçados pelas políticas social-democratas dos governos petistas, havia uma convivência mais ou menos pacifica que só se acirrava em tempos de eleições. Como foi no caso do mensalão do PT, nada mais que uma tentativa frustrada desta elite dominante, de impedir a reeleição de Lula em 2006.

Por volta de 2012, em virtude da crise internacional, o Governo Dilma precisava encontrar uma solução para recuperar o crescimento do país, optou por reduzir um pouco mais drasticamente as taxas de juros, fortalecer a participação do Brasil no BRICS e o anúncio da criação do Banco dos BRICS que se pretendia como uma alternativa ao monopólio do FMI e da moeda norte americana nas transações da economia internacional.

Apesar destas medidas terem funcionado positivamente na recuperação da economia, irritaram profundamente os especuladores do mercado financeiro que consomem por volta de 50% do Orçamento da União, sem nenhuma contra partida ou serviço prestado e também, irritou à aristocracia improdutiva e os donos dos meios de comunicação, sempre alinhados aos interesses norte-americanos, não importa quais benefícios ou prejuízos este alinhamento incondicional possa trazer ao seu próprio país.

A partir daí, estas elites econômicas, especuladores financeiros e meios de comunicação de massa romperam o pacto de conciliação com o governo social-democrata e partiram para a briga declarada e aberta contra o partido no governo.

Não por coincidência, logo depois das ações de Dilma para a recuperação da economia, explodiram as marchas de junho de 2013. Multidões tomaram as ruas com pautas dispersas muitas vezes indefinidas e que, justamente por isso, hoje dão a impressão de terem sido induzidas por alguma força oculta. É muito improvável delas terem partido de uma indignação popular de massa, simplesmente contra tudo que está aí.

Por volta do mesmo período a Operação Lava-Jato começa a tomar aparência de espetáculo com uma cobertura muito mais enfática dos envolvidos quando estes eram ligados ao partido no governo e mais amena, quase inexistente, quando os envolvidos eram ligados a outros partidos ou a oposição ao governo.

Esta estratégia de desmoralização do governo social-democrata funcionou muito bem. Nas eleições de 2014 o partido no governo perdeu considerável número de cadeiras nos legislativos do país e, principalmente, no Congresso Nacional o número de parlamentares alinhados aos interesses das elites, do mercado financeiro e dos interesses do capital internacional cresceu como nunca antes.

A estratégia só falhou num ponto bastante crucial. Apesar da crise internacional, o desempenho do governo social-democrata no ano de 2014 foi dos melhores da história, desemprego baixíssimo, excelente crescimento econômico e de desenvolvimento interno e poder de compra do trabalhador assalariado ainda em níveis muito bons. Graças a estes indicadores e contra todos os prognósticos, Dilma consegui se reeleger com dificuldades, numa disputa bastante apertada, com uma diferença histórica de apenas 3,6 milhões de votos.

Bastou apenas esta derrota eleitoral apertada para que a campanha midiática de desconstrução do PT crescesse ainda mais. A oposição e os meios de comunicação abriram mão de estratégias de propaganda de guerra contra o governo social-democrata:

  • Financiaram e inflaram movimentos “populares” pelo impeachment, até então inexpressivos;
  • Bombardearam os noticiários com notícias negativas, muitas delas sem nenhuma comprovação ou investigação mais aprofundada da veracidade;
  • A operação Lava-Jato atingiu níveis inimagináveis de partidarismo e falta de isenção com a divulgação de escutas ilegais da Presidência da República;
  • O Congresso recém empossado travou todas as pautas do executivo, tornado impossível qualquer tentativa de governabilidade da Presidência da República;

Finalmente, depois de um ano e meio de conspirações e sabotagens contra o país, conseguiram destruir a economia, a indústria pesada e naval, as maiores empresas de construção, o projeto nuclear brasileiro, a pesquisa científica, o poder de compra do salário. Conseguiram a proeza de elevar a taxa de desemprego de 5 para 13% em apenas um ano. Tudo isso para derrubar a presidente democraticamente eleita, num processo de impeachment caolho, onde sequer conseguiram provar algum crime que justificasse este impedimento. Apenas para minar o BRICS no cenário internacional, retomar o alinhamento incondicional com as politicas intervencionistas de Washington e, é claro, daqui poucos meses, eleger indiretamente um presidente tucano, completamente alinhado e comprometido com os interesses dos especuladores financeiros e do mercado internacional, para assumir a retomada das políticas entreguistas e neoliberais de modo ainda mais acelerado do que foram nos anos de FHC.

Enquanto tudo isso aconteceu e acontece nos bastidores e nas entrelinhas dos jornalões, meu interlocutor na rede social segue faceiro, acreditando mesmo que toda esta tragédia política e institucional foi causada pela roubalheira do PT, de que seu anti-petismo e anti-esquerdismo são uma decisão racional e individual. Ele nunca se dará conta de que estas opiniões foram plantadas em sua cabeça através de uma pesada campanha de marketing, financiada com muitos dólares gringos e levada a cabo por nativos entreguistas e inconsequentes.

Graças ao comportamento bovino de pessoas como este meu interlocutor, o sonho de um Brasil Nação, soberano, protagonista e independente, foi destruído enquanto alguns brasileiros que se julgam patriotas, batiam palmas e panelas a cada nova denúncia de corrupção envolvendo o PT que aparecia no Jornal Nacional.

 



O Golpe no Brasil Triunfará Soberano e Sem Resistência de Fato

25 de Setembro de 2016, 12:43, por luiz skora - 0sem comentários ainda

É realmente aterrador que mesmo com este golpe sórdido da direita, dos conservadores, dos especuladores financeiros contra a democracia e o estado de direito no Brasil, o povão não esteja tomando as ruas em peso em manifestações contrárias a perdas de direitos e a entrega do patrimônio nacional aos interesses neo liberais e de mercado.

 

Mesmo sem entender patavinas de sociologia, arrisco um diagnóstico a respeito deste torpor coletivo, esta inércia popular que choca a todos nós que estamos conscientes da gravidade dos fatos a que estamos sendo submetidos ultimamente.

 

Ora, as massas só se unem por um objetivo quando se sentem inseridas dentro de um grupo que represente fortemente cada um dos indivíduos que compõe esta massa. Foi assim com a burguesia francesa em fins do século 18, com os proletários ingleses, os camponeses da russos e tantos outros movimentos populares até o século vinte. Os indivíduos sentiam-se inseridos dentro de um grupo, ou classe social e como esta classe tinha necessidades comuns, a união dos indivíduos resultava em força e esta força da união de classe resultava, em boa parte dos casos, em conquistas de direitos.

 

Dos anos 1980 pra cá, esta identificação do indivíduo com a classe foi ficando cada vez mais dispersa, com grupos menores em suas causas específicas. Como no Brasil de hoje onde temos como exemplos mais fortes os Sem terra, os sem teto, os professores, petroleiros, bancários, LGBTs, movimentos das periferias e, lógico também, os coxinhas das micaretas golpistas. Cada um destes grupos pautando causas próprias muito pontuais sem se darem conta que os indivíduos componentes destes grupos, todos eles, não fazem parte da elite econômica que dita as regras e é o alvo principal em defesa de suas pautas, tão pouco, fazem parte dos excluídos, sem eira, nem beira, nem lugar no sociedade que não seja debaixo das marquises dos grandes centros. Ou seja, são todos classe média na definição mais purista do termo.

 

Esta dispersão de pautas e objetivos, transformou o cidadão comum, que não se encaixa, nem se identifica com nenhum destes grupos do parágrafo acima num ser sem representatividade em seu extrato social e por isso, este cidadão tornou-se extremamente individualista, quando muito, seu grupo social não vai além da própria família ou de seu círculo de amizades.

 

Esta imensa multidão de indivíduos da classe média, sem identificação ou representação na própria classe, tornaram-se alvos fáceis de pastores das igrejas neopentecostais e outras, de grupos políticos herdeiros do coronelismo, do ardil capitalista do empreendedorismo, dos programas policialescos de TV e outros.

 

Esta multidão milita fortemente em favor de seus cooptadores, sem se dar conta de que esta militância vai contra seus próprios interesses individuais ou mesmo coletivos, como por exemplo, a reforma agrária, legalização do aborto, descriminalização do comércio de drogas recreativas. No que estas pautas afetariam a vida do cidadão médio que não possui latifúndio improdutivo, não tem motivo para abortar e até, em certos casos, consome drogas recreativas? Absolutamente nada ou então, seriam até positivas, mas como este indivíduo foi cooptado a defender interesses alheios aos seus, condena estas pautas como se fossem questões negativas e cruciais à sua própria existência.

 

Assim, esta multidão de indivíduos sem identificação ou representação na própria classe social a que pertence, vai se tornando cada vez mais individualista cujas únicas preocupações sociais são aquelas pautadas por seus cooptadores, tornam-se assim, nada mais que massa de manobra dos interesses dos grandes especuladores do capital, de seus líderes políticos e religiosos e desde que, mantenham viva a esperança de que, no ano que vem, possam trocar o carro, o celular por um modelo mais moderno, de que seus filhos conquistem um diploma, independente de conquistarem conhecimento, está tudo bem, tendo ou não um golpe de estado, tendo ou não soberania nacional.

 

Para esta multidão de indivíduos individualistas, só lhes importa o próprio umbigo. Seu vizinho, seu irmão, seu companheiro de estudos, igreja ou trabalho é só outro indivíduo e seu futuro, sua qualidade de vida não lhe dizem respeito.

Isto, infelizmente, é só o começo do fim, não só do Brasil como nação, mas da própria humanidade humanista que se perdeu em algum ponto recente da história.

 

O golpe triunfará e será o pior de todos pois não há sequer a intenção de resistência, há apenas o instinto de sobrevivência de cada um. Cada um, no sentido mais individualista que se possa ter.