Caos nas calçadas
October 28, 2016 12:09Eu temo não conseguir interagir mais.
Temo não conseguir sair na rua. Andar em calçadas cheias. Desviar de pessoas.
Eu temo não conseguir suportar toda a angústia que me causa quando estou nesses ambientes. Me falta o ar, a pressão começa a diminuir. Dores de cabeça e uma irritação absurda. Eu sempre tento respirar fundo, tento desfocar do que me tira o ar. Eu me esforço.
Mas a cada vez que preciso estar em lugar com muita gente, percebo que estou bem menos tolerante. Já não suporto mais e já passei do meu limite.
Não sei o que fazer.
[crédito da imagem: olharesgeograficos.blogs.sapo.pt]
Foto jornalismo
October 28, 2016 12:04Quando Morgan Ashcom era pequeno, usou uma câmera de video para gravar os amigos patinando. Com o tempo seu interesse saiu da imagem em movimento para a fotografia fixa.
Em sua série West of Megsico, ele retrata Skatopia,uma pequena comunidade anarquista de Skaters na zona rural de Ohio.
Deixem as empresas quebrarem
October 28, 2016 8:18
Quando há uma crise financeira, sempre há uma cobrança ao governo para que ele tome uma “atitude à respeito”. A população, a mídia, políticos da oposição. Governos (principalmente os keynesianos) podem tomar medidas que podemos considerar uma aberração moral, dentre as quais está incluído o socorro às empresas e bancos. E, não raro, se escuta ou se lê, mesmo entre liberais, quando se estoura uma crise, a defesa de tal socorro. Devemos explicar que libertários e liberais (me refiro aos radicais como Mises, por exemplo) não são os empresários e banqueiros que pedem socorro ao estado. Libertários e liberais geralmente querem mais que as empresas e os bancos deficitários quebrem mesmo. Explico.
“Eu não encomendei o socorro de ninguém”
Para entender melhor tal argumento devo esclarecer um princípio básico de economia: nenhuma, absolutamente nenhuma, ação afirmativa do governo sai de graça, nem barato.
Principalmente se tratando em socorro de empresas. O…
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Conto Budista: Trabalho Inútil
October 28, 2016 8:16
Um velho monge e um jovem monge estavam andando por uma estrada quando chegaram a um rio que corria veloz. O rio não era nem muito largo nem muito fundo, e os dois estavam prestes a atravessá-lo quando uma bela jovem, que esperava na margem, aproximou-se deles. A moça estava vestida com muita elegância, abanava o leque e piscava muito, sorrindo com olhos muito grandes.
– Oh – disse ela –, a corrente é tão forte, a água é tão fria, e a seda do meu quimono vai-se estragar se eu o molhar. Será que vocês poderiam me carregar até ao outro lado do rio?
E ela insinuou-se sedutora para o lado do monge mais jovem.
O jovem monge não gostou do comportamento daquela moça mimada e sem pudor. Achou que ela merecia uma lição. Além do mais, monges não devem envolver-se com mulheres. Então ele ignorou-a e atravessou o…
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A aula de resistência dos estudantes
October 28, 2016 8:13Por Guilherme Boulos
Começou no Paraná. Já se espraiou por vários Estados do país, de norte a sul. Os estudantes brasileiros ocupam mais de mil instituições de ensino contra aMedida Provisória do ensino médio e a PEC 241. Sim, mais de mil escolas ocupadas, sendo 850 delas no Paraná, que se tornou o coração da resistência estudantil.
Os ventos da primavera secundarista do ano passado, protagonizada pelos estudantes de São Paulo, voltam a soprar. Naquela ocasião, o movimento derrotou a famigerada proposta de “reorganização escolar” do governo Geraldo Alckmin (PSDB), vencendo as velhas tentativas de desmoralização e criminalização da luta.
Rebeldes sem causa? Ora, as causas são muitas. A MP do ensino médio, editada sem qualquer debate com a sociedade, é a primeira delas. Representa a perda da universalidade no currículo, na contramão das tendências à interdisciplinaridade. Exclui das disciplinas obrigatórias filosofia e sociologia, áreas mais abertas à…
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