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Brizola Neto se reúne com bancários para discutir demissões

13 de Janeiro de 2013, 22:00 , por JMC - 0sem comentários ainda | No one following this article yet.
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Em apenas um ano e meio, o Itaú demitiu 13,5 mil funcionários, enquanto o Santander ameaçou cortar 1,2 mil vagas em dezembro, às vésperas do Natal

O ministro do Trabalho e Emprego, Brizola Neto participará, nesta quarta-feira (16), de audiência com dirigentes da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf) e representantes dos bancos Itaú e Santander, em Brasília, para discutir a redução dos postos de trabalho e a política de rotatividade das duas instituições financeiras.

Em apenas um ano e meio, o Itaú demitiu 13,5 mil funcionários, enquanto o Santander ameaçou cortar 1,2 mil vagas em dezembro, às vésperas do Natal.

De acordo com levantamento do Dieese, divulgado no final de 2012, pouco mais de 9 mil bancários perderam o emprego no país entre janeiro e setembro. O número equivale a 3,2% do total de empregados registrados em dezembro de 2011. Considerando o saldo entre cortes e novas contratações, no final do ano passado havia 7.286 vagas a menos que no período anterior.

"De um lado, os bancários perdem seus empregos e, de outro, o governo amplia os gastos com seguro-desemprego", afirmou Carlos Cordeiro, presidente da Contraf, em nota divulgada pela entidade sindical. "Só os bancos saem ganhando, porque reduzem a folha de pagamento e aumentam ainda mais os seus lucros."

De acordo com os representantes da Contraf, que se reuniram com Brizola Neto no último dia 9 para requisitar a audiência, o ministro se mostrou preocupado com os números crescente de demissões e reafirmou o seu compromisso com a geração de empregos e o combate à alta rotatividade.

"Enquanto o Brasil não voltar a ser signatário da Convenção 158 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que proíbe demissões imotivadas, é preciso encontrar travas para acabar com essa verdadeira sangria de empregos nos bancos, especialmente os privados", ressalta a secretária de imprensa da Contraf, Rosane Alaby.

Diante da justificativa dos bancos, que veem as demissões como parte de seu plano de eficiência, o presidente da Contraf atesta que "empresa eficiente não pode ser a que demite, mas a que emprega, valoriza os trabalhadores e presta bons serviços aos clientes e à sociedade". (Fonte: Rede Brasil Atual)


Fonte: JMC

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