Por João Guilherme Vargas Netto
A maior preocupação de um dirigente sindical deve ser o cotidiano dos trabalhadores e das trabalhadoras que ele representa.
A “subida” às bases e o relacionamento permanente e motivado com os representados esclarecendo-os, mobilizando-os e unindo-os ocupará quase todo o tempo do dirigente, fortalecendo, assim, a entidade.
Em situações especiais os dirigentes desenvolverão outras atividades compatíveis com seus cargos e responsabilidades.
Entre estas contarão o contato com seus colegas de direção nas entidades em que participam, a garantia de recursos financeiros, as negociações com o patronato, as relações com o Judiciário, com os meios de comunicação, com os movimentos sociais, com o governo e os políticos. São momentos especiais em que se revela e se torna mais efetiva a orientação da entidade, a sua “pegada”.
Nas relações com o governo e os políticos, de apoio, de crítica ou de contestação, a independência, a autonomia e a legitimidade sindicais devem ser as pedras de toque da defesa dos interesses classistas – imediatos e de longo prazo – dos trabalhadores e das trabalhadoras.
Uma ação profícua no Congresso Nacional, por exemplo, compreendida sua complexidade em termos de representações partidárias, lideranças, bancadas, regionalidades e interesses conflitantes, deve partir sempre de uma criteriosa e inteligente análise da correlação de forças em relação ao tema tratado, até mesmo porque, ao meu juízo, não existe uma “bancada sindical” – ela seria um excesso e uma carência na hora da contagem dos votos.
Cada dirigente tem, portanto, muitas tarefas. O seu cumprimento exige dedicação, empenho e liderança unidos aos trabalhadores e às trabalhadoras e unindo-os em defesa de seus interesses.
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