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Ana Prestes

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Notas rápidas internacionais 16/05/18

16 de Maio de 2018, 8:18 , por Ana Prestes - | No one following this article yet.
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por Ana Prestes
por Ana Prestes

- O encontro entre Trump e King Jong-un não é tão simples como a mídia faz crer. Uma reunião de alto nível que ocorreria hoje (16) entre Coreia do Sul e Coreia do Norte foi cancelada por Kim. A justificativa foi o fato de que EUA e Coreia do Sul não suspenderam seus exercícios militares anuais conjuntos realizados desde a sexta-feira (11). Segundo a imprensa sul coreana, Pyongyang também anunciou que poderá suspender a cúpula com os EUA, marcada para 12 de junho na Cingapura.

 
- Ainda sobre a Coreia do Norte, imagens de satélite foram divulgadas revelando que o centro de testes nucleares de Punggye-ri, utilizado para seis testes nucleares subterrâneos nos últimos anos, começou a ser desmontado. A mensagem que Kim está emitindo ao mundo é a de que a Coreia do Norte está trabalhando para a desnuclearização da Península, enquanto EUA e Coreia do Sul continuam seus exercícios militares como se não houvesse um acordo sendo construído.
 
- Irã pede garantias dos signatários do acordo nuclear de 2015 de que se manterão dentro. Querem resposta em 60 dias, a UE pede 90. Os EUA ameaçam aplicar sanções às empresas americanas que negociarem com o Irã dentro de 90 dias.
 
- O inspetor-chefe da Agência Internacional de Energia Atômica, o finlandês Tero Varjoranta, renunciou ao seu posto logo após a saída dos EUA do acordo com o Irã. Embora tenham saído do acordo, os americanos disseram que continuariam apoiando as inspeções da Agência.
 
- Com o rompimento do acordo nuclear com o Irã, europeus estão em uma encruzilhada entre acatar a nova dinâmica norte-americana ou se aproximar de Rússia, China e Irã.
 
- Macron é o único líder europeu até agora que expressou esperança de trazer os EUA de volta a um pacto, fazendo os iranianos aceitarem ampliar seu leque de compromissos no acordo.
 
- Desde o dia 30 de março mais de 100 palestinos foram assassinados pelo Exército israelense na Faixa de Gaza. Governo Trump disse nesta segunda (14) que a responsabilidade pelas mortes é do Hamas. Os protestos fazem parte de eventos pela passagem dos 70 anos da Nakba, quando quase um milhão de pessoas foram deslocadas de suas terras para a criação do Estado de Israel.
 
- Subiu para 61 o número de mortos na Palestina desde a segunda (14), seis são crianças. Os protestos continuam. Conselho de Segurança da ONU tentou aprovar ontem (15) resolução para investigação independente sobre as mortes, mas os EUA vetaram. Embaixadora americana na ONU ainda culpou o Irã pelas mortes, por seu apoio ao Hamas na região.
 
- A União Europeia tentou aprovar uma declaração comum de seus 28 Estados apontando que não concordava com a mudança da Embaixada dos EUA para Jerusalém, mas foi bloqueada por Hungria, Romenia e República Checa. Representantes destes países e Áustria estiveram presentes na transferência da embaixada americana no dia 14 em Jerusalém. A UE defende a criação de dois Estados, com Jerusalém como capital comum.
 
- Na Turquia foi solicitado ao embaixador de Israel em Ancara que se retirasse do país após as mortes nos protestos da Faixa de Gaza. Israel reagiu pedindo a retirada do cônsul-geral da Turquia em Jerusalém. A Turquia já havia convocado seus embaixadores em Israel e EUA para retornarem ao país no contexto da inauguração a embaixada americana em Jerusalém.
 
- Na América Latina, Guatemala, Paraguai e possivelmente Honduras têm prevista a transferência de suas sedes diplomáticas para Jerusalém. Representantes diplomáticos do Perú, República Dominicana, El Salvador e Panamá estiveram no ato de transferência da embaixada americana em Jerusalém no dia 14. Países maiores da região, como Brasil, México, Colômbia e Argentina estiveram ausentes.
 
- Após a morte de mais de 60 pessoas pelo exército israelense na Faixa de Gaza, seleção argentina de futebol recebe pressão para cancelar jogo amistoso com a seleção de futebol israelense marcado para o dia 9 de junho em Jerusalém. O jogo será na véspera do início da Copa do Mundo de Futebol da Rússia.
 
- The Guardian trouxe matéria ontem (15) sobre a poluição do rio brasileiro Cateté na região amazônica e que estaria atingindo a tribo indígena Xikrin. O rio estaria sendo prejudicado pela extração de níquel pela companhia Onça Puma Mineração, pertencente à companhia Vale do Rio Doce.
 
- Alta do dólar é registrada em vários países em desenvolvimento, está ocorrendo na África do Sul, na Turquia, no Brasil, no Chile. Na Argentina bateu um novo recorde histórico indo a 25 pesos. Nas casas de câmbio brasileiras o dólar chegou a R$ 4,00 ontem (15). Enquanto isso, títulos do Tesouro americano alcançaram o maior patamar desde 2011.
 
- Dirigindo pessoalmente um caminhão, o presidente russo Vladimir Putin inaugurou ontem uma ponte que liga a Rússia à Crimeia.
 
- O primeiro-ministro ucraniano, Volodymyr Groisman, acusou a Rússia de “pisotear o Direito Internacional” com a construção da ponte. A península foi anexada em 2014 pela Rússia no contexto da guerra da Ucrânia, após a população ter sido consultada via referendo. A anexação gerou uma crise entre Rússia e UE e diversas sanções econômicas por parte dos europeus.
 
- Advogado brasileiro, juiz da Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) renunciou ao seu cargo na corte por enfrentar denúncias de agressão e violência doméstica contra sua ex-esposa. Presidente da Corte fez comunicado em que aceita a renúncia e pede apuração do caso.
 
- Fábrica americana de alimentos Kellogg´s sediada na Venezuela anunciou o encerramento de suas atividades e foi entregue pelo governo venezuelano aos trabalhadores.
 
- Líder do partido FARC, Rodrigo Londoño (Timochenko) instou, através de comunicado público, o presidente Juan Manuel Santos para que não seja dado nenhum passo atrás na implementação dos acordos de paz de Havana. Há uma crise instalada com vários eventos negativos durante o processo eleitoral e com a prisão do líder das FARC Jesús Santrich que virou símbolo dos reveses nos acordos. Enquanto isso, membros das FARC-EP que não aderiram aos acordos fazem um chamado aos ex-combatentes para que não mais se deixem enganar pelo falso acordo de paz e voltem à trincheiras da luta político-militar.

 


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