Por Tereza Cruvinel, no site Brasil-247:
De Eduardo Bolsonaro ao mais insignificante lacaio da extrema direita, os que tentam tolamente depreciar a conversa telefônica de segunda-feira, 6/10, entre o presidente Lula e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apelam para um mesmo argumento: a indicação de Marco Rubio como interlocutor nas negociações com o Brasil será uma pedra no caminho da reaproximação bilateral.
Eduardo Bolsonaro chegou a falar que Trump fez um 'golaço' com a indicação. Golaço foi ele e o bolsonarismo que sofreram. Todo o esforço dele e de seu comparsa Paulo Figueiredo virou pó.
Durante a crise Rubio foi mesmo muito hostil ao Brasil, e suas agressões, de cunho fortemente ideológico, estão documentadas por suas várias postagens em que ele ataca a caça às bruxas, a perseguição a Bolsonaro e o ministro Alexandre de Moraes, sempre tratado como censor, perseguidor e inimigo da liberdade de expressão.
Rubio é um falcão da extrema-direita norte-americana e mundial, não há dúvida.
Acontece que sua indicação era óbvia pelo cargo que ocupa, o de Secretário de Estado, chefe da diplomacia. Este é um cargo de confiança do ocupante da Casa Branca.
Se Trump, pragmaticamente, optou pelo reatamento das boas relações com o Brasil, seja para conter a inflação de produtos como carne e café, em boa parte importados do Brasil, seja para garantir o acesso às terras raras e minerais raros disponíveis em território brasileiro, para atender às demandas industriais estratégicas norte-americanas, Rubio terá que perseguir estes objetivos.
Suas conversas com o chanceler Mauro Vieira terão que refletir o pragmatismo e os interesses de seus chefes. Tanto Lula quanto Trump falam em boa química, mas estão sendo mesmo é pragmáticos.
Se em algum momento Rubio recrudescer na guerra ideológica, Mauro relatará isso a Lula, que poderá fazer uso do número reservado que Trump lhe deu para se falarem diretamente, se for necessária.
Rubio sabe qual é seu limite. Trump não precisou "enquadrá-lo", como dizem alguns.
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