Por Altamiro Borges
A presidenta Dilma Rousseff decidiu vetar o reajuste de 6,5% na tabela do Imposto de Renda das Pessoas Físicas (IRPF) aprovado pelo Congresso Nacional – inclusive com os votos dos deputados do PT. O anúncio foi feito nesta terça-feira (20) pelo ministro das Relações Institucionais, Pepe Vargas, que informou que o governo editará nos próximos dias uma Medida Provisória corrigindo a tabela em 4,5%. “O espaço fiscal que temos é este”, explicou o ministro, reforçando o discurso da austeridade da nova equipe econômica. A decisão prejudica os trabalhadores e as camadas médias da sociedade e visa manter o chamado superávit primário – a reserva de caixa para pagar os banqueiros.
Em entrevista à jornalista Najla Passos, do site Carta Maior, o presidente do Sindicato Nacional dos Auditores da Receita Federal (Sindifisco), Claudio Damasceno, revelou a gravidade do problema. “Segundo ele, com o fechamento do IPCA de 2014 em 6,41%, a defasagem da tabela do IRPF acumulada desde 1996 chega a 64,28%... ‘O contribuinte mais uma vez é o maior sacrificado. E a situação preocupa, porque não há regra prevista. Há somente acenos da parte do governo’, lamentou. Dos muitos impostos existentes no Brasil, o IRPF é apontado por vários analistas como um dos principais instrumentos para a justiça fiscal, já que permite a cobrança de diferentes alíquotas por diferentes faixas de renda”.
A decisão impopular da presidenta Dilma já está sendo festejada, de forma oportunista, pela oposição demotucana e pela mídia venal. A direita nativa, porta-voz dos patrões, nunca se preocupou com a mordida do Leão nos rendimentos dos trabalhadores. Agora, porém, tenta posar de defensora dos assalariados. O deputado Mendonça Filha, líder do DEM, até tripudia. “Vetar a correção próxima ao valor final da inflação de 2014 é exigir que, mais uma vez, o trabalhador seja penalizado com a situação econômica do país. O governo retira mais gente da isenção para inchar ainda mais suas receitas do jeito mais fácil: apertando ainda mais o contribuinte”, choraminga o demo, na maior caradura.
Já o cambaleante Aécio Neves, que até agora não se recuperou da surra levada no pleito presidencial, anuncia que mobilizará o parlamento para derrubar o ajuste fiscal do governo. Para ele, Dilma Rousseff “trai os compromissos assumidos com a população durante a campanha” ao vetar a correção de 6,5% na tabela do imposto de renda. “Na prática, isso significa que o governo está aumentando o imposto de renda a ser pago pelos brasileiros”, afirmou o presidente do PSDB em nota divulgada à imprensa. O tucano ainda insiste na tese do “estelionato eleitoral” praticado para reeleger Dilma. “O PT está fazendo o que falsamente disse que a oposição faria”, choraminga Aécio Neves.
Na mesma batida, a mídia privada aproveita para fustigar o governo. A revista Época, da famiglia Marinho, não poupa adjetivos. “A decisão da presidente Dilma de vetar a correção da tabela do IR em 6,5% dá o que pensar sobre o seu governo e o PT. Mais que qualquer bravata revolucionária, do tipo que gera frisson nas hostes vermelhas do PT, a correção da tabela tem um impacto direto no bolso dos brasileiros todos os meses. Apesar de o PT se considerar ‘o legítimo representante dos trabalhadores’ desde a sua fundação, em 1980, detentor de uma espécie de direito divino para falar em nome dos fracos e oprimidos, o veto de Dilma mostra que se foram os tempos em que o partido honrava o seu nome, se é que algum dia isso realmente aconteceu”, esbraveja o jornalista José Fucs, em seu blog hospedado na revista.
Durma-se com este barulho! Ao invés de promover um amplo debate sobre a reforma tributária, que penalize as grandes fortunas e os mais ricos, o governo opta por não corrigir a tabela do imposto de renda e penaliza os trabalhadores. Desta forma, ele continua na defensiva política, tentando acalmar o "deus-mercado" e levando porrada dos oportunistas de plantão. Desta forma, a presidenta Dilma sofre maiores desgastes, inclusive entre os setores populares que garantiram a sua reeleição. Lamentável!
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A presidenta Dilma Rousseff decidiu vetar o reajuste de 6,5% na tabela do Imposto de Renda das Pessoas Físicas (IRPF) aprovado pelo Congresso Nacional – inclusive com os votos dos deputados do PT. O anúncio foi feito nesta terça-feira (20) pelo ministro das Relações Institucionais, Pepe Vargas, que informou que o governo editará nos próximos dias uma Medida Provisória corrigindo a tabela em 4,5%. “O espaço fiscal que temos é este”, explicou o ministro, reforçando o discurso da austeridade da nova equipe econômica. A decisão prejudica os trabalhadores e as camadas médias da sociedade e visa manter o chamado superávit primário – a reserva de caixa para pagar os banqueiros.
Em entrevista à jornalista Najla Passos, do site Carta Maior, o presidente do Sindicato Nacional dos Auditores da Receita Federal (Sindifisco), Claudio Damasceno, revelou a gravidade do problema. “Segundo ele, com o fechamento do IPCA de 2014 em 6,41%, a defasagem da tabela do IRPF acumulada desde 1996 chega a 64,28%... ‘O contribuinte mais uma vez é o maior sacrificado. E a situação preocupa, porque não há regra prevista. Há somente acenos da parte do governo’, lamentou. Dos muitos impostos existentes no Brasil, o IRPF é apontado por vários analistas como um dos principais instrumentos para a justiça fiscal, já que permite a cobrança de diferentes alíquotas por diferentes faixas de renda”.
A decisão impopular da presidenta Dilma já está sendo festejada, de forma oportunista, pela oposição demotucana e pela mídia venal. A direita nativa, porta-voz dos patrões, nunca se preocupou com a mordida do Leão nos rendimentos dos trabalhadores. Agora, porém, tenta posar de defensora dos assalariados. O deputado Mendonça Filha, líder do DEM, até tripudia. “Vetar a correção próxima ao valor final da inflação de 2014 é exigir que, mais uma vez, o trabalhador seja penalizado com a situação econômica do país. O governo retira mais gente da isenção para inchar ainda mais suas receitas do jeito mais fácil: apertando ainda mais o contribuinte”, choraminga o demo, na maior caradura.
Já o cambaleante Aécio Neves, que até agora não se recuperou da surra levada no pleito presidencial, anuncia que mobilizará o parlamento para derrubar o ajuste fiscal do governo. Para ele, Dilma Rousseff “trai os compromissos assumidos com a população durante a campanha” ao vetar a correção de 6,5% na tabela do imposto de renda. “Na prática, isso significa que o governo está aumentando o imposto de renda a ser pago pelos brasileiros”, afirmou o presidente do PSDB em nota divulgada à imprensa. O tucano ainda insiste na tese do “estelionato eleitoral” praticado para reeleger Dilma. “O PT está fazendo o que falsamente disse que a oposição faria”, choraminga Aécio Neves.
Na mesma batida, a mídia privada aproveita para fustigar o governo. A revista Época, da famiglia Marinho, não poupa adjetivos. “A decisão da presidente Dilma de vetar a correção da tabela do IR em 6,5% dá o que pensar sobre o seu governo e o PT. Mais que qualquer bravata revolucionária, do tipo que gera frisson nas hostes vermelhas do PT, a correção da tabela tem um impacto direto no bolso dos brasileiros todos os meses. Apesar de o PT se considerar ‘o legítimo representante dos trabalhadores’ desde a sua fundação, em 1980, detentor de uma espécie de direito divino para falar em nome dos fracos e oprimidos, o veto de Dilma mostra que se foram os tempos em que o partido honrava o seu nome, se é que algum dia isso realmente aconteceu”, esbraveja o jornalista José Fucs, em seu blog hospedado na revista.
Durma-se com este barulho! Ao invés de promover um amplo debate sobre a reforma tributária, que penalize as grandes fortunas e os mais ricos, o governo opta por não corrigir a tabela do imposto de renda e penaliza os trabalhadores. Desta forma, ele continua na defensiva política, tentando acalmar o "deus-mercado" e levando porrada dos oportunistas de plantão. Desta forma, a presidenta Dilma sofre maiores desgastes, inclusive entre os setores populares que garantiram a sua reeleição. Lamentável!
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