<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"><channel><title>Flux RSS de TeiaLivreDF</title><link>http://blogoosfero.cc/teialivredf</link><description>Le contenu de TeiaLivreDF publié à Blogoosfero</description><item><title>Teto e Paz: ética e estética na Samambaia</title><description>&lt;p&gt;&lt;img style="border-width: 0px; float: left; margin: 5px;" src="/articles/0075/8368/CenaDeTetoEpaz-EspacoImaginario.jpeg" alt="Cenadetetoepaz espacoimaginario" width="150"&gt; O Distrito Federal é uma profusão de insitências em viver que as pessoas acostumadas com as bolhas criadas pelas dinâmicas das urbes, não experimetnamos as infindáveis possibilidades poéticas das cidades administrativas. Samambaia é uma destas cidades que, criada para que @s &lt;a href="mailto:trabalhador@s"&gt;trabalhador@s&lt;/a&gt; pernoitassem após atenderem o Plano Piloto, revela seu potencial cultural.&lt;span id="fbPhotoSnowliftCaption" class="fbPhotosPhotoCaption"&gt;&lt;span class="hasCaption"&gt; &lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span id="fbPhotoSnowliftCaption" class="fbPhotosPhotoCaption"&gt;&lt;span class="hasCaption"&gt;Estreiou nesta sexta-feira 26 de maio a peça Teto e Paz do diretor e dramaturgo Carlos Laredo, estrelado por jovens ex-moradores de rua, com participação do rapper &lt;a href="https://www.facebook.com/GOGpoeta/"&gt;GOG&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span id="fbPhotoSnowliftTagList" class="fbPhotoTagList"&gt;&lt;span class="fcg"&gt; — com &lt;span class="fbPhotoTagListTag tagItem"&gt;&lt;a class="taggee" href="https://www.facebook.com/festiva.primeiroolhar"&gt;Lacasa Incierta&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;, &lt;span class="fbPhotoTagListTag tagItem"&gt;&lt;a class="taggee" href="https://www.facebook.com/FAC-Distrito-Federal-151544028338690/"&gt;FAC - Distrito Federal&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;, &lt;span class="fbPhotoTagListTag tagItem"&gt;&lt;a class="taggee" href="https://www.facebook.com/Funarte-Plinio-Marcos-388613257859170/"&gt;Funarte Plinio Marcos&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;, &lt;span class="fbPhotoTagListTag tagItem"&gt;&lt;a class="taggee" href="https://www.facebook.com/LaBoutiquePadariaFrancesa/"&gt;La Boutique Padaria Francesa&lt;/a&gt;&lt;/span&gt; e &lt;span class="fbPhotoTagListTag tagItem"&gt;&lt;a class="taggee" href="https://www.facebook.com/Aicon-a%C3%A7%C3%B5es-Cinematogr%C3%A1ficas-1055519927877792/"&gt;Aicon ações Cinematográficas&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class="fbPhotoTagList"&gt;&lt;span class="fcg"&gt;Hoje domingo, 28/5, terá sua última apresentação no Espaço e depois só na FUNARTE.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class="fbPhotoTagList"&gt;&lt;span class="fcg"&gt;A peça trata do cotidiano e expectativas de vida de jovens em situação de rua a partir do olhar de uma acadêmica interseccionado pelos depoimentos dos sujeitos, objetos, de estudo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class="fbPhotoTagList"&gt;&lt;span class="fcg"&gt;Desta interação, contruída com muita metáforas cênicas e linguísticas, coloca-se em conflito ética e estética, elementos presentes nos processos cotidianos, acadêmicos e artísticos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class="fbPhotoTagList"&gt;&lt;span class="fcg"&gt; &lt;img style="border-width: 0px; float: right; margin: 5px;" src="/articles/0075/8367/Divulga-TeatroEpaz-espacoImaginario.jpg" alt="Divulga teatroepaz espacoimaginario" width="200"&gt; Com participação especial de GOG, a leitura sobre um DF em permanente luta por oferecer oportunidades contemporâneas e não escravocratas à sua juventude, se transforma em teatro-clip com @s atores e atrizes transitando entre ficcção e realidade, afirmando dignidade em mais uma das trincheiras de existência do Quadrado, dentro do Espaço Imaginário.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class="fbPhotoTagList"&gt;&lt;span class="fcg"&gt;Não, não é teatro de oficina escolar ou de projetos de inclusão social.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class="fbPhotoTagList"&gt;&lt;span class="fcg"&gt;É Teatro.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class="fbPhotoTagList"&gt;&lt;span class="fcg"&gt;Não perca!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;h3&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="fbPhotoTagList"&gt;&lt;span class="fcg"&gt;Serviço:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/h3&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm; line-height: 100%;"&gt;Hoje (28/5) é o último dia para prestigiar o espetáculo Teto e Paz.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm; line-height: 100%;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm; line-height: 100%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Espaço Imaginário&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm; line-height: 100%;"&gt;QS 103 Conjunto 05 Lote 05 - Samambaia Sul, Brasília - DF, 72301-505, Brasil. - (61) 3013-1610&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm; line-height: 100%;"&gt;Classificação 12 anos&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm; line-height: 100%;"&gt;Entrada Gratuita.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm; line-height: 100%;"&gt;O espetáculo começa às 20h mais é preciso chegar mais cedo.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm; line-height: 100%;"&gt; &lt;/p&gt;</description><pubDate>Sun, 28 May 2017 16:48:56 -0300</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/teialivredf/blog/teto-e-paz-etica-e-estetica-na-samambaia</link><guid>http://blogoosfero.cc/teialivredf/blog/teto-e-paz-etica-e-estetica-na-samambaia</guid></item><item><title>Software livre não nasce em árvores - Do colonialismo ao extrativismo digital</title><description>&lt;p&gt;Artigo escrito coletivamente por Jomar Silva e colegas que reflete sobre a realidade da apropriação tecnológica no Brasil, com ênfase no papel do Software Livre, suas comunidades e usuários.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Colaboração: Jomar Silva&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Data de Publicação em &lt;a href="http://www.dicas-l.com.br"&gt;www.dicas-l.com.br&lt;/a&gt; - 06 de junho de 2011&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sei que muita gente que conheço e admiro vai ficar irritada com este artigo, mas acredito que já atingimos um nível de maturidade suficiente na comunidade de software livre brasileira para que possamos encarar de frente nossos próprios fantasmas. Sei também que o artigo é longo, mas acho que vale a pena a leitura. Cedo ou tarde vamos precisar fazer a reflexão aqui proposta.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Optei por escrever este artigo junto com um grupo de amigos experientes dentro da comunidade para evitar que ele seja classificado como sendo a opinião de uma única pessoa. Todos os amigos convidados já estão há bastante tempo na comunidade de software livre e todos eles já sentiram na pele os efeitos dos problemas aqui relatados. Optei por não listar seus nomes neste artigo, para que eles mesmo possam fazê-lo nos comentários.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Depois de tantos anos militando e trabalhando com software livre, fico impressionado em ver como as pessoas comumente usam o termo "a comunidade" como se ela fosse uma empresa ou coisa parecida. Muitas vezes vejo as pessoas falando da comunidade como se não fossem parte dela, como se não tivessem nenhuma obrigação em relação à manutenção dos projetos desenvolvidos de forma comunitária. Muita gente entende que ser usuário de redes sociais organizadas em torno de projetos de software livre seja o mesmo que ser membro de fato da comunidade do projeto em questão, além de acreditar piamente que todos naquela comunidade estão mesmo interessados em trollagens e críticas despropositadas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Fazendo uma breve revisão do que aconteceu nos últimos anos na área de tecnologia no Brasil, vemos que nossa indústria de informática foi praticamente destruída no início dos anos 90, e passamos quase duas décadas sendo meros consumidores de tecnologia da informação, do hardware ao software. É a isso que chamo de colonialismo digital, pois tal como na época do Brasil colônia, acabamos consumindo tudo aquilo que os colonizadores nos empurravam. Vale lembrar aqui, que durante o início do século XIX, o Brasil chegou a "importar" um navio de patins para patinação no gelo da Inglaterra, uma vez que estes produtos estavam entupindo os estoques ingleses e precisavam ser desovados em algum lugar. Os historiadores contam que nesta época, as lâminas dos patins acabaram sendo utilizadas como facas e facões e assim fomos levando a vida: dando o jeitinho brasileiro para cumprir com nosso papel de colônia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Durante quase vinte anos, fizemos a mesma coisa com produtos de tecnologia da informação e me lembro de ter presenciado algumas aberrações nesta época. De computadores que não suportavam o calor tropical brasileiro a softwares que invertiam completamente nossa lógica organizacional, vivemos décadas "dando um jeitinho" para as coisas funcionarem e não foram raros os casos em que tivemos que nos re-organizar para que pudéssemos utilizar as tecnologias "ofertadas". Quem aí nunca encontrou um banco de dados armazenado dentro de uma planilha com milhares de linhas ou não viu uma reengenharia quase irracional acontecer na marra por conta do ERP da moda que atire a primeira pedra.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Tamanha foi nossa aceitação do papel de colonizados, que no final da década de 90 não era raro encontrar universidades que ao invés de lecionar "Sistemas Operacionais", lecionavam "Windows NT", ou trocavam "Banco de Dados Relacionais" por "Oracle" ou "DB2" e por aí seguia a carruagem. Fui aluno em uma dessas (que aliás é uma universidade de renome e destaque em São Paulo). Me lembro que fui voto vencido quando fui debater este assunto com a coordenação do curso, pois para eles importava ensinar "o que o mercado cobrava". Pior do que ser voto vencido entre os coordenadores e mestres do curso, foi ter sido voto vencido entre meus colegas de turma, pois a imensa maioria deles estava tão acostumada com o fato de ter tudo mastigado nas mãos, que não se importava em não dominar de fato a tecnologia ou entender o que acontecia debaixo do capô. Estavam mais preocupados em "colocar no curriculum" o que aprenderam na faculdade. Amém !&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Foi assim que formamos no Brasil centenas de milhares de profissionais de TI que não passavam de usuários avançados de ferramentas de software desenvolvidas fora do Brasil. Hoje, uma parte considerável destes profissionais são gestores de TI em diversas empresas públicas e privadas, e isso explica o principal motivo da resistência que encontramos no nosso dia a dia ao Software Livre dentro das organizações: a zona de conforto é grande e a inércia gerada por ela é muito difícil de ser quebrada.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;É evidente que este modelo interessa às grandes empresas multinacionais de software, e confesso que hoje chego a achar graça das explicações dadas a eles sobre "o modelo". Sempre que questionadas publicamente sobre este tema, vemos as empresas se defendendo com o argumento de que geram milhares de empregos diretos e indiretos no Brasil, e que fazem "transferência de tecnologia" à indústria local, principalmente através de seus parceiros e de projetos junto à universidades.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O que vemos na prática é que a imensa maioria dos empregos diretos criados por estas empresas estão focados na área comercial e nas metas de curto prazo, e que os empregos "técnicos" costumam se concentrar em seus parceiros e solution providers, que evidentemente não têm acesso às informações detalhadas, e muito menos ao código fonte, dos produtos que "suportam" no mercado. A segurança e confiança por obscuridade é o que impera nesta seara.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Quando olhamos o trabalho feito por elas junto às universidades, vemos novamente que o foco é sim formar cada vez mais usuários avançados de seus produtos, e conseguir com isso firmar a dependência tecnológica desde na base da cadeia alimentar na indústria de TI. É muito fácil comprovar isso quando vemos "versões educacionais" dos softwares comercializados por estas empresas serem distribuídos com água dentro das universidades. Encerrou o curso e tem um software completo desenvolvido: ótimo" vamos lhe enviar a fatura em 3, 2, 1"&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;É importante lembrar que este modus operandi não é exclusividade de uma única empresa, mas é de fato a prática de mercado de todas as multinacionais de TI (das mais fechadas e perseguidas por todos até a "mais aberta" e idolatrada pela maioria).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Foi num cenário de total colonização tecnológica como o ilustrado acima que o Software Livre cresceu no Brasil, principalmente durante os últimos 10 anos. Eu atribuo este crescimento à vontade gigantesca de conhecer tecnologia de verdade que alguns profissionais de TI no Brasil tinham, mas conforme o movimento foi crescendo, tenho a impressão de que estes profissionais cada vez mais são raros de se encontrar e o que vemos de fato hoje, é a busca pela substituição pura e simples de um software proprietário por um equivalente livre (e não quero entrar aqui na discussão filosófica por trás disso).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Considero que seja fundamental termos no Brasil uma comunidade tão militante e ativa na publicidade e no suporte às soluções de software livre, mas infelizmente isso não é suficiente, pois deixamos de ser colonizados digitais e somos hoje extrativistas digitais.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Não exagero em dizer que hoje o Brasil tem em números absolutos a maior comunidade de usuários de Software Livre do mundo, e olha que a TI ainda não chegou a tantos lares assim no Brasil, portanto temos ainda muito a crescer. O que me deixa muito chateado é constatar que ao mesmo tempo, temos uma comunidade de desenvolvedores de software livre quase inexistente (eu mesmo conto nos dedos das mãos os desenvolvedores de "código fonte" em projetos de software livre que conheço). A dita "comunidade" é a primeira a se manifestar e apontar defeitos nos muitos projetos que "participam", mas na hora de enviar contribuições realmente significativas quase ninguém aparece.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;É por isso que afirmo que vivemos hoje o extrativismo digital: encontramos uma fonte aparentemente inesgotável de recursos e estamos usando e abusando dela, sem nos preocupar com a sua manutenção. Isso pode até nos dar uma sensação de liberdade e controle do próprio nariz bem confortável, mas não nos levará a lugar algum e pior do que isso, quando a fonte se esgotar (e sim, ela pode se esgotar um dia), voltaremos à nossa vidinha de colonizados, e seremos novamente saudosistas de uma "era de ouro", tal como nossos amigos mais velhos hoje se lembram da reserva de mercado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O que quero com este artigo é forçar uma reflexão dentro da nossa comunidade, pois é evidente que software livre não nasce em árvores, e existem pessoas trabalhando muito escrevendo código fonte por trás dos softwares livres que utilizamos no dia a dia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Devo reconhecer porém, que somos muito ágeis e experientes em traduzir estes softwares para nosso idioma, mas todos devem concordar comigo que isso é o mínimo do mínimo que podemos fazer. Lembre-se de que teremos alcançado o sucesso pleno quando a tradução for problema dos outros !&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Não consigo me contentar com isso e por isso peço a todos que façam uma séria reflexão: Quando foi a última vez que você contribuiu de verdade com um projeto de Software Livre ?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Rodando o mundo palestrando em eventos de software livre, esta é a diferença primordial que vejo entre outros países e o Brasil. Na maioria dos países, a meritocracia funciona de verdade e o reconhecimento vem na base de muito, mas muito código fonte contribuído para os projetos. Como já contei a diversos amigos, em muitos países fora do Brasil, para que você possa "tomar uma cerveja" com os líderes dos projetos de software livre, você provavelmente já trabalhou bastante construindo e depurando código com eles.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Acho que é parte da cultura latina ser expansivo, mas não podemos deixar que nossa ânsia por fazer amigos acabe os deixando desviar tanto assim do nosso objetivo comum: Desenvolver de fato softwares livres que supram as necessidades de nosso mercado, que nos permitam dominar a tecnologia e que paguem nossas contas no final do mês.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Quando analisamos a cadeia de valor na indústria de software livre no Brasil hoje, vemos que diversos nós da cadeia são remunerados, mas que ainda não encontramos uma forma concreta de remunerar de verdade o principal nó: O desenvolvedor.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;É muito fácil cair no discurso de que "quem implementa, treina e suporta também desenvolve", mas na prática vemos o oposto disso.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O que me consola é que este problema não é exclusividade nossa, e nos últimos meses tenho visto diversos projetos de software livre desenvolvidos internacionalmente passar por sérias dificuldades por conta do mesmo problema.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Voltando ao Brasil, conheço ao menos um software livre desenvolvido aqui no Brasil e que é utilizado no país todo, além de ser suportado por centenas de empresas, mas que tem como desenvolvedores ativos apenas duas pessoas, sendo que uma delas (e talvez o desenvolvedor chave), não seja de forma alguma remunerado. Não vou dizer o nome do software aqui para não ser deselegante com as pessoas envolvidas em seu ecossistema, mas garanto que pela descrição acima você já deve ter identificado alguns softwares como potenciais candidatos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em uma recente discussão que tive com um dos pioneiros do Open Source mundial, ele me dizia que o modelo de subscrição nunca foi de fato compreendido pelo mercado, e concordo com ele que este modelo é o mínimo que podemos ter para garantir a manutenção dos projetos e de seus desenvolvedores. É mesmo uma pena ver que muita gente afirmar sem vergonha alguma que "subscrição é licença disfarçada", e aqui incluo inúmeros colegas do movimento do software livre. Sinto lhes informar que não, não é, mas concordo que é muito fácil pensar assim quando seu contracheque chega no final de todo mês.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Indo mais a fundo no problema, fico extremamente chateado em ver a falta de consciência de inúmeros gestores de empresas públicas e privadas que economizam centenas de milhões de reais por ano em licenças de software, mas que não investem sequer um centavo no desenvolvimento e manutenção de projetos de software livre que utilizam no seu dia a dia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Um exemplo gritante do que afirmo acima é o Libre Office (antigo OpenOffice ou BrOffice no Brasil), que possui atualmente centenas de milhares de cópias sendo utilizadas no país todo, economizando rios de dinheiro, e que têm no Brasil uma comunidade de "desenvolvedores de verdade" quase irrisória. O que me deixa muito mais chateado com isso, é que estes poucos heróis nacionais quase sempre levam uma vida de privações em prol da coletividade e tudo o que recebem de volta são tapinhas nas costas e nos últimos tempos ainda tem que aceitar calados, críticas injustas vindas de todas as partes. Não vou nem comentar aqui sobre a vida que levam os que decidem trabalhar com o desenvolvimento de padrões, mas posso afirmar que invejamos a vida dos desenvolvedores de software livre no Brasil.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Não quero que este seja um artigo de lamentações, e por isso eu gostaria de deixar algumas sugestões para que possamos de fato aproveitar esta oportunidade que temos nas mãos e mudar de uma vez por toda a história da TI no nosso Brasil. Muitas das sugestões vão parecer óbvias e genéricas, mas acredite, nunca foram de fato implementadas:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Empresas que utilizam softwares livres deveriam ter desenvolvedores trabalhando no desenvolvimento destas soluções ou se não puderem ter estes desenvolvedores, que exijam que as empresas que lhes prestam serviços de suporte e treinamento em software livre tenham desenvolvedores ativos nos projetos, e que comprovem suas contribuições periodicamente. Esta prestação de contas aliás deveria ser pública.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Universidades poderiam deixar de usar exemplos genéricos e trabalhos "inventados pelos professores" nas disciplinas de desenvolvimento de software e ter como meta a cada semestre otimizar um trecho de código fonte existente ou implementar uma melhoria ou nova funcionalidade em um software livre existente. O mesmo vale para outras disciplinas como marketing e design. Uma simples mudança da atitude como esta daria aos envolvidos uma experiência prática no mundo real com projetos concretos, ao mesmo tempo que lhes permitiria alcançar os mesmos objetivos didáticos (já imaginou onde chegaríamos com isso?).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Já temos diversas leis, decretos e instruções normativas no Brasil recomendando ou determinando a utilização de Software Livre e de Padrões Abertos em diversas esferas governamentais, mas infelizmente os órgãos de controle e fiscalização parecem desconhecê-las. Não consigo avaliar quem é o culpado por isso, mas sei que nós como sociedade temos o dever de cobrá-los, e talvez esteja aí a grande missão de todos os membros da comunidade que não podem contribuir de forma técnica com os projetos de software livre.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Muita gente não tem conhecimento técnico para escrever código fonte e contribuir com os projetos, mas lembre-se que um software livre de sucesso não vive só de código fonte e por isso mesmo sempre existe algo não relacionado a código fonte que precisa ser feito. Se envolva de verdade com a comunidade de desenvolvedores dos softwares que você usa e por favor, contribua de forma concreta com seu desenvolvimento. Ajudar de verdade é atender a necessidade do outro e não a sua própria necessidade. A diferença entre o voluntariado e o voluntarismo é gigantesca, mas muito difícil de ser compreendida.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Não acredito em contos de fadas e também não acredito que um dia uma empresa estrangeira vai decidir do dia para a noite que o Brasil é a bola da vez para concentrar aqui o seu desenvolvimento de software. Temos que conquistar isso, temos que fazê-lo do nosso jeito e temos sim potencial para reconstruir de verdade nossa indústria nacional de software e Tecnologia da Informação. O que não podemos fazer é ficar aqui sentados esperando o milagre acontecer, imaginando que estamos no caminho certo. Pequenas correções de rota podem sim nos levar a algum lugar completamente diferente e melhor do que o nosso destino atual.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Caso você ou sua empresa queira contribuir com um projeto de software livre e não saiba como, me coloco à disposição para ajudar e orientar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Peço que reflitam sobre o seu papel na solução do problema aqui apresentado. Temos um elefante na sala e só não ver quem não quer.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Aguardo ansiosamente os comentários e espero que possamos abrir este debate tão necessário nos dias de hoje.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Publicado originalmente no &lt;a href="http://www.trezentos.blog.br/?p=5907"&gt;Blog Trezentos&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;br&gt; &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Reproduzido com permissão do autor em 6 dejunho de 2011: &lt;a href="http://www.dicas-l.com.br/arquivo/software_livre_nao_nasce_em_arvores_do_colonialismo_ao_extrativismo_digital.php#.WRHjSTe1u03"&gt;http://www.dicas-l.com.br/arquivo/software_livre_nao_nasce_em_arvores_do_colonialismo_ao_extrativismo_digital.php#.WRHjSTe1u03&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;[Fred] E neste BLog-Rede, tomei a liberdade de reproduzí-lo por reconhecimento ao autor e, como integrante da coordenação do Blogoosfero.cc, entender a importância deste debate.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</description><pubDate>Tue, 09 May 2017 15:17:55 -0300</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/teialivredf/blog/software-livre-nao-nasce-em-arvores-do-colonialismo-ao-extrativismo-digital</link><guid>http://blogoosfero.cc/teialivredf/blog/software-livre-nao-nasce-em-arvores-do-colonialismo-ao-extrativismo-digital</guid></item><item><title>Todos contra a Terceirização - Não ao PL 4330</title><description>&lt;p&gt;&lt;embed height="444" src="http://tv.blogoosfero.cc/player/pak_player/pakplayer.swf?config=http%3A%2F%2Ftv.blogoosfero.cc%2Fplayer%2Fpak_player%2Fembed_player.php%3Fvid%3D1195%26json%3Dtrue%26autoplay%3Dno" width="720" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Wed, 08 Apr 2015 13:35:10 -0300</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/teialivredf/blog/todos-contra-a-terceirizacao-nao-ao-pl-4330</link><guid>http://blogoosfero.cc/teialivredf/blog/todos-contra-a-terceirizacao-nao-ao-pl-4330</guid></item><item><title>Para o bem das elites dos tucanos “Foda-se o Brasil” </title><description>&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Por Silvio Prado, professor&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No país dos escândalos, para a mídia bandida e canalha só existe o escândalo da Petrobras. Nada mais existe debaixo do céu azul varonil dessa terra de bandidos engravatados e da vinheta indecente do plim plim global. Não existe o Trensalão onde Covas, Serra e Alckmin estão comprometidos até o fiofó.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Não existe o Complexo Cantareira, sem uma gota de água, sequinho como uma fatia de torrada. Não existe a FDE onde três e meio bilhões de reais estão disponíveis para as máfias que mamam no dinheiro da educação paulista.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Não existe o Itau, devendo 18 bi para a Receita Federal. Não existe o extermínio da juventude negra. Não existe o crime organizado mandando nos presídios paulistas, bem debaixo do nariz pontiagudo de Alckmin. Não existe o conjunto de multinacionais remetendo seus lucros, todo ano 40 bilhões em média, para suas matrizes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Não existe meia dúzia de ricaços vagabundos comprando jatinhos, iates, aviões de luxo sem pagar imposto algum, enquanto o cidadão miserável paga alto imposto por um pacote de fubá. Não existe a bunda do Gilmar Mendes sentada e emperrando o andamento do processo que define a questão do financiamento das campanhas eleitorais.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Não existe a questão do banqueiro Dantas, duas vezes protegido e salvo pela "estranhíssima bondade" do mesmo Gilmar, um picareta que tão bem serve ao capital. Não existe o escândalo de sonegação fiscal da Globo, onde os irmãos Marinho fingem que não foram autuados em quase 800 vezes pela Receita Federal.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Não existe o escândalo do helicóptero dos Perrela, apreendido com 450 quilos de cocaína que, se a PF quisesse, já teria alcançado seus responsáveis seguindo algumas "carreirinhas” bem conhecidas pelo país inteiro. Não existe o escândalo da PM paulista que mata mais que todas as policias dos quase 50 estados norte-americanos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Não existe o escândalos das reformas superfaturadas que o governo Alckmin promove de baciada nas escolas públicas. Não existe o escândalo do BANESTADO, até hoje engavetado para o bem de gente que se apropriou de mais de 40 bilhões de reais através de um esquema bancário criminoso.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Não existe o escândalo que envolveu o bandido Carlinhos Cachoeira, a criminosa VEJA e um cara de pau sem limites, como Demóstenes Torres, fazendo acusações criminosas e falsas. Não existe escândalo algum envolvendo aeroportos da família Neves, em Minas, custeado com dinheiro público, nem dinheiro também publico sustentando duas ou três emissoras de rádio de um playboy inútil que se travestiu de governador e agora se fantasia de senador por aquele estado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Enfim, nenhum desses escândalos possui existência real. O único escândalo verdadeiro é o da Petrobras, a mesma empresa que era para ser a PETROBRAX dos bandidos tucanos, aquela que FHC, nosso bandido mor, queria (e ainda quer) privatizar para a alegria das petroleiras americanas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O único escândalo brasileiro é o dessa empresa que controla uma riqueza que pode significar a redenção econômica desse pais cujo povo, conforme um historiador brasileiro, Capistrano de Abreu, durante toda a sua história foi "capado e recapado" para o bem das criminosas elites e, agora, como se fosse um milagre, deu um passo no sentido de assumir sua própria história, o que irrita, perturba e deixa sem rumo essa riquíssima minoria branca e canalha.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Portanto, para privatizar a Petrobras e torná-la PETROBRAX vale toda e qualquer molecagem cuspida pela boca do Willian Bonner em horário sordidamente nobre. Vale promover vazamentos de informações sigilosas, vale exaltar delegados da PF que fizeram campanha para Aécio Poeira Neves, vale desmoralizar ainda mais a justiça, a imprensa,a política.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Vale produzir mentiras por atacado e jamais colocar na mídia qualquer nome criminoso que tenha ligações umbilicais com os tucanos ou qualquer setor da oposição. O importante é falar desse escândalo da forma mais escandalosa possível, pela manhã, pela tarde, noite, madrugada, até que o povo resolva sair de casa e linchar o PT, incendiar seus diretórios, perseguir seus militantes e, pela revolta, criar consenso para que esse partido seja banido da vida política brasileira.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O importante para a burguesia brasileira, para os tucanos é deixar Dilma no chão, inviabilizar a campanha de Lula em 2018 e, dane-se a Petrobras, o pré-sal e, por extensão, foda-se o Brasil. Assim querem nossa elite branca e seus capachos tucanos. Assim querem os donos do petróleo. Foda-se o Brasil...&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.iranilima.com/2015/02/para-o-bem-das-elites-dos-tucanos-f-se.html" target="_blank"&gt;http://www.iranilima.com/2015/02/para-o-bem-das-elites-dos-tucanos-f-se.html&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Sat, 07 Feb 2015 20:50:36 -0200</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/teialivredf/blog/para-o-bem-das-elites-dos-tucanos-%E2%80%9Cfoda-se-o-brasil%E2%80%9D</link><guid>http://blogoosfero.cc/teialivredf/blog/para-o-bem-das-elites-dos-tucanos-%E2%80%9Cfoda-se-o-brasil%E2%80%9D</guid></item><item><title>Ele resistirá?</title><description>&lt;p&gt;&lt;img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://blogoosfero.cc/articles/0042/3558/Berzoini-Teles.png" alt="" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As teles não perdem tempo!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Leia mais em:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a title="Políticas de (tele)comunicações" target="_blank" href="http://convergecom.com.br/portal/eventos/seminario-politicas-de-telecomunicacoes/"&gt;http://convergecom.com.br/portal/eventos/seminario-politicas-de-telecomunicacoes/&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Tue, 27 Jan 2015 13:09:56 -0200</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/teialivredf/blog/ele-resistira</link><guid>http://blogoosfero.cc/teialivredf/blog/ele-resistira</guid></item><item><title>BlogProg publica carta de repúdio a Jair Bolsonaro</title><description>&lt;p&gt;&lt;img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://blogoosfero.cc/articles/0040/9966/blogprog-logo.png" alt="" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: small; font-family: arial, helvetica, sans-serif;"&gt;A Comissão Nacional do Movimento de Blogueiros Progressistas e Ativistas Digitais (BlogProg) vem a público manifestar seu repúdio diante de mais uma cena de intolerância, desrespeito e preconceito protagonizada pelo deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ), conhecido por suas posições políticas fascistas, pelo discurso de ódio e pela intolerância política.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: small; font-family: arial, helvetica, sans-serif;"&gt;Na sessão da Câmara Federal desta terça-feira, 9, ele extrapolou todos os limites ao agredir a deputada Maria do Rosário (PT-RS), dizendo em tom de ameaça que "só não te estupro porque você não merece". A parlamentar havia feito discursado em defesa do direito à memória, à verdade e à justiça sobre os fatos envolvendo a ditadura militar no Brasil. Bolsonaro, um saudosista do regime dos generais, reagiu com sua verborragia costumeira incitando a violência sexual contra a ex-ministra dos Direitos Humanos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: small; font-family: arial, helvetica, sans-serif;"&gt;Essa não é a primeira vez que o deputado passa por cima da ética, envergonha a representação política e zomba da democracia brasileira. Por isso, nos juntamos às vozes que, em razão da flagrante quebra de decoro, exigem a cassação do seu mandato. Não podemos aceitar que essa nova agressão, a exemplo de tantas outras registradas à exaustão, passe despercebida sem sofrer nenhuma consequência. Um parlamentar que prometeu defender a Constituição Cidadã não tem o direito de continuar destilando ódio impunemente.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Wed, 10 Dec 2014 15:49:21 -0200</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/teialivredf/blog/blogprog-publica-carta-de-repudio-a-jair-bolsonaro</link><guid>http://blogoosfero.cc/teialivredf/blog/blogprog-publica-carta-de-repudio-a-jair-bolsonaro</guid></item><item><title>Geopolítica da espionagem: as Ramificações do Caso Edward Snowden</title><description>&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Com a revelação da máquina de vigilância utilizada pelo serviço de inteligência norte-americano, o caso Snowden mostrou o pouco respeito da administração Obama pela privacidade. Seu alcance, porém, é ainda maior: revela a estrutura das relações de poder em escala global e as mutações do capitalismo digital&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img width="700" alt="" src="http://blogoosfero.cc/articles/0040/3588/ALPINO.jpg" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;por &lt;a href="http://www.diplomatique.org.br/artigo.php?id=1762" target="_blank"&gt;Dan Schiller&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As revelações sobre os programas de espionagem da Agência de Segurança Nacional (NSA) dos Estados Unidos provocaram “mudanças fundamentais e irreversíveis em muitos países e em muitas áreas”,&lt;sup&gt;1&lt;/sup&gt; enfatiza Glen Greenwald, jornalista do &lt;em&gt;The Guardian&lt;/em&gt; que tornou públicas as informações confidenciais disponibilizadas por Edward Snowden. Em 2013, a chanceler alemã, Angela Merkel, e a presidenta brasileira, Dilma Rousseff, questionaram publicamente Barack Obama, condenando as violações à privacidade cometidas pelos Estados Unidos – das quais ambas foram vítimas. A Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou por unanimidade uma resolução reconhecendo a proteção de dados pessoais na internet como um direito humano. E, em junho de 2014, o Ministério da Justiça norte-americano, em resposta à União Europeia, prometeu enviar ao Congresso um projeto de lei estendendo aos cidadãos europeus alguns dispositivos de proteção da privacidade aplicados aos norte-americanos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Entretanto, para apreciar plenamente a extensão do impacto internacional do caso Snowden, é preciso abrir o foco para além das infrações à lei e considerar o impacto dessas revelações sobre as forças econômicas e políticas mundiais, estruturadas em torno dos Estados Unidos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em primeiro lugar, a espionagem – uma das funções da NSA – é parte integrante do poder militar norte-americano. Desde 2010, o diretor da agência é também o responsável pelas operações digitais ofensivas, na condição de comandante do Cyber Command do Exército: os dois órgãos estão ligados ao Ministério da Defesa. “Os Estados Unidos poderiam utilizar armas cibernéticas [...] em operações militares ordinárias, assim como mísseis de cruzeiro ou drones”, declarou ao &lt;em&gt;The New York Times&lt;/em&gt; (20 jun. 2014) o almirante Michael S. Rogers, recentemente nomeado chefe da NSA e do Cyber Command.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em segundo lugar, esse dispositivo militar é parte de um contexto muito mais amplo: o das alianças estratégicas seladas pelos Estados Unidos. Desde 1948, o acordo UK-USA é o cerne dos programas de vigilância das comunicações mundiais. Nesse tratado, os Estados Unidos são chamados de “primeira parte” (&lt;em&gt;first party&lt;/em&gt;), sendo a NSA especificamente reconhecida como “parte principal” (&lt;em&gt;dominant party&lt;/em&gt;). Reino Unido, Canadá, Austrália e Nova Zelândia representam as “partes secundárias” (&lt;em&gt;second parties&lt;/em&gt;). Todos esses países – além de se comprometerem a garantir o monitoramento das comunicações em determinada região, compartilhar sua infraestrutura com os Estados Unidos e realizar operações conjuntas com eles – podem acessar as informações coletadas em conformidade com os procedimentos estabelecidos por Washington.&lt;sup&gt;2&lt;/sup&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os países do UK-USA – os &lt;em&gt;five eyes&lt;/em&gt; (“cinco olhos”), como às vezes são chamados – foram parceiros na Guerra Fria. A União Soviética era o principal adversário. No entanto, diante do avanço dos movimentos anticoloniais, anti-imperialistas e mesmo anticapitalistas na Ásia, África e América Latina, os Estados Unidos ampliaram sua capacidade de coletar informação em escala mundial. As alianças que fundaram esse sistema vão muito além do círculo dos primeiros signatários – por exemplo, a leste e a oeste da União Soviética, Japão e Alemanha estão entre as “terceiras partes” (&lt;em&gt;third parties&lt;/em&gt;) do tratado. Note-se que, após as revelações de Snowden, Merkel pediu que os Estados Unidos compartilhassem as informações de que dispunham com a Alemanha, em condições semelhantes àquelas concernentes às “partes secundárias”. O governo Obama indeferiu o pedido.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A indústria privada das informações públicas&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os membros com o &lt;em&gt;status&lt;/em&gt; de “terceiras partes” evoluíram ao longo do tempo, mas todos têm acesso restrito às informações coletadas. Foi o caso, por algum tempo, do Irã, bem localizado para observar o sul da União Soviética. Com a revolução de 1979, os Estados Unidos tiveram de encontrar um substituto. Então, institucionalizaram os laços com a República Popular da China, e as relações entre os dois países melhoraram após a visita secreta de Henry Kissinger, em abril de 1970. A província de Xinjiang parecia um lugar conveniente para espionar os russos: Deng Xiaoping, o grande arquiteto da abertura da China para a economia de mercado, autorizou a CIA a construir duas estações de monitoramento, com a condição de que fossem ocupadas por técnicos chineses. Operacionais desde 1981, elas funcionaram pelo menos até meados da década de 1990.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Visto que nenhum Estado tem uma rede de espionagem tão extensa quanto a dos Estados Unidos, o argumento de que “todos os países fazem a mesma coisa” não se sustenta. Dos satélites, na década de 1950, até a infraestrutura digital, os Estados Unidos modernizaram seus sistemas de vigilância global várias vezes. No entanto, desde o início da década de 1990 e a queda dos regimes comunistas, a vigilância também mudou de função. Ela continua tendo o objetivo de combater as ameaças, presentes ou futuras, que pesam sobre uma economia mundial construída em torno dos interesses norte-americanos. Mas essas ameaças diversificaram-se: atores não estatais; países menos desenvolvidos determinados a conseguir uma melhor posição na economia mundial ou, pelo contrário, países que desejam partir para outras vias de desenvolvimento; e – o principal – outros países capitalistas desenvolvidos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para esclarecer esse movimento estratégico, deve-se ressaltar um aspecto econômico do sistema de inteligência norte-americano diretamente relacionado ao capitalismo digital. Nas últimas décadas, desenvolveram-se as indústrias da ciberguerra, da coleta e análise de dados, que não presta contas a ninguém e da qual faz parte o ex-patrão de Snowden, a empresa Booz Allen Hamilton. Em outras palavras, com a privatização em massa, “o &lt;em&gt;outsourcing&lt;/em&gt;da inteligência secreta” banalizou-se. Assim, o que por muito tempo foi uma prerrogativa do Estado tornou-se uma enorme &lt;em&gt;joint venture&lt;/em&gt;entre este e o meio empresarial. Como demonstrou Snowden, o complexo de vigilância norte-americano está agora ligado ao coração da indústria da internet.&lt;/p&gt;
&lt;table style="background-color: #ffcc99;"&gt;

&lt;tr&gt;
&lt;td&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;&lt;strong&gt;BOX&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;&lt;strong&gt;Pan-óptico digital&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Por Pierre Rimbert&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;No início de 2013, um consultor de informática de uma empresa subcontratada da Agência de Segurança Nacional (NSA), Edward Snowden, copiou e enviou aos jornalistas Glenn Greenwald e Laura Poitras várias centenas de milhares de documentos secretos relacionados aos programas de espionagem conduzidos pelos Estados Unidos e seus aliados em nome da luta contra o terrorismo. Embora ninguém esperasse candura da maior potência mundial, as publicações realizadas desde junho de 2013 revelaram um sistema tentacular.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;O Programa Prism permite à NSA coletar dados segmentados (e-mails, conversas, contatos, vídeos...) das grandes empresas digitais norte-americanas, como Facebook, Apple, Google, Microsoft e Yahoo. Por sua vez, o programa XKeyscore armazena em centenas de servidores em todo o mundo informações sobre a atividade de todos os internautas (e-mails, buscas, sites visitados, postagens em redes sociais...).&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Os documentos divulgados por Snowden também mostraram que a NSA (muitas vezes ajudada pela inteligência eletrônica britânica) espiona comunicações chinesas, de diversas instituições europeias, da sede das Nações Unidas, da Agência Internacional de Energia Atômica, de diplomatas, embaixadas, chefes de Estado e de governo, incluindo os aliados dos Estados Unidos, comunicações brasileiras, transações com cartão de crédito – a lista parece interminável. Às vezes, essa vigilância implica intervenções físicas: por exemplo, agentes da NSA instalam dispositivos de marcação para monitorar roteadores interceptados durante a entrega. E os serviços de inteligência eletrônica britânicos captam (e compartilham com os colegas norte-americanos) dados telefônicos e informáticos, invadindo diretamente cabos submarinos transatlânticos (Projeto Tempora).&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Em viagem a Hong Kong, quando fez as primeiras revelações, Snowden foi processado nos Estados Unidos por espionagem e roubo de documentos do Estado. Esses processos levaram-no a pedir asilo à Rússia; os jornalistas a quem enviou os documentos receberam o Prêmio Pulitzer em abril de 2014. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;&lt;strong&gt;Pierre Rimbert&lt;/strong&gt; é redator-chefe do Le Monde Diplomatique.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;

&lt;/table&gt;
&lt;p&gt;Há fortes razões para crer que as empresas do Vale do Silício participaram de forma sistemática – e, na maioria das vezes, fraterna – de alguns aspectos de uma operação ultrassecreta da NSA intitulada “Enduring Security Framework” (Quadro de Segurança Sustentável).&lt;sup&gt;3&lt;/sup&gt; Já em 1989, um especialista em comunicações militares comemorava os “laços estreitos entre as empresas norte-americanas [...] e as altas instâncias da segurança nacional norte-americana”, pois as referidas empresas “facilitavam o acesso da NSA ao tráfego internacional”.&lt;sup&gt;4&lt;/sup&gt; Vinte e cinco anos depois, essa relação estrutural permanece. Embora os interesses de tais companhias não se confundam realmente com os do governo norte-americano, é incontestável que as grandes empresas de computação são parceiras indispensáveis para Washington. “A maioria das empresas que, há muito tempo, permitem à agência estar na vanguarda da tecnologia e ter um alcance global ainda trabalha conosco”, reconheceu o diretor da NSA, em junho de 2014, no &lt;em&gt;The New York Times&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Contra todas as evidências, Google, Facebook e outros negam esse envolvimento e fingem indignação. Uma reação lógica: essas empresas construíram sua fortuna com base na espionagem em grande escala para fins comerciais – para si e para seus apoiadores financeiros, as grandes agências de publicidade e marketing.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A coleta de dados pelas grandes empresas, maciça e acordada, não é um fato natural. Foi preciso torná-la possível, principalmente pela transformação da arquitetura inicial da internet. Na década de 1990, quando a World Wide Web apenas começava a entrar na vida social e cultural, as empresas de computação e os anunciantes pressionaram o governo Clinton para reduzir a proteção da privacidade ao mínimo estrito. Assim, puderam modificar a internet, de modo a monitorar os usuários para fins comerciais. Rejeitando as iniciativas de proteção de dados – mesmo tímidas –, redes sociais, ferramentas de busca, provedores de acesso e publicitários continuam a exigir maior integração do monitoramento comercial da internet – é por isso que promovem a transição para a computação “em nuvem” (&lt;em&gt;cloud service computing&lt;/em&gt;). Poucos milhares de empresas gigantes ganharam o poder de monopolizar as informações do mundo inteiro, do berço ao túmulo, a qualquer hora do dia. Como explica Evgeny Morozov, as estratégias de lucro dessas empresas se assentam explicitamente nos dados dos usuários. Elas constituem, nas palavras do fundador do WikiLeaks, Julian Assange, “motores de vigilância”.&lt;sup&gt;5&lt;/sup&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Essas estratégias de lucro tornaram-se a base do desenvolvimento do capitalismo digital. A dinâmica de apropriação dos dados pessoais eletrônicos cresce fortemente, como resultado de uma dupla pressão: econômica e política. Precisamente por isso, ela se expõe a uma dupla vulnerabilidade, trazida à tona pelas revelações de Snowden.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em maio de 2014, o Tribunal de Justiça Europeu decidiu que os indivíduos tinham o direito de solicitar a retirada dos resultados de pesquisas referentes a dados pessoais “inadequados, irrelevantes ou obsoletos”. Em quatro dias, o Google recebeu 41 mil requerimentos fundamentados nesse “direito ao esquecimento”. Ainda mais revelador, em junho de 2014, 87% das 15 mil pessoas interrogadas em quinze países pela empresa de relações públicas Edelman Berland disseram que a lei deveria “proibir as empresas de comprar e vender dados sem o consentimento” dos envolvidos. Os mesmos pesquisados consideram que a principal ameaça à proteção da privacidade na internet está no fato de que as empresas podem “utilizar, trocar ou vender, sem [seu] conhecimento, dados pessoais em troca de ganho financeiro”. Para amenizar o descontentamento, a Casa Branca divulgou um relatório recomendando que as empresas limitem o uso dos dados dos clientes. Apesar disso, a administração Obama continua inabalável em seu apoio às transnacionais: “Os &lt;em&gt;big data&lt;/em&gt;serão um motor histórico do progresso”,&lt;sup&gt;6&lt;/sup&gt; repetiu um comunicado oficial de junho de 2014.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Revitalizar a contestação&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A rejeição ao domínio dos interesses econômicos e estatais norte-americanos sobre o capitalismo digital não é perceptível apenas nas pesquisas de opinião. Para aqueles que há muito tempo tentam lutar contra as empresas norte-americanas, as revelações de Snowden são um legado inesperado. Prova disso é a extraordinária “Carta aberta a Eric Schmidt” (CEO do Google), escrita por um dos maiores editores da Europa, Matthias Döpfner, do grupo Axel Springer. Ele acusa o Google, que detém 60% do mercado de publicidade on-line na Alemanha, de querer tornar-se um “super-Estado digital”, sem ter de prestar contas a ninguém. Explicando que a Europa permanece como uma força “fossilizada” nessa área essencial, Döpfner tenta, claro, promover os interesses das empresas alemãs (&lt;em&gt;Frankfurter Allgemeine Feuilleton&lt;/em&gt;, 17 abr. 2004).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A estagnação crônica da economia mundial exacerba ainda mais a batalha travada por grandes companhias e o Estado a fim de monopolizar os lucros. Os provedores de acesso à internet e as grandes empresas formam a guarda pretoriana de um capitalismo digital centrado nos Estados Unidos. Sozinha, a Microsoft utiliza mais de 1 milhão de computadores em mais de quarenta países para fornecer seus serviços a partir de uma centena de bancos de dados. Android e iOS, os sistemas operacionais do Google e da Apple, respectivamente, estavam instalados em 96% dos smartphones vendidos no mundo no segundo trimestre de 2014.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O capitalismo digital baseado na internet impressiona pela dimensão, dinamismo e perspectivas de lucro, como demonstram não apenas a indústria diretamente ligada à internet, mas campos tão diversos como o setor automotivo, os serviços médicos, a educação e as finanças. Que empresas, estabelecidas em quais regiões, ficarão com os lucros?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nesse plano, o caso Snowden atua como elemento perturbador, pois revive a contestação da ciberdominação norte-americana. Nas semanas seguintes às primeiras revelações, abundaram especulações sobre a influência que os documentos publicados por Snowden teriam sobre as vendas internacionais das empresas norte-americanas de novas tecnologias. Em maio de 2014, o CEO da companhia de equipamentos de informática Cisco, por exemplo, escreveu ao presidente Obama alertando que o escândalo NSA minou “a confiança em nossa indústria e na capacidade de as empresas de tecnologia venderem seus produtos em todo o mundo” (&lt;em&gt;Financial Times&lt;/em&gt;, 19 maio 2014).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para as empresas de computação, a ameaça proveniente do mundo político está tomando forma. Alguns Estados, mencionando as revelações de Snowden, reorientam sua política econômica. Brasil e Alemanha consideram a possibilidade de autorizar apenas fornecedores nacionais a guardar os dados de seus cidadãos – medida já em vigor na Rússia. Em junho passado, o governo alemão rescindiu o contrato que há muito tempo o ligava à empresa norte-americana Verizon, em favor da Deutsche Telekom. Um líder democrata cristão, por sua vez, declarou que os homens da política e da diplomacia alemã deveriam voltar a usar máquina de escrever na elaboração de todos os documentos sensíveis. Brasil e União Europeia, que planejam a construção de uma nova rede de telecomunicações submarinas, para que suas comunicações intercontinentais não dependam mais da infraestrutura norte-americana, confiaram essa tarefa a empresas brasileiras e espanholas. Da mesma forma, Brasília falou em abandonar o Outlook, serviço de mensagens da Microsoft, em favor de um sistema que utiliza centros de dados localizados em território nacional.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Batalha pela regulamentação da internet&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Atualmente, as represálias econômicas contra as empresas de informática norte-americanas continuam. A Alemanha proibiu o aplicativo de compartilhamento de carros Uber; na China, o governo explicou que os equipamentos e serviços de informática norte-americanos representam uma ameaça à segurança nacional, pedindo que as empresas estatais não recorram a eles.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Desafiadas, as gigantes norte-americanas do mundo digital não se contentam com uma ofensiva de relações públicas. Elas reorganizam suas atividades para mostrar aos clientes que respeitam a legislação local de proteção de dados. Assim, a IBM planeja investir US$ 1 bilhão na construção de bancos de dados no exterior na esperança de tranquilizar os clientes preocupados com a espionagem norte-americana. Nada garante que isso acalme os temores, com Washington pedindo à Microsoft para lhe enviar e-mails armazenados em servidores na Irlanda...&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Entretanto, não nos enganemos: o objetivo das autoridades norte-americanas continua sendo a ampliação dos benefícios oferecidos a suas transnacionais da informática. Em maio de 2014, o procurador-geral dos Estados Unidos apresentou queixa contra cinco oficiais do Exército chinês por ciberespionagem comercial, argumentando que a China estava envolvida em táticas de concorrência abertamente ilegais. No entanto, e de forma significativa, o &lt;em&gt;Financial Times&lt;/em&gt;revelou que a queixa apresentada pelos campeões da espionagem causou alvoroço na indústria alemã, “que anda preocupada com roubos de propriedade intelectual” (22 maio 2014). Seria esse o efeito pretendido pelas autoridades norte-americanas?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por que os Estados Unidos esperaram esse momento preciso para tomar uma atitude? Há anos o país acusa a China de lançar ataques cibernéticos contra suas empresas – quando foi ele próprio que invadiu roteadores e equipamentos de internet de uma empresa chinesa concorrente, a Huawei... Uma motivação, de ordem política, transparece: neste ano de eleições de meio mandato, o governo democrata pretende fazer da China um predador que destrói os empregos norte-americanos roubando propriedade intelectual. Ao mesmo tempo, o questionamento público de Pequim destaca sutilmente que, entre aliados, o &lt;em&gt;status quo&lt;/em&gt; – um capitalismo digital dominado pelos Estados Unidos – continua sendo a melhor opção.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Aqui chegamos ao cerne do problema. Segundo declara, Snowden esperava que suas revelações “fossem um apoio necessário para construir uma internet mais igualitária”.&lt;sup&gt;7&lt;/sup&gt; Ele queria não apenas provocar um debate sobre a vigilância e o direito à privacidade, mas também influenciar a discussão sobre os desequilíbrios inerentes à infraestrutura de internet.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em sua própria construção, a internet sempre beneficiou os Estados Unidos. Uma oposição, internacional porém esporádica, fez-se ouvir na década de 1990. Ela se intensificou entre 2003 e 2005, durante a Cúpula Mundial sobre a Sociedade da Informação, e novamente em 2012, em uma reunião multilateral organizada pela União Internacional de Telecomunicações. As revelações de Snowden agravaram ainda mais o conflito sobre a “governança global da internet”.&lt;sup&gt;8&lt;/sup&gt; Elas enfraqueceram a “capacidade de Washington orientar o debate sobre o futuro da internet”, diz o &lt;em&gt;Financial Times&lt;/em&gt;, citando um ex-chefe do governo norte-americano, para quem “os Estados Unidos não têm mais autoridade moral para falar em internet livre e aberta” (21 abr. 2014).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Depois que a presidenta Dilma Rousseff condenou as infrações cometidas pela NSA diante da Assembleia Geral das Nações Unidas, em setembro de 2013, o Brasil anunciou a realização de uma reunião internacional para examinar as políticas institucionais definidas pelos Estados Unidos sobre a internet: a NETmundial – Reunião Multipartite Global sobre Governança da Internet, foi realizada em São Paulo, em abril de 2014, e congregou nada menos que 180 participantes, representantes de governos, empresas e associações.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os Estados Unidos, porém, tentaram conter a iniciativa: poucas semanas antes da reunião, prometeram, não sem impor várias condições importantes, abandonar o papel de supervisão formal da Internet Corporation for Assigned Names and Numbers (Icann), organização que administra algumas das funções vitais da rede. A operação foi bem-sucedida. Após a NETmundial, a Software and Information Industry Association, estabelecida nos Estados Unidos, comemorou: “As propostas sobre vigilância continuam moderadas”, e “a reunião não deu grande espaço aos que preferem um controle intergovernamental da internet, ou seja, sob a égide das Nações Unidas”.&lt;sup&gt;9&lt;/sup&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em última análise, são os conflitos econômico-geopolíticos e os realinhamentos emergentes que determinaram o resultado da reunião em São Paulo. Embora o Brasil tenha voltado para o colo dos norte-americanos, Rússia e Cuba recusaram-se a assinar a resolução final e ressaltaram que o discurso dos Estados Unidos sobre a “liberdade da internet” soava oco; a delegação indiana declarou-se insatisfeita, acrescentando que só daria seu acordo após consultar o governo; e a China voltou à carga, denunciando, não sem razão, a “ciber-hegemonia” norte-americana (&lt;em&gt;China Daily&lt;/em&gt;, 21 maio 2014). Essa opinião está ganhando terreno. Depois da NETmundial, o Grupo dos 77 e a China chamaram as entidades intergovernamentais “para discutir e examinar o uso das tecnologias da informação e comunicação a fim de garantir sua plena consonância com o direito internacional”,&lt;sup&gt;10&lt;/sup&gt; exigindo o fim da vigilância em massa extraterritorial.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Assim, cresce o conflito estrutural sobre a forma e o domínio do capitalismo digital. Embora a coalizão díspar contra o poder e as grandes empresas do Vale do Silício tenha adquirido certa dimensão, estas últimas continuam determinadas a manter sua dominação mundial. Segundo Kissinger, célebre advogado da supremacia dos Estados Unidos, os norte-americanos devem se perguntar: o que queremos evitar, a qualquer preço, e sozinhos, se necessário? O que devemos tentar realizar, mesmo fora de qualquer quadro multilateral? Muito felizmente, os Estados, as transnacionais e seus protetores não são os únicos atores políticos. Sejamos gratos a Snowden por nos lembrar disso.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Dan Schiller&lt;/strong&gt; é professor de comunicação na universidade Urbana-Champaign (Illinois), autor de How to think about information, University of Illinois Press, Chicago, 2006.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Ilustração:&lt;/strong&gt; Alpino&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Fonte:&lt;/strong&gt; &lt;a href="http://www.diplomatique.org.br/artigo.php?id=1762"&gt;Le Monde Diplomatique Brasil&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Tue, 18 Nov 2014 15:12:13 -0200</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/teialivredf/blog/geopolitica-da-espionagem-as-ramificacoes-do-caso-edward-snowden</link><guid>http://blogoosfero.cc/teialivredf/blog/geopolitica-da-espionagem-as-ramificacoes-do-caso-edward-snowden</guid></item><item><title>A Festa Operária: 29/11/2014</title><description>&lt;p&gt;&lt;img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" alt="" src="http://blogoosfero.cc/articles/0040/2347/geisel_na_parede.jpeg" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Camaradas,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente o nosso dia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos o carinho de convidar e a certeza de contar com a presença de cada militante que contribuiu nesses anos com a INVESTIGAÇÃO OPERÁRIA. Dia 29 de novembro vamos lançar o nosso livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será um grande encontro das famílias de trabalhadores, de lutadores, daqueles que irmanados construíram a resistência à ditadura e continuaram lutando contra a opressão capitalista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A luta não para!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que a experiência dos que enfrentaram os patrões, a pelegada, a repressão e os militares no poder possa ajudar no diálogo com os jovens lutadores de hoje, que agora testam, ensaiam novas formas de luta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos garantir que os jovens estejam presentes nessa festa operária.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;NOSSO ENCONTRO, NOSSA FESTA!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia 29 de novembro (sábado). Horário: 13h30&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Local: Memorial (onde foi o DOPS)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Largo General Osório 66 - Estação e Metro LUZ&lt;/p&gt;</description><pubDate>Mon, 17 Nov 2014 13:42:42 -0200</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/teialivredf/blog/a-festa-operaria-29112014</link><guid>http://blogoosfero.cc/teialivredf/blog/a-festa-operaria-29112014</guid></item><item><title>Oficina Blogoosfero: Comunicação e Hegemonia Popular na Era Digital</title><description>&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Durante o 20º Curso Anual do NPC será realizada a oficina Blogoosfero: Comunicação e Hegemonia Popular na Era Digital&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;img alt="" width="960" src="http://blogoosfero.cc/news/blogoosferoblack.jpg" height="354" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;A Plataforma de Comunicação Livre Blogoosfero.cc, baseada no software livre nacional noosfero, é resultado da luta dos blogueiros progressistas por garantias de privacidade no armazenamento dos dados, autonomia na gestão da política de conteúdos e liberdade de expressão.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;O Blogoosfero é usado por blogueir@s, movimentos sociais e sindical, organizações educativas, telecentros, TVs Comunitárias, ONGs, candidatos, parlamentares, ativistas digitais, etc, que se preocupam com a segurança de seus dados pessoais e coletivos, defendem a Liberdade de Expressão e lutam pela Soberania Tecnológica de nosso país. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Neste início da era do capitalismo informacional, um dos desafios que está colocado para nós, brasileiros, é  &lt;span style="color: #ff6600;"&gt;&lt;strong&gt;aceitar a condição de consumidores de tecnologias e informações alheias ou nos transformarmos em produtores autônomos e soberanos das mesmas.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;strong&gt;Mas como fazer isso? Eu não entendo nada de computadores!!!&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;img alt="" width="426" src="http://blogoosfero.cc/articles/0015/6218/blogoosfero_funcionalidades.png" height="146" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Participe da oficina, conheça as funcionalidades do Blogoosfero e descubra a tecnologia da informação e comunicação a serviço dos movimentos populares. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Faça parte de nossa plataforma de comunicação livre e colaborativa desenvolvida em Software Livre Brasileiro e se torne um produtor de tecnologias, mesmo não sendo um programador de computadores. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Venha construir conosco a hegemonia dos trabalhadores também na área tecnológica.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Serviço:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;strong&gt;OFICINA 1&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt; – &lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;Blogoosfero (com Sergio Bertoni-TIE-Brasil)&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;strong&gt;LOCAL&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;: &lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;Sindipetro (Av. Passos, 34, Centro – perto da Praça Tiradentes) – sala 314&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;strong&gt;Leia Também:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="text-decoration: underline; font-size: 12pt;"&gt;&lt;a href="http://www.rededemocratica.org/index.php?option=com_k2&amp;amp;view=item&amp;amp;id=3583:software-livre-%C3%A9-soberania-nacional-e-inclus%C3%A3o-digital" target="_blank"&gt;Software Livre é soberania nacional e inclusão digital&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="title"&gt;&lt;span style="text-decoration: underline; font-size: 12pt;"&gt;&lt;a href="http://blogoosfero.cc/news/blog/colaboracao-e-liberdade-estrategias-de-desenvolvimento-tecnologico-nacional"&gt;Colaboração e Liberdade: estratégias de desenvolvimento tecnológico nacional&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="title"&gt;&lt;span style="text-decoration: underline; font-size: 12pt;"&gt;&lt;a href="http://blogoosfero.cc/news/blog/tecnologias-livres-e-as-plataformas-de-colaboracao-como-estrategia-nacional"&gt;Tecnologias livres e as plataformas de colaboração como estratégia nacional&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="text-decoration: underline; font-size: 12pt;"&gt;&lt;a href="http://blogoosfero.cc/news/blog/repercut-parana-soberania-tecnologica"&gt;ReperCUT Paraná: Soberania Tecnológica&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="text-decoration: underline; font-size: 12pt;"&gt;&lt;a href="http://blogoosfero.cc/news/blog/como-entender-essas-denuncias-de-vigilantismo-global"&gt;Como entender essas denúncias de vigilantismo global&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="text-decoration: underline; font-size: 12pt;"&gt;&lt;a href="http://blogoosfero.cc/news/blog/software-livre-e-a-alternativa-contra-espionagem-eletronica"&gt;Software livre é a alternativa contra espionagem eletrônica&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="title"&gt;&lt;span style="text-decoration: underline; font-size: 12pt;"&gt;&lt;a href="http://blogoosfero.cc/news/blog/america-latina-ja-tem-alternativa-livre-as-redes-digitais-privadas-e-proprietarias"&gt;América Latina já tem alternativa LIVRE às redes digitais privadas e proprietárias&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="title"&gt;&lt;span style="text-decoration: underline; font-size: 12pt;"&gt;&lt;a href="http://blogoosfero.cc/news/blog/nao-acreditem-em-mim-the-terrible-truth-about-facebook"&gt;Não acreditem em mim: The Terrible Truth About Facebook &lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="title"&gt;&lt;span style="text-decoration: underline; font-size: 12pt;"&gt;&lt;a href="http://blogoosfero.cc/news/blog/quem-manda-no-shopping-center-e-o-dono"&gt;Quem manda no Shopping Center é o dono&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;a href="http://blogoosfero.cc/news/blog/redes-sociais-e-o-software-livre"&gt;Redes Sociais e o Software Livre&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Wed, 05 Nov 2014 11:54:30 -0200</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/teialivredf/blog/oficina-blogoosfero-comunicacao-e-hegemonia-popular-na-era-digital</link><guid>http://blogoosfero.cc/teialivredf/blog/oficina-blogoosfero-comunicacao-e-hegemonia-popular-na-era-digital</guid></item><item><title>Lançamento do Livro Comunicação dos Trabalhadores e Hegemonia será em 06/11</title><description>&lt;p&gt;&lt;img alt="" src="http://blogoosfero.cc/articles/0039/8346/comunicacao_hegemonia.jpg" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Durante o 20º Curso Anual do NPC, meu amigo e companheiro  Vito Giannotti lançará o livro &lt;em&gt;Comunicação dos trabalhadores e hegemonia&lt;/em&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;O lançamento coincidirá com a festa de comemoração dos 20 anos do NPC, que será realizada na quinta-feira, 6/11, a partir das 19h, na rua Alcindo Guanabara, Cinelândia, em frente à Ocupação Manoel Congo. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Na ocasião haverá uma animada roda de samba, com caldo de feijão e caipirinha.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Wed, 05 Nov 2014 10:30:44 -0200</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/teialivredf/blog/lancamento-do-livro-comunicacao-dos-trabalhadores-e-hegemonia-sera-em-0611</link><guid>http://blogoosfero.cc/teialivredf/blog/lancamento-do-livro-comunicacao-dos-trabalhadores-e-hegemonia-sera-em-0611</guid></item></channel></rss>